A arte de falar com as mãos

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<ul><li><p>A arte de falar com as mos</p><p>H tempos: o que respresentava a TV na dcada de 60.</p><p>jornalGuarapuava-PR, 2012 Ed. 05, ano 02</p><p>gora, ideias jornalsticas</p><p>p. 07</p><p>gora</p><p>Procon de Guarapuava agora pode aplicar multas. p. 05</p><p>Enquete no Facebook: quanto voc depende da tecnologia? p. 08</p><p>Aplicativos de celular inusitados, como e para que us-los?</p><p>Formada, especialista e professora efetiva em uma Universidade Estadual. A surdez um mero </p><p>detalhe. Para a simptica Irene Stock, professora de Libras, o difcil mesmo foi encarar o preconceito. p. 04</p><p>p. 09</p></li><li><p>Departamento de ComunicaoCoord. Prof. Edgard Melech</p><p>Jornal LaboratrioProf. Anderson Costa</p><p>Editora-chefe da edioKatrin Korpasch</p><p>RedaoAna Carolina Pereira, Brbara Brando, Ellen Rebello, Gabriela Titon, Giovani Ciquelero, Helena Krger, Nathana DAmico, Katrin Korpasch, Luciana Grande, Mario Raposo Junior, Poliana Kovalyk, Vincius Comoti, Yorran Barone e Yar Protzek</p><p>Tiragem: 500 exemplaresGr ca Unicentro Contato: (42) 3621-1088E-mail: jornalagora.unicentro@gmail.com Download das edieswww.unicentro.br/agora e www.redesuldenoticias.com.br</p><p>O Jornal Laboratrio gora desenvolvido pelos acadmicos do 4 ano de Jornalismo. Todos os textos so de responsabilidade dos autores e no re etem a opinio da Unicentro. </p><p>Curta a nossa pgina no facebook:http://www.facebook.com/Jornal goraUnicentro</p><p>UM DESEJO QUE PDE SER REVELADO PORQUE ALGUM SOUBE TOCAR ESSA SENSIBILIDADE PRIMITIVA, SUSCITAR, PELA VOZ, IDAS E VINDAS ENTRE CORPO E PENSAMENTO, E POSSIBILITAR A RECUPERAO, SOB O TEXTO, DE UM MUNDO INTERIOR DE </p><p>SENSAES, UM MOVIMENTO, UM RITMO. PERMITIR QUE SE ENTRE NA DANA. PORQUE OS TEXTOS AGEM EM VRIOS NVEIS- SEJAM ELES LIDOS EM VOZ ALTA OU OUVIDOS NO SEGREDO DA SOLIDO: ATRAVS DE SEUS CONTEDOS, DAS ASSOCIAES QUE SUSCITAM, </p><p>DAS DISCUSSES QUE PROMOVEM; MAS TAMBM DE SUAS MELODIAS, SEUS RITMOS, SEU TEMPO.</p><p>Michle Petit. A Arte de Ler ou Como Resistir Adversidade.</p><p>gora jornal</p><p>editorial</p><p>02</p><p>expediente</p><p>Por incrvel que parea, para mim, na funo de editora, to di-fcil quanto a responsabilidade e a cobrana que essa posio impe, o que me vez trabalhar, pensar mais e mais, foi a escolha da cita-o, que est aqui logo abaixo, e a escrita deste editorial. Tenho quase certeza de que isso se deve ao fato de que estas duas partes do jornal so as que mais expem pensa-mentos, ideias e sentimentos. A -nal, o que, como, e de que manei-ra voc escreve, escolhe o que vai </p><p>Expresso escritaKatrin Korpasch</p><p>escrever, mostra muito de voc. E s vezes expor no fcil, sempre penso: o que vo pensar? Como vo interpretar as minhas esco-lhas? En m, para a citao escolhi um trecho do livro A arte de ler ou como resistir adversidade, de Mi-chle Petit. Como o ttulo sugere, a autora aborda como o ato de ler importante em um momento de crise, como ler nos leva para den-tro e para fora do mundo, como ele nos faz pensar sobre o que inte-rior e exterior a ns, como constru-</p><p>mos ns mesmos a partir do que apreendemos. Petit diz tambm que, do nascimento velhice, pen-samos sempre em resposta ao que nos foi lanado por outros. Talvez por isso o meu receio em escolher e escrever algo que mostre quem eu sou, no que ser que fao pensar as pessoas que leem meus textos? Que tipo de resposta eles geram? No nal talvez nem importe tan-to o que os textos que lemos nos fazem pensar, mas simplesmente o fato de eles nos fazerem re etir, </p><p>sair do texto. isso que eu espero que acontea com cada pessoa que pegar o gora em mos, que ao menos uma das pginas consiga faz-las re etir, ou como diz Petit, mais do que a decodi cao dos textos, mais do que a exegese eru-dita, o essencial da leitura era, ao que parecia, esse trabalho de pen-sar, de devaneio. Esses momentos em que se levantam os olhos do livro e onde se esboa uma potica discreta, onde surgem associaes inesperadas.</p></li><li><p>educao</p><p>03</p><p>Problemas com professor, quem </p><p>no teve?AS CAUSAS MAIS FREQUENTES SO FALTA </p><p>DE ENTENDIMENTO E COMPREENSO DE AMBAS AS PARTES</p><p>Matria: Ana Carolina PereiraDiagramao: Katrin Korpasch</p><p>Quem nunca teve algum de-sentendimento ou uma relao conturbada com algum pedagogo que atire a primeira pedra. A re-lao entre educador e aluno deve ser estruturada em base de respei-to e cooperao, mas no pense que em todo caso isso ocorre. A pedagoga Regina Fernanda Garcia Andreata comenta que na maioria dos casos o que acontece so os maus entendimentos, As vezes o aluno no muito paciente ou um pouco agitado, acaba causando pequenos problemas, conta. </p><p>Em todo caso o educando, ou seja, aluno deve ter um papel ativo </p><p>durante seu processo de armazena-mento e conhecimento no colgio. Mas valido lembrar que o peda-gogo tem papel essencial para fazer desse vinculo, o mais amigvel pos-svel. Considerando na ponta do lpis que h alunos que j chegam no colgio com um conhecimento intelectual elevado que outro, por-tanto fundamental o compreen-dimento na aprendizagem.</p><p>Segundo a pedagoga Elis So-ares a interao professor-aluno ultrapassa os limites pro ssionais e escolares, pois uma relao que envolve sentimentos e deixa mar-cas para toda a vida. A dimenso </p><p>do ensino e da aprendizagem em sala de aula marcada por um tipo especial de relao, a qual envolve o professor e aluno na mediao e apropriao do saber. importante enfatizarmos essa posio do professor na relao: trata-se de um mediador e no de um detentor do saber.</p><p>Andreata comenta outra ques-to importante a ser tratada, alm do respeito entre aluno e profes-sor, o bulling. Preconceito existe e bulling tambm, mas preciso saber identi car o que ou no bulling. Ela comenta que em alguns casos mais graves, os pais dos alunos so </p><p>chamados no colgio e ento feito um trabalho conjunto.</p><p>Entre os diversos problemas en-frentados entre pedagogo e aluno, em geral, as crises comportamentais s demonstram a falha de comuni-cao ou algum medo enfrentado pelo aluno. Os problemas de com-portamento podem ascender crises ainda maiores, como tornar-se uma pessoa agressiva, aptica e retrada.</p><p>O importante a lembrar que a autoridade de um professor, nem sempre signi ca policialismo, mas sim uma autoridade amigvel, que estimula e orienta o aprendizado com maior facilidade.</p></li><li><p>04</p><p>entrevista</p><p>Matria e diagramao: Nathana DAmico</p><p> Voc no nasceu surda, certo? Como foi que perdeu a audio durante a infncia?</p><p>Eu desde que nasci tinha muitas dores no ouvido, todas as noites eram muitas as dores. Foram idas e vindas ao mdico, muitos remdios e, eu fui cando cada vez mais surda e com dois anos de idade peguei sarampo, foi a que que totalmente surda. </p><p>Como aprendeu a dominar lei-tura labial e a linguagem de sinais?</p><p>Eu gostava de ler, lia muito e prestava ateno nos lbios das pessoas, nunca ningum me ensinou a leitura labial, assim eu aprendi sozinha. Nessa poca, ainda criana eu tinha muita di culdade com a lngua portuguesa porque eu falava alemo. A aos nove anos de idade, minha me me mandou para uma escola especial para surdos em Curi-tiba, onde tinha professores prepa-rados para lidar comigo, minha me voltou para Entre Rios onde mor-vamos e eu quei sozinha na escola. L descobri minha identidade como surda Ah eu sou surda, meus </p><p>colegas tambm so surdos ento aprendi, tambm, a lngua de sinais, eu gostava muito da l, mas dois anos depois meus pais me tiraram da escola e eu voltei para Entre Rios. </p><p>Em meio a essa transio, como voc se sentia na escola?</p><p>Sofri muito! Foi muito difcil. De-pois de sair da escola especial voltei para a escola Imperatriz (Entre Rios), os professores no eram preparados para trabalhar comigo. Era a minha irm que me ajudava nas ativida-des. Eu no gostava de ir a escola porque eu no entendia tudo o que os professores falavam, falavam mui-to rpido, eu no conseguia acompa-nhar. Mas graas a Deus com muita fora de vontade, eu consegui vencer isso, mas no foi nada fcil. </p><p>Como voc lidou durante toda a sua vida com o preconceito?</p><p> As pessoas achavam que por eu ser surda eu era de ciente mental tambm, sempre falavam: ah ela no entende isso, no sabe fazer aquilo. Quando criana, muitas vezes eu no conseguia acompanhar as brincadei-ras e isso era motivo de risos. Quando participava de uma conversa, muitas vezes eu ngia que entendia porque tiravam sarro, no tinham pacincia comigo. Mas em vez de me revoltar mostrei que eu era capaz, que eu no era doente da cabea como eles fala-vam para mim e, eu me superei.</p><p>Voc tem um padro acadmi-co que muitos ouvintes no pos-suem. Como foi chegar at a po-sio de professora efetiva de uma universidade?</p><p>Eu larguei a escola quando esta-va no 2 grau, porque a minha irm foi embora para o Rio Grande do Sul e, era ela quem me ajudava. A eu j no consegui ir bem, os professores falavam muito rpido, eu no con-seguia acompanhar. Comecei a tra-balhar. Mas em 1985 me avisaram que tinha crianas surdas na escola So Jos. Comecei ento a fazer o curso de libras para ensin-las. De-pois me avisaram que eu tinha que terminar o segundo grau e precisava fazer o curso de pedagogia, para dar aula, eu achava que nunca ia passar, mas pensei: vou tentar! Eu deixei nas mos de Deus. E l fui eu fazer o vestibular e, para minha alegria passei. Depois que me formei passei a trabalhar na Unicentro como pro-fessora colaboradora, foi muito bom.</p><p>Voc casada e tem duas lhas, como a sua relao com eles?</p><p>O meu marido tem muita paci-ncia para me ensinar as coisas, as minhas lhas tambm, eu ensinei o alemo e o portugus para elas, e tambm algumas coisas de libras. Eles me ajudam muito.</p><p> E hoje, sente-se realizada com o que consquistou at agora?</p><p>Sim, hoje me sinto realizada porque sou professora de libras, e porque as pessoas esto me respei-tando mais, me aceitando mais. </p><p>Eu quei sabendo que voc teve a oportunidade de voltar es-cutar e no aceitou, por qu?</p><p>Eu no quis porque eu me aceitei como eu sou, me aceitei do jeito que Deus me fez, do jeito que ele quis eu seja, se eu estivesse usando um implantem um aparelho especial no seria eu Irene. A minha surdez no o problema, o problema a sociedade que no aceita! Quando eu usava o aparelho escutava muito barulho, e cava assustada, nervosa, a eu tirava o aparelho e cava no silncio, calma. Eu no queria que eles me moldassem, me zessem igual um ouvinte e isso as pessoas no entendiam. </p><p>Como de ne a acessibilidade para surdos em Guarapuava?</p><p>Muita coisa melhorou, mas ain-da falta muito, principalmente no mercado de trabalho, falta interpre-te, falta comunicao. Tem que im-plantar mais a lngua de sinais aqui.</p><p>Para nalizar, um sonho que luta para alcanas?</p><p>Eu sonho em implantar e coor-denar um mestrado na Unicentro na linha de educao para surdos .</p><p>QUANDO CONVERSEI COM ELA PELA PRIMEIRA VEZ NO IMAGINEI QUE ESTAVA FALANDO COM UMA SURDA. SUA LEITURA LABIAL TO IMPRESSIONANTE QUANTO A HISTRIA DE SUA VIDA. </p><p>Uma histria de vida em sinais</p><p>Ela perdeu a audio ainda criana e desde ento tem experin-cias signi cativas. Sofreu inmeros preconceitos, mas mostrou ser capaz. H 17 anos trabalha como professora de libras. Fala dois idiomas, domina a lngua de sinais e a leitura labial. Conhea mais sobre Irene Stock.</p></li><li><p>05</p><p>consumidor</p><p>Para proteger os consumidores dos abusos cometidos por empre-sas, o Procon de Guarapuava foi regulamentado, sendo um rgo de proteo e defesa do consu-midor. Em Guarapuava, ele ca situado na rua Saldanha Marinho, 2837 no centro da cidade e recebe todos os tipos de reclamaes que possam prejudicar quem adquire um bem ou servio, basta apre-sentar os documentos pessoais e preencher um questionrio.</p><p>SAIBA COMO SE DEFENDER DOS ABUSOS COMETIDOS CONTRA OS CONSUMIDORES</p><p>Matria e diagramao:Ellen Rebello</p><p>Procon de Guarapuava regulamentado e pode multar empresas</p><p>O campeo de reclamaes ca por conta das empresas de telefonia, nada diferente do visto em outras cidades, como explica a responsvel pelo rgo da cidade, Isabel Schineider: Recebemos em torno de 100 reclamaes dirias e a grande parte delas problemas com servios oferecidos por com-panhias de telefone. Hoje a opera-dora TIM a que mais tem sido apontada com servios de pouca qualidade, falta de sinal, cobran-</p><p>as alm do devido e planos ade-ridos sem serem solicitados. Fa-zemos cerca de cem atendimentos dirios e boa parte deles sobre produtos telefnicos.</p><p>Para lidar com todos os tipos de reclamaes o Procon conta tambm com um advogado, que tenta por meio de uma audincia resolver os problemas citados pelo reclamante, como explica Alfeu Kramer: Somos uma primeira tentativa de conciliao. Aqui as </p><p>O ATENDIMENTO AO PBLICO FUNCIONA DAS 9:00 DA MANH AS 17:00 DA TARDE, DE SEGUNDA SEXTA-FEIRA</p><p>pessoas tem um primeiro contato com nossos atendentes, que em um primeiro momento tentam atravs de telefonema informar e solucionar o problema apre-sentado. Se isso no tiver efeito fazemos um o cio para salientar as reclamaes e a ultima atitude tomada por ns, a audincia, na qual as partes se renem e dado um parecer sobre as questes tra-tadas. Se isso no for suficiente levado ao judicirio para que se </p></li><li><p>06</p><p>Uma crnica, trs senhores e a poeira de 1969 </p><p>tomem as medidas cabveis.Os juros abusivo tambm so </p><p>umas maiores reclamaes. Os cartes de crditos e os nancia-mentos so os principais deles. E o que fazer e como saber o que so os juros abusivos. Dr. Alfeu expli-ca que os contratos de cartes so piores, pois eles j vem pr estabe-lecidos. Quando assinamos no vemos as clausulas embutidas ne-les, simplesmente utilizamos. A vem o problema, o pagamento m-nimo do total da fatura. Se ela de R$ 500, e o pagamento mnimo de R$50 e isso for feito, o valor pago foi apenas os juros, o capital continua ali, acrescendo mais ju-ros. No ms seguinte a fatura ser de R$550,00, mais acrscimos e valor real continuar apenas au-mentando.</p><p>Os contratos de nanciamen-to de veculos podem ser revistos a qualquer momento. Basta apre-sent-lo para reviso sem nenhum custo: Aqui vamos ver quais os valores que foram trabalhados. No adianta chegar na metade do carn pra descobrir que o va-lor do bem continua o mesmo, e que at este momento s os juros foram cobertos. Alm disso, os bancos e nanceiras no podem cortar o crdito sem um moti-vo concreto, e se isso acontecer a pessoa que est sendo prejudica-da pode entrar com uma ao de danos morais contra a empresa, como a rma Dr. Alfeu: direi-to do consumidor reclamar por pagamentos de juros abusivos, e ser ressarcido dos valores corren-tes. Normalmente, para intimidar </p><p>Somos uma tentativa de conciliao. Aqui as pessoas tem um primeiro contato com nossos atenden-tes, que tentam atravs de tele-fonema informar e solucionar o problema apresentado.</p><p>os clientes eles informam que se isso acontecer o seu credito pode ser cortado, mas na verdade pode gerar uma ao de danos morais, pois eles no podem prejudicar a pessoa sem um real motivo, a em-presa tem eu provar porque no quer abrir o crdito.</p><p>Os contratos de locao de imveis tambm sofrem com as multas rescisrias altssimas, o que Dr. Alfeu acha bastante abusi-vos: Tem que haver o bom senso entre as partes, ou seja, cobrar ta-xas abusivas s coloca em risco o contrato assinado entre as partes. J vi casos de multas de 30% a 40% em cima do valor do aluguel, isso sim absur...</p></li></ul>