3ª reuniÃo forplad fÓrum dos pro- reitores de ?· a prof. denise dá as boas vindas em nome o...

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  • 3 REUNIO FORPLAD FRUM DOS PRO-

    REITORES DE PLANEJAMENTO E ADMINISTRAO

    FORTALEZA-CE

    De 3 a 5 de Setembro de 2014

    Reitoria da UFC Local da Abertura do FORPLAD/FORTALEZA

  • PROGRAMAO 03 de setembro

    MOMENTO I: ABERTURA Reitoria e Convidados

    Reitora Nilma (Unilab), Denise (UFC), Vice-Reitor UFCariri, Toms (UNIFAL Coordenador Forplad)

    O Coordenador do Frum, Prof. Toms, fez a fala de abertura, lembrando o papel principal

    do Forplad. Agradece a recepo que as instituies do Cear promoveram, destacando a

    participao das trs Universidades na organizao desse encontro. O vice reitor da

    Universidade Federal do Cariri, destaca a importncia do encontro, principalmente para

    uma Universidade nova, definindo que o aprendizado imenso. A Reitora Nilma da Unilab

    reitera a diferenciao do evento com a participao das trs instituies na realizao da

    mesma. Agradece a todos os pr-reitores de Administrao e Planejamento pelo papel

    estratgico que desempenham em suas instituies. A Prof. Denise d as boas vindas em

    nome o Reitor da UFC, desejando a todos um excelente encontro e que saiam mais

    fortalecidos ao trmino do evento.

  • MOMENTO II: PALESTRA Autonomia Universitria

    (14h50) Autonomia Universitria, Reitor Prof. Jesualdo Pereira Farias da UFC

    Reitor Jesualdo (UFC)

    No utilizou nenhuma apresentao preparada, portanto, no arquivo.

    Optou por destacar aspectos mais tcnicos e no filosficos do tema. Cita que foram

    criados 18 Universidades novas, com 173 novos campis, de 114 municpios

    atendidos para 175. Alteraes do oramento de 10bi para 26bi, acrscimo de 27mil

    docentes, 13mil tcnicos a mais, e aumento de vagas (de 109 para 240 mil vagas),

    tambm um aumento significativo na ps-graduao. Destacou que houve

    democratizao do acesso e tambm poltica de cotas, com diversidades que vo

    gerar novas demandas - incluindo novas demandas para alunos especiais. Continua:

    houve uma maior integrao com os demais nveis de ensino; logo estamos diante

    de uma nova universidade, inclusive com um foco maior para a internacionalizao.

    Coloca que precisamos de mais autonomia, mas no de uma autonomia relativa. O

    preceito legal da autonomia est h mais de 20 anos em nossa Constituio.

    Destaca a autonomia que o TCU e CGU tem e, as Universidades no. Segue

    falando de autonomia sobre editais, sobre seleo de alunos para ps-graduao.

    Segundo o mesmo, as Universidades dobraram de tamanho em 10 anos e no

    consta crescimento dos procuradores da AGU dentro das mesmas. O gestor

    enxerga a oportunidade, detm os recursos oramentrios, percebe a possibilidade

    de atender a sociedade, mas h normativos que impedem a inovao e a

    criatividade da Universidade. Com isso, h um impedimento, e isto um fator que

    prejudica o crescimento. A LDB tem 18 (dezoito) anos. Ser que as novas

    Universidades esto em consonncia com a mencionada Lei. Sobre o processo de

    consulta eleitoral da Universidade, h uma lei que regulamenta o processo, inclusive

    a constituio de uma lista trplice. O avano da Universidade, conquista que

    outrora j existia, ex. o BPE.

  • Uma questo gerada pela nova lei de carreira que a liberao de servidor para

    exercer atividades em outros setores, a lei limita em 1% - fez a defesa que esse

    percentual deveria ser estabelecido pela Instituio. A nomeao de cargos de

    direo, que no servidores pblicos federais - a lei probe a nomeao de pessoas

    que no sejam servidores pblicos. Outra contradio a relao com o setor

    privado, embora a nossa lei de inovao seja bastante moderna - no Brasil 90% dos

    doutores esto nas universidades e 10% na indstria - a lei limita a participao do

    servidor em 120h anuais e, isso dificulta bastante essa relao.

    Para abrir um novo curso de graduao depende da Secretaria de Regulao e

    Superviso do Ensino Superior (SERES) que demora de um a dois anos para

    responder sobre a implantao de um curso - destaco que as IFES no deveriam

    precisar solicitar autorizao a Seres.

    Outro exemplo contraditrio da autonomia a impossibilidade que as Universidades

    tem para gerir seu prprio oramento, inclusive no podendo passar de um ano para

    outro; bem como a limitao de captao de recursos. A impossibilidade de fazer

    concursos para vacncias, ficando milhares de estudantes sem aulas, ferindo nossa

    autonomia.

    Temos Fundao de Apoio porque as Universidades no tm autonomia - ao invs

    de flexibilizar a contratao para as fundaes seria melhor que se flexibilizasse

    para as Universidades gerir melhor seus recursos. Somos julgados por todos como

    uma repartio pblica, devemos ter clareza que nosso espao diferente -

    considerando as decises colegiadas que muitas vezes tomamos.

    A Lei das cotas foi uma afronta a autonomia quanto a estar preparada para receber

    essas mudanas; o pior que a Universidade tem que cumprir imediatamente tais

    leis - onde esto os recursos para cumprir as bolsas dos cotistas? Onde esto os

    recursos e profissionais para executar os projetos de acessibilidade?

    Umas das polticas mais polmicas nos ltimos tempos, talvez tenha sido a soluo

    para os HUs - quem pagou a conta poltica foram os reitores. Outro exemplo a

    Instruo Normativa n 04 (sobre a informtica). Em funo de tudo isso, a

    submisso das universidades pblicas faz com que elas percam em diversos

    aspectos, numa realidade em que tudo proibido.

    Questionamentos

    Reitor Jesualdo e Coordenador Toms

    Preparao para os questionamentos

    16h16min Iniciado os

    questionamentos - Toms

    lembra que o Diretoria nacional

    do Forplad colocou em seu

    planejamento a discusso

    sobre a Autonomia

    Universitria; tivemos em

    SoPaulo a participao do

    Prof. Antonio Novoa e agora

    uma explanao com

  • provocaes importantes. Coloca ainda que os programas novos como da Secadi so

    implantados utilizando as instalaes das universidades e que no tem aumentado seus

    recursos, por exemplo, de manuteno.

    Primeiro bloco: Hermano, Moacir, Caetano (foto)

    Moacir: Citou a participao do Reitor na

    gesto da Andifes e que o mesmo certamente

    deixou uma comisso com continuidade das

    ideias apresentadas. Finalizou dizendo que

    h sim autonomia, mas a autonomia

    governamental.

    Caetano (UNILA): Pega um informe do

    Senador Luiz Henrique, que coloca aos

    candidatos a presidncia a autonomia

    universitria e a queda da qualidades nas universidades.

    Reitor Jesualdo, Toms e Hermano

    Hermano: Far algumas provocaes. Diante do contexto apresentado pergunta: ser que

    as IFES teriam o Reuni se elas fossem autnomas? Ser que estariam abrindo os cursos

    de medicinas se fossem autnomas? Ser que a autonomia da forma que est sendo

    colocada o adequado? Ser que o caminho no seria privatizar mesmo? No seu ponto de

    vista estamos perdendo relevncia.

    Resposta:

    Comea a responder pelos questionamentos do prof. Hermano. O Reuni foi um programa

    voluntrio, pois no houve nenhuma imposio por parte do Governo. Cita tambm como

    exemplo o ENEM/SISU. Esta polticas pblicas so acertadas e espera que sejam

    permanentes. Cita ao contrrio a questo das cotas, leis de licitao e outras. O que se

  • ganha com a autonomia a possibilidade da Universidade exercer a sua ao em plenitude.

    O pas precisa das instituies federais e privadas, alm dos programas de incentivo ao

    ingresso no ensino superior em instituies privadas. Define que a autonomia no mexeria

    com estas decises. As questes relacionadas carreira docente seja resolvida no todo.

    No consegue saber se as IFES esto satisfeitas com a situao atual. H gestores que

    tem receios da autonomia e outros que desejam a mesma. A crise da USP tem que ser

    separada como consequncia da autonomia. lgico que quanto mais h autonomia mais

    difcil ser administrar a universidade. Talvez o Brasil seja o nico pais que possua um

    sistema pblico/gratuito to robusto. Acredita que privatizar no seja a soluo. Para

    avanar em politicas que esto apenas nas prateleiras necessrio que as IFES tenham

    mais autonomia. Discorda que a Universidade brasileira tenha cado em qualidade. Em

    pesquisa publicada, o Brasil o dcimo no mundo. Cita que h empresas como a Embraer,

    Embrapa, Petrobrs como exemplo de empresas que difundem excelentes tecnologias.

    Podemos avanar mais se tivermos mais autonomia. Somos servidores federais e devemos,

    portanto, responder a todas as normativas. Discorda no entanto, de que as IFES tenham

    que ser tratadas como reparties pblicas sujeitas s mesmas legislaes. Associar queda

    de qualidade com autonomia, discorda. Autonomia nada tem a ver com liberdade excessiva.

    As Universidades se sentem vontade de estarem sempre tuteladas aos programas do

    Governo? No seu entendimento no! Desconhece qualquer instituio que possua

    autonomia e que no tenha qualidade.

    Segundo bloco: Ana (UFT), rio (UFRGS) e Valdomiro (UFRRJ)

    Ana Lcia (ao fundo) e Valdomiro (microfone)

  • Ana (UFT) - Alm da preocupao com a autonomia h a questo das crises que a

    Universidades esto passando. Ela cita que h receio, pois acredita que esta autonomia

    enseja responsabilidades e quando percebe que as questes polticas interferem nas

    relaes das Universidades h preocupao. Cita evaso que beira 10% das vagas totais

    do ensino superior e chega a 20% de reten