A arte de falar com as mãos

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A arte de falar com as mosH tempos: o que respresentava a TV na dcada de 60.jornalGuarapuava-PR, 2012 Ed. 05, ano 02gora, ideias jornalsticasp. 07goraProcon de Guarapuava agora pode aplicar multas. p. 05Enquete no Facebook: quanto voc depende da tecnologia? p. 08Aplicativos de celular inusitados, como e para que us-los?Formada, especialista e professora efetiva em uma Universidade Estadual. A surdez um mero detalhe. Para a simptica Irene Stock, professora de Libras, o difcil mesmo foi encarar o preconceito. p. 04p. 09Departamento de ComunicaoCoord. Prof. Edgard MelechJornal LaboratrioProf. Anderson CostaEditora-chefe da edioKatrin KorpaschRedaoAna Carolina Pereira, Brbara Brando, Ellen Rebello, Gabriela Titon, Giovani Ciquelero, Helena Krger, Nathana DAmico, Katrin Korpasch, Luciana Grande, Mario Raposo Junior, Poliana Kovalyk, Vincius Comoti, Yorran Barone e Yar ProtzekTiragem: 500 exemplaresGr ca Unicentro Contato: (42) 3621-1088E-mail: jornalagora.unicentro@gmail.com Download das edieswww.unicentro.br/agora e www.redesuldenoticias.com.brO Jornal Laboratrio gora desenvolvido pelos acadmicos do 4 ano de Jornalismo. Todos os textos so de responsabilidade dos autores e no re etem a opinio da Unicentro. Curta a nossa pgina no facebook:http://www.facebook.com/Jornal goraUnicentroUM DESEJO QUE PDE SER REVELADO PORQUE ALGUM SOUBE TOCAR ESSA SENSIBILIDADE PRIMITIVA, SUSCITAR, PELA VOZ, IDAS E VINDAS ENTRE CORPO E PENSAMENTO, E POSSIBILITAR A RECUPERAO, SOB O TEXTO, DE UM MUNDO INTERIOR DE SENSAES, UM MOVIMENTO, UM RITMO. PERMITIR QUE SE ENTRE NA DANA. PORQUE OS TEXTOS AGEM EM VRIOS NVEIS- SEJAM ELES LIDOS EM VOZ ALTA OU OUVIDOS NO SEGREDO DA SOLIDO: ATRAVS DE SEUS CONTEDOS, DAS ASSOCIAES QUE SUSCITAM, DAS DISCUSSES QUE PROMOVEM; MAS TAMBM DE SUAS MELODIAS, SEUS RITMOS, SEU TEMPO.Michle Petit. A Arte de Ler ou Como Resistir Adversidade.gora jornaleditorial02expedientePor incrvel que parea, para mim, na funo de editora, to di-fcil quanto a responsabilidade e a cobrana que essa posio impe, o que me vez trabalhar, pensar mais e mais, foi a escolha da cita-o, que est aqui logo abaixo, e a escrita deste editorial. Tenho quase certeza de que isso se deve ao fato de que estas duas partes do jornal so as que mais expem pensa-mentos, ideias e sentimentos. A -nal, o que, como, e de que manei-ra voc escreve, escolhe o que vai Expresso escritaKatrin Korpaschescrever, mostra muito de voc. E s vezes expor no fcil, sempre penso: o que vo pensar? Como vo interpretar as minhas esco-lhas? En m, para a citao escolhi um trecho do livro A arte de ler ou como resistir adversidade, de Mi-chle Petit. Como o ttulo sugere, a autora aborda como o ato de ler importante em um momento de crise, como ler nos leva para den-tro e para fora do mundo, como ele nos faz pensar sobre o que inte-rior e exterior a ns, como constru-mos ns mesmos a partir do que apreendemos. Petit diz tambm que, do nascimento velhice, pen-samos sempre em resposta ao que nos foi lanado por outros. Talvez por isso o meu receio em escolher e escrever algo que mostre quem eu sou, no que ser que fao pensar as pessoas que leem meus textos? Que tipo de resposta eles geram? No nal talvez nem importe tan-to o que os textos que lemos nos fazem pensar, mas simplesmente o fato de eles nos fazerem re etir, sair do texto. isso que eu espero que acontea com cada pessoa que pegar o gora em mos, que ao menos uma das pginas consiga faz-las re etir, ou como diz Petit, mais do que a decodi cao dos textos, mais do que a exegese eru-dita, o essencial da leitura era, ao que parecia, esse trabalho de pen-sar, de devaneio. Esses momentos em que se levantam os olhos do livro e onde se esboa uma potica discreta, onde surgem associaes inesperadas.educao03Problemas com professor, quem no teve?AS CAUSAS MAIS FREQUENTES SO FALTA DE ENTENDIMENTO E COMPREENSO DE AMBAS AS PARTESMatria: Ana Carolina PereiraDiagramao: Katrin KorpaschQuem nunca teve algum de-sentendimento ou uma relao conturbada com algum pedagogo que atire a primeira pedra. A re-lao entre educador e aluno deve ser estruturada em base de respei-to e cooperao, mas no pense que em todo caso isso ocorre. A pedagoga Regina Fernanda Garcia Andreata comenta que na maioria dos casos o que acontece so os maus entendimentos, As vezes o aluno no muito paciente ou um pouco agitado, acaba causando pequenos problemas, conta. Em todo caso o educando, ou seja, aluno deve ter um papel ativo durante seu processo de armazena-mento e conhecimento no colgio. Mas valido lembrar que o peda-gogo tem papel essencial para fazer desse vinculo, o mais amigvel pos-svel. Considerando na ponta do lpis que h alunos que j chegam no colgio com um conhecimento intelectual elevado que outro, por-tanto fundamental o compreen-dimento na aprendizagem.Segundo a pedagoga Elis So-ares a interao professor-aluno ultrapassa os limites pro ssionais e escolares, pois uma relao que envolve sentimentos e deixa mar-cas para toda a vida. A dimenso do ensino e da aprendizagem em sala de aula marcada por um tipo especial de relao, a qual envolve o professor e aluno na mediao e apropriao do saber. importante enfatizarmos essa posio do professor na relao: trata-se de um mediador e no de um detentor do saber.Andreata comenta outra ques-to importante a ser tratada, alm do respeito entre aluno e profes-sor, o bulling. Preconceito existe e bulling tambm, mas preciso saber identi car o que ou no bulling. Ela comenta que em alguns casos mais graves, os pais dos alunos so chamados no colgio e ento feito um trabalho conjunto.Entre os diversos problemas en-frentados entre pedagogo e aluno, em geral, as crises comportamentais s demonstram a falha de comuni-cao ou algum medo enfrentado pelo aluno. Os problemas de com-portamento podem ascender crises ainda maiores, como tornar-se uma pessoa agressiva, aptica e retrada.O importante a lembrar que a autoridade de um professor, nem sempre signi ca policialismo, mas sim uma autoridade amigvel, que estimula e orienta o aprendizado com maior facilidade.04entrevistaMatria e diagramao: Nathana DAmico Voc no nasceu surda, certo? Como foi que perdeu a audio durante a infncia?Eu desde que nasci tinha muitas dores no ouvido, todas as noites eram muitas as dores. Foram idas e vindas ao mdico, muitos remdios e, eu fui cando cada vez mais surda e com dois anos de idade peguei sarampo, foi a que que totalmente surda. Como aprendeu a dominar lei-tura labial e a linguagem de sinais?Eu gostava de ler, lia muito e prestava ateno nos lbios das pessoas, nunca ningum me ensinou a leitura labial, assim eu aprendi sozinha. Nessa poca, ainda criana eu tinha muita di culdade com a lngua portuguesa porque eu falava alemo. A aos nove anos de idade, minha me me mandou para uma escola especial para surdos em Curi-tiba, onde tinha professores prepa-rados para lidar comigo, minha me voltou para Entre Rios onde mor-vamos e eu quei sozinha na escola. L descobri minha identidade como surda Ah eu sou surda, meus colegas tambm so surdos ento aprendi, tambm, a lngua de sinais, eu gostava muito da l, mas dois anos depois meus pais me tiraram da escola e eu voltei para Entre Rios. Em meio a essa transio, como voc se sentia na escola?Sofri muito! Foi muito difcil. De-pois de sair da escola especial voltei para a escola Imperatriz (Entre Rios), os professores no eram preparados para trabalhar comigo. Era a minha irm que me ajudava nas ativida-des. Eu no gostava de ir a escola porque eu no entendia tudo o que os professores falavam, falavam mui-to rpido, eu no conseguia acompa-nhar. Mas graas a Deus com muita fora de vontade, eu consegui vencer isso, mas no foi nada fcil. Como voc lidou durante toda a sua vida com o preconceito? As pessoas achavam que por eu ser surda eu era de ciente mental tambm, sempre falavam: ah ela no entende isso, no sabe fazer aquilo. Quando criana, muitas vezes eu no conseguia acompanhar as brincadei-ras e isso era motivo de risos. Quando participava de uma conversa, muitas vezes eu ngia que entendia porque tiravam sarro, no tinham pacincia comigo. Mas em vez de me revoltar mostrei que eu era capaz, que eu no era doente da cabea como eles fala-vam para mim e, eu me superei.Voc tem um padro acadmi-co que muitos ouvintes no pos-suem. Como foi chegar at a po-sio de professora efetiva de uma universidade?Eu larguei a escola quando esta-va no 2 grau, porque a minha irm foi embora para o Rio Grande do Sul e, era ela quem me ajudava. A eu j no consegui ir bem, os professores falavam muito rpido, eu no con-seguia acompanhar. Comecei a tra-balhar. Mas em 1985 me avisaram que tinha crianas surdas na escola So Jos. Comecei ento a fazer o curso de libras para ensin-las. De-pois me avisaram que eu tinha que terminar o segundo grau e precisava fazer o curso de pedagogia, para dar aula, eu achava que nunca ia passar, mas pensei: vou tentar! Eu deixei nas mos de Deus. E l fui eu fazer o vestibular e, para minha alegria passei. Depois que me formei passei a trabalhar na Unicentro como pro-fessora colaboradora, foi muito bom.Voc casada e tem duas lhas, como a sua relao com eles?O meu marido tem muita paci-ncia para me ensinar as coisas, as minhas lhas tambm, eu ensinei o alemo e o portugus para elas, e tambm algumas coisas de libras. Eles me ajudam muito. E hoje, sente-se realizada com o que consquistou at agora?Sim, hoje me sinto realizada porque sou professora de libras, e porque as pessoas esto me respei-tando mais, me aceitando mais. Eu quei sabendo que voc teve a oportunidade de voltar es-cutar e no aceitou, por qu?Eu no quis porque eu me aceitei como eu sou, me aceitei do jeito que Deus me fez, do jeito que ele quis eu seja, se eu estivesse usando um implantem um aparelho especial no seria eu Irene. A minha surdez no o problema, o problema a sociedade que no aceita! Quando eu usava o aparelho escutava muito barulho, e cava assustada, nervosa, a eu tirava o aparelho e cava no silncio, calma. Eu no queria que eles me moldassem, me zessem igual um ouvinte e isso as pessoas no entendiam. Como de ne a acessibilidade para surdos em Guarapuava?Muita coisa melhorou, mas ain-da falta muito, principalmente no mercado de trabalho, falta interpre-te, falta comunicao. Tem que im-plantar mais a lngua de sinais aqui.Para nalizar, um sonho que luta para alcanas?Eu sonho em implantar e coor-denar um mestrado na Unicentro na linha de educao para surdos .QUANDO CONVERSEI COM ELA PELA PRIMEIRA VEZ NO IMAGINEI QUE ESTAVA FALANDO COM UMA SURDA. SUA LEITURA LABIAL TO IMPRESSIONANTE QUANTO A HISTRIA DE SUA VIDA. Uma histria de vida em sinaisEla perdeu a audio ainda criana e desde ento tem experin-cias signi cativas. Sofreu inmeros preconceitos, mas mostrou ser capaz. H 17 anos trabalha como professora de libras. Fala dois idiomas, domina a lngua de sinais e a leitura labial. Conhea mais sobre Irene Stock.05consumidorPara proteger os consumidores dos abusos cometidos por empre-sas, o Procon de Guarapuava foi regulamentado, sendo um rgo de proteo e defesa do consu-midor. Em Guarapuava, ele ca situado na rua Saldanha Marinho, 2837 no centro da cidade e recebe todos os tipos de reclamaes que possam prejudicar quem adquire um bem ou servio, basta apre-sentar os documentos pessoais e preencher um questionrio.SAIBA COMO SE DEFENDER DOS ABUSOS COMETIDOS CONTRA OS CONSUMIDORESMatria e diagramao:Ellen RebelloProcon de Guarapuava regulamentado e pode multar empresasO campeo de reclamaes ca por conta das empresas de telefonia, nada diferente do visto em outras cidades, como explica a responsvel pelo rgo da cidade, Isabel Schineider: Recebemos em torno de 100 reclamaes dirias e a grande parte delas problemas com servios oferecidos por com-panhias de telefone. Hoje a opera-dora TIM a que mais tem sido apontada com servios de pouca qualidade, falta de sinal, cobran-as alm do devido e planos ade-ridos sem serem solicitados. Fa-zemos cerca de cem atendimentos dirios e boa parte deles sobre produtos telefnicos.Para lidar com todos os tipos de reclamaes o Procon conta tambm com um advogado, que tenta por meio de uma audincia resolver os problemas citados pelo reclamante, como explica Alfeu Kramer: Somos uma primeira tentativa de conciliao. Aqui as O ATENDIMENTO AO PBLICO FUNCIONA DAS 9:00 DA MANH AS 17:00 DA TARDE, DE SEGUNDA SEXTA-FEIRApessoas tem um primeiro contato com nossos atendentes, que em um primeiro momento tentam atravs de telefonema informar e solucionar o problema apre-sentado. Se isso no tiver efeito fazemos um o cio para salientar as reclamaes e a ultima atitude tomada por ns, a audincia, na qual as partes se renem e dado um parecer sobre as questes tra-tadas. Se isso no for suficiente levado ao judicirio para que se 06Uma crnica, trs senhores e a poeira de 1969 tomem as medidas cabveis.Os juros abusivo tambm so umas maiores reclamaes. Os cartes de crditos e os nancia-mentos so os principais deles. E o que fazer e como saber o que so os juros abusivos. Dr. Alfeu expli-ca que os contratos de cartes so piores, pois eles j vem pr estabe-lecidos. Quando assinamos no vemos as clausulas embutidas ne-les, simplesmente utilizamos. A vem o problema, o pagamento m-nimo do total da fatura. Se ela de R$ 500, e o pagamento mnimo de R$50 e isso for feito, o valor pago foi apenas os juros, o capital continua ali, acrescendo mais ju-ros. No ms seguinte a fatura ser de R$550,00, mais acrscimos e valor real continuar apenas au-mentando.Os contratos de nanciamen-to de veculos podem ser revistos a qualquer momento. Basta apre-sent-lo para reviso sem nenhum custo: Aqui vamos ver quais os valores que foram trabalhados. No adianta chegar na metade do carn pra descobrir que o va-lor do bem continua o mesmo, e que at este momento s os juros foram cobertos. Alm disso, os bancos e nanceiras no podem cortar o crdito sem um moti-vo concreto, e se isso acontecer a pessoa que est sendo prejudica-da pode entrar com uma ao de danos morais contra a empresa, como a rma Dr. Alfeu: direi-to do consumidor reclamar por pagamentos de juros abusivos, e ser ressarcido dos valores corren-tes. Normalmente, para intimidar Somos uma tentativa de conciliao. Aqui as pessoas tem um primeiro contato com nossos atenden-tes, que tentam atravs de tele-fonema informar e solucionar o problema apresentado.os clientes eles informam que se isso acontecer o seu credito pode ser cortado, mas na verdade pode gerar uma ao de danos morais, pois eles no podem prejudicar a pessoa sem um real motivo, a em-presa tem eu provar porque no quer abrir o crdito.Os contratos de locao de imveis tambm sofrem com as multas rescisrias altssimas, o que Dr. Alfeu acha bastante abusi-vos: Tem que haver o bom senso entre as partes, ou seja, cobrar ta-xas abusivas s coloca em risco o contrato assinado entre as partes. J vi casos de multas de 30% a 40% em cima do valor do aluguel, isso sim absurdo. Deve haver boa f entre todos e ser justo, 10% o ideal entre todos.Para comprovar as reivindi-caes, alm da reclamao o sujeito deve apresentar os do-cumentos pessoais e algo que comprove sua reclamao. Con-tratos, notas scais ou qualquer tipo de documento que prove as reivindicaes apresentadas: Sem um documento ca mais complicado o processo, s temos as provas verbais, no podemos apresentar testemunhas. Ento qualquer documento que possa comprovar valido. E o doutor ainda ressalta que melhor pre-venir. Pedimos que qualquer procedimento que for ser reali-zado, que antes disso, venha at ns e procure ser informado dos riscos e as providncias a serem tomadas caso algo saia errado. Depois a gente pode ajudar, mais a instruo a melhor sada.PARA VALIDAR SUA RECLAMAO BASTA TER EM MOS OS DOCUMENTOS PESSOAIS E ALGUM DOCUMENTO QUE COMPROVE O QUE ESTA SENDO PEDIDOPedimos que qualquer procedimento que for ser realizado, que antes disso, venha at ns e procure ser informado dos riscos e as providncias a serem tomadas caso algo saia errado. Depois a gente pode ajudar, mais a instruo a melhor sada.07Na editoria h tempos, a equipe do gora ir encontrar pessoas que apareceram nas linhas dos jornais guarapuanos h pelo menos cinco anos. Nesse espao, daremos voz novamente a essas fontes e personagens do passado, e contaremos o que o esto fazendo hoje. h temposUma crnica, trs senhores e a poeira de 1969 Matria: Vincius ComotiDiagramao: Katrin KorpaschDa proposta da coluna, um mergulho foi dado em edies, ocasies e pessoas. Num gesto nostlgico, o timo virou para os anos 60, especialmente 1969. Fo-lheando a edio de Setembro do Jornal de Guarapuava uma cr-nica despertou contradies que envolvem a clara analogia ideol-gica entre tempos diferentes. Inti-tulada Tv Deseducativa, do dia 28 de Setembro de 1969, a crnica aborda a questo da representa-o do marginal pela televiso, o caso do lme O Bandido da Luz Vermelha e a consequente pro-moo feita pela mdia sobre o verdadeiro bandido, repercutindo em uma eventual conduo sob os telespectadores, a caminho dos desvios de conduta ou iniciados nas trilhas da criminalidade.Na busca de uma conversa com pessoas que nessa data mo-ravam em Guarapuava, o destino foi s ruas, concretizando no cal-ado do centro um primeiro con-tato. O senhor Joo Maria da Sil-va vende pipocas na avenida XV de novembro e quando era 1969 estava com 35 anos. No lembra muito do que assistia, apenas que era como um ritual depois do jan-tar. Minha famlia tinha televiso. Era esverdeado, a gente se reunia na sala depois da janta e cvamos assistindo. No era todo mundo que tinha, mas tambm no era s gente rica que tinha. Fisgadas da memria, fragmentos que inter-calam estouros de pipoca. Natural de Guarapuava, Joo se diz mais do radio do que da tev, ouvin-do o rdio d mais emoo. Do cala-do o dilogo partiu para a Praa 9 de de-zembro, aonde um sujeito senta-do no banco prepara sutilmente o seu cigarro de corda. Getlio Nascimento, trabalhador rural de 82 anos. Acanhado, solta poucas palavras, sempre acompanhadas da elegncia do seu cruzar de per-nas. No tinha tev no, eu no lembro nem de jornal. Era muito difcil, para falar com Curitiba uma carta demorava muitos dias, o correio era o que eu lembro. Getlio no gosta de televiso, prefere atividades como a bocha e o baile e daquele ano de 1969 lembra apenas das virtudes Acho que as pessoas naquele tempo eram mais honestas do que hoje, no via tanta violncia. No ponto de taxi da lagoa, Edson Felbka lava seu carro en-quanto a tarde caminha para o seu m. O taxista de 81 anos, questio-nado sobre o ano de 1969, diz no lembrar de nada especi co, lem-bro da tev, mas muito pouco. mais alguns lmes Voc acha que ela tem poder? Acho que no O brao termina o vidro do carro, enquanto a outra mo segura o balde. Peo algum fato que marcou sua vida entre essa dcada para nalizar e tenho como resposta alguns segundos de olhar para a lagoa junto de um alivio que pergunta hein?. Joo, Getlio e Edson de-monstram pela suas incertezas em relao televiso mencio-nada pela crnica uma constan-te que funda todo um carter que percorre suas falas, a televiso como o momento do lazer, aonde depois do trabalho tinham uma diverso, o alivio que segundo Ed-son, era o momento de descon-trair, aonde a famlia se reunia e at conversava mais a vontade. Era uma, duas horas no mximo. A interpretao de um sujeito e seus desdobramentos no podem e nem devem, determinar um ve-redito sobre um objeto histrico, principalmente se tratando de um discurso jornalstico. A crnica no assinada, portanto no possui autoria clara. Seu contedo serviu como pauta para um dilogo com moradores que estavam em Gua-rapuava em 1969, buscando saber a relao com a tev e evitando tocar no que se refere o momento militar. O Jornal de Guarapuava era respon-sabilidade da Edipar - Editora Sul Oeste do Paran, e sua tiragem era semanal. O primeiro exemplar foi 1 de julho de 1969. PARA GETLIO AS PESSOAS ERAM MAIS HONESTASO TAXISTA EDSON V ATELEVISO COMO DIVERSOJOO MARIA TINHA 35 ANOS EM 196908UM RESUMO DO MELHOR E DO PIOR DASLTIMAS SEMANASQuanto tempo voc consegue ficar longe de seus gadgets?A EQUIPE DO GORA FEZ UMA ENQUETE PARA DESCOBRIR O QUANTO ESTAMOS CONECTADOS TECNOLOGIAMatria e diagramao:Katrin KorpaschComputador, internet, celular, tablet e todas as suas variaes. Quem no precisa ou gosta de acess-los a todo instante? Seja para trabalhar, se informar ou para dar uma olhada nas ltimas atualizaes dos per s dos ami-gos, a tecnologia est presente em nossas vidas atravs de uma rela-o que quase de dependncia. Acessamos nossos gadgets prati-camente todos os dias e damos graas por eles existirem. Mas voc j se imaginou cando longe dessas tecnologias? Na pgina do gora no Facebook, nossa equi-enquete foi bem, foi malpe fez uma enquete e perguntou: Quanto tempo voc aguentaria -car sem seus gadgets?As opes de voto foram: 1.Nem um dia, uso eles para tudo, so essenciais na minha rotina; 2. Alguns dias, gosto e preciso us--los, mas por algum tempo conse-guiria me virar sem eles; e 3.Uma semana ou at mais, com o tempo me acostumaria a no us-los mais. Quatro pessoas votaram na opo 1, 19 na segunda opo. e a ltima recebeu um voto. Abaixo esto os comentrios feitos na enquete no per l do gora no Facebook.Cssio Winkler (votou na opo 2)Monique Paludo (votou na opo 1)Acho que faltou uma opo: 1 dia por semana! Para quem trabalha em frente ao computador, principalmente com a internet, difcil abandonar as tecnologias por alguns dias!A toda hora surgem novos aplicativos,tecnologias e servios que possam tornar a nossa vida mais simples e produtiva. Sem complicaes, porque acredito que a tecnologia joga a nosso favor. S sabermos usar da maneira correta em nosso dia a dia.Menos exigncia para turista brasileiroO rei da Espanha, Juan Carlos foi recebido pela presidente Dilma Rousse , em Braslia, a Espanha e anunciou a simpli cao de algumas das exigncias para a entrada de turistas brasileiros no pas. "Sabemos que fo-ram colocados alguns problemas nos ltimos anos, mas as autoridades competentes espa-nholas esto estabelecendo medidas efetivas que agilizaro os trmites para facilitar a entrada de cidados brasileiros", disse o rei. Lente de contato j vem com colrio para glaucomaFarmacuticos brasileiros esto desenvolven-do um dispositivo o almolgico capaz de fa-cilitar o combate ao glaucoma, mal que afeta o nervo responsvel por levar informaes visuais do olho ao crebro. Aps trs anos de pesquisa, o Centro de Qumica e Meio Ambiente do Ipen (Instituto de Pesquisas Energticas e Nucleares) j consegue fabricar lentes de contato que liberam timolol, com-posto presente em diversos colrios indicados para o tratamento dessa doena ocular.Smartphone acentua males psiquitricosEm algumas histrias, fcil sentir empatia. Quem nunca viu uma mesa de bar onde as pessoas estavam manipulando seus celulares em vez de conversarem entre si? Coisas como ansiedade e obsesso, porm, sempre existi-ram. Ser que na interao com iPhones e iPads eles se transformam em novos proble-mas? "No", disse o professor da Universida-de do Estado da Califrnia. "Cunhei o termo 'iDisorder' porque quero chamar a ateno para o modo como as pessoas interagem com esses aparelhos. Quero mostrar que eles ge-ram a aparncia de que temos um transtor-no psiquitrico, mesmo quando no temos." 09tecnologiaSe alguns anos atrs nos falas-sem do que os celulares seriam ca-pazes, provavelmente pensaramos que essa pessoa estava vendo Jetsons demais, mas verdade, os telefones portteis nos ltimos anos ganha-ram funes dignas do desenho que tanto fez sucesso. Tanta evoluo que at foi criada uma nova catego-ria: aparelhos com vrias funes e passveis de serem personalizados de acordo com o seu dono no so mais chamados de simples celula-res, mas sim de smarthphones.Traduzindo ao p da letra, smar-tphone signi ca telefone inteligente. Esses aparelhos possuem vrias fun-es e cada usurio pode adicionar novas propriedades e ferramentas ao seu aparelho. Cada smarthphone comandado por um sistema ope-racional e essas novas funes so adicionadas atravs de aplicativos baixados pela internet em sites espe-cializados ou nas prprias lojas des-ses sistemas. Android, do Google, e iOS, do Iphone, so os sistemas ope-racionais mais populares.A gama de aplicativos dispon-veis cada vez maior, muitos desses aplicativos foram feitos unicamente para entretenimento, passar o tem-po, ter papo com os amigos e at inteis mesmo, sem nenhuma ser-ventia. E para o seu divertimento, o gora traz uma seleo de 10 apli-cativos bizarros que circulam pelo mundo dos smarthphones.TEMPO SOBRANDO? CONFIRA UMA SELEO DE 10 APLICATIVOS BIZARROS PARA O SEU SMARTPHONEMatria e diagramao:Giovani CiqueleroUma nova categoria de passatempo1. Marcando territrioComenando com um aplicativo desnecessrio e que trata da natureza humana, esse aplicativo de iPhone traz a proposta de uma nova rede social. O Ipoo (digamos que poo pode ser traduzido como caca) uma espcie de indicador de posicionamen-to, mas a diferena desse aplicativo para os outros semelhantes que voc deve marcar os locais onde fez o nmero 2. Tambm possvel trocar mensagens e ver quem esta na mesma situao que voc. Um outro app semelhante, inclusive no nome (e um pouco mais nojento), o Ipoop, que faz uma anlise do seu poo baseado na cor e na consistncia.2. Medidor de desempenhoVamos deixar um pouco esse papo nojento de lado e falar de algo mais empolgante, inclusive o prximo apli-cativo tem a ver com medir o nvel de empolgao do dono do aparelho. Explicando melhor, o Love Vibes mede o desempenho sexual das pessoas. Ele funciona da seguinte maneira: o primeiro passo selecionar a rmeza do colcho que ser utilizado e colocar o aparelho sobre o mesmo. De acordo com a vibrao do colcho, o Love Vibes identi ca e classi ca seu desem-penho baseado em critrios como du-rao, paixo e variao.3. Olha quem est falandoO prximo aplicativo mais til do que bizarro e impressiona pela sua proposta. O Cry Translator pro-mete traduzir o choro das crianas e mostrar na tela do aparelho o que ele est pedindo entre cinco opes: fome, chupeta, dormir, trocar a fralda e brincar. De acordo com pesquisa encomendada pela empresa cria-dora, os conselhos sugeridos foram capazes de fazer 96% dos bebs pararem de chorar. Essa uma ferramenta bem til para os pais de crianas pequenas e que pos-suem um Iphone.4. Estourando a telaHavia duas alegrias quando seus pais (ou at voc) compravam algum aparelho eletrnico, a primeira era desfrutar do apare-lho, lgico... E a segunda, estourar o plstico bolha no qual ele vinha embalado. Parece que as bolinhas do plstico tm um m que atra nossa mo para estour-las.Pensando nessa mania que surgiu mais um aplicativo intil, o Bubble Free, dispon-vel somente para iPhone e de graa.Antonio Carlos Cunico Neto, 21 anos, foi o escolhido para testar o aplicativo e dar seu parecer se to atraente quanto o plstico bolha de verdade. bem bobo, mas legal pra passar o tempo durante os pequenos inter-valos. Apesar de saber que no real, o baru-lho bem parecido, voc acaba no vendo o tempo passar. Mas eu ainda pre ro o plstico bolha da vida real [risos].5. Mania estranhaUma mania muito estranha, geralmente encontrada em mulhe-res, seja me, irm ou namorada, a insistncia em espremer cravos e espinhas de algum. Como xiste um aplicativo que simula essa diverso. O nome do aplicativo em questo Zit Picker e est disponvel para Iphone e Android.109. Lembrando os tempos de crianaAs antigas almofadas de peido que aquele seu primo metido engraadinho (ou voc mesmo) usava para enganar os parentes nas reunies de famlia ou na sala de aula, agora foram imbutidas no celular. Atravs do iFart (fart signi ca peido em ingls) possvel reproduzir vrios tipos de atulncia, com diferentes intensidades e duraes e, in-clusive, gravar o som que dese-jar. Para aprontar com algum, de modo mais pesado, ainda possvel programar o barulho indiscreto para determinado horrio ou quando o aparelho for movimentado. O aplicativo est disponvel para iPhone e existem similares para Android.10. Eu sou rica!!Para encerrar essa lista de aplicativos bi-zarros, vamos ao pior de todos: o I Am Rich (eu sou rico em in-gls). Este aplicativo no tem nenhuma serventia, nem funo, nem utilidade. Simplesmente instala um cone de pedra preciosa no aparelho e pela mdica quantia de mil dlares.Pessoas acabaram baixando o aplicativo sem querer, ou por acreditarem ser uma brincadeira, e reclamaram com a Apple. De-vido a isso o I Am Rich no est mais sendo vendido pelo preo original, o criador conse-guiu uma liberao e pode voltar a vend-lo, mas por apenas US$ 9,99.8. Alerta vermelhoAlguns aplicativos de nitivamente vieram pra ajudar e facilitar a vida humana. Como no caso acima, o Code red tambm traz benefcios, principalmente para o lado masculino em um relacionamento. Este aplicativo indica o perodo crtico da menstruao das mulheres ao seu redor e d dicas sobre o que fazer para agrad-las nesta poca. O nome muito sugestivo, signi ca cdigo vermelho, re-presentando o perigo que os homens correm nesse perodo, digamos instvel, das mulheres. O aplicativo est disponvel para iPhone.7. Tamagotchi de adultoPara quem est solteiro e procura de algum, existem apps que servem como ver-dadeiras namoradas virtuais. O Honey its me mais calmo e somente emite mensagens carinhosas ao carente dono do aparelho. J o Amamiya Momo faz lembrar os antigos ta-magotchis, mas em uma verso para adultos. A namorada em questo (Momo), demonstra sentimentos como felicidade, cime e variaes de humor (quase uma namorada real). Os aplicativos esto disponveis para Iphone.Nos tempos modernos, o nmero de pessoas que teve a oportunidade ou sabe como a vida no campo bem menor em relao h anos atrs. Quantas pessoas que voc conhece sabem or-denhar uma vaca? Poucas, provavelmente. Este aplicativo serve para, de certo modo, resolver essa situao. Milk e Cow traz para o smartphone a chance de brincar de fazendeiro sem ter que se sujar ou chegar perto de uma vaca. O objetivo do jogo tirar o mximo possvel de leite no menor tempo possvel at encher o balde e assim ir batendo o seu recorde. O aplicativo est disponvel tanto para Iphone quanto para Android. Larissa Fritzen, 23 anos, comprou seu primeiro smartphone h pouco tempo e desde ento sempre joga aplicativos antes de dormir. A convidei para baixar a verso para Android de Milk e Cow para testar e recomendar (ou no) para os leitores.Quando vi o jogo no achei que era srio, aparece uma foto das tetas da vaca e voc as manipula com os dedos. Dei muita risada no incio. Depois de jogar por alguns dias ela deu seu parecer nal sobre ordenhar uma vaca virtual: engraado. No incio at que d aquela vontade de bater o recorde, mas a voc pensa: srio que to jogando isso?, e desliga, depois de um tempo voc se v jogando novamente. Outra coisa engra-ada foi perceber que d pra jogar com mais de um dedo, quando percebi isso, enchi o balde em um tempo muito menor.6. Fazendeiro virtualFoto: Giovani CiqueleroMAIS BIZARRO IMPOSSVEL: LARISSA BRINCA DE FAZENDEIRA ORDENHANDO UMA VACA VIRTUAL11perfi lNa editoria Perfil, as reportagens buscam mostrar as facetas guarapuavanas. Em cada edio, conversaremos com algum da populao, para conhecer sua histria, sua rotina, suas ideias... Afinal, para conhecer nossa cidade , importante conhecer as pessoas que a movimentam.Concerto de bolasMatria: Vincius ComotiDiagramao: Katrin KorpaschUma casa de madeira sobressai o uxo da avenida com duas placas e uma mesma mensagem: Concer-to de bolas. Intrigado com o lxico, bato palmas procura desse mentor que provavelmente deve ser mais um apaixonado por futebol. En-quanto no vem ningum atender, co imaginando como deve ser esse senhor, suas histrias de bolei-ro, seu time, seu atacante preferido, resumindo, suas vivncias em torno dessa atividade que envolve o con-serto de bolas.No raiar da apresentao, levo mais um prego que a vida me lan-a: Quem faz o conserto de bolas uma senhora, Arlete Benites, de 63 anos, que logo me convida para um discreto cafezinho em seu quin-tal. Posta as cadeiras, comeamos a conversa, pontuada pela minha curiosidade sobre a origem desse gosto. Quando criana eu morava no stio com meus avs, e meu av era um apaixonado por futebol, jo-gava no time da redondeza e vivia organizando campeonatos amado-res. Eu cava com meu v, sempre acompanhando ele, cava ouvindo os jogos de futebol pelo rdio, tor-cendo a cada grito, virava a madru-gada fazendo a tabela dos resultados numa cartolina aonde depois guar-dava com o maior cuidado. Arlete as vezes ca com o rosto avermelhado, as vezes corre o dedo na aliana do casamento. Entusias-mada com um gole de caf, retoma a cronologia Foi num desses jogos que acabei conhecendo meu mari-do. Casamos e viemos para Gua-rapuava, compramos o terreno no Santa Cruz quando tinha umas trs casas no mximo. Mas chegava o -nal de semana, tanto meu v como meu marido jogavam futebol pela regio, e eu como sempre acompa-nhava junto Foi a partir dessas via-gens que Arlete aprendeu a costurar bolas, tornando-se responsvel pela manuteno destas nos jogos ama-dores, desenvolvendo a logstica para times de Guarapuava e de v-rias outras cidades como So Paulo, Braslia, Rio de Janeiro e Londrina. Seu trabalho artesanal envol-vendo agulha, linha e uma boa vis-ta. Manuseios cautelosos em busca da forma ideal da pelota, que para Arlete vive se transformando An-tigamente a bola era feita de couro, inclusive meu marido comprava o couro aonde costureiros buscavam para fazerem roupas. Ela era maior, tinha at o nmero 5 e seus gomos diferentes deixavam mais pesada comparada com a de hoje E qual time voc torce? Santos. E Neymar? Gosto em termos. O jogador quando comea a querer aparecer demais um problema, veja Romrio, Ronaldinho. Jogador tem que jogar bola. Pode ser at a mdia que coloca no alto ou por baixo, mas tem que ter humildade e jogar bola Futebol feminino? Se a mulher pode fazer o trabalho do homem porque no pode jogar? Tinha que ter mais incentivo, mas adoro a ideia Jogaria? Mesmo que eu fosse mais nova no jogaria, meu lugar na arquibancada ou conser-tando bola, sem bola no tem jogo. Hoje em dia, Arlete cuida da casa, dos netos e bisnetos (depois de segundos raciocinados e algu-mas contas, 11 netos e 10 bisnetos). Clientela xa no tem mais, mas sempre quando aparece alguma criana ou mesmo adulto lhe pedin-do um conserto, a recproca veste o vu da nostalgia e alegria. Nostalgia por lembrar dos anos com o av e o marido, ambos pstumos, e alegria por viver sem necessidade, fato que marcou todo um perodo da sua vida, Meu marido sempre dizia, fcil voc se esquentar depois do fogo forte, e isso acontece. Hoje em dia no precisa mais costurar uma bola, j temos tudo na mo.O nal de tarde e sua frieza, copos vazios estacionados no cho, alm de um varal cheio de roupas (depois de um perodo de constan-tes chuvas, o cu deu uma trgua, tornando comum o varal cheio na maioria das casas). Mihailo, neto de Arlete, possui o nome romeno advindo da descendncia romena de Germano, o falecido marido de Arlete, chega ao quintal puxando a cala da av e pedindo ateno. Per-cebo o momento e dou um abrao, sendo indagado por ela Hoje tem Copa do Brasil n?, acho que Pal-meiras e Grmio, voc vai assistir? No sei no, o Felipo anda sem sorte, mas eu gosto dele!Seu trabalho artesanal envolvendo agulha, linha e uma boa vista. Manuseios cautelosos em busca da forma ideal da pelota.12empregoQuando chega a hora de parar de brincar?DE QUE MANEIRA O TRABALHO NA VIDA DE UMA CRIANA OU ADOLESCENTE PODE INFLUENCIAR POSITIVAMENTE E NEGATIVAMENTE AS FASES POSTERIORES?Matria: Nathana DAmicoDiagramao: Katrin KorpaschA opinio se difere quando o tema trabalho infantil. Alguns consideram um absurdo uma criana ou adolescente em idade de desenvolvimento estar traba-lhando e, protegem a ideia de que o trabalho infantil tem de ser er-radicado. Enquanto que outros apoiam a empregabilidade e o aprendizado no mercado de traba-lho desde cedo com o argumento de que melhor estar trabalhan-do do que estar na rua, roubando e aprendendo o que no presta. E agora como detectar se trabalho vai trazer malefcios ou bene ciar a vida de crianas e adolescentes? O ltimo censo do IBGE re-alizado em Guarapuava apontou para uma diminuio de 27% do trabalho infantil na cidade, com crianas e adolescentes entre 10 a 17 anos, um ponto bastante po-sitivo. Se constatou, ainda, que 26,099 crianas e adolescentes com idade entre 10 a 14 anos es-to trabalhando na cidade. comum encontrar em Gua-rapuava crianas trabalhado em vrios segmentos do mercado. H aquelas ajudam os pais, tanto em afazeres domsticos quanto em ati-vidades comerciais. Assim como fcil, tambm, ver crianas pedin-tes nos semforos, juntando reci-clveis e, ainda, tem aqueles que moram na zona rural e que traba-lham como se fossem gente grande na agricultura e nas colheitas. De acordo com a procuradora do ministrio pblico do trabalho Cludia Honrio, o trabalho infan-til estritamente proibido. S permitido trabalhar a partir dos 16 anos e, mesmo assim no pode ser em condies noturnas, perigosas e insalubres. possvel a aprendi-zagem a partir dos 14 anos.No caso das crianas que so expostas aos trabalhos da agri-cultura, da reciclagem e como pe-dintes exercem, segundo Cludia, uma das piores formas de trabalho infantil Pelo prprio ambiente, pelas condies que estes traba-lhos aprestam de higiene. En m no apresenta nenhum aprimora-mento a personalidade para a for-mao dessa criana por isso um trabalho proibido. 26.099 crianas e adolescentes com idade entre 10 a 14 anos es-to trabalhando na cidadeFotos: Nathana DAmicoO PSICOLOGO EVERTON AFIRMA QUE O TRABALHO PARA UMA CRIANA PREJUDUCIA QUANDO ELE IMPEDE O SEU DESENVOLVIMENTO INTEGRAL13As crianas e adolescentes que so submetidas a essas formas de trabalho no desempenham suas potencialidades como deveriam. Para o psiclogo Everton Vieira Martins Os estudos da psicolo-gia social apontam que as crianas que tem possibilidade de exercer seu potencial acabam se desen-volvendo de maneira adequada se tornando cidados produtivos e, aquelas pessoas que acabam ten-do algum obstculo nesta fase de desenvolvimento vo ter prejuzo na vida adulta. No s nos aspec-tos de renda, mas nos aspectos de constituio de pessoa. Pois, o tra-balho infantil no gera emancipa-o social, elas vo ter menos pos-sibilidades de melhorar de vida.Ainda nesse contexto, o tra-balho correto na infncia tam-bm no nenhum bicho papo, segundo Everton, se praticado de maneira correta onde a criana e o adolescente produz uma ativi-dade de estgio ou ajudante, pode ser um bene cio. Quando ques-tionamos se o trabalho infantil ruim? Digo que ele ruim quan-do ele impede o desenvolvimento integral de uma criana. Mas ele ben co quando ele somado ao desenvolvimento. Por exemplo: um menino que tem o pai padeiro e ele ajuda o pai na padaria, no sofrido para o menino. ca-racterizado trabalho exploratrio infantil quando vem junto com o trabalho a noo de sofrimento.A infncia proporciona uma das melhores fazes da vida e no precisa deixar de brincar para aprender, sobretudo o trabalho na infncia deve ser um aprendizado, que ajude a criana e o adolescente a se desenvolver, e no um ganha po, no qual se exige mais tempo a ele do que as outras atividades. Fotos: Nathana DAmicoQuando questionamos se o trabalho infantil ruim? Digo que ele ruim quando ele impede o desenvolvimento integral de uma criana. Mas ele benfi co quando ele somado ao desenvolvimento.{ jornal } { revista } { online }goraEU SEI QUANDOPARARp. 22Guarapuava - mai/2011 - Ed 2 . Ano 07revistawww.agora.unicentro.brgoraGuarapuava - Jul-Ago/2011 - Ed. 04 - Ano 01.p. 12O promessacu s uma goraO gora PRODUZIDO EM UM LABORATRIO MUITO ESPECIAL, UMA LABORATRIO DE JORNALISMO, ONDE EXPERINCIAS DE TODOS OS TIPOS SO REALIZADAS. ALI, OS ALUNOS ADICIONAM S SUAS INQUIETAES, O FAZER JORNALSTICO E A VONTADE DE MEXER UM POUCO COM ESSE MUNDO. ACRESCENTAM AINDA SUAS PRPRIAS PERSONALIDADES PARA GERAR, NA COMBUSTO DE ELEMENTOS, UM VECULO DE COMUNICAO COM IDENTIDADE, ONDE FORMA E CONTEDO SO UMA COISA S: JORNALISMO.ESSA A FRMULA DO gora. NO UMA REGRA, UMA FORMA DE PENSAR EM QUE AS ESTRUTURAS SE MOVEM, SO DINMICAS. VAMOS DO LABORATRIO PARA AS RUAS E PARA AS SUAS MOS, DEIXANDO A ADOLESCNCIA ACADMICA PARA ENTRAR NO AMADURECIMENTO PROFISSIONAL. SOMOS JOVENS FALANDO DE COISA SRIA PARA OUTROS JOVENS. INFORMAO PARA ENTENDER O MUNDO. JORNALISMO PARA MOVER UMA GERAO.gora, IDEIAS JORNALSTICAS.LIVRO:100 ANOS DE MODAAUTOR:CALLY BLACKMANConta a histria da Moda no sculo XX, desde a in uncia das van-guardas artsticas at a entrada das mulheres no mercado de trabalho. Com mais de 400 imagens o livro traz ainda as obras de estilistas cls-sicos e os contemporneos.LIVRO:REFGIO-UMA HISTRIA DE MICKEY BOLITARAUTOR:HARLAN COBENDepois de testemunhar a morte do pai e internar a me em uma clnica de reabilitao, Mickey vai morar com o tio. Quando comea a se acostumar a nova vida, sua namora-da desaparece misteriosamente. Para completar Mickey recebe informa-es de que seu pai ainda estaria vivo. LIVRO:PRESENTES DA VIDA-NEM SEMPRE O QUE QUERE-MOS O QUE REALMENTE PRECISAMOS AUTOR: EMILY GRIFFINDarcy Rhone sempre teve tudo o que quis. Mas depois de se envolver com o melhor amigo do noivo tudo desmorona. Ela decide fugir para Londres, e longe de casa, comea a sua trajetria de crescimento e amor.LIVRO: CEMITRIO DE PRAGAAUTOR: UMBERTO ECOUma histria de compls, enganos, falsi caes e assassinatos, que envol-vem fatos e personagens histricos como Freud e Ippolito Nievo. A nica gura de fato inventada nesse roman-ce o protagonista Simone Simonini.xO lme uma mistura de vrios super heris que tentam salvar a Terra da destruio, essa histria por si j rende bastante, mas o melhor a ironia e o sarcasmo usado nos dilogos dos per-sonagens o que deixa ainda melhor a narrativa. Alm das falas, as cenas de combate so bastante interessantes: so muitos socos que fazem os personagens voarem de um lado para o outro. Os heris criados h mui-tos anos sempre tiveram como objetivo salvar a terra de qualquer vilo que desejam destruir a paz da humanidade, agora juntos, precisam deter a destruio dela, e no um vilo qualquer: Loki e um exercito de chitau-ri, uma raa aliengena, que deseja dominar a terra. A iniciativa de unir todos com humor e muita luta deu certo. Nota 10!Quando comecei a assistir Os Vingadores pensei que seria uma histria interessante, e cheia de mistrios. Em partes . A trama, que envolve o cubo de energia Tesseract, e uma possvel dominao da terra por aliengenas, in-teressante. Alm disso, todos os efeitos visuais no deixam voc tirar o olho da tela. Alis, os efeitos visuais muito bem feitos foi a parte que mais me chamou a ateno no lme. Mas na maior parte do lme, a histria deixada de lado para dar espao s lutas e batalhas. Para mim, que no sou grande f de cenas longas de batalhas, o lme ca um pouco cansativo e repetitivo. J para quem gosta destas cenas, o lme um prato cheio.ELLEN REBELLO KATRIN KORPASCHELLENKATRINELLEN REBELLO KATRIN KORPASCHDepois de roubar o cubo de energia Tesseract e adquirir grandes poderes, o deus Loki abre um portal atravs do qual pretende, junto com aliengenas, iniciar um ataque contra a terra. Para tentar conter a ameaa, Nick Fury, o diretor da agncia S.H.I.E.L.D., convoca a iniciativa Vingadores, uma aliana de super-heris que nunca trabalharam juntos, mas que tm pela frente vrios desa os. O Homem de Ferro, o Incrvel Hulk, a Viva Negra, o Gavio Arqueiro, o Capito Amrica e or precisam superar diferenas e se unir para salvar o planeta. Inspirado na srie de quadrinhos Os Vingadores da Marvel, que comeou a ser publicada em 1963, o lme chegou terceira posio entre as maiores bilheterias de todos os tempos.versusindicaes1516No Espao Criativo, o gora trar exemplos de expresses culturais da cidade de Guarapuava e regio. Alm disso, ser um mural para publicar e divulgar produes artsticas, como crnicas, contos, poesias e fotografias.espao criativoFotografar pelo puro prazer de fotografar como pode ser de nida a paixo de Matheus Coelho Lemos, 20 anos, pela arte dos retratos. Re-tratos estes, no somente de pessoas e de natureza. Eu nunca tenho um tema espec co para fotografar. Fo-tografo o que estiver ao meu redor, de vrias maneiras possveis. Ele que conheceu mais afundo o mun-do da camerogr ca (trocadilho que faz em um de seus lbuns), mais precisamente h trs anos, quando deixou Prudentpolis em direo a Guarapuava para cursar Publicida-de e Propaganda.FOTOGRAFAR POR FOTOGRAFAR, SEM TEMAS ESPECFICOS E SEM OBRIGAESMatria e diagramao:Giovani CiqueleroDa mquina camerogrficaFoto: Giovani Ciquelerode e Propaganda.Foto: Giovani CiqueleroComecei realmente me inte-ressar por fotogra a quando entrei na faculdade, e conheci mais sobre a tcnica fotogr ca e conceitos de fotogra a, e foi uma rea que me dei muito bem. Questionado se o hobby pode um dia virar trabalho, Matheus j descarta a possibilida-de. O que me d prazer na foto-gra a quando eu posso criar algo puramente artstico, e no me vejo fazendo fotos mais comerciais.Matheus, apesar do curso que faz, no muito de fazer propagan-da de seu trabalho, disponibilizan-do-o apenas em seu Flickr. Foto: Giovani CiqueleroMATHEUS NO FAZ MUITA PROPAGANDA DO MATERIAL, MAS POSTA GRANDE PARTE EM UM LBUM VIRTUAL