9º seminÁrio nacional unimed de saÚde ocupacional e acidente de trabalho de 05 a 07 de agosto

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9º SEMINÁRIO NACIONAL UNIMED DE SAÚDE OCUPACIONAL E ACIDENTE DE TRABALHO De 05 a 07 de agosto. Dr. Jorge Roberto Cantergi. DA SOLIDARIEDADE À PREVIDÊNCIA SOCIAL. Solidariedade. Sempre esteve a serviço da humanidade. É a base de todas as formas de ajuda coletiva aos desprovidos. - PowerPoint PPT Presentation

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  • 9 SEMINRIO NACIONAL UNIMED DE SADE OCUPACIONAL E ACIDENTE DE TRABALHO

    De 05 a 07 de agostoDr. Jorge Roberto Cantergi

  • DA SOLIDARIEDADE PREVIDNCIA SOCIAL

  • Solidariedade Sempre esteve a servio da humanidade. a base de todas as formas de ajuda coletiva aos desprovidos. inerente a todos os tipos de sociedade, das primitivas s atuais.Nas sociedades primitivas: ajuda, na adversidade, de familiares amigos e da prpria comunidade (fome, enterro de parentes, velhice etc).Na Idade Mdia: surgiram as corporaes, as sociedades de ajuda mtua e sociedades religiosas (guerras, pestes, catstrofes, etc).Na atualidade: sistemas pblicos, privados e mistos de ajuda social aos hipossuficientes e/ou economicamente fracos.

  • exatamente nas condies de depresso econmica ou de desgraa coletiva, quando aumenta a necessidade de socorro aos necessitados, que a assistncia privada se retrai e os recursos pblicos diminuem.CESARINO JUNIOR, mestre de Direito Social

  • Previdncia SocialCom o progresso social, tecnolgico e aumento das populaes, a solidariedade se mostrou cada vez mais rara e insuficiente.

    Foi preciso criar um sistema publico, necessariamente contributivo e compulsrio.

    Finalidade: organizar programas de longo prazo para amparar afiliados e dependentes na doena, invalidez, velhice e morte do titular.

    A Previdncia Social abrange, geralmente, todos os contribuintes, mas disponibiliza, apenas, um mnimo indispensvel para a sobrevivncia.

  • Previdncia SocialOs modelos de Previdncia Social no obedecem aos mesmos padres em toda a parte.Foram implementados em pocas, regies e culturas diferentes. Exemplo: 1 Alemanha e ustria: pioneiros na implantao do sistema previdencirio no sculo XVIII.2 Espanha criada aps a queda do regime franquista; antes as mutualidades privadas faziam este papel. Os objetivos da maioria dos programas era restrito, na sua origem, a aposentadorias e penses.

    Com o tempo passaram a incorporar assistncia sade, seguro acidentes do trabalho, seguro desemprego, etc.

  • SISTEMAS DE SEGUROS DE ACIDENTES DO TRABALHO

  • Sistema Pblico Modelo Estatizado Regime de MonoplioSistemas Pblicos ou Estatais. So geridos por instituies governamentais, autarquias ou integrados administrao da Previdncia Social.

    A integrao do SAT na Previdncia Social indica que o modelo pblico e previdencirio.

    Pases em que o SAT previdencirio desde sua criao:

  • Sistema Pblico Modelo Estatizado Regime de MonoplioPases em que o SAT no previdencirio, mas puramente estatal:

    Exemplo:Rssia - Fundo Estatal de Seguro de Acidente do Trabalho , rgo estatal com autonomia e oramento independente. Blgica o seguro privatizado mas h Fundos Estatais para Riscos Especiais e para Doena Profissional, sem vinculao Previdncia Social. Porto Rico , Dakota do Norte e Ohio Fundo Estatal Exclusivo para Acidentes do Trabalho ( um rgo governamental).

  • Sistema Pblico Modelo Estatizado Regime de MonoplioCenrio:1) Nesses pases onde o SAT pblico, no h mercado de livre concorrncia; o sistema pblico organizado em forma de monoplio estatal.

    2) Mas as seguradoras privadas comercializam produtos para complementar o sistema oficial ou para suprir o que ele no oferece. O modelo pblico previdencirio foi adotado no Brasil a partir de setembro de 1967, por iniciativa do regime militar que pretendia copiar o sistema previdencirio de outros pases.

  • Sistema Pblico Modelo Estatizado Regime de Monoplio Ilusrio supor que a adoo de um modelo implantado com sucesso em qualquer parte do mundo possa funcionar com xito em outros paises.Da a insucesso e a ineficincia do SAT previdencirio no Brasil.O que importa no o modelo adotado nem o tipo de entidades que nele atuam, mas a operacionalidade do sistema, que lhe d a eficincia desejada.

  • Sistema Privado Modelo Privatizado Regime de Livre Concorrncia O SAT no constitui funo especfica da Previdncia Social ou de um rgo governamental em: Hong KongArgentina30 estados AmericanosPortugalBlgicaSuaFinlndia

  • Sistema Privado Modelo Privatizado Regime de Livre Concorrncia Justificativa: nesses pases prevalece o entendimento de que o seguro de natureza privada em decorrncia do contrato de trabalho que responsabiliza o patro pela integridade fsica do empregado. Cenrio: O contexto de livre competio entre seguradoras privadas, regulamentadas e fiscalizadas pelo Estado.

  • Sistemas Mistos Regime Concorrencial So sistemas que atuam com a participao do rgo governamental ou previdencirio em livre competio com seguradoras privadas. O sistema misto vem sendo acolhido gradativamente para flexibilizar e aumentar a eficincia dos monoplios, atravs de reformas.

  • Sistemas Mistos Regime Concorrencial O sistema misto no constitui novidade para os brasileiros que o experimentaram de 1944 a 1967. extremamente complicada a coexistncia de um rgo pblico e de empresas privadas, atuando em regime de livre concorrncia e com as mesmas bases tcnicas.

  • Sistemas Mistos Regime Concorrencial H regime de concorrncia entre seguradoras privadas e estatais nos seguintes estados americanos:

  • Sistemas de Fundos ou Consrcios Baseados na Evoluo da Tcnica AtuarialSo organizados em sistema coletivo com ou sem recursos governamentais. So administrados com autonomia, como se fossem um segurador pblico ou privado. Submetem-se a regras de solvncia e de constituio de reservas. Esto sujeitos regulao e fiscalizao do poder pblico. No podem se desviar das finalidades para as quais foram criados.

  • Sistemas de Fundos ou Consrcios Baseados na Evoluo da Tcnica AtuarialExemplos de fundos

    1. Estados Unidos Fundos para indenizar asbestoses . O Fundo solucionou a demanda de centenas de trabalhadores com amianto que j havia levado quebra de diversos seguradores e resseguradores. 42% dos Seguros de Acidentes do Trabalho nos Estados Unidos esto inseridos nos Fundos de Auto Seguro.

  • Sistemas de Fundos ou Consrcios Baseados na Evoluo da Tcnica Atuarial2. Argentina Fundos com recursos de seguradoras e de governo para a cobertura de doenas profissionais.

    3 E mais os Fundos j citados dos paises em que o SAT pblico mas no est integrado na Previdncia Social.

  • REVOLUO INDUSTRIAL E SAT

  • Revoluo Industrial e SAT A Revoluo Industrial (sculo XVIII) trouxe transformaes tecnolgicas profundas e radicais:

    - na sociedade,- na famlia,- na economia, nos sistemas de produo.

    Implantou o uso coletivo da mquina e com ela a esperana de pleno emprego e de riqueza para toda a humanidade.

  • Revoluo Industrial e SATNo entanto, o trabalhador foi submetido:

    - produo em massa,- ao ritmo febril da produo mecanizada,- ampliao da jornada de trabalho,- ao xodo agrrio para as cidades,- ao trabalho desumanizado,- ao trabalho reduzido instrumentalidade, sincronizao dos movimentos do homem com as mquinas automticas,aos pequenos descuidos gerados pelo cansao, que deixavam a mquina atingir e mutilar o trabalhador em larga escala.

  • Revoluo Industrial e SATA mquina se torna fonte de danos aos operrios em dimenses jamais imaginadas antes da era vitoriana.

    O Acidente do Trabalho se converte em flagelo social.

    O proletariado vai buscar, atravs de movimentos sociais, o direito indenizao para aqueles que sofreram mutilaes irreparveis e perda de capacidade laborativa.

  • Acesso IndenizaoOs acidentes do trabalho atingiram propores inimaginveis na era da Revoluo Industrial.

    Os recursos da solidariedade humana e da Previdncia Social, quando existiam, eram parcos e insuficientes.

    Para obter uma indenizao deveria o obreiro provar em juzo a culpa do patro (responsabilidade civil subjetiva = indenizao ampla).

    Tal prova, quase sempre inalcanvel pela prpria insuficincia do trabalhador, inviabilizava a reparao dos danos.

  • Acesso IndenizaoO princpio milenar da culpa era insuficiente para resolver os problemas do uso da mquina com severo incremento de vtimas.

    Era preciso exigir um seguro compulsrio que dispensasse a prova de culpa do patro.

    A soluo foi encontrada na Alemanha de Bismarck em 1884, atravs da Teoria do Risco Profissional.

    Essa teoria adotava a responsabilidade civil objetiva, baseada na abstrao de qualquer idia de culpa, quer do empregado, quer do empregador (responsabilidade civil objetiva = indenizao restrita).

  • Acesso IndenizaoPela responsabilidade civil objetiva, a indenizao limitada (tarifada): o empregador paga sempre, e como no se discute a culpa, paga um valor certo.

    Para garantir a certeza do pagamento e proteger o operrio contra a insolvncia do patro, este contrata um seguro compulsrio.

    Portanto, a responsabilidade pela indenizao do patro que aufere as vantagens da empresa e responde pela higidez do ambiente e pela integridade do empregado.

    Com base nesta teoria, Bismarck criou a primeira lei especfica de acidentes do trabalho do mundo, seguida por diversos pases.

  • SEGUROS DE ACIDENTES DO TRABALHO NO BRASILPerodo do Sistema privatizado (de 1919 a 1967)

    b) Perodo do Monoplio Estatal (a partir de 1967)

  • Evoluo Histrica1 Modelo anterior: privatizao Sistema Privado: De 1919 a 1944 regime exclusivamente privado; De 1944 a 1967- Sistema misto concorrencial. Participao dos rgos previdencirios e 22 seguradoras privadas: a) INPS (Instituto Nacional de Previdncia Social): 70% do mercado); b) 22 Seguradoras privadas: 30% do mercado.

    2 Modelo Atual : estatizao regime de monoplio (Lei 5.316/67); Seguro transformado em privilgio da Previdncia Social.

  • Perodo do Seguro Privado(de 1919 a 1967)O S

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