90 anos - .nomes, hoje, de destaque nacional e intelectual, como caetano veloso, capinam, haroldo

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  • h l i o r o c h a9 0 a n o s

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  • h l i o r o c h a

    9 0 a n o s

    C o l e t n e a d e p e n s a m e n t o s

    s a l v a d o r , B a h i a2 0 1 3

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  • Coletnea de pensamentos

    S U M r i o

    Prefcio 9

    Perfil biogrfico 13

    Pensamentos:

    1. A problemtica da vocao. 21

    2. A Redao, o Vestibular e a Vida. 22

    3. A Tnica do Educador. 23

    4. Ano novo. Vida nova. 24

    5. Ao dia do estudante. 25

    6. Apologia ao ex-aluno e ao aluno atual. 26

    7. Arte de transformar sonho em realidade. 27

    8. As ncoras da adolescncia. 30

    9. Confie na lgica dos fatos. 31

    10. Construa, diariamente, seu futuro. 32

    11. Descubra e assuma seu tipo de inteligncia. 33

    12. Destino escolha e determinao. No acaso, nem fatalidade. 35

    13. Destino escolha. No acaso. 36

    14. Didtica dos que nos ensinam. Didtica dos que aprendem. 37

    15. Educao Integral e Revelao Literria. 40

    16. Escolha Profissional. 41

    17. Gente de Viso, Gente de Viseira. 42

    18. Informao sem formao deformao. 43

    19. Instruir no significa educar. 44

    20. Mtodo: Alavanca dos estudos. 45

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  • 21. Ningum vence por acaso. 46

    22. O professor, o educador, o mestre - trs categorias nobres, porm distintas. 47

    23. Pai no quem gera. quem ama. 49

    24. Palavras intemporais. 52

    25. Jesus. 53

    26. Ponto de chegada, ponto de partida. 54

    27. Que ser vestibulando? 55

    28. Que significa seu vestibular? 56

    29. Quem sabe mais, vai mais longe. 57

    30. Quer vencer? Organize-se. 58

    31. Redao: a guilhotina do vestibular. 59

    32. Regra de ouro dos vitoriosos. 60

    33. Ser aluno no ser estudante. 61

    34. Seu temperamento face: aos estudos, profisso, sociedade. 62

    35. Sonho no iluso. 63

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    Coletnea de pensamentos

    P r E F c i o

    Poucas palavras s palavras de um Mestre.

    Sempre que, em uma conversa fortuita, identifico algum ex-aluno do Prof. Hlio Rocha - assim como eu - fao um rpido teste que equivale a um rito de reconhecimento: comeo uma das clebres frases que o mestre sempre dizia em sala de aula, e deixo que o interlocutor a complete. No d outra! Dificilmente ocorre de algum ex-aluno, sobretudo aquele na condio de discpulo, no passar no teste. A ento nos identificamos melhor e at chegamos a recordar trechos inteiros e aulas inesquecveis.

    Tenho certeza de que isso que define um grande mestre. As sementes plantadas por vrias geraes multiplicando-se em frutos, rvores frondosas, deitando razes profundas, e proporcionando colheita de valores nessa grande misso da construo humana. O ex-aluno que muitos anos depois lembra a frase ou o aforisma, porque guardou com carinho e zelo; e se assim o fez, naturalmente que transformou o que ouviu em prtica de vida, em atitude e gesto. E, l na origem de tudo, o Professor!

    Hlio Rocha, ao tempo do seu exerccio docente, foi o nosso Scrates contemporneo. As suas aulas no se limitavam esfera da mera informao do contedo, simples transmisso de conhecimentos. Hlio informava e formava. Fosse nas salas da UFBa e UnB, fosse numa sala de cursinho pr-vestibular. Falava das Guerras Pnicas, mas falava de Jazz; falava da Revoluo Francesa, mas falava de cinema, de msica clssica, de filosofia.

    A ideia de reunir esses escritos de Hlio Rocha frases, reflexes, pensamentos no apenas uma homenagem ao grande e querido mestre; um belo presente a todos ns, seus ex-alunos, que guardamos na memria afetiva e nos escaninhos da saudade tudo aquilo que ele disse e nos encantou. a possibilidade de voltarmos a ns mesmos, com17, 20 anos, olhos emprestados explicao do professor, no sublime momento em que suas palavras criavam um mundo novo dentro de ns. Agora elas, as palavras, esto aqui neste livro. E como fonte de limpssima gua, a esse manancial podemos voltar sempre que precisarmos de Hlio para que ele nos sacie de sonhos, de beleza e de vida.

    JorgE PortUgalEtErno alUno dE hlio rocha

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    Coletnea de pensamentos

    HLIO ROCHA E JORGE PORTUGAL

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    Coletnea de pensamentos

    P E r F i l B i o g r F i c o

    nasceu em 1923 em Salvador.Fez o curso primrio em escolas part iculares de Salvador.Em 1936, fez o Exame de Admisso para o Ginsio da Bahia onde realizou o curso ginasial de cinco anos conforme a lei de ento. Enquanto cursava o Ginsio da Bahia, dedicou-se, tambm, ao ensino particular de alunos que se preparavam para fazer o rigorosssimo Exame de Admisso.

    Em 1941, foi residir no Rio de Janeiro. Fez o curso clssico no conceituado Colgio D. Pedro II, onde foi aluno do notvel poeta Manuel Bandeira e de Jos de Oiticica magister dixit da lngua portuguesa, famosssimo na poca devido publicao da Teoria do Complemento na Sintaxe Portuguesa. Este perodo propicia sua ida frequente s conferncias da Academia Brasileira de Letras, permitindo o forte convvio com as celebridades literrias da poca.

    Em 1943, fez o vestibular na Faculdade Nacional de Filosofia (Curso de Cincias Sociais) que aprovou apenas oito candidatos, dos quais o prprio Hlio Rocha. Foi aluno de professores clebres como Djacir Menezes, verdadeira enciclopdia em Sociologia, de Jacques Lambert, professor parisiense, que lecionava em francs e de Lus Aguiar Costa Pinto, baiano, radicado no Rio e j celebridade em Sociologia.

    Nesta oportunidade, surgiu a sua determinao de lecionar Sociologia.Em 1947, ainda no Rio de Janeiro, Hlio Rocha faz uma palestra representando

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    Hlio Rocha - 90 anos

    os jornalistas do Brasil para o casal Juan e Eva Peron, que voltava da Europa de navio.De 1948 a 1950, ligado aos Centros Culturais da Juventude, passou trs anos fazendo

    palestras desde Manaus at Porto Alegre, na poca dos extremismos ideolgicos que combatia intensamente, estimulando as referncias culturais brasileiras. Escreveu vrios opsculos contra o totalitarismo. Sempre catlico e defensor de um nacionalismo cristo.

    Hlio Rocha retornou Bahia em 1956, convivendo ao lado do Professor Milton Santos durante dois anos. Foi uma fabulosa influncia e renovao intelectual.

    Em 1960 casou-se com D. Antnia Lcia Souza Rocha, com a qual teve 3 filhos naturais e 2 filhos adotivos, e que completariam 50 anos de casados, no fosse o recente falecimento da mesma. Nesta ocasio, Hlio Rocha dirigiu a Revista Afirmao na qual escreveram nomes, hoje, de destaque nacional e intelectual, como Caetano Veloso, Capinam, Haroldo Lima, Cyro de Matos, entre outros.

    Em 1968, foi convidado para lecionar na UnB, juntamente com Machado Neto e Carlos Costa, formando um grande time de baianos nas disciplinas de cincias polticas, filosofia da histria, sociologia da educao, etc. Nesta oportunidade, Hlio Rocha foi convidado, tambm, por Dom Clemente Silva Nigra para compor sua equipe no Servio do Patrimnio Histrico e Artstico Nacional (SPHAN) funcionando no prprio Ministrio de Educao. Foi o momento dos convvios intelectuais com as celebridades da poca, como o poeta Carlos Drummond de Andrade e o clebre Afonso de Taunay, historiador dos bandeirantes paulistas etc.

    Ainda em 1968, com o fechamento da UnB pelos militares, retorna Bahia e comea a lecionar nos mais destacados cursos pr-vestibulares de Salvador, nas disciplinas de Sociologia, Histria, Geografia, Portugus e Redao, alm de lecionar na Universidade Federal da Bahia, na Universidade Catlica de Salvador, na Faculdade de Sociologia e na Faculdade de Economia da Bahia.

    Em 1974, funda o Curso e Colgio Nobel que viria a ser a maior instituio educacional particular da Bahia com quase 10.000 (dez mil) alunos.

    Em 1985, funda a Sociedade Integral de Ensino, composta pelo Curso e Colgio Integral e pela Faculdade Hlio Rocha, juntamente com seus familiares, retomando a sua viso pedaggica, e mantendo-se firme e tico nos 28 anos que se seguiram at hoje.

    Acumulou uma biblioteca de aproximadamente 9.000 (nove mil) volumes nas reas em que ele lecionou.

    Atualmente, Hlio Rocha faz conferncias, escreve artigos e ensaios das suas especialidades nas vrias publicaes do Colgio Integral e da Faculdade Hlio Rocha, todas envolvendo o processo de conscientizao dos educandos e dos educadores.

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  • So 70 anos de magistrio, assistindo ao desfile das geraes, das reformas e do pensamento pedaggico, mas com uma grande certeza: todo aluno uma carta que precisa chegar ao endereo certo para no ser extraviada. O professor este mensageiro que garantir a sua entrega.

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  • NA INFNCIA

    COM SUA ESPOSA D. LCIA ROCHA

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  • NA JUVENTUDE

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  • P E n S a M E n t o S

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  • 21

    Coletnea de pensamentos

    P E n S a M E n t o 1

    A problemtica da vocao.

    Vamos tentar destruir um mito que a todos aflige e atormenta: o encontro marcado com a vocao, como se ela fosse uma entidade p

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