5ª edição do jornal universitário "contemporâneo"

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5 edio do Jornal Universitrio "Contemporneo"

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  • Entraste devagar, ao incio aquele mundo incomo-dou-te, apertou-te as tmporas contra uma realidade desconhecida, contra um nada onde tudo pode aconte-cer.

    Sentaste-te ao computador cansado de um dia de trabalho, de um par de horas de papis em cima da secretria e gravata apertada ao pescoo. Pensaste que estavas farto, que ao fim de uns anos todos nos cansamos da vida que escolhemos.

    Tiveste ainda tempo de reagir idiotice do avatar que se movimentava no ecr. Eras tu, diziam eles.

    Como podia ser? Tu, que chegaras a casa e desa-pertaras a gravata e apenas tiveras tempo de ligar a tua mquina de iluses e premir o boto verde do teu mun-do secreto. Como poderias estar ali?

    Second Life. Era esse o nome da droga que te vicia-ra. Ouviras falar dela atravs de amigos e souberas que simulava em alguns aspectos a vida real e social do Ser Humano.

    Afinal, existir algo melhor que um narctico que nos mantm sbrios no nosso prprio mundo?

    Cansado do trabalho, da famlia e da aparncia deci-diste optar por uma nova vida, aquela que se construa entre ti e o monitor, aquela que partilhavas com milha-res de pessoas por todo o mundo, aquela vida onde a identidade o que menos interessa.

    J no eras tu, eras um boneco ao qual chamavam avatar, um boneco com um nome, com uma aparncia, com uma vida que tu prprio podias criar.

    Um boneco que corre, que anda, que voa, que con-versa e que sente, um boneco comandado distncia por ti, comandado pela solido feroz de uma primeira vida que nem sempre nos traz sorrisos no lugar das lgrimas.

    Apetecia-te por vezes esquecer este mundo para viver apenas nesse, onde podes comprar casas, carros, roupas e, v bem, at podes voar. Onde o dinheiro no tem preo e onde o preo raramente implica dinhei-ro.

    Esqueceste-te do mais importante: da realidade, da realidade qual, por mais dura que seja, no podemos fugir, da realidade que nos lembra todos os dias de quem somos e o que fazemos aqui. Lembra-te sempre, podes fugir mas no te podes esconder.

    Proprietria: Prof Doutora Aurzia Anica

    Directora: Isa Mestre

    Sub-Directora: Sofia Trindade

    Redactor Principal: Adriano Narciso

    Direco de Arte: Fbio Lima

    Secretariado: Sofia Trindade

    Fotografia: Catarina Andrz Daniel Candeias Mariana Soares Tnia Marques

    Poltica: Fbio Rocha Manuela Vaz Marta Neves Martin Mendes Mnica Gaio

    Sociedade: Marta Miranda Ana Filipa Pereira Carla Martins Raquel Rodrigues Rita Caeiro

    Economia: David Marques Paula Bicho Grethel Ceballos

    Cultura: Joana Gonalves Joo Marujo Marta Baguinho Ins Samina Vanessa Costa Daniel Pereira

    Desporto: Fbio Lima Susana Apolnio Tnia Branquinho Pedro Carrega David Marques Fbio Moreira

    Editorial

    Por Isa Mestre

    Ficha Tcnica

  • ndice Sociedade .....................4

    Cultura .6

    Economia.....9

    Desporto...................12

    Poltica.....................16

    Olhar Contemporneo.....18

    Crnicas.20

    Vive o presente, s o futuro. S... Contemporneo.

  • No passado dia 4 de Dezembro, no Complexo Pedaggico do Cam-pus da Penha da Universidade do Algarve, realizou-se uma palestra sobre a importncia e o contributo que a avaliao externa tem para a melhoria do ensino nas escolas.

    A palestra contou com a presena do Reitor da UAlg, Joo Guerreiro, do Delegado Regional do Algarve da IGE (Inspeco Geral da Educao) Joa-quim Gago Pacheco e do Inspector-Geral da IGE Jos Maria Azevedo.

    O Contributo da avaliao externa para a melhoria das escolas foi o tema da palestra que a Escola Superior da Educao, da UAlg, realizou em parceria com a Inspec-o Geral de Educao (IGE). Com incio marca-do para as 18h30m, num ambiente animado e descontrado, a sala foi enchendo, e a palestra comeou 25m depois do previsto.

    O Presidente do Conselho Directivo da Escola Superior de Educao da UAlg, Jorge Toms Ferreira dos Santos agradeceu a todos os pre-sentes e fez referncia ao desenvolvimento do sistema de ensino que a UAlg tem proporciona-do, sobretudo atravs da formao de professo-res. Em seguida, proferiu umas breves notas sobre o Inspector-geral da IGE, Jos Maria Aze-vedo.

    Seguidamente, o Delegado Regional do Algarve da IGE, Joaquim Gago Pacheco, tomou a palavra. A ESE est viva e faz boas activida-des pela educao, disse, introduzindo assim a temtica sobre a avaliao externa das escolas. Em continuao afirmou que a avaliao externa um elemento fundamental para melhorar o sis-tema de ensino presente nas escolas, que cada vez mais se preocupam em melhorar os resulta-dos dos alunos. Joaquim Pacheco mencionou o facto das escolas, at aos nossos dias, terem vivido na tranquilidade face aos resultados dos seus alunos, da a importncia que a avaliao externa tem agora, pois d corpo s escolas e exige-lhes mais trabalho e dedicao. No entan-to, e apesar da importncia que estas avaliaes tm, o Delegado Regional do Algarve da IGE recordou que no pode haver fantasmas crticos sobre ns [avaliadores externos], porque estes no penalizam as escolas, do-lhes sim oportuni-

    444 Sociedade

    UAlg e a avaliao externa das escolas

    dades para melhorar o seu sistema de ensino, em funo dos resultados obtidos nas avaliaes.

    Depois da interveno do Delegado Regional do Algarve da IGE, foi a vez de Jos Maria Azeve-do, Inspector-Geral da IGE, tomar a palavra. De forma a ir ao encontro das palavras do Delegado Regional, Jos Maria Azevedo exprimiu que a utili-dade da avaliao externa depende do uso que os seus destinatrios lhe queiram dar. Segundo o prprio, a avaliao externa das escolas no obrigatria. No entanto, referiu que qualquer esco-la pode propor-se mesma. Mencionou, ainda, que a avaliao externa relevante para o desen-volvimento escolar, uma vez que fomenta nas escolas uma interpretao sistemtica sobre as suas prticas e resultados, a auto-avaliao e a participao social; refora a capacidade das esco-las para que estas desenvolvam a sua autonomia; regula o seu sistema educativo; e contribui para melhores resultados escolares.

    A palestra terminou por volta das 20h05m com umas breves notas acerca dos objectivos da ava-liao externa das escolas, salientando-se o facto de esta apoiar sobretudo as escolas com notas insuficientes e com mais dificuldades. Ficou salien-te o facto de esta avaliao no penalizar as esco-las, mas sim dar-lhes mais oportunidades para melhorarem o seu sistema de ensino. Realizou-se depois um debate, onde os participantes, atravs das suas intervenes, se mostraram interessados na temtica.

    Foto

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    por Marta Baguinho

    Joaquim Gago Pacheco a discursar na palestra

    A importncia da avaliao externa das escolas foi debatida na Universidade do Algarve

  • Sociedade

    555

    O Eurogru-po para os ani-mais apresen-tou queixa na C o m i s s o Europeia con-tra Portugal, por manter par-ques zoolgi-cos em condi-es inadequa-das.

    O Eurogrupo que representa as organizaes de proteco animal de quase todos os Esta-dos -M em bros da Unio Euro-peia apresentou formalmente uma queixa junto da Comisso Europeia, pela forma como mui-tos parques zoolgicos portugue-ses se encontram inadequados

    s necessidades dos animais. Estas falhas nos jardins zool-

    gicos portugueses abrangem no s a situao degradante em que se encontram muitos dos ani-

    por Marta Miranda

    mais, como tam-bm o facto de muitos dos par-ques no esta-rem legalizados. O Eurogrupo que em 2002 j tinha

    visado as autorida-des portuguesas e prestado auxilio para alterar esta situao, encontra-se desapontado com a ineficcia das autoridades, que nada fizeram para alterar esta situao. Assim, se Portugal nada fizer para melhorar as condi-

    es dos animais que se encon-tram nestes parques, o Eurogru-po procede com uma queixa no tribunal Europeu de Justia.

    Acidentes rodovirios continuam a matar

    Dados do Fundo das Naes Unidas para a Infncia (Unicef) revelam que todos os anos morrem cerca de 830 mil crianas no Mundo, sendo grande parte vtima de aciden-tes rodovirios.

    A falta de medidas de pre-veno poderia evitar mil mortes anuais, no s ao nvel dos aci-dentes nas estradas mas tam-bm na preveno de traumatis-mos, leses e ferimentos nas crianas.

    As principias causas de mor-te de crianas por acidente so

    Zoolgicos acusados de ilegalidades

    os acidentes rodovirios, que ceifam a vida a cerca de 260 mil crianas, os afo-gamentos que vitimizam perto de 175 mil, as q u e i m a d u r a s que matam 96 mil e as quedas e intoxicaes que matam 47 e 45 mil crianas, respectivamente.

    Destes acidentes, as crianas que sobrevivem ficam com sequelas bastante graves para o resto das suas vidas.

    So sequelas que resultam de

    por Carla Martins

    descuidos que podem ser evita-dos por parte dos adultos. Importa, por isso, reforar a preveno deste tipo de aciden-tes que tantas vezes tm trgi-cas consequncias.

    Eurogrupo queixa-se de falta de condies dos ZOOs nacionais

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    Acidentes rodovirios matam 260 mil crianas por ano

  • Detentor de uma vasta experincia e voz singular no teatro europeu contemporneo, Krzysztof Warlikowski apresen-ta-nos os Purificados de Sarah Kane, prometendo-nos ultrapassar a barreira do sonho e fixar-nos na realidade cruel em que vivemos.

    Grace, uma herona que viveu a morte do irmo, decide investir no seu percurso, assu-mindo uma personalidade forte e exclusiva. So constantes as palavras que matam e as ima-gens que nos inquietam e ator-mentam. As personagens pren-dem-se nos detalhes e o peso de cada uma crucial no desenrolar da histria.

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    Purificados, a nudez e a crueldade da vida