42 | junho 2011

Download 42 | Junho 2011

Post on 23-Mar-2016

215 views

Category:

Documents

3 download

Embed Size (px)

DESCRIPTION

O Jovem, jornal oficial da Juventude Popular da Maia. www.jpmaia.com

TRANSCRIPT

  • [4] [8] [12]

    A privatizao da RTP voltou a ganhar destaque na agenda poltica nos

    ltimos tempos. Nesta edio, propomos-te que tomes conhecimento dos

    vrios argumentos e das vrias posies para esclareceres a dvida: afinal,

    deve a RTP ser privatizada ou manter-se sob tutela pblica?

    [18]

    A Juventude Popular da Maia realizou mais uma tertlia na sua sede. Desta vez, falou-se dos Desafios da nova Legislatura, com o deputado do CDS-PP eleito pelo Porto, Joo Pinho de Almeida.

    H pouco mais de dois anos, fechou um ciclo de 16 anos de militncia na JP. Hoje, deputado Assembleia da Repblica, membro da Comisso Executiva do CDS e promete dar muito que falar no futuro.

    No dia 5 de Junho, os portugueses foram chamados s urnas para escolher a nova composio do Parlamento portugus, dando legitimidade a PSD e CDS-PP para governar. Fica a saber tudo sobre o dia em que Portugal mudou de vida.

  • Se h coisa em que a esquerda

    reconhecidamente superior direita,

    na capacidade de se reclamar guardi da

    virtude e exemplo impoluto de

    moralidade. Uma das manifestaes

    mais tradicionais desse complexo de

    superioridade a crena de que as

    preocupaes existem apenas na

    humildade e compaixo de uma pessoa

    de esquerda, esquecendo que as

    mesmas no exigem solues emanadas

    de um corao condescendente, mas

    que as mesmas devem ser encontradas

    por uma cabea consciente.

    O erro est, obviamente, na percepo

    de que as preocupaes em matria

    social devem estar sustentadas na

    crena insofismvel na capacidade de

    um estado social que d tudo apesar

    de ser um todo feito das partes de cada

    um de ns e no deve pedir nada em

    troca nem sequer um sentido de

    racionalidade e eficcia produzidos por

    uma efectiva justia social. esquerda,

    acredita-se que qualquer viso diferente

    da sua, configura, automaticamente,

    um buraco negro cheio de nada.

    A convico esquerdista de que as

    preocupaes sociais so sua

    propriedade, tem-se sedimentado

    tambm por falta de comparncia da

    direita. Impotentes contra o mito atrs

    descrito ou receosos das acusaes

    acfalas de liberalismo com prefixo

    dbio e adjectivao que no se ficam e

    tom agressivo e reprovador, muita

    direita tem optado por no questionar o

    status quo e copiar ou prosseguir as

    ms prticas que vm sendo uma

    realidade sombra da asa protectora do

    estado e que, sua conta, a levam a

    ficar cada vez mais depenada.

    Foi por isso que, nessa matria, o

    manifesto eleitoral do CDS representou

    uma lufada de ar fresco. O CDS optou

    por desfazer a tradio de que a direita

    no se preocupa com estas questes

    dedicando uma parte substancial do seu

    manifesto a esta matria; e, finalmente,

    fugiu das prticas incipientes do

    costume, das certezas absolutas e dos

    preconceitos inquestionveis. As

    palavras do nosso entrevistado nesta

    edio, Adolfo Mesquita Nunes, servem

    bem para resumir a viso do CDS sobre

    as questes sociais: "o Estado s tem de

    estar onde a sociedade no consegue e

    no a sociedade que s deve estar

    onde o Estado no consegue".

    Foi por isso que desagrado que

    constatei que nem todos os

    preconceitos foram atirados para trs

    das costas. Na hora de o CDS se afirmar

    como um partido de direita que d

    ateno questo social, com ideias

    diferentes, mais eficazes do ponto de

    vista prtico e econmico, a opo

    passou por embarcar nos mitos que a

    esquerda usa, e proclamar o partido,

    nesse tipo de matrias, esquerda do

    PSD. Perdeu-se uma boa oportunidade

    para desfazer falsas convices; mas o

    essencial foi conseguido e, por isso, o

    CDS est de parabns.

    PGINAS 3 E 4

    PGINA 3

    PGINA 6

    PGINA 8

    PGINA 12

    PGINA 18

    PGINA 26

    EDITORIAL

  • No passado dia 18 de Junho, a

    Juventude Popular reuniu os seus

    conselheiros nacionais na cidade de

    Leiria. Este Conselho Nacional foi

    marcado comum fim muito especfico

    e especial, que passava pela marcao

    do XVIII Congresso Nacional da

    Juventude Popular, uma vez passado

    o perodo eleitoral em que a estrutura

    se envolveu empenhadamente em

    todo o pas e que no permitiu que a

    reunio magna da Juventude Popular

    ocorresse na altura mais desejvel.

    Desta forma, aps discusso

    relativamente ao regulamento do

    Congresso

    Congresso, o mesmo foi aprovado,

    com algumas alteraes relativa-

    mente ao que habitualmente

    adoptado, por sugesto de um grupo

    de militantes e aprovao da maioria

    dos conselheiros nacionais. O mesmo

    regulamento definiu que o Congresso

    ser realizado no fim-de-semana de

    23 e 24 de Julho.

    O local onde o Congresso ser

    realizado est ainda por definir pela

    Comisso Organizadora, da qual

    faz parte o Presidente da conce-

    lhia da Juventude Popular da

    Maia, Manuel Oliveira.

    (Ao final de um ms a pensar nos

    factos mais relevantes da poltica

    maiata depois das tertlias da JP Maia,

    cheguei a esta concluso.)

    Lidador Por terras de

    CONSELHO NACIONAL RENE EM LEIRIA

  • Dando sequncia s tertlias que vem

    levando a cabo na sua sede concelhia,

    a Juventude Popular da Maia voltou a

    receber num evento de sua iniciativa o

    deputado do CDS eleito pelo Porto e

    antigo Presidente da Juventude

    Popular, Joo Pinho de Almeida.

    Desta vez, o tema, que no podia ser

    mais pertinente. Numa noite de

    temperatura amena, a discusso

    sobre os Desafios da Nova

    Legislaturas no podia ter sido,

    tambm ela, mais agradvel.

    Joo Almeida comeou por realar o

    carcter extraordinrio da legislatura

    que agora comea e os desafios que

    ele prope a quem vai ter uma

    actividade parlamentar. Congra-

    Congratulando-se pelo resultado das

    ultimas eleies, e com o Governo

    delas resultante, o orador destacou o

    facto de as ltimas legislativas terem

    tulando-se pelo resultado das ultimas

    eleies, e com o Governo delas

    resultante, o orador destacou o facto

    de as ltimas legislativas terem

    terminado com o mito de que, em

    Portugal, o futuro era da esquerda".

    Determinado em cumprir aquele que

    diz ser um dos principais papeis de

    cada deputado, cumprir os

    compromissos estabelecidos inter-

    nacionalmente e ajudar a criar as

    condies para a recuperao do pas,

    Joo Almeida entende que nesta

    legislatura todos tero de ser capazes

    de fazer de Portugal um exemplo

    escala europeia. "A Europa precisa de

    um caso de sucesso, disse

    o deputado do CDS-PP.

    Como um dos grandes desafios para

    os prximos quatro anos, o entretanto

    eleito Vice-Presidente do Grupo

    OS DESAFIOS DA NOVA LEGISLATURA, COM JOO PINHO DE ALMEIDA

    Como um dos grandes desafios para os

    prximos quatro anos, o entretanto

    eleito Vice-Presidente do Grupo

    Parlamentar do CDS-PP referiu a

    reviso constitucional, que deve ser

    aproveitado para proceder s

    alteraes mais prementes.

    Por fim, Joo almeida referiu ainda que

    o poder de fiscalizao do Parlamento

    no se esgota no Governo. essencial

    os deputados estarem nas regies e

    nas autarquias", referiu o deputado que

    tem por hbito cumprir essa funo

    com distino, o que mais uma vez

    ficou provado com a sua total

    disponibilidade para participar em mais

    um debate de interesse pblico da

    Juventude Popular da Maia.

  • Ban Ki-moon foi reeleito para o cargo

    de Secretrio-geral das Naes

    Unidas formalmente na reunio

    do Conselho de Segurana de 17

    de Junho e oficializado pela

    Resoluo 1987 do Conselho de

    Segurana tendo a eleio sido

    unnime entre os membros de

    Conselho e, consequentemente,

    pela Assembleia Geral das Naes

    Unidas. O segundo mandato s

    comear dia 1 de Janeiro de 2012

    e prolongar-se- at ao final de

    2016. O resultado da eleio era

    antecipado pelo facto de se ter

    confirmado que Ban Ki-moon seria

    candidato nico corrida pelo lugar

    que desempenhou nos ltimos

    4 anos e que foi reconhecido

    pela unanimidade do apoio,

    que at recebeu (no oficialmente,

    da Coreia do Norte.

    pela voz de Robert Gates, sempre

    mostrou reticncias a um ataque

    que at recebeu (no oficialmente,

    da Coreia do Norte.

    Nos EUA, e com o Presidente Obama

    a garantir que ser o candidato

    Democrata Presidncia sem grandes

    complicaes, os media comeam a

    centrar-se na corrida Republicana para

    apurar o candidato que, em

    Novembro de 2012, confrontar

    Obama na luta pela Casa Branca. Mas

    a silly season comeou mais cedo

    nos EUA com o espectculo ridculo

    que so as prestaes dos candidatos

    republicanos ao cargo. Os candidatos

    mais consensuais na corrida tm sido

    muito fracos e o ridculo j chegou

    campanha. Com nomes como Rick

    Santorum, Herman Cain, Tim

    Pawlenty ou Michele Bachmann

    (espera-se que Sarah Palin formalize a

    campanha que est a fazer h meses),

    nomes como Mitt Romney parecem

    supra-sumos da poltica em

    comparao. O GOP est

    (espera-se que Sarah Palin formalize a