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A FILOSOFIA DO ESPIRITISMO Tratandodafilosofiafechamosatrilogiadeobserva-oesprita-poisomomento-religioeomomento-cin-ciaforamostemasdeeditorialdosdoisnmerosanterio-res. Fechamosatrilogiafilosofia,cinciaereligio,demonstrandoqueoEspiritismoseapresentahumani-dadenessestrsmomentos,masembloco-isto,nosofatiasseparadas,desconexas.Sotointimamenteligadosessesmomentosquenofazemosumsemto-carnosoutros.DivaldoPereiraFranco,naentrevistaqueconcedeuaoJornaldaSBEE(ltimonmero),dissequeoEspiritismopelasuaprpriaorigem,umacinciadepesquisa,tornando-seumafilosofiadecomprotamentoeumareligiodevivncia. Issoprecisaficarclaroaomovimentoespiritista.Qualquerentendimentonosentidodeexcluirqualquerdosmomentos,restringeoconceitodoutrinrio.Antesdemaisnada,sefizermosumapanhadoassimbemamplodoconceitodefilosofia,podemosconcluirqueoEspiritismoumafilosofia.Mas-ateno!-,entendaafi-losofia,aqui,comosendoagrandeesferaquecontmasoutrastrsesferasmenores(filosofiapropriamentedita,cinciaereligio). Issoporque,comodisseRobertoGomes:Semprequeumarazoseexpressa,inventafilosofia(Critica razo tupiniquim.8.ed.Curitiba,EdiesCriar1986.p.21). Destaforma,oprimeirodilogoqueoserhumanotevecomomundofoifilosfico-Quemsoueu?,etc.,lembram-se?Tudoomaisqueseconstruiuapsessasprimeirasindagaesso,necessariamente,decorrnciasdoatodefilosofar. Vocnuncadeixadeexporumarazo,umpen-samento,umraciocnio.Faavocfilosofia,cinciaoureligio(supondoquedesseparasegmentaressesenfo-ques),estarsempredentrodagrandeesferachamadafilosofia,porquantoestarexternando,pondopraforadevoc,umpensamento.Porissoqueafilosofianoprivilgiodefilsofos.Desdequepenseindagando,vocumfilsofo(evidentementenosentidodaorganizaoacadmicadahistriadopensamentohumano). Apreocupaodaquelesquetrabalhamnadivulga-odamensagemesprita,estjustamentenadificuldadequeseencontraparaseevitarasdistoresdeinterpreta-o.Sendoumadoutrinadelivre-exame,oEspiritismoseprestamuitoaleiturasdistorcidas.Masesseoriscoquecorretodamensagemcodificadalingisticamente.Como

aspalavrasnotransmitemsentido-ossentidosestodentrodaspessoasquelemaspalavras-,cadaleitorlerconformesuabagagemhistrica,suabagagemdeesperi-nciavivida,seusconhecimentos.Sevocapresentaqua-dros,comvriastonalidadesdeazul,aumpintor,eledironomedasvriastonalidades.Aalgumno-entendido,todasseroazul. Ento,adimensodeinterpretaofilosficadaDoutrinaEspritatemdessascoisas.Aleitura,porexem-plo,dolivroNosso lar(deAndrLuiz,psicografadoporChicoXavier),podelevarosleitoresaumestadoplenodealegriaaucaradaanteoporviranunciado.Maspodecausarumareflexoprofundaaointrpreteinteressadonaverdade,interessadoemsepararosimblicodoreal.Comoseravidanoespaoespiritual?Oquesoaspa-ragensespirituais?Enfim,soperguntascujasrespostasnoacontecemsemfilosofia.Aindaqueamanifestaomedinicarevelereferenciaisdepensamento,avisualiza-o-mesmoaproximada-daimagem,dependerdaorga-nizaodopensamento.

Apoiar-seemdiscursosdosclarividentes,nobas-ta.Omdiumclarividentediraquiloqueeleviu-oquenosiginificaumretratofieldarealidade,masto-somen-tealeituraqueumapessoafezdaquiloqueviu. Afilosofiaespritaseexpressanessasrefle-xese,tambm,nocomportamentohumano.Ascon-dutasocorremsegundoumadeterminadafilosofia-frvolaouno.Aspessoasqueagemtipocadaumprasi,nodeixamdeagirsegundoumafilosofiadevida(alis,pssima!).EafilosofiadevidadescritapeloEspiritismo-ateno:descrita,noimposta!,aseuturno,procurar,continuamente,descrevereorientarcomportamentosconformessleisdoUni-verso,quelevemoorientandoaencontraroseuequilbrio,asuaharmonia,asuapaz...oseuautoco-nhecimento. Propositalmente,aabordagemquefizemosdatrilo-giaespritasedeunaordeminversa.Nossoprimeiroedi-torialtratoudomomento-religiodoEspiritismo,depoisomomento-cinciae,finalmente,omomento-filosofia. ComoaintenoeraumaanlisedoconceitodeEspiritismo,partimosdasntese,dacomposio. Afilosofiaindaga,apresentaatese,prope;acin-ciaresponde,apresentaaanttese,contrape;areligiotranscendeaperguntaearesposta,fazasntese,promo-veacomposiodoser csmico.

SBEE 3 No se assuste o leitor. No se trata de uma insinuao no sentido de divulgar as convices religiosas, cientfcas e filsoficas de um dos maiores gnios deste sculo. O que se quer levantar uma conceituao sobre Einstein em sua pessoa, em sua obra -, numa tentativa de demonstrar que o Espiritismo no pode desconhec-lo, muito menos descuidar, em seu processo doutrinrio na Terra, do que este senhor - nascido em Ulm, na Alemanha (1879) - falou.

Remeter o leitor interessado leitura dos livros que Einstein escreveu, funda-mental. Contudo, pode-se esboar algo de seu contedo. Disse ele, certa vez, que o mais belo destino de uma teoria fsica abrir o cami-nho a uma teoria mais vasta na qual ela continua a viver como caso particular (ROSMOR-DUC, Jean - De Tales a Einstein, Lisboa, Editorial Caminho, 1979. p. 215).

Assim, transformou completamente a mecnica de Newton (mecnica clssica), vigente de forma indiscutvel at ento. A teoria da mecnica de Newton, conhecida tambm como a fsica do cotidiano, afirma que o espao absoluto, no depende de observador, e que o tempo tambm, flui igual e uniformemente em todos os lugares e para todos os observadores (apud HAMBUR-GER, Ernst W. - O que fsica. So Paulo, Ed. Brasiliense, 1984. p. 79). Dois relgios que andam juntos, sem atrasar nem adiantar, um relao ao outro, quando esto um do lado do outro, continuam a marcar a mesma hora quando um levado para longe, mesmo duran-te a viagem (loc. cit., p. 80). Isso verdadeiro quando se trata de velocidades pequenas, se comparadas velocidade da luz (300.000 km/h). Na teoria newtoniana a materia era sempre conservada e se mostrava essencialmente passiva, tudo o que acontecia possuia uma causa definida e gerava um efeito definido (CAPRA, Fritjof - O Tao da fsica. So Paulo, Cultrix, 1983. p. 49-50). Newton entendia que as leis da fsica eram fixas e imut-veis.

Porm, a partir do comeo do sculo, Albert Einstein tocou na feridona e iniciou o rompimento das estruturas tradicionais da fsica: a coisa toda muito relativa. Vamos junto com Capra: de acordo com a teoria da relatividade, o espao no tridimensional e o tempo no constitui uma entidade isolada. Ambos acham-se intimamente vinculados formando um continuum quadridimen-sional, o espao-tempo (...) nunca podemos falar acerca do espao sem falar acerca do tempo e vice-versa (...) Observadores diferentes ordenaro diferentemente os eventos no tempo se se moverem com velocidades diferentes relativamente aos observados (...) Os conceitos de espao e tempo so to bsicos para a descrio dos fenmenos naturais que sua modificao impe a modificao de todo o referencial que utilizarmos para des-crever a natureza... (loc. cit. p. 54).

Pois . Agora, se lhe perguntarem que horas so, voc precisa fazer outra pergun-ta: aqui ou no Japo? Sim, pois conforme o referencial teremos uma determinada hora. As decorrncias do pensamento einsteiniano so vrias. O grego Euclides teve sua obra tida como vlida por mais de dois mil anos - Elementos, sobre geometria -, to importan-te que os gregos consideravam as formas geomtricas a beleza absoluta... Deus um gemetra, segundo Plato Einstein mudou as coisas, dizendo que a geometria criao da mente humana, no inerente natureza. Ainda com Capra, que citou Henry Morge-nau: o reconhecimento central da teroria da relatividade o de que a geometria (...) uma construo do intelecto. S quando esta descoberta aceita, pode a mente sentir-se livre para lidar com as noes to veneradas de espao e tempo, examinar o intervalo de possi-bilidades disponveis para sua observao e selecionar a formulao que esteja de acordo com a observao... (loc. cit. p.127). E h muito mais. interessa ao Espiritismo, que tra-balha o fenmeno medinico, a luz e seus efeitos, etc., se lanar constextualizao das obras de Albert Einstein - e no s das dele, mas de outros, tambm importantes, como Niels Bohr, Werner Heinsenberg, Max Planck. O Espiritismo, ou melhor, o movimento esprita Brasileiro est atingindo uma frequncia tal que no admite respostas simplistas, prximas a um infundado misticismo (frequncia no s no sentido de afluxo de pessoas, mas, principalmente, ondulatria). Precisamos redescobrir a matemtica no processo evolutivo humano. O Brasil precisa reatar relaes com essa cincia. A criao de um centro de excelncias matemticas o melhor caminho. Joel Samways Neto

EINSTEIN

ESPRITA

SBEE4IDENTIDADECSMICA

ADoutrinadosEspritossustentaqueoTodosemprebom.OsIndivduos,anvelde

inteligncia,tmodeverdeprocurarco-nhecereviverachamadaessencialidade

davida.Nohhomemisolado.Sobtodosospontosdevista,oserhumanointegra-

doatodooUniversoCsmico.ADoutrinadosEspritosacredita,efaz

profissodef,quealiberdadesseal-canapeloconhecimento.Cadainovao,dadescobertaedainveno,representam

parcelasdaliberdade.Ossistemasdeidiasquefazemfluxoe

refluxocomosistemasocialgeral,conse-qentementecomosistemadeidiasgeral.ADoutrinaEsprita,atravsdosinstrumen-tosdacincia,daintelectualidade,materia-liza-nomundodoshomens-momentos,expressesdeverdade,segmentosdeentendimentosqueenvolvemidentidade

filosficacomoTodo,relaesexistenciaisdeintelignciacriadaedeintelignciacria-dora,sustentaodecinciaaplicadaan-

velunitrio,identidadedetodososhomenscomotodoSistema Universal Csmico.

OsespritosdevemagenciaroCosmos,for-talecendoaliberdadedohome,olivre-arb-trio,asuaidentidadecomtodooconheci-

mento,asuarelaocomtodaaexistncia,asualigaocomanatureza.Portanto,amensagemespritaprocuraantesdemais

nada,sensibilizarohomemaconhecer-seasimesmo.

AntnioGrimm

SBEE 5

O Espiritismo uma doutrina antropognica. Procura, portodososmeios, promover o ser humano.O centro esprita agncia,escolade liberdade.ADoutrinadosEspritosensinaaohomemqueafelicidadealcanadamedianteseusprpriosesforos.ADoutrinadosEspritosprope,atravsdesuamen-sagens,deinstrumentoseinstrues,oaperfeioamentomoraldohomem. OmdiumespritatemodeverdeprocurarconheceraobradeAllanKardec,poisaliencontrarseudesenvolvimentomo-ral. Omdiumespritadeveser trei