A Ditadura Militar (1964-1985) Ditadura Militar (1964-1985) • O Golpe Militar que derrubou Joo Goulart e instalou a Ditadura Militar, acabando assim com o perodo democrtico,

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  • A Ditadura Militar

    (1964-1985)

    Militar de Linha Branda

    Flexveis, permitindo a

    participao de civis no

    poder

    Militar de Linha Dura

    Rigorosos, permitiam

    somente militares no

    poder.

    As propostas sempre

    eliminando os direitos do

    povo

    http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.citizenarcane.com/files/2005_Jan_31/free_speech_cartoon.jpg&imgrefurl=http://drellanocouco.blogspot.com/&h=362&w=250&sz=17&hl=pt-BR&start=35&tbnid=aQj-lDYk0itykM:&tbnh=121&tbnw=84&prev=/images%3Fq%3Djornal%2Bpasquim%2B1968%26start%3D20%26gbv%3D2%26ndsp%3D20%26svnum%3D10%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DN

  • A Ditadura Militar

    (1964-1985)

    O Golpe Militar que derrubou Joo Goulart e instalou a

    Ditadura Militar, acabando assim com o perodo democrtico,

    iniciou-se no dia 31 de maro de 1964.

    Aps alguns dias da Revoluo, o Congresso Nacional,

    pressionado, pelos militares, decretou o Ato Institucional n 1

    (AI-1).

    O AI-1 dava plenos poderes ao executivo por 6 meses,

    poderes para cassar mandatos parlamentares, suspender

    direitos polticos, modificar a Constituio e decretar estado de

    stio.

  • Mal. Castelo Branco

    (1964-1967)

    As pombas tm garras

    Usou Atos Institucionais como instrumentos de

    represso: fechou associaes civis, proibiu greves,

    interveio em sindicatos e cassou mandatos de

    polticos.

    Em 27 de outubro de 1965 Castelo Branco edita o AI-

    2: dissolviam-se os partidos polticos e conferia-se ao

    executivo poderes para cassar mandatos e decretar o

    estado de stio sem prvia autorizao do Congresso.

  • Mal. Castelo Branco

    (1964-1967)

    As pombas tm garras

    AI-2: Instituiu o sistema bipartidrio no pas.

    Arena (Aliana Renovadora Nacional), de apoio ao governo,

    reunindo integrantes da UDN e setores do PDS.

    MDB (Movimento Democrtico Brasileiro) reunia os

    oposicionistas.

  • Mal. Castelo Branco

    (1964-1967)

    As pombas tm garras

    Prevendo uma derrota nas eleies para os governos de So

    Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, o governo baixou em 5

    de fevereiro de 66 o AI-3.

    AI-3: Estabelecia as eleies para governadores e para

    municpios considerados de segurana nacional passariam a

    ser indiretas.

    Pelo AI-4 o Congresso foi reaberto com poderes constituintes.

    Em 1967, a 6 Constituio do pas traduzia a ordem

    estabelecida pelo regime: institucionalizando a ditadura.

  • Mal. Castelo Branco

    (1964-1967) POLTICA SOCIOECONMICA

    O plano econmico adotado pelo governo chamou-se PAEG

    (Plano de Ao Econmica do Governo). Foi elaborado pelos

    ministros Roberto Campos e Otvio Gouveia de Bulhes, e

    visavam a eliminar a inflao e a industrializar o pas.

    Abriu-se a economia ao capital estrangeiro, instituiu-se a

    correo monetria, e estabeleceu-se o arrocho salarial para

    as classes menos favorecidas.

    Extinguiu a estabilidade no emprego, direito alcanado pelo

    trabalhador que alcanasse dez anos na mesma empresa. Em

    seu lugar, criou-se o Fundo de Garantia por Tempo de Servio

    (FGTS).

  • Mal. Castelo Branco

    (1964-1967) POLTICA SOCIOECONMICA

    Com o dinheiro do FGTS, surgiu o BNH (Banco Nacional de

    Habitao), que servia para financiar construes de

    residncias.

    O objetivo inicial era fornecer crdito s populaes de mais

    baixa renda, mas o propsito foi desviado, tornando-se o

    grande financiador da classe mdia.

  • Mal. Castelo Branco

    (1964-1967) O SERVIO NACIONAL DE INFORMAES (SNI)

    A instituio foi criada com a responsabilidade de fiscalizar e

    coordenar as informaes e contra-informaes em atividades

    e distribudas em territrio brasileiro e em pases no exterior.

    O SNI possua em seus arquivos informaes sigilosas e

    dossis de cidados brasileiros e estrangeiros referentes a

    assuntos de segurana e interesse de Estado.

    http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.citizenarcane.com/files/2005_Jan_31/free_speech_cartoon.jpg&imgrefurl=http://drellanocouco.blogspot.com/&h=362&w=250&sz=17&hl=pt-BR&start=35&tbnid=aQj-lDYk0itykM:&tbnh=121&tbnw=84&prev=/images%3Fq%3Djornal%2Bpasquim%2B1968%26start%3D20%26gbv%3D2%26ndsp%3D20%26svnum%3D10%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DN

  • Mal. Costa e Silva (1967-1969)

    A hora dos falces

    Aps a sada de Castelo Branco do governo, em

    maro de 1967, o aumento dos protestos contra o

    regime militar abriu caminho para que os militares da

    chamada linha dura guiasse a vida poltica do pas

    com o objetivo de desarticular as oposies.

  • Mal. Costa e Silva (1967-1969) POLTICA SOCIOECONMICA

    Ministro da Fazenda Delfim Neto

    Deu continuidade ao Plano de Ao Econmica do

    Governo (PAEG).

    O governo empreendeu uma srie de mudanas que

    reduziam o consumo por meio do congelamento

    salarial e a abertura da economia ao capital

    estrangeiro.

  • Mal. Costa e Silva (1967-1969) QUESTO POLTICA

    Carlos Lacerda, um dos colaboradores do golpe, se

    uniu a outras figuras polticas da poca para formar a

    chamada Frente Ampla, grupo poltico que exigia a

    reinstalao dos governos civis e a preservao da

    soberania nacional.

    Entretanto, a extino dos direitos polticos e o

    fechamento dos partidos enfraqueceu a

    continuidade da Frente Ampla, que foi fechada por

    Costa e Silva.

  • Mal. Costa e Silva (1967-1969) QUESTO POLTICA

    O fechamento das vias oficiais de atuao poltica acabou

    transferindo um importante papel de oposio aos

    estudantes, que passaram a criticar a represso e o

    desmando dos militares.

    O enfrentamento acabou provocando um grave incidente, o

    estudante secundarista Edson Lus de Lima Souto acabou

    sendo morto pelas autoridades.

    Sua morte acabou incitando um grande protesto contra o

    regime militar que tomou as ruas do Rio de Janeiro e ficou

    conhecido como a Passeata dos Cem Mil.

  • Mal. Costa e Silva (1967-1969) QUESTO POLTICA

    Passeata dos Cem Mil

    Rio de Janeiro, junho de 1968.

    Velrio de Edson Lus

    Neste luto, comea a luta

  • Nos dias 02 e 03 de setembro de 1968, o jovem deputado Mrcio Moreira Alves, do MDB da Guanabara, usou a Tribuna do Congresso para fazer um discurso inflamado contra a ditadura.

    1968: o ano que no terminou.

  • Os oficiais, indignados, afirmavam que Moreira Alves havia praticado um atentado contra a ordem democrtica.

    O governo encaminha para o Congresso um pedido para processar Moreira Alves.

    Entretanto, o Congresso rejeita o pedido por 216 votos a 14.

    Temendo a reao do governo, Mrcio Moreira Alves decidiu exilar-se.

    A resposta do governo veio numa sexta-feira 13 de dezembro de 1968, publicando o AI-5.

    1968: o ano que no terminou.

  • AI-5 ANOS DE CHUMBO fim a todos os direitos civis;

    demitir funcionrios pblicos;

    decretar estado de stio;

    suspender por dez anos os direitos polticos de qualquer pessoa;

    permitia a cassao dos mandatos parlamentares e o fechamento

    do Congresso Nacional, das Assembleias Legislativas e Cmaras

    Municipais sob a ordem direta do presidente;

    Ao mesmo tempo, limitava os poderes do Judicirio ao suspender o

    direito de habeas corpus em crimes que iam contra a segurana

    nacional.

  • Mal. Costa e Silva (1967-1969)

    Denncias sobre a penetrao abusiva de capital

    estrangeiros em todos os setores da vida nacional

    Venda de terras a estrangeiros

    U$ 2.800.000 grupo Time-Life TV

    http://www.biranet.com.br/recall/archives/mccannglobo.jpg

  • Grande aliada da Ditadura

  • No decorrer de 1969, o gal. Costa e Silva tenta amenizar a ditadura.

    Tentou realizar uma reforma constitucional que, no restabelecia a democracia mas atenuava o autoritarismo.

    No houve tempo para tal reforma, Costa e Silva sofre uma Trombose Cerebral.

  • Um golpe dentro do golpe

    Com a doena de Costa e Silva quem deveria assumir

    era o vice-presidente Pedro Aleixo

    30/Ago. e 31 de Out./1969 O Brasil foi governado

    por uma Junta Militar

  • Ministro do Exrcito - Aurlio de Lira Tavares

    Ministro da Marinha - Augusto Rademaker

    Ministro da Aeronutica - Mrcio de Sousa e Melo

  • Emlio Garrastazu Mdici (1969-1974)

    O TERROR NA ORDEM DO DIA

    Perodo do Milagre Brasileiro

    Execuo do AI-5

    Terrorismo Poltico do governo em relao

    sociedade civil

  • A luta armada

    A falta de crdito na ao parlamentar e o endurecimento do regime faz com que os setores de esquerda se lancem em aes armadas.

    O PCB resistncia no interior do MDB e dos sindicatos.

    O PC do B iniciou uma campanha de guerrilhas rurais, com escasso apoio campons.

    Entre 1968 e 1974, a ALN (Aliana Nacional Libertadora); a VAR (Vanguarda Armada Revolucionria), o MR-8 (Movimento Revolucionrio 8 de outubro) e a Ao Popular promovem a guerrilha urbana.

  • Caa aos subversivos

  • Charles Elbrick

    MR-8 e ALN sequestram o embaixador norte-

    americano Charles Elbrick

  • Governo Mdici (1969-1974)

    A mquina da represso

    Represso e silenciamento dos principais lderes da luta armada: Carlos Mariguella (1969) e Carlos Lamarca (1971).

    O nico movimento sobrevivente foi a Guerrilha do Araguaia, derrotada em 1975.

    Com a grande imprensa silenciada, as notcias sobre as torturas e o regime passam a ser veiculadas somente na clandestinidade.

    Como forma de encobrir o clima de terror, o governo propaga a propaganda ufanista.

  • Ufanismo

  • O governo aposta no aparato ideolgico do crescimento da nao:

    Voc constri o Brasil

    Ningum segura este pas

    Brasil, conte comigo

    Brasil, ame-o ou deixe-o

    O auge da campanha publicitria foi atingido na Copa de 1970: Pra frente Brasil.

    As torturas e a represso so sufocadas pela euforia da ideia produtivista do Milagre Econmico.

    O PIB atingiu ndices na ordem de 10% e 11,2%.

    Governo Mdici (1969-1974)

    A mquina da represso

  • Plano Nacional de Desenvolvimento

    I PND

    1972-1974 Gesto Mdici

    Caractersticas:

    Grandes projetos de integrao nacional

    Transportes, corredores de exportao,

    telecomunicaes

    Exemplo: Ponte Rio - Niteri /

    Transamaznica/Hidreltrica de Trs Marias/

    Itaipu/ Ilha Solteira

    Planos especiais para o desenvolvimento regional

  • O fim do Milagre Brasileiro

  • A causa do fim do Milagre

    1973 - Guerra do Yom Kippur

    Pases rabes tomaram a iniciativa de

    reconquistar alguns territrios , mas foram

    detidos.

    ISRAEL

    X

    EGITO/IRAQUE/JORDNIA/LBANO/ SRIA

  • Movimentos Musicais na

    Ditadura

    TROPICLIA

    Surgiu no final da dcada de 60, o marco inicial foi o

    Festival de Msica Popular realizado em 1967, pela TV

    Record

    Influncia da cultura pop brasileira e internacional

    No possua como objetivo principal utilizar a msica

    como arma de combate poltico a ditadura militar

  • Movimentos Musicais na

    Ditadura

    ENGAJADOS Msicas de Protesto

    Criticavam abertamente a ditadura

  • Movimentos Musicais na

    Ditadura

    Metforas para driblar a censura

    Clice ou Cale-se

    Chico Buarque de Holanda Julinho da Adelaide

    Milton Nascimento

    Gilberto Gil

    Caetano Veloso

    Francis Hime

    http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://chicobuarque.uol.com.br/sanatorio/img/img_julinho2.gif&imgrefurl=http://chicobuarque.uol.com.br/sanatorio/julinho.htm&h=284&w=301&sz=9&hl=pt-BR&start=1&um=1&tbnid=tXtnQC5B6p4X5M:&tbnh=109&tbnw=116&prev=/images?q=musicas+julinho+da+adelaide&gbv=2&svnum=10&um=1&hl=pt-BR

  • As Obras Faranicas 20 bilhes de dlares

    Ferrovia do Ao - 1973

    O nico trecho concludo o que liga Belo Horizonte Barra

    Mansa no Estado do Rio de Janeiro.

  • A Rodovia Transamaznica (BR-230) a terceira mais longa rodovia do

    Brasil, com 2.300 km de comprimento, cortando os estados brasileiros de Par

    e Amazonas, nasce na cidade de Joo Pessoa na Paraba. classificada

    como rodovia transversal. Em grande parte, a rodovia no pavimentada.

  • As Obras Faranicas 20 bilhes de dlares

    perodo de construo: 1969-1974

  • As Obras Faranicas 20 bilhes de dlares

    ITAIPU

    Perodo de Construo: 1971 - 1982

  • As Obras Faranicas

    20 bilhes de dlares

    Todo esse crescimento teve um custo altssimo e

    a conta deveria ser paga no futuro.

    Os emprstimos estrangeiros geraram uma

    dvida externa elevada para os padres

    econmicos do Brasil

  • Ernesto Geisel (1974-1979)

    Abertura lenta, gradual e segura

  • Ernesto Geisel (1974-1979)

    Abertura lenta, gradual e segura

    Quando Geisel assumiu a presidncia da Repblica,

    em maro de 1974, a ditadura militar j havia

    derrotado todas as organizaes guerrilheiras

    armadas.

    J no existia ameaa subversiva ao regime

    proveniente das esquerdas armadas, mas mesmo

    assim o aparato repressivo continuou funcionando.

  • Ernesto Geisel (1974-1979)

    Abertura lenta, gradual e segura

    Para evitar crises polticas, Geisel fez concesses ao

    aparato repressivo ao impedir presses provenientes

    das oposies (em particular, do MDB, da Igreja

    Catlica e tambm de setores da imprensa) no

    sentido de cobrar do governo esclarecimentos sobre

    cidados mortos, desaparecidos e torturas contra

    presos polticos.

  • Ernesto Geisel (1974-1979) CRISE DA ECONOMIA

    Em 1974, o ciclo de prosperidade da economia

    brasileira chegou ao fim.

    O grande salto desenvolvimentista e o

    crescimento industrial e produtivo (o chamado

    "milagre econmico") duraram enquanto as

    condies internacionais eram favorveis.

    Neste contexto, o descontentamento dos

    trabalhadores foi se acumulando.

  • Ernesto Geisel (1974-1979) CRISE DA ECONOMIA

    1978 - Greves no ABC, Lus Incio da Silva, o Lula, foi o principal lder desses movimentos grevistas.

  • Ernesto Geisel (1974-1979)

    REORGANIZAO DAS OPOSIES

    O primeiro sinal de descontentamento popular

    ocorreu com a vitria expressiva do MDB nas eleies

    legislativas de novembro de 1974.

    A vitria poltica do MDB, mesmo em condies de

    ausncia de regras democrticas, deixou claro que -

    se o processo eleitoral fosse livre a oposio

    conquistaria o poder.

  • Ernesto Geisel (1974-1979)

    A reao do governo

    Criada pelo Ministro da Justia Armando Falco em 1976,

    a Lei Falco teve seu principal objetivo evitar que o

    horrio eleitoral gratuito viesse a ser utilizado como uma

    forma de criticar o regime militar daquela poca.

    Na propaganda eleitoral, os partidos se limitaram a

    mencionar a legenda, o currculo e o nmero do registro

    do candidato na Justia Eleitoral, bem assim a divulgar,

    pela televiso, sua fotografia, podendo ainda mencionar o

    horrio e o local dos comcios.

  • Ernesto Geisel (1974-1979)

    A reao do governo

    O Pacote de Abril

    1977 O MDB rejeita o projeto de reforma judiciria

    apresentado pelo governo.

    Percebendo que a ARENA iria perder a maioria das cadeiras no Congresso Nacional, em abril de 1977, Geisel fechou o Congresso e imps duas emendas constitucionais que ficaram conhecidas como pacote de abril.

    Foi criada a figura dos senadores binicos, ou seja, senadores nomeados pelo governo.

  • Ernesto Geisel (1974-1979)

    Abertura lenta, gradual e segura

    11.10.1977- Lei Complementar n31, aprovada

    a criao do Mato Grosso de Sul.

    http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.riogrande.com.br/Clipart/bandeirasbr/ms.gif&imgrefurl=http://www.riogrande.com.br/Clipart/bandeirasbr/bandeiras_br.html&h=256&w=366&sz=3&hl=pt-BR&start=8&tbnid=PKkKdK2tmusAmM:&tbnh=85&tbnw=122&prev=/images%3Fq%3Dms%26gbv%3D2%26svnum%3D10%26hl%3Dpt-BR

  • Ernesto Geisel (1974-1979)

    Abertura lenta, gradual e segura

    Partidrio da abertura poltica, Geisel teve que

    afastar os que desejavam um golpe mais

    direita,...