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Legislao Ambiental Acepo jurdica

Copyright Proibida Reproduo. Prof. der Clementino dos Santos

INTRODUO

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Prof. der Clementino dos Santos

Evoluo histrica: circunstncias e pressupostos

para proteo meio ambiente.

Ocorrncia acidentes ambientais significativos;

Acidentes ambientais: fatos da natureza

Interveno humana: desenvolvimento

industrial desmedido;

Crescimento econmico exacerbado;

NECESSIDADE: criao organismos polticos

e estruturas jurdicas para proteo do meio

ambiente;

INTRODUO

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Prof. der Clementino dos Santos

A partir sculo XVIII, o homem comeou a sofrer

consequncias dos seus atos.

perda de terras agricultveis e de gua potvel;

desertificao e perda da biodiversidade da fauna e

da flora;

assoreamento dos rios e problemas provocados por

cheias;

surgimento de novas enfermidades (doenas).

Produo industrial (Revoluo Industrial);

Inovaes tecnolgicas (mquinas/equipamentos);

Nova relao: capital x trabalho

INTRODUO

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Prof. der Clementino dos Santos

Distribuir o progresso de modo eficiente e igualitrio;

Continuar o progresso tecnolgico sem causar

desemprego;

Utilizar mais recursos e desfrutar as benesses do

progresso, sem danos irreparveis natureza.

OS GRANDES DESAFIOS DA HUMANIDADE

DIREITO AMBIENTAL

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Prof. der Clementino dos Santos

Fase embrionria do Direito Ambiental.

As atividades econmicas concentrada na faixa litornea.

A explorao florestal irracional de madeiras nobres.

Abertura de extensas reas para cultivo da cana-de-

acar, pecuria e caf uso intenso do fogo.

A legislao ambiental neste perodo era formada por Cartas

Rgias e Alvars, que, por sua vez, visavam a defender apenas

os interesses econmicos da coroa, como o caso do pau-brasil.

Fonte: Fiorillo, 2010; Milar, 2009; Barros, 2008

DIREITO AMBIENTAL

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Prof. der Clementino dos Santos Fonte: Fiorillo, 2010; Milar, 2009; Barros, 2008

1825 reiterada a proibio de licena a particulares para a

explorao do pau-brasil, mantendo-se monoplio do Estado

receita mais importante da Coroa.

1829 proibio de corte de madeiras nobres.

1831 extinto o monoplio do Imprio sobre o pau-brasil

obrigatoriedade dos proprietrios de conservar as madeiras

utilizadas pela coroa numa faixa de 10 lguas da costa.

1850 Lei 601 (Lei de Terras) Instituiu o princpio da

responsabilidade por dano ambiental (ideia de Jos Bonifcio).

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Prof. der Clementino dos Santos Fonte: Fiorillo, 2010; Milar, 2009; Barros, 2008

Apresenta trs perodos bem delimitados:

1889 a 1981 - Evoluo do Direito Ambiental.

1981 a 1988 - Consolidao do Direito Ambiental.

1988 at hoje - Aperfeioamento do Direito Ambiental.

DIREITO AMBIENTAL

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Prof. der Clementino dos Santos Fonte: Fiorillo, 2010; Milar, 2009; Barros, 2008

A Constituio de 1891 - poder ilimitado sobre a

propriedade.

1916 proibio de construes capazes de poluir ou

inutilizar, para uso ordinrio, a gua de poo ou fonte alheia.

1921, foi criado o Servio Florestal do Brasil, objetivando a

conservao e aproveitamento das florestas.

1923 possibilidade de se impedir que as fbricas e

oficinas prejudicassem a sade dos moradores e de sua

vizinhana, possibilitando o isolamento e o afastamento de

indstrias nocivas ou incmodas.

DIREITO AMBIENTAL

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Prof. der Clementino dos Santos Fonte: Fiorillo, 2010; Milar, 2009; Barros, 2008

Cdigo Florestal (Decreto n 23.793, de 23 de janeiro de 1934).

Florestas Protetoras, Remanescentes, Modelo e de Rendimento

Cdigo das guas (Decreto n 24.643, de 10 de julho de 1934).

Constituio de 1946 - desapropriao por interesse social -

considerou interesse social a proteo do solo e a preservao de

cursos e mananciais de gua e de reservas florestais.

Lei n 4.771 de 15 de setembro de 1965 (novo Cdigo Florestal)

para cumprir e fazer cumprir essa legislao foi criado um rgo

especfico, vinculado ao Ministrio da Agricultura - Instituto Brasileiro de

Desenvolvimento Florestal (IBDF -Decreto-lei n 289, de 1967).

Lei n 12.651/12 Novo Cdigo Florestal

DIREITO AMBIENTAL

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Prof. der Clementino dos Santos Fonte: Fiorillo, 2010; Milar, 2009; Barros, 2008

Constituio de 1988 (captulo VI, do ttulo VIII)

relativo ao meio ambiente.

Constituies anteriores sempre omitiram o

assunto meio ambiente.

Competncia dos Estados para legislar sobre

o meio ambiente.

A CF/88: Marco da consolidao do Direito Ambiental

no Brasil. Tratamento especial ao meio ambiente, ao

trat-lo em captulo especfico.

DIREITO AMBIENTAL

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Prof. der Clementino dos Santos

O Direito Ambiental - Caracteriza-se por

pertencer a uma pluralidade de sujeitos

no identificveis, mas que pode ser

exercido a qualquer tempo.

Acima de qualquer interesse est o da

sociedade. o denominado Direito Difuso.

Fonte: Fiorillo, 2010; Milar, 2009; Barros, 2008

Necessidade de subsistncia

Estado Democrtico de Direito art.

1, caput/CF Dignidade da Pessoa Humana art. 1, III/CF

DIREITO AMBIENTAL

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O Direito existe pelo homem e para o

homem. Desta forma, todo o disciplinamento

intentado pelo legislador no mbito de

resguardar recursos naturais, vivos ou no,

deve ser feito, atravs da lente da equidade

social.

IMPORTNCIA: proteo objeto jurdico (H2O; Solo; Subsolo; Ar;

Minerais; Fauna; Flora; Patrimnio Cultural; Patrimnio Gentico);

DIREITO AMBIENTAL

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Conjunto de princpios, institutos e

normas sistematizadas para

disciplinar o comportamento

humano, objetivando proteger o

meio ambiente.

Fonte: Silva et al., 2012; Barros, 2010;

ACIDENTES AMBIENTAIS

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Data Local Atividade Produto Causa Consequncias

16/4/47 Texas City, USA Navio Nitrato de Amnio Exploso 552 mortes

3000 feridos

4/1/66 Feyzin, Frana Estocagem Propano BLEVE 18 mortes, 81 feridos

Perdas de US$ 68 milhes

13/7/73 Potchefstroom,

frica do Sul

Estocagem Amnia Vazamento 18 mortes

65 intoxicados

1/6/74 Flixborough, UK Planta de

Caprolactama

Ciclohexano Exploso

Incndio

28 mortes, 104 feridos

Perdas de US$ 412 milhes

10/7/76 Seveso, Itlia Planta de

processo

TCDD Exploso Contaminao de grande

rea, devido a emisso de

dioxina

6/3/78 Portsall, UK Navio Petrleo Encalhe 230.000 ton.

Perdas de US$ 85,2 milhes

11/7/78 San Carlos, Espanha Caminho-tanque Propeno VCE 216 mortes, 200 feridos

19/11/84 Mexico City Estocagem GLP BLEVE

Incndio

650 mortes, 6400 feridos

Perdas de US$ 22,5 milhes

3/12/84 Bhopal, ndia Estocagem Isocianato de metila Emisso

txica

4000 mortes

200000 intoxicados

28/4/86 Chernobyl, Rssia Usina nuclear Urnio Exploso 135.000 pessoas evacuadas

3/6/89 Ufa, Rssia Duto GLN VCE 645 mortes

500 feridos

24/3/89 Alasca, USA Navio Petrleo Encalhe 40.000 ton.

100.000 aves

11/3/91 Catzacoala Planta de

processo

Cloro Vazamento

Exploso

Perdas de

US$ 150 milhes

22/4/91 Guadalajara, Mxico Duto Gasolina Exploso 300 mortes

15/2/96 Mill Bay, UK Navio Petrleo Falha

operacional

70.000 ton.

2300 pssaros mortos

Fonte: Cetesb, 2010;

ACIDENTES AMBIENTAIS

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Prof. der Clementino dos Santos Fonte: Cetesb, 2010;

Data Local Atividade Produto Causa Consequncias

21/9/72 Rio de Janeiro Estocagem GLP BLEVE 37 mortes

53 feridos

26/3/75 Rio de Janeiro Navio Petrleo Coliso Vazamento de 6.000 ton.

9/1/78 So Sebastio Navio Petrleo Coliso Vazamento de 6.000 ton.

31/5/83 Porto Feliz Estocagem Resduos

organoclorados

Coliso de veculo Vazamento de 500 ton.

Contaminao de rio/poos

14/10/83 Bertioga Duto Petrleo Queda de rocha no

duto

Vazamento de 2.500 ton.

Impactos em manguezal

25/02/84 Cubato Duto Gasolina Corroso

Erro humano

Vazamento de 1200 m3

Incndio - 93 mortes

25/5/84 So Paulo Duto Nafta Rompimento Vazamento de 200 m3

2 mortes

25/1/85 Cubato Duto Amnia Rompimento Evacuao de 6.500 pessoas

18/3/85 So Sebatio Navio Petrleo Coliso Vazamento de 2.500 ton.

Contaminao de praias/ilhas

10/10/91 Santos Estocagem Acri