a iluminao em programas de tv

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  • 1. A Iluminao em Programas de TV: arte e tcnica em harmonia Este "site" contm na ntegra a Dissertao de Mestrado, apresentada no Curso de Ps-Graduao: Projeto Arte e Sociedade, rea de concentrao: Comunicao e Poticas Visuais, da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicao, Cmpus de Bauru, para a obteno do ttulo de Mestre em Comunicao e Poticas Visuais. A incluso deste tema na rede mundial de computadores, internet, cumpre a recomendao da Banca Examinadora composta pelos Professores Doutores a seguir relacionados quanto disponibilizao deste contedo para os interessados neste tema. Orientador Prof. Dr. ANTONIO CARLOS DE JESUS UNESP - Ps-Graduao - Cmpus Bauru Examinadores Prof. Dr. FERNANDO J. G. SALINAS USP - ECA - So Paulo Prof. Dr. CARMEN LCIA JOS UNESP - FAAC - Cmpus Bauru Estas pginas contm msicas para tornar sua navegao e pesquisa mais agradveis. Para qualquer sugesto, comentrios ou crticas, por favor envie sua mensagem para willians@faac.unesp.br Sua opinio ser bem vinda. A seguir est o contedo deste "site", basta "clicar" no assunto de seu interesse para acessar belas msicas e imagens, juntamente com o contedo, resultado de vrios anos de prtica e pesquisa. Dedicatria / Agradecimentos

2. INTRODUO 1 - A Esttica: evoluo histrica da luz na composio da imagem 1.1 - A influncia das artes plsticas 1.2 - Os elementos da composio artstica 1.3 - A luz nos movimentos artsticos 1.4 - A Fotografia 1.5 - O Cinema 1.6 - A luz na TV hoje 2 - A Tcnica: a luz e a formao da imagem na TV 2.1 - A contribuio do olho humano 2.2 - A formao da imagem na televiso 2.3 - A imagem colorida na televiso 2.4 - A temperatura de cor 2.5 - Os filtros de correo 2.6 - O processo de balanceamento de cor 2.7 - Tipologias da fonte de luz 3 - A esttica e a tcnica na ambientao 3.1. A comunicao na TV 3.2. Experimentaes: o processo de produo 3.2.1 Em estdios de telejornalismo Iluminao de trs pontos Iluminao para dois ou mais apresentadores 3.2.2 Nas cenas de telenovela 3.3 O planejamento da iluminao para programas 3.3.1 O roteiro: o produto 3.3.2 As cenas: a anlise Concluso / Bibliografia / Videografia / Resumo / Abstract Desejo estar, de alguma forma, contribuindo com sua formao 3. acadmica ou profissional. Boa viagem. Willians Cerozzi Balan Prof. Ms. - UNESP - FAAC Bauru Dedicatria Aos meus filhos: Nckolas e Bruno Aos meus pais: Antnio Balan e Wdenes Cerozzi voc leitor: Razo principal de toda esta busca 4. Agradeo vocs que colaboraram com esta jornada! Deus: Por ter me carregado no colo nos momentos mais difceis desta jornada! Aos professores e amigos: Ana Slvia, Terezinha, Dino Fbio, Jane, Maria Helena, Nelyse, Teixeira, Pelos constantes incentivos Aos amigos: Bia, Bily, Edson Manzato, Ins, Luciana, Regina, Por acreditarem e apoiarem! TBR Produes: Pela liberao dos recursos materiais e tecnolgicos! Marina, Slvia, Satoro, Tiens, Joo e Edson Simes: Pela capa e apoio video-grfico! Aos meus filhos Nckolas e Bruno: Obrigado por me compreenderem! Ao Prof. Antonio Carlos: Que pela sua sabedoria soube conduzir-me com competncia, disciplina e compreenso! 5. Introduo O percurso histrico que vai da utilizao das coisas pela mo at a fabricao e manipulao dos objetos pelos signos descreve um processo complexo e coerente com aquele que vai da natureza ao artifcio. Neste processo de superposio de tecnologias sobre tecnologias, vemos que h mais deslocamentos do que substituies. "O progresso realiza-se atravs de uma srie de mutaes histricas que englobam os esquemas antigos sem os anularem." Este pensamento de Pierre FRANCASTEL coincide com o de John CAGE, quando diz: "no necessrio renunciar ao passado ao entrar no porvir. Ao mudar as coisas, no necessrio perd- las." Respeitando estas posies descrevo esta dissertao, nomeada "A iluminao em programas de TV: arte e tcnica em harmonia", que se inicia com a evoluo histrica da luz na composio da imagem - desde a influncia nas artes plsticas - pintura, passando pela fotografia, o cinema e por fim na televiso nosso objetivo primeiro. Numa viso retrospectiva, podemos afirmar que dois problemas bsicos foram solucionados, para que a imagem na televiso se tornasse a realidade que hoje . O primeiro de natureza esttico, estudado de forma evolutiva e o segundo tcnico, verificando desde a formao do sistema de percepo humano at a anlise dos 6. elementos disponveis para a sua produo, que juntos foram considerados bsicos para a ambientao do real, a ser desenvolvido no terceiro captulo deste trabalho. Entretenimento, informao, fantasia, iluso. O cinema conseguiu levar o ser humano uma outra dimenso: o espao do no real. Mas que muitas vezes nos transporta de nossa realidade para experincias que poderiam, de alguma forma, encaixar-se em nossa vida. Leva-nos ao sonho, ao imaginrio. Proporciona em nossas emoes a realizao, mesmo que em estado de espirito, das fantasias que gostaramos de um dia poder vivenciar. Colocamo-nos muitas vezes no lugar do personagem daquela narrativa, imaginando se no poderamos, ao invs de nos transportarmos para aquele momento, trazer aquela situao para nossas vidas. A televiso, seguindo os passos do cinema, consegue com maior dinamismo penetrar em nossas vidas os sonhos que, talvez na realidade, nunca poderamos atingir. Esta ligao intrnseca entre a fico e o real tem incio nos processos criativos dos autores passando pela transformao dos textos em sons, imagens e, finalmente, em emoes. Este projeto tem como objeto de estudo a iluminao na produo de televiso, resgatando nos diversos movimentos artsticos os elementos principais da composio de imagem como elementos pertencentes ao repertrio dos telespectadores e sistematizar um formato didtico para subsidiar aos estudantes dos cursos de Comunicao - Televiso, os dados tcnicos e artsticos necessrios para aplicao destes conhecimentos na produo televisiva. No tenho como objetivo criar regras para iluminar e criar iluses pois no existe o certo e o errado em iluminao: uma luz correta para uma cena de suspense torna-se inadequada para uma cena romntica. O contrrio tambm verdadeiro. Portanto faz-se fundamental os produtores roteirizarem as produes de forma a criarem o ambiente conforme a realidade de cada contedo. Assim esta dissertao prope demonstrar algumas realidades televisivas com suas relaes com os princpios dos elementos da 7. composio artstica e com isso oferecer subsdios para melhor percepo visual na produo. No decorrer deste trabalho apresento os elementos bsicos da composio da imagem desde os movimentos artsticos - pintura, suas influncias na fotografia e no cinema e como esta percepo influencio a TV. Como o objeto da dissertao a iluminao para TV, os elementos foram buscados na fonte original: a pintura, sendo a fotografia e cinema meramente ilustrativos. Para o desenvolvimento desta dissertao foram utilizados os seguintes mtodos: o histrico, o comparativo, o experimental e o monogrfico e as tcnicas utilizadas foram a coleta bibliogrfica e documental, observao e entrevistas. 8. 1. A Esttica: evoluo histrica da luz na composio da imagem 1.1 - A influncia das artes plsticas "A figura mais louvvel a que, por sua ao, melhor transmite as paixes da alma." Leonardo da Vinci Com essa frase o mestre Leonardo resume um aspecto fundamental para a preparao de cenas em cinema ou televiso antes mesmo destes meios terem sido inventados. A roteirizao com tramas e argumentos bem delineados no bastam para envolver o espectador. necessria a criao de iluses visuais que despertem no receptor a situao climtica onde a relao entre o que se ouve e o que se v busque no repertrio do receptor situaes de alguma forma j vivenciadas e conhecidas por ele. "O tema somente um meio de orientar nossa ateno atravs das aparncias e convidar-nos a atravess-las para chegar ao seu esprito." " fcil inferir a importncia da iluminao pela gradao dos efeitos de luz e sombra para conseguir os climas adequados ao contedo. Isto ocorre no cinema, no vdeo e tambm na pintura." O despertar de sensaes e emoes junto ao receptor s poder acontecer quando a cena apresentada convergir, de alguma forma, com experincias anteriores que desperte a memria emocional. 9. As imagens das artes plsticas - pintura, fotografia, cinema e televiso devem ser compostas de forma a levar o receptor, inconscientemente, a relacionar os estmulos visuais recebidos com as interpretaes proporcionadas em sua memria. "O pensamento psicolgico recente nos encoraja a considerar a viso uma atividade criadora da mente humana. A percepo realiza ao nvel sensrio o que no domnio do raciocnio se conhece como entendimento. O ato de ver de todo homem antecipa de um modo modesto a capacidade, to admirada no artista, de produzir padres que validamente interpretam a experincia por meio da forma organizada. O ver compreender." A televiso, herdeira da composio de imagens j utilizada em outros meios, a que possui maior nmero de receptores com maior freqncia de exposio. tambm o meio que dispe de menor tempo para produo. Talvez por esta razo nem sempre h tempo para os profissionais dedicarem-se ao estudo da contribuio que as artes plsticas deram no decorrer das diferentes manifestaes artsticas e suas respectivas caractersticas. "A viso no um registro mecnico de elementos, mas sim a captao de estruturas significativas." Todos os elementos registrados pelo homem proporcionam a relao com seu significado. Portanto os ambientes vivenciados so armazenados na memria como um todo significativo. 10. Os programas de televiso, principalmente os de entretenimento como novelas, mini-sries e outras dramaturgias, tem por finalidade levar ao telespectador uma iluso envolvendo personagens e histrias onde, muitas vezes, o telespectador se identifica com personagens ou com situaes apresentadas. Partindo do pressuposto que o telespectador tem em seu repertrio o pr-conhecimento dos ambientes reais onde vive, o programa de TV proporcionar melhor grau de convencimento se os cenrios e iluminaes utilizadas proporc

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