A ERA VARGAS - ?· REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE 1932 •Os paulistas exigem um interventor civil…

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A ERA VARGAS

Governo Provisrio 1930-1934

Governo Constitucional 1934-1937

Estado Novo 1937-1945

ltima Fase 1951-1954

Aliana Liberal

Apoiaram Vargas:

Oligarquias dissidentes

Classe Mdia

Setores da burguesia

Militares

Movimento operrio

Elite Cafeeira - MG

Receberam e troca

Apoio para outras culturas

Crescimento devido a indstria

Apoio do governo para indstria

Cargos de Interventores de Estado

Leis Trabalhistas

Amparo para o setor cafeeiro em 1930

GOVERNO PROVISRIO (1930-1934) - Gachos - Osvaldo Aranha (Justia, depois Fazenda) - Assis Brasil (Agricultura) - Afrnio de Melo Franco (Rel. Exteriores) - Mineiros - Francisco Campos (Educao e Sade) - Lindolfo Collor (Trabalho) - Lideranas tenentistas: (Interventores) - Joo Alberto (So Paulo) - Juracy Magalhes (Bahia) - Juarez Tvora (inspetor-geral do Nordeste)

CAF E INDSTRIA - Conselho Nacional do Caf (CNC) 1931

- Compra e estocagem do produto excedente

- Queima do caf

Instituto do cacau (IC) 1932

Instituto do acar e do lcool (IAA) 1933

CAF E INDSTRIA - Benefcios: - O caf sustentou outros ramos da economia - Queda no ingresso de moeda estrangeira - Dificuldades de importaes - Estmulo a uma indstria interna - Novo modelo econmico - industrializao por substituio de importaes

(elevao dos impostos de importao e fomento da industrializao no interior dos pases)

- Indstria leve (Bens de Consumo)

- Participao decisiva do Estado

O governo estimulou a produo de frutas (laranja, abacaxi, banana)

O produto que alcanou certa importncia foi o algodo

O GOVERNO DE VARGAS ERA VOLTADO PARA O NACIONALISMO (sem utilizao do capital estrangeiro)

Governo Provisrio (1930 1934)

Incio da centralizao e do autoritarismo getulista , Vargas assume o poder executivo e legislativo.

Dissoluo do Congresso, legislativos estaduais e municipais.

Derrubada dos governadores estaduais (menos MG, Olegrio Maciel), substitudos por interventores federais nomeados por Vargas.

Extino dos partidos polticos.

Suspenso da Constituio de 1891.

Governo Provisrio (1930 1934)

Estreitamento das relaes Igreja-Estado (forte apoio da Igreja Catlica ao novo regime).

Criao do Ministrio da Educao e Sade Pblica (Francisco Campos) e do Ministrio do Trabalho (Lindolfo Collor).

No campo poltico, Vargas dedicou-se a conciliar as tendncias polticas que o apoiaram na revoluo. Basicamente, as duas principais tendncias eram: os tenentes e as oligarquias dissidentes.

Populismo

uma forma de governar em que o governante utiliza de vrios recursos para obter apoio popular.

O populista utiliza uma linguagem simples e popular, usa e abusa da propaganda pessoal, afirma no ser igual aos outros polticos, toma medidas autoritrias, no respeita os partidos polticos e instituies democrticas, diz que capaz de resolver todos os problemas e possui um comportamento bem carismtico.

muito comum encontrarmos governos populistas em pases com grandes diferenas sociais e presena de pobreza e misria.

O populismo Varguista consistia em:

* Fazer concesses populao como: direitos trabalhistas e previdencirios.

* Culto a personalidade do lder ditador, no caso Getlio Vargas.

REVOLUO CONSTITUCIONALISTA DE 1932

Revoluo liderada pela oligarquia paulista, com apoio popular local, que tenta recuperar o poder em SP, derrubar Vargas e restaurar a hegemonia da elite paulista no governo federal.

Fortalecimento da oligarquia paulista. O tenente-interventor que os paulistas mais detestaram foi Joo

Alberto Lins de Barros, chamado pejorativamente, pelos paulistas, de o pernambucano.

REVOLUO CONSTITUCIONALISTA DE 1932

Os paulistas exigem um interventor civil e paulista.

Mesmo quando foram nomeados civis para interventores em So Paulo, Laudo Ferreira de Camargo e Pedro de Toledo, os tenentes continuavam interferindo, no deixando os interventores formarem livremente o secretariado.

Criao da Frente nica Paulista (FUP, fevereiro 1932) unindo o PRP e o PD (Partido Democrtico, que havia apoiado a Aliana Liberal de Vargas em 1930) pela restaurao da autonomia estadual de So Paulo.

Exigem reconstitucionalizao do pas.

Morte de quatro jovens em manifestao (maio/1932) - MMDCA (Martins, Miraguaia, Drusio e Camargo) - Alvarenga -

Estoura a Revoluo (09/07/1932)

Promessa de apoio do RS

Chegam tropas do Mato Grosso nico estado a apoiar a revoluo

Grande adeso da classe mdia

No houve adeso do movimento operrio

1 outubro 1932. Derrota e rendio paulista.

Represso branda aos revoltosos

Anistia geral e julho de 1934

Consequncias: REVOLUO CONSTITUCIONALISTA DE 1932

* Vargas percebeu que no podia ignorar a elite paulista e a presso pela constitucionalizao.

* Nomeou um interventor civil da elite local (Armando Salles de

Oliveira, maio 1933). * Decreto do Reajustamento Econmico (1933): reduziu dbito dos

agricultores atingidos pela crise. * A elite paulista percebeu que teria que estabelecer algum tipo

de compromisso com o poder central. Apesar de serem derrotados militarmente, os paulistas

conseguiram sucesso no objetivo poltico, uma vez que, Getlio garantiu a realizao de eleies para a formao da Assembleia Nacional Constituinte.

A CONSTITUCIONALIZAO (1933-1934)

Maio 1933. Eleies democrticas para a Assemblia Constituinte com pluripartidarismo (partidos estaduais).

nica mulher eleita: Carlota Pereira de Queirs (SP), antifeminista.

Novembro 1933. Instalao da Assemblia Constituinte. Maioria dos deputados era das oligarquias recompostas.

Julho 1934. A Assemblia Constituinte promulga a 3 Constituio do Brasil

A CONSTITUIO DE 1934

* Regime republicano e sistema presidencialista.

* Presidentes eleitos diretamente para mandatos de 04 anos.

* Sistema Bicameral com Cmara de Deputados eleita por 04 anos (nmero de deputados proporcional a populao) e Senado Federal eleito por 08 anos, sendo 02 por estado.

* Sistema Federativo.

* Garantia dos direitos individuais.

* Voto secreto e voto feminino.

A CONSTITUIO DE 1934 Legislao trabalhista (Previdncia Social, jornada de 8 horas

dirias de trabalho, salrio mnimo, frias, aposentadoria, etc..)

Liberdade e autonomia sindical. Medidas nacionalistas quanto a proteo das riquezas

nacionais. Justia Eleitoral. Ensino primrio gratuito e obrigatrio Constituio Classista composta de funcionrios pblicos,

empregados e empregadores, eleitos por delegados sindicais.

A CONSTITUIO DE 1934

Alm disso a Constituio previa que o novo presidente constitucional do Brasil deveria ser eleito indiretamente pelo Colgio Eleitoral.

No dia seguinte a promulgao da nova Constituio, a Assembleia elegeu Getlio Dornelles Vargas para um mandato de 04 anos.

GOVERNO CONSTITUCIONAL (1934-1937)

Contexto Nacional

Agravamento da crise econmica

Aumento das greves (transportes , comunicaes, bancos)

Autoritarismo Intervencionismo Estatal

Maior proximidade com as Foras Armadas

1935 Aprovao da Lei de Segurana Nacional

GOVERNO CONSTITUCIONAL (1934-1937)

Contexto Nacional

Polarizao Ideolgica

INTEGRALISMO Nacionalismo Totalitrio

X

ALIANCISMO Esquerda Comunista

GOVERNO CONSTITUCIONAL (1934-1937)

Contexto internacional

Radicalizao de ideias

Crise de 1929

Fascismo - Nazismo

Avanos do socialismo

Interveno do Estado na economia

Ao Integralista Brasileira (AIB)

A Ao Integralista Brasileira (AIB), foi um partido poltico brasileiro, fundado pelo jornalista Plnio Salgado em 7 de outubro de 1932, com o Manifesto de 1932, que defendia um Estado autoritrio.

Foi um partido que iniciou suas atividades influenciado pelo fascismo italiano, firmando-se como uma extenso do movimento constitucionalista.

Ao Integralista Brasileira (AIB)

Devido ao uniforme que utilizavam, ficaram conhecidos como camisas verdes ou galinhas verdes.

Ao Integralista Brasileira (AIB)

Os integralistas se apresentavam oficialmente uniformizados e cumprimentavam-se utilizando a palavra Anau de origem tupi, que significaEis-me aqui, com o brao esticado e mo empalmada, imitando outros grupos fascistas europeus.

O smbolo do integralismo era a letra grega sigma utilizada na matemtica como smbolo de integral

O integralismo defendia

Combate ao comunismo.

Nacionalismo exacerbado.

Estado totalitrio, com disciplina rgida me hierrquica.

Adaptao das atividades culturais aos ideias integralistas.

Aliana Nacional Libertadora (ANL)

1922 Criao do Partido Comunista

Com o objetivo de combater a influncia fascista que se ampliava durante o governo de Getlio Vargas, surgiu em 1935 a Aliana Nacional Libertadora (ANL).

O Partido Comunista do Brasil esteve na liderana da organizao que teve Lus Carlos Prestes como presidente

de honra.

Aliana Nacional Libertadora (ANL)

Programa nacionalista e reformista ANL:

Suspenso definitiva do pagamento da dvida externa

Nacionalizao das empresas estrangeiras

Reforma agrria

Garantia das liberdades e criao de um governo popular

Parte da ANL passou a pregar a derrubada de Vargas e a instalao de um governo revolucionrio, nacionalista e popular.

No dia 5 de julho, a ANL promoveu manifestaes pblicas para comemorar o aniversrio dos levantes tenentistas de 1922 e 1924.

Nessa ocasio, contra a vontade de muitos dirigentes aliancistas, foi lido um manifesto de Prestes propondo a derrubada do governo e exigindo

"TODO O PODER ANL"

Vargas aproveitou a grande repercusso do manifesto para, com base na Lei de Segurana Nacional, promulgada em abril, ordenar o fechamento da organizao.

11 julho 1935 - Decreto do governo fechou a ANL

INTENTONA COMUNISTA REVOLTA VERMELHA DE 35 LEVANTE COMUNISTA

(ANL/1935) 23 de Novembro de 1935

Liderados por comunistas Lus Carlos Prestes

Sublevaram trs guarnies: RJ, RN, PE

Desfecho:

Falta de coordenao do movimento

Fracasso total e represso do governo

O governo decreta Estado de stio e Estado de Guerra at 1937

Tribunal de Segurana Nacional

Comisso Nacional de Represso ao Comunismo

1936 Deportao de Olga Benrio 1942 - Olga foi enviada para o campo de extermnio de Bernburg, onde morreria.

GOLPE DO ESTADO NOVO (1937-1945)

Trs eram os candidatos sucesso presidencial:

Armando Salles de Oliveira (oposio)

Jos Amrico de Almeida (Situao)

Plnio Salgado - AIB

GOLPE DO ESTADO NOVO (1937-1945)

A Intentona Comunista (1935) foi utilizada como pretexto para o decreto do Estado de Stio

Filinto Mller chefe da Polcia Especial de Vargas foi determinante na perseguies

GOLPE DO ESTADO NOVO (1937-1945) Vargas pretendia manter-se no poder

Contando com o apoio dos Integralistas foi

montado um pseudoplano o Plano Cohen Articulado pelo Capito integralista Olmpio Mouro

Filho, atestava uma revoluo comunista no Brasil.

PLANO COHEN

Em 30 de setembro de 1937 o general Gis Monteiro, chefe do Estado-Maior do Exrcito, divulga nao o "tenebroso" Plano Cohen: uma suposta manobra comunista para a tomada do poder atravs da luta armada, assassinatos e invaso de lares.

Incndios em casas de famlia Empastelamento de jornais, saques, violao de mulheres Perseguio igreja Confuso nas classes armadas Matana de chefes militares Planificao da violncia Sequestros e fuzilamentos

PLANO COHEN

Frente "ameaa vermelha", o governo pede ao Congresso a decretao de estado de guerra, concedido em 1 de outubro de 1937.

10 de Novembro 1937, Vargas apresentou aos ministros uma nova Constituio, que instaurava

o Estado Novo.

O ESTADO NOVO (1937-1945)

O Estado Novo (1937-1945)

- Nova Constituio Polaca - Redigida por Francisco Campos - Inspirao fascista (Itlia e Polnia) - Centralizao poltica de Emergncia - Extino do Legislativo - Subordinao do judicirio ao Executivo - Legislao trabalhista - Compromisso entre Estados e governo

Constituio de 1937: Concentra os poderes executivo e legislativo nas mos do Presidente da

Repblica; Estabelece eleies indiretas para presidente, que ter mandato de seis

anos; Acaba com o liberalismo; Admite a pena de morte; Retira do trabalhador o direito a greve; Permitia ao governo expurgar funcionrios que se opusessem ao

regime; Previu a realizao de um plebiscito para referend-la, o que nunca

ocorreu.

- Intentona Integralista (10/05/1938)

- Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP)

Programa Nacional A Hora do Brasil

DIP Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP),

encarregado do controle ideolgico. Para tanto, exercia a censura total dos meios de

comunicao - imprensa, rdio e cinema -, atravs dos quais, inoculando na sociedade o medo do "perigo comunista", sustentava o clima de insegurana que justificara o novo regime.

Alm disso, trabalhava na propaganda do presidente,

formando dele uma imagem sempre favorvel. Com esse fim foi instituda a Hora do Brasil, emisso radiofnica obrigatria

A POLCIA SECRETA

Ao mesmo tempo em que a represso ideolgica alargou seus horizontes atravs da oficializao, avultou o papel da Polcia Secreta, chefiada por F Filinto Mller.

Tal como nos regimes totalitrios europeus, a Polcia Secreta

se especializou em prticas violentas, reprimindo, com torturas e assassinatos, os indivduos considerados nocivos ordem pblica.

O CONTROLE DOS

SINDICATOS

Visando conquistar a simpatia dos trabalhadores foram criadas inmeras leis que asseguravam os direitos trabalhistas. Em 1943, todas as leis at ento foram reunidas na CLT (Consolidao das Leis Trabalhistas).

CLT - Influenciada pela Carta de Lavoro - Mussolini

Uma das conseqncias para os sindicatos foi o surgimento dos "pelegos", trabalhadores que no representam autenticamente os interesses de sua classe; beneficiados pelo sistema sindical, identificavam-se com o governo.

Questo trabalhista

1939 - Justia do Trabalho

1940 Entra em vigor o salrio mnimo

1943 Consolidao da leis do trabalho

Departamento Administrativo DA

rgo Estadual, diretamente subordinado ao Ministrio da Justia e cujos os membros eram nomeados pelo presidente da repblica.

Cada DA estudava e aprovava as leis decretadas pelo interventor, fiscalizava seus atos, oramentos, emprstimos.

Departamento Administrativo do Servio Pblico (DASP)

Foi responsvel pela profissionalizao da carreira de servidor pblico, constituindo grande avano para o pas. Os cargos passaram a ser escolhidos de acordo com critrios tcnicos, e no por indicaes polticas, um grande acontecimento para poca .

Tinha poderes para elaborar o oramento dos rgos pblicos

e controlar a execuo oramentria dos mesmos. Surgimento da Tecnocracia.

Tecnocrata funcionrio pblico que trabalha apenas com

dados estatsticos.

Estatais - rgos - Institutos Estado Novo

Carteira de Crdito Agrcola e industrial (1937)

- Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica (1938)

- Conselho Nacional do Petrleo (1938)

- Conselho Nacional de guas e Energia Eltrica (1939)

- Carteira de exportao e importao (1941)

- Companhia Siderrgica Nacional (1941)

- Companhia Vale do Rio Doce (1942)

- Fbrica Nacional de Motores (1943)

- Fbrica Nacional de lcalis (1943) Ind. Qumica

- Hidreltrica do Vale do So Francisco (1945)

Poltica da Boa Vizinhana Para garantir a presena do Estado getulista no conjunto das

foras que lutavam contra as ditaduras nazi-fascistas, Franklin Delano Roosevelt, presidente dos Estados Unidos, chegou a

visitar o ditador brasileiro

Poltica da Boa Vizinhana

Getlio Vargas decidiu negociar com os americanos no simplesmente o fornecimento de armamento norte-americano ao Brasil, mas principalmente a concesso de crditos e assistncia tcnica para implantar as indstrias siderrgica e blica no Brasil.

- Companhia Siderrgica Nacional (1941) - Companhia Vale do Rio Doce (1942)

Segunda Guerra Mundial 1939-1945

- Aumento dos preos dos produtos agrcolas

- Dificuldades de importao de equipamentos e matrias primas

- Brasil como importncia estratgica

- Indefinio de posio a ser tomada

- Rompimento de relaes com Alemanha (jan/1942)

Segunda Guerra Mundial

Criao da FEB Fora Expedicionria Brasileira

Criao da FAB Fora Area Brasileira

- Segunda guerra = contradio ideolgica Estado Novo (Ditadura) X Nazifascismo

- Manifesto dos mineiros (1943)

Vargas - Ato Adicional (fev/1945)

Pluripartidarismo UDN (Unio Democrtica Nacional) PSD (Partido Social Democrata PTB (Partido Trabalhista Brasileiro) PCB (Partido Comunista Brasileiro) Convocao para eleies presidenciais Anistia aos presos polticos Liberdade de imprensa

Movimento Queremista Liderado pelo PTB e PCB

permanncia de Vargas no poder

Candidatos - 1945

- PTB + PSD = Gal. Eurico Gaspar Dutra

- UDN = Brigadeiro Eduardo Gomes

- PCB = Yedo Fiza

Golpe militar (1945) - Eurico Gaspar Dutra

- Gis Monteiro

A Repblica Populista (1930-1964) a transio para o populismo democrtico

Transio de um regime capitalista

ditatorial (Estado Novo) para uma

democracia liberal burguesa

No Brasil dois Blocos:

Progressistas desenvolvimento de um capital nacional autnomo PTB

Conservadores capitalismo liberal (Brasil totalmente aberto para o capital estrangeiro) - UDN

A presidncia de Dutra (1946-1951) Os camalees no poder

Partidos Polticos do Perodo:

PSD base social: proprietrios de terras, industriais, banqueiros, grandes comerciantes, eleitorado rural e parte da classe mdia

A presidncia de Dutra (1946-1951)

Partidos Polticos do Perodo:

UDN- base social: burguesia industrial e financeira, alta classe mdia e parcelas da populao urbana

A presidncia de Dutra (1946-1951)

Partidos Polticos do Perodo:

PTB operrios e a maior fora do partido era a imagem de Vargas pai dos pobres

A presidncia de Dutra (1946-1951)

Partidos Polticos do Perodo:

PCB deixara de ser um partido tpico de elementos de classe mdia, passando a ter um apoio de vrios segmentos da sociedade.

A Constituio de 1946

Em setembro de 1946 promulgava-se a quinta Constituio brasileira, que congregou princpios liberais e conservadores.

Por um lado, assegurou a manuteno da repblica federativa presidencialista, o voto secreto e universal para maiores de 18 anos, excetuando-se militares, analfabetos e religiosos, a diviso do Estado em trs poderes independentes, restaurao das garantias individuais aos cidados, fim da censura e da pena de morte.

Plano SALTE

Quando assumiu a presidncia da Repblica, Eurico Gaspar Dutra deu continuidade a esse padro de desenvolvimento do pas com a elaborao e aplicao do Plano SALTE, iniciais que representavam planejamento na rea da sade (S), alimentao (AL), transporte (T) e energia (E).

O plano SALTE no alcanou o xito esperado, em razo

da fragmentao das atividades em cada rea concebida como prioritria, o que comprometeu suas potencialidades.

Poltica Externa

O Brasil alinhou-se com os norte-americanos na Guerra Fria, enquadrando-se na diviso mundial entre os blocos capitalista e socialista.

Romperam-se relaes com a URSS, e o PCB teve seu

registro de funcionamento cassado, bem como cassados foram os mandatos dos representantes eleitos pela sigla, obrigando os comunistas a agirem novamente na ilegalidade.

Abriram-se as portas da economia brasileira a inmeras

importaes norte-americanas (bens suprfluos e obsoletos) e o Cruzeiro foi desvalorizada, para tentar evitar o crescimento excessivo das importaes.

Destaca-se ainda a medida que proibiu os jogos de azar no Brasil.

O governo Dutra inaugurou a primeira estao de TV do pas. O problema, curiosamente, que no havia telespectadores, uma vez que ningum possua ainda televisores.

Foram, ento, distribudos aparelhos em vrios pontos da cidade para que a populao tivesse acesso s imagens.

A presidncia de Dutra (1946-1951) Misso Abbink

O relatrio da Misso Abbink procurava definir quais seriam os principais "pontos de estrangulamento" da economia brasileira e oferecer solues para esses problemas, mas no passou do diagnstico.

No se desdobrou diretamente em nenhum projeto concreto, nem

contribuiu para a concesso de nenhum emprstimo ou financiamento. Entretanto, influenciou a poltica governamental com sua viso conservadora, que privilegiava a estabilidade financeira, considerando-a o fator fundamental para o desenvolvimento econmico.

Identificava nos aumentos salariais uma das causas principais da inflao e

defendia, por outro lado, a restrio do crdito. Recomendava enfaticamente a cooperao do capital estrangeiro nos setores de combustveis, energia e minerao

A presidncia de Dutra (1946-1951)

Dutra empreendeu grandes obras, como a construo da Chesf (Companhia Hidreltrica do So Francisco)

Criao de indstria petrolfera

Pavimentao da estrada que liga So Paulo ao Rio de Janeiro, uma das principais do pas, que foi nomeada Rodovia Presidente Dutra, em sua homenagem.

Nas eleies de 1950

PSD Cristiano Machado (21,5%)

UDN Eduardo Gomes (29,7%)

PTB + PSP Getlio Vargas (48,7%)

Ele Voltou: Quais sero seus problemas?

A presidncia de Vargas (1951-1954): Dos braos do povo ao suicdio

O confronto dos princpios defendidos por progressistas e conservadores.

Progressistas classe mdia, lideranas operrias, trabalhadores urbanos, lderes estudantis e intelectuais.

A presidncia de Vargas (1951-1954): Dos braos do povo ao suicdio

O confronto dos princpios defendidos por progressistas e conservadores.

Conservadores oligarquias rurais, burguesia industrial e financeira, grandes comerciantes e alta classe mdia.

A ao poltica e econmica de Vargas

Um governo Progressista com um ministrio Conservador.

Vargas necessitava do auxlio dos EUA para continuar o projeto de industrializao do pas.

1952, Gal. Estillac Leal demite-se da Pasta de Guerra

A Campanha o Petrleo nosso

STANDART OIL - EUA

1953 Congresso aprova a criao da Petrobras

A oposio ao Governo Vargas

Carlos Lacerda (UDN)-

Jornal Tribuna da

Imprensa acusava

Vargas de corrupto e

infiltrao comunista

O atentado da rua toneleiros

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