a importÂncia da cadeia produtiva da soja no cac-php. ?· presentes no oeste paranaense, para...

Download A IMPORTÂNCIA DA CADEIA PRODUTIVA DA SOJA NO cac-php. ?· presentes no oeste paranaense, para fomentar…

Post on 09-Dec-2018

212 views

Category:

Documents

0 download

Embed Size (px)

TRANSCRIPT

www.unioeste.br/eventos/conape

III Congresso Nacional de Pesquisa em Cincias Sociais Aplicadas III CONAPE

Francisco Beltro/PR, 01, 02 e 03 de outubro de 2014.

1

A IMPORTNCIA DA CADEIA PRODUTIVA DA SOJA NO CRESCIMENTO ECONMICO DO OESTE PARANAENSE: UMA

ANLISE ENTRE 1985 E 20121

Eduardo Miguel Prata Madureira2

Ricardo Rippel3

rea de Conhecimento: Cincias Econmicas Eixo Temtico: Economia Regional

RESUMO A Mesorregio Oeste Paranaense uma regio de grande importncia agrcola para o Estado do Paran, bem como para o Pas; destaca-se na produo de soja, milho, leite, sunos, Frangos, entre outros. A cultura da soja, introduzida na regio na dcada de 1960, gera encadeamentos produtivos que contribuem para o seu crescimento econmico. Assim, esta pesquisa visa apresentar esses encadeamentos produtivos e sua relao com a economia dessa importante mesorregio, a partir da anlise, por mtodo indutivo - com a generalizao como resultado proposto - com base em conceituaes tericas de Smith (1996), Perroux (1967), Hirchman (1961), North (1977a. e 1977b), dentre outros. Palavras-chave: Soja. Cadeia Produtiva. Crescimento Econmico. Oeste Paranaense.

1 INTRODUO

O oeste paranaense uma regio importante no Estado do Paran em razo

do seu potencial econmico. A da erva-mate foi o produto de explorao da regio

que se constituiu como a primeira experincia capitalista no Estado, uma vez que se

utilizava do trabalho assalariado e difundia novas tcnicas produtivas com carter

industrial, o que gerou um suporte necessrio urbanizao.

Na contemporaneidade, entretanto, outras so as cadeias produtivas muito

presentes no oeste paranaense, para fomentar a economia de muitos municpios.

1 Artigo elaborado com base na dissertao de Mestrado apresentada junto ao Programa de Mestrado

em Desenvolvimento Regional e Agronegcios da UNIOESTE Universidade Estadual do Oeste do Paran, com dados atualizados at 2014. 2 Economista. Mestre em Desenvolvimento Regional. Membro do GEPEC Grupo de Pesquisas em

Agronegcios e Desenvolvimento Regional da UNIOESTE Universidade Estadual do Oeste do Paran Campus de Toledo/PR. Professor titular das Faculdades Assis Gurgacz e Dom Bosco. E-mail: emadureira@gmail.com. 3 Professor do Programa de Mestrado em Doutorado em Desenvolvimento Regional e Agronegcios e

do Curso de Economia da UNIOESTE, Campus de Toledo/PR. Economista pela UNIOESTE, Especialista em Teoria Econmica UFPR, Doutor em Demografia UNICAMP. Lder e Membro do Grupo de Estudos e Pesquisas em Agronegcio e Desenvolvimento Regional (GEPEC) da UNIOESTE, Campus de Toledo / CNPQ. e-mail: ricardo.rippel@unioeste.br

mailto:emadureira@gmail.commailto:ricardo.rippel@unioeste.br

www.unioeste.br/eventos/conape

III Congresso Nacional de Pesquisa em Cincias Sociais Aplicadas III CONAPE

Francisco Beltro/PR, 01, 02 e 03 de outubro de 2014.

2

Em especial, tiveram forte participao no processo de crescimento econmico da

regio as cadeias da soja, do milho, do leite, suno e frango.

a cultura da soja, introduzida na regio na dcada de 1960, que ir gerar

encadeamentos produtivos que mais contribuem para o seu crescimento econmico.

Assim, esta pesquisa visa apresentar esses encadeamentos produtivos e sua

relao com a economia dessa mesorregio.

A reviso bibliogrfica foi elaborada visando a entender as diversas etapas e

processos de crescimento econmico da regio. Assim, parte-se da especializao

em Adam Smith, para abordar, em seguida, as principais teorias que versam sobre o

desenvolvimento regional, entre elas utilizou-se a teoria da base exportadora de

North (1977a. e 1977b), a teoria da formao de polos regionais de Perroux (1967),

e os efeitos de cadeia prospectivos e retrospectivos, com as contribuies de

Hirschman (1961).

Os dados utilizados para a mensurao da cadeia produtiva da soja, bem

como da sua importncia no crescimento da regio, foram extrados de rgos

como: IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica), o IPARDES (Instituto

Paranaense de Desenvolvimento Econmico e Social), o MTE (Ministrio do

Trabalho e do Emprego), entre outros. Esses dados trouxeram o panorama

econmico de cada municpio que compem o oeste paranaense.

Ao se proceder a anlise das cadeias produtivas, alguns aspectos devem ser

considerados, dentre eles evidencia-se a diviso do trabalho, que visa um maior

crescimento econmico dos pases e dos territrios em geral, uma vez que este

considerado como fator essencial evoluo da sociedade e ampliao do

comrcio.

2 REFERENCIAL TERICO

2.1 O PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL

O crescimento econmico do oeste paranaense sofreu forte influncia das

cadeias produtivas, que se constituem de estruturas econmicas enlaadas e se

apresentam como propulsoras do crescimento econmico regional. Costuma-se

dividir uma cadeia produtiva em trs partes: produo de matrias-primas,

www.unioeste.br/eventos/conape

III Congresso Nacional de Pesquisa em Cincias Sociais Aplicadas III CONAPE

Francisco Beltro/PR, 01, 02 e 03 de outubro de 2014.

3

industrializao e distribuio. Esses segmentos podem fomentar a economia de

uma regio em seus setores econmicos bsicos: primrio, secundrio e tercirio.

As cadeias produtivas esto muito presentes no oeste paranaense

fomentando a economia de muitos municpios. Madureira (2012) constatou que

cinco cadeias produtivas, em especial, tiveram forte participao no processo de

crescimento econmico da regio, so elas: soja, milho, leite, suno e frango.

A cultura da soja, a partir de sua instalao nos anos 1960 passou, em pouco

tempo, a ocupar uma posio de destaque na economia da regio. A cadeia

produtiva que se formou em torno dessa oleaginosa auxiliou no seu processo de

crescimento econmico.

Nos anos 1940 algumas colonizadoras adquiriram grandes extenses de

terras agricultveis e passaram a atrair interessados na colonizao da regio

paranaense. No incio, esses pequenos agricultores praticavam a policultura de

subsistncia, que foi gradativamente sendo substituda principalmente pelas culturas

de soja, de milho e de trigo. A urbanizao aconteceu de forma acelerada em virtude

do dinamismo dessa atividade agrcola. A mecanizao agrcola e a industrializao

aceleraram o processo de xodo rural, que acabou por inchar os ncleos urbanos.

(RIPPEL, 2005)

A regio tornou-se especializada na pecuria e na moderna agricultura de

exportao. Essas atividades dinamizaram o comrcio e forneceram as bases para a

instalao da indstria ligada ao agronegcio, que continua sendo a propulsora do

crescimento da regio Oeste. (RIPPEL e FERRERA DE LIMA, 2009)

Nota-se que a diviso do trabalho gera aumentos de produtividade, de modo

que a especializao adquirida tende a ultrapassar o carter individual e propagar-se

por toda uma regio. Nesse sentido, o ganho almejado individualmente pelos

agentes econmicos acabar por dinamizar o comrcio por toda a sociedade. "[...] a

procura de sua prpria vantagem individual natural [...] leva-o a preferir aquela

aplicao que acarreta as maiores vantagens para a sociedade (SMITH, 1996, p.

436).

Os aumentos de produtividade gerados por esse processo devero garantir,

numa sociedade bem dirigida, a repartio da riqueza que poder chegar a todas as

camadas da sociedade. Dessa forma, uma regio pode especializar-se em

determinado comrcio e tornar-se a melhor produtora de um bem. Assim, os

www.unioeste.br/eventos/conape

III Congresso Nacional de Pesquisa em Cincias Sociais Aplicadas III CONAPE

Francisco Beltro/PR, 01, 02 e 03 de outubro de 2014.

4

produtos fabricados numa determinada regio podem ser vendidos por preos

similares aos importados, no sendo necessrio um estmulo ao comrcio inter-

regional. (SMITH, 1996)

Pode-se considerar ento que a especializao e o crescimento das regies

dinamizam o comrcio entre elas. com esse pensamento que Perroux (1967)

concebe o conceito de Indstria Motriz, sendo um fator de diferenciao numa

regio que, em funo das aglomeraes produtivas, promover a formao dos

chamados Polos de Crescimento. Porm ressalta que [...] o crescimento no surge

em toda a parte ao mesmo tempo; manifesta-se com intensidades variveis, em

pontos ou polos de crescimento; propaga-se, segundo vias diferentes e com efeitos

finais variveis no conjunto da economia (PERROUX, 1967, p. 164)

A aglomerao industrial provocada pela indstria motriz pode conduzir

formao de polos. Andrade (1987) considera o polo como [...] o centro econmico

dinmico de uma regio, de um pas ou de um continente e que o seu crescimento

se faz sentir sobre a regio que o cerca, de vez que ele cria fluxos da regio para o

centro e refluxos do centro para a regio (ANDRADE, 1987, p. 59).

Nesse sentido, um polo industrial pode, segundo Perroux (1967), transformar

no s o ambiente geogrfico regional, mas, se for efetivamente grande, a economia

de um pas. Isso se configura em razo da interdependncia tcnica (linkages4) com

as outras indstrias.

Assim, o desenvolvimento no surgir pela simples constituio de polos de

de

Recommended

View more >