a contribuição da cinesioterapia na restauração do ...· músculos do manguito rotador, bursite

Download A contribuição da Cinesioterapia na restauração do ...· músculos do manguito rotador, bursite

Post on 23-Nov-2018

212 views

Category:

Documents

0 download

Embed Size (px)

TRANSCRIPT

  • 1

    __________________________________________________________________________________________________________________________________

    1 Ps graduando em Fisioterapia Ortopedia e Traumatologia e graduada em Fisioterapia. 2 Mestrando em Biotica e Direito em Sade, Especialista em Metodologia do Ensino Superior e graduada em Fisioterapia.

    A contribuio da Cinesioterapia na restaurao do movimento em

    pacientes com Sndrome do Impacto do Ombro

    Ana Zula Sousa da Silva1

    anazuilafisio@hotmail.com

    Dayana Priscila Maia Mejia2

    Ps-Graduao em Fisioterapia em Ortopedia e Traumatologia_ Faculdade Cambury

    Resumo

    O presente artigo procurou, por meio de uma ampla reviso bibliogrfica, focalizar de forma

    sucinta, a anatomia e a biomecnica do complexo articular do ombro, a complexidade da

    patologia Sndrome do Impacto com sua definio, etiologia, fisiopatologia, quadro clnico,

    diagnstico e tratamento, para angariar subsdios e futuramente propor e estudar uma

    abordagem de tratamento fisioterpico atravs da cinesioterapia. A sndrome do impacto se

    caracteriza por uma dor de carter crnico que acomete o ombro. O quadro clnico presente

    nas leses por impacto de dor e incapacidade funcional do membro superior em atividades

    realizadas acima da cabea. A cinesioterapia um importante recurso na maioria dos

    tratamentos fisioteraputico, principalmente nas disfunes musculoesquelticas, ajudando a

    eliminar ou reduzir a limitao funcional e a incapacidade. O presente estudo trata-se de

    uma reviso literria de bibliografias. Portanto este estudo demonstrou que a cinesioterapia

    um importante recurso na maioria dos tratamentos fisioteraputico, principalmente nas

    disfunes musculoesquelticas, ajudando a eliminar ou reduzir a limitao funcional e a

    incapacidade, alm de ajudar para reduzir a progresso da patologia e na preveno da

    ocorrncia de condies secundaria e de recidivas. Sugere-se que novos estudos sejam

    realizados a partir da temtica do presente estudo com o objetivo de fornecer tratamento

    individualizado aos pacientes com Sndrome do Impacto do ombro.

    Palavras-chave: Cinesioterapia. Ombro. Sndrome do Impacto.

    1. Introduo

    O ombro a articulao com maior capacidade de amplitude de movimento do esqueleto

    humano, tendo mais de 180 graus de amplitude em todos os planos. Devido esta mobilidade

    se apresenta como uma das mais instveis e frequentemente apresentam leses, dentre elas a

    sndrome do impacto do ombro (SIO) (BAROSSI et al, 2010).

    De acordo com Metzker (2010), a SIO caracterizada por inflamao e degenerao do

    manguito rotador, cpsula e bursa. Essa patologia ocorre devido a uma impactao mecnica

    ou compressiva, progredindo para a presena de microleses, de fibrose da bursa subacromial

    e de tendinite dos msculos do manguito rotador.

    Almeida et al, (2008); Oliveira (2010), afirmam que a SIO est relacionada com a atividade

    laborativa, principalmente no que diz respeito adoo de posturas inadequadas e de

    realizao de repetio de movimento e trabalhos manuais.

    O diagnstico dessa disfuno por meio da realizao de exame fsico, confirmando com

    testes especficos como o teste de Distrao, Patte, Jobe, Neer entre outros, associados a

    exames complementares, como a radiografia, a ultrassonografia e a ressonncia magntica

    (GREENE, 2006; HEBERT, 2009).

    mailto:......................@hotmail.com

  • 2

    As leses da SIO podem acometer pacientes em todas as faixas etrias, com prevalncia em

    indivduos acima de 40 anos de idade. Porm, fica evidente que o acometimento de indivduo

    jovem est relacionado a algumas atividades recreativas ocupacionais (LIMA et al, 2007).

    Nessa sndrome, pelo quadro doloroso mostrar-se intenso, o paciente sente-se incapaz de

    realizar suas tarefas, pois se inicia com uma leve dor durante os movimentos do ombro e

    evolui para dores localizadas, formigamento, fisgadas, rangido, dormncia e culminando com

    a perda de fora muscular e desta forma tendo uma restrio do movimento (OLIVEIRA,

    2010).

    Borges e Macedo (2010), expem que a Cinesioterapia deve ser a interveno principal no

    programa de tratamento fisioteraputico, principalmente nas disfunes do sistema msculo

    esqueltico, com o intuito de eliminar ou reduzir a incapacidade ou limitao funcional, alm

    de impedir ou diminuir a progresso da patologia e prevenir recidivas. O exerccio teraputico

    o principal recurso na reabilitao do ombro. Sua indicao estende-se a todas as patologias

    do ombro onde a dor est presente.

    Os exerccios para o sistema muscular representam um papel essencial na fisioterapia e na

    reabilitao. Podemos classific-los quanto intensidade em: exerccios passivos, ativos e

    ativos-resistidos. Quanto ao tipo de contrao, classificamos da seguinte forma: exerccios

    isomtricos, exerccios isotnicos e exerccios isocinticos (BIASOLI, 2007).

    Visto que a SIO pode se tornar incapacitante, e diante da importncia que a Fisioterapia ocupa

    para os pacientes acometidos por tal disfuno, teve-se o propsito de descrever sobre a

    contribuio da Cinesioterapia na restaurao do movimento em pacientes com SIO.

    2. Fundamentao Terica

    2.1 Anatomia e biomecnica do ombro

    A regio do ombro formada por 20 msculos, 3 articulaes sseas e 3 articulaes

    funcionais que permitem a maior mobilidade do nosso corpo em relao s demais regies

    ocorrendo aproximadamente 1800 de flexo, abduo e rotao e 600 de hiperextenso. As

    partes sseas que participam destes movimentos so: esterno, costelas, clavcula, escpula e

    mero (DALBOSCO, 2004).

    Fonte: https: Fpicture-ombro-humano-vertebras-anatomia-vertebras-anatomicos

    Figura 1: Ombro

  • 3

    A cintura escapular formada por trs articulaes verdadeiras (esternoclavicular, acrmio-

    clavicular e glenoumeral) e duas pseudoarticulaes (escapulo-torcica e subacromial). As

    mesmas trabalham juntas em harmonia, o que permite a movimentao global do ombro [...]

    [...] o ombro uma articulao mvel, com uma fossa glenide rasa, com

    mnimo em suporte sseo e a estabilidade da articulao dependem dos

    tecidos moles como msculos, ligamentos e cpsula articular. Essa estrutura

    anatmica determina maior mobilidade articular, porm com menor

    estabilidade (CASTRO, 2009).

    De acordo com Ciconne et al (2007), a articulao esternoclavicular a nica articulao que

    conecta o complexo do ombro ao trax. Trata-se de uma articulao sinovial com trs graus

    de liberdade. Na extremidade distal, a clavcula conectada escpula pela articulao

    acromioclavicular. Essa articulao classificada como uma articulao sinovial plana que

    permite o movimento da escpula em trs direes [...]

    [...] os movimentos que ocorrem na articulao esternoclavicular so opostos

    aos movimentos na articulao acromioclavicular para elevao, depresso,

    protao e retrao. Isso no vlido para a rotao, j que a clavcula ir

    girar na mesma direo ao longo de seu comprimento. A ltima articulao

    sinovial do complexo doombro a articulao glenoumeral. considerada a

    mais mvel e a menos estvel de todas as articulaes do corpo humano.

    formada pela grande cabea do mero e pela rasa fossa glenide. Os

    movimentos permitidos nessa articulao so flexo e extenso, abduo e

    aduo, abduo e aduo horizontal, rotao interna e rotao externa.

    Como h mnimo contato entre a cavidade e a cabea umeral, a articulao do ombro depende

    de estruturas ligamentares, musculares e tendneas para ter estabilidade (ULISSEA et al,

    2010).

    Fonte: https: Fpicture-ombro-humano-vertebras-anatomia-vertebras-anatomicos

    Figura 2: Tendes do Ombro

  • 4

    O manguito rotador composto pelos tendes dos msculos subescapular, supraespinhal,

    infraespinhal e redondo menor, de forma que a fuso destes desenha um capuz que cobre a

    cabea do mero superiormente. A funo principal do manguito rotador, alm de

    participarem efetivamente na rotao interna (subescapular), abduo e rotao externa

    (supraespinhal) e abduo na horizontal e rotao externa (infraespinhal e redondo menor),

    a de manter o mero centralizado na cavidade glenoide durante algum movimento de elevao

    anterior [...]

    [...] Outros msculos importantes na estabilizao desta articulao so o

    bceps braquial, na sua poro longa, e o deltoide. Anteriormente ao

    manguito rotador, passa o tendo do bceps braquial que transpe a cabea do

    mero inserindo-se proximalmente no tubrculo supraglenoideo da escpula

    e distalmente na tuberosidade radial do osso rdio. Apesar de no fazer parte

    do manguito rotador, a poro longa do bceps desempenha ao parecida, de

    forma a favorecer uma depresso e compresso da cabea do mero contra a

    cavidade glenoide, durante a contrao muscular, especialmente no

    movimento de rotao externa do ombro. O deltoide origina-se no tero

    externo da clavcula, parte superior do acrmio e espinha da escpula e

    insere-se distalmente na tuberosidade deltoide do mero, sendo essencial para

Recommended

View more >