A IMPLANTAÇÃO DA RESERVA DE DESENVOLVIMENTO ?· A implantação da Reserva de Desenvolvimento Sustentável…

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  • A IMPLANTAO DA RESERVA DE

    DESENVOLVIMENTO SUSTENTVEL

    MAMIRAU: UM CASO NO PROCESSO DE

    REORGANIZAO TERRITORIAL DA

    AMAZNIA BRASILEIRA NO FINAL DO

    SCULO XX

    VICENTE PAULO DOS SANTOS PINTO

    Clio Edies Eletrnicas

    Juiz de Fora

    2003

  • A implantao da Reserva de Desenvolvimento Sustentvel Mamirau A implantao da Reserva de Desenvolvimento Sustentvel Mamirau

    2

    FICHA CATALOGRFICA

    PINTO, Vicente Paulo dos Santos. A implantao da Reserva de

    Desenvolvimento Sustentvel Mamirau: um caso no processo de

    reorganizao territorial da Amaznia brasileira no final do sculo

    XX. Juiz de Fora: Clio Edies Eletrnicas, 2003, 47p.

    ISBN: 85-88532-05-0

    Clioedel

    - Clio Edies Eletrnicas -

    Projeto virtual do Departamento de Histria

    e Arquivo Histrico da UFJF

    E-mail: clioedel@ichl.ufjf.br

    http ://www.clionet.ufjf.br/clioedel

    Endereo para correspondncia:

    Departamento de Histria da UFJF

    ICHL - Campus Universitrio

    Juiz de Fora - MG - Brasil

    CEP: 36036-330

    Fone: (032) 229-3750

    Fax: (032) 231-1342

    UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA

    Reitora: Profa. Dra. Maria Margarida Martins Salomo

    Vice-Reitor: Prof. Paulo Ferreira Pinto

    Pr-Reitor de Pesquisa: Profa. Dra. Cludia Maria Ribeiro Viscardi

    Diretor da Editora: Profa. Vanda Arantes do Vale

    minha me, Regina:

    As mulheres geram a vida, geram

    os homens.

    Terra germina a semente.

    gua alimenta a flor.

    Ar .

    Fogo amlgama sonhos e

    desejos.

    As mulheres geram a vida,

    findam como mulheres.

  • A implantao da Reserva de Desenvolvimento Sustentvel Mamirau A implantao da Reserva de Desenvolvimento Sustentvel Mamirau

    3

    AGRADECIMENTOS

    So muitas as pessoas que quero agradecer, sem elas o fruto do trabalho

    no seria colhido:

    Prof. Bertha, pelo exemplo, apoio e incentivo.

    Misael, professor e amigo. Com voc pude compartilhar a emoo de viver

    a Amaznia.

    Wilson Accio, pelo pontap inicial.

    Colegas e alunos do Departamento de Geocincias da Universidade

    Federal de Juiz de Fora. Sem vocs eu no poderia ter tido a oportunidade

    de transformar a Geografia em um grande valor. Grato pelo apoio,

    compreenso e cumplicidade.

    Alunos e amigos de Tef (AM), em especial, Claudemir, lembranas e

    saudades.

    Funcionrios da Ps-Graduao em Geografia da Universidade Federal do

    Rio de Janeiro.

    Colegas e alunos do Colgio dos Jesutas e do CES, em especial, Jader,

    Hermnia e Flvia, pelo apoio e fraternidade.

    Diretores destas instituies, pelo apoio e reconhecimento.

    Maria Lucia, colega de Amaznia, pela contribuio fundamental na

    construo da problemtica.

    Las Menezes, que no momento de maior dificuldade, esteve disponvel e

    ajudou na busca de novos caminhos para a dissertao.

    Gegrafos da Plangeo, Cludio, ureo e Jlio, pelo belo servio dos

    mapas.

    Vitria, pela reviso e interlocuo.

    Eneida, pela formatao e impresso final do trabalho.

    Dona Di, minha v querida, pela presena em nossas vidas.

    Meus tios e primos, minha famlia querida, sentimentos do mundo

    compartilhados em comunidade.

    Tia Glucia, Tio Guigui e meus primos, sua casa, minha casa, aconchego e

    alegria de gente mineira em Niteri.

    Regina Mriam, pela vivncia da f em Deus, do amor e da dignidade.

    Maurcio Pinto, meu pai, homem de valor, seu legado para ns, seus filhos,

    frutificou em nossos coraes.

    Apa e Nilca, eterna gratido por tudo aquilo que deram a mim e meus

    irmos.

    Zeca, Tarcsio, C e Beto, meus irmos queridos, sem vocs a minha vida

    no teria o mesmo significado.

    Luan, menino-lua que entrou na minha vida, afago de criana no rosto

    pelas horas de computador longe das brincadeiras de menino.

    Rachel, amor e teso. Sem o seu companheirismo e incentivo eu no

    conseguiria.

  • A implantao da Reserva de Desenvolvimento Sustentvel Mamirau A implantao da Reserva de Desenvolvimento Sustentvel Mamirau

    4

    RESUMO

    Este trabalho tem como objetivo analisar o processo de implantao de

    uma Unidade de Conservao (UC), na Amaznia brasileira, neste final de

    sculo XX: a Reserva de Desenvolvimento Sustentvel Mamirau

    (RSDM), uma UC implantada numa regio de vrzea, na confluncia do

    rio Solimes com o Japur, no Estado do Amazonas, prxima cidade de

    Tef.

    A implantao desta Reserva constitui-se em um caso significativamente

    especfico pois, para sua concretizao, diferentes atores sociais tiveram

    que se articular, compondo um interessante sistema de parcerias. A UC foi

    decretada, inicialmente como Estao Ecolgica, pelo Governo do Estado

    do Amazonas, em 1990, com base no Projeto Mamirau, um projeto

    estruturado por pesquisadores e cientistas, liderados pelo bilogo

    brasileiro, Jos Mrcio Ayres, um dos responsveis pela fundao, em

    1991, de uma Organizao No-Governamental (ONG) a Sociedade

    Civil Mamirau (SCM), que, posteriormente, obteve do Estado poderes

    para gerir a rea. Em julho de 1997, o Plano de Manejo da RDSM foi

    concludo.

    Pode-se constatar que, num curto espao de tempo, a UC passa de uma

    categoria outra e consolida sua implantao.

    Minha preocupao central situar a RDSM no processo em curso de

    reorganizao territorial na Amaznia brasileira. Duas categorias

    geogrficas foram fundamentais para a anlise: a territorialidade e a gesto

    territorial. A partir delas, podem-se discutir as repercusses da

    consolidao do Projeto Mamirau e da implantao da RDSM sobre a

    populao local e a proposta de ocupao sustentvel para as reas de

    vrzea da Amaznia brasileira.

    Palavras-chave:

    Amaznia Geopoltica da Amaznia Unidade de Conservao

    Desenvolvimento Sustentvel Reorganizao Territorial.

    ABSTRACT

    The aim of this study is to analyse the process of the establishment of a

    Conservation Unit (UC) in the Brazilian Amazon region at the present

    times: the Mamirau Reserve of Sustainable Development (RDSM), set up

    on lowlands at the confluence of the Solimes and the Japur Rivers in the

    Amazon State near the city of Tef.

    The establishment of such a Reserve is highly significant because, to carry

    out its project, different social groups got together and organized an

    interesting partnership system. The first decree issued by the government

    of the Amazon State announcing the UC as an Ecological Station dates

    back to 1990. It was based on the Mamirau Project set up by scientists

    and researchers, whose leader, the Brazilian biologist Jos Mrcio Ayres,

    was one who undertook the responsability for the foundation, in 1991, of a

    Non-Governamental Organization (ONG) the Mamirau Civil Society

    (SCM) which obtained, later on, from the government, the right to

    administrate the area. In July 1997, the Management Plan for the RDSM

    was completed.

    We can clearly notice that in a very short period of time the UC changes

    from one category to another and consolidates its position.

    In this work, my main concern is to place the RDSM in the present process

    of rearrangement of the Amazon region. Two geographical features were

    of great importance for the analysis: the territoriality and the territorial

    management. From now on, the repercussions of the Mamirau Project

    consolidation and of the RDSM establishment for the local people and the

    proposal for a sustainable occupation of the Brazilian Amazon meadow

    areas can be discussed.

    Key-words:

    Brasilian Amazon Geopolitic of the Amazon Conservation Unit

    Sustanaible Development Rearrangement of the Amazon Region.

  • A implantao da Reserva de Desenvolvimento Sustentvel Mamirau A implantao da Reserva de Desenvolvimento Sustentvel Mamirau

    5

    SUMRIO

    INTRODUO ....................................................... 1

    CAPTULO I

    MAMIRAU NO CONTEXTO DO SISTEMA

    NACIONAL DE UNIDADES DE CONSERVAO ...16

    1.1 Constituio das Unidades de Conservao no Brasil

    1.2 As Unidades de Conservao na Amaznia

    1.3 Mamirau: de Estao Ecolgica Reserva de

    Desenvolvimento Sustentvel

    CAPTULO II

    MAMIRAU: "PARASO TERRESTRE" NA VRZEA

    DO MDIO SOLIMES ...................

    2.1 O Potencial Geoestratgico da Regio onde se insere o

    Projeto Mamirau .............

    2.2 O Potencial Econmico-Ecolgico de Mamirau

    CAPTULO III

    AS COMUNIDADES DA VRZEA DO MAMIRU

    CAPTULO IV

    A GESTO DO TERRITRIO

    4.1 O Perfil Institucional do Projeto Mamirau e as

    Parcerias 68

    4.2 Cincia e Tecnologia, Instrumentos de Controle

    Territorial na Vrzea do Mamirau

    4.3 O Espao Organizado

    CONSIDERAES FINAIS: MAMIRAU NO NOVO

    CONTEXTO AMAZNICO ................

    BIBLIOGRAFIA

  • A implantao da Reserva de Desenvolvimento Sustentvel Mamirau A implantao da Reserva de Desenvolvimento Sustentvel Mamirau

    6

    INTRODUO

    A idia original deste trabalho surgiu a partir de minha

    experincia profissional na Amaznia1 brasileira. Como professor-

    substituto da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), trabalhei no

    Projeto de Licenciaturas Plenas2 desenvolvido pela instituio, durante o

    perodo de janeiro de 1993 a julho de 1996, em Tef, cidade plo da regio

    do Mdio Solimes, no Estado do Amazonas. Nesta oportunidade, pude

    vivenciar a realidade amaznica, conhecer alguns aspectos de sua natureza

    e me relacionar com os moradores da regio. A insero na sociedade

    local, atravs do trabalho, permitiu-me estabelecer relaes sociais com

    um certo nvel de aprofundamento e de comprometimento, relaes

    pessoais e, tambm, institucionais. Como professor do Curso de

    1 Vista a partir do cosmos, a Amaznia Sul-americana corresponde a 1/20 da

    superfcie terrestre, 2/5 da Amrica do Sul e 3/5 do Brasil; contm 1/5 da

    disponibilidade mundial de gua doce e 1/3 das reservas mundiais de florestas

    latifoliadas, mas somente 3,5 milsimos da populao mundial. E 63,4% da

    Amaznia Sul-americana esto sob a soberania do Brasil. A Amaznia brasileira ,

    pois, a extensa reserva territorial da sociedade do Pas e um dos ltimos grandes e

    ricos espaos pouco povoados do planeta. A imensa variedade de espcies

    biolgicas das florestas e dos rios e seu delicado equilbrio ecolgico tornam o seu

    desenvolvimento sustentado uma incgnita: um desafio cincia mundial e

    sociedade brasileira em particular (Becker, 1995a).

    2 A UFJF vinha atuando na cidade de Tef e adjacncias desde junho de 1969. O

    Projeto de Licenciaturas Plenas em Tef foi desenvolvido pela Universidade, em

    parceria com as Prefeituras da Regio do Mdio Solimes (AM) e a Secretaria de

    Educao do Estado do Amazonas. Anteriormente, este projeto se inseria dentro das

    aes do Projeto Rondon implementadas pela UFJF na regio. Com a extino da

    Fundao Rondon do Amazonas, em 1992, as Licenciaturas em Geografia, Letras e

    Histria foram viabilizadas por um novo modelo institucional, fruto dessas novas

    parcerias que no dependeram da ao direta do Governo Federal na regio.

    Licenciatura Plena em Geografia da UFJF, convivi com professores da

    cidade de Tef e de outras nove cidades3da regio. Muitos dos alunos,

    alm de professores, desempenham outras funes na sociedade local: so

    vereadores, secretrios do poder executivo, juizes classistas, representantes

    legais de comunidades indgenas, etc. Desta vivncia, surgiram

    questionamentos e dvidas que me colocaram o desafio de um trabalho

    sistemtico de investigao para tentar obter as respostas que procurava.

    Ao longo destes trs anos, observei intensas e significativas

    mudanas em Tef e sua regio que repercutiram de maneira clara sobre a

    organizao territorial do lugar. Foram transformaes perceptveis a partir

    do nvel local-regional que tiveram, como causa, processos relacionados

    tanto escala nacional, quanto escala global e que influenciaram a

    poltica governamental adotada pelo Estado brasileiro com relao

    Amaznia e que afetaram Tef e regio. Novos recortes territoriais se

    configuraram, assim como novas formas de apropriao e uso do territrio.

    Novos atores entraram em cena, alguns atores tradicionais tiveram seu

    papel redimensionado (uns se fortaleceram, alguns se enfraqueceram),

    enquanto outros at se retiraram do cenrio.

    Este quadro traz fortes indcios do momento de transio que se

    configura na Amaznia brasileira. Talvez, a sua poro ocidental, onde se

    insere Tef, seja a grande fronteira do espao amaznico neste final de

    sculo. Ao se tomar a Amaznia Legal como referncia constata-se que o

    conjunto de terras a oeste aquele que mantem a natureza mais

    preservada, que menor impacto sofreu com a implantao dos grandes

    projetos desenvolvimentistas e de integrao nacional das dcadas

    anteriores e que ainda se encontra menos articulado com o todo do

    territrio nacional, dependendo do transporte hidrovirio como meio de

    comunicao preponderante.

    3 Alm de Tef, os alunos eram naturais de Alvares, Uarini, Juta, Fonte Boa,

    Carauari, Japur, Mara, Juru e Coari.

  • A implantao da Reserva de Desenvolvimento Sustentvel Mamirau A implantao da Reserva de Desenvolvimento Sustentvel Mamirau

    7

    A potencialidade de gerao de novas realidades se revela de maneira

    emblemtica na regio ocidental amaznica e, especialmente, em Tef, um

    dos principais centros articuladores desta poro do territrio com o todo

    nacional e com o mundo.

    Vivenciei este momento de transio, trabalhando para a UFJF,

    agente que perdeu posio. As reformas do Estado brasileiro, mais

    especificamente aquelas implementadas pelo Ministrio da Educao e

    Cultura (MEC), e as mudanas de polticas pblicas para a Amaznia, em

    especial a extino do Projeto Rondon, atingiram em cheio a UFJF.

    No final da dcada de 1960, aps ser escolhida como umas das

    Instituies Federais de Ensino Superior a integrar o Projeto dos Campi

    Avanados (dentro do Projeto Rondon) e realizar estudos preliminares na

    regio, a UFJF implantava seu Campus Avanado, em Tef. Muitas aes

    institucionais foram desenvolvidas durante os anos setenta e oitenta. Com

    a extino da Fundao Projeto Rondon, em 1988, o quadro poltico-

    institucional que sustentava as aes da Universidade na regio se

    desconfigurou e as aes se tornaram descontnuas. Em 1992, foi extinta a

    Fundao Rondon do Amazonas, que havia encampado (somente no

    Estado do Amazonas) a estrutura e as atribuies do Projeto Rondon e,

    com isso, tambm, extinguiram-se os ltimos mecanismos que permitiram

    a presena da UFJF na regio, dentro do antigo modelo do Rondon. A

    permanncia posterior da Universidade na regio, de 1993 a 1996, s foi

    viabilizada em funo de um novo tipo de convnio sustentado por novas

    parcerias UFJF + Prefeituras + Estado do Amazonas + Prelazia de Tef

    sem a presena direta do governo central. Foi a partir deste convnio que

    se desenvolveram as Licenciaturas referidas anteriormente.

    Porm, com o fim do Projeto das Licenciaturas, as aes da UFJF,

    na regio, foram encerradas, pelo menos at o presente momento, pois as

    parcerias que as sustentavam tornaram-se inviveis, devido,

    principalmente, ao custo do projeto para as prefeituras locais. Alm disso,

    os dirigentes da UFJF no tiveram interesse em reestruturar as aes da

    Instituio na regio, redimensionando seu papel, articulando novas

    parcerias, adequando-se aos novos tempos.

    Enquanto a UFJF perdeu posio, estando fora do cenrio pois,

    desde julho de 1996, nenhuma ao foi desenvolvida na regio, outro ator

    governamental se reforou. O Exrcito Brasileiro intensificou suas aes

    sobre Tef e regio, tendo como razes polticas, inseridas no Programa

    Calha Norte, a ocupao da fronteira, a segurana nacional e o combate ao

    narcotrfico. Neste perodo, instalou-se, na cidade, a 16 Brigada de

    Infantaria na Selva da Amaznia, com um contigente de cerca de 3.500

    homens, boa parte dos quais, transferidos diretamente do Rio Grande do

    Sul para Tef. Para montar a infra-estrutura necessria para a instalao da

    Brigada, o Exrcito incorporou ao seu patrimnio, em Tef, terrenos,

    prdios e outros bens que pertenciam Unio e ao Estado do Amazonas e

    que no estavam sendo efetivamente ocupados ou estavam sendo sub-

    utilizados, em virtude do fracasso dos projetos anteriormente implantados

    na regio. A crise do Estado, a falta de verbas para manuteno dos

    projetos que perderam seus objetivos e a mudana de polticas pblicas

    para a rea foram, tambm, fatores que permitiram a tomada deste aparato

    pelo Exrcito. Dentre os bens encampados pelo Exrcito, destacam-se a

    Escola Agrotcnica, as terras e os aparelhos da Empresa Amazonense de

    Dend (EMADE), algumas balsas da Petrobrs e, ainda, o Campus

    Avanado da UFJF em Tef, que se transformou num hotel de trnsito

    para sargentos.

    Neste contexto se insere um novo ator, que passa a marcar

    posies e a ser alvo principal de minhas pesquisas: o Projeto Mamirau.

    Em lngua indgena, mamirau significa mamas de Peixe-boi.

    Aqui, no entanto, o termo aparece para designar diferentes categorias, com

    diferentes atributos. No desenrolar do texto, estas categorias vo se

    sobrepor e, para que o leitor no se confunda, faz-se necessria uma

    definio precisa de cada uma delas.

    Primeiramente, Mamirau conhecida como uma regio

    localizada na vrzea do Mdio Solimes, prxima cidade de Tef (AM),

  • A implantao da Reserva de Desenvolvimento Sustentvel Mamirau A implantao da Reserva de Desenvolvimento Sustentvel Mamirau

    8

    na Amaznia brasileira. Esta regio constituda por uma diversa e

    exuberante biota, tpica das florestas tropicais midas de vrzea, e por um

    rico conjunto hidrogrfico.

    Para viabilizar a implantao de uma Unidade de Conservao na

    regio, pesquisadores ligados a diferentes instituies criaram um Projeto

    com o mesmo nome, bem como, uma Organizao No-Governamental,

    para administrar a UC e levantar fundos para o empreendimento, a

    Sociedade Civil Mamirau.

    E foi com o nome de Mamirau que a UC do tipo Estao

    Ecolgica foi batizada. Hoje, contudo, denominada de Reserva de

    Desenvolvimento Sustentvel Mamirau.

    Portanto, o t

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