4 Edio - O Espectro

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Jornal acadmico online do Ncleo de Cincia Poltica.

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  • O ESPECTRO Ncleo de Cincia Poltica - ISCSP UL 4 EDIO - 20 de Janeiro de 2014

    A Poltica do Desporto Globo, 8

    Donos do Mundo

    Os Donos do Mundo o t tulo

    qu faz alusa o ao conjunto d

    pssoas lobbis, ao

    conjunto d minorias lits

    qu rprsntam dsd ha

    muito tmpo prsnas

    fulcrais m qualqur sistma

    pol tico. Ests sa o capazs d

    comandar, invitavlmnt, o

    futuro do mundo.

    ECONOMIA, 3

    CINEMA LONDRES

    A balada da

    descultura

    CULTURA, 9

    POLI TICAS

    EXTERNAS

    Do pacifismo

    GLOBO, 7

    OPINIA O

    Viemos do Nada

    GLOBO, 7

    ENSINO SUPERIOR

    Os politcnicos

    e o crescimento

    regional

    EDUCAA O, 5

    Ncleo de Cincia Poltica Ncleo de Cincia Poltica Ncleo de Cincia Poltica --- ISCSP ULisboaISCSP ULisboaISCSP ULisboa

    http://www.ncp-iscsp.com/

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  • 02 | 20 Janeiro 2014

    O ESPECTRO

    EDITORIAL

    A quipa do jornal O Espectro est pront pr continur dsnvolvr trazr-vos mais do qu tmos vindo a construir com gosto muita ddicaa o. No ano passado st projcto nfrntou pr odos conturbados, passando por dtrminadas altrao s , com muita luta ntrga d todos foi poss vl concrtizar sta plataforma, sta voz, st sonho qu dv orgulhar todos os studants d ci ncia pol tica. Esta quipa d xcl ncia tm vindo a crscr todos os dias. A ja mncionada ntrga paixa o sa o dtrminants para qu inu mras surprsas surjam st ano. Contudo, tmos a obrigaa o d agradcr por toda a fora, cr ticas acompanhamnto continuado por part dos nossos litors qu nos t m vindo a contribuir smpr para a laboraa o do nosso mlhor. Em nom d toda a quipa quro dsjar-vos um pro spro ano novo, prnchido d amor, trnura carinho, bm como d muita sau d votos d sprana para aquls qu vivm situao s d maior alvoroo nas suas vidas. No passado dia 5 d Janiro, os portuguss na o viram somnt partir um mro jogador d futbol. Eus bio da Silva Frrira foi a maior glo ria portugusa d futbol alguma vz vista a actuar m Portugal, plas cors do su club - Sport Lisboa Bnfica mas tamb m plas cors da nossa bandira cultura qu chgaram ao Mundo. O futbol na o srv apnas para s dar uns pontap s numa bola. Srv para muito mais. Tnho a consci ncia qu o sp rito d ntrajuda, companhirismo harmonia na o s aprndm com as vicissituds qu cada um d no s ncontra diariamnt. O futbol uma scola, cultura art. Exprsso dsta forma, as minhas condol ncias a maior glo ria do futbol portugu s, o mlhor jogador do mundo d todos os tmpos. Na mmo ria fica um trno profssor qu, por via da sua humildad honstidad, tantas lio s du a comunidad provou qu um futbolista val muito mais do qu s diz. D no s para vo s, tnham uma boa litura.

    Andr Henrique Rodrigues

    FICHA TCNICA

    Coordenao Adriana Corria Andr Hnriqu Vice-Coordenao Joana Lmos Coordenador de Entrevistas e Reportagens Adriana Corria Reviso Adriana Corria Cristina Santos Editor Isa Rafal Joa o Migul Silva Plataformas de Comunicao Andr Cabral Jos Salvador Cartaz Cultural Joa o Migul Silva Redao Adriana Corria Andr Cabral Gonalo Srpa Joana Lmos Joa o Silva Lu s Francisco Sousa Marta Frnands Rocio Ruiz Susana Amador Tiago Sousa Santos

    CONTACTOS Facebook: facbook.com/OEspctro Correio electrnico: jornalospctro@gmail.com Twitter: twittr.com/O_Espctro

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    ECONOMIA

    O P I NI O d e A D R I A N A C O R R E I A

    H o m e n s e M u l h e r e s : q u e I g u a l d a d e ? ascndr ou at msmo impdidas d o fazr tndo m conta a sua fort ligaa o a sfra privada ao facto das a ras d prdomina ncia fminina trm crit rios difrnts dos crit rios dos homns qu dmonstram sr muito importants causam muito impacto na sfra pu blica. Por outro lado, tmos outra qusta o: os pr mios. Os dsignados pr mios sa o um dos factors qu mais prjudica a dsigualdad, uma vz qu a mulhr aqula qu s ausnta para tomar conta dos filhos quando sts sta o donts para dar assist ncia a fam lia, a mulhr qu tira a licna d matrnidad ou a mulhr qu sai mais cdo do trabalho para ir buscar os filhos a scola. Todos sts momntos m qu a mulhr na o trabalha sa o obviamnt dscontados no sala rio. Logo, os homns acabam por rcbr mais no final do m s por uma qusta o d mnor rsponsabilidad familiar. Continua assim a assistir-s a um modlo, na o d paridad (pesr d Lei d Pridde e do sistem de quotas qu o Estado dcidiu implmntar no Dia rio da Rpu blica m 2006) mas ainda d sgrgaa o d pap is sxuais ntr homns mulhrs. Como altrar sta sgrgaa o? Mudana

    d mntalidads.

    E do snso comum qu quando falamos m discriminaa o ntr g nros sxuais, pnsamos d imdiato na clara distina o qu xist ntr mulhrs homns m va rios aspctos do quotidiano. Muitas dlas sa o considradas infriors fac aos homns, uma vz qu sa o ls qu s ncontram mais ligados a s ci ncias "pesds" e crgos de topo e de lidern. As mulhrs sa o tndncialmnt ligadas a s ci ncias sociais ao mundo da blza, da publicidad do markting no aux lio ou "assist ncia" a trciros m trabalhos d maior rsponsabilidad (secret ris ou enfermeirs, por exemplo). Falo d stro tipos criados pla socidad na o m pnsamntos, mais ou mnos, fministas ou machistas. Para al m da discriminaa o social rmtndo um pouco para o mrcado d trabalho, tndo m conta qu tm vindo a sr um tma bastant discutido nos u ltimos tmpos fac a conjuntura cono mica social m qu vivmos, dparamo-nos com a discriminaa o salarial. A discriminaa o salarial na o nada mais, nada mnos do qu uma "difrna monta ria atribu da com valors supriors para um g nro sxual com

    valors infriors ao g nro sxual oposto". Fac a discriminaa o salarial sta pod dvr-s, ntr outros factors, ao n vl d sindicalizaa o, ao baixo nu mro d mulhrs nas msas d ngociaa o aos cargos d topo srm maioritariamnt ocupados por homns. Ha mnos mulhrs intrssadas m

    DR

    O P I NI O d e A D R I A N A C O R R E I A

    D o n o s d o M u n d o

    Como st pquno dsabafo tndo como rfr ncia Jos Goms Frrira o documnta rio Donos do Mundo. Todos no s stamos stupfactos com o caminho qu Portugal tm prcorrido as dciso s tomadas para o bm (dizm ls) do nosso pquno pa s. Os mrcados, os parciros uropus, os banquiros, os conomistas tantos outros lobbis rprsntam, dsd ha muito tmpo, prsnas fulcrais m qualqur sistma pol tico qu s prz como tal. Dsd os jogos variados d intrss, a s chantagns ou a s lits - todos sts lmntos o intgram. Todavia, qum tnta combatr st sistma sta rd d lobbis fortmnt atacado convidado a sair d ond qur qu stja. Prgunto-m: Sra qu alguma vz irmos consguir vivr num modlo justo m qu as pssoas possam vivr d forma igualita ria? Chgo

    a conclusa o qu talvz o problma na o stja no modlo da socidad vignt mas sim m qum o constitui. Rfrindo novamnt Jos Goms Frrira qum govrna Portugal na o o Govrno nm somos no s (portuguss). Qum ralmnt govrna toda sta rd qu na o facilmnt dtctada idntificada. Mncionando a t tulo d xmplo os pros praticados nos nossos consumos ba sicos, como a a gua ou a luz, sts tornam-s insustnta vis m comparaa o com outras ralidads. Para al m disso, as nossas importao s na o dvm traduzir altos pros no consumo portugu s. E ncssa rio uma opinia o pu blica uma fora populacional mais fort para po r trmo a alguns dsts abusos scabrosos. Talvz sja ncssa rio comarmos a tr uma posia o mais agrssiva, talvz na o nos bast um dia d manifstaa o, talvz sts dias tnham d sr prcpcionados

    plo pro prio patronato como imprscind vis para uma mudana strutural. Na o basta mudar a forma mas o contu do d Portugal. E ssa mudana passa plo pro prio Govrno por todas as mdidas qu t m sido fctuadas, plo Prsidnt da Rpu blica qu nada tm contribu do para a dfsa da sua pa tria , pla maioria d no s qu tmos vindo a acitar st rumo d forma submissa. A poupana o invstimnto, na o so individual mas tamb m pu blico, tivram qubras significativas. Uma incapacidad gnralizada d pnsar num futuro, com vntuais prspctivas mnos boas, na o foi grada por qum scolhmos para govrnar o nosso pa s. Na o arranja mos um Plano B. Mas ainda stamos a tmpo d o concrtizar.

    20 Janeiro 2014 | 03

    O ESPECTRO

    DR

  • Dpois da altraa o dos crit rios d candidatura a bolsas d doutoramnto po s-doutoramnto qu lvaram a uma diminuia o no nu mro d candidaturas aprsntadas a Fundaa o para a Ci ncia Tcnologia (FCT), chgam agora a pu blico os dados rfrnts a s atribuio s das rspctivas bolsas. Estas sa o alvo d protsto por part da Associaa o d Bolsiros d Invstigaa o Cint fica (ABIC) dvido a rdua o dra stica d invstimnto qu classificada como uma razia sgundo dclarao s dsta msma instituia o. Dos 3416 candidatos para bolsas d doutoramnto, apnas 298 consguiram rcbr a bolsa. No caso dos po s-doutoramntos, so 233 cintistas obtivram apoio ntr 2305 candidaturas. Ests nu mros sa o dos mais baixos da u ltima d cada nos trmos d bolsas qu sa o ntrgus contrastam com o invstimnto fito nos u ltimos anos, ja qu foram dadas 2031 bolsas d doutoramnto 914 bolsas d po s-doutoramnto so no ano d 2007. Dvido a todos sts factors a ABIC prpara-s

    para ralizar um protsto junto da sd da FCT no dia 21 d Janiro a s 15 horas, rivindicando contra uma pol tica d dsinvstimnto

    d abdicaa o d dfsa dos intrsss nacionais m dtrimnto das opo s ditadas m sfras intrnacionais. Ests dados aprsntam muitas dscidas m rlaa o a 2012 mesmo contbilizndo as bolsas atribu das plo novo programa d bolsas d doutoramnto da FCT. Programa st qu atribuiu 431 bolss de doutormento gridas plas univrsidads cntros d invstigaa o das

    mais divrsas a ras, com a funa o d scolhr os alunos bnficia rios dstas ajudas. Somando sts nu mros, consgum sr contabilizados

    729 bolss tribu ds, nu mero abaixo das 1198 bolsas ntrgus m 2012. No caso das bolsas d po s-doutoramnto atribu das rgistou-s uma qubra na ordm dos 65%, uma prcntagm qu causa indignaa o a todos os candidatos. Todos sts rsultados mostram qu Portugal na o sta intrssado numa mlhoria significativa das invstigao s qu sa o

    lvadas a cabo no nosso pa s. Pod-s acitar qu xista uma ligira diminuia o no invstimnto fito dvido a cris cono mica qu lva a uma consqunt rdua o dos custos, mas num pa s qu na o muito dsnvolvido tcnologicamnt qu ncssita d dar um nfas maior na qualidad do qu na quantidad das produo s, o dinhiro tm qu sr canalizado para as invstigao s cint ficas qu proporcionam ssa tal qualidad qu muitos subsctors da conomia portugusa ja ntndram como o caminho a prossguir. Como nota final, dixo o sguint rparo: o qu ira acontcr a s candidaturas qu na o foram apoiadas aos rspctivos cintistas qu as dsnvolvram? Pois bm, para fugirm ao dsmprgo tra o qu sair do pa s procurar outras altrnativas d trabalho, ja qu Portugal na o lhs consgu dar uma plataforma para sguirm o su futuro tntar dsnvolvr a nossa ci ncia, umas das principais bass d progrsso dsnvolvimnto d um pa s.

    O P I NI O d e G O N A LO S E R PA

    C o r t e n o P r o g r e s s o

    EDUCAA O

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    04 | 20 Janeiro 2014

    O ESPECTRO

    DR

  • O P I NI O d e T I AG O SO U SA SA N TO S

    O s P o l i t c n i c o s e o c r e s c i m e n t o r e g i o n a l

    O nsino suprior polit cnico tm vindo a sr muitas vzs dscrdi-bilizado qur por prsonalidads pol ticas, qur msmo plos pro -prios alunos qu, atrav s do pro-csso d candidaturas a st grau d nsino, mostram a avrsa o d todo um pa s a sts stablci-mntos. Quando vrificamos qu, dsd o jovm d 18 anos ao Min-istro da Educaa o, xist uma linha cont nua qu assombra as institui-o s m causa, importa qustionar as razo s para tal insucsso d-

    scrna. O Ensino Suprior Polit c-nico difr (ou plo mnos dvia) do Ensino Suprior Univrsita rio por ofrcr aos alunos a oportun-idad d prossguirm os sus s-tudos numa vrtnt mais pra tica, aproximando-os assim do mrcado d trabalho. No ntanto, sta vrtnt pra tica laboral dos In-stitutos Polit cnicos tnt a dsvancr com o tmpo. Em Por-tugal, facilmnt vrificamos qu os cursos lcionados por tais insti-tuio s m muito coincidm com a ofrta das aclamadas Univr-sidads, o qu condiciona a partida o sucsso dos considrados forastiros. Na o podm comptir msmo assim batm-s para tal. Como tudo s torna clarividnt

    quando s rcorr a xmplos pra ticos, vjamos o caso d S-tu bal. A capital d distrito do maior dsrto portugu s conta apnas com uma instituia o d nsino suprior pu blico: o Insti-tuto Polit cnico d Stu bal (IPS). Sria d sprar um grand fluxo d jovns adultos d Stu -bal para aqula instituia o um rjuvnscimnto da rgia o. Es-prava-s qu o pro mais atra-tivo das propinas aliciass

    aquls qu na o consgum su-portar os mais d mil uros das Univrsidads um dsnvolvi-mnto cono mico suportado p-los quadros formados plo Polit cnico. No ntanto, o qu tanto s sprava na o o qu s vrifica. O Instituto Polit cnico d Stu -bal continua a qurr concorrr com instituio s da ta o bla Lis-boa a confrontar-s olhos nos olhos com o Ensino Univrsi-ta rio. Na o s parc uma stra-t gia via vl, nm squr parc uma strat gia m si msmo. Saindo do dsrto rgrssando a ralidad nacional, mais pro-priamnt a ralidad do Ensino Polit cnico, parc-m qu algo

    dv sr fito. As instituio s dsspram pla mudana. As cidads apontam o ddo a cn-tralizaa o oprada pla capi-tal. Lisboa prospra! Esta na altura das cidads mais p-qunas munirm-s dos sus pro prios instrumntos para s aproximarm do dsnvolvi-mnto qu tanto almjam os Polit cnicos dvm fazr part disso. A formaa o smpr grou crscimnto, smpr foi a bas

    do progrsso t cnico cint fi-co das mprsas nm assim s aprovita a componnt pra tica qu as Univrsidads na o t m qu m toria sta a cargo dos Polit cnicos. E com stas prmissas m mnt qu scrvo qu proponho uma aproximaa o dstas institui-o s a ralidad dos mrcados d trabalho das difrnts rgio s. Nst sntido aprovitar os quadros lo-calmnt formados para as mprsas localmnt sdiadas parc o mais lo gico. Mas tudo isto ncssita d uma mudana d paradigma por part das diro s das s-colas m qusta o. A mudana

    EDUCAA O

    tm d prmitir uma altraa o dos cursos qu stas scolas ofrcm, d modo a ajusta -los a s ncssidads dssas ms-mas mprsas. Na o vjo outro caminho para os Polit cnicos. Mais uma vz rgrsso ao dsrto. Mais uma vz o xm-plo facilita-m a xprssa o. Olhmos novamnt para S-tu bal para o Instituto Polit c-nico local. Como cidad costira qu , a capital d dis-trito possui nquanto x-l bris mprsarial o su porto. O Por-to d Stu bal tm vindo a crs-cr, tanto m infra-struturas como m movimntaa o d cargas atividad cono mica. Aprsnta uma ntrada stra-t gica na Pn nsula Ib rica um po lo d dsnvolvimnto para as cidads nvolvnts. Ainda assim na o xist no dis-trito uma Instituia o d Ensino Suprior qu lh forna quad-ros t cnicos. Sria d sprar uma altraa o da ofrta curricular do IPS, qu nglobass a criaa o d cursos como d Gsta o Portua ria, d Engnharia Naval, d Pilot-agm d Navios ntr tantos outros, qu mlhor srviriam o intrss da mprsa da rgia o. Esta travssia no dsr-to torna-s numa viagm m va o. Os atuais cursos parcm tr mais fama, mbora o provito sja pouco. Navgando para o plano nacional a bordo dst navio a vla, m tmpos d vnto para-do, poucos sa o os Polit cnicos qu s spcializaram m a r-as qu a sua rgia o tm capaci-dad d dsnvolvr. Cursos fcham, instituio s dclaram dificuldads d fun-cionamnto, os jovns fogm para as grands cidads nada fito para qu a comptia o ntr o Ensino Suprior Polit cnico o Ensino Suprior Univrsita rio find. Sa o difrnts as dsignao s, sa o smlhants as abordagns assim dif cil crscr.

    20 Janeiro 2014 | 05

    O ESPECTRO

    DR

  • EDUCAA O

    O P I NI O d e LU S F R A N C I S C O S O U SA

    P r o f e s s o r e s

    Por ntr as nossas a nsias natal cias constants rviravoltas qu a nossa vida nacional pssoal lva, houv um ponto qu mrc uma avaliaa o anual. Na o m rfiro ao govrno d Pdro Passos Colho ou a aus ncia d Cavaco Silva pois para tal ja xistm muitos dispostos a comntar com muito mais convica o qu u. Rfiro-m sim a atitud dplora vl dos profssors ao longo do ano d 2013, nomadamnt no qu diz rspito a avaliaa o dos profssors. O primiro motivo plo qual tal atitud foi dplora vl dvido a ss ncia, ao qu qur dizr um profssor na o fazr tal prova?. Um profssor rcusar-s a fazr tal prova dmonstra uma falta d rspito para com a sua pro pria profissa o com o pso qu acarrtam na socidad. Isto um profssor a admitir abrtamnt qu pior na sua art do qu pnsamos qu na o sa o assim ta o importants como tmos achado qu sa o. Sr avaliado na o um ataqu a honra pssoal d ningu m mas sim, simplsmnt, uma avaliaa o prio dica para garantir o bom funcionamnto da socidad do sistma ducativo. Rcusar sr avaliado um ataqu dircto a confiana dos pais da socidad num sistma qu s rcusa a dar provas do su bom funcionamnto. E, quando algu m na o qur dmonstrar algo porqu tm algo a scondr. O sgundo motivo foram os mios usados os argumntos nvrgados para dfndr tais dciso s. Os mios, nada mais foram qu puras barbaridads, xacrbao s da nossa falta d progrsso civilizacional mostras d como o homm ainda , na sua ss ncia, um sr animalsco rprimido no qual a raza o ainda na o uma ntidad suprma. Em todos os jornais dsd O Sol at ao Dia rio d Noticias, vmos rlatos d profssors a bloquarm as ntradas para impdir os sus colgas d ntrarm, a quimarm provas, a spzinharm tsts, a batrm com msas cadiras ntoando ca nticos d Vrgonha, Vrgonha da c lbr Gra ndola Vila Morna. Uma imag tica qu rlmbra as tribos africanas apo s uma

    caada, a volta da foguira ou at msmo as cano s das tribos zulus com o objctivo d tntar prsuadir o su oponnt da contnda. Outro ponto a ralar um dos argumntos qu, na minha prspctiva, consagra-s o mais tra gico com o qual m dpari ao fazr alguma psquisa sobr st assunto. A poira ainda na o assntou, nst prciso momnto ha manifstaa o tntativa d invasa o do Minist rio da Educaa o. Mas poss vl afirmar qu m muitos locais d nort a sul, do intrior ao litoral, a prova na o s ralizou Dvido a grv, a prssa o dos piquts, porqu fizram barulho, porqu convncram os colgas, porqu invadiram as salas Porqu usaram todos os mios ao su dispor para, d facto, vncr a batalha sa o as palavras a qu m rfiro qu m dixam stupfacto. O voca bulo d gurra militarismo, o arca smo d filosofias agrssivas d puro fascismo ou d utopia comunista tais como invasa o! Grv, barulho, prssa o! Vncr a batalha!. Um voca bulo na o

    digno d uma socidad dmocrata. Outro qu transmit uma inoc ncia ingnuidad incomprns vl : Eu ja fui avaliada na univrsidad, o stado dpositou m mim confianas para ducar. Estou no sgundo ano d um curso d tr s o Estado m mim apnas dpositou procupao s rugas. Achar qu por concluirmos um curso (mio pago plo Estado) tmos d tr um mprgo no Estado, garantido plo Estado, sm qualqur fiscalizaa o admitirmos a nossa total inutilidad como srs individuais, toda a filosofia hgliana do na o valor do indiv duo acharmos qu tudo dv sr-nos dado, indpndntmnt d qum no s somos. Os profssors no dcorrr d um ano xtrmamnt pol mico, no qual tinham a possibilidad d rcuprar alguma da dignidad qu sta nobr profissa o tm prdido com o passar do tmpo, apnas consguiram dngrir ainda mais o su nom, dfndidos por um grupo d contstata rios irriso rios qu iradamnt aplaud sta parada d dboch infantilidad.

    J CONHECES O JORNAL ECONMICO 1911?J CONHECES O JORNAL ECONMICO 1911?J CONHECES O JORNAL ECONMICO 1911? www.1911.ptwww.1911.ptwww.1911.pt

    06 | 20 Janeiro 2014

    O ESPECTRO

    DR

  • GLOBO

    O P I NI O d e S U SA N A A M A D O R

    D o P a c i f i s m o

    xistnts no intrior do Ex rcito. No antigo quartl do Ex rcito Nacional foi constru do um cntro cultural. A Costa Rica tornou-s, assim, num pa s livr d conflitos. Tv um avano significativo a n vl da sau d da ducaa o.

    Com os corts nas dspsas militars, o oramnto pod dar mais atna o a a ras como a sau d a ducaa o. A sprana m dia d vida situa-s nos 78 anos, a taxa d alfabtizaa o d 96,3%. A n vl xtrno, a Costa Rica tm apostado no multilatralismo na diplomacia m todas as frnts, optando por uma via d rsolua o d conflitos muito difrnt da comum. O papl pacifista costa-riqunho tm sido rconhcido pla comunidad intrnacional. O Tribunal Intr-Amricano dos Diritos Humanos a Univrsidad para a Paz, implmntada pla ONU, situam-s na capital costa-riqunha, San Juan. Tamb m o

    Panama , sguindo o xmplo da Costa Rica, aboliu o su x rcito m 1989. No ntanto, a Am rica Latina continua a sr um local d muita instabilidad, o qu pod trazr ntravs a prosscua o da via pacifista costa-riqunha. Quando pa ss circundants s ncontram a braos com gurrilhas armadas problmas com o narcotra fico, dif cil para a Costa Rica mantr-s abstra da d problmas transfrontirios naqula rgia o. Por nquanto, v -s a Costa Rica como um xmplo a sguir, como um avano para a Humanidad. E a min ncia d uma possibilidad qu pod sr plaus vl num futuro, m qu s privilgi a diplomacia sobr o rcurso a s armas.

    Numa das zonas mais insta vis do mundo ncontra-s o primiro pa s do mundo sm x rcito, a Costa Rica. D acordo com o Happy Planet Index, este e tamb m o pa s ond as pssoas sa o mais flizs. Aprsnta mais rsrvas naturais prtnd dixar d sr dpndnt do carva o at 2021, d forma a adoptar uma forma d nrgia mais limpa. Ha 65 anos qu a Costa Rica dissolvu o su x rcito. No dia 1 de Dezembro de 1948, o Prsidnt Frrr anunciava a dissolua o do Ex rcito Nacional, pois considrava qu a sgurana do pa s consguia sr assgurada plo corpo policial. Esta dcisa o acontcu dpois d um pr odo m qu a Costa Rica s viu nvolvida num conflito d gurrilhas,

    Vimos do nada. Sa mos da gruta subimos a montanha. Dscmos ao val, passa mos o rio conquistamos o outro lado. Invnta mos a roda. Domstica mos animais mtmo-los m jaulas. Da gruta fizmos casa, da casa fizmos aldia, da aldia fizmos cidad, das cidads fizmos Estado d Estado fizmos civilizaa o. Cria mos rligio s culturas. Invnta mos a Mdicina, as ci ncias xactas, as ci ncias sociais. Constru mos castlos as armas para lutar por ls. Invnta mos ma quinas fomos subjugados por las. Invnta mos o comboio, o carro, o avia o. Cria mos ods, popias, pomas livros maiors qu o Homm. Cria mos o Blus, o Sporting. Invnta mos o computador, fomos a Lua, cria mos a intrnt. Condnsar, num para grafo, os grands avanos invno s, o progrsso maior disto qu a Humanidad um sforo

    imposs vl porqu a Humanidad ja foi capaz d grands gloriosos fitos. Dizr apnas uns vai rsultar no rro d ficar alguma coisa por dizr. E ficou. Mas adiant. Uma das caractr sticas primordiais da condia o humana a sua prfctibilidad. No s sta vamos vivos sauda vis vivndo com o pouco das primiras socidads. Mas o homm quis mais. E qur smpr mais. Foi capaz d voluir, d criar, d dstruir, d invntar, d dsnvolvr, d tudo. Com tanto progrsso com tanta margm para o progrsso, o facto d xistirm ainda crianas com fom, adultos a srm cnsurados idosos sm cuidados d sau d na o faz sntido. E absolutamnt contradito rio o lvado stado d dsnvolvimnto d uns pa ss o d atraso d outros,

    as xclnts condio s d algumas pssoas a mis ria d outras. A naturza stablcu-nos a todos iguais, no s institu mos a dsigualdad.

    A xplicaa o da -nos Roussau: () s vmos um punhado d ricos podrosos no topo das grandzas da fortuna, nquanto a multida o vgta na obscuridad na mis ria, porqu os primiros so aprciam o qu dsfrutam quando os outros disso sta o privados, qu, sm mudana

    d stado cssariam d sr flizs so porqu o povo dixava d sr misra vl. Est ra para sr um txto sobr Aril Sharon. Pnsi dpois nas suas v timas, qu, por stas, na o m ia dar ao trabalho d m focar na prsonalidad d um assassino. Os sus actos contra os homns sa o crims contra a humanidad. Por isso, scrvi sobr sta, d uma manira gral, amb gua abstracta qu dcrto ficara a dvr a qualidad. Mas a vrdad qu o homm invntou a linguagm para s podr quixar. Prdom-m a auda cia d altrar tmas, mas na o prdom, nunca, a Sharon aquls qu, como l, pintam no livro glorioso da Humanidad as pa ginas mais ngras a cor d sangu.

    O P I NI O d e J O O S I LVA

    E s t e e ra u m t e x t o s o b r e A r i e l S h a r o n

    20 Janeiro 2014 | 07

    O ESPECTRO

    DR

    DR

  • GLOBO

    O P I NI O d e J O A N A L E M O S

    A p o l t i c a d o d e s p o r t o

    Jogos Ol mpicos tm d, no fim, dmonstrar um saldo positivo isso vidnt m pa ss como a China, ntr outros, plas va rias histo rias tstmunhos d atltas sancionados plos maus rsultados nas va rias provas. Nunc misturr futebol e pol tica o qu s aconslha mas quas imposs vl na o pnsar qu os partidos fazm um aprovitamnto pol tico dos momntos d glo ria dsportiva aparcndo nos momntos-chav para congratular para dar a cara

    como patrocinador do sforo dos atltas m prova ganhando tmpo d antna visibilidad. Apsar d parcr maldoso at maquiav lico, quas imposs vl na o pnsar qu as u ltimas afirmao s louvors do PSD, CDS PS s rsumiam a vr qum ganhava 6 milho es de compixo es, 6 milho s d votos. Instintivamnt, as massas aprcbm-s da importa ncia do dsporto dos Jogos Ol mpicos para um pa s, na o prcisando d sr vrsados m Ci ncia Pol tica ou msmo m Sociologia, mas apnas sntindo a humilhaa o do fracasso quando os sus compatriotas prdm, criando atituds comportamntos advrsos a qum os vncu, ou sntindo glo ria

    suprioridad quando sam vncdors d uma prova. Sntm qu o su povo , d uma forma ou outra , plo mnos m crto aspcto, suprior ao su vncido. E por isto msmo, qu ao longo dos anos muitos grupos qu s ocupam d fazr frnt aos rgims qu considram pouco dmocra ticos, corruptos ou insns vis aos aplos a s ncssidads das massas, como tm ocorrido no Brasil dvido ao dspsismo m sta dios qu contrasta com a pobrza falta d pol ticas

    pu blicas qu mlhorm a vida das populao s. Embora a Carta Ol mpica pro ba a manifstaa o organizadas d opinio s pol ticas, sa o va rios os grupos qu ao longo dos anos t m aprovitado sts momntos d grand visibilidad mdia tica para fazrm valr a sua voz para mostrarm ao mundo qu os pa ss qu acolhm os Jogos t m fragilidads qu na o podm sr ncobridas com mdalhas/lugars d po dio coroas d louro. O u ltimo dos xmplos vm da Ru ssia, ond no pro ximo dia 7 d Fvriro comara o os Jogos Ol mpicos d Invrno, m Sochi, qu apsar d trm mnos visibilidad qu os Jogos Ol mpicos d Vra o t m

    uma grand importa ncia para o pa s ond as clivagns, muitas vzs ocultas, qu prolifram pla Ru ssia plos pa ss vizinhos, qu va o dsd os diritos humanos a tnso s militars com nao s vizinhas dsprtaram. Um dos casos mais gritants o da li anti-gay aprovada ainda no passado ano, qu pun com prisa o sob scrut nio da pol cia todos aquls qu s atrvrm a fazr qualqur tipo d propaganda homossxual a mnors. Isto na o so lvantou uma onda d protstos a n vl nacional como ainda a n vl intrnacional, pondo m causa o nom do pa s quando st mais prcisa qu l sja glorificado quando ncssa rio mantr a ordm para lvar a bom porto os Jogos Ol mpicos. O Ministro do Dsporto Russo chgou msmo a admitir m pu blico qu sta li, d Junho d 2013, dvria tr sido aprovada apnas dpois da ralizaa o dos Jogos Ol mpicos, tmndo na o so o impacto, qu diz tr sido imposs vl d calcular, qu causou no Ocidnt mas tamb m o prju zo pol tico qu podra trazr. Afirmou qu a Ru ssia sta a ganhar fora m divrsas a ras, inclusiv no dsporto () ningu m qur isso, dando a ntndr qu o Ocidnt prtnd uma Ru ssia fraca, sm notoridad. O Prsidnt do Comit Ol mpico Intrnacional, Thomas Bach, tm criticado os boicots os aplos a manifstao s, nomadamnt no su discurso na ONU quando afirmou qu contradizm o sp rito do dsporto. Mas o qu parc squcr-s qu sta, tal como todas as dio s antriors, nvolvm ambio s pol ticas msmo qu sjam inconscints , como tal, imposs vl dissociar stas duas dimnso s qu, sja para o bm, como acontcu no Mundial d Rugby m 95, ou para o mal, como no famoso Massacr d Muniqu

    A pol tica actual dpnd do spcta culo para sobrvivr cada pa s tm o dirito d dmonstrar a sua vitalidad fora pol tica no grand momnto dsportivo qu sa o os Jogos Ol mpicos, ond tm a oportunidad d ganhar notoridad m va rias modalidads dsportivas. Quanto mais mdalhas, maior a fora mdia tica. Na pol tica, como afirma o socio logo do dsporto, Anto nio da Silva Costa, as manifstao s rituais sa o importants porqu las prmitm a actualizaa o dos mitos qu agrgam o povo criam a sua idntidad, na o dixando qu dla s dsvincul. E important ganhar, important marcar na o so prsna, mas mais important, um lugar no po dio qu d a s massas um motivo d orgulho no su sistma pol tico qu aqul qu acaba por criar as condio s para os vito rias a qum dvm star gratos por lvarm a Naa o. Os mitos ligam-s a sprana no dsporto, assim como na pol tica, a sprana fulcral sonhar positivo porqu como ritrou Anto nio da Silva Costa, o dsporto tm uma funa o do tipo uto pico plo qu ajuda os indiv duos a xprssarm as potncialidads qu a ralidad tima m suprimir fazndo-os sntir mlhor consigo msmo. Prcb-s o porqu d o dsporto sr na o so o o pio do povo mas tamb m muito mais podroso qu a pol tica, sndo por isso qu sta o utiliza para fazr passar a mnsagm qu lh bn fica. A pro pria pol tica um jogo, como o confirmam as va rias torias dos jogos, plo qu fa cil vr todas as smlhanas m trmos d tntativa d conquistar rtornos positivos das aco s d cada actor, tanto nos atltas como nos pol ticos. Todo o sforo posto pla class pol tica na organizaa o dos

    08 | 20 Janeiro 2014

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  • Ru ssia na o rspita as suas ambio s sparatistas os dsjos da criaa o d um Estado isla mico no Ca ucaso Nort qu st totalitarismo da Fdraa o Russa no qu concrn a autodtrminaa o dos povos tm d sr suprimido. Ests sa o alguns dos xmplos qu xplicam facilmnt o uso do dsporto como um mio para alcanar um fim pol tico,

    m 72, s complmntam xplicam. As tnso s militars do Ca ucaso nort sa o tamb m motivo d alarm para a prosscua o dstas olimp adas o xmplo foi dado ainda m 2013, quando m Volvogrado uma mulhr qu s pnsa prtncr a grupos isla micos xtrmistas sparatistas s fz xplodir lvando consigo vidas inocnts.

    Os spcialistas m strat gia apontam sts atntados como tntativas d boicot tmm srm apnas amaas d um ataqu m larga scala. Ainda qu nnhum dos grupos xistnts tnha rclamado o sucsso do atntado, a vrdad qu s sab qu sa o sts qu actuam para manchar o nom russo qu aprovitam o mbal mdia tico para mostrar ao mundo qu a

    tanto dos pa ss grupos insurgnts qu tntam impdir a ascnsa o do podr da Ru ssia, como da pro pria pot ncia qu tnta rssurgir apo s o colapso qu ditou o fim da Gurra Fria qu rlmbram qu toda a aca o humana uma aca o pol tica.

    CULTURA

    Prdu-s a sprana. O cinma Londrs na o tra a oportunidad d rssuscitar ao trciro dia, ao trciro m s ou ao trciro ano. Nm nquanto cinma, nm nquanto outro formato qualqur, qu nos possibilit consumir aquilo d qu hoj m dia tmos fom, sm nos aprcbrmos, pla fom do pa o qu nos suplanta a ncssidad da cultura. O Cinma Londrs, qu ncrrou a crca d um ano, foi um dos spaos mais conhcidos qu ajudou a compo r o panorama do fno mno do s culo XX dos cinmas urbanos lisbotas. Agora, virado o s culo, vai ajudar a compo r o panorama d um dos maiors fno mnos do s culo XXI, a orintalizaa o do com rcio intrnacional. Modrnics. Na o qu m caus grand chatic vr o spao a abrir novamnt nquanto uma loja

    d produtos asia ticos afinal, ond achar amos no s alicats, couvs, piaabas r ml para os olhos, tudo confinado no msmo spao, sm os aborrcimntos das filas das grands suprf cis comrciais s na o numa loja dos chinss? Da jito, pois da . E o cinma faz falta. Pois faz. No qu ficamos? No Pragmatismo ou na ncssidad? O Cinma Londrs foi um dos

    bons s mbolos da cultura portugusa da modrnidad da art, quando ainda ra considrado modrno vr um film. Fz part daqul lqu d lit cinmatogra fico composto por salas como o Estu dio 444 ou o Calidosco pio, qu nos anos 70 se encrregvm quse com xclusividad d mostrar films aos portuguss. Foram os primo rdios da familiarizaa o com o cinma

    O P I NI O d e A N D R AL M E I D A C A B R AL

    A B a l a d a d a D e s c u l t u ra

    as origns consrvam-s. Ou assim, plo mnos, dvria sr. Qum o matou? Apostaria no capitalismo por mais vrmlho qu isso possa soar. O gosto plo dinhiro plo consumo m dtrimnto do gosto plos costums pla tradia o, plo simbolismo por tudo o rsto qu faria d no s mais sauda vis nquanto indiv duos, lva indirctamnt a tristzas dsta ordm. O dinhiro qu srv para rvitalizar bancos para gastar m suprf cis comrciais o msmo, logo, na o pod chgar para tudo. E uma qusta o d prfr ncias. So gostava qu na o dixa ssmos morrr o qu nosso com a msma vontad qu na o dixamos morrr o qu na o . Assim morr a idntidad, aos poucos, sm ningu m lh dar muita importa ncia .

    segue-nos no

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    20 Janeiro 2014 | 09

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  • 10 | 20 Dezembro 2013

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    O P I NI O d e RO C I O R U I Z

    N u e va l e y Fe r n n d e z

    600.000 . La nuva ly s adma s un claro ataqu hacia los movimintos socials qu han surgido n l pa s dsd qu comnzara la crisis cono mica n l an o 2008 y hacia las movilizacions socials qu a trav s d llos s han llvado a cabo n los difrnts puntos dl trritorio span ol. Algunos d los art culos dl antproycto ma s criticados son los rlativos a lo comntado antriormnt, al intnto d criminalizacio n y d pnalizacio n cono mica d aqullas prsonas qu son socialmnt activas y qu tanto molstan al gobirno dl Partido Popular como llvan dmostrando dsd qu llgaran al gobirno l pasado an o 2011. Como jmplo d llo sta n la pnalizacio n d la pusta n marcha d los conocidos como

    scrachs qu podra n sr considrados como faltas gravs, as como tambi n pudn sr considradas d st modo las manifstacions frnt al Congrso, aunqu los parlamntarios no s ncuntrn runidos n s momnto, o tambi n l hcho d qu prsonas qu s manifistn con gorra o con prndas qu tapn part d su

    rostro pudan sr sancionadas tambi n d sta forma. Es vi-dnt con todo llo, y stos son tan solo algunos jmplos, dl intnto d rprsio n qu l go-birno prtnd llvar a cabo contra aqullos qu luchan n las calls por finalizar con l r gimn oprsivo y antisocial qu l partido popular sta ra-lizando dsd qu llgara al po-dr.

    Parc qu st virns s va a llvar a cabo la aprobacio n dl nuvo Antproycto d Ly so-br Sguridad Ciudadana n l pro ximo Consjo d Ministros qu sustituira a la conocida co-mo ly Corcura qu s apro-bo n 1992 y qu toma l nom-br dl ministro socialista qu llvo a cabo la ly n s mo-mnto Jos Luis Corcura. Est hcho, dbido al contnido claramnt rprsivo dl qu consta l nuvo antproycto, ha supusto un gran malstar n amplios sctors socials span ols. La antigua ly Corcura qu s prtnd drogar constaba d 39 rt culos, el ctul const de 55. L nterior preve tn solo 10 infrcciones ctlogds como muy gravs, mintras qu l nuvo antproycto duplica sta cifra hasta llgar a las 21, las cuals stara n pnalizadas con multas d ntr 30.000 y

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  • Podemos considerar a religio islmica como uma religio violenta? Qualqur rligia o xistnt na o prtnd fomntar a viol ncia a rligia o isla mica na o xcpa o. No Alcora o, livro sagrado dos muulmanos, na o xist nnhuma nota vocacionada para o uso da viol ncia, ants plo contra rio. O grand problma sta na intrprtaa o qu os fundamntalistas fazm da Sunna (tudo o qu Profta fz, diss ou consntiu qu s tornou li). Dpois d uma batalha, Maom diss aos sus Companhiros qu sts tinham d ralizar, a partir daqul momnto, uma luta intrior m busca da f prfita (jihad). Por m, os fundamntalistas os

    trroristas intrprtam-na como gurra, mais conhcida como A Gurra Santa qu prtnd impor dfndr o Isla o atrav s do uso da fora. Quais so as origens do fundamentalismo islmico? Podmos ncontrar a origm da palavra fundamntalismo, no in cio do s culo XX, nas crnas protstants nos EUA. O fundamntalismo isla mico tv o su boom no s culo XX, a partir d 1928, com a criaa o da Irmandad Isla mica cujo fundador foi Hassan al Banna. Esta organizaa o tinha como principal objctivo rducar a populaa o g pcia (qu, sgundo o su fundador, stava a dsviar-s do

    vrdadiro caminho da rligia o isla mica) , mais tard, dificar no Egipto um Estado Isla mico no qual a Sharia foss a li oficial. Existe alguma diferena entre terroristas islmicos e fundamentalistas islmicos? Exist bastant important distinguirmos sss dois. Enquanto os trroristas isla micos sa o considrados fundamntalistas, sts podm na o sr trroristas. Ao dfndrm os fundamntos da f isla mica, na o dfndm igual obrigatoriamnt o uso da viol ncia. Os Budistas no Sri Lanka com Dharmapala sa o um xmplo fulcral do pacifismo ao n vl da propagaa o rligiosa. Ja os trroristas isla micos t m objctivos mramnt pol ticos como o drrub do modlo ocidntal a criaa o d um govrno isla mico mundial. Quais so os principais grupos terroristas islmicos? Os mais importants mais conhcidos sa o: Al- Qada, Hamas (Palstina), Hzbollah (Libano), Brigadas d Ma rtirs Al- Aqsa (Plestin) e Jihd Islmic (S ri). Como so vistos os terroristas islmicos por outros muulmanos? Muitos dsts trroristas sa o vistos como Ma rtirs no

    mundo isla mico pois da o a sua vida por Allah (Dus), da o o corpo a vida, m actos d amor ou coragm, pla rligia o. Mas claro qu tamb m xistm muulmanos qu rprovam duramnt as mdidas xtrmistas utilizadas. O nmero de crentes islmicos tem tendncia para aumentar ou diminuir? O Isla o passou a tr uma maior visibilidad com o atntado 11 d Stmbro d 2001. Ate dt hvi ind uma considra vl ignora ncia m rlaa o a st fno mno a sta rligia o. Est atntado foi dcisivo para a viragm das pol ticas d sgurana m muitos Estados, principalmnt nos Estados Unidos. Surprndntmnt com st fno mno, o nu mro d crnts a convrtrm-s ao Isla o aumntou significativamnt no mundo , principalmnt nos EUA. Uma das poss vis causas dv-s ao conhcimnto mais aprofundado dsta rligia o , por consguint, a convrsa o torna-s natural. Os crnts convrtm-s porqu s sntm idntificados com a rligia o, os sus fundamntos, princ pios crnas.

    Uma das grands qusto s mundiais qu s lvantam a raza o pla qual xistm tantas bombas, tanto sangu tantas morts m prol da rligia o qu dvria implantar a paz o amor. Para tntar ncontrar algumas rspostas, a Profssora Trsa Almida Silva, do Instituto Suprior d Ci ncias Sociais Pol ticas, foi a pssoa scolhida.

    20 Janeiro 2014 | 12

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    ENTREVISTA

    Fundamentalismo islmico sob o olhar da Professora Teresa A. Silva

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    CONFERNCIA A Singularidade do Holocausto no contexto do Genocdio

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