62668092 atlas-do-cabelo

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<ul><li><p> Atlas do Cabelo by L'oral Techinique Professionnelle </p><p>A DERME </p><p>A pele constitui-se de 3 camadas. </p><p>A EPIDERME, verdadeiro escudo protege a pele das agresses externas. Muito delgada, sua espessura varia, segundo a localizao, entre 0,04 mm e 1,6 mm. </p><p>A HIPODERME o tecido de reserva e de sustentao. a camada mais espessa: de 0,5 3 cm segundo as zonas. Esse tecido isola dos choques e das variaes de temperatura. </p><p>A DERME, tecido conjuntivo fibroso, com espessura variando de 1 a 2 mm, segundo as zonas, constitui o arcabouo da pele. Suas clulas, fibroblastos, fabricam fibras de colgeno que do resistncia e firmeza pele, alm de fibras de elastina, que lhe conferem flexibilidade e elasticidade. A Derme desempenha, portanto, uma funo de coeso. Ela responsvel pela nutrio da Epiderme, graas a uma intensa vascularizao. E essas funes, acrescentam-se as seguintes: - Reserva de gua (alimentao das clulas de Epiderme) - Regulao trmica (micro circulao) - Sensaes tcteis (rede nervosa) - Permeabilidade e filtrao </p><p>OS CAPILARES SANGUNEOS So muito finos e se organizam em redes complexas, entre as arterolas e as vnulas. no interior desses capilares sanguneos que se efetuam as trocas gasosas e nutritivas. Eles trazem os elementos nutritivos e levam os rejeitos celulares. </p><p>OS NERVOS Eles nos possibilitam perceber sensaes. A invervao do folculo piloso bastante complexa. Ela se constitui dos seguintes elementos. - A inervao motora do msculo eretor. - A invervao da papila. - A inervao sensitiva do cabelo. </p></li><li><p> O folculo piloso apresenta uma intensa inervao sensitiva, o que se explica as dores trao e as sensaes dolorosas do couro cabeludo. </p><p>OS MSCULOS ERETORES A semelhana de todos os msculos de nosso corpo, eles se contraem quando o sistema nervoso lhes d uma ordem nesse sentido. Ento, eles se acumulam sobre si mesmos, encolhem e repuxam as bases dos folculos, colocando, assim, o fio de cabelo em posio vertical. As influncias psquicas (o medo, em particular) muitas vezes so responsveis por esse formato. </p><p>AS GLNDULAS SEBCEAS So sacos repletos de clulas claras e volumosas, com um pequeno ncleo central. So anexa a um plo e secretam sebo. </p></li><li><p>O SEBO o resultado de uma excreo, provocada pelo rompimento dessas clulas carregadas de gordura. O sebo desempenha uma funo protetora contra a agresso cutnea. Os principais componentes do sebo so os seguintes: - Glicerdios 43% - cidos graxos livres 16% - Ceras esterificadas 25% - Esqualano 12% - Colesterol 4% - Hidrocarbonetos saturados vestgios O escoamento normal do sebo possibilita a flexibilidade e a boa resistncia da camada crnea e do cabelo. </p><p>AS GLNDULAS SUDORPARAS Regulam a temperatura do organismo atravs da secreo do suor. </p><p>O SUOR Produzido pelas glndulas sudorparas, regula a temperatura do organismo. A evaporao o nico meio de eliminar o calor quando a temperatura externa elevada. O suor cido (pH entre 4 e 6,8) e contm 99% de gua, uria, amnia, cidos ltico e pirvico. Esse pH lhe confere propriedades antissticas e antifngicas. </p><p>A PAPILA DRMICA E O FOLCULO PILOSO A papila drmica encontra-se na base de um saco alongado, derivado da Epiderme, que o folculo piloso. Ela tem uma rica vascularizao e constitui-se de uma multido de clulas especficas: os queratincitos. A parte inferior do bulbo piloso, que a matriz do cabelo, encerra a zona de diviso celular. </p></li><li> Cada clula se divide e cria uma clula-filha, que impulsionada para o alto e pelo nascimento de outras clulas. Elas se queratinizam progressivamente na parte superior do bulbo piloso, para dar origem aos fios de cabelo. Na Epiderme , as clulas basais se multiplicam a cada perodo de 457 horas. A taxa de multiplicao das clulas da papila drmica, a cada perodo de 39 horas, uma das mais elevadas que se conhece. Isso explica a sensibilidade do cabelo aos diferentes agentes que bloqueiam a multiplicao celular. O bulbo piloso atinge sua largura mxima a meia altura da papila. Uma linha transversal nesse nvel (&gt;linha de Auber</li><li><p> A cutcula , superfcie protetora do cabelo, formada de uma camada nica de clulas que se recobrem parcialmente, como escamas de peixe, com a borda livre direcionada para a extremidade do fio de cabelo. Como as escamas se recobrem diversas vezes umas s outras, um corte transversal da cutcula da impresso de uma estrutura de camadas mltiplas de 3 a 10 espessuras. Essas clulas cuticulares, muito achatadas (0,5 micrometros) e muito alongadas (45 micrometros) so constitudas de trs partes: - A epicutcula - A exocutcula - A endocutcula </p><p>Esses diferentes elementos so constitudos, principalmente, de material protico que ser tanto mais rico em enxofre (e portanto, em cistina) quanto mais nos aproximamos da superfcie que esta em contato com o mundo exterior. A cutcula desempenha um papel muito importante. Ela contribui para a coeso do cabelo, mantendo as fibras de queratina do crtex em uma "bainha" particularmente resistente. </p><p>Ela muito estvel do ponto de vista bioqumico e resiste a foras fsicas e qumicas potente. Quando a cutcula se degrada, perde seu poder protetor e a coeso interna do cabelo fica reduzida. O cabelo torna-se, ento, extremamente fragilizado. </p><p>Na parte central do cabelo, a medula (canal medular) constituda por pilhas de clulas </p></li><li><p>mortas, que se esvaziaram de sua substncia e esto separadas por bolhas de ar. A medula muitas vezes intermitente e, por vezes, chega a estar at mesmo totalmente ausente, o que faz supor que ela no tenha uma real importncia funcional. </p><p>Em muitos animais a medula representa 2/3 do plo. So clulas vazias, cheias de ar, que fazem s vezes de isolante trmico. Esse papel intil par ao homem, o que explica seu desaparecimento. </p><p>O CRTEX As clulas queratinizadas, situadas no centro do folculo, tornam uma forma de fuso, muito alongada. Elas constituem o corao do cabelo: o crtex. Trata-se da parte mais importante do cabelo. O crtex contribui, em grande parte, para as propriedades mecnicas do cabelo: - Solidez: a carga necessria para que se obtenha a ruptura de um fio de cabelo natural sadio, varia entre 50 a 100 gramas. - Elasticidade: se esticarmos moderadamente um fio de cabelo seco ou mido, ele se recuperar bastante rapidamente seu comprimento inicial. Entretanto, preciso que esse alongamento no ultrapasse 3% aproximadamente. - Permeabilidade: o cabelo pode absorver at 35% de seu peso em gua. Seu dimetro pode aumentar em 15 a 20%, seu comprimento, de somente 0,5 a 2%. A absoro da gua vem acompanhada de uma dilatao, da qual depende a maior ou menor facilidade de penetrao de certas molculas orgnicas. </p><p>As clulas corticais so coladas umas s outras e orientadas no sentido da haste do fio de cabelo. </p><p>A CLULA CORTICAL Fusiforme, com uma largura de 2 a 5 micrometros e comprimento de aproximadamente 100 micrometros, constitui-se de fibras: as macrofibrilas. </p></li><li><p>AS MACROFIBRILAS Constituem-se de microfibilas, envoltas em uma matria amorfa, rica em enxofre. a que se encontram os gros de melanina, responsveis pela cor dos cabelos. </p><p>AS MICROFIBRILAS So fibras menores, formadas pela reunio de 5 a 11 protofibrilas. </p><p>AS PROTOFIBRILAS Tm a forma de uma corda tranada, com 2 ou 3 fios. Cada fio uma cadeia de queratina com baixo teor de enxofre, enrolada sobre si mesma, em forma de hlice. </p></li><li><p> AS CADEIAS DE QUERATINAS Ligam-se entre si por diferentes ligaes qumicas: As pontes de dissulfeto, as ligaes hidrgenas e as ligaes salinas. Essas ligaes proporcionam a coeso desse edifcio complexo. </p><p>O CICLO DE VIDA DO CABELO O cabelo cresce, em mdia, de 1cm a 1,5 cm por ms. Cada fio de cabelo tem um ciclo de vida de 4 anos, aproximadamente. Cada folculo piloso est programado para ter, em mdia, 25 ciclos de vida. Na papila drmica se desenvolvem as trs fases de um ciclo. </p><p>Fase Anagentica A diviso celular contnua, as novas clulas empurram as velhas para o exterior. 3 a 5 anos. </p><p>Fase Catagentica A produo de clulas fica muito mais lenta e, em seguida, cessa completamente. 3 a 4 semanas. </p><p>Fase Telogentica O folculo piloso se retrai e sua base se aproxima da superfcie da pele. 3 a 4 meses. </p></li><li><p>Fase Anagentica 1 Um novo fio de cabelo nasce dentro da papila drmica. 2 Ele empurra o fio de cabelo em fase telogentica. 3 Assim, o novo fio de cabelo cresce regularmente e expulsa o fio antigo. 4 A diviso celular contnua. As novas clulas empurram as velhas para o exterior. </p><p>A QUEDA DOS CABELOS Como certos folculos pilosos tm ciclos de vida mais curtos do que outros, aproximadamente 60 fios de cabelos caem naturalmente a cada dia, enquanto que outros fios surgem. Se a durao da fase telogentica aumentar em relao fase anagentica, o equilbrio rompe-se e os fios de cabelo caem em maior quantidade do que aquela que seria normal. A atividade pode cessar completamente, os cabelos podem no voltar a crescer. As causas desse fenmeno so complexas e mltiplas. preciso distinguir os fatores que desencadeiam as quedas passageiras ou as quedas definitivas. </p><p>AS QUEDAS PASSAGEIRAS So definidas como uma perda de cabelo anormal, porm momentnea. Podem ser atribudas aos seguintes fatores: - estresse psquico: secreo hormonal alterada; - estresse fsico: interveno cirrgica, hemorragia, febre elevada; - origem medicamentosa: anticoagulantes, medicamentos antitirideos, anti-reumticos e antimicticos; - carncia de oligoelementos: clcio, mangans, zinco e ferro. </p><p> Em caso de gravidez, as modificaes mais menos intensas das taxas de hormnios femininos induzem um estado de repouso nos folculos. Alopecias passageiras, localizadas, como a pelada, podem explicar-se pela constituio gentica, por perturbaes imunitrias ou por antecedentes familiares. </p><p>AS QUEDAS DEFINITIVAS Explicam-se por uma atrofia da papila drmica. Suas causas podem ser mltiplas: - infeces bacterianas ou micticas do couro cabeludo; - afeces dermatolgicas: a psorase; </p></li><li><p>- um distrbio imunolgico causado pela alopecia areada. </p><p>A calvcie mais comum a alopecia androgentica. Os hormnios masculinos ou androgenticos constituem um dos fatores essenciais da queda definitiva dos cabelos, especialmente a testosterona. Esse hormnio passa dos testculos para o sangue e, em seguida, do sangue para o bulbo piloso. Nesse momento, a testosterona inativa se transforma sob a influncia de uma enzima, a 5-alfa-redutase ou diidro-testosterona ativa, que intensifica a atividade dos folculos pilosos. O fio de cabelo, que tem um ciclo de vida de aproximadamente quatro anos, reproduzindo-se, em mdia, 25 vezes, pela ao da diidrotestosterona, tem esse ciclo reduzido para alguns meses e ento ocorre uma calvcie precoce. </p><p>CABELOS OLEOSOS E CABELOS SECOS A beleza do cabelo depende, em grande parte, da glndula sebcea. Essa glndula produz e descarrega, no colo, uma substncia graxa, o sebo. O suor secretado pelas glndulas sudorparas se mistura ao sebo para proteger e lubrificar o couro cabeludo e o cabelo. Esse filme protetor desempenha um papel importante, qualquer que seja sua quantidade. O sebo e o suor recobrem o couro cabeludo, mantm sua elasticidade e sua resistncia, lubrificam o cabelo, que ficar mais flexvel e brilhante. Essa proteo essencial se renova continuamente. Entretanto, esse filme hidrolipdio pode tornar-se excessivamente abundante. Basta uma simples variao de 10%, para que os cabelos fiquem oleosos. O afluxo hormonal age sobre as glndulas sebceas que produzem, ento, o sebo, em quantidade excessiva. O sebo migra por capilaridade entre dois ou diversos fios de cabelos vizinhos, razo de 2 a 3,5 mm/minuto e at 16 cm do couro cabeludo, aproximadamente. </p><p>O excesso de sebo tambm se deposita do couro cabeludo e provoca irritaes. Na situao inversa, as glndulas sebceas podem fabricar muito pouco sebo. O couro cabeludo e os fios de cabelo no ficam suficientemente protegidos e nem recebem lubrificao. O couro cabeludo resseca e pode ficar irritado. As escamas que formam a cutcula se deterioram, seus bordos livres se encurvam. Os cabelos ficam secos e foscos. As portas se rompem mais facilmente e se abrem em forquilha. Os fios de cabelo se prendem uns aos outros e ficam embaraados. </p></li><li><p>A CASPA As clulas da epiderme levam de 30 a 45 dias para se renovarem totalmente, ou seja, para que um queratincito basal se divida, migre dentro da epiderme at a sua superfcie. L, as clulas descamam diariamente, sob a forma de uma fina poeira invisvel. Nos casos de caspa, esse processo fica extremamente modificado e exagerado: as clulas epidrmicas caem, aglomeradas uma s outras sob a forma de escamas visveis. Essas alteraes resultam de uma descamao excessivamente rpida, devido a uma maior produo de clulas epidrmicas. </p><p>Existem dois tipos de caspa: - A pitrase simplex ou "caspa seca", caracterizada por escamas secas, finas, cinzentas ou acastanhadas. - A pitirase esteatide ou "caspa oleosa", associada, geralmente, a uma seborria caracteriza-se pelas escamas oleosas e espessas, que aderem ao couro cabeludo formando uma espcie de camada untuosa. A caspa, muitas vezes, se faz acompanhar de coceira mais ou menos intensa. As causas da caspa, controversas durante longos anos so atualmente mais conhecidas. </p></li><li><p>A caspa, provm da modificao intensa, qualitativa e quantitativa, da populao microbiana que vive no couro cabeludo. Em particular, um fungo, o "pityrosporum ovale", que est presente, em condies normais, no couro cabeludo sadio, prolifera exageradamente at constituir 75% da microflora local. </p><p> Foi provado que esse fungo pode desencadear uma inflamao no couro cabeludo por uma reao do tipo imunitrio. Essa inflamao provoca, principalmente, uma acelerao tanto da renovao celular epidrmica quanto da descamao, provocando o aparecimento da caspa. A reao imunitria individual. Assim sendo, em presena de colnias equivalentes </p></li><li><p>de pityrosporum ovale, certas pessoas tm caspa e outras, no. Mas se, por um lado, a proliferao do pityrosporum ovale aparece como sendo uma causa preponderante nos casos de caspa, por outro lado ela uma conseqncia em carter secundrio, j que o couro cabeludo com caspa oferece a esse fungo um habitat privilegiado: instaura-se, ento, uma espcie de crculo vicioso. </p><p>AS CADEIAS DE QUERATINA... E SUAS LIGAES O cabelo constitudo de uma molcula preponderante, a queratina - protena de estruturas geral idntica, ela muito diferente na sua composio de cidos aminados de natureza diversa. A luz, a gua, o envelhecimento natural, certos procedimentos capilares provocam a dissoluo referencial de quatro cidos aminados: o cido asprtico, o cido glutmico, a serina e a glicina. A queratina amorfa do crtex e da cutcula , em geral, muito rica em enxofre (cistina). Em compensao, a queratina cristalina, que forma as protofibrilas, pobre em enxofre. As cadeias de queratina orientam-se paralelamente ao eixo longitudinal da haste do fio de cabelo. </p><p>A coeso dessas cadeias se faz: - por rede de pontes de dissulfetos, ligaes salinas que se estendem de uma cadeia de queratina a outra; - por ligaes hidrgenas que se estendem entre espiras e entre cadeias. </p><p>Essas pontes e essas ligaes tambm fazem parte da queratina amorfa, porm em maior nme...</p></li></ul>