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MATERIALIZAES LUMINOSAS

R.A.RANIERI

O DEPOIMENTO DE UM DELEGADO DE POLCIA

Este apenas um depoimento de uma autoridade policial que teve a oportunidade de verificar por si mesma uma srie de fatos irrefutveis. Se um delegado de polcia merece crdito pelo cargo de responsabilidade que exerce, perante a coletividade, e pela natureza do trabalho a que se dedicam todos os dias, penso que justo esperar a mesma aceitao de parte do pblico quando fala de coisas que viu, tocou, sentiu e verificou.

Habituada a lidar com indivduos de toda a espcie: criminosos vulgares e criminosos altamente intelectualizados, inteligncias rudimentares e inteligncias de argcia prodigiosa; indivduos que usam todos os truques para enganar e defender-se; ocultar e disfarar; penso ainda que por isso tudo 0 depoimento de uma autoridade policial deve ser acatado como honesto e exato. O mdico pode ser enganado; o engenheiro pode estar sujeito a tapeaes, o advogado mais esperto pode por sua vez ser conduzido a enganos, mas o delegado o ltimo reduto. Dificilmente se deixar embair por truques. obrigao profissional de todas as horas: desconfiar sempre e no aceitar at o fim as alegaes que no sejam verdadeiras.

Numa delegacia de polcia aprende-se a conhecer o homem no seu aspecto mais difcil, que o homem que se esconde e esconde tudo aquilo que possa compromet-lo. Uma fisionomia tranqila e ingnua oculta s vezes um criminoso depravado. Uma exposio dolorosa e comovente quase sempre a defesa de um ladro sabida, acostumado a percorrer os crceres e as delegacias do pas. Sabem eles apresentarem as palavras mais angustiosas e alinhar com perfeio os argumentos mais convincentes.

E de tal modo o fazem que s vezes as testemunhas presentes, advogados, peritos, etc. acreditam que o delegado est levando longe o interrogatrio, est torturando o infeliz, est sendo desumano e mau. No fim, fica provado que realmente o indivduo mesmo criminoso e que o nico com a razo era, de fato, o delegado, defensor ferrenho das instituies pblicas.

Faz, pois, o delegado de polcia, da desconfiana constante a sua maior arma e o seu melhor e mais perfeito instrumento de trabalho.

Nessas condies, um testemunho publico de uma autoridade honesta tem que ser aceito como pondervel. E o testemunho de algum que entende a arte de enganar e iludir.

Apenas baseado nisso, e sem outro ttulo, que me aventuro a expor tudo o que vi e assisti no setor do Espiritismo Moderno, sem a menor sombra de

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dvida de que no fui absolutamente enganado e que a verdade, por ser a verdade, deve ser revelada e defendida para o bem comum.

No tenho outro intuito seno o de concorrer com o patrimnio que adquiri para auxiliar no levantamento moral do homem moderno.

Deixo aos mdiuns que forneceram de boa vontade o seu tempo e a sua organizao fsica, s assistentes que so inumerveis, e especialmente aos Espritos, que so os verdadeiros autores de tudo o que se realizou, os meus mais sinceros agradecimentos.

O AUTOR

PRIMEIRA PARTE

Fenmenos de materializao realizados atravs da mediunidade de

Francisco Lins Peixoto

I

PRIMEIRO CONTATO Em fevereiro de 1948, em Minas Gerais, na residncia do Dr. Rmulo

Joviano, alto funcionrio do Estado, em Pedro Leopoldo, ficou combinada uma reunio de materializao. Estariam presentes o mdium Francisco Cndido Xavier, como um dos assistentes, e o mdium Francisco Lins Peixoto ou Peixotinho, como conhecido, e que serviria de mdium de materializao.

Acompanhei o mdium Peixotinho desde Belo Horizonte at Pedro Leopoldo. L, ficamos hospedados no Hotel Vitria, no mesmo quarto, juntamente com mais as seguintes pessoas: Jair Soares, Incio Domingos da Silva e Joo Gonalves. Todos no mesmo quarto.

Quando nos recolhemos, na primeira noite de estada, o Peixotinho, que asmtico e fica s vezes sufocado, pediu que fizssemos uma prece para que ele pudesse ser tratado pelos espritos.

Feita a prece, aproximou-se um esprito que colocou uma faixa luminosa sobre o peito e as costas do Peixotinho, o qual, deitado, gemia alto. Todos ns vimos faixa Luminosa, de cor verde-clara, colocada sobre o peito. A cama do mdium estava colocada entre duas outras, de solteiros, e o Sr. Jair Soares de um lado e Incio da Silva, do outro, assistiam ao fenmeno a uma distncia de cinqenta a sessenta centmetros mais ou menos. Eu estava colocado a uma distncia de dois a dois metros e meio. Havamos chegado ao entardecer e no nos separamos um s instante, de modo que no houve tempo para qualquer preparao da parte do mdium.

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A reunio marcada para o sbado realizou-se. Como preparao, haviam os espritos determinado atravs da psicografia, pelo Peixotinho, que no comssemos carne nem bebssemos ou fumssemos no dia da reunio.

Os cmodos para realizao dos trabalhos foram indicados pelo Dr. Rmulo Joviano: um quarto menor que serviria de cabina e uma sala grande, ligada, que seria ocupada pelos assistentes. Em nmero talvez superior a quinze pessoas, assistimos ao desenrolar dos trabalhos.

Diversos espritos apresentaram-se materializados. Todavia se apresentaram totalmente iluminados, por luz que saa de dentro para fora, tornando o ambiente antes s escuras, num suave crepsculo. A impresso exata que se tinha era de que um globo de luz fluorescente em forma humana caminhava pela sala.

Sucederam-se as aparies que vinham conversar com os presentes no recinto. A chegada dos espritos na cabina era assinalada por clares que lembram os relmpagos de cor verde-roxo-azulada.

O mdium Peixotinho tornara-se meu conhecido em Belo Horizonte dois ou trs dias antes da reunio; no conhecia minha famlia nem sabia se eu possua ou no filhos. No viu nenhum retrato de filhos meus. Finalmente, no tratamos desse assunto.

No entanto, entre os espritos que se materializaram em forma luminosa, apresentou-se o esprito de minha filha Heleninha, que com dois anos de idade morrera no ano de 1945.

Na mesma estatura, em voz semelhante, dirigiu-se a mim dizendo algumas palavras de saudao. Deixou-me uma flor como lembrana, ainda fresca e cheia de orvalho.

Embora parea inconcebvel, no me emocionei presena dela e pude dirigir-lhe calmamente a palavra. Era realmente ela, sem deixar dvida alguma.

Jos Grosso, outro esprito que se materializou, atirou numerosas pedras sobre os assistentes alegremente, em plena escurido Atirava-as e gritava o nome do destinatrio. A pedra caa aos ps da pessoa indicada sem contudo atingi-la ou molest-la.

E quase certo que nenhum homem seria capaz de atirar dez ou doze pedras no escuro, sobre uma assistncia numerosa para o tamanho do recinto, e com a violncia com que foram atiradas sem ferir algum.

Alm disso, os espritos materializados improvisaram quadras e pronunciaram discursos srios de convocao ao homem do mundo atual.

Coisa maravilhosa era ver como os espritos se dirigiam com imenso carinho ao Chico Xavier, dando-lhe a importncia que deve ter perante o mundo invisvel esqueciam-se de outras personalidades que estavam no recinto, portadoras dos ttulos universitrios concedidos pelos homens. Prova belssima de que o homem vale realmente como figura moral e espiritual acima de todas as vaidades humanas.

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Esse foi o primeiro contacto que tivemos com fenmenos de materializao.

II

NO LIMIAR DE UM NOVO MUNDO

De volta de Pedro Leopoldo, em Belo Horizonte, marcou-se uma pequena reunio que seria realizada com a finalidade de se submeter o tratamento dona L de Barros Soares, esposa de Jair Soares. A pessoa referida apresentava perturbaes no fgado e em outros rgos.

Seria uma reunio ntima de meia dzia de pessoas. Dona L foi colocada numa cadeira preguiosa ao lado que limitava a

cabina e um pouco afastada dos assistentes Alguns momentos aps iniciados os manifestaram-se os clares-

relmpagos caractersticos. No silncio e na escurido surgiu uma figura luminosa mulher, vestida de

tecidos de luz e ostentando duas belas tranas. Era Scheilla, entidade que na ltima encarnao animou uma moa alem.

Nas mos trazia um aparelho semelhante a uma pedra verde-clara e ao qual se referiu dizendo que era um aparelho ainda desconhecido na terra, emissor de radioatividade.

Com a presena luminosa do esprito, a sala inundou-se de doce claridade e os presentes podiam ver-se uns aos outros. Sentimo-nos elevados a um mundo de irrealidade e de sonho. Todos os preconceitos humanos esboroavam-se diante de nossos olhos e vamos nossa frente os primeiros albores de uma nova humanidade redimida e bela.

Fez aplicaes com o aparelho em dona L. Eu estava sentado perto de um piano que havia na sala a um metro da

cabina. O esprito, aps ter ido l dentro e voltado sem o aparelho, pegou com as

mos a cadeira do piano, levantando-a no ar de modo que todos pudessem ver, veio para o meio da sala, colocou-a de manso no cho e sentou-se nela, cruzando as pernas.

Estava a meio metro de distncia de mim. To perto que pude fixar-lhe todos os detalhes.

Quando olhava fixamente os seus tecidos luminosos, crculos de sombras se formavam em minhas retinas, ofuscando-me os olhos.

A simplicidade e a beleza do esprito nos falavam das regies benditas da perfeio e nos levava a meditar na insensatez do mundo e dos homens, agarrados s riquezas da Terra, vibrando nas regies do dio, esquecidos de Deus e de Cristo.

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A fileira sublime dos cristos sacrificados em todos os sculos desfilou em nossa mente como um cortejo de heris eternos detentores da Verdade desde milnios.

Ali estava um habitante do mundo invisvel repleto de luz e claridade. Para imitar uma figura daquela seria necessrio uma prodigiosa instalao eltrica, que no ca