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    CB Virtual 5

    Universidade Federal da ParabaUniversidade Aberta do Brasil

    UFPB VIRTUALCOORDENAO DO CURSO DE LICENCIATURA EM CINCIAS BIOLGICAS DISTNCIA

    Caixa Postal 5046 Campus Universitrio - 58.051-900 Joo Pessoa

    Fone: 3216-7781 e 8832-6059Home-page: portal.virtual.ufpb.br/biologia

    UFPB

    Reitor

    Rmulo Soares Polari

    Pr-Reitor de Graduao

    Valdir Barbosa Bezerra

    UFPB Virtual

    Coordenador

    Lucdio dos Anjos Formiga Cabral

    Centro de Cincias Exatas e da Natureza

    Diretor

    Antnio Jos Creo Duarte

    Departamento de Sistemtica e Ecologia

    ChefeJuraci Alves de Melo

    Curso de Licenciatura em CinciasBiolg icas Distncia

    Coordenador

    Rafael Angel Torquemada Guerra

    Coordenao de Tutoria

    Lucilene Gomes da Silva Medeiros

    Coordenao Pedaggica

    Isolda Ayres Viana Ramos

    Coordenao de Estgio

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    Apoio de Designer Instrucional

    Luizngela da Fonseca Silva

    Artes, Design e Diagramao

    Romulo Jorge Barbosa da Silva

    Apoio udio Visual

    Edgard Adelino Ruiz Sibro

    Ilustraes

    Christiane Rose de Castro Gusmo

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    CB Virtual 05

    Este material foi produzido pelo curso de Licenciatura em Cincias Biolgicas Distncia da Universidade Federal da Paraba. A reproduo do seu contedo esta

    condicionada a autorizao expressa da UFPB.

    C 569 Cadernos Cb Virtual 5 / Rafael Angel

    Torquemada Guerra ... [Org.].-

    Joo Pessoa: Ed. Universitria, 2010.

    422p. : II.

    ISBN: 978-85-7745-536-2

    Educao a Distncia. 2. Biologia

    I. Guerra, Rafael Angel

    Torquemada Guerra.

    UFPB/BC CDU: 37.018.43

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    Fisiologia VegetalProf Zelma Glebya Maciel Quirino

    UNIDADE 1RELAES HDRICAS E UTILIZAO DOS ELEMENTOS MINERAIS NOS VEGETAIS

    1. GUA NOS VEGETAIS

    A vida organizou-se em ambiente aqutico, e a gua continua sendo o meio no qual se

    desenvolvem a maioria das atividades bioqumicas das clulas, essenciais para a vida. A gua

    funciona como constituinte do protoplasma, como solvente e participa de vrias reaes, alm de

    desempenhar um papel importante na manuteno do turgor, mantendo o equilbrio intracelular.

    Nos vegetais o contedo de gua pode variar de 85 a 95% em clulas vivas (lembrando

    que os vegetais so formados por clulas mortas tambm), porm em sementes esse valor pode

    chegar a somente 5% do peso total, por questes metablicas as quais sero discutidas na

    unidade 4.

    A gua circula nos vegetais, de forma contnua atravs do corpo da planta, desde os

    plos radiculares epiderme das folhas.As plantas absorvem e eliminam continuamente gua,

    sendo o processo de liberao na forma de vapor conhecido como transpirao. Esses processos

    (absoro e transpirao) so de grande interesse para a fisiologia pelo fator econmico, pois

    existe uma relao entre a quantidade de gua transpirada e o crescimento vegetal, ou seja, com

    a produo vegetal como um todo.

    :: FIQUE POR DENTRO!! ::

    A continuidade da gua no corpo do vegetal forma um complexo sistema conhecido como

    solo-gua-planta. A descrio deste sistema ser abordada a seguir, porm previamente serodescritos alguns conceitos necessrios ao seu entendimento.

    1.1 PROPRIEDADES DA GUA

    A gua possui propriedades que a permitem atuar como solvente e ser prontamente

    transportada ao longo do corpo da planta. Essas propriedades so resultantes principalmente da

    estrutura polar da molcula. Exemplos de trs propriedades so: tenso-coeso, solvente,

    elevado calor especfico.

    Tenso e coeso- A molcula de gua possui uma atrao intermolecular resultando na

    formao de pontes de hidrognio, propriedade conhecida como coeso (Figura 1). Como

    conseqncia desta fora coesiva, a gua acaba apresentando uma tenso superficial. A tenso

    da gua extremamente elevada quando comparada a outros lquidos, a exceo do mercrio.

    As clulas vegetais acumulam substncias em seus vacolos, ento

    acabam absorvendo gua por osmose, fazendo com que ocorra um aumento da

    presso sobre a parede celular, chamada de presso de turgor. Toda essa presso

    ajuda a manter a clula rgida ou trgida.

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    Esta tenso faz com que o lquido possa suportar uma coluna ininterrupta sem quebrar. Como por

    exemplo, ao longo de um cano de plstico.

    Solvente A gua, devido ao tamanho diminuto de sua molcula e a sua polaridade, tem

    a capacidade de neutralizar cargas de molculas, o que facilita sua atuao como meio para

    interaes entre substncias.

    Elevado calor especfico Devido ao arranjo de suas molculas a gua requer umagrande quantidade de energia para aumentar a sua temperatura, o que faz com que as plantas

    possam no suportar as variaes de temperaturas no ambiente.

    A gua tambm possui outras propriedades, mas no sero abordadas, como a

    densidade, transparncia, etc.

    Figura 1. Estrutura da molcula de gua. Ligaes de

    hidrognio entre as molculas de gua (cinza-hidrognio; preto-oxignio). Linha pontilhada pontes de hidrognio.

    Fonte:

    http://pt.wikibooks.org/wiki/Bioqu%C3%ADmica/A_%C3%A1gua,_sol

    vente_da_Vida

    :: TA NA WEB!!! ::

    :: SAIBA MAIS... ::

    :: FIQUE DE OLHO!! ::

    Vdeo com estrutura da molcula de gua.

    http://www.youtube.com/watch?v=5m10DszH8a4

    Texto sobre propriedades da gua

    http://www.uenf.br/uenf/centros/cct/qambiental/ag_propriedades.html

    SAIBA MAIShttp://portaldoprofessor.mec.gov.br/storage/recursos/11054/solvente.swf

    RELEMBRANDO

    Cadernos CB Virtual 2

    Fsica para Cincias Biolgicas - Unidade II

    Fludos - Tenso superficial

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    1.2 POTENCIAL HDRICO

    A gua, assim como demais substncias, busca se locomover de locais com maior nvel

    de energia para o de menor nvel, obedecendo tendncia ao equilbrio termodinmico. A energia

    aqui referida a capacidade de realizar trabalho, ou seja, o potencial qumico da substncia. No

    caso da gua chamado potencial hdrico, representado pela letra grega psi + w (do ingls water) (w) pode ser definido como a energia necessria para realizar trabalho em uma molcula

    de 1 mol de gua pura. Como o w da gua pura zero, por padronizao, e este valor

    extremamente elevado quando comparado ao de dentro da clula, os demais potenciais hdricos

    sero sempre inferiores, ou seja, possuiro valores negativos.

    Na planta a gua encontra-se associada a outras substncias e sofre influncia de vrios

    fatores, como: a gravidade e presso. Tais fatores interferem na energia disponvel ou potencial

    hdrico.

    O valor do potencial hdrico pode ser calculado como o somatrio de quatro outrospotenciais

    Potencial osmtico s representa o efeito de dissoluo de solutos, devido

    propriedade da gua de se ligar a molculas de soluto, o que impede a energia destas molculas

    de realizar trabalho. Lembre-se que a gua age como solvente se ligando a outras substncias.

    Potencial de presso ou turgescncia p as modificaes da presso sofridas pela

    molcula no sistema exercendo uma fora sobre uma unidade de rea. Em plantas herbceas tem

    grande importncia na manuteno do hbito ereto.

    Potencial gravitacional g ao do campo gravitacional sobre a energia livre da

    gua. insignificante dentro de razes ou folhas, mas tem importncia em rvores altas.

    Potencial mtrico m devido capacidade de substncias slidas ou insolveis

    adsorverem molculas de gua, diminuindo assim a energia livre da gua. Assim os slidos ou

    substncias insolveis atraem as molculas de gua, e diminuem seu potencial hdrico.

    Normalmente insignificante, a exceo das sementes em germinao.

    Potencial Hdrico resultado do somatrio:

    w= s+ p+ g + m

    As diferenas entre os potenciais hdricos entre dois sistemas o que indica o sentido de

    translocao da gua, sempre do maior para o de menor potencial. Seguindo este contexto com

    relao ao meio exterior e interior do vegetal, no qual gua transportada no sentido do maior

    para o de menor potencial, formado o modelo que conhecemos como solo-planta-atmosfera

    (Figura 2).

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    Figura 2. Representao da absoro de gua ligada a transpirao. Seguindo valores

    crescentes de potenciais.

    :: ARREGAANDO AS MANGAS!! ::

    :: HORA DE TRABALHAR!!! ::

    1.2.1. GUA NO SOLO

    Voc certamente se lembra de quando estava no ensino fundamental apreendendo sobre

    as funes das partes da planta: sua professora disse que a raiz era responsvel tambm pela

    retirada da gua no solo. Lembra-se? Agora vamos detalhar um pouco como isto acontece.

    A gua utilizada pelo vegetal proveniente do solo e penetra na planta atravs das

    razes e para a manuteno da vida esta absoro deve ser de maneira constante.

    No solo, a gua da chuva penetra at o lenol fretico. Uma parte da gua infiltrada

    retida e estocada nos poros do solo. A quantidade de gua retida est relacionada com a

    composio do solo (tipo e tamanho dos poros). A capacidade de armazenamento de gua no

    solo aps infiltrao, ou seja, o contedo hdrico de um solo saturado chamado de capacidade

    de campo (gramas de gua retida por 100g de solo).

    w -