A COMUNICAÇÃO NA REDE SOCIAL FACEBOOK E A ?· apresenta os termos rede de supermercados e Rede Globo…

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A COMUNICAO NA REDE SOCIAL FACEBOOK E A PRODUTIVIDADE

LEXICAL EM LNGUA PORTUGUESA *1

Jos Ignacio Ribeiro Marinho -UNIFSJ

Lenise Ribeiro Dutra UNIFSJ/UEMG

Marco Antnio Pereira Coelho - UEMG

RESUMO

A criatividade lexical tem se tornado uma ferramenta de comunicao sem precedentes na

linguagem virtual, em especial nas redes sociais digitais, em virtude das exigncias de tais

ambientes e pela rapidez comunicativa entre os interlocutores. Neste artigo, para isso,

pretende-se abordar o recurso da criatividade lexical em lngua portuguesa, observando as

ocorrncias na rede social digital facebook. Ainda tem por objetivo definir neologia e

neologismo e verificar a explorao do campo lexical e da criao neolgica como pea

importante nas atividades comunicativas na rede social digital; diferenciar os conceitos de

rede social e rede social digital, para, ao final, analisar a produtividade lexical presente nesta

ferramenta de comunicao, valendo-se, para tanto, autores como Bagno (1999), Cardoso

(2004), Recuero (2004), Franco (2009) e Castells (1999) entre outros.

Palavras-chave: Neologismo. Criatividade lexical. Rede Social Digital. Lngua Portuguesa.

INTRODUO

A lngua, esse veculo de comunicao sem fronteiras, para satisfazer as exigncias do

discurso, faz com que os usurios muitas vezes lancem mo de recursos que do carter

inovador ao ato comunicativo.

H sempre mudanas em qualquer lngua que esteja viva, por ser dinmica. Assim,

nenhuma lngua possui comportamento esttico, exceto as consideradas lnguas mortas. No

dizer de Santos (2000), as lnguas mortas so aquelas que no so empregadas como veculo

comunicativo fonolgico e grfico, substituem as lnguas vivas, s vezes, e identificam-se

em escrituras bblicas, documentaes arqueolgicas, produes literrias, fornecendo de base

como objeto de investigao e documentao cuja fonte serve de substncia.

As palavras no so engessadas e possuem certa maleabilidade dentro do ato

comunicativo, por isso, o estoque de vocbulos de todos os dialetos vivos se renova

constantemente. Assim, a lngua portuguesa como qualquer outra lngua est em plena

mutao em seu acervo lexical.

NEOLOGIA E NEOLOGISMO: O FENMENO

Devido necessidade comunicativa e carncia lexical em que a comunicao muitas

vezes esbarra, o usurio v a urgncia de produzir novas palavras, ampliando assim o acervo

lexical e satisfazendo s exigncias impostas pelas cenas do cotidiano. Para tal afirmao,

Bagno (1999, p. 126) ressalta: [...] A lngua como um grande guarda-roupa, onde possvel

encontrar todo tipo de vestimenta.

1 *

1 XII EVIDOSOL e IX CILTEC-Online - junho/2015 - http://evidosol.textolivre.org

http://evidosol.textolivre.org/

2

Com o decorrer do tempo, algumas palavras entram em desuso e tornam-se velhas,

dando lugar a novas. De acordo com Alves, (1990), ao surgimento de novas nomenclaturas,

atribui-se a noo de neologia. O objeto resultante recebe a definio de neologismo. Souto

(2011) afirma que esse termo se origina por intermdio de uma estrutura hbrida do latim (neo

- novo) e do grego (logos - palavra), formando-se usos criativos e inditos.

A criao desses novos termos, alm de ter relao com a vitalidade lingustica e com

a carncia de mudana estrutural no esqueleto mrfico, tem relao com as variadas

transformaes que ocorrem a todo o momento no tecido social, sejam elas de natureza

econmica, poltica, tcnica, cientfica, literria etc. Vale ressaltar que tais ocorrncias, de

acordo com Cameron (2012), so mais frteis em designaes de objetos do dia a dia e em

domnios especializados.

A respeito das ocorrncias neolgicas, surge a questo de poder econmico e prestgio

social, como Bagno (1999, p. 72) aborda: falar da lngua falar de poltica. Assim, observa-

se que a condio social tambm pode ser um dos fatores de cristalizao neolgica, j que o

surgimento de uma nova palavra pode causar estranheza a uma determinada comunidade de

falantes - tal palavra pode ou no pertencer ao lxico da lngua, tudo ir depender da postura

social diante do novo elemento apresentado.

O fruto neolgico neologismo pode ser formado por diversos processos

encontrados na nossa lngua. De acordo com Simon (2001), grosso modo, ele ocorre por

processos nativos, encontrados no interior dos prprios meios lingusticos fornecidos pelo

idioma; por formaes por meio de onomatopeias ou, mesmo, sinestesias; por

estrangeirismos. No que diz respeito criatividade lexical, pode-se destacar, ainda, de forma

geral as ocorrncias formadas por estruturas que contenham mecanismos: prefixais, sufixais,

palavras-valise, reduplicao ou redobro, formao de siglas, truncamento, emprstimo,

decalque (SIMON, 2001).

A criao neolgica tambm caracterizada pelo comportamento estilstico que

possui, uma vez que pode marcar uma posio e causar efeitos intencionais situaes

lingusticas que se fazem iminentes quando um vocbulo necessita ser usado por ausncia de

um especfico. Contudo, pode haver contradies com as normas impostas pelos tratados

gramaticais, pois o ramo estilstico permite a fuga gramatical: as mudanas de direes

estilsticas so marcadas pelo recurso da expressividade. Cardoso (2004, p. 7) evidencia que

As unidades lexicais fazem parte de um conjunto aberto. Desse modo, v-se que a lngua

passa por modificaes, essas mudanas refletem no comportamento vocabular.

Diante da criatividade lexical, como salienta Ferraz (2008), pode-se levantar que ela

considerada como tal apenas se no estiver catalogada em dicionrios de lngua, pois se trata

de nomenclaturas com efeitos inditos. Segundo Morato (2012), caso o vocbulo tenha sido

dicionarizado e a comunidade de falantes tenha adotado tal palavra ao ato comunicativo, o

lxico perde a ostentao de novidade e deixa de ser um processo de criatividade lexical.

A lngua portuguesa est aberta a diversas recepes - palavras que se aclimatam e que

passam a fazer parte do lxico. Estas recepes lingusticas originam-se principalmente do

meio digital, um lugar de produtividade lexical de relevncia.

REDE SOCIAL E REDE DIGITAL

Na contemporaneidade, tudo se tornou mais prtico e acessvel: a forma de nos

relacionarmos, efetuarmos pagamentos, fazermos transaes, adquirirmos produtos de

qualquer natureza, partilharmos identidades, e semearmos o conhecimento. Com um clique,

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temos uma gama de informaes de forma instantnea. Todas essas formas tecnolgicas so

possveis graas internet, que possibilita a navegao pela rede.

Assim como os vocbulos sofrem alteraes, na sociedade verificam-se

transformaes tecnolgicas e, por conseguinte, digitais a todo instante. Aparelhos

tecnolgicos ultrapassados passam a ser aprimorados e sofisticados. Essa instaurao faz com

que nasa um ambiente onde a troca de informaes feita de modo rpido e coletivo.

Filho, Nascimento, e S (2012) apontam que o trmino do sculo XX trouxe uma

mudana no que concerne ao setor tecnolgico: a sistematizao em rede. Essa ecloso se

deve ao fato do aperfeioamento e da dilatao das TIC (Tecnologias de Informao e

Comunicao) que admitem conexes em tempo instantneo. Por meio dessas conexes, pode

verificar-se a maneira como humanos e organizaes se incluem. A velocidade com que as

informaes so emitidas e recebidas so impressionantes.

Para Recuero (2004), o estudo das redes iniciou-se nas cincias exatas, por fsicos e

matemticos; aps isso, a sociologia aclimata este estudo pautado na anlise estrutural das

redes sociais.

No entanto, para Franco (2009), a noo de rede social no implica relaes

numricas, propores, dados estatsticos ou quantidades, mas essa ideia prope o vnculo

entre humanos. Essas redes consistem nas organizaes entre seres humanos, as maneiras

como tais se instituem do origem a essa sistematizao chamada de rede social. Ele

acrescenta tambm que a palavra rede vem tendo seu significado distorcido; para isso, Franco

apresenta os termos rede de supermercados e Rede Globo para exemplificar tais distores.

Ainda, Franco disponibiliza trs formas como uma rede social pode ser apresentada:

centralizada, descentralizada e distribuda. Quanto maior for a conectividade e o grau de

distribuio de uma rede social, o mundo social vai ficando menor. Isso leva as pessoas a

inovarem, assumirem protagonismos e acaba gerando em desenvolvimento (IDEM).

J para o filsofo francs Lvy, as redes sociais sempre estiveram presentes em nosso

cotidiano: Voc no pode organizar um trabalho fora de uma rede social. Uma famlia uma

rede social. A sociedade humana organizada assim2. O autor postula que cada n da rede

social possui um carter peculiar, e essa rede distinguida que faz a chamada rede social.

Para Castells (1999, p. 48), "rede um conjunto de ns interconectados, o que

significa entender que a atualidade exige uma transformao na maneira de organizao

social, e informa ainda que "[...] os processos de transformao social sintetizados no tipo

ideal de sociedade em rede ultrapassam a esfera das relaes sociais e tcnicas de produo:

afetam a cultura e o poder de forma profunda (IBIDEM, 1999, p. 504).

As redes que renem pessoas de diversos e diferentes lugares com interesses comuns

as chamadas redes de relacionamentos virtuais - so responsveis por fomentar relaes

humanas por intermdio da tecnologia. Machado e Tijiboy (2005) inferem que as redes de

relacionamento virtual so um meio para tecer discursos e produes. Para elas, as redes

sociais podem contribuir para a mobilizao dos saberes, o reconhecimento das diferentes

identidades e a articulao dos pensamentos que compem a coletividade. As autoras

informam ainda que as redes sociais virtuais so canais de grande fluxo na circulao de

informao, vnculos, valores e discursos sociais, que vem ampliando, delimitando e

mesclando territrios (MACHADO E TIJIBOY, 2005).

12 Palestra proferida por Pierre Lvy, no dia 13 de setembro de 2013, na Univates, sobre

contemporaneidade.

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Alguns elementos tornam-se importantes para uma efetiva relao na comunidade

virtual. Apontam, ainda, as pesquisadoras: motivao, tempo disponvel e envolvimento das

pessoas em torno dessas discusses, permanncia, domnio tcnico mnimo para utilizao

dos recursos e estabelecimento de comunicao (IBIDEM, 2005).

CRIAO NEOLGICA NA REDE SOCIAL DIGITAL FACEBOOK

Sabe-se que um neologismo, em sua maioria, formado pela fuso de estruturas

existentes na lngua e, s vezes, absorvidas de outros idiomas. Em sua maior parte, conforme

apresentado na primeira seo deste artigo, a criatividade lexical pode ser constituda por

meio de quatro comportamentos: fonolgico, morfolgico, sinttico e semntico. Um

neologismo pode tambm possuir uma estrutura mrfica indita; todavia, normalmente, esses

componentes que sustentam a criatividade lexical original so rejeitados facilmente, pois os

falantes no os recebem muito bem por conta da estranheza que tais nomenclaturas surtem no

ato lingustico. Dessa forma, dificilmente esses neologismos tendem a ser dicionarizados.

[...] a linguagem na criatividade lexical se estabelece na contramo da

logicidade e/ou o efeito estilstico se impe ao leitor para observao de que

na natureza da seleo para a produo de anomalias combinatrias que os

procedimentos lingustico-expressivos transformam-se em instrumentos para

a instaurao de neologismos (DUTRA, 2004, p.51).

Os estudos gramaticais dividem os processos de formao de vocbulos por

intermdio dos fenmenos estruturais que os compem. Existem dois tipos de processos

formativos: os configurados por derivao e os por composio. Vale acrescentar que alm

dos dois processos de formao vocabular, existem mecanismos cuja natureza mais peculiar

ao se fazer anlise estrutural: sigla, amlgama lexical e processo metonmico, por exemplo.

Para formalizao deste estudo, verificam-se alagumas ocorrncias de criatividade

lexical localizadas na rede social digital facebook,, que tem mostrado ser um ambiente virtual

de grandes possibilidades para o estudo aqui proposto.

Inicialmente, verificam-se os vocbulos cujas estruturas so configuradas por

mecanismos de derivao. Infere-se que essa espcie de processo pode ser classificada, de

acordo com os gramticos, por seis formas: prefixao, sufixao, prefixao e sufixao,

parassntese, derivao regressiva e derivao imprpria/converso. Os vocbulos mapeados

que pertencem a esse pilar foram: coloridices, primarada, engenhagem e namorvel ambos

desenvolvidos por elementos sufixais. Encontramos os que provm do fenmeno

parassinttico: emputecer e inamvel. Verifica-se tambm ocorrncia de composio por

aglutinao: twitenso.

Algumas construes so estruturadas por intermdio de elementos que fogem ao

padro dos vocbulos que sustentam a derivao e a composio como estruturas formadoras.

Rastreamos: GPS, calmomila, fanpage, e tomar uma gelada, por exemplo, formados,

respectivamente, por: sigla/abreviao, amlgama lexical, e pelo processo metonmico que

considerado por alguns estudiosos como elemento constituinte dos neologismos.

Observa-se, ento, que para o dinamismo lexical, o vocbulo ultrapassa os limites da

significao: a criatividade lexical para a inveno de outras palavras sugere um produto

semntico. No dizer de DUTRA (2004, p. 54): cada ocorrncia revela suas marcas no que se

refere ao processo referencial de criao.

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CONSIDERAES FINAIS

Esta pesquisa visou verificar, por meio de levantamento bibliogrfico e de

rastreamento de algumas ocorrncias neolgicas, de que forma a rede social digital facebook

pode ser uma ferramenta para a observao do fenmeno da criatividade lexical em lngua

portuguesa.

Observou-se, ainda, que a criatividade lexical tem fertilidade considervel em

quaisquer setores em que haja comunicao, seja ela feita por via grfica ou sonora; todavia,

neste trabalho, objetivou-se apenas na verificao destes fenmenos na rede social digital

facebook.

Ainda, pde-se examinar que as redes sociais digitais so instrumentos inovadores no

que concerne expanso do conhecimento e da aprendizagem, e que tais servem como

ferramentas que do sustentao ao docente em suas aulas, tornando-as mais estimulantes e de

interesse.

Sabe-se que possvel atrelar uma rea do conhecimento a outra para a investigao

de fenmenos da lngua; dessa forma, espera-se que este trabalho possa promover novas

pesquisas no que se refere utilizao de ferramentas de comunicao digital para anlises

lingusticas.

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