A arte na Pré-história do Brasil

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Pesquisa FAPESP - Ed. 105

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<ul><li><p>REVISTAS CIENTFICAS TIRAM A AMRICA tATINA DA SOMBRA </p></li><li><p>A IMAGEM DO MS </p><p>ELES E NS O Homo floresiensis tinha apenas l metro de altura e habitou a Ilha das Flores, na Indonsia, h cerca de 15 mil anos, poca em que o Homo sapiens j havia colonizado todo o planeta. A descoberta do fssil numa caverna acrescentou mais um ramo na rvore genealgica da humanidade. Na foto, a comparao do crnio do homindeo ano, que tinha o crebro do tamanho do de um chimpanz, com o do homem moderno. </p><p>PESQUISA FAPESP 105 NOVEMBRO DE 2004 3 </p></li><li><p>Peierecnologiaii8 l'APESP </p><p>www. revistapesq uisa. fapesp . br </p><p>80 CAPA Livros mostram a diversidade da arte rupestre nacional e resgatam a vida na Pr-histria </p><p>12 ENTREVISTA </p><p>Pesquisador, reitor, governador da Bahia, Roberto Santos fala de uma vida como observador engajado e ator da poltica nacional de C&amp; T </p><p>4 NOVEMBRO DE 2004 PESQUISA FAPESP 105 </p><p>REPORTAGENS </p><p>POLTICA CIENTFICA E TECNOLGICA </p><p>26 PUBLICAES </p><p>Rede Sei E LO rene 200 revistas ibero-americanas e consolida modelo de acesso livre a artigos </p><p>30 DIVULGAO Mais de 1.800 eventos em 252 cidades agitaram a I Semana Nacional de Cincia e Tecnologia </p><p>32 BIOSSEGURANA Senado autoriza pesquisas com clulas-tronco e devolve poderes CTN Bio </p><p>33 BOLSAS Programa vai apoiar estgios de longa durao no exterior para ps-doutores </p><p>34 INOVAO </p><p>Pequenas empresas tero ajuda da Finep para consolidar seus negcios </p></li><li><p>REPORTAGENS </p><p>35 HOMENAGEM O engajamento de Carolina Bori (1924-2004) em bandeiras da psicologia e da universidade </p><p>CINCIA </p><p>42 FSICA </p><p>Experimento redefine o conhecimento sobre a interao de ncleos atmicos </p><p>46 BIOQUMICA Dois equipamentos pem o pas na linha de frente do estudo da estrutura e da ao das protenas </p><p>50 GENTICA Quase 40% dos brasileiros tm mutaes que desestimulam o tabagismo </p><p>52 BIOLOGIA Estudo registra 2.122 espcies de peixes de gua doce no pas, mas a maioria tem baixo valor comercial </p><p>56 USP 70 Como a pesquisa da Faculdade de Educao da USP contribuiu para um ensino pblico e para todos </p><p>TECNOLOGIA </p><p>68 FARMACOLOGIA </p><p>Pariparoba mostra ao antioxidante e comea a ser usada em produtos que protegem a pele contra a ao do sol </p><p>72 METALURGIA Empresa transforma sucata em matria-prima usada na produo de ligas de alumnio </p><p>76 AGRICULTURA Embrapa desenvolve para a Regio Nordeste amendoim de pele clara e resistente seca </p><p>78 QUMICA </p><p>Faber-Castell, em parceria com a U FSCar, cria grafite de lpis mais resistente </p><p>/ </p><p>HUMANIDADES </p><p>86 LITERATURA </p><p>Livro discute as razes para se aventurar no inesgotvel territrio dos romances brasileiros </p><p>90 COMUNICAO Estudo prope que o texto jornalstico a principal narrativa contempornea </p><p>SEES A IMAGEM DO MS .............. 3 CARTAS ....................... 6 </p><p>CARTA DO EDITOR ............... 9 </p><p>MEMRIA ................... . 10 ESTRATGIAS ................. 20 LABORATRIO ................. 38 SCIELO NOTCIAS .............. 62 LINHA DE PRODUO ........... 64 RESENHA ..................... 94 </p><p>LIVROS ....................... 95 </p><p>FICO ....................... 96 </p><p>Capa: Hlio de Almeida Foto da Capa: Reproduo do livro Imagens da Prhistria Tratamento de imagem: Jos Roberto Medda </p><p>PESQUISA FAPESP 105 NOVEMBRO DE 2004 5 </p></li><li><p>CARTAS cartas@fapesp.br </p><p>Revista </p><p>Foi com prazer que folheei Pes-quisa FAPESP, assim que a recebi. uma tima revista, bem escrita e bem paginada. uma grande contribui-o s cincias no Brasil e s voca-es cientficas. Parabns. </p><p>ROBERTO D UAIL!BI DPZ </p><p>So Paulo, SP </p><p>Dizer que a revista Pes-quisa FAPESP fantstica pouco. Todos os artigos pu-blicados so uma fonte de saber e cultura para todo ti-po de leitor, do estudante ao cientista. Quero agradecer aos belos artigos com temas por-tugueses. Como portugus que sou, fiquei muito feliz com os textos "Uma misso portuguesa com certeza" (edio no 95), "A mulher que amamos odiar" (no 96), "Em se plantando, dinheiro d" e "Uma prova de quali-dade" (no 102). Com respei-to a esse ltimo, adorei saber que o Brasil o nico pas latino-americano a fazer parte do ranking das naes que mais fazem pesquisa relevante. </p><p>A NTONIO ARMANDO AMARO So Paulo, SP </p><p>Gilberto De Nucci </p><p>A entrevista "O radical dos fr-macos" (edio no 103) apresenta aspectos contraditrios entre a ati-vidade acadmica e a indstria far-macutica. Quando o entrevistado aborda os efeitos do placebo e dos re-mdios, afirma: "As porcentagens de pacientes que se beneficiam com os remdios de 2% ou 3%': Quando discute os procedimentos clnicos do mdico e a conversa com o paciente, diz: "Bobagem, medicamento que realmente faz a diferena". Quando </p><p>6 NOVEMBRO DE 2004 PESQUISA FAPESP 105 </p><p>aborda as cirurgias, considera que "eventualmente podem ser abando-nadas, hoje se trata tumor de prsta-ta com medicamentos': Enfim, essas contradies pessoais e com o pr-prio conhecimento farmacolgico acumulado em algumas dcadas confundem o leitor. de conheci-mento que, embora farmacologica-mente inativo, o placebo possui po-derosa ao teraputica, chegando a </p><p>EMPRESA QUE APIA A PESQUISA BRASILEIRA </p><p>lJ) NOVARTIS Trop1Net.org </p><p>produzir com freqncia melhora em at 30% dos pacientes tratados, todavia isto no significa que os me-dicamentos atualmente no mercado no produzam benefcios. sabido que em razo das variveis biolgicas muitos pacientes no respondem ao tratamento farmacolgico, e at que muitas vezes o mesmo paciente res-ponde de forma diferente ao mesmo medicamento, mas afirmar que "para 90% da populao os remdios no produzem efeito nenhum" ignorar o estado atual da arte. Em outro mo-mento da entrevista o professor De Nucci refere que "funo do mdico fazer diagnstico e prescrever re-mdio ... se o paciente pode ou no comprar o medicamento nunca foi problema mdico': Nesse caso, o en-trevistado esquece que a falta de ade-so ao tratamento farmacoterapu-</p><p>tico hoje um dos maiores proble-mas de reinternaes hospitalares. Portanto, o poder aquisitivo da po-pulao sim problema tambm do mdico. Outro ponto questionvel da entrevista refere-se questo dos ro-yalties e da universidade, quando o professor afirma: ''A universidade fi-cou com zero%". importante lem-brar que a Universidade de So Pau-lo (USP) financiada com dinheiro </p><p>pblico e toda a estrutura f-sica e pessoal que o profes-sor utiliza para desenvolver seus servios tem um alto custo. Portanto, sem entrar no mrito dessa sua dupla atividade, nada mais justo que a USP receba parte dos lucros gerados por ela. </p><p>M OACYR LUIZ AIZENSTEIN ICB/USP </p><p>So Paulo, SP </p><p>Os aspectos tcnicos co-locados pelo prof. Gilberto De Nucci (edio no 103) sobre a eficcia de medica-mentos so muito interes-santes e merecem reflexo, </p><p>mas seu posicionamento tico muito precrio. Isso , para mim, to preocupante quanto a evidncia de que apenas 10% das pessoas que fa-zem uso de remdios realmente se beneficiam com eles. </p><p>Idiomas </p><p>}ANAINA B ULHOES MIRANDA So Paulo, SP </p><p>Li o artigo "O avesso de Narciso" (edio n 103). Gostaria de dizer que a ilustrao da pgina 37 deveria ter como ttulo "Un dimanche apres-midi l'ile de la Grande Jatte': Na re-vista o ttulo da obra est escrito em ingls. O ingls est a cada momento tendo mais influncia, sem que nada possa justific-lo. Ainda lembro que no artigo sobre os detectores de par-tculas instalados no p dos Andes, se </p></li><li><p>falava de "chairman" do projeto, em lugar de presidente, por exemplo. Ci-dado francs, estou bastante enver-gonhado de saber que a Acadmie des Sciences do meu pas aconselha aos autores escreverem em ingls, como foi relatado num nmero ante-rior de Pesquisa FAPESP. No entanto acho que a revista deveria incentivar o uso do portugus e dar um espao adequado para os demais idiomas. </p><p>YVES MANIETTE </p><p>Instituto de Qumica/Universidade Estadual Paulista </p><p>Araraquara, SP </p><p>Falta psicologia </p><p>A seriedade, qualidade e apresen-tao de Pesquisa FAPESP so indis-cutveis. No entanto venho notando a ausncia de temas relacionados s pesquisas e modalidades de aplicao da rea de psicologia. </p><p>Enchentes </p><p>G ABRI EL Z AIA LESCOVAR </p><p>So Paulo, SP </p><p>Excelente a reportagem sobre as enchentes (edio no 103), demons-trando que mtodos e tcnicas sim-ples e de baixo custo podem ameni-zar os problemas das chuvas, evitando assim que a populao de baixa ren-da fique ainda mais pobre. </p><p>SILVIA E LENA V ENTORI NI Rio Claro, SP </p><p>Engenharia qumica </p><p>Foi com satisfao que pudemos ler, na edio no 100 de Pesquisa FA-PESP, a reportagem sobre a Escola Politcnica da USP (EP-USP), na srie "USP 70 anos", com destaque para pesquisas desenvolvidas em algumas reas (engenharia eltrica, engenha-ria civil, engenharia mecnica e ma-teriais). No entanto, como a reporta-gem no incluiu a rea de engenharia </p><p>qumica, gostaramos de mencionar algumas atividades que, a nosso ver, merecem destaque. O Departamento de Engenharia Qumica da EPUSP sedia o Centro de Excelncia em Au-tomao de Processos da Petrobras, nico centro de excelncia no tema no Brasil e o nico localizado em uma universidade. Tal condio o resultado dos trabalhos de alto nvel desenvolvidos pela equipe de pesqui-sa nos ltimos dez anos, que resulta-ram em contribuies importantes para o setor da indstria de petrleo e petroqumica. A equipe, envolvida nas atividades de modelagem, simu-lao e otimizao de processos, uma das lideranas mundiais no tema. O Centro de Capacitao e Pes-quisas em Meio Ambiente est sen-do construdo em Cubato, a partir de um acordo de compensao am-biental entre Petrobras, Cetesb e Mi-nistrio Pblico. Esse centro de estu-dos multidisciplinares, que ser doado USP, teve sua concepo, projeto e implementao elaborados e coorde-nados por nosso grupo do Departa-mento de Engenharia Qumica. H ainda o Centro de Engenharia de Sis-temas Qumicos e o fato de sermos . o laboratrio principal no projeto Tidia-KyaTera na rea de aplicaes deWebLab. </p><p>R O BERTO G UA RDANI, CLAUDIO A. LLER DO N ASCIMENTO, REINA LDO GJUDICJ </p><p>Professores titulares da Escola Politcnica da USP </p><p>So Paulo, SP </p><p>Correo </p><p>Na reportagem "O corpo como fico" (edio no 104), o endereo correto do si te Opus Corpus http:/ I opuscorpus.incubadora.fapesp.br </p><p>Car tas para esta revista devem ser enviadas para o e-mail cartas@fapesp.br, pelo fax (ll) 3838-41 81 ou para a rua Pio XI, 1.500, So Paulo, SP, CEP 05 468-~0l. As cartas podero ser resumidas por motivo de espao e clareza. </p><p>PESQUISA FAPESP 105 NOVEMBRO DE 2004 7 </p></li><li><p>~ natura bem estar bem </p><p>Natura Ekos. Viva sua Natureza. Na linha Natura Ekos, tudo leva ao bem estar bem. A comear pelo uso de ativos da biodiversidade brasileira, que a Natura procura extrair de forma sustentvel. Com benefcios que resgatam a experincia que ndios, caboclos e sertanejos acumularam ao longo de sculos de convivncia com as florestas. Feche os olhos, estimule os sentidos. Utilize os recursos naturais de forma que todos tenham acesso a eles. Hoje e sempre. www.natura.net </p></li><li><p>Pesquisa CARLOSVOGT </p><p>PRESIDENTE </p><p>CONSELHO SUPERIOR </p><p>ADILSON AVANSI DE ABREU, CARLOS HENRIQUE DE BRITO CRUZ, CARLOS VOGT, CELSO LAFER, </p><p>HERMANN WEVER, HORCIO LAFER PIVA, JOS ARANA VARELA, MARCOS MACARI, NILSON DIAS VIEIRA JNIOR, </p><p>RICARDO RENZO BRENTANI,VAHAN AGOPYAN, YOSHIAK1 NAKANO </p><p>CONSELHO TCNICO-ADMINISTRATIVO JOAQUIM J. DE CAMARGO ENGLER </p><p>DIRETOR ADMINISTRATIVO E DIRETOR PRESIDENTE (INTERINO) </p><p>JOS FERNANDO PEREZ DIRETOR CIENTFICO </p><p>PESQUISA FAPESP CONSELHO EDITORIAL </p><p>LUIZ HENRIQUE LOPES DOS SANTOS (COORDENADORCIENTFICO), EDGAR DUTRA ZANOTTO, FRANCISCO ANTNIO </p><p>BEZERRA COUTINHO, JOAQUIM J. OE CAMARGO ENGLER, JOS FERNANDO PEREZ, </p><p>LUIZ EUGNIO ARAJO DE MORAES MELLO, PAULA MONTERO, WALTER COLLI </p><p>DIRETORA DE REDAO MARILUCE MOURA </p><p>EDITOR CHEFE NELDSON MARCOLIN </p><p>EDITORA SNIOR MARIA DA GRAA MASCARENHAS </p><p>DIRETOR DE ARTE HLIO DE ALMEIDA </p><p>EDITORES CARLOS FIORAVANTI (CINCIA), CARLOS HAAG (HUMANIDADES), </p><p>CLAUDIA 1Z1QUEIP0TICAC4T), HEITOR SHIMIZU (VERSOON-UNE), MARCOS DE OLIVEIRA (TECNOIOOIA) </p><p>EDITORES ESPECIAIS FABRlClO MARQUES, MARCOS PIVETTA </p><p>EDITORES ASSISTENTES DINORAH ERENO, RICARDO ZORZETTO </p><p>CHEFE DE ARTE TNIA MARIA DOS SANTOS </p><p>D1AGRAMA0 JOS ROBERTO MEDDA, MAYUMI OKUYAMA </p><p>FOTGRAFOS EDUARDO CSAR, MIGUEL BOYAYAN </p><p>COLABORADORES ANA LIMA, 8RAZ, CAROL LEFVRE, EDUARDO GERAQUE </p><p>(ON-LINE), FRANCISCO BICUDO, JOS CASTELLO, LAURABEATRIZ, LEDA BALBINO, MARCELO HONRIO (ON-LINE), </p><p>MRCIO GUIMARES DE ARAJO, MARG NEGRO, NELSON DE OLIVEIRA, RUTH HELENA BELLINGHINI, </p><p>SYLVIA LE1TE.THIAGO ROMERO (ON-LINE), TIAGO CP DOS REIS MIRANDA E YURI VASCONCELOS </p><p>ASSINATURAS TELETARGET </p><p>TEL. (11) 3038-1434 - FAX: (11) 3038-1418 e-mail: apesp@tele(arget.com.br </p><p>APOIO DE MARKETING SINGULAR ARQUITETURA DE MlDIA </p><p>singular@sing.com.br PUBLICIDADE </p><p>TEL: (11) 3838-4008 e-mail: publicidade@fapesp.br (PAULA ILIAD1S) </p><p>PR-IMPRESSO GRAPHBOX-CARAN </p><p>IMPRESSO PLURAL EDITORA E GRFICA </p><p>TIRAGEM: 44.000 EXEMPLARES DISTRIBUIO </p><p>DINAP CIRCULAO E ATENDIMENTO AO JORNALEIRO </p><p>LMX (ALESSANDRA MACHADO) TEL: (11) 3865-4949 </p><p>atendimento@lmx.com.br GESTO ADMINISTRATIVA INSTITUTO UNIEMP </p><p>FAPESP RUA PIO XI, N" 1.500, CEP 05468-901 </p><p>ALTO DA LAPA - SO PAULO - SP TEL. (11) 3838-4000 - FAX: (11) 3838-4181 http://www.revistapesquisa.fapesp.br </p><p>cartas@fapesp.br </p><p>NMEROS ATRASADOS TEL. (11) 3038-1438 </p><p>Os artigos assinados no refletem necessariamente a opinio da FAPESP </p><p> PROIBIDA A REPRODUO TOTAL OU PARCIAL DE TEXTOS E FOTOS SEM PRVIA AUTORIZAO </p><p>FUNDAO DE AMPARO PESQUISA 00 ESTADO DE SO PAULO </p><p>SECRETARIA DA CINCIA, TECNOLOGIA, DESENVOLVIMENTO ECONMICO ETURISMO </p><p>GOVERNO DO ESTADO DE SO PAULO </p><p>CARTA DO EDITOR </p><p>Vises do nosso passado A reportagem de capa desta edio /\ de Pesquisa FAPESP parece-me </p><p>1 \_ especialmente agradvel, leve, f- cil de ler. Faz parte do trabalho da equi- pe que a cada ms prepara esta revista, claro, mostrar em textos jornalsticos claros, inteligveis para especialistas e leigos, alguns dos melhores projetos de pesquisas cientficas e tecnolgicas de- senvolvidas neste pas. Muitas vezes, contudo, essa uma misso rdua, da- da a complexidade, a dureza mesmo, das explicaes e dos textos cientficos, no raro atravessados por frmulas, equa- es e conceitos muito especficos e so- fisticados. No neste ms, decerto, em que, na seo de Humanidades, conse- guimos juntar cincia com arte na bela reportagem do editor especial Marcos Pivetta sobre a arte rupestre nacional, a partir da pgina 80. </p><p>S recentemente, pouco mais de 20 anos para c, comeou-se a dar mais ateno s imagens pr-histricas pin- tadas em cavernas ou fora delas e gra- vadas em pedras no territrio brasilei- ro. Antes disso, a ateno estava quase sempre mais voltada para outras for- mas de vestgio arqueolgico. Uma in- justia, como o demonstram dois livros lanados recentemente e que exploram com linguagem simples esse mundo grfico construdo por nossos antepas- sados e mostram a diversidade de tc- nicas, formas e temas que o integra na Amaznia e no Nordeste. Nesse mun- do, pinturas e gravaes na pedra, fei- tas h milhares de anos, espalhadas por todas as regies do Brasil, representam pessoas interagindo entre si e com ani- mais, em cenas de caa, dana e sexo. </p><p>Em Poltica Cientfica e Tecnolgica vale destacar uma reportagem que mos- tra efeitos, para muito alm do espera- do, de uma divulgao cientfica feita com alta competncia e critrio. A par- tir da pgina 26, a editora Claudia Izique relata como o sistema de publicao...</p></li></ul>