57094028 apostila para arrais amador contendo prova simulada

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  • INSCRIO DE EMBARCAO MIDA / TRANSFERNCIA DE PROPRIEDADE / JURISDIO / 2 VIA DO TTULO DE INSCRIO DE EMBARCAO.

    RENOVAO OU 2 VIA DA CARTEIRA DE HABILITAO ARRAIS AMADOR, CURSOS PREPARATRIO AO EXAME NUTICO DE MESTRE E ARRAIS AMADOR

    CONSULTE O SITE ABAIXO:www.habilitacaoarraisamador.com.br

    INSTRUTOR CABO-RRM- LUCAS.TEL. (31) 9118-1290/(31)3823-5786

    CAPTULO 01PARTES DA EMBARCAO

    Proa - a extremidade anterior do navio no sentido de sua marcha normal. A proa a origem de contagem das marcaes relativas. Corresponde aos 000 relativos.Popa - extremidade posterior do navio. Para efeitos de marcaes relativas corresponde a 180 relativos.Bochechas - parte curvas do costado de um e de outro bordo, junto a roda de proa. Para efeito de marcaes relativas a bochechas de BE est aos 045 da proa e a BB aos 315 dela.Travs - a direo perpendicular ao plano longitudinal (linha proa-popa) aproximadamente a meio - navio. Para efeito de marcaes relativas o travs de BE est aos 90 relativos e o de BB aos 270 relativos. Alhetas - partes do costado de um e de outro bordo entre o travs e a popa. Para efeito de marcaes relativas a alheta de BE est aos 135 da proa e a de BB aos 225 dela.Denominamos de Boreste (BE) a parte direita de quem olha a proa e de Bombordo (BB) parte esquerda.

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  • CAPTULO 02MARCAES RELATIVAS

    As marcaes relativas so medidas como ngulos a partir da proa da embarcao na direo dos ponteiros de um relgio de 0 a 360 em torno do barco. As direes so sempre mostradas (ou informadas) com trs dgitos usando zeros se necessrio: 50dizer zero-cinco-zero (050) relativos. Quando temos um objeto aos 000 costuma-se dizer Pela Proa ou aos zero-zero-zero relativos. Semelhantemente, quando temos um objeto aos 180 dizemos que est Pela Popa ou aos uno-oito-zero relativos. Quando temos um objeto pelo Travs temos que definir obrigatoriamente o bordo. Ex.: farol pelo Travs de BE (ou farol aos zero-nove-zero) relativos . Quando temos um objeto entre o travs de um dos bordos e a alheta respectiva diz-se que o objeto est por ante-a-vante da alheta (de BE ou de BB). Quando entre a alheta e a popa o objeto estar por ante-a-r da alheta (BE ou BB).

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  • CAPTULO 03NCORAS E AMARRAS

    NCORAS

    As ncoras, comumente chamadas de ferros so peas de ao de forma especial e com um peso adequado ao deslocamento das embarcaes e que desempenham o importante papel de mant-las firmes em um fundeadouro longe de pedras, arrebentaes ou outros perigos.

    NCORAS DANFORTH

    atualmente a mais usada em embarcaes amadoras.

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  • Amarras

    A ligao da ncora com embarcao se faz pela amarra, a amarra constituda de quartis. Um quartel tem um comprimento de aproximadamente 25 metros de amarra. A quartelada, comprimento total da amarra paga, chamada de filame.

    CAPTULO 04ATRACAR E DESATRACAR

    De uma maneira geral, para atracar, levamos a embarcao com pouco seguimento, e fazendo um ngulo de cerca de 45, em relao ao cais, de maneira a passar um cabo de proa logo que pudermos, carregando-se o leme para o bordo oposto ao cais para fazer a popa vir a este. A embarcao deve ser mantida atracada ao cais, passando-se um cabo dizendo para vante e outro dizendo para r. Havendo corrente, facilmente verificada pela posio de outras embarcaes que filam a ela, deve-se aproveit-la, isto , atracar contra a corrente. Isso trs vantagem, pois a corrente agir sobre a popa, aproximado-a e facilitando a atracao. Para desatracarmos, devemos inicialmente largar os cabos a r e manobrando com os cabos avante procurar abrir a popa. Se necessrio, usaremos ainda o motor dando atrs e manobraremos o leme como conveniente para obter tal efeito. Logo que a popa estiver safa do cais, largamos os cabos de vante e dando atrs afastamos a embarcao, dando adiante logo que julgarmos conveniente, manobrando o leme de maneira a colocarmos nossa proa na direo desejada. Podemos ainda desatracar usando uma corrente favorvel. Se ela estiver pela proa, folgamos os cabos a vante, mantendo os de r apertados. A proa se afasta do cais e a popa permanece junto a ele. Logo aps folgamos os cabos a r; a popa tambm afastar, permitindo uma desatracao sem maiores dificuldades.

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  • Se a corrente estiver pela popa, adotamos o procedimento inverso, o que nos levar tambm a uma fcil desatracao.

    CAPTULO 05ESPIAS E SEU USO

    Os cabos que permitem a uma embarcao amarrar a um cais so chamados de espias. De acordo com seu posicionamento em relao embarcao as espias denominadas de lanantes, espringues ou traveses. Assim a espia que diz para vante ou para r em relao ao seu posicionamento na embarcao um lanante de proa ou de popa, conforme o caso. A espia que diz para direo de meio navio, quer a vante, quer a r, um espringue e aquelas que so perpendiculares ao cais constituem os traveses. Sempre durante as atracaes, ou muitas vezes j atracados, necessitamos manobrar nossas embarcaes ao longo do cais. Para tanto, basta manobrarmos convenientemente com as espias, fazendo com que a embarcao caia a vante ou a r.

    1) LANANTE DE PROA no deixa a embarcao cair a atrs2) Espringue de proa no deixa a embarcao cair adiante (frente)3) Travs no deixa a embarcao se afastar do cais4) Espringue de popa - no deixa a embarcao cair a r (atrs)5) Lanante de popa no deixa a embarcao cair a frente

    CAPTULO 06LEME E SEUS EFEITOS

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  • O leme tem por finalidade dar direo a uma embarcao e mant-la a caminho, no rumo determinado. por meio do leme que se faz o navio guinar. Ele disposto na popa e s tem ao quando a embarcao est em movimento (ressalvados os casos de correnteza), uma vez que o seu efeito resultante da fora das guas, em movimento, sobre sua porta. O leme comandado por um timo, por uma roda de leme ou por uma cana de leme. Ao girarmos o timo ou a roda do leme para um bordo a proa da embarcao ir para esse bordo. J com a cana do leme, ao empurr-la para boreste (BE) por exemplo, a proa ir para bombordo (BB) e vice-versa.

    CAPTULO 07SITUAES DE MANOBRA DE EMBARCAES

    ATRACAO COM VENTO OU CORRENTE PERPENDICULAR AO CAIS APROXIMAO POR BARLAVENTO

    Aproximar-se paralelo ao cais, quase parando. O vento ou corrente aproximar a embarcao ao cais. Passar logo que possveis espias pela proa e pela popa.

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  • ATRACAO COM VENTO OU CORRENTE PERPENDICULAR AO CAIS APROXIMAO POR SOTAVENTO

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  • Aproximar-se do cais, com um ngulo aproximado de 45. Assim que a bochecha da embarcao tocar o cais, passar um espringue de proa. Dar leme para o bordo contrrio ao cais. Mquina adiante devagar. A

    popa encostar.

    ATRACAO COM VENTO OU CORRENTE PARALELA AO CAIS

    Procure atracar sempre contra a correnteza ou vento. Aproxima-se do cais com um ngulo de cerca de 30, com a mquina adiante devagar. Assim que possvel passar um lanante de proa e parar a mquina. O vento ou corrente ajudar a encostar a popa.

    Largar Do Cais Sem Vento Nem Corrente

    Leme a meio, mquinas adiante devagar, defensas protegendo o costado. Ao iniciar o deslocamento v dando leme no sentido contrrio ao cais lentamente at ficar com a popa safa. Podemos tambm largar todas as espias exceto o espringue da popa, ir entrando com essa espia, leme contrrio ao cais e mquina adiante devagar.

    Largar do cais Com vento ou corrente pela proa

    Largar todas as espias exceto o espringue de popa manter o leme contrrio ao cais. Depois que a proa abrir o suficiente, folgar o

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  • espringue, at que a popa se afaste do cais. Largar o espringue de popa, dar mquinas adiante devagar.

    Largar do Cais com vento ou Corrente pela PopaLargar todas as espias exceto o espringue de proa. Leme na direo ao cais, ir entrando o espringue da proa. Quando a popa estiver safa, leme a meio e mquinas atrs devagar.

    Fundear Por ocasio de fundear devemos tomar certos cuidados: A escolha do local verificando a carta nutica e a mar dominante

    (enchente ou vazante);

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  • Aproximarmo-nos do local de fundeio em marcha reduzida e aproados ao vento, ou corrente se esta for mais forte;

    Chegarmos ao local de fundeio com as mquinas paradas ou os panos abafados e a embarcao com pouco seguimento ou quase parada;

    Largar o ferro, deixando-se correr uma quantidade de amarra de, no mnimo, trs vezes a profundidade do local, ao mesmo tempo em que damos mquinas atrs devagar o necessrio para ajudarmos o ferro a unhar. No devemos deixar a amarra correr livre, com a embarcao parada, para evitar que ela embole sobre o ferro, perdendo assim o seu efeito. As embarcaes, exclusivamente a vela, devem largar o ferro quando ainda com seguimento a vante, para o mesmo fim;

    Ter certeza de que o ferro unhou, sem o que a embarcao ficar a garra

    Se necessrio, recolha o ferro e a amarra e tente novo fundeio; Para evitarmos perder o ferro devemos nos habituar a fixar nele um

    cabo fino chamado arinque que agentado na superfcie por um objeto flutuante denominado bia de arinque;

    Logo que a embarcao se estabilizar no fundeadouro, fazer marcaes de pontos de terra para determinarmos nossa posio na carta. Escolher tanto quanto possvel pontos que possam ser vistos tanto de dia quanto de noite, possibilitando assim que a qualquer hora possamos verificar se a embarcao est garrando no fundeadouro ou no.

    SUSPENDER Quando vamos suspender, normalmente a embarcao estar sempre aproada direo em que se encontra o f