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  • 1. IMPRESSO ESPECIAL CONTRATO N 050200577-7 ECT/DR/RJ CAPAX DEI EDIT. LTDA. MSIA Movimento de Solidariedade Ibero-americana Maro de 2007 | Edio Especial de Solidariedade Ibero-americana

2. 2 | Solidariedade Ibero-americana Editorial O futuro da Civilizao est em jogo. A Hu- manidade enfrenta a terrvel ameaa do aque- cimento global, que a obrigar a uma drstica mudana de hbitos e padres de desenvolvi- mento. No, caro leitor, no nos referimos s variaes climticas que tm caracterizado a histria geolgica do planeta h centenas de milhes de anos, mas gigantesca articulao internacional criada para atribuir s atividades humanas o ligeiro (e natural) aquecimento at- mosfrico registrado nos ltimos 150 anos e, principalmente, s conseqncias dessa tra- mia global estas sim, potencialmente catas- trficas. Nesta edio especial de Solidariedade Ibero-americana, pretendemos demonstrar que a suposta ameaa da subida dos termmetros nada tem a ver com o desenvolvimento huma- no, mas com uma combinao de interesses polticos e econmicos internacionalistas, cientistas cooptados, ONGs engajadas, uma mdia inclinada ao sensacionalismo e, no menos, as deficincias educacionais (princi- palmente nos pases subdesenvolvidos) res- ponsveis pelo escasso conhecimento bsico de cincias da populao. Sejamos diretos. O que temos diante de ns no um fato cientificamente estabelecido, como trombeteia o Resumo para formulado- res de polticas do quarto relatrio do Painel Intergovernamental sobre Mudanas Clim- ticas (IPCC) das Naes Unidas. Trata-se de uma das maiores operaes de manipulao de opinio pblica da histria, a servio de uma maldisfarada agenda de governo mundial, a qual, se bem-sucedida, implicar em um vir- tual congelamento do desenvolvimento socio- econmico em todo o planeta. Isto, porque, salvo por algum grande avano tecnolgico antecipado, como o domnio da fuso nuclear, no se vislumbram pelo menos para antes de meados do sculo substitutos viveis em grande escala para o carvo, petrleo e gs natural, que respondem por quase 80% da produo mundial de energia, cujos usos se pretendem restringir em nome da salvao do planeta (enquanto se fazem grandes negcios com os chamados crditos de carbono). Ou seja, as velhas inclinaes das oligarqui- as internacionais o malthusianismo, o colonia- lismo e a especulao financeira, todos embru- lhados sob o rtulo do ambientalismo. Como temos reiterado, o ambientalismo uma ideologia obscurantista, anticivilizatria e, ironicamente, antinatural, pois nega a vocao inata do Homo sapiens para o progresso e a hierarquia ontolgica que o coloca na vanguar- da do processo de evoluo universal a evo- luo tornada consciente, na inspiradora formu- lao do cientista francs Jean-Michel Dutuit. A fraude do aquecimento global antropo- gnico, o maior esforo j feito pelos mentores do ambientalismo, no tem paralelo na hist- ria da cincia, nem mesmo no tenebroso Caso Lysenko, que atrasou em meio sculo o avano das cincias biolgicas na Rssia Sovitica, inclusive com a eliminao fsica de grandes cientistas russos. Hoje, porm, os efeitos po- tenciais de tal tentativa de substituir fora a busca da verdade pela ideologia e por uma po- ltica de fatos consumados podero, no ape- nas atrasar alguns pases, mas interromper o progresso de toda a Humanidade. Portanto, urge que essa agenda anti-humana seja devi- damente desmascarada e neutralizada. A fraude do aquecimento global Publicado pelo MSIA Movimento de Solidariedade Ibero-americana Edio em portugus Diretora: Silvia Palacios Conselho editorial: Angel Palacios Zea, Geraldo Lus Lino, Lorenzo Carrasco, Marivilia Carrasco e Nilder Costa Tradues: Yra Mller Rio de Janeiro: Rua Mxico, 31 s.202 CEP 20031-144 Rio de Janeiro-RJ Telefax: + (21) 2532-4086 E-mail: msia@msia.org.br | Stio: www.msia.org.br Projeto Grfico: Maurcio Santos 3. Maro de 2007 | 3 Embora esteja em andamento h dcadas, a presente histeria climtica vem em uma es- calada acelerada a partir de meados de 2006, quando foi lanado em circuito mundial o documentrio sensacionalista Uma verdade inconveniente, protagonizado pelo ex-vice- presidente estadunidense Al Gore (convenien- temente agraciado com um Oscar da Academia de Hollywood). Em rpida sucesso, segui- ram-se outros eventos destinados a reforar na opinio pblica de todo o mundo a impres- so de que estaramos diante de uma verdadei- ra emergncia global, e no da tramia que pode ser desvendada seguindo-se as pistas de certos personagens-chave, entre outros, o prprio Gore e o magnata canadense Maurice Strong, seu velho mentor de campanhas am- bientalistas. Um dos principais articuladores do ambientalismo internacional, Strong tam- bm a personificao da campanha aqueci- mentista, que agora chega ao auge. Em setembro, com grande publicidade, a Real Sociedade britnica (a mais antiga asso- ciao cientfica do mundo) enviou compa- nhia petrolfera Exxon/Mobil uma inacredi- tvel carta, instando-a a interromper os finan- ciamentos a pesquisas cientficas contrrias ao suposto consenso em torno do aquecimento global antropognico. Evidentemente, a carta ignorava os bilhes de dlares concedidos por governos e fundaes do Establishment oligrquico s pesquisas contrrias, orientadas para demonstrar a suposta responsabilidade humana nas mudanas climticas, ou s cen- tenas de organizaes no-governamentais (ONGs) engajadas na campanha alarmista. Em meados de outubro, o Fundo Mundial para a Natureza (WWF) apresentou o Living Planet Report (Relatrio sobre o planeta vivo), documento no qual a ONG favorita da famlia real britnica volta a bater na surrada tecla dos limites ao crescimento, afirmando que, aos nveis atuais de consumo de recursos naturais, por volta de 2050, seriam necess- rias trs Terras para satisfazer s necessi- dades da Humanidade. A mensagem nem to subliminar por trs de tal concluso a de que inexistiriam meios de estender a todos os habitantes do planeta os nveis de vida desfru- tados pelos habitantes dos pases industriali- zados mais avanados. No final do ms, novamente com o apoio da Real Sociedade e um esquema de pro- paganda mundial, foi divulgado o estudo A economia das mudanas climticas, en- comendado pelo Governo Tony Blair ao ex- economista do Banco Mundial sir Nicholas Stern. A concluso principal era a de que o custo econmico das emisses de gases de efeito estufa poder chegar a 20% do PIB mundial, at meados do sculo. Entre as reco- mendaes para solucionar o suposto proble- ma, o relatrio destaca o estabelecimento de limites nacionais para as emisses de gases de carbono (Stern fala em 30% at 2050) e a consolidao dos j existentes mercados de crditos de carbono. A proposta consolidar o chamado dis- positivo cap-and-trade (limitar-e-comerciar), com o qual as cotas de emisses so conver- tidas em ttulos negociveis. Stern estima o montante dos ttulos hoje existentes em 28 bilhes de dlares, o qual poder chegar a 40 bilhes de dlares at 2010. Porm, o potencial desse mercado de derivativos de fumaa ser muito maior se os limites de emisses forem tornados obrigatrios para todos os pases. Fabricando uma emergncia globalG.L. Lino, L. Carrasco, S. Palacios e N. Costa 4. 4 | Solidariedade Ibero-americana Oportunamente, Blair recrutou Al Gore para assessor-lo no esforo de difundir o cenrio de pesadelo imaginado por sir Nicholas, enquanto o seu ministro do Meio Ambiente, David Milliband, anunciava a in- teno de distribuir cpias de Uma verdade inconveniente em toda a rede escolar secun- dria do Reino Unido (a despeito de os argu- mentos fraudulentos apresentados no filme terem sido amplamente contestados por nu- merosos cientistas). Com a mdia mais preocupada com as sombrias extrapolaes do relatrio, passou quase despercebido o fato de que, desde 2004, Gore um dos scios fundadores do fundo de investimentos Generation Investment Management, sediado em Londres e criado para promover investimentos de longo prazo sustentveis, segundo os cnones ambien- talistas. Em uma entrevista ao jornal The Observer de 14 de novembro de 2004, Gore deu uma pista do tipo de negcios preten- didos: A mudana climtica um proble- ma que no ser resolvido pelos polticos... Os polticos tm um papel importante a cum- prir, mas a realidade vai provocar os seus efeitos no mercado, independentemente da opinio pblica e da ao dos governos. Para Gore, a intensidade de carbono das atividades econmicas dever ser um fator cada vez mais relevante para a sua lucrativi- dade, citando como exemplo a indstria auto- mobilstica. Evidentemente, os crditos de carbono se encaixam perfeitamente no portflio contemplado por ele e seus scios. (Algum mencionou conflito de interesses?) Talvez, tambm no seja coincidncia que Maurice Strong esteja associado ao mega- especulador George Soros em uma empreita- da para introduzir no mercado dos EUA os minicarros chineses Chery muito menos intensivos em carbono do que qualquer au- tomvel estadunidense ou europeu. Embora o Governo Bush no tenha ratifi- cado o Protocolo de Kyoto, em janeiro, uma coalizo de grandes empresas e ONGs ambien- talistas dos EUA (entre elas, o Natural Resour- ces Defense Council e o World Resources Ins- titute) fundou a Parceria de Ao Climtica (USCAP), para promover uma abordagem de mercado para a proteo climtica, obri- gatria e para toda a economia, inclusive junto ao Congresso e Casa Branca. A mensagem parece ser: A vem o apo- calipse, mas vamos faturar com ele! Ao mesmo tempo, a Comisso Europia props uma reduo de 20% nas emisses de carbono sobre os nveis de 1990, at 2020 (acima dos 12% previstos no Protocolo de Kyoto, que vrios pases da Unio Europia j esto com dificuldades para cumprir, com srias implicaes para vrios setores indus- triais do continente). Ainda em janeiro, os editores do Bulletin of the Atomic Scientists, revista que desde h muito vem funcionando como veculo de propaganda dos promotores das teses de go- verno mundial, afirmaram que o aqueci- mento global representaria para o mundo uma ameaa to ou mais grave que a possi- bilidade de um conflito nu