a era vargas (1930-1945)

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A Era Vargas (1930-1945). Antecedentes. Café, de Cândido Portinari (1935). A Crise de 1929. - PowerPoint PPT Presentation

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  • A Era Vargas (1930-1945)

  • AntecedentesCaf, de Cndido Portinari (1935)

  • A Crise de 1929Como j sabemos, a crise de 1929, ocorrida nos Estados Unidos, abalou a maior parte das economias mundiais atravs do seu efeito domin. Sem poder vender, os Estados Unidos tambm deixariam de comprar. Isto afetou gravemente a economia brasileira cujo principal produto de exportao era o caf e seu principal comprador era o mercado norte-americano. Em consequncia o preo do caf despencou.Em 1929 a produo brasileira atingiu 21 milhes de sacas de caf, das quais foram exportadas apenas 14 milhes. Numa tentativa desesperada de segurar os preos, milhares de sacas foram queimadas, porm, foi impossvel conter a crise da economia brasileira, o que veio a abalar as estruturas da Repblica Velha.

  • Desestruturao da Repblica VelhaAlm dos problemas econmicos que adivinham da crise do caf, surgiu, ainda, a ruptura da poltica do caf-com-leite entre as lideranas de Minas Gerais e So Paulo. No houve entendimento para indicar o candidato presidencial sucesso de Washington Lus. Nas eleies de 1930 a oligarquia paulista apoiava o candidato Jlio Prestes (PRP), enquanto os polticos mineiros apoiavam Antnio Carlos Ribeiro de Andrade (PRM), governador de Minas Gerais.Esse desentendimento agitou o pas. A oposio s oligarquias tradicionais aproveitou o momento para conquistar espao poltico e formar alianas.

  • A candidatura de Getlio VargasNesse clima de agitao poltica nasceu a Aliana Liberal (AL), unindo lideranas polticas do Rio Grande do Sul, de Minas Gerais e da Paraba. Essa aliana lanou o nome do governador gacho Getlio Vargas para presidente da Repblica e do governador paraibano Joo Pessoa para vice-presidente.Os candidatos da AL passaram a ter apoio poltico tanto de grupos renovadores, interessados em acabar com o esquema oligrquico, quanto de grupos oportunistas que desejavam apenas garantir a sua permanncia no poder.De toda forma, a AL apresentava um programa de reformas com alguns avanos, que tinha grande aceitao entre as classes mdias e entre os militares ligados ao Tenentismo.Os principais pontos do programa poltico eram: instituio do voto secreto; criao das leis trabalhistas; incentivo produo industrial.

  • Revoluo de 1930O paulista Jlio Prestes saiu vitorioso aps as eleies de 1930. Porm, os polticos da Aliana Liberal no aceitavam a derrota e acusavam os paulistas de cometerem fraudes eleitorais.O clima de revolta tomava conta do pas e a AL decidiu agir rapidamente. Faamos a revoluo, antes que o povo a faa.A revolta ganhou fora quando Joo Pessoa, governador da Paraba, foi assassinado por motivos polticos e pessoais, em 25 de julho. A oposio se uniu contra o governo.Em 3 de outubro, a luta armada estourou no RS, espalhando-se por MG, PB e PE. O objetivo final era impedir Jlio Prestes de tomar posse da presidncia.Reconhecendo o avano da guerra civil, os militares do RJ depuseram o presidente Washington Lus, no dia 24 de outubro, a poucas semanas do fim de seu mandato. O poder foi entregue a Getlio Vargas. Terminava a Repblica Velha.

  • Governo Provisrio (1930-1934)Assumindo o poder, Vargas tratou de tomar medidas para controlar a situao poltica do pas.Entre as suas primeiras providncias, destacam-se: a suspenso da Constituio de 1891; o fechamento do Congresso Nacional, das Assemblias Legislativas e das Cmaras Municipais; a indicao de interventores militares (ligados ao tenentismo) para chefiar os governos estaduais.Com isso, Getlio pretendia desmontar a estrutura oligrquica da Repblica Velha e o poderio dos coronis.

  • Revoluo Constitucionalista (1932)Aos poucos, o governo de Vargas foi revelando o desejo de centralizao do poder. Isso assustava a oposio poltica de So Paulo que, na verdade, desejava a volta da Repblica Velha.Para enfrentar o governo de Vargas, a oligarquia paulista do PRP formou uma frente nica com o Partido Democrtico, que tinha apoiado Vargas durante a Revoluo de 30, mas estava descontente com a nomeao de um interventor militar e que no era paulista, para governar So Paulo.Cedendo s presses, Getlio nomeou outro interventor. Entretanto isso no foi suficiente para desfazer a oposio paulista, que tambm exigia novas eleies e a convocao de uma Assemblia Constituinte.Em maio de 1932, durante uma manifestao pblica contra o governo federal, quatro estudantes paulistas Martins, Miragaia, Drusio e Camargo morreram em um conflito de rua. A morte dos estudantes exaltou ainda mais os nimos. Com as iniciais de seus nomes formou-se a sigla MMDC, que se tornou smbolo do movimento constitucionalista.

  • Revoluo Constitucionalista (1932)No dia 9 de julho de 1932, explodiu a Revoluo Constitucionalista: So Paulo reuniu armas e 30 mil homens para lutar contra o governo federal.As tropas paulistas, formadas por soldados da polcia do estado, recebiam a colaborao de muitas indstrias de SP, que ajudavam na fabricao de material de guerra. Mas So Paulo ficou isolado do resto do pas.Aps trs meses de combate, os paulistas foram derrotados pelas tropas federais. Embora derrotados militarmente, os paulistas se consideraram vitoriosos politicamente, pois, Vargas garantiu a elaborao de uma nova Constituio.

  • Constituio de 1934No dia 16 de julho de 1934, terminou o trabalho da Assemblia e foi promulgada a nova Constituio do Brasil. Vejamos seus pontos principais:Voto secreto a eleio dos candidatos do executivo e legislativo passou a ser feita pelo voto secreto. As mulheres adquiriam o direito de voto, mas continuavam sem esse direito os analfabetos, mendigos, militares at o posto de sargento e pessoas judicialmente declaradas sem direitos polticos. Foi criado o rgo independente da Justia Eleitoral para zelar pelas eleies.Direitos trabalhistas reconhecimento dos direitos trabalhistas fundamentais, como salrio mnimo, jornada de trabalho no superior a oito horas dirias, proibio do trabalho de menores de 14 anos, frias anuais remuneradas, descanso semanal remunerado, licena-maternidade, indenizao na demisso sem justa causa etc.

  • Constituio de 1934Nacionalismo econmico proteo das riquezas naturais do pas, como jazidas minerais, quedas gua capazes de gerar energia e outras.A Constituio e 1934 estabelecia que, aps sua promulgao, o primeiro presidente da Repblica seria eleito de forma indireta, pelos membros da Assemblia Constituinte. Getlio Vargas foi vitorioso, iniciando seu mandato constitucional. Ainda segundo a nova Constituio, seus sucessores seriam eleitos atravs do voto direto.

  • Governo Constitucional (1934-1937)Nessa fase do perodo getulista, dois grupos polticos, com ideologias totalmente diversas, destacaram-se na vida pblica brasileira: os integralistas e os aliancistas.

  • IntegralismoEm 1932, o escritor Plnio Salgado, Miguel Reale e outros intelectuais e polticos lanaram um manifesto nao contendo os princpios do integralismo. Era uma espcie de cpia, adaptada ao Brasil, das ideias nazifascistas. Assim, foi criada a Ao Integralista Brasileira (AIB), organizao poltica que se expandiu pelo pas, conquistando a simpatia de muitos empresrios, parte da classe mdia, parte do clero e de oficiais das Foras Armadas.O integralismo defendia o combate ao comunismo, o nacionalismo exacerbado, o Estado todo-poderoso, a disciplina e a hierarquia dentro da sociedade, a censura s atividades artsticas e a entrega do poder a um nico chefe integralista.

  • IntegralismoSeguindo o exemplo nazifascista, os integralistas submetiam-se rgida disciplina militar e vestiam uniformes com camisas verdes. Desfilavam pelas ruas como tropa militar, gritando a saudao indgena Anau. Atacavam de forma agressiva os adversrios de outras organizaes polticas. Seu lema era Deus, Ptria e Famlia.

  • AliancismoO principal grupo poltico contrrio ao integralismo era a Aliana Nacional Libertadora (ANL), que reunia grupos de vrias tendncias: sociais-democratas, socialistas, anarquistas e comunistas, sedo este ltimo, a principal corrente dentro da ANL. Em abril de 1935, Lus Carlos Prestes foi eleito seu presidente de honra.Frente de oposio ao fascismo e ao imperialismo, a ANL tinha propostas populares e revolucionrias tais como: nacionalizao das empresas estrangeiras; no pagamento da dvida externa brasileira; realizao da reforma agrria; garantia das liberdades individuais.Temendo a expanso dos aliancistas e a repercusso de suas ideias, o governo federal, apoiado pelas classes dominantes e baseado na Lei de Segurana Nacional, decretou o fechamento da sede da ANL em junho de 1935. O chefe de polcia de Vargas, Filinto Mller, acusava o movimento de ser controlado por perigosos comunistas e financiado por estrangeiros.

  • Intentona Comunista (1935)A represso do governo provocou a reao de setores militares comunistas que participavam da ANL. Em novembro de 1935, eclodiu a Intentona Comunista, isto , a tentativa de implantar o comunismo no Brasil, com o apoio da Internacional Comunista em Moscou. O movimento ficou restrito aos estados do Rio Grande do Norte, Pernambuco e Rio de Janeiro. Todos os levantes foram dominados pelas foras governamentais.Todo o cenrio para a revolta j vinha sendo preparado h muito tempo por Lus Carlos Prestes (lder tenentista) e pela Internacional Comunista, no entanto, fracassou.O episdio serviu de pretexto para o governo tornar-se ainda mais autoritrio. Em nome do perigo comunista, foram presos milhares de sindicalistas, operrios, militares, intelectuais acusados de atitudes subversivas contra o governo.Os responsveis diretos pelo levante foram presos e torturados. Olga Benrio, judia alem, responsvel pela segurana do lder brasileiro, foi enviada para um campo de concentrao da Alemanha nazista.

  • Governo Ditatorial (1937-1945)Aproximando-se a data das eleies presidenciais, teve incio a campanha eleitoral. Publicamente, Getlio manifestava que respeitaria as eleies e entregar