A IMPORTNCIA DA DEMONSTRAO DO FLUXO DE CAIXA ? Demonstrao dos Fluxos de Caixa pelo Mtodo

Download A IMPORTNCIA DA DEMONSTRAO DO FLUXO DE CAIXA ? Demonstrao dos Fluxos de Caixa pelo Mtodo

Post on 30-Aug-2018

212 views

Category:

Documents

0 download

TRANSCRIPT

A IMPORTNCIA DA DEMONSTRAO DO FLUXO DE CAIXA EM SUBSTITUIO A DEMONSTRAO DE ORIGENS E APLICAES DE RECURSOS. RESUMO Com a lei nr. 11.638/07 muitas mudanas foram feitas na lei das sociedades por aes no intuito de harmonizar a lei brasileira com a normas contbeis internacionais. Uma destas mudancas foi a substituio da obrigatoriedade da publicao da DOAR pela DFC. Este estudo tem por objetivo demonstrar a importncia da DFC nas demonstraes contbeis das empresas instituindo sua obrigatoriedade em substituio a DOAR, bem como os benefcios que ela traz aos usurios. Adotou-se a metodologia do tipo descritiva com enfoque em informaes bibliogrficas restrita a livros e artigos cientficos j publicados e realizou-se um estudo de caso com o Grupo Po de Aucar. Nos primeiros captulos aborda a importncia da DFC em substituio a DOAR, e as vantagens e desvantagens que ela possui. Prossegue apresentando-se uma anlise sobre os dois demonstrativos da empresa em questo extraindo do balano as informaes obtidas pela DFC e DOAR. E conclui que a DFC traz benefcios aos usurios, pois d transparncia aos relatrios contbeis e atende da melhor maneira o pblico interessado nas informaes contbeis das empresas. PALAVRA CHAVE: Demonstrao do Fluxo de Caixa (DFC), Demonstrao das Origens e Aplicaes de Recursos (DOAR), Vantagens e Desvantagens. 1 - INTRODUO Este artigo ressalta a importncia da Demonstrao do Fluxo de Caixa (DFC) em substituio a Demonstrao das Origens e Aplicaes de Recursos (DOAR), sendo um assunto de extrema importncia uma vez que na nova Lei 11.638/07 sancionada em 28 de dezembro de 2007 consta a substituio da DOAR pela DFC determinando importantes modificaes nas prticas contbeis e administrativas das empresas brasileiras em consonncia s prticas internacionais. A Demonstrao dos Fluxos de Caixa nos fornece um resumo dos fluxos de caixa relativos a trs importantes aspectos da empresa sendo: atividade operacional, atividade de investimentos e atividade de financiamentos. A DFC permite ao usurio ver como o caixa alterou de um perodo a outro, quais contas foram responsveis por esta alterao e qual foi o resultado obtido com cada atividade deste fluxo. O assunto-problema abordado neste artigo expe o quanto a Demonstrao de Fluxo de Caixa se tornou necessria nas demonstraes financeiras das empresas. Diante deste cenrio, este trabalho levanta a seguinte questo: a lei 11.638/07 que tornou obrigatria a DFC em substituio a DOAR trouxe benefcios aos usurios? Visando demonstrar a importncia da elaborao do Fluxo de Caixa e sua necessidade de implantao nas empresas o objetivo geral demonstrar as principais caractersticas da Demonstrao de Fluxo de Caixa e sua estruturao tendo como objetivos especficos: Identificar as vantagens e desvantagens da Demonstrao do Fluxo de Caixa, comparando os mtodos diretos e indiretos visando um melhor entendimento das informaes a serem explanadas. 2 Descrever a estruturao da DFC classificando-as em atividade operacional, investimento e financiamento. Mensurar a diferena entre DFC e a DOAR buscando o motivo pelo qual essa Demonstrao foi substituda. A inteno desse estudo comprovar a fundamental importncia do DFC nas demonstraes contbeis apontando as informaes necessrias sobre os reais resultados das empresas e sua situao financeira direcionadas ao pblico. 2 - REFERENCIAL TERICO Neste captulo mostra-se a importncia da DFC, suas vantagens e desvantagens, os tipos de mtodos existentes e uma comparao entre os mesmos, a estruturao da DFC, bem como, mostra ainda uma comparao entre a DFC e a DOAR. 2.1 Importncia da Demonstrao do Fluxo de Caixa A Demonstrao do Fluxo de Caixa um instrumento que possibilita mostrar de forma direta ou indireta as mudanas ocorridas no caixa da empresa, demonstrando as entradas e sadas de dinheiro, ou seja, os reflexos no caixa da empresa. Desde o momento que sai da Demonstrao de Resultados at o Balano Patrimonial. O objetivo primrio da DFC prover informaes relevantes sobre pagamentos e recebimentos, em dinheiro, de uma empresa, ocorridos num determinado perodo. Ela deve seguir orientaes do Financial Accouting Standards Board (FASB), rgo normatizador das prticas contbeis americanas e do International Accounting Standards (IASB), rgo que estabelece normas internacionais de contabilidade, as quais vm sendo progressivamente adotadas por vrios pases, inclusive no Brasil. De acordo com a CVM n. 547 de 13 de agosto de 2008, A demonstrao dos fluxos de caixa, quando usada em conjunto com as demais demonstraes contbeis, proporciona informaes que habilitam os usurios a avaliar as mudanas nos ativos lquidos de uma entidade, sua estrutura financeira e sua capacidade para alterar os valores e prazos dos fluxos de caixa, a fim de adapt-los s mudanas nas circunstncias e oportunidades. A demonstrao dos fluxos de caixa tambm melhora a comparabilidade dos relatrios de desempenho operacional para diferentes entidades porque reduz os efeitos decorrentes do uso de diferentes tratamentos contbeis para as mesmas transaes e eventos. Para Santos (2005, p. 17), a DFC um demonstrativo financeiro que demonstra a variao lquida do saldo contbil do caixa e equivalentes ao caixa num perodo reportado, detalhando os recebimentos e pagamentos que causaram essa variao. A Demonstrao do Fluxo de Caixa aponta a necessidade de captar emprstimos ou aplicar excedentes de caixa em operaes rentvel com a finalidade de buscar a eficcia financeira e administrativa das empresas. A Demonstrao do Fluxo de Caixa demonstra a origem e aplicao de todo o dinheiro que transitou pelo caixa em um determinado perodo e o resultado desse Fluxo, sendo que o caixa engloba as contas caixas e bancos, evidenciando as 3 entradas e sadas de valores monetrios no decorrer das operaes que ocorrem ao longo do tempo nas organizaes. (IUDCIBUS e MARION, 1999, p. 218). 2.2 Vantagens da Demonstrao do Fluxo de Caixa A DFC evidencia o confronto entre as entradas e sadas de caixa, verificando se haver sobras ou faltas de dinheiro. Permite administrao da empresa decidir com antecedncia se a empresa deve tomar recursos ou aplic-los, e ainda, avalia e controla ao longo do tempo as decises importantes que so tomadas na empresa e seus reflexos monetrios. Outras vantagens so a de fornecer informaes sobre a situao financeira e a possibilidade de utilizao da demonstrao de fluxos de caixa por um nmero muito mais ampliado de usurios. (AFONSO, 1999, p. 22). 2.3 Desvantagens da Demonstrao do Fluxo de Caixa As dificuldades financeiras nascem do erro entre as entradas e sadas de caixa, que somente podem ser detectadas pelo minucioso estudo de recentes fluxos de caixa, conjugado com uma anlise do Capital Circulante Lquido. H uma tendncia de os usurios da DFC acreditarem que grandes volumes lquidos positivos de caixa das operaes so bons, e que pequenos volumes, positivos ou negativos, ou grandes volumes negativos so ruins. Empresas em expanso necessitam de investimentos crescentes em capital circulante, e assim as suas DFCs, apresentando baixo caixa operacional, podem induzir a erros de anlise se consideradas de forma isolada.. (LUTOSA, 1997, p.37). 2.4 MTODOS DE DEMONSTRAO DO FLUXO DE CAIXA Existem dois mtodos de elaborao da DFC: Mtodo Direto e Indireto, conforme so conceituados a seguir. 2.4.1 Mtodo Direto da Demonstrao do Fluxo de Caixa O Mtodo Direto consiste em classificar os recebimentos e pagamentos de uma empresa utilizando as partidas dobradas, gerando informao com base em critrios tcnicos, eliminando qualquer interferncia da legislao fiscal, modelo este que no o nosso foco de aprendizado. 2.4.2 Mtodo Indireto de Demonstrao do Fluxo de Caixa No Modelo Indireto, as variaes no caixa decorrente da atividade operacional so identificadas pelas mudanas no capital de giro da empresa. Nesta mesma linha Marion (2003, p. 156), considera que o Mtodo Indireto mostra quais foram s alteraes no giro (Ativo Circulante e Passivo Circulante) que provocaram aumento ou diminuio no Caixa, sem explicitar diretamente as entradas e sadas de dinheiro. 4 importante verificar que a apresentao da DFC pelo Mtodo Indireto evidencia os ajustes ao lucro lquido, proveniente da Demonstrao de Resultado do Exerccio, assemelhando-se, assim, a DOAR. Segue abaixo o formato padro de DFC pelo Mtodo Indireto: Demonstrao dos Fluxos de Caixa pelo Mtodo Indireto Fluxos de caixa das atividades operacionais Lucro lquido Depreciao Perda cambial Renda de investimentos Despesas de juros Aumento nas contas a receber de clientes e outros Diminuio nos estoques Diminuio nas contas a pagar fornecedores Caixa proveniente das operaes Juros pagos Imposto de renda e contribuio social pagos Imposto de renda na fonte sobre dividendos recebidos Caixa lquido (consumido/gerado)nas atividades operacionais Fluxos de caixa das atividades de investimento Aquisio de ativo permanente Recebimento pela venda de imobilizado Juros recebidos Dividendos recebidos Caixa lquido (consumido/gerado) nas atividades de investimento Fluxos de caixa das atividades de financiamento Novos Emprstimos Amortizao de Emprstimos Aumento de capital Dividendos pagos Caixa lquido (consumido/gerado)nas atividades de financiamento Aumento/Diminuio de disponibilidades Caixa e equivalente de caixa no incio do perodo Caixa e equivalente de caixa no fim do perodo Fonte: Adaptado de CVM n. 547 18/08/2008. 2.4.3 Comparaes entre o Mtodo Direto e o Indireto Na comparao entre os dois mtodos interessante frisar as vantagens e desvantagens existentes em cada uma delas. De acordo com Campos Filho (1999, p. 48) a comparao entre os dois mtodos deve exceder aos aspectos tcnicos: Mtodo Indireto Vantagens 5 Apresenta baixo custo. Basta utilizar dois balanos patrimoniais (o do incio e o do final do perodo), a demonstrao de resultados e algumas informaes adicionais obtidas na contabilidade. Concilia lucro contbil com fluxo de caixa operacional lquido, mostrando como se compe a diferena. Mtodo Indireto - Desvantagens O tempo necessrio para gerar as informaes pelo regime de competncia e s depois convert-las para o regime de caixa. Se isso for feito uma vez por ano, por exemplo, podemos ter surpresas desagradveis e tardiamente. Se h interferncia da legislao fiscal na contabilidade oficial, e geralmente h, o mtodo indireto ir eliminar somente parte dessas distores. Mtodo Direto Vantagens Cria condies favorveis para que a classificao dos recebimentos e pagamentos siga critrios tcnicos e no fiscais. Permite que a cultura de administrar pelo caixa seja introduzida mais rapidamente nas empresas. As informaes de caixa podem estar disponveis diariamente. Mtodo Direto Desvantagens O custo adicional para classificar os recebimentos e pagamentos. A falta de experincia dos profissionais das reas contbil e financeira em usar as partidas dobradas para classificar os recebimentos e pagamentos. 2.5 ESTRUTURAO DA DEMONSTRAO DO FLUXO DE CAIXA MODELO INDIRETO Segundo o Comit de Pronunciamento Contbil n. 03 (2008, p.5), a Demonstrao dos Fluxos de Caixa deve apresentar os fluxos de caixa do perodo classificados por atividades operacionais, de investimento e de financiamento. Nas atividades operacionais o caixa gerado pela venda de bens e servios, tendo como subtrao as despesas operacionais, impostos, participaes etc. so as transaes ligadas ao objeto social da empresa. Nas atividades de financiamento, as empresas obtm caixa atravs de financiamentos e aporte de capitais. As amortizaes de financiamentos e o pagamento de dividendos aparecem neste item: a captao de recursos e a amortizao dos recursos captados. Nas atividades de investimentos, as aquisies de ativos permanentes bem como a venda destes devem ser destacadas. As participaes em outras empresas tambm entram. Vejamos abaixo as classificaes das atividades em conformidade com a Norma Brasileira de Contabilidade (Tcnica) NBC T 3-8 (2008, p.4): 6 Atividades operacionais so as principais atividades relacionadas Demonstrao do Resultado do Exerccio e engloba as atividades ligadas a produo e a entrega de bens e servios. Recebimentos: a) depreciao; b) resultado na venda do imobilizado; c) duplicatas a receber; d) estoques; Pagamentos: a) fornecedores de bens e servios; b) empregados e encargos sociais; c) tributos. Atividades de investimentos a aquisio e venda de ativos de longo prazo e outros investimentos que representam gastos destinados a gerar receitas futuras e fluxos de caixa e que no esto includos nos equivalentes de caixa. Tambm no compreendem a aquisio de ativos com o objetivo de revenda. Recebimentos: a) venda de ativos permanentes; b) venda de ativos de longo prazo; c) venda de aes ou participaes societrias; d) instrumentos financeiros derivativos relacionados a investimentos. Pagamentos: Aqueles efetuados para aquisio de ativo permanente. Atividades de financiamentos so atividades que resultam em mudanas no tamanho e na composio do patrimnio lquido e emprstimos a pagar da entidade, que representam exigncias impostas a futuros fluxos de caixa pelos fornecedores de capital entidade. Recebimentos: a) integralizao de capital; b) colocao de ttulos a longo prazo (debntures e equivalentes); c) obteno de emprstimos. Pagamentos: a) acionistas ou cotistas por lucros, dividendos, juros sobre o capital prprio; b) acionistas ou cotistas por reembolso de capital; c) bancos e outras instituies financeiras em decorrncia de emprstimos tomados. 7 2.6 - COMPARAO ENTRE A DOAR E A DFC De acordo com Norma Brasileira de Contabilidade (Tcnica) 3-6 (1990, p.1) a Demonstrao de Origens e Aplicaes de Recursos a demonstrao destinada a evidenciar, em um determinado perodo, as modificaes que originaram as variaes no capital circulante lquido da entidade. Dessa forma, a DOAR, como seu prprio nome diz, tem por objetivo apresentar informaes relacionadas a financiamentos (origens de recursos) e investimentos (aplicaes de recursos) da empresa durante o exerccio, onde, estes recursos so os que afetam o capital circulante lquido (CCL) da empresa. As origens de recursos caracterizam-se por serem as operaes que aumentam o CCL, como obteno de recursos atravs de financiamento a longo prazo, aumento do capital, ou venda de itens do Ativo Permanente e do Realizvel a Longo Prazo. As aplicaes de recursos decorrem de operaes com o no-circulante, como a aquisio de bens ou direitos que venham a integrar o Ativo Permanente ou o Realizvel a Longo Prazo, bem como distribuio de dividendos ou a reduo do Passivo Exigvel a Longo Prazo. A DOAR possibilita um melhor conhecimento da poltica de investimento e de financiamento da empresa alem de ser mais abrangente que o fluxo de caixa por representar completamente as mudanas na posio financeira e possuir capacidade analtica de longo prazo. A diferena fundamental entre a DOAR e a DFC que a DOAR elaborada com base no conceito de capital circulante lquido, dentro do regime de competncia, (disponibilidade de mdio prazo da empresa), e a DFC baseia-se no conceito de disponibilidade imediata, dentro do regime de caixa (recebimentos/pagamentos). (PADOVEZE, 1997, p. 66). A DOAR possui determinadas relaes com a DFC, porm muito mais rica em informaes. A DOAR mais analtica, mostra a posio financeira da empresa, suas tendncias futuras e tem caracterstica de mdio e longo prazo. J a DFC propicia informaes concretas, se houve ou haver dinheiro, quanto se deve tomar de emprstimos e tendo caractersticas de curto prazo. Enquanto a DFC compreende o movimento de fluxo de dinheiro, a DOAR volta-se para a movimentao havida nos recursos e aplicaes permanentes, ou de longo prazo e, como conseqncia disto, o impacto na situao financeira, espelhada pela variao do CCL. 2.7 A OBRIGATORIEDADE DA DFC Em 28 de dezembro de 2007, foi publicada a Lei n 11.638/07 que altera vrios artigos da Lei n 6.404 de 15 de dezembro de 1976. Estas alteraes, segundo a Comisso de Valores Mobilirios (CVM, 2007) tm o propsito de adequar a Lei n 6.404/76, no que diz respeito matria contbil nova realidade econmica brasileira, tendo em vista a globalizao dos mercados e a evoluo dos princpios fundamentais contbeis. As mudanas tm o principal objetivo de criar condies para harmonizar as prticas contbeis aplicadas no Brasil e suas demonstraes contbeis correspondentes com as prticas e demonstraes exigidas nos principais mercados financeiros do mundo. Esta padronizao torna as empresas nacionais mais competitivas, pois facilita a anlise feita pelos investidores estrangeiros interessados em aplicar recursos em nosso pas. 8 Com a nova lei, torna-se obrigatria apresentao da DFC em companhias abertas e fechadas com patrimnio liquido, na data de balano, superior a R$ 2.000.000,00 (dois milhes de reais), em substituio DOAR. Tais mudanas mostram uma tendncia mundial de dar transparncia aos relatrios contbeis, pois, apesar da DOAR ser uma demonstrao mais completa quanto ao volume de informaes, apresenta estrutura e conceitos de difcil entendimento a no contabilistas, enquanto a Demonstrao de Fluxo de Caixa atende de melhor maneira o pblico interessado nas informaes contbeis das empresas. 3 - METODOLOGIA Inicialmente a metodologia empregada nesse artigo descritiva e o procedimento tcnico ocorreu a partir de coletas de dados em informaes bibliogrficas restrita a livros, artigos e internet, e desenvolvida a partir de material j publicado, constitudo principalmente de livros e artigos cientficos. Quanto forma de exposio do problema esta pesquisa foi elaborada de forma qualitativa devido interpretao dos fenmenos e a atribuio dos significados no requerendo o uso de mtodos e tcnicas estatsticas verificando assim a abordagem de diversos autores de forma a desenvolver a parte terica sobre o tema. Posteriormente desenvolveu-se uma pesquisa exploratria visando proporcionar maior familiaridade com o problema objetivando torn-lo explcito envolvendo as pesquisas bibliogrficas e a anlise de exemplos como o estudo de caso apresentado. Os dados obtidos foram analisados, de forma que se possa interpretar e explicar os resultados, utilizando como base o referencial terico. Para a obteno das demonstraes contbeis, realizou-se uma pesquisa na internet nas pginas da empresa analisada limitando-se as demonstraes relativas ao exerccio findo em 31.12.2007, uma vez que visa a analisar os dados informativos de cada item das demonstraes do DFC e da DOAR sem fins estatsticos dos dados. De posse dessas demonstraes, foi feita uma comparao entre a DFC e a DOAR para obter a real necessidade da substituio da DOAR pela DFC. Nessa anlise observou-se a estruturao dos fluxos de caixa gerados e consumidos nas atividades operacionais, de investimento e de financiamento, permitindo aos usurios ver as alteraes do caixa em diversos perodos, quais contas foram responsveis por essas alteraes e qual foi o resultado obtido.com cada atividade deste fluxo. Considera-se ainda as caractersticas da DFC quanto a vantagens, desvantagens, e o mtodo indireto como ferramenta essencial para anlise da empresa pesquisada. 4 - RESULTADOS E ANLISES DE RESULTADOS Neste captulo demonstram-se as anlises e os resultados obtidos aplicando as comparaes entre as demonstraes financeiras DOAR e DFC at aqui relatadas. Utilizou-se das demonstraes contbeis da Companhia Brasileira de Distribuio mais conhecida pelo nome fantasia Grupo Po de Acar (GPA), demonstraes extradas do site da prpria companhia na data de 20 de outubro de 2008. 9 Vale ressaltar que foram analisados apenas os dados financeiros da empresa consolidada, por se entender que as demonstraes consolidadas eliminam as participaes de uma sociedade em outra, os saldos de quaisquer contas entre elas, as parcelas dos resultados do exerccio, do custo do estoque ou do ativo permanente que correspondem a resultados, ainda no realizados, de negcios entre as sociedades. Com os dados obtidos na DOAR de 2007 ( Anexo I) foi elaborado o quadro I abaixo: Quadro I Resumo de dados da DOAR RESUMO DA DOAR 2007 (em milhares de reais) ORIGENS 2.103.493 OPERAES 759.214 FINANCIAMENTOS PROPRIOS 9.071 FINANCIAMENTOS DE TERCEIROS 1.335.208 TOTAL ATIVO CIRCULANTE (AC) 2.103.493 APLICAES 2.501.582 TOTAL DO PASSIVO CIRCULANTE (PC) 2.501.582 VARIAO CAPITAL CIRCULANTE LIQUIDO CCL= (AC-PC) (398.089) Fonte: Adaptado de Grupo Po de Acar (2008). Pode-se notar que no quadro I os financiamentos prprios e de terceiros originam os recursos do GPA num montante de R$ 1.344 milhes e que as operaes somam R$ 759 milhes integrando a parte dos ativos circulantes totalizados em R$ 2.103 milhes. O GPA possui investimentos de R$ 2.501 milhes totalizados no seu passivo circulante que, variando com os ativos circulantes representam o capital de giro lquido que a empresa possui. Vale ressaltar que esses recursos demonstrados no so fceis de serem compreendidos, pois falta um detalhamento considerado necessrio para melhor entendimento dos usurios. Logo a DOAR no especificam quais desses financiamentos e investimentos a empresa tem e tambm no possibilita avaliar adequadamente a liquidez de curto prazo da empresa pelo fato de ser de difcil interpretao. A diferena entre o Ativo Circulante e o Passivo Circulante representa os recursos financeiros disposio da sociedade, que sero utilizados para atender as operaes do prximo exerccio, portanto neste caso demonstra que a empresa tem mais aplicaes do que origem de recursos, possuindo assim uma variao negativa do CCL de R$ 398 milhes. A preocupao principal da DOAR evidenciar os itens que alteram o CCL, portanto no apontam os itens que se modificam dentro do prprio Ativo ou Passivo Circulantes, pois estes itens no provocam modificaes no Capital Circulante Lquido. No intuito de se comparar as informaes obtidas na DOAR tem-se os dados da DFC (Anexo II) os quais possibilitam a elaborao do quadro 2 abaixo. 10 Quadro II Resumo de dados da DFC RESUMO DA DFC 2007 (em milhares de reais) CAIXA GERADO PELAS ATIVIDADES OPERACIONAIS 562.433 CAIXA CONSUMIDO PELAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTO (1.319.011) CAIXA GERADO PELAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO 539.199 DIMINUIO DAS DISPONIBILIDADES (217.379) DISPONIBILIDADES NO FIM DO EXERCICIO 1.064.132 DISPONIBILIDADES NO INICIO DO EXERCICIO 1.281.511 VARIAO DAS DISPONIBILIDADES (217.379) Fonte: Adaptado de Grupo Po de Acar (2008). No quadro II nota-se que as informaes demonstradas da DFC apresentada pelo GPA conseguem-se identificar que nas atividades operacionais gerou-se um caixa de R$ 562 milhes. Foi verificado o consumo de R$ 1.319 milhes em investimentos, e as atividades de financiamento originaram R$ 539 milhes, indicando o que ocorreu no perodo em relao s sadas e entradas de dinheiro no Caixa. O resultado desse fluxo foi a diminuio das disponibilidades, ou seja, caixa, bancos e aplicaes de at 90 dias, de R$ 217 milhes. A DFC de fcil entendimento para os usurios, pois para ser apresentada depende apenas de informaes dos Balanos Patrimoniais (o do inicio e do final do perodo), e da Demonstrao de Resultados possibilitando mostrar as mudanas ocorridas no caixa da empresa desde o momento que sai da DRE at o Balano Patrimonial. Atravs das informaes da DFC possvel evidenciar o confronto do fluxo de caixa, permitindo administrao da empresa decidir com antecedncia se a empresa deve tomar recursos ou aplic-los, e ainda, avalia e controla ao longo do tempo as decises importantes que so tomadas na empresa e seus reflexos monetrios. Com estas informaes possvel obter as razes das diferenas observadas entre o lucro lquido e o caixa gerado pelo lucro lquido, avaliando o impacto que os investimentos e os financiamentos tiveram sobre a posio financeira da empresa no perodo considerado. Quadro III Comparao de dados da DFC x DOAR RESUMO DA DOAR E DFC 2007 ( em milhares de reais) DOAR DFC ORIGENS OPERAES. 759.214 OPERACIONAL 562.433 FINANCIAMENTOS 1.344.279 FINANCIAMENTOS 539.199 APLICAES INVESTIMENTOS (2.501.582) INVESTIMENTOS (1.319.011) Variao Negativa do CCL (398.089) Diminuio das Disponibilidades (217.379) Fonte: Adaptado do Grupo Po de Acar (2008). 11 O quadro III demonstra uma viso comparativa entre os resultados obtidos da DFC e da DOAR do GPA no ano de 2007. A diferena fundamental entre a DOAR e a DFC que a DOAR elaborada com base no conceito de capital circulante lquido, dentro do regime de competncia teve uma variao negativa de R$ 398 milhes, e a DFC com conceito de disponibilidade imediata, dentro do regime de caixa teve uma diminuio das disponibilidades de R$ 217 milhes.. Portanto no trmino do perodo de 2007, o que realmente se tem em caixa lquido na empresa GPA so as informaes contidas na DFC em que houve diminuio de R$ 217 milhes das disponibilidades da empresa. Evidenciando assim a necessidade ou no de captar emprstimos ou aplicar excedentes de caixa em operaes rentveis com a finalidade de buscar a eficcia financeira e administrativa da empresa em questo. 5 - CONSIDERAES FINAIS Neste estudo foram demonstrados todos os aspectos relevantes sobre a DFC em substituio a DOAR para que fosse justificada sua importncia nas demonstraes contbeis das empresas para comprovar a real necessidade dessa alterao. A DFC vem em substituio a DOAR para criar condies favorveis s empresas brasileiras visando conciliar as prticas contbeis aplicadas aqui no Brasil com os principais mercados financeiros do mundo. Diante do problema levantado para anlise ocasionou-se a questo sobre os benefcios tragos por essa substituio onde esta padronizao torna as empresas brasileiras mais competitivas no mercado financeiro, devido facilidade que os investidores estrangeiros tm em obter as informaes relevantes sobre a situao financeira da empresa e a mesma traz uma informao mais fcil para anlise. Os objetivos propostos demonstram a necessidade de implantao da DFC nas empresas e identificam as vantagens e desvantagens da DFC, exemplificando o mtodo indireto de elaborao evidenciando assim, sua influncia na tomada de deciso, para que no ocorram erros de anlise se analisar as informaes contbeis isoladamente. O fato que a estruturao dos fluxos de caixa da DFC permite aos usurios analisar as mudanas ocorridas no caixa da empresa demonstrando as atividades operacional, de financiamento e de investimento que geraram (ou consumiram) esse fluxo de dinheiro. Comparando a DFC com a DOAR verifica-se que a diferena entre elas est no fato de que a DOAR elaborada com base no regime de competncia considerando o capital circulante lquido. J a DFC baseia-se no regime de caixa levando em considerao a disponibilidade imediata do caixa. Observa-se no estudo feito, que a DFC proporciona informaes muito importantes para que os usurios avaliem a estrutura financeira da empresa. E comparada a outros relatrios contbeis tem se visto o seu diferencial nos relatrios de desempenho operacional, uma vez que reduz os efeitos decorrentes do uso de diferentes tratamentos contbeis para as mesmas transaes. Portanto, imprescindvel a elaborao e divulgao financeira da Demonstrao do Fluxo de Caixa das empresas por ser um instrumento que o gestor e o analista de mercado tm ao seu alcance para junto s demais demonstraes contbeis possam tomar suas decises com maior segurana. 12 6 REFERNCIAS BIBLIOGRAFICAS AFONSO, Roberto Alexandre Elias. A Capacidade informativa da Demonstrao de Origens e Aplicaes de Recursos (DOAR) e da Demonstrao de Fluxos de Caixa (DFC). Revista Brasileira de Contabilidade. Braslia, n.117, p.20-32, maio/jun. 1999. CAMPOS FILHO, Aldemar. Demonstrao dos Fluxos de Caixa: uma ferramenta indispensvel para administrar sua empresa. So Paulo: Atlas, 1999. CFC Conselho Federal de Contabilidade. Normas Brasileiras de Contabilidade Tcnica 03. Disponvel em: Acesso em : 06 de outubro de 2008. CPC Comit de Pronunciamentos Contbeis. Pronunciamento Tcnico 03 Demonstrao do Fluxo de Caixa. Disponvel em: . Acesso em: 29 de setembro de 2008. CVM - Comisso de Valores Mobilirios. Deliberao n. 547 Aprova o Pronunciamento Tcnico CPC 03 de Pronunciamentos Contbeis, que trata da Demonstrao do Fluxo de Caixa. Disponvel em: . Acesso em: 18 de agosto 2008. Grupo Po de Acar Relaes com Investidores. Demonstraes Financeiras Padronizadas. Disponvel em: . Acesso em: 20 de setembro de 2008. IUDCIBUS, Srgio de; MARION, Jos Carlos. Introduo Teoria da Contabilidade. So Paulo: Atlas, 1999. Lei Federal n11. 638, de 28 de dezembro de 2007. Disponvel em: . Acesso em: 20 de agosto 2008. LUTOSA, Paulo Roberto Barbosa. DOAR Uma morte anunciada. Fundao Instituto de Pesquisas Contbeis, Atuariais e Financeiras FIPECAFI. Caderno de Estudos. So Paulo, v.9, n.16, p.26-38, jul./dez. 1997. MARION, Jos Carlos. Contabilidade Empresarial. 10. Ed. So Paulo: Atlas, 2003. PADOVEZE, Clvis Lus. Contabilidade gerencial: um enfoque em sistema de informao contbil. 2 ed. So Paulo: Atlas, 1997. SANTOS, Cosme dos. Guia Prtico para elaborao do demonstrativo dos fluxos de caixa DFC. Curitiba: Juru, 2005. 13 ANEXOS I. DOAR Grupo Po de Acar 2007 1-CDIGO CVM 2-DENOMINAO SOCIAL 3-CNPJ 01482-6 COMPANHIA BRASILEIRA DE DISTRIBUIO 47.508.411/0001-56 08.01 - DEMONSTRAO DAS ORIGENS E APLICAES DE RECURSOS CONSOLIDADAS (Reais Mil) 1 - CDIGO 2 - DESCRIO 3-01/012007 a 31/12/2007 4-01/01/2006 a 31/12/2006 5-01/01/2005 a 31/12/2005 4.01 Origens 2.103.493 1.047.838 3.019.094 4.01.01 Das Operaes 759.214 976.431 2.257.156 4.01.01.01 Lucro/Prejuzo do Perodo 210.878 85.524 256.990 4.01.01.02 Vls. que no repr. mov. Cap. Circulante 548.336 890.907 2.000.166 4.01.01.02.01 Depreciao e Amortizao 550.696 547.943 625.281 4.01.01.02.02 Imposto de Renda Diferido -188.864 63.202 -19.660 4.01.01.02.03 Vlr.Residual de Ativos Perm. Baixados 11.062 84.014 1.022.612 4.01.01.02.04 Juros e Var.Monet. de Itens Longo Prazo 82.747 184.093 417.519 4.01.01.02.05 Equivalncia Patrimonial 28.923 53.197 16.190 4.01.01.02.06 Proviso para Contingncias 71.103 94.010 51.855 4.01.01.02.07 Realizao de Ganho Diferido 0 -58.151 -49.447 4.01.01.02.08 Participao Minoritria -9.536 -358.972 -64.184 4.01.01.02.09 Proviso para baixas e perdas do imob. 2.205 12.685 0 4.01.01.02.10 Proviso para amortizao do gio 0 268.886 0 4.01.02 Dos Acionistas 9.071 7.249 6.445 4.01.02.01 Aumento de Capital 9.071 7.212 6.445 4.01.02.05 Aumento da reserva especial de gio 0 37 0 4.01.03 De Terceiros 1.335.208 64.158 755.493 4.01.03.01 Financiamentos 1.335.208 6.400 642.389 4.01.03.02 Reduo de outros Ativos no Circulantes 0 57.758 113.104 4.01.03.03 Efeito no CCL por aporte de minoritrios 12.000 0 0 4.02 Aplicaes 2.501.582 2.128.428 1.925.576 4.02.01 Em Dividendos Distribudos e Propostos 50.084 20.312 62.053 4.02.02 No Realizvel a Longo Prazo 127.077 0 235.775 4.02.03 No Ativo Permanente Imobilizado 980.626 854.295 888.518 4.02.04 No Ativo Permanente Investimentos 285.329 70.444 0 4.02.05 No Ativo Permanente Diferido 16.503 28.640 64.295 4.02.06 Por Transferncia p/Passivo Circulante 1.033.697 1.151.050 643.137 4.02.07 No Ativo Permanente Intangvel 8.266 3.687 31.798 4.03 Acrscimo/Decrscimo no Cap. Circulante -398.089 -1.080.590 1.093.518 4.04 Variao do Ativo Circulante 130.716 173.888 414.528 4.04.01 Ativo Circulante no Incio do Perodo 4.878.416 4.704.528 4.290.000 4.04.02 Ativo Circulante no Final do Perodo 5.009.132 4.878.416 4.704.528 4.05 Variao do Passivo Circulante 528.805 1.254.478 -678.990 4.05.01 Passivo Circulante no Incio do Perodo 3.823.909 2.569.431 3.248.421 4.05.02 Passivo Circulante no Final do Perodo 4.352.714 3.823.909 2.569.431 14 II. DFC GRUPO PO DE ACAR 2007 DEMONSTRAES DOS FLUXOS DE CAIXA CONTROLADORA CONSOLIDADA NOTA 2007 2006 2007 2006 Fluxo de caixa das atividades operacionais Lucro lquido do exerccio 17 210.878 85.524 210.878 85.524 Ajuste para reconciliao do lucro lquido Imposto de renda diferido 17 34.185 -38.652 -38.316 -90.729 Valor residual de ativos permanentes baixados 10.116 30.796 10.978 70.223 Ganhos lquidos por diluio societria 0 -58.151 0 -58.151 Depreciao e amortizao 430.979 399.922 550.696 547.943 Juros e variaes monetria, lquidos dos pagos -101.202 136.138 9.518 375.519 Equivalncia patrimonial 9 -64.824 -27.436 28.923 53.197 Proviso para contingncia 16 50.255 89.562 71.103 94.010 Proviso para baixas e perdas do imobilizado 1.860 6.535 2.205 12.685 Proviso para amortizao de gio 0 0 0 268.886 Participao minoritria 0 0 -9.536 -358.972 572.247 624.238 836.449 1.000.135 (Acrscimo) decrscimo de ativos Contas a receber -137.654 -90.449 -211.916 -226.079 Adiantamento a fornecedores e funcionrios 0 4.182 0 3.755 Estoques -210.057 -104.040 -215.623 -116.677 Impostos a recuperar 16.248 24.098 -19.291 13.065 Outros ativos -38.496 2.614 -35.030 -14.794 Partes relacionadas 246.134 185.478 -2.510 -39.079 Depsitos judiciais -9.315 11.232 -24.844 5.159 -133.140 33.115 -509.214 -374.650 Acrscimo (decrscimo) de passivos Fornecedores 112.977 353.747 236.672 373.034 Salrios e encargos sociais -10.019 17.372 -6.910 15.371 Impostos e contribuies sociais a recolher 2.507 -152.232 5.853 -165.468 Demais contas a pagar -13.177 55.673 -417 89.133 92.288 274.560 235.198 312.070 Caixa lquido gerado pelas atividades operacionais 531.395 931.913 562.433 937.555 Fluxo de caixa das atividades de investimentos Caixa lquido em incorporao de controladas 20 1.090 20 0 Recebimento de amortizao de quotas do PAFIDC 134.156 28.509 0 0 Aquisio de empresas 0 -1.732 -224.777 -4.107 Adies em investimento -208.136 0 -60.553 -70.445 Aquisio de bens do ativo imobilizado -937.775 -756.649 -1.009.017 -827.665 Acrscimo do ativo intangvel 11 -500 -3.807 -8.266 -1.322 Acrscimo do ativo diferido 12 -16.387 -28.512 -16.503 -28.640 Venda de bens do imobilizado 85 13.790 85 13.791 Caixa lquido utilizado nas atividades de investimento -1.028.537 -747.311 -1.319.011 -918.388 15 Fluxo de caixa das atividades de financiamentos Aumento de capital 18 9.071 7.212 9.071 7.212 Efeito nas disponibilidades consolidados por aporte de capital 0 0 12.000 0 Aumento da reserva de capital 0 37 0 37 Financiamentos 0 0 0 0 Captaes e refinanciamentos 1.806.676 81.967 2.455.859 199.549 Pagamentos -1.076.415 -413.743 -1.917.419 -593.238 Pagamentos de dividendos 18 -20.312 -62.053 -20.312 -62.053 Caixa liquido gerado pelas (utilizado nas) atividades de financiamento 719.020 -386.580 539.199 -448.493 Acrscimo (decrscimo) lquido no caixa bancos e aplicaes financeiras 221.878 -201.978 -217.379 -429.326 Caixa, bancos e aplicaes financeiras no fim do exerccio 750.532 528.654 1.064.132 1.281.511 Caixa, bancos e aplicaes financeiras no inicio do exerccio 528.654 730.632 1.281.511 1.710.837 Variao no caixa, bancos e aplicaes financeiras 221.878 -201.978 -217.379 -429.326 Informaes suplementares de fluxo de caixa Juros pagos de emprstimos e financiamentos 285.165 112.018 490.383 113.568