a cacada dos elfos elfos - vo - bernhard hennen

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1. DADOS DE COPYRIGHT Sobre a obra: A presente obra disponibilizada pela equipe Le Livros e seus diversos parceiros, com o objetivo de oferecer contedo para uso parcial em pesquisas e estudos acadmicos, bem como o simples teste da qualidade da obra, com o fim exclusivo de compra futura. expressamente proibida e totalmente repudavel a venda, aluguel, ou quaisquer uso comercial do presente contedo Sobre ns: O Le Livros e seus parceiros, disponibilizam contedo de dominio publico e propriedade intelectual de forma totalmente gratuita, por acreditar que o conhecimento e a educao devem ser acessveis e livres a toda e qualquer pessoa. Voc pode encontrar mais obras em nosso site: LeLivros.Info ou em qualquer um dos sites parceiros apresentados neste link. Quando o mundo estiver unido na busca do conhecimento, e no mais lutando por dinheiro e poder, ento nossa sociedade poder enfim evoluir a um novo nvel. 2. Elfos: Tomo I A Caada dos Elfos Bernhard Hennen 3. Sobre este livro Um frio congelante reinava nas Terras do Fiordes, quando Mandred Torgridson partiu com seus companheiros para caar uma besta que aterrorizava os arredores de seu povoado. No entanto, o grupo acaba atacado de surpresa por uma fera meio javali, meio homem. Somente Mandred se salva. Gravemente ferido, consegue adentrar um crculo de pedras, mas, devido s dores e ao frio intenso, acaba tomado por um sono profundo. Quando surpreendentemente desperta, est ao p de um carvalho, que lhe oferece seus milagrosos poderes de cura. Mandred ento percebe que adentrou o misterioso mundo dos elfos. Tomado pela suspeita de que era dali que teria vindo o monstro, pe-se diante da bela rainha do povo lfico e exige vingana pelas vtimas da besta. A rainha nega e, ento, convoca a legendria Caada dos Elfos para acabar com a fera. Rene seus melhores guerreiros, Nuramon e Farodin, dois elfos cercados de segredos, e forma um grupo liderado por Mandred, que conta ainda com Aigilaos, um centauro, como arqueiro; Brandan, um elfo rastreador; Vanna, a feiticeira; e Lijema, a me dos lobos. O grupo parte, ento, para o Mundo dos Homens e a perseguio comea, desdobrando-se em vrias aventuras fantsticas. No entanto, seu alvo revela-se um demnio de tempos remotos e as sombras da morte e da iluso logo recaem sobre a cruzada. Mandred, Nuramon e Farodin tero de pr prova toda a sua coragem, amizade e lealdade para cumprir a misso. 4. Sobre o autor Bernhard Hennen, autor de bestsellers, um dos escritores de romances fantsticos mais conhecidos da Europa. Nascido em Krefeld, Alemanha, em 1966, tambm jornalista. Escreveu seu primeiro livro, Das Jahr des Greifen (o ano de Griffen, em traduo livre) em coautoria com Wolfgang Hohlbein em 1994. Depois de enveredar-se por romances histricos, firmou-se no gnero de fantasia. Esta saga Os Elfos, lanada em toda a Europa, o seu trabalho mais conhecido, que a Editora Europa traz para o Brasil. 5. Copyright 2004 by Bernhard Hennen & James A. Sullivan Ttulo original em alemo: Die Elfen (ISBN 3-453-53001-2) TODOS OS DIREITOS NO BRASIL RESERVADOS PARA Editora Europa Rua MMDC, 121 So Paulo, SP http://www.facebook.com/editoraeuropa ISBN 978-85-7960-136-1 Editor e Publisher Aydano Roriz Diretor Executivo Luiz Siqueira Diretor Editorial Mrio Fittipaldi Traduo do original em alemo Fernanda Romero Reviso de Texto Ctia de Almeida Edio de Arte Jeff Silva Ilustrao da capa Michael Welply Mapa Dirk Schulz 6. Sumrio Frontispcio Sobre este livro Sobre o autor Expediente Mapa Epgrafe Tomo 1 O homem-javali Jogos de galanteio O despertar Uma noite na corte O chamado da rainha A noite no castelo dos elfos A despedida O mundo dos homens O sussuro das sombras Antigas feridas A caverna de gelo Um sonho O feitio de cura O filho da feiticeira O vale abandonado A sentena da rainha O exlio A saga de Mandred Torgridson O preo da palavra Retorno terra dos Albos As palavras de Noroelle Trs faces Trs gros de areia Partida noturna A saga de Alfadas Mandredson O milagreiro de Aniscans Visitando Guillaume O infortnio As janelas muradas Os escritos sagrados de Tjured O Jarl de Firnstayn 7. No bosque, luz da lua, vi h pouco cavalgarem os elfos; ouvi soarem suas trompas de caa, e o tilintar de seus guizos. Seus brancos cavalos levavam dourados chifres de cervo como cisnes selvagens voavam cruzando o ar velozmente. Sorridente, saudou-me a rainha, sorridente, ao passar cavalgando, seria por meu novo amor, ou a morte significaria? Heinrich Heine 8. Epgrafe Tomo I A Caada dos Elfos 9. O homem-javali Na clareira coberta de neve jazia o cadver de um alce. Sua carne destruda ainda fumegava. Para Mandred e seus trs companheiros ficou claro o que isso significava: haviam afugentado o caador. O corpo estava coberto de sangue, e o pesado crnio da presa, partido. Mandred no conhecia nenhum animal que caasse para se alimentar somente do crebro da vtima. Um rudo abafado se fez ouvir. No fim da clareira, a neve escorregava dos galhos de um enorme pinheiro, formando cascatas sinuosas. O ar estava tomado por finos cristais de gelo. Desconfiado, Mandred espiou por entre as moitas. O bosque agora estava novamente em silncio. Sobre as copas das rvores, as sinistras luzes verdes das fadas se agitavam em uma dana frentica bem alto no cu. No era uma boa noite para cruzar florestas! S um galho que se partiu com o peso da neve disse o louro Gudleif, batendo em sua pesada capa para tirar o gelo e pare de ficar espiando por a como um co raivoso. Voc vai ver... No final, o que estamos seguindo s um bando de lobos. A preocupao tomava aos poucos os coraes dos quatro homens. Todos pensavam nas palavras do ancio que os alertara sobre uma besta mortfera das montanhas. Ele devia ser levado a srio ou teria alucinaes provocadas pela febre? Mandred era o jarl1 de Firnstayn, um pequeno povoado atrs da floresta junto ao fiorde. Era sua obrigao afastar quaisquer perigos que ameaassem o seu vilarejo. As palavras do ancio foram to penetrantes que os perseguiam. E como... Em invernos como este, que comeavam cedo e traziam frio demais, quando as luzes das fadas faiscavam no cu, os filhos dos albos2 adentravam o mundo dos homens. Mandred e seus companheiros tambm sabiam disso. Asmund apoiara uma flecha no cho e piscava nervosamente. O homem ruivo e magricela nunca era de muitas palavras. Viera havia dois anos para Firnstayn. Dizia-se ter sido um conhecido ladro de gado no sul, e que o rei Horsa Starkschild teria prometido uma recompensa em troca dele. Mas Mandred no se importava com isso. Asmund era bom caador; trazia muita carne para o vilarejo. Isso contava mais que qualquer boato. Mandred conhecia Gudleif e Ragnar desde quando era criana. Ambos eram pescadores. Gudleif um cara robusto, forte como um urso; sempre bem- humorado, tem muitos amigos, mesmo sendo visto como um homem rstico. 10. Ragnar baixo e de cabelos escuros, bastante diferente dos altos e geralmente louros habitantes das terras do fiorde. s vezes zombam dele por isso, chamando-o de duende pelas costas. Isso um absurdo. Ragnar um homem de corao de ouro. Algum em quem se pode confiar incondicionalmente! Saudoso, Mandred pensava em Freya, sua esposa. Certamente estava agora sentada perto do braseiro e permaneceria espreita por toda a noite. Ele tinha consigo o seu clarim de alerta. Um toque significava perigo; se soprasse duas vezes todos no vilarejo saberiam que tudo correra bem e que os caadores estavam a caminho de casa. Asmund baixou seu arco e ps o dedo sobre os lbios, em sinal de alerta. Ergueu a cabea como um co de caa que farejava algo. Agora Mandred tambm sentia. Um cheiro estranho como o de ovo podre invadiu a clareira. Talvez seja um troll sussurrou Gudleif. Dizem que eles descem as montanhas nos invernos rigorosos. Um troll consegue abater um alce com um simples soco. Asmund encarou Gudleif de forma sombria, e fez um sinal para que se calasse. A madeira das rvores estalava baixinho no frio. Mandred foi tomado pela sensao de estar sendo observado. Havia alguma coisa ali. E muito perto. De repente, os ramos de uma aveleira agitaram-se no ar, e duas silhuetas brancas revoaram sobre a clareira num barulhento bater de asas. Mandred apontou sua lana involuntariamente para o alto, e ento respirou aliviado. Eram apenas pombos da neve! Mas o que os assustara? Ragnar mirou seu arco na direo da rvore. O jarl baixou a arma, sentindo seu estmago encolher. Estaria o perigo ali, espreita, escondido nos ramos? Ficaram imveis e em silncio. Uma eternidade inteira pareceu passar, e nada ali se mexia. Os quatro formavam um semicrculo ao redor do arbusto. A tenso era insuportvel. Mandred sentia o suor gelado escorrer por suas costas e se acumular em cima do cinto. O caminho de volta para o vilarejo era longo. Se sua roupa ficasse empapada e no o protegesse mais contra o frio, ele seria obrigado a armar um acampamento em algum lugar e fazer uma fogueira. O gordo Gudleif ajoelhou-se de novo e fincou sua lana no cho. Enfiou as mos na neve fresca e, sem fazer rudo, formou uma bola. Gudleif olhou para Mandred, que consentiu com a cabea. A bola de neve voou at acertar o arbusto. Nada se moveu. Mandred respirou aliviado. O medo que o grupo sentia tinha dado vida s sombras da noite. Foram eles mesmos quem afugentaram os pombos da neve! Gudleif sorriu aliviado: 11. Isso no foi nada. Seja l o que matou o alce, j deve ter subido as montanhas faz tempo. Mas que belo bando de caadores somos ns zombou tambm Ragnar. Daqui a pouco tambm vamos fugir correndo do peido de um coelhinho. Gudleif se levantou e apanhou a lana. Agora vou espetar as sombras! rindo, remexeu com a lana dentro da moita. De repente, foi puxado com fora, de um s golpe. Mandred viu uma grande mo em formato de garra segurar o cabo da lana. Gudleif deu um grito estridente, que logo se transformou num rudo gutural. O forte homem recuou cambaleante, com ambas as mos em torno do pescoo. O sangue espirrava por entre seus dedos e escorria por seu manto de pel