A FIESP e a política econômica do governo Castelo Branco ... ?· A FIESP e a política econômica…

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A FIESP e a poltica econmica do governo Castelo Branco antes do PAEG

Ulisses Rubio Urbano da Silva

IE/UNICAMP

ulisses.rubio@gmail.com

Resumo

A primeira metade da dcada de 1960 foi marcada pela instabilidade e polarizao

polticas. No plano econmico existia a tendncia de desacelerao, e depois recesso,

econmica com acelerao da inflao. Por tal cenrio ter-se caminhado para o golpe civil-

militar, tem-se entendido que as reformas e polticas econmicas dos diferentes governos

militares foram coerentes e expresso do projeto da parcela da sociedade que articulou o

golpe. Os estudos que defendem a existncia de continuidade entre as medidas econmicas

adotadas por Campos-Bulhes e Delfim Netto argumentam que a economia brasileira foi

direcionada para se tornar uma economia de mercado e aberta ao exterior. Alguns estudos, no

entanto, apontam para cises entre as polticas econmicas de Campos-Bulhes e Delfim

Netto, bem como para o fracasso da articulao entre economia e sociedade planejada pelo

primeiro governo militar no Brasil ps-1964. Entendemos que o fracasso e mudana na

conduo da poltica econmica significariam alteraes tambm nas composies entre as

fraes de classe na formao do Estado durante a gesto destes dois ministrios distintos.

Sendo assim, a unidade entre diferentes setores da sociedade que conspiravam contra Goulart

se realizou mais em torno de interesses contrrios situao do que em torno de medidas

especficas que formariam um projeto consensual. Com o objetivo de melhor entender o lugar

de diferentes interesses na formao do governo Castelo Branco, analisaremos uma frao da

sociedade de inegvel representao econmica e que participou do movimento golpista, a

FIESP/CIESP, buscando entender como se comportava. Ser dada nfase nas discusses em

torno das exportaes de produtos manufaturados e da poltica monetria sem, com isso,

desconsiderar que a adoo de novas medidas nestas reas significaria tambm uma nova

concepo de Estado.

Introduo

Humberto Castelo Branco assumiu a presidncia da Repblica do Brasil em 15 de abril

de 1964. A sua escolha ocorreu aps o golpe civil-militar dado sobre o governo Joo Goulart.

A crise poltica em torno do governo de Jango se deu em meio a uma crise tambm

econmica, que se iniciou em 1962 e inclua acelerao inflacionria com estagnao do

crescimento econmico (RESENDE, 1982, p. 771-772). O encaminhamento de solues para

mailto:ulisses.rubio@gmail.com

a crise criou uma acentuada polarizao poltica, na qual luta de classes no Brasil alcanou

um de seus momentos mais intensos, dinmicos e significativos (TOLEDO, 2004, p. 14). De

um lado estavam os setores de esquerda que apoiavam as chamadas reformas de base e,

embora heterogneos, formavam o que Argelina Figueiredo chamou coalizo radical pr-

reformas (FERREIRA, 2004, p. 184). Pronunciamentos radicais de algumas lideranas

destes segmentos de esquerda unificaram a direita civil e militar. Esta unidade, entretanto,

deve ser vista mais em torno de um veto em vrios mbitos do que em torno de um projeto,

como bem observou Caio Navarro de Toledo sobre o depoimento de Ernesto Geisel: [p]ara o

vitorioso de 1964, o movimento se fez contra Goulart, contra a corrupo, contra a

subverso. Estritamente falando, afirmou o general, o movimento liderado pelas Foras

Armadas no era a favor de algo novo no pas (TOLEDO, 2004, p. 14-15).

A afirmao de que no havia proposta de algo novo para o pas deve ser melhor

qualificada. Como mostra Dreifuss, a elite orgnica concentrada em torno do complexo

IPES/IBAD tinha suas propostas de reforma de base e organizava um programa de governo

(DREIFUSS, 1986, p. 237 e 244). Mas isto no deve ser entendido como consenso entre todos

os setores que eram contra o governo Goulart. O que queremos ponderar que a unidade entre

parcelas da sociedade que eram contrrias a Goulart se realizava mais em torno do contra

do que em torno de um projeto consensual para o aps-golpe.

Em realidade, o contra significava, em um grau elevado de generalizao, o modelo

que seria construdo. Este modelo, segundo Carlos Estevam Martins, significava excluir a

classe trabalhadora da vida poltica, suprimir os movimentos populares e beneficiar todas as

classes proprietrias (MARTINS, 1977, p.208-210). Por isto que a parcela do movimento

golpista com mpetos liberalizantes-jurisdicistas foi banida logo aps o golpe (CARDOSO,

1975, p. 198-199).

Desta forma, torna-se difcil acreditar que houve um consenso, entre os que

conspiravam contra Goulart, em relao poltica econmica e s reformas implementadas

durante o governo Castelo Branco. Ou ainda, que os diferentes governos militares no Brasil

ps-1964 seguissem, em detalhes, um projeto elaborado anteriormente ao golpe. Ou seja, a

unidade do movimento golpista se realizou atravs de interesses com elevado nvel de

generalizao que colocavam as divergncias internas em segundo plano. Com os interesses

comuns assegurados, abria-se margem, depois do golpe, para que divergncias internas em

relao a interesses mais especficos ganhassem maior relevncia. No caso dos empresrios, a

observao de Sebastio Velasco Cruz muito ilustrativa:

[e]videntemente, o 'empresariado', como tal, uma abstrao apenas em situaes muito

excepcionais se apresenta de forma coesa na arena poltica. No que tange s posies do

empresariado face poltica econmica nos anos em pauta [1965-1966], elas iro variar em

funes de setores, regies, graus diferentes de concentrao de capital, nveis de acesso ao

mercado financeiro internacional para obteno de crdito, etc, e, no tempo, segundo as oscilaes

conjunturais imprimidas na conduo da poltica monetria e creditcia (Cruz, 1997, p. 33).

As alteraes promovidas pelo governo Costa e Silva apontam para o que temos

argumentado.

No plano poltico, o Governo Costa e Silva reagrupou a oposio poltica Castelo:

a parte do pessedismo marginalizado, o empresariado nacional contrariado pela poltica econmica

de Campos, a linha dura, que tambm queria humanizar a poltica econmica e se aliava aos

setores estatistas contra o favorecimento das empresas estrangeiras realizado no governo anterior, e

at setores sindicais da cpula neo-peleguista que estavam contra o arrocho salarial e, no podendo

voltar pela base poltica populista, via na honomia presidencial um sinal de paternalismo

distribucionista (CARDOSO, 1975, p. 201).

Tambm em relao poltica econmica o governo Costa e Silva divergia de seu

antecessor. Costa e Silva nomeou Delfim Netto a ministro da Fazenda. O novo ministro,

diferentemente da dupla Campos-Bulhes, acreditava que a causa da inflao se encontrava

mais nos custos do que na demanda1. A partir deste diagnstico Delfim praticamente inverteu

a poltica econmica, aumentando o dficit pblico, a expanso monetria e o crdito ao setor

privado, bem como reajustando os salrios mais prximos ao aumento do custo de vida

(KORNIS, 1984, p.131-132).

No entanto, alguns autores defendem a existncia de continuidade, e causalidade, entre

as medidas econmicas implementadas durante o governo Castelo Branco e o milagre

brasileiro (governos Costa e Silva e Mdici). Mrio Henrique Simonsen e Roberto Campos,

por exemplo, defendem que o milagre foi em parte determinado pelas reformas econmicas

do governo Castelo Branco. Estas reformas tinham o objetivo de transformar a economia

brasileira numa economia de mercado e aberta ao exterior. Simonsen e Campos ainda

defendiam que o desempenho da economia entre 1964 e 1967 deveu-se a sacrifcios

necessrios ao controle inflacionrio, ao equilbrio do balano de pagamentos e retomada

dos investimentos (GIAMBIGI et al., 2008, p. 223). Werner Baer tambm encontra nas

reformas institucionais no sistema financeiro, bem como nos projetos de infra-estrutura, as

causas do desempenho da economia brasileira durante o milagre. O autor concorda que as

1 Atualmente difcil aceitar-se que um excesso de demanda possa ser a explicao nica para a inflao

brasileira. A existncia simultnea de elevao geral de preos e estagnao demonstra uma inconsistncia no diagnstico da inflao de demanda, cuja caracterstica principal seria o aumento de preos acompanhado de nveis elevados de utilizao da capacidade produtiva (Delfim Netto, 1967, p. 2, apud MACARINI, 2000, p. 4).

polticas ps-1964 tenha direcionado a economia brasileira abertura, mas acredita que a

melhor alocao de recursos deve-se atuao do Estado e no s foras do mercado (BAER,

1977, p. 11-15).

No o intuito deste trabalho discutir se as reformas fiscais/tributrias e financeiras

implementadas durante do governo Castelo Branco tm relao ou no com o desempenho da

economia brasileira nos anos posteriores. Interessa-nos ressaltar dois pontos dentro desta

discusso: primeiro que, ao menos na poltica econmica e na conformao de interesses, o

governo Costa e Silva marca diferena em relao a Castelo; segundo, que a discusso em

torno das reformas deve considerar os diferentes interesses das classes dominantes e no

somente o projeto do governo. A reforma financeira, por exemplo, no se efetivou em

conformidade com o que planejara o governo, mas foi alterada sob presso das financeiras e

bancos comerciais (ALMEIDA, 1984, p. 40-49). Para Kornis, isto significaria que o governo

Castelo Branco fracassou em sua articulao entre economia e sociedade (KORNIS, 1984, p.

172).

Portanto, torna-se importante conhecer os interesses da sociedade, em particular das

classes dominantes, para entender as relaes entre estado, sociedade e economia em face s

implementaes de reformas e de poltica econmicas durante o governo Castelo Branco. O

presente artigo reflete o incio de uma pesquisa que pretende analisar o comportamento da

FIESP, bem como a aproximao de suas ideias s medidas econmicas adotadas pelo

governo, durante todo o perodo em que Castelo Branco foi presidente.

A atuao da FIESP e as polticas econmicas

A Federao das Indstrias do Estado de So Paulo e o Centro das Indstrias do Estado

de So Paulo, tomadas aqui como representativas dos interesses industriais paulistas,

estiveram amplamente envolvidas no movimento que culminou no golpe civil-militar de

1964. Por volta de 1963, trs dos principais rgos do IPES (Instituto de Pesquisas

Econmicas e Sociais) compreendiam 27 dos 36 lderes da FIESP e 21 dos 24 lderes do

CIESP (DREIFUSS, 1986, p. 173). Ademais, o presidente da FIESP/CIESP, Raphael

Noschese, era tambm membro do CONCLAP (Conselho das Classes Produtoras). Tanto o

CONCLAP quanto a FIESP serviam de intermdio para que contribuies de seus associados

ao IPES fossem disfaradas (DREIFUSS, 1986, p. 209).

A FIESP-CIESP j havia assinalado, no ltimo ms de 1961, para o basta em relao

s atitudes do executivo federal atravs de um manifesto que marcaria o incio de uma nova

posio da indstria paulista em face dos rumos que os acontecimentos esta[vam] tomando2.

Mas foi somente a eleio da nova diretoria pela qual Raphael Noschese tornou-se

presidente das entidades que passou a ser encarada como representativa de uma nova

tendncia entre os industriais paulistas: a preocupao pelo social, pelos problemas polticos

em seu conceito mais elevado e pela democracia. E o discurso de posse do novo presidente

marcava a deciso de participar da luta contra o que estes industriais entendiam por foras

contrrias sociedade livre3. Imediatamente aps o golpe, os industriais paulistas, pelo

pronunciamento de seu presidente, declaravam-se alinhados ao movimento. Numa das

reunies da diretoria plenria, Raphael Noschese leu telegrama enviado pelo General Amaury

Kruel, comandante do II Exrcito. O general agradecia a FIESP pela colaborao que as

indstrias paulistas deram s Foras Armadas. Durante o movimento, os industriais paulistas e

as Foras Armadas criaram o Grupo de Mobilizao Industrial para integrar fbricas s

operaes militares na mobilizao de recursos que fossem necessrios4. Logo aps o

golpe, a FIESP/CIESP afirmava seu desejo de que o Congresso Nacional escolhesse para

presidente um chefe militar que tivesse o seu passado dado atuao firme e decisiva em

defesa da democracia, argumentando que seria um elemento apoltico5. No percebiam a

contradio, pois qualquer personagem que atuasse em defesa do que os industriais entendiam

por democracia no poderia ser um elemento apoltico. Na realidade, os industriais tentavam,

com isto, passar a impresso de que as autoridades militares teriam o carter de poder

moderador, dissimulando as relaes entre as fraes da classe burguesa6.

No plano econmico, a primeira medida que parece ter chamado a ateno da FIESP foi

a instruo 270 da SUMOC, de 9 de maio de 19647. Esta instruo, em seu item I, alterava a

Instruo 163, de 19 de fevereiro de 19648. Pela instruo 163, institua-se que a importao

2 O basta da indstria, p. 244-245. Boletim Informativo do CIESP/FIESP, ano XIII, vol. LXIX, n 639. So

Paulo, 3/10/1962. 3Opinio, p. 524-524 Boletim Informativo do CIESP/FIESP. Ano XIII, vol. LXXIV, n 679. So Paulo,

10/10/1962. 4Atividades da Federao e do Centro das Indstrias do Estado de So Paulo, p. 16-19. Boletim Informativo do

CIESP/FIESP. Ano XV, vol. LXXXIV, n 758. So Paulo, 15/04/1964. 5Atividades da Federao e do Centro das Indstrias do Estado de So Paulo, p. 16. Boletim informativo do

CIESP/FIESP. Ano XV, vol. LXXXIII, n 757. So Paulo, 08/04/1964. 6Quando a interveno militar se efetivou em resposta a incapacidade civil de resolver a crise que destrua o

regime poltico tal como havia sido definido pela constituio de 1946, o que aparentemente se deu foi um

momento histrico de Bonapartismo clssico. Mas era somente um momento, e como tal enganador, no

desdobrar de um processo determinado pela disposio das foras polticas em seu conjunto. [] Ao proteger a

burguesia atravs de sua ao moderadora, os militares mostraram a sua prpria essncia: o poder de classe

preparado previamente no interior do Estado. O Bonapartismo constitucional dava lugar a um poder dirigente

paisana (DREIFUSS, 1986, p.143). 7Instruo 270, Revista do Conselho Nacional de Economia. Ano XIII (2), out. 1964, p. 327.

8 Instruo 163, Revista do Conselho Nacional de Economia. Ano XIII (1), jan-set 1964, p.206.

de trigo, petrleo e papel de imprensa seria feita taxa cambial de Cr$620,00 por dlar. Desta

forma, o governo subsidiava a importao destes produtos, uma vez que adquiria os dlares

dos exportadores a uma taxa cambial superior a Cr$620,00 por dlar. Pela alterao

perpetrada pela instruo 270, as importaes destes produtos passavam a serem efetivadas

pela taxa cambial convencionada entre as partes contratantes isto , pelo cmbio livre

significando o fim do subsdio governamental a estes produtos. No dia seguinte ao da adoo

da medida, o preo da gasolina em So Paulo foi a Cr$85,69. A julgar pelos aumentos do

preo da gasolina no Rio de Janeiro, o aumento do preo deste combustvel em So Paulo foi

superior a 70%. Mas os assessores do Ministrio do Planejamento consideravam que era a

elevao do custo de vida que imprimia a necessidade de reajuste do preo desta mercadoria,

e no o contrrio10

.

Pelo diagnstico do PAEG, a inconsistncia distributiva permitia que o gasto do

governo fosse maior que sua arrecadao. O dficit resultante pressionava a expanso

monetria que, por sua vez, sancionava a presso inflacionria (KORNIS, 1982, p. 52-54).

Segundo Bulhes, o fim destes subsdios eliminaria uma despesa de Cr$180 bilhes e

provocaria um aumento da arrecadao de impostos no montante de Cr$100 bilhes,

resultando na reduo do dficit do governo em torno de Cr$300 bilhes11

. A eliminao dos

subsdios j havia sido feita tanto pela instruo 204, durante o governo de Jnio Quadros,

quanto pelo Plano Trienal. Os impactos sobre o salrio resultante do aumento dos preos aps

o Plano Trienal efetuar o fim dos subsdios levou alguns segmentos da esquerda a perpetrarem

severas crticas ao Plano e abalou o apoio inicial dos empresrios industriais dado ao Plano

(TOLEDO, 2004, p. 16-17). Os industriais paulistas admitiam a possibilidade de que a

Instruo 270 viesse a ser uma medida impopular e que o povo teria que enfrentar dias

difceis para mudar a maneira de combater inflao. Srgio Roberto Ugoline, diretor do

Departamento de Economia das entidades, estimava que, pela experincia da instruo 204, o

fim desses subsdios implicaria em elevao no nvel geral de preos em torno de 6 a 7%. Mas

o diretor tambm advertia que o impacto seria mais ou menos intenso em preos de produtos

especficos na medida em que estes produtos dependessem das matrias-primas que tiveram

os subsdios eliminados. Por outro lado, o efeito da medida sobre a reduo da expanso

monetria, antes realizadas para financiar os subsdios, implicaria em reduo da inflao

maior do que o impacto direto do fim dos subsdios sobre os preos. Por isto a medida estaria

9 Folha de So Paulo, primeira pgina, 12/05/1964.

10 Instruo 270 corta subsdios ao trigo, petrleo e papel. Jornal do Brasil, 10/05/1964, caderno 1, p. 5

11Bulhes: eliminao dos subsdios reduzir dficit em Cr$300 bilhes. Jornal do Brasil 12/05/1964, caderno 1,

p.10.

alinhada ao objetivo de reduzir a inflao proposto pelo novo governo e, assim, merecia o

apoio dos industriais paulistas12. Entretanto, o efeito da medida sobre a reduo da inflao,

segundo o ministro do planejamento, s seria sentido aps o perodo aproximado de um ano13.

Um assunto de maior interesse para estes industriais se referia s exportaes. As

reivindicaes neste quesito parecem que se acumulava h algum tempo. Segundo Maria

Antonieta Leopoldi, ainda durante o Governo Juscelino Kubitschek a CACEX prometia

incentivos comerciais e cambiais para exportaes de manufaturados sem, contudo

implement-los, apesar das reclamaes das associaes de indstrias (LEOPOLDI, 2000, p.

250). A FIESP-CIESP defendia, durante o governo Joo Goulart, medidas referentes a

melhoramento dos portos, financiamento, cmbio realista e condizente com a elevao dos

custos internos, e incentivos fiscais por meio de ressarcimento de impostos pagos sobre

produtos exportados. Em relao a taxa de cmbio, os industriais sentiram-se ouvidos ainda