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UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

CENTRO DE LETRAS E ARTES

INSTITUTO VILLA-LOBOS

CURSO:

GRADUAO EM MSICA

MODALIDADE - LICENCIATURA

PROPOSTA DE ALTERAO CURRICULAR

Comisso de Reforma Curricular

Presidente:

Luiz Otvio Rendeiro Corra Braga

Relatores:

Regina Marcia Simo Santos

Avelino Romero Simes Pereira

Professores-Membros:

Lus Carlos Justi

Ricardo Ventura

Roberto Gnattali

Representante Discente:

Pedro Mendes de Arajo

Maio de 2006

UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

CENTRO DE LETRAS E ARTES

INSTITUTO VILLA-LOBOS

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Diretor Luiz Otvio Rendeiro Corra Braga

Chefe do Departamento de Educao Musical

Jos Nunes Fernandes

Chefe do Departamento de Composio e Regncia

Avelino Romero Simes Pereira

Chefe do Departamento de Piano e Instrumentos de Cordas

Ingrid Barancoski

Chefe do Departamento de Canto e Instrumentos de Sopro

Zdenek Svab

Sumrio I. Marco Institucional

II. Histrico e Justificativas

1. Redistribuio das cargas horrias pelos componentes curriculares

2. Alteraes de carga horria, ementas e carter das disciplinas

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a) A pesquisa na formao do professor de Msica b) A contextualizao dos contedos e sua articulao interdisciplinar c) Flexibilizao na oferta de disciplinas de estruturao e criao musical e de

prticas interpretativas

III. A Noo de Competncias na Formao do Professor de Msica

IV. Eixos Articuladores do Currculo e Matriz de Competncias e Contedos

1. Matriz de Competncias e Contedos

2. Componentes Curriculares do Curso de Licenciatura em Msica

a) Eixos de disciplinas e atividades prtica, estgio curricular supervisionado e

TCC

- Eixo de Fundamentao Pedaggica - Eixo de Fundamentao Scio-Cultural - Eixo de Estruturao e Criao Musical - Eixo de Prticas Interpretativas - Eixo de Articulao Terico-Prtica

b) Prtica como Componente Curricular

c) Atividades Complementares

V. Consideraes finais desafios e mudanas necessrias

a) Orientao acadmica

b) Certificao de competncias e reconhecimento de estudos

c) Funcionamento curricular por mdulos

d) Avaliao da aprendizagem e do currculo uma comisso permanente de

currculo e avaliao

VI. Referncias Bibliogrficas VII. Anexos Fluxograma do Curso Quadro I: Mapeamento Curricular Quadro II: Quadro-Sntese de Equivalncia Curricular Quadro III: Carga Horria Total Ementrio das Disciplinas

I. Marco Institucional Tanto as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formao de

Professores da Educao Bsica em Nvel Superior quanto as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Curso de Graduao em Msica sinalizam uma maior articulao e integrao entre as modalidades Licenciatura e Bacharelado da formao do profissional de Msica. Ao definirem as competncias bsicas a serem adquiridas pelos estudantes, as Diretrizes para a Formao de Professores, em seu art. 6, prevem a aquisio das competncias referentes ao domnio dos contedos a serem socializados, dispositivo complementado pelo 2 do mesmo artigo, que determina que as competncias gerais

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devero ser complementadas e contextualizadas pelas competncias especficas prprias de cada rea do conhecimento. Por sua vez, as Diretrizes para o Curso de Graduao Msica, em seu artigo 4, determinam que o referido curso dever possibilitar ao formando atuar nos diferenciados espaos culturais e, especialmente, em articulao com instituio de ensino especfico de Msica.

Em observncia ao art. 7 das DCN para a Formao de Professores, que prev formao em processo autnomo em estrutura com identidade prpria (inciso I), mantendo, quando couber, estreita articulao com institutos, departamentos e cursos de reas especficas (inciso II), o IVL, dotado de um Departamento de Educao Musical, opta por preservar sua tradio de abrigar um Curso de Formao de Professores de Msica no mesmo espao acadmico-institucional que abriga o Curso de Formao de Msicos. Subentende-se que as duas modalidades so duas dimenses profissionais articuladas e complementares de um mesmo perfil profissional: no pode um professor de Msica descurar dos conhecimentos, competncias e habilidades especficos do Msico, nem pode o Msico descurar de sua responsabilidade social perante as escolas de Educao Bsica e de Educao Profissional, na formao musical, seja em nvel bsico, seja em nvel tcnico.

Essa complementaridade se faz ainda mais necessria ante os inmeros problemas verificados na oferta de ensino de Msica nas escolas de Educao Bsica do pas, trazendo ao exame vestibular para os Cursos Superiores de Msica estudantes nem sempre devidamente preparados e habituados ao contato com os conhecimentos e competncias requeridos no fazer musical, ao contrrio do que ocorre em outras reas de conhecimento, em que as competncias adquiridas na Educao Bsica so o esteio comum para o desenvolvimento dos currculos de nvel superior. E este talvez constitua o maior desafio definio curricular de um Curso de Formao de Professores de Msica, uma vez que a instituio formadora se debate entre a aquisio do domnio bsico da linguagem e das prticas musicais e o domnio das competncias pedaggicas que possibilitaro a transposio didtica dos mesmos contedos e prticas para as salas de aula das escolas de Educao Bsica e Tcnico-Profissional. Contedos especficos e contedos pedaggicos, ambos indispensveis formao do professor, parecem disputar a carga horria dos cursos de formao, arrastando os currculos condio de enormidades quase inexeqveis.

Aligeirar a formao musical dos futuros docentes, para assegurar-lhes as competncias pedaggicas implicaria formar professores meio-msicos. Aligeirar a formao pedaggica, para assegurar as competncias artstico-musicais, formaria msicos meio-professores. Unindo as duas metades, as escolas bsica e tcnico-profissional necessitam de msicos-professores ou professores-msicos inteiros. As metades no assegurariam as competncias do professor de Msica, capaz de um desempenho didtico comprometido com a formao bsica dos cidados, com qualidade ao mesmo tempo artstico-musical e pedaggica. Evitando as armadilhas do crculo vicioso professores mal-formados que formam mal os estudantes da escola bsica que chegam Universidade mal-formados o IVL opta por investir na qualidade da formao docente dos futuros professores de Msica, apostando em sua capacidade multiplicadora, como pr-condio para trazer Universidade estudantes de Msica melhor preparados.

A comunidade acadmica do IVL est consciente das dificuldades que tal opo cria, ao impor a seu corpo docente inteirar-se dos desafios especficos da Licenciatura, mas compreende que o convvio dos futuros docentes com a excelncia das prticas musicais constitui o melhor ambiente formativo, alm de contribuir para

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provocar os docentes-msicos e pesquisadores, trazendo-lhes aos olhos os problemas enfrentados pelo sistema educacional do pas, particularmente no que diz respeito ao ensino de Msica em nossas escolas de Educao Bsica e Tcnico-Profissional.

II. Histrico e Justificativas Desde 1996, quando foi promulgada a nova Lei de Diretrizes e Bases da

Educao Nacional, lei n 9.394/06, a comunidade acadmica do Instituto Villa-Lobos-IVL tem empreendido iniciativas no sentido de repensar seu currculo, tendo em vista os desafios postos pela nova ordem social, cultural, poltica e econmica do pas e tambm a possibilidade de interagir e interferir no processo decisrio levado a efeito nas instncias tcnico-polticas da Secretaria de Educao Superior do Ministrio da Educao.

Aps anos de debates e aportes tcnicos, chegou-se, no mbito do Ministrio da Educao, a uma reorientao das polticas de desenvolvimento curricular, a serem implementadas pelas diversas Instituies de Educao Superior, corporificadas nas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formao de Professores da Educao Bsica em Nvel Superior (Licenciaturas), homologadas em fevereiro de 2002, e nas Diretrizes Curriculares Nacionais para o Curso de Graduao em Msica (Bacharelado), homologadas em maro de 2004.

A tnica da reforma do sistema educacional brasileiro tem sido a adoo de outra concepo de aprendizagem, centrada na construo da autonomia intelectual dos estudantes como finalidade compatvel com a nova ordem democrtica do pas e com as transformaes scio-econmicas e culturais da sociedade atual; de outra concepo curricular, apoiada na flexibilizao, contextualizao e interdisciplinaridade como princpios ordenadores de um currculo mais afinado com as mesmas transformaes; e de outra concepo do processo de trabalho nas escolas, caracterizada pela convocao a uma maior participao coletiva nas tomadas de deciso e elaborao de seu projeto pedaggico. O desafio que o novo aparato legal prope aos sistemas educacionais e s escolas o de que sejam desenvolvidos perfis e trajetos curriculares inovadores quanto proposio de solues para os problemas educacionais especficos identificados por cada comunidade acadmica.

Nem sempre as reflexes e proposies apresentadas pela comunidade acadmica do Instituto Villa-Lobos, dirigidas precipuamente ao ensino de Msica, viram-se contempladas nos documentos preliminares e definitivos divulgados pelo Conselho Nacional de Educao, como fruto daquele processo decisrio. Em outros casos, as prticas curriculares do IVL pareceram antecipar algumas das disposies contidas nas atuais Diretrizes Curriculares Nacionais, como as que apontam a melhor articulao entre os cursos de formao de professores