3 simulado enem (sbado)- gabarito comentado

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  • 1. SARTRE COC 1 O SIMULADO INSTRUO: Para responder s questes, identifique APENAS UMA alternativa correta e marque a letra correspondente na Folha de Respostas. CINCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS 01. O texto abaixo reproduz parte de um dilogo entre dois personagens de um romance. - Quer dizer que a Idade Mdia durou dez horas? Perguntou Sofia. - Se cada hora valer cem anos, ento sua conta est certa. Podemos imaginar que Jesus nasceu meia-noite, que Paulo saiu em peregrinao missionria pouco antes da meia- noite e meia e morreu quinze minutos depois, em Roma. At as trs da manh a f crist foi mais ou menos proibida. (...) At as dez horas as escolas dos mosteiros detiveram o monoplio da educao. Entre dez e onze horas so fundadas as primeiras universidades. (Adaptado de GAARDER, Jostein. O Mundo de Sofia, Romance da Histria da Filosofia. So Paulo: Cia das Letras, 1997.) O ano de 476 d.C., poca da queda do Imprio Romano do Ocidente, tem sido usado como marco para o incio da Idade Mdia. De acordo com a escala de tempo apresentada no texto, que considera como ponto de partida o incio da Era Crist, pode-se afirmar que: a) as Grandes Navegaes tiveram incio por volta das onze horas; b) a Peste Negra teve incio um pouco antes das dez horas; c) o Islamismo comeou a ser propagado na Europa no fim da Idade Antiga; d) as peregrinaes do apstolo Paulo ocorreram aps os primeiros 150 anos da Idade Mdia; e) o fim da Idade Mdia foi por volta de 15 horas, menos 10 minutos. 02. Os belgas no se entendem entre si e j se teriam separado em pases diferentes no fosse o seu rei e, mais recentemente, a adoo de uma forma de governo federativa, em que a Valnia, Flandres e Bruxelas tm grande autonomia poltica e administrativa em relao ao governo nacional, alm do surgimento e fortalecimento da Unio Europeia, que faz com que os belgas se sintam cada vez mais membros de uma comunidade europeia multicultural e multilngue, e menos belgas, o que ajuda a diluir seus antagonismos internos. (Ricardo Coelho. Os franceses. So Paulo: Contexto, 2007.) A compreenso da situao relatada no texto e representada em termos espaciais no mapa somente possvel a partir da distino entre os seguintes conceitos importantes para as Cincias Humanas: a) territrio nacional e soberania poltica; b) regime de governo e autonomia cultural; c) estado territorial e identidade nacional; d) representao poltica e integrao econmica; e) religio oficial e reconhecimento internacional. 03. A conquista e a colonizao da Amrica no estavam unicamente ligadas ao processo de expanso mercantilista da Europa moderna. Faziam parte, tambm, da ao da Igreja Catlica no combate ao protestantismo e na luta em prol da ampliao do nmero de fieis catlicos. Nessa perspectiva: a) a catequese dos povos americanos no teve destaque na ao das coroas portuguesa e hispnica no Novo Mundo; b) a instituio do padroado rgio na Espanha e em Portugal assim como em suas possesses no alm-mar comprova o carter religioso da conquista da Amrica; c) a ao dos jesutas na catequese dos amerndios e na colonizao ibrica na Amrica se restringiu aos territrios hispnicos; d) a presena massiva de protestantes na Amrica colonial sob a tutela das monarquias ibricas ressalta a pequena atuao da Igreja Catlica na colonizao do Novo Mundo; e) na Amrica Portuguesa, os jesutas no tiveram espao para a atuao catequtica, cabendo essa ao nos territrios lusos a outras ordens religiosas. 04. O franciscano Roger Bacon foi condenado, entre 1277 e 1279, por dirigir ataques aos telogos, por uma suposta crena na alquimia, na astrologia e no mtodo experimental, e tambm por introduzir, no ensino, as ideias de Aristteles. Em 1260, Roger Bacon escreveu: Pode ser que se fabriquem mquinas graas s quais os maiores navios, dirigidos por um nico homem, se desloquem mais depressa do que se fossem cheios de remadores; que se construam carros que avancem a uma velocidade incrvel sem a ajuda de animais; que se fabriquem mquinas voadoras nas quais um homem bata o ar com asas como um pssaro. (...) Mquinas que permitam ir ao fundo dos mares e dos rios. (BRAUDEL, Fernand. Civilizao material, economia e capitalismo. Martins Fontes, 1996). 1

2. SARTRE COC 1 O SIMULADO Considerando a dinmica do processo histrico, pode-se afirmar que as ideias de Roger Bacon: a) inseriam-se plenamente no esprito da Idade Mdia ao privilegiarem a crena em Deus como o principal meio para antecipar as descobertas da humanidade; b) estavam em atraso com relao ao seu tempo ao desconsiderarem os instrumentos intelectuais oferecidos pela Igreja para o avano cientfico da humanidade; c) opunham-se ao desencadeamento da Primeira Revoluo Industrial, ao rejeitarem a aplicao da matemtica e do mtodo experimental nas invenes industriais; d) eram fundamentalmente voltadas para o passado, pois no apenas seguiam Aristteles, como tambm baseavam-se na tradio e na teologia; e) inseriam-se num movimento que convergiria mais tarde para o Renascimento, ao contemplarem a possibilidade de o ser humano controlar a natureza por meio das invenes. 05. Rui Guerra e Chico Buarque de Holanda escreveram uma pea para teatro chamada Calabar, pondo em dvida a reputao de traidor que foi atribuda a Calabar, pernambucano que ajudou decisivamente os holandeses na invaso do Nordeste brasileiro, em 1632. Calabar traiu o Brasil que ainda no existia? Traiu Portugal, nao que explorava a colnia onde Calabar havia nascido? Calabar, mulato em uma sociedade escravista e discriminatria, traiu a elite branca? Os textos referem-se tambm a esta personagem: Texto I: dos males que causou Ptria, a Histria, a inflexvel Histria, lhe chamar infiel, desertor e traidor, por todos os sculos (Visconde de Porto Seguro, A. Do Recncavo aos Guararapes. Bibliex, 1949.) Texto II: Sertanista experimentado, em 1627 procurava as minas de Belchior Dias com a gente da Casa da Torre; ajudara Matias de Albuquerque na defesa do Arraial, onde fora ferido, e desertara em consequncia de vrios crimes praticados, os crimes referidos so o de contrabando e roubo. (CALMON, P. Histria do Brasil. Jos Olympio, 1959.) Considerando essas referncias: a) a pea e os textos abordam a temtica de maneira parcial e chegam s mesmas concluses; b) a pea e o texto I refletem uma postura tolerante com relao suposta traio de Calabar, e o texto II mostra uma posio contrria atitude de Calabar; c) os textos I e II mostram uma postura contrria atitude de Calabar, e a pea demonstra uma posio indiferente em relao ao seu suposto ato de traio; d) a pea questiona a validade da reputao de traidor que o texto I atribui a Calabar, enquanto o texto II mostra uma viso muito crtica sobre o personagem; e) a pea e o texto II so neutros com relao suposta traio de Calabar, ao contrrio do texto I, que condena a atitude de Calabar. 06. Zeus ocupa o trono do universo. Agora o mundo est ordenado. Os deuses disputaram entre si, alguns triunfaram. Tudo o que havia de ruim no cu etreo foi expulso, ou para a priso do Trtaro ou para a Terra, entre os mortais. E os homens, o que acontece com eles? Quem so eles? (VERNANT, Jean-Pierre. O universo, os deuses, os homens. Trad. de Rosa Freire dAguiar. So Paulo: Companhia das Letras, 2000. p. 56.) O texto acima parte de uma narrativa mtica. Considerando que o mito pode ser uma forma de conhecimento, infere-se que: a) a verdade do mito obedece a critrios empricos e cientficos de comprovao; b) o conhecimento mtico segue um rigoroso procedimento lgico-analtico para estabelecer suas verdades; c) as explicaes mticas constroem-se de maneira argumentativa e autocrtica; d) o mito busca explicaes definitivas acerca do homem e do mundo, e sua verdade independe de provas; e) a verdade do mito obedece a regras universais do pensamento racional, tais como a lei de no-contradio. 07. Texto 1 Agora que as paixes acalmaram, volto proibio do fumo em ambientes fechados, aprovada pela Assembleia Legislativa de So Paulo. Incrvel como esse tema ainda gera discusses acaloradas. Como possvel considerar a proibio de fumar nos lugares em que outras pessoas respiram uma afronta liberdade individual? As evidncias cientficas de que o fumante passivo tambm fuma so tantas e to contundentes que os defensores do direito de encher de fumaa restaurantes e demais espaos pblicos s podem faz-lo por duas razes: ignorncia ou interesse financeiro. Sinceramente, no consigo imaginar terceira alternativa. (VARELLA, Drauzio. O fumo em lugares fechados. Folha de S.Paulo, 25/04/2009.) 2 3. SARTRE COC 1 O SIMULADO Texto 2 Tpico do esprito fascista seu amor puritano pela humanidade correta ao mesmo tempo em que detesta a diversidade promscua dos seres humanos. Por isso sua vocao para ideia de higiene cientfica e poltica da vida: supresso de hbitos irracionais, criao de comportamentos que agregam valor poltico, cientfico e social. O imperativo seja saudvel pode adoecer uma pessoa. Na democracia o fascismo pode ser invisvel como um vrus. Quer um exemplo da contaminao? Votemos uma lei: mesmo em casa no se pode fumar. Afinal, como ficam os pulmes dos vizinhos? Que tal uma campanha nas escolas para as crianas denunciarem seus pais fumantes? (POND, Luis Felipe. O vrus fascista. Folha de S.Paulo, 22/09/2008.) De acordo com o expostos nos textos: a) a Filosofia uma rea do conhecimento que compartilha dos mesmos critrios que a cincia; b) no texto 2, o amor puritano pela humanidade correta compatvel com a diversidade promscua dos seres humanos; c) segundo os dois autores, fumar ou no fumar problema tico, no relacionado com polticas estatais de sade pblica; d) para o autor do texto 2, inexistem critrios universais e absolutos que possam regular o comportamento tico dos indivduos; e) para os dois autores, a vida saudvel um imperativo a ser priorizado sob quaisquer circunstncias. 08. Supem-se alguns homens, semelhantes a ns, numa habitao subterrnea em forma de caverna, com uma entrada aberta para a luz, que se estende a todo o comprimento dessa gruta. Esto l dentro desde a infncia, algemados

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