326018-Estrategia Mensal Exemplo Analise Fundamentalista

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  • ESTRATGIA MENSAL 01/11/12

    Mercados: Economia Brasileira ter Papel de Destaque em 2013

    Apresentamos neste relatrio a nossa meta para o Ibovespa, bem como as estimativas para os lucros das empresas de nosso universo de cobertura no ano de 2013. Ao longo dos prximos 12 meses, vemos um cenrio ainda com riscos importantes para o mercado de aes (provenientes da China e da Europa) mas, por outro lado, com a diminuio de riscos extremos, tais como o default de pases da periferia da Europa, considerando nossa viso de que o BCE agir para impedi-los. Neste cenrio, vemos a dinmica da economia brasileira desempenhando um papel muito mais importante, conduzindo a recuperao dos lucros e, at mesmo, ajudando a dissipar os temores de mudanas de regras em importantes setores econmicos nos ltimos meses de 2012. O mercado de aes brasileiro passou por um ano difcil em 2012, com alta volatilidade e um retorno acumulado no ano de apenas 0,6%, at outubro, em reais e, um ainda pior, -7,1% em dlares. Por outro lado, analisando o desempenho das 150 aes mais lquidas no Brasil, encontraremos alguns nmeros animadores: enquanto 48 aes mostram desempenho inferior ao do Ibovespa, 102 superam o ndice, sendo que 74 tiveram valorizao 20% acima do Ibovespa, no acumulado no ano. Olhando para vencedores e perdedores no acumulado no ano, podemos destacar dentre os perdedores as aes dos setores de construo civil, concessionrias de energia eltrica, petrleo, siderurgia, minerao, telecomunicaes e bancos, enquanto os vencedores so representados, em grande parte, por aes do segmento de varejo, bens de consumo e outros setores impulsionados pela economia domstica. At a divulgao das condies para a renovao de concesses de usinas de energia, as concessionrias de energia eltrica estavam entre os melhores desempenhos em Bolsa - tal como o setor de telecomunicaes, que registrou forte realizao quando a autoridade reguladora (Anatel) apontou e exigiu providncias das empresas, com a necessidade de melhorias da qualidade de servio. Desconsiderando as surpresas recentes, como a inesperada mudana de regras em certos setores (energia eltrica, telecomunicaes e bancos), a estratgia vencedora foi claramente aquela com o foco em casos de investimento expostos economia domstica, que tem apresentado performance destacada desde 2010. O pano de fundo econmico para essa estratgia baseado no atualmente robusto nvel de renda real do Brasil e nas taxas de desemprego baixas, que tm mantido as vendas no varejo relativamente fortes, apesar de uma economia fraca. Adicionalmente, para impulsionar o desempenho com base em crescimento dos lucros, esses setores tambm apresentaram expanso de mltiplos significativa, uma vez que os investidores se mantm presos a esta estratgia, mesmo com mltiplos elevados. Nossa expectativa de um crescimento significativo nos lucros das empresas brasileiras em 2013, depois de um ano difcil em 2012. Considerando o LPA do Ibovespa, estimamos expanso de 33,7% no ano de 2013 na comparao com 2012, impulsionada, principalmente, pelo setor imobilirio e por empresas ligadas a commodities industriais. Esperamos este crescimento depois de uma queda nos lucros em 2012 (estimada em -11,4% na comparao anual), em razo das perdas financeiras relacionadas depreciao do real. A perspectiva de lucro para 2012 parece ainda pior, considerando que a queda esperada se d na sequncia de uma base de comparao j fraca em 2011, devido s perdas registradas por grandes companhias como a Gol e a Gafisa. Com base em uma meta de P/L de 12.8x para 2013 (mdia do P/L desde 2005), estamos definindo a nossa nova meta para o Ibovespa em 72.000 pontos no final de 2013, com potencial de valorizao de 24,8% em relao aos nveis atuais.

    outubro 12 meses

    Ibovespa -3,56% -2,18%

    Dow Jones -2,54% 9,55%

    Nasdaq -4,46% 10,91%

    FTSE 100 0,71% 4,30%

    PCAC 2,22% 5,75%

    DAX 0,62% 18,23%Fonte: Bloomberg

    outubro 12 meses

    Real (R$/US$) 0,22% 18,37%

    Euro (US$/) 0,77% -6,49%

    ndicesPerformance

    MoedasPerformance

  • ESTRATGIA MENSAL 01/11/12

    Performance Histrica

    No ms de Outubro todas as nossas carteiras performaram bem acima do ndice Bovespa, fechando no campo positivo contra a queda do ndice. Os destaques de alta ficaram com a Dividendos e Arrojada, seguidas pela Top 10. Apesar da performance abaixo das demais carteiras, em Outubro, a Top 10 acumula a maior alta nos ltimos 12 meses, impressionantes 40,2%, bem como no acumulado de 2012.

    Estratgia Para Novembro: Mercados Devem Permanecer de Lado

    A recuperao dos mercados globais, registrada nos ltimos meses, reduziu seu vigor em outubro e, neste cenrio, em novembro, tambm no devero ocorrer reaes expressivas das bolsas internacionais.

    Nos Estados Unidos, os indicadores do mercado imobilirio surpreenderam positivamente os economistas, embora outros dados econmicos revelem que o pas permanece em recuperao modesta. O cenrio mais provvel para o Pas ainda aponta para um crescimento baixo. Na Europa, as principais expectativas do mercado continuam voltadas para a Espanha, que ainda no solicitou o pedido formal de ajuda sua economia. Neste cenrio, o prmio de risco oferecido pelo mercado para os ttulos soberanos do governo espanhol se estabilizou ou at recuou. A China, por sua vez, segue relutante em implementar grandes planos de estmulo o que, provavelmente, resultar em uma desacelerao no ritmo de crescimento apresentado pelo pas.

    J a recuperao da economia brasileira dever ser o principal direcionador da valorizao da bolsa nacional nos prximos meses. Sendo assim, o crescimento dos lucros corporativos e a evoluo da confiana no mercado domstico devero compensar as turbulncias internacionais e o ambiente adverso presente em alguns setores. O pas j demonstra recuperao e projetamos crescimento de 3,5% para o PIB em 2013.

    Considerando apenas as aes do Ibovespa, os setores que apresentaram os melhores desempenhos em outubro foram: sade, bolsas (BM&F Bovespa e Cetip), acar & lcool e minerao. Por outro lado, os destaques negativos ficaram por conta das aes de petrleo e construo civil, que tambm apresentam as piores performances ao longo do ano. Vale ressaltar que as aes defensivas, com menores riscos regulatrios, registram as maiores valorizaes em 2012, como saneamento (gua e esgoto) e concesses rodovirias.

    2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 12 meses out/12

    Ibovespa 32,9% 43,6% -41,1% 82,7% 1,0% -18,1% 0,6% -2,2% -3,6%

    Arrojada 33,3% 41,6% -55,7% 124,4% 19,0% -13,6% 12,8% 23,0% 4,6%Dividendos 37,2% 47,2% -19,3% 52,0% 39,0% 26,8% 13,5% 27,4% 5,2%Top 10 - - - 123,2% 28,5% -13,6% 22,2% 40,2% 2,3%Fonte: B radesco Correto ra e gora Correto ra

  • ESTRATGIA MENSAL 01/11/12

    Contedo

    CARTEIRAS RECOMENDADAS 5

    Carteira Top 10 5

    Carteira de Dividendos 8

    Carteira Arrojada 10

    CENRIO MACROECONMICO PARA 2013 11

    Nvel De Atividade 11

    Inflao 12

    Resultado Fiscal 13

    Balano De Pagamentos 14

    Cenrio Global 15

    Mercado Acionrio 18

    Juros/Ttulos/Copom 20

    Cmbio 21

    GUIA DE AES 22

  • ESTRATGIA MENSAL 01/11/12

    CARTEIRAS RECOMENDADAS

    Carteira Top 10

    Constituda por 10 aes e com reviso da composio realizada ao final de cada ms, a Carteira Top 10 possui um nvel de risco intermedirio entre o perfil defensivo (dividendos) e o arrojado.

    O destaque de alta da carteira Top 10 ficou por conta das aes da Dasa. A proposta de fechamento de capital da Amil, aps a venda de participao relevante do controlador Edson Bueno para o grupo norte-americano United Health, reduz potencial conflito de interesses que havia na situao anterior, uma vez que a Dasa pertence ao mesmo controlador e tinha na Amil um dos seus principais clientes.

    O pior desempenho da carteira Top 10, em outubro, consistiu nas aes da Ultrapar, que recuaram 6,60% no ms. Tal queda pode ser explicada por possveis mudanas no setor, que resultariam, possivelmente, em uma reduo das margens de lucro do segmento de distribuio de combustveis no Brasil.

    Nosso critrio para a escolha de ativos na carteira , na maior parte das vezes, baseado em uma anlise corporativa, incluindo expectativas de resultados. Porm, para algumas escolhas, o cenrio macroeconmico e setorial tem um peso maior. Para novembro realizamos trs alteraes na carteira: removemos Anhanguera, Ultrapar e Dasa, e inclumos Estcio, Localiza e Cosan.

    ABC Brasil (ABCB4): O cenrio continua difcil para os bancos menores que operam no segmento de pequenas e mdias empresas, com o foco das preocupaes voltado para a qualidade do crdito e com o baixo crescimento. Porm, acreditamos que este segmento o nicho mais apropriado para os bancos mdios e que sempre oferecer oportunidades. O casamento entre ativos e passivos mais favorvel para esses bancos (emprstimos de curto prazo com funding adequado) e os spreads so atrativos. Os bancos no momento esto mais lquidos, com um excesso de caixa que at penaliza suas rentabilidades, porm os protegem de um cenrio de alto risco. Vemos o ABC Brasil como principal destaque no segmento e as principais variveis positivas so: (i) melhora das condies na qualidade do crdito; (ii) condies mais propcias para expanso da carteira de crdito; e (iii) melhora do cenrio de risco, o que permite trabalhar com uma liquidez menor. Os riscos a considerar envolvem a qualidade do crdito para pequenas e mdias empresas, que esto mais

    Vol. Md. Peso na Potencial de Yield3m R$mn carteira ltimo Alvo Valorizao 2012 2013 2012 2013 2012E

    Top 10 - Novembro

    ABC Brasil ABCB4 COMPRA 3,4 10,0% R$ 11,54 R$ 18,60 61,2% 6,8 5,6 - - 5,7%BM&F Bovespa BVMF3 COMPRA 149,8 10,0% R$ 13,00 R$ 15,10 16,2% 20,6 18,8 15,7 14,6 4,0%BR Properties BRPR3 COMPRA 31,0 10,0% R$ 26,60 R$ 34,00 27,8% 9,3 20,9 21,9 12,9 0,5%Brazil Pharma BPHA3 COMPRA 10,4 10,0% R$ 12,35 R$ 16,30 32,0% - 24,8 17,4 11,9 0,3%Cosan CSAN3 COMPRA 43,5 10,0% R$ 38,95 R$ 47,80 22,7% 6,1 32,3 9,1 8,0 0,3%Estcio ESTC3 COMPRA 14,6 10,0% R$ 38,70 R$ 47,00 21,4% 28,1 17,8 15,3 10,3 0,9%Helbor HBOR3 COMPRA 3,4 10,0% R$ 11,45 R$ 14,30 24,9% 8,1 7,3 8,2 6,9 4,0%Localiza RENT3 COMPRA 34,7 10,0% R$ 35,60 R$ 44,50 25,0% 28,5 18,9 9,2 7,9 0,9%Po de Aucar PCAR4 COMPRA 43,3 10,0% R$ 93,20 R$ 111,00 19,1% 24,2 21,0 11,2 9,9 1,0%Telefnica Brasil VIVT4 COMPRA 53,6 10,0% R$ 45,00 R$ 55,50 23,3% 10,0 9,8 4,2 4,1 9,5%

    Fonte: Bloomberg; gora Corretora e Bradesco Corretora

    Empresa Ticker RecomendaoPreo P/L EV/EBITDA

    10,7%6,1% 5,6% 5,5%

    2,9% 1,6% 1,6% 0,6%

    -3,6% -4,6% -6,6%

    -40,00%

    -30,00%

    -20,00%

    -10,00%

    0,00%

    10,00%

    20,00%

    30,00%Performance Top 10

    Outubro

    Fonte: Broadcast

  • ESTRATGIA MENSAL 01/11/12

    alavancadas, a maior competio no segmento de empresas pequenas e mdias e a tendncia geral de spreads mais apertados.

    BM&F Bovespa (BVMF3): As principais motivaes para a recomendao da BM&FBovespa so: (i) perspectiva de um ambiente melhor para os mercados de aes, derivativos e futuros no Brasil, a partir da expectativa de maior crescimento econmico e por conta da nova realidade da taxa bsica de juros, no menor nvel histrico; (ii) expectativa de despesas operacionais mais estveis e previsveis nos prximos trs anos; (iii) possibilidade de melhora das margens operacionais da empresa, at como consequncia dos itens anteriores; e (iv) atratividade pela tica dos dividendos. Alm dos pontos citados, h sinais claros de que o ambiente competitivo no ser um problema pelo menos at 2014 (potencialmente mais tarde). Dentre os pontos de risco, apontamos a instabilidade regulatria no Brasil (exemplo: IOF sobre derivativos) e uma eventual piora no cenrio do mercado de capitais internacional.

    BR Properties (BRPR3): A BR Properties a maior companhia aberta de investimento em imveis comerciais em rea bruta locvel (ABL) do Brasil. Seu portflio de 122 propriedades, que somam 2.182 mil m de ABL, localizadas em 13 estados. Atualmente, cerca de 80% do seu portflio est localizado nos estados do Rio de Janeiro e So Paulo, sendo os imveis destas localidades os mais lquidos e procurados, ou seja, os que apresentam menor taxa de vacncia. Aps a incorporao da BTG/WTORRE e sua incorporao por completa, a BR Properties dever chegar a um cap rate de 8,0% em 2013, contra 7,9% das empresas comparveis no Brasil. Dentre os principais direcionadores que vemos para a empresa, est a possibilidade de novas aquisies, assim com a taxa de juros vigente no pas. Entre os principais riscos, vemos o possvel aumento das taxas de juros, a no renovao de contratos de aluguel e contingncias inesperadas nas aquisies.

    Brazil Pharma (BPHA3): A empresa opera em um setor defensivo (3/4 das vendas so de medicamentos) que vem crescendo de forma agressiva e, no qual as grandes consolidaes ainda esto por vir. Acreditamos que a empresa esteja bem posicionada no segmento farmacutico varejista, que esta experimentando um crescimento rpido, e que possui um forte reconhecimento da marca nas regies Norte, Nordeste e Centro-Oeste. As sinergias do processo de integrao com as aquisies recentes das redes Big Ben e Santana, devem comear a ter um efeito positivo nas despesas gerais e administrativas nos prximos trimestres.

    Cosan (CSAN3): Em nossa viso, a Cosan tem uma estratgia slida para crescer nos segmentos de acar e lcool, distribuio de combustveis e logstica. A empresa vem mostrando excelentes resultados no segmento de distribuio, devido s sinergias que esto sendo criadas com a fuso da Esso com a Shell. A contribuio da aquisio do controle acionrio da Comgs e ALL Logstica ainda no est clara. No entanto, acreditamos que a aquisio provavelmente ir ajudar a manter os bons resultados da diviso de logstica (Rumo). Na diviso acar e lcool, esperamos resultados fracos para 2012, mas com bom potencial de melhoria nos prximos anos. Os principais direcionadores para empresa devem se dar atravs da melhora das margens no segmento de distribuio de combustveis, em funo da converso dos postos de gasolina para a marca Shell, alm de um bom desempenho na linha de lubrificantes e tambm da Rumo. Tambm esperamos alguma recuperao nos canaviais e um efeito positivo sobre os preos do etanol a partir de um possvel ajuste da gasolina. Dentre os principais riscos que vemos esto: Os preos do acar e lcool, as sinergias entre Esso e Shell, a entrega de resultados da Rumo, a taxa de cmbio, a quebra de safra e o volume de consumo de combustveis.

    Estcio (ESTC3): A tese de investimento da Estcio baseada em uma combinao de crescimento orgnico slido, melhoria das margens e crescimento inorgnico. Alm disso, a empresa tem reportado resultados slidos, levando-nos a acreditar que os direcionadores de mdio prazo da empresa implicam em um risco de execuo menor do que um ano atrs. Alm disso, acreditamos que a abertura de novos centros de ensino (no aguardo de autorizao do Ministrio da Educao) e o uso mais agressivo do programa governamental de financiamento para estudantes (FIES) devem impulsionar o ciclo de matriculas de novos alunos e aumentam o potencial no includo em nossas estimativas, que j incluem um considervel crescimento mdio ponderado do lucro lquido CAGR12-15 de 43,5%. Como principais riscos destacamos: i) alta exposio a fuses e aquisies (cerca de 13% do nosso preo alvo), especialmente porque a

  • ESTRATGIA MENSAL 01/11/12

    velocidade de entrega de aquisies tem sido mais lenta do que o esperado, e ii) maior exposio ao Rio de Janeiro, onde a concorrncia alta e o crescimento tem sido mais suave nos ltimos anos. A Estcio ainda tem os menores mltiplos entre as empresas brasileiras de ensino superior, tendo inclusive elevado sua expectativa para os prximos resultados. Embora ainda acreditemos que a Estcio tem maior risco de execuo do que a Anhanguera e a Kroton, esperamos que reduza o desconto dos mltiplos.

    Helbor (HBOR3): A plataforma de diversificao da empresa faz com que a mesma seja menos afetada pelos atrasos nas aprovaes de licenas para construo, que ocorrem em algumas cidades como So Paulo. A empresa tambm apresenta a melhor rentabilidade entre as companhias do setor de construo civil, com o ROE (lucro lquido sobre patrimnio lquido) esperado de 29,3% para 2012. Alm disso, a Helbor possui uma poltica de dividendos atrativa (Dividend yield esperado para 2013 de 5,2%), com perspectiva de evoluo, tendo em vista a estimativa de maior distribuio dos lucros aos acionistas (pay out) nos prximos anos. Vale ressaltar que os acionistas controladores da empresa apresentam acordos de compromisso de longo prazo com a mesma e contm conhecimento sobre os processos do setor de construo civil. Os riscos da HBOR3 envolvem: (i) desafios de execues dos projetos, inerentes ao setor; e (ii) aumento dos custos referentes a servios de execuo terceirizados.

    Localiza (RENT3): A Localiza a maior empresa brasileira de aluguel de automveis e lder no seu mercado de atuao. No perodo que compreende de 2000 a 2011, o nmero de empresas deste setor caiu quase 20%, enquanto a Localiza subiu o seu market share, que passou de 13% para cerca de 30%. Em nossa opinio, nada deve mudar na estratgia da empresa, levando a alcanar resultados positivos e reconhecimento de mercado. A Localiza foi negativamente afetada pela deciso do governo de reduzir o IPI dos veculos novos, uma vez que isso tambm reduz o preo do veculo usado, tornando mais difcil a renovao de sua frota, ao mesmo tempo em que, a empresa deve aproveitar para comprar veculos a preos mais baixos. Os principais catalisadores para a empresa so: crescimento de volume, crescimento do setor areo e o desempenho da economia domstica. Os principais riscos associados com a empresa so: desaquecimento da economia brasileira e a queda de preo dos veculos usados.

    Po de Acar (PCAR4): O Po de Acar a maior empresa brasileira de varejo, atuando nos segmentos de supermercados, bens durveis e comrcio eletrnico. No segmento de supermercados, a empresa vem apresentando um desempenho acima de seus concorrentes e entregando um forte crescimento nas vendas. No segmento de bens durveis, a empresa possui uma forte escala atravs da unio entre Ponto Frio e Casas Bahia. No comrcio eletrnico, o Po de Acar possui importantes vantagens competitivas, atravs da escala e da moderna e eficiente plataforma.

    Os principais catalisadores para a empresa so: crescimento nas vendas, melhora no segmento de bens durveis com a integrao entre Ponto Frio e Casas Bahia e melhora da diviso de comrcio eletrnico.

    Os principais riscos associados com a empresa so: piora do capital de giro, problemas com a integrao entre Ponto Frio e Casas Bahia, aumento da competio no setor e possveis disputas entre os controladores (Grupo Casino, Ablio Diniz e famlia Klein).

    Telefnica Brasil (VIVT4): Acreditamos que a VIVT4 est com um bom ponto de entrada, tendo em vista a fraca performance apresentada por suas aes recentemente. A companhia a atual lder do mercado de telefonia mvel brasileiro e apresenta uma boa distribuio de clientes, alm de oferecer uma reconhecida qualidade em seus servios. Ademais, estimamos um elevado dividend yield para a Telefnica Brasil em 2012 (aproximadamente 9,5%), uma vez que a companhia apresenta baixa necessidade de investimentos, baixo nvel de endividamento e forte gerao de caixa. Vale ressaltar que a empresa ainda tm sinergias a serem aproveitadas, decorrentes da integrao entre a Vivo e a Telesp. Os riscos da VIVT4 envolvem: (i) uma possvel acelerao da migrao de usurios da telefonia fixa para a mvel; (ii) aumento da competitividade no mercado de telefonia mvel (Oi e Claro), bem como nos segmentos de banda larga e telefonia fixa (GVT e NET); (iii) investimentos maiores do que os esperados no que se refere implementao da tecnologia 4G; e (iv) riscos regulatrios.

  • ESTRATGIA MENSAL 01/11/12

    Carteira de Dividendos

    Focada na alta previsibilidade do fluxo de caixa gerado pelas empresas de sua composio, a carteira a mais indicada para o investidor com perfil mais conservador. Ressaltamos a expectativa de retorno mdio via dividendos de 5,0% para 2012 (medida pelo Dividend Yield mdio da carteira).

    O destaque positivo da carteira de dividendos foi o desempenho das aes da Contax PN. A expressiva valorizao no ms refletiu o bom resultado apresentado no 3T12. O Ebitda totalizou R$ 125,4 milhes, ficando 98,4% acima do registrado no igual perodo de 2011. Atribumos o forte crescimento da gerao de caixa da empresa, principalmente, ao aumento nos ganhos de produtividade (relacionado a investimentos em tecnologia), e a um melhor mix de receitas no trimestre. Alm desses fatores, tambm beneficiou o resultado da Contax, o Plano Brasil Maior, atravs da desonerao da folha de pagamento

    As aes da Light, por sua vez, registraram queda de 7,0%, sendo impactadas negativamente pelo ambiente adverso vigente no setor de energia eltrica.

    Para Novembro, retiramos Light e inclumos Ambev.

    Contax (CTAX4): A Contax a empresa lder no mercado brasileiro de Contact Center, especializada na gesto do relacionamento com o consumidor (Customer Relationship Management - CRM). Alm do Brasil, a empresa detm operaes na Argentina, Colombia, Peru, e Espanha. Dentre os catalisadores, vemos o crescimento do setor de Contact Center no Brasil, assim como o crescimento dos seus servios nos demais pases da Amrica Latina, alm de novos contratos junto a outros clientes. Entre os principais riscos, vemos a no renovao dos contratos vigentes, o possvel aumento da concorrncia e a necessidade de constantes investimentos em tecnologia. O dividend yield da Contax da ordem de 5,4%.

    Ambev (AMBV4): Acreditamos que o slido modelo de negcio e a forte gerao de caixa so aspectos relevantes, alm da empresa continuar vivenciando um cenrio positivo de crescimento. O aumento de impostos anunciado este ano um fator de risco no que se refere aos volumes de vendas e margens, porm acreditamos que a empresa possui poder de barganha para lidar com estas questes, considerando a fora das suas marcas. Alm disso, a estratgia da Ambev continua focada no desenvolvimento de cervejas de marcas premiuns, o que permite o crescimento continuado atrelado ao aumento de rentabilidade.

    Vol. Md. Peso na Potencial de Yield3m R$mn carteira ltimo Alvo Valorizao 2012 2013 2012 2013 2012E

    Carteira Dividendos - Novembro

    Ambev AMBV4 COMPRA 109,2 20,1% R$ 83,00 R$ 96,40 16,1% 25,8 23,3 16,7 15,0 3,2%BM&F Bovespa BVMF3 COMPRA 149,8 19,1% R$ 13,00 R$ 15,10 16,2% 20,6 18,8 15,7 14,6 4,0%Contax CTAX4 COMPRA 1,8 17,0% R$ 23,97 R$ 30,00 25,2% 18,6 10,0 6,0 4,5 5,4%Sabesp SBSP3 COMPRA 39,1 19,7% R$ 85,98 R$ 104,00 21,0% 9,6 8,9 7,0 6,5 3,1%Telefnica Brasil VIVT4 COMPRA 53,6 24,1% R$ 45,00 R$ 55,50 23,3% 10,0 9,8 4,2 4,1 9,5%

    Fonte: Bloomberg; gora Corretora e Bradesco Corretora

    Empresa Ticker RecomendaoPreo P/L EV/EBITDA

    25,50%

    6,12%3,60%

    1,60%

    -3,56%-7,06%-10,00%

    -5,00%

    0,00%

    5,00%

    10,00%

    15,00%

    20,00%

    25,00%

    30,00%

    Contax BM&F Bovespa

    Sabesp Telefnica Brasil

    Ibovespa Light

    Performance DividendosOutubro

  • ESTRATGIA MENSAL 01/11/12

    Os principais riscos do ativo so: (i) aumento de impostos pode ter impacto negativo no crescimento do volume, (ii) deteriorao potencial do ambiente competitivo e (iii) um novo aumento de impostos pode representar um desafio para a estratgia da AmBev.

    Sabesp (SBSP3): A Sabesp, que uma das maiores empresas listadas do mundo em valor de mercado no segmento de saneamento bsico, possui excelentes perspectivas de crescimento e grandes investimentos previstos. A empresa poder se beneficiar tambm da definio de um marco regulatrio especfico para o setor. Sua primeira reviso tarifria dever ocorrer ainda em 2012 e os primeiros indcios das regras que sero aplicadas, que foram divulgadas pelo rgo regulador (ARSESP), devem proporcionar retornos satisfatrios para os investimentos realizados no passado e ao longo do tempo. Alm disso, o processo de reviso tarifria trar adiante maior previsibilidade e estabilidade para os resultados da empresa. O principal risco o adiamento do processo de reviso tarifria.

    BM&F Bovespa (BVMF3): As principais motivaes para a recomendao da BM&FBovespa so: (i) perspectiva de um ambiente melhor para os mercados de aes, derivativos e futuros no Brasil, a partir da expectativa de maior crescimento econmico e por conta da nova realidade da taxa bsica de juros, em seu menor nvel histrico; (ii) expectativa de despesas operacionais mais estveis e previsveis nos prximos trs anos; (iii) possibilidade de melhora das margens operacionais da empresa, at como consequncia dos itens anteriores; e (iv) atratividade pela tica dos dividendos. Alm dos pontos citados, h sinais claros de que o ambiente competitivo no ser um problema pelo menos at 2014 (potencialmente, mais tarde). Dentre os pontos de risco, apontamos a instabilidade regulatria no Brasil (exemplo: IOF sobre derivativos) e uma eventual piora no cenrio do mercado de capitais internacional.

    Telefnica Brasil (VIVT4): Acreditamos que a VIVT4 est com um bom ponto de entrada, tendo em vista a fraca performance apresentada por suas aes recentemente. A companhia a atual lder do mercado de telefonia mvel brasileiro e apresenta uma boa distribuio de clientes, alm de oferecer uma reconhecida qualidade em seus servios. Ademais, estimamos um elevado dividend yield para a Telefnica Brasil em 2012 (aproximadamente 9,5%), uma vez que a companhia apresenta baixa necessidade de investimentos, baixo nvel de endividamento e forte gerao de caixa. Vale ressaltar que a empresa ainda tm sinergias a serem aproveitadas, decorrentes da integrao entre a Vivo e a Telesp. Os riscos da VIVT4 envolvem: (i) uma possvel acelerao da migrao de usurios da telefonia fixa para a mvel; (ii) aumento da competitividade no mercado de telefonia mvel (Oi e Claro), bem como nos segmentos de banda larga e telefonia fixa (GVT e NET); (iii) investimentos maiores do que os esperados no que se refere implementao da tecnologia 4G; e (iv) riscos regulatrios.

  • ESTRATGIA MENSAL 01/11/12

    Carteira Arrojada

    Constituda por cinco aes, a carteira que normalmente apresenta o maior nvel de risco e tambm o maior potencial de valorizao, em um cenrio positivo para a bolsa.

    Todos os ativos recomendados na Carteira Arrojada fecharam o ms em alta, tendo como destaque as aes da Dasa, conforme j explicado no desempenho da carteira Top 10 acima.

    Para novembro, retiramos Anhanguera e Dasa e inclumos Cosan e Estcio.

    A Carteira Arrojada constituda por cinco ativos da Carteira TOP 10, j descritos acima.

    Vol. Md. Peso na Potencial de Yield3m R$mn carteira ltimo Alvo Valorizao 2011 2012 2011 2012 2012E

    Carteira Arrojada - Novembro

    Cosan CSAN3 COMPRA 43,5 22,6% R$ 38,95 R$ 47,80 22,7% 6,1 32,3 9,1 8,0 0,3%BR Properties BRPR3 COMPRA 31,0 23,6% R$ 26,60 R$ 34,00 27,8% 9,3 20,9 21,9 12,9 0,5%Helbor HBOR3 COMPRA 3,4 18,0% R$ 11,45 R$ 14,30 24,9% 8,1 7,3 8,2 6,9 4,0%Estcio ESTC3 COMPRA 14,6 17,0% R$ 38,70 R$ 47,00 21,4% 28,1 17,8 15,3 10,3 0,9%Po de Aucar PCAR4 COMPRA 43,3 18,8% R$ 93,20 R$ 111,00 19,1% 24,2 21,0 11,2 9,9 1,0%

    Fonte: Bloomberg; gora Corretora e Bradesco Corretora

    Empresa Ticker RecomendaoPreo P/L EV/EBITDA

    10,66%

    5,64% 5,53%2,93%

    0,57%

    -3,00%

    2,00%

    7,00%

    12,00%

    17,00%

    22,00%

    Performance ArrojadaOutubro

    Fonte: Broadcast

  • ESTRATGIA MENSAL 01/11/12

    O desafio de se ter uma recuperao

    duradoura

    CENRIO MACROECONMICO PARA 2013

    Nvel De Atividade

    A recuperao da atividade econmica brasileira j era aguardada pelos economistas. O consenso de mercado, bem como o Banco Central, sempre apontou para um reaquecimento da economia durante o segundo semestre de 2012, com taxas de crescimento mais elevadas em relao ao 1S12.

    Os economistas divergiam, contudo, sobre quais seriam as razes para tal reaquecimento. A maioria apontava para o impulso gerado pela reduo da taxa de juros. Outros analistas, por sua vez, acreditavam que o crescimento seria proporcionado por estmulos fiscais. Ns, por outro lado, sempre adotamos uma viso mais conservadora. As medidas de estmulo foram direcionadas para incentivar a demanda. Sendo assim, a oferta, principal entrave ao crescimento brasileiro, permaneceu fraca em decorrncia, principalmente, da baixa competitividade da indstria nacional.

    Essa falta de competitividade nacional deriva, principalmente, do elevado custo da mo de obra. Esse custo, por sua vez, sofre os impactos das polticas de incentivo por parte do governo, cujas atenes esto sendo direcionadas gerao de empregos desde o incio da crise. Neste cenrio, o setor de servios, que no apresenta concorrncia externa, forado a pagar salrios mais elevados. Vale ressaltar que tal ampliao nos salrios tende a ser repassada para os consumidores atravs de aumentos nos preos. J o setor industrial no pode recorrer elevao dos preos de seus produtos, uma vez que as indstrias dos pases desenvolvidos apresentam capacidade ociosa, pressionando para baixo os preos globais. Ou seja, o recuo dos preos dos produtos industriais vem compensando, parcialmente, o aumento da inflao dos servios.

    Neste ano, contudo, houve desenvolvimento das condies para a expanso da oferta. A taxa de cmbio estabilizou-se em patamar mais favorvel, com certa desvalorizao do real frente ao dlar e, alm disso, alguns setores da economia brasileira apresentaram benefcios advindos de redues na carga tributria.

    difcil distinguir, entretanto, qual o crescimento proporcionado pelas aes de estmulos adotadas pelo governo. As medidas de incentivo no conseguem compensar os efeitos da crise internacional, principalmente europeia, que representam entraves a um maior crescimento brasileiro. Assim, a mensurao de como a desacelerao da economia global afetou a China e tambm o Brasil torna-se muito complexa.

    Acreditamos, contudo, que o PIB apresentar expanso no terceiro trimestre de 2012. Os dados divulgados at agora indicam que a economia dever crescer em uma taxa prxima a 1,5%, na comparao trimestral. Apesar de tal recuperao no 3T12, as incertezas que envolvem a manuteno do crescimento brasileiro permanecem.

    O nvel dos investimentos na economia nacional representar um importante indicador para o crescimento do pas nos prximos trimestres. Sem investimentos elevados, a economia no poder permanecer crescendo a taxas elevadas, tendo em vista o aquecido mercado de trabalho, as preocupaes em torno da inflao e o conturbado ambiente internacional. Neste cenrio, difcil avaliar se os investimentos no pas acompanharo a recuperao de outros indicadores econmicos.

  • ESTRATGIA MENSAL 01/11/12

    Ajuste na gasolina e expanso do crdito podem pressionar 2013

    Inflao

    No inicio deste ano, uma srie de fatores favoreceu a desinflao. Ocorreu uma pausa na expanso monetria dos principais bancos centrais globais, que no chegou a compensar a desalavancagem em curso nas economias desenvolvidas.

    Os sinais de fadiga no crescimento chins se tornaram mais evidentes o que, combinado com a desalavancagem nos Estados Unidos e na Europa, teve impacto sobre os preos das commodities. Enquanto isso, o crdito (especialmente para consumo) continuou a apresentar desacelerao no Brasil, apesar do movimento na direo oposta, promovido pelos bancos pblicos.

    Ao longo do ano, foram implementadas medidas de reduo dos impostos para bens de consumo durveis (automveis, principalmente), levando a um impacto direto de pelo menos 0,25 p.p sobre a inflao no ano. No entanto, o ndice chegou a seu menor nvel em julho, quando apontava para +4,9%, ainda assim, acima do teto da meta de 4,5%, estabelecido pelo Banco Central do Brasil.

    Os efeitos da seca nos Estados Unidos j comeam a incidir sobre os preos dos alimentos brasileiros, que devem seguir pressionados. Desta forma, acreditamos que a inflao para o ano de 2012 deva sofrer nova presso de alta no ltimo bimestre.

    Outro ponto importante diz respeito estabilidade no balano de pagamentos do Fed e do BCE que est prxima do fim, com a liquidez extra pressionando a inflao (pelo menos temporariamente). Alm disso, a economia brasileira interrompeu o perodo de estabilidade registrado anteriormente. O crescimento verificado no terceiro trimestre de 2012, contudo, no dever se manter nos prximos trimestres.

    verdade que os cortes anunciados nos preos da energia eltrica s tero efeito sobre a inflao a partir do primeiro trimestre de 2013, o que pode levar a uma reduo de 0,50 p.p. no IPCA. No entanto, outras presses podem surgir no perodo como, por exemplo, um eventual ajuste nos preos da gasolina, o que poderia forar um aumento de 0,25p.p na inflao.

    Adicionalmente, os sinais de melhora na carteira de credito do setor privado continuam a se acumular, criando espao para uma expanso mais vigorosa do credito no prximo ano, o que pode trazer presso sobre a inflao. At o presente momento, projetamos em 6,0% o IPCA de 2013.

    -0,25%

    0,00%

    0,25%

    0,50%

    0,75%

    1,00%

    -2%

    0%

    2%

    4%

    6%

    8%

    set-09 mar-10 set-10 mar-11 set-11 mar-12 set-12

    IPCA

    Variao sobre o mesmo ms do ano anterior (%)

    Variao sobre o ms anterior (%)

    Fonte: IBGE

  • ESTRATGIA MENSAL 01/11/12

    Estmulos moderados

    Resultado Fiscal

    O desempenho fiscal do Brasil tem se deteriorado e os 3,1% de meta de superavit para 2012 parece fora do alcance. At agosto, a variao em 12 meses mostrava saldo positivo de 2,5% do PIB, num decrscimo significativo na comparao com o superavit de 3,1% do final do ano passado.

    A queda foi atribuda ao baixo volume de receitas do governo, ao mesmo tempo em que os gastos estiveram elevados.

    O crescimento das receitas declinou sob influncia do menor ritmo da atividade econmica. As receitas de arrecadao junto s empresas, por exemplo, sentiram o declnio dos lucros corporativos. Alm disso, as aes de estmulo fiscal por parte do Governo para setores considerados chaves (como o automobilstico) provocou reduo das receitas fiscais.

    J as despesas foram impactadas pelo reajuste do salrio mnimo e pelo aumento dos investimentos pblicos. Os gastos de investimento do governo (exemplo: habitao) cresceram mais de 20% em base anualizada, considerando os nove primeiros meses do ano. Ao mesmo tempo, o aumento de 14% do salrio mnimo, no incio deste ano, impulsionou os gastos com a previdncia social, que so indexados ao salrio mnimo.

    Dada a fraca performance fiscal registrada at o momento, a meta de superavit primrio pode ser perdida, atingindo-se somente 2,8% do PIB. Contudo, tal fato poder implicar ainda que a dvida lquida mostrar tendncia de queda, saindo de uma relao de 36,5% em 2011 para 34,7% em 2012.

    A retomada do crescimento econmico poder sustentar a performance fiscal em 2013. Entretanto, isto no deve impedir que sejam feitos cortes nas metas para 2013 em diante. Taxas de juros em queda indicam que haver mais espao para um resultado primrio menor, enquanto a dvida lquida mantm uma tendncia de queda.

    Isto poder propiciar condies para novas redues de impostos e medidas especficas setoriais voltadas para sustentar o crescimento da demanda. No curto prazo, o afrouxamento da poltica monetria deve significar mais estmulos e mais inflao.

    -1,5%

    0,0%

    1,5%

    3,0%

    4,5%

    -10

    -5

    0

    5

    10

    15

    20

    25

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    set-09 mar-10 set-10 mar-11 set-11 mar-12 set-12

    Supervit Primrio do Setor Pblico

    Supervit Primrio (R$ bilhes) Supervit Primrio / PIB (%) em 12 meses

    Fonte: Banco Central

  • ESTRATGIA MENSAL 01/11/12

    Relaxamento quantitativo

    mundial pode melhorar o cenrio

    Balano De Pagamentos

    Desde o incio do ano, o Balano de Pagamentos brasileiro tem se mostrado surpreendentemente fraco, mesmo com a abundncia de liquidez internacional. Em uma base anual, o supervit do Balano caiu para meros 1,1% do PIB em agosto, contra 3,5% no ano anterior. Este declnio se deu pela retrao nos fluxos financeiros: a conta de capital e financeira caiu em 2,6 pontos percentuais no ltimo ano (para 3,2% do PIB), enquanto o dficit em conta corrente permaneceu estvel em 2,1% do PIB.

    A forte queda nos fluxos financeiros foi uma consequncia do decrscimo nos fluxos de portflio lquidos, que quase foram interrompidos, caindo de 2,5% do PIB em agosto de 2011 para 0,4% no mesmo perodo de 2012. Tal declnio foi parcialmente causado por um movimento de controle de capitais aplicado por autoridades internacionais no ano passado, mas o pessimismo acerca da lucratividade das empresas e da desacelerao chinesa provavelmente pesaram sobre o fluxo de capitais.

    Por outro lado, o fluxo de investimento direto denota otimismo. O Investimento Externo Direto permaneceu estvel em 2,9% do PIB durante este ano, continuando a sugerir boas perspectivas para a economia brasileira no longo prazo. Outro ponto positivo no Balano de Pagamentos tem sido a estabilidade da Conta Corrente, mesmo com a leve queda no supervit comercial (para 1,0% do PIB). Este efeito foi parcialmente compensado por uma diminuio nas remessas de lucro para o exterior.

    Por fim, esperamos que o Balano de Pagamentos mostre melhora nos prximos meses, devido a fatores externos e internos favorveis. Primeiramente, a expectativa de acelerao econmica no curto prazo deve trazer otimismo s estimativas de rentabilidade das empresas e comportamento do mercado, podendo impulsionar os fluxos de capital positivamente. Alm disso, as medidas de relaxamento quantitativo ao redor do mundo injetaro liquidez nos mercados internacionais e, fatalmente, parte desta liquidez ser direcionada para pases emergentes como o Brasil. Tal fato somado ao provvel crescimento chins deve compensar um enfraquecimento na Balana Comercial.

    -15

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    set-10 dez-10 mar-11 jun-11 set-11 dez-11 mar-12 jun-12 set-12

    Balano de Pagamentos(US$ bilhes)

    Balano de Pagamentos

    Conta Corrente

    Investimento Estrangeiro Direto

    Fonte: Banco Central

  • ESTRATGIA MENSAL 01/11/12

    Espanha ainda resiste a pedir

    socorro

    2013: repetio de 2012?

    Cenrio Global

    A terceira etapa do programa de flexibilizao quantitativa (QE3) foi anunciada oficialmente, enquanto que o BCE continua aguardando o pedido oficial de auxlio por parte da Espanha e o Banco do Japo (BoJ) tambm anunciou a expanso do seu programa monetrio. O segundo trimestre de 2012, foi marcado pelas expectativas acerca das atitudes que os bancos centrais tomariam. Agora, a expectativa ser sobre os efeitos que esse dinheiro novo ter sobre a economia global.

    A atitude do Banco Central Europeu (BCE) de fazer o que for necessrio para proteger o euro e o anuncio do terceiro ciclo de afrouxamento quantitativo (QE3) nos EUA, juntos, tornaram-se a maior injeo de liquidez no mundo, desde o final de 2010.

    Transcorrido mais de um ms do anncio do BCE e algumas semanas desde o anncio do Fed, aceitvel assumir uma diminuio dos retornos obtidos com esses programas. No acreditamos que esses programas quantitativos sejam a soluo dos problemas da economia global, porm nos parece que essas notcias traro calmaria aos mercados nos prximos meses.

    De acordo com o noticirio recente, para que o governo espanhol faa um pedido formal de resgate financeiro, os spreads dos ttulos ainda precisam apresentar um crescimento forte. Quando isto acontecer, o BCE ter meios para agir (comprando os ttulos de dvida do governo espanhol). Atualmente, os mercados j conhecem os prazos e os prximos passos da crise europeia - dois ingredientes estabilizadores que faltavam no ms anterior.

    Nos EUA, os indicadores imobilirios esto apresentando melhoras, porm esta tendncia no foi seguida por outros dados relevantes. A economia norte-americana prosseguiu em seu esforo de crescimento, o que no foi ruim para a economia global. A prxima rodada de volatilidade no mercado deve acontecer no inicio de 2013 com o debate sobre o Fiscal Cliff (risco de retirada de estmulos e aumento da carga tributria).

    Quanto China, no nos parece que o pas esteja com pressa para anunciar medidas mais efetivas para estimular sua economia, considerando que a maior parte dos esforos feitos em 2009/2010 revelarem-se muito problemticos. Embora este seja o cenrio base, acreditamos que sero tomadas medidas gradativas durante o quarto trimestre de 2012. Os investidores devem entender que no existe opo fcil para a China (se o pas insistir em aumentar o afrouxamento, corre o risco de fazer com que a situao piore, dado os desequilbrios j existentes). A diminuio do crescimento ser inevitvel em 2013 - em torno de 6%.

    Estados Unidos Os economistas e estrategistas aprendem com a crise e sabem muito mais hoje do que h dois meses. Atualmente, temos noo do formato e da extenso do terceiro afrouxamento quantitativo do Federal Reserve. As medidas que o Fed adotou foram previsveis, assegurando as condies de liquidez para os bancos e fixando as taxas de juros prximas a zero, alm da promessa de que ficaro vigentes at 2015. No existem, praticamente, novas notcias nas ultimas declaraes, o que motivou a inrcia dos mercados, sem nenhuma movimentao clara em tendncia de alta. Os mercados precisavam de algo inesperado e no obtiveram.

  • ESTRATGIA MENSAL 01/11/12

    Tenses devem permanecer

    Temos expectativa de que a economia norte americana apresentar uma performance um pouco melhor no 4T12 e em 2013. Isto significa que os investidores devem esperar taxas de crescimento de cerca de 1,5%-2,0%. Esta taxa no inspira muito o quinto ano de recuperao econmica, especialmente dado o grau de estmulo criado no mesmo perodo. No acreditamos que a economia americana ir decolar em 2013, e sim que ser uma repetio de 2012. A diferena estar, talvez, na ausncia de expectativas positivas no inicio do ano.

    A surpresa positiva no setor imobilirio real, e deve ser celebrada com grau moderado de otimismo. Isto porque as aes do mercado esto em alta, porm o crescimento da renda e o forte crescimento econmico ainda no so fatores presentes. Estruturalmente, existe a necessidade de retirar alguns excessos, o que pode atrasar a recuperao imobiliria. Entretanto, os preos das aes parecem importantes para passar aos investidores a mensagem que os preos se estabilizaram e esto finalmente com leve tendncia de alta. Compartilhamos com os investidores as dvidas em relao ao Fiscal Cliff, porm acreditamos que at o ultimo minuto os legisladores vo se comprometer com a questo, mesmo se o resultado no congresso americano no for favorvel ao programa. O ajuste fiscal nos Estados Unidos apenas comeou, sendo um processo de longo prazo.

    Europa Aps a adoo do programa de interveno nos mercados de ttulos soberanos ou Outright Monetary Transaction (na sigla em ingls OMT), a configurao dos mercados tornou-se mais previsvel do que h seis ou nove meses atrs. A Espanha necessita realizar uma "rolagem" de dvida nos prximos meses e a consolidao fiscal no se mostrou capaz de impactar positivamente a economia, j que nenhuma reforma estrutural foi adotada. Sendo assim, os mercados esto aguardando a Espanha realizar o pedido formal de ajuda. Esta situao configura uma circunstncia parecida com uma opo de venda na qual o preo de exerccio, de modo grosseiro, o yield de 6% dos ttulos soberanos espanhis. Se os mercados tornarem-se estressados e mostrarem relutncia em financiar o pas, o processo j conhecido: a Espanha ir fazer o pedido formal de assistncia (componente condicionante do OMT). Existe um certo consenso de que a Espanha far o pedido, se necessrio for. Quando isto acontecer, os mercados sabero qual o limite mnimo. Suspeitamos que, dado o tamanho da dvida e o risco envolvido na demora deste longo processo, este limite nos mercados no est longe dos nveis atuais. O intervalo de tempo, contudo, parece bastante curto (trs meses). Dada a formalidade do pedido de assistncia, a anlise das condies pelo Banco Central Europeu (BCE), as aprovaes dos pases e, finalmente, o desembolso, este processo poder exceder os trs meses previstos.

    Este cenrio situa a calmaria em que os mercados se encontram no momento. Acreditamos que esta seja a lgica de curto prazo. O ano de 2013, porm, ainda est exposto a riscos de ruptura provenientes da deteriorao financeira, seguido de assistncia e depois alvio. O limite mximo deste processo referente aos problemas naturais decorrentes da estrutura da Unio Europeia, o que no deve mudar no mdio prazo. No dever ocorrer unio fiscal nem bancria nos prximos doze meses. As tenses e o alto risco ainda devem permanecer em tal cenrio.

  • ESTRATGIA MENSAL 01/11/12

    Medidas de expanso

    monetria j implementadas no so soluo

    Medidas de incentivo

    expressivas no devem ocorrer

    Cenrio internacional reduz risco inflacionrio

    Polticas do Banco Central Europeu e Federal Reserve A postura do Banco Central Europeu (BCE), de fazer o que for necessrio para proteger o Euro, e o afrouxamento quantitativo (QE3) feito pelos Estados Unidos, foram, em conjunto, os impulsos economia mais fortes desde o final de 2010. Embora, isoladamente, nenhum desses movimentos (por parte do BCE, ou do FED) tenha representado um movimento inovador, o impacto das aes de forma conjunta foi algo novo. Alm dessas medidas, importante destacar os estmulos feitos pelos demais bancos centrais, por exemplo, o Banco do Japo, que vem adotando uma espcie de flexibilizao monetria (embora de forma muito mais tmida). Para que o afrouxamento quantitativo (QE3) seja eficaz, o Federal Reserve necessita de uma poltica de expanso monetria mais ativa. No entanto, a ampliao das polticas monetrias pelos principais bancos centrais precisa de uma maior aprovao poltica. A ttulo de exemplo, a reunio do FMI mostrou a falta de consenso sobre a direo da economia global. Em nossa viso, seguimos com a posio de que o quanto destes programas no so fundamentalmente a soluo para a economia global. Com resultado, os spreads de ttulos espanhis precisam aumentar muito mais para o governo conseguir capitalizar (solicitando formalmente auxilio financeiro). Quando isso acontecer, o BCE ter meios para agir, atravs da compra destes ttulos espanhis com garantias formais.

    China Acreditamos que no existe sentido de urgncia, na China, para a adoo de medidas de impacto com objetivo de impulsionar a economia do pas. Tal situao decorre, em nossa viso, dos efeitos negativos das aes com igual propsito, efetuadas em 2009 e 2010. Progressivamente, contudo, o pas dever adotar medidas de incentivo, ainda que brandas, que podero ocorrer ainda durante o ltimo trimestre de 2012 e no primeiro semestre de 2013. As decises embutem alguma complexidade: impulsionar a economia e conformar-se com seus consequentes desequilbrios ou aceitar uma reduo no ritmo da atividade econmica? Neste cenrio, acreditamos que a segunda opo tende a ser mais adotada em 2013, com um menor crescimento para o pas no prximo ano.

    Brasil O Brasil poder ser influenciado pelo cenrio internacional que, segundo nossa viso, no dever apresentar descontinuidade em relao ao ritmo do crescimento na China, nem surpresas provenientes dos Estados Unidos. A Europa, por outro lado, dever seguir representando maior risco. As incertezas quanto ao futuro da zona do euro ainda persistem e devem continuar afetando o Brasil em 2013. Neste contexto, acreditamos que o mercado internacional tende a apresentar impactos desinflacionrios ou at deflacionrios. Tal fato dever mitigar os efeitos negativos advindos das medidas monetrias expansionistas adotadas pelo Banco Central brasileiro.

  • ESTRATGIA MENSAL 01/11/12

    Foco no mercado

    domstico

    Mercado Acionrio

    De um lado, o mercado de aes brasileiro passou por um ano difcil em 2012, com alta volatilidade e um tmido retorno acumulado no ano de 0,6% em real, e -7,1% em dlar. Por outro lado, analisando o desempenho das 150 aes mais lquidas negociadas no Brasil, encontramos alguns nmeros animadores: enquanto 48 aes tiveram desempenho inferior ao do benchmark Ibovespa, 102 superaram o ndice e 74 subiram mais de 20% no acumulado do ano. Olhando para as empresas vencedoras e perdedoras nesse perodo, destacamos dentre os perdedores as aes dos setores: construo civil, concessionrias de energia eltrica, petrleo, ao, minerao, telecomunicaes e bancos, enquanto entre os vencedores esto: varejo, bens de consumo e outros setores impulsionados pela economia domstica. At o anncio da divulgao das condies para a renovao das concesses das usinas hidreltricas, as aes das empresas concessionrias de energia eltrica estavam entre aquelas com performance superior ao Ibovespa - como foi tambm o caso do setor de telecomunicaes, at que a autoridade reguladora (Anatel) exigiu a melhoria da qualidade dos servios, o que impactou as aes das referidas empresas.

    Alm das surpresas recentes com a mudana de regras inesperada em certos setores (servios pblicos de eletricidade e telecomunicaes dentre outros), a estratgia bem sucedida desde 2010 tem sido claramente o foco em casos de investimento expostos economia domstica. O cenrio econmico pano de fundo para esta estratgia baseado nos atuais nveis de renda real e baixas taxas de desemprego no Brasil, que tm mantido as vendas no varejo relativamente fortes, apesar de um fraco patamar de crescimento da economia.

    Adicionalmente, tomando por base o crescimento dos lucros, esses setores tambm sofreram expanso de mltiplos importante, estando os investidores ainda expostos a esse segmento, mesmo com mltiplos elevados. Olhando para 2013, a nossa viso de que a estratgia vencedora deve continuar a ser um foco em empresas impulsionadas pela economia domstica. Apesar do desempenho fraco das aes de empresas ligadas a commodities em Bolsa, ainda vemos incertezas importantes para estes ativos - especialmente as relacionadas com o desempenho da economia chinesa.

  • ESTRATGIA MENSAL 01/11/12

    Expectativas de melhoras operacionais em 2013

    Perspectivas para as empresas brasileiras

    Aps um ano difcil em 2012, esperamos um crescimento significativo nos lucros das empresas brasileiras em 2013. Considerando o LPA do Ibovespa, estimamos expanso de 33,7% no ano de 2013 na comparao com 2012, impulsionado, principalmente, pelo setor imobilirio e de empresas ligadas a commodities industriais, conforme pode ser visto na tabela abaixo:

    O melhor cenrio esperado, para 2013, em termos de lucro das empresas atribudo no apenas a um efeito cambial, mas tambm as melhorias operacionais das empresas. Desta forma, esperamos um crescimento mdio de 30,2% do Ebitda das empresas do Ibovespa (excluindo bancos e holdings). Pelo lado negativo, as empresas de energia eltrica devero ser um entrave sobre os lucros da bolsa, com a maioria das empresas do setor registrando uma queda relevante nos lucros, devido aos processos de reviso tarifria das empresas de distribuio e da renovao das concesses das empresas de gerao.

    Fonte: Bradesco Corretora e gora Corretora

    Petroquimico

    SetorContribuiao do crescimento do LPA

    2012 2013Imobilirio

    PetroleoSiderurgia

    BancosBens de Consumo

    Acar&Alcool

    VarejoMinerao

    TransportesTelecomunicaoes

    CredenciadoresSade

    -0,7%-4,8%-0,4%0,6%1,7%

    1,3%

    0,0%0,3%0,0%0,2%

    0,1%0,2%

    -10,6%-0,1%

    17,6%9,4%2,7%2,4%2,1%

    0,2%

    3,7%-0,9%1,2%-2,0%

    -0,1%0,2%

    0,8%0,6%0,5%0,2%0,2%

    -2,9%TOTAL -11,4% 33,7%

    0,1%0,1%0,0%-0,1%-0,1%-1,5%

    Energia Eltrica

    Concessoes RodoviariasExchange

    SaneamentoAviao

    Papel&Celulose

  • ESTRATGIA MENSAL 01/11/12

    Resultados corporativos

    devero ser os principais

    direcionadores

    Estabilidade por perodo

    considervel

    Expectativas sobre a performance do mercado

    Baseado num ndice Preo/Lucro (P/L) alvo de 12,8x para 2013 (seguindo a trajetria mdia de P/L desde 2005, de acordo com a Bloomberg), estamos estabelecendo nossa estimativa para o Ibovespa em 72.000 pontos para 2013, com potencial de valorizao de 24,8%, em relao aos nveis atuais. Baseado em uma anlise bottom-up (aplicando nossos preos alvo para cada empresa que compe o ndice), a nossa estimativa para o Ibovespa seria de 74.700 pontos.

    O grfico acima mostra que o ponto atual do P/L do Ibovespa est prximo da mxima histrica. Mesmo considerando o retorno para o patamar mdio (12,8x), ainda vemos potencial de valorizao, baseado na taxa mdia esperada de crescimento dos lucros corporativos em 2013 (33%). Portanto, vemos os resultados trimestrais como um dos principais direcionadores para as performances das aes em 2013, pois confirmaro, pouco a pouco, a melhora estimada para o desempenho das empresas.

    Os setores que apresentam os maiores potenciais de valorizao so os de companhias areas e de transportes, enquanto outros setores, como de papel e celulose e de concesses rodovirias, parecem estar precificados. Todavia, os maiores contribuintes para o potencial de valorizao do Ibovespa de 24,8% em nossa anlise bottom-up seriam os setores de petrleo, bancos, minerao e siderurgia.

    Juros/Ttulos/Copom

    Acreditamos que a taxa Selic continuar em 7,25% por um longo perodo. Consideramos provvel, contudo, que o Banco Central ir aument-la, caso a inflao se mostre preocupantemente alta. Assim, a nossa projeo aponta para Selic em 8,5% ao trmino de 2013. Em relao ao 3T12, vislumbramos um bom desempenho para o PIB brasileiro, acompanhado de um aumento da inflao. Tais fatores devero ampliar a volatilidade do mercado de juros.

    0

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    15

    20

    25

    Jun-05 Jun-06 Jun-07 Jun-08 Jun-09 Jun-10 Jun-11 Jun-12

    IbovespaP/L historico

    P/L Media historica P/L

  • ESTRATGIA MENSAL 01/11/12

    Cmbio

    Acreditamos que a taxa de cmbio dever permanecer no intervalo entre R$ 2,00 / US 1,00 e R$ 2,10 / US$ 1,00 nos prximos meses. Assim, para o final de 2012, projetamos a taxa de R$ 2,00 / US 1,00. J para dezembro de 2013, estimamos o cmbio em R$ 2,05 / US 1,00.

  • ESTRATGIA MENSAL 01/11/12

    GUIA DE AES

    * Preo-Alvo para Dez/2013

    C = Compra; V = Vender; M = Manter; E.R = Em Reviso; R = Restrito Fonte: Bradesco Corretora e gora Corretora

    Empresa Cdigo Rec.Preo Alvo Preo Upside

    Volume (R$ mm) Mximo Mnimo

    Div. Yield (%)

    Valor de Mercado

    dez-12 ltimo (%) Mdia 3m 12m 12m 12E 13E 12E 13E 12E (R$ mm)

    A C A R E LC OOL

    Cosan* CSAN3 C 47,80 38,95 22,7% 43,5 38,95 24,58 6,0 32,0 8,9 8,9 0,3% 15.736

    So M art inho* SM TO3 C 33,80 25,38 33,2% 3,2 25,63 16,21 22,4 17,9 6,3 5,6 1,1% 2.843

    A VIA O

    Embraer EM BR3 M 15,00 14,20 5,6% 28,9 16,60 10,26 13,8 13,3 6,5 6,0 1,8% 5.078

    Go l GOLL4 C 22,00 10,15 116,7% 25,3 16,30 7,58 11,4 12,4 6,7 6,2 2,2% 2.791

    B A N C OS E SEGUR OS

    Bradesco BBDC4 R - 32,00 - 199,6 36,28 26,33 - - - - - -

    ABC Brasil * ABCB4 C 18,60 11,54 61,2% 3,4 14,50 9,00 7,0 5,8 - - 5,7% 1.604

    Banco do Brasil * BBAS3 R - 21,67 - 170,6 28,48 17,70 - - - - - -

    BTG Pactual * BBTG11 C 39,90 32,00 24,7% 11,6 33,20 23,91 9,1 8,3 - - 2,8% 28.250

    Bicbanco * B ICB4 C 10,00 6,66 50,2% 0,9 7,90 5,06 10,3 6,0 - - 6,8% 1.638

    Daycoval * DAYC4 M 12,00 10,59 13,3% 0,8 11,57 7,66 6,8 6,2 - - 6,7% 2.287

    Ita * ITUB4 M 41,40 29,70 39,4% 298,3 38,47 26,43 9,3 8,2 - - 3,3% 134.185

    Itausa * ITSA4 M 12,19 8,90 37,0% 123,2 11,45 7,96 - - - - - 43.138

    Sofisa * SFSA4 M 4,20 3,57 17,6% 0,1 3,93 2,72 12,0 6,8 - - 2,1% 493

    Porto Seguro* PSSA3 M 23,00 21,60 6,5% 11,1 23,33 16,16 11,1 10,3 - - 4,1% 6.977

    Santander * SANB11 M 20,30 13,95 45,5% 38,2 19,05 11,93 8,2 6,9 - - 5,0% 52.874

    SulAmrica* SULA11 M 18,00 16,00 12,5% 7,9 18,12 11,74 12,4 9,8 - - 4,0% 4.507

    C ON ST R U O C IVIL

    Brookfield* BISA3 M 3,90 3,55 9,9% 25,5 6,61 2,51 neg 5,8 60,2 7,2 - 2.024

    Cyrela* CYRE3 C 24,20 17,22 40,5% 59,7 19,37 13,06 9,4 6,9 9,7 7,3 2,7% 7.077

    Direcional* DIRR3 C 15,20 12,16 25,0% 4,9 12,45 8,22 8,1 7,0 8,2 6,6 0,4% 1.873

    Gafisa* GFSA3 M 4,70 3,73 26,0% 67,5 6,48 2,09 - 6,8 14,6 10,0 0,5% 1.611

    Helbo r* HBOR3 C 14,30 11,45 24,9% 3,4 11,87 6,37 8,1 7,3 8,2 6,9 4,0% 2.233

    JHSF* JHSF3 C 10,70 8,82 21,3% 3,6 8,82 3,82 20,2 16,6 16,2 13,0 0,0% 3.793

    Viver* VIVR3 V 1,20 1,23 -2,4% 0,6 2,56 1,06 neg neg neg 57,0 - 412

    M RV* M RVE3 M 14,20 10,30 37,9% 64,6 14,89 7,82 8,0 6,6 8,8 7,1 3,3% 4.923

    Rossi* RSID3 M 6,10 4,27 42,9% 32,7 11,44 3,66 6,7 3,2 9,2 5,9 3,7% 1.157

    PDG Realty* PDGR3 M 4,10 3,42 19,9% 116,5 7,91 2,85 neg 7,1 neg 8,9 - 4.562

    Lopes* LPSB3 M 39,50 34,90 13,2% 4,5 39,51 23,20 17,1 11,6 10,8 6,5 7,5% -

    BR Brokers* BBRK3 C 9,10 5,75 58,3% 6,7 7,75 4,95 11,6 10,1 5,5 4,6 4,8% -

    C ON SUM O

    Alpargatas * ALPA4 C 17,40 15,38 13,1% 5,3 15,71 9,29 21,2 15,2 15,4 10,8 1,9% 5.891

    AmBev * AM BV4 C 96,40 83,00 16,1% 109,2 85,58 55,05 25,8 23,3 16,7 15,0 3,2% 258.794

    Arezzo & Co * ARZZ3 C 42,30 36,25 16,7% 5,8 37,98 21,17 31,9 23,7 22,4 16,2 2,3% 3.226

    B2W * BTOW3 M 9,20 9,88 -6,9% 11,5 14,49 5,05 neg neg 7,4 5,3 - 1.551

    Brazil Pharma * BPHA3 C 16,30 12,35 32,0% 10,4 13,10 6,85 - 24,8 14,9 10,9 0,3% 3.149

    RaiaDrogasil * RADL3 C 27,60 22,35 23,5% 21,6 24,46 10,36 44,7 27,5 19,7 14,3 0,7% 7.376

    Lo jas Americanas * LAM E4 M 17,40 17,00 2,4% 32,6 18,22 10,59 42,3 29,8 11,9 9,3 0,6% 16.235

    Le Lis B lanc * LLIS3 C 13,00 8,66 50,1% 10,0 12,80 7,90 43,6 17,4 13,8 7,8 0,6% 1.481

    Po de Aucar * PCAR4 C 111,00 93,20 19,1% 43,3 98,90 57,87 24,2 21,0 9,4 8,3 1,0% 24.512

    Lo jas Renner * LREN3 C 83,80 75,20 11,4% 69,6 78,15 43,02 25,6 20,6 14,0 11,2 2,9% 9.250

    Hypermarcas * HYPE3 C 18,00 16,15 11,5% 57,2 17,10 7,41 - 29,7 15,1 12,8 0,4% 10.110

    Natura * NATU3 C 62,00 54,15 14,5% 64,6 56,99 31,11 26,5 22,9 15,6 13,6 3,7% 23.230

    JBS * JBSS3 M 8,00 6,57 21,8% 23,8 8,50 4,73 16,9 10,7 7,8 6,3 1,5% 18.913

    M arfrig * M RFG3 R - 10,50 - 32,9 12,65 6,30 - - - - - -

    M inerva * BEEF3 M 14,00 11,00 27,3% 6,8 12,74 4,41 neg 22,2 6,6 5,5 - 1.508

    BRF Foods * BRFS3 C 45,10 36,95 22,1% 81,2 38,52 27,53 43,8 17,0 16,1 10,2 1,6% 32.110

    P/L EV/EBITDA

  • ESTRATGIA MENSAL 01/11/12

    * Preo-Alvo para Dez/2013

    C = Compra; V = Vender; M = Manter; E.R = Em Reviso; R = Restrito Fonte: Bradesco Corretora e gora Corretora

    Empresa Cdigo Rec.Preo Alvo

    Preo UpsideVolume

    (R$ mm)Mximo Mnimo

    Div. Yield (%)

    Valor de Mercado

    dez-12 ltimo (%) Mdia 3m 12m 12m 12E 13E 12E 13E 12E (R$ mm)

    ED UC A O

    Kro ton* KROT11 C 43,50 40,60 7,1% 12,8 40,60 17,03 29,3 21,7 19,2 13,7 0,9% 5.423

    Abril Educao* ABRE11 C 42,00 36,70 14,4% 1,8 37,79 19,00 - - 33,2 26,1 0,4% 8.294

    Anhanguera* AEDU3 C 44,00 35,60 23,6% 23,6 35,90 15,20 31,1 20,1 18,6 14,9 0,0% 5.198

    Estacio * ESTC3 C 47,00 38,70 21,4% 14,6 38,70 16,68 28,1 17,8 16,9 11,3 0,9% 3.173

    EN ER GIA ELT R IC A

    Cemig * CM IG4 M 33,40 24,30 37,4% 106,2 40,39 20,44 5,8 28,5 5,5 9,3 8,6% 20.728

    Cesp * CESP6 V 22,10 18,25 21,1% 41,4 38,76 18,25 6,5 neg 3,2 9,1 10,5% 5.986

    Copel * CPLE6 M 41,10 30,00 37,0% 24,2 48,29 28,05 11,3 10,3 6,4 6,5 3,1% 8.220

    CPFL * CPFE3 R - 23,60 - 20,3 28,11 19,76 - - - - - -

    Energias do Brasil * ENBR3 M 16,90 12,70 33,1% 21,8 14,14 11,18 15,9 11,8 6,5 5,2 3,8% 6.045

    Tractebel * TBLE3 V 34,50 35,00 -1,4% 22,2 36,91 25,05 17,3 14,0 8,4 8,4 4,3% 22.855

    AES Tiet * GETI4 V 27,65 23,07 19,9% 19,6 30,27 20,01 9,5 9,2 5,5 5,5 11,7% 8.790

    Eletrobras ON * ELET3 E.R - 11,15 - 23,0 17,92 10,95 - - - - - -

    Eletrobras PNB * ELET6 E.R - 16,15 - 21,3 25,35 16,15 - - - - - -

    Eletropaulo* ELPL4 M 24,50 16,13 51,9% 23,6 35,14 16,13 5,4 8,7 4,2 5,1 4,6% 2.694

    Light * LIGT3 M 28,70 21,85 31,4% 17,1 29,56 21,40 14,4 6,5 6,4 4,7 5,6% 4.457

    M PX * M PXE3 M 14,90 10,73 38,9% 13,3 14,30 9,49 neg neg neg 14,9 - 6.202

    LOG ST IC A & C ONC ESS O R OD OVI RIA

    ALL Logst ica ALLL3 C 16,00 9,24 73,2% 35,7 11,58 7,62 20,1 14,0 7,3 6,5 1,2% 6.292

    CCR CCRO3 C 17,40 17,86 -2,6% 35,7 18,77 10,48 23,3 19,9 10,7 9,3 3,4% 31.541

    EcoRodovias ECOR3 C 18,80 17,74 6,0% 35,7 18,37 11,94 23,0 17,7 9,9 8,4 2,2% 9.899

    JSL* JSLG3 C 18,00 11,80 52,5% 2,3 12,99 7,28 26,3 20,7 8,1 6,7 0,9% 2.537

    Localiza* RENT3 C 44,50 35,60 25,0% 34,7 37,57 23,57 28,7 19,1 9,2 7,9 0,9% 7.084

    Login LOGN3 C 14,00 6,00 133,3% 1,0 8,70 4,90 17,9 5,9 8,8 5,5 1,4% 516

    Santos Brasil STBP11 C 38,00 29,20 30,1% 8,8 35,70 21,37 19,3 15,5 8,7 7,7 1,3% 3.878

    Tegma TGM A3 C 36,50 35,00 4,3% 4,1 35,20 20,74 15,1 12,7 8,7 7,5 5,3% 2.310

    Wilson Sons WSON11 M 35,50 28,20 25,9% 1,4 31,50 21,65 16,2 13,3 7,6 6,7 1,8% 986

    OHL Brasil OHLB3 C 19,50 19,10 2,1% 26,8 19,96 10,76 13,6 12,1 7,5 6,6 2,2% 6.570

    M ID IA E EN T R ETEN IM EN T O

    Time fo r Fun * SHOW3 C 21,20 11,50 84,3% 2,8 18,20 10,84 8,9 7,0 4,7 4,1 2,8% 794

    M IN ERA O

    Vale VALE3 E.R - 37,45 - 184,2 43,95 31,21 - - - - - -

    Vale VALE5 E.R - 36,35 - 685,8 41,80 30,71 - - - - - -

    M M X M M XM 3 E.R - 4,02 - 36,1 10,15 3,97 - - - - - -

    P A P EL & C ELULOSE

    Fibria FIBR3 V 15,00 17,24 -13,0% 30,2 19,94 12,34 neg - 7,1 7,9 - 9.551

    Klabin KLBN4 C 11,00 11,93 -7,8% 24,8 12,03 5,86 15,5 12,7 10,2 8,9 1,6% 10.594

    Suzano* SUZB5 C 7,00 5,28 32,6% 34,4 8,81 3,73 neg neg 10,6 10,4 - 5.849

    P ET R LEO

    Lupatech LUPA3 E.R - 2,58 - 0,3 7,67 2,58 - - - - - -

    OGX* OGXP3 C 9,50 4,71 101,7% 199,5 18,41 4,42 neg 25,5 neg 14,8 - 15.242

    HRT HRTP3 C 11,00 6,10 80,3% 30,4 18,24 3,51 neg neg neg neg - 1.793

    Petrobras* PETR4 M 28,50 20,80 37,0% 496,1 25,50 17,42 12,2 7,7 7,4 5,3 2,0% 276.535

    OSX* OSXB3 C 24,00 11,45 109,6% 14,3 17,46 8,65 neg neg 213,5 294,8 - 3.366

    Queiroz Galvo* QGEP3 C 17,40 12,56 38,5% 7,4 17,75 6,78 33,3 12,5 16,3 6,9 0,8% 3.328

    P ET R OQU M IC O

    Braskem* BRKM 5 M 20,10 13,42 49,8% 20,5 16,65 10,48 neg 12,1 6,8 5,4 - 10.682

    Ultrapar * UGPA3 M 52,20 42,60 22,5% 45,7 48,66 28,89 24,5 19,9 11,7 10,0 2,4% 22.834

    P/L EV/EBITDA

  • ESTRATGIA MENSAL 01/11/12

    * Preo-Alvo para Dez/2013

    C = Compra; V = Vender; M = Manter; E.R = Em Reviso; R = Restrito Fonte: Bradesco Corretora e gora Corretora

    Empresa Cdigo Rec.Preo Alvo Preo Upside

    Volume (R$ mm) Mximo Mnimo

    Div. Yield (%)

    Valor de Mercado

    dez-12 ltimo (%) Mdia 3m 12m 12m 12E 13E 12E 13E 12E (R$ mm)

    SA D E

    Amil * AM IL3 M 22,30 30,55 -27,0% 41,9 30,55 15,59 45,2 29,6 19,0 15,2 0,7% 10.937

    Cremer * CREM 3 M 19,60 13,98 40,2% 1,5 20,75 12,97 22,4 11,8 5,5 4,1 1,9% 447

    Dasa * DASA3 C 16,60 13,50 23,0% 27,8 17,46 10,80 25,2 17,7 9,7 8,1 1,0% 4.211

    Fleury * FLRY3 M 28,00 23,89 17,2% 3,9 27,01 20,27 27,6 17,6 10,3 8,3 0,9% 3.727

    Odontoprev * ODPV3 M 11,60 10,50 10,5% 16,0 12,30 7,41 30,8 24,8 22,4 17,6 3,0% 5.576

    Qualico rp * QUAL3 C 24,70 20,84 18,5% 15,2 21,32 14,25 27,5 17,8 16,5 12,3 1,0% 5.481

    SH OP P IN GS E IM OBILI R IO C OM ER C IA L

    Aliansce* ALSC3 R - 23,10 - 7,2 24,89 12,48 - - - - - -

    BR M alls* BRM L3 C 33,00 26,70 23,6% 62,0 29,78 17,26 14,4 21,3 9,4 13,5 0,6% 12.095

    BR Propert ies* BRPR3 C 34,00 26,60 27,8% 31,0 28,15 16,67 9,3 20,9 21,4 12,6 0,5% 8.246

    Iguatemi* IGTA3 C 64,00 25,80 148,1% 9,9 28,50 14,70 12,6 22,1 16,5 13,6 1,5% 4.076

    M ultiplan* M ULT3 C 63,00 59,50 5,9% 17,2 63,24 32,41 29,2 21,0 19,7 14,9 1,3% 10.591

    SID ER UR GIA

    CSN* CSNA3 M 14,50 11,23 29,1% 72,0 18,60 9,00 neg 14,5 7,9 5,9 - 16.373

    Gerdau GGBR4 C 22,00 17,75 23,9% 129,0 21,67 12,74 14,2 12,3 8,2 6,5 1,8% 30.211

    Usiminas USIM 3 E.R - 10,62 - 8,0 24,87 6,51 - - - - - -

    Usiminas USIM 5 E.R - 9,81 - 101,9 13,70 5,57 - - - - - -

    T EC N OLOGIA , IN T ER N ET E C A LL C EN T ER

    Contax PN CTAX4 C 30,00 23,97 25,2% 1,8 25,19 16,89 18,6 10,0 6,0 4,5 5,4% 1.558

    Positivo Informtica* POSI3 C 7,90 5,26 50,2% 1,3 7,80 4,89 6,4 4,5 5,7 4,7 5,5% 452

    To tvs* TOTS3 M 46,00 41,30 11,4% 13,8 43,89 27,35 29,9 23,1 16,7 14,3 2,0% 6.608

    T ELEC OM UN IC A ES

    Telefonica Brasil* VIVT4 C 55,50 45,00 23,3% 53,6 56,19 42,78 10,0 9,8 4,2 4,1 9,5% 50.535

    Oi ON* OIBR3 C 12,40 9,60 29,2% 5,7 11,41 7,66 17,8 18,7 4,9 4,5 12,6% -

    Oi PN* OIBR4 C 10,30 8,14 26,5% 48,1 9,64 6,60 17,8 18,7 4,9 4,5 12,6% -

    Tim Part. ON* TIM P3 C 12,00 7,20 66,7% 2,2 11,76 6,66 11,8 9,5 3,6 3,3 4,3% 17.402

    SA N EA M ENT O

    Sabesp* SBSP3 C 104,00 85,98 21,0% 39,1 92,76 43,60 9,6 8,9 7,0 6,5 3,1% 19.603

    Copasa* CSM G3 M 55,20 47,94 15,1% 11,8 52,72 28,79 10,8 9,3 7,2 6,7 3,2% 5.705

    SER VIOS F IN A N C EIR OS

    Cielo * CIEL3 M 67,40 50,25 34,1% 137,5 62,87 35,43 14,2 12,7 8,6 7,8 4,9% 32.864

    Cetip* CTIP3 M 33,20 23,40 41,9% 46,9 33,64 22,43 16,7 14,4 10,3 9,4 2,4% 5.967

    BM &Fbovespa * BVM F3 C 15,10 13,00 16,2% 149,8 13,69 8,75 22,3 20,1 17,2 15,6 4,0% 25.090

    M ultiplus M PLU3 M 53,00 47,19 12,3% 16,3 50,98 26,73 37,8 28,6 36,0 26,9 0,2% 7.598

    P/L EV/EBITDA

  • ESTRATGIA MENSAL 01/11/12

    Este relatrio foi preparado pela equipe de anlise de investimentos da gora Corretora de Ttulos e Valores Mobilirios S.A. (gora), que uma sociedade controlada pelo Banco Bradesco BBI S.A. (BBI), mesmo controlador da Bradesco S.A. Corretora de Ttulos e Valores Mobilirios (Bradesco

    Corretora). O presente relatrio se destina ao uso exclusivo do destinatrio, no podendo ser, no todo ou em parte, copiado, fotocopiado, reproduzido ou distribudo a qualquer pessoa sem a expressa autorizao da gora ou da Bradesco Corretora.

    Este relatrio distribudo somente com o objetivo de prover informaes e no representa uma oferta de compra e venda ou solicitao de compra e venda de qualquer instrumento financeiro. As informaes contidas neste relatrio so consideradas confiveis na data em que este relatrio foi publicado. Entretanto, as informaes aqui contidas no representam por parte da gora ou da Bradesco Corretora garantia de exatido dos dados factuais utilizados. As opinies, estimativas, projees e premissas relevantes contidas neste relatrio so baseadas em julgamento do(s) analista(s) de investimento, envolvido(s) na elaborao deste relatrio (analistas de investimento) e so, portanto, sujeitas a modificaes sem aviso prvio em decorrncia de alteraes nas condies de mercado.

    Declaraes dos analistas de investimento envolvidos na elaborao deste relatrio, limitadas s companhias objeto de sua anlise, nos

    termos do art. 17 da Instruo CVM 483:

    Os analistas de investimento declaram que as opinies contidas neste relatrio refletem exclusivamente suas opinies pessoais sobre a companhia e seus valores mobilirios e foram elaboradas de forma independente e autnoma, inclusive em relao gora, Bradesco Corretora, ao BBI e demais empresas do Grupo Bradesco.

    A remunerao dos analistas de investimento est, direta ou indiretamente, influenciada pelo resultado proveniente dos negcios e operaes financeiras realizadas pela gora, Bradesco Corretora e BBI.

    Declaraes nos termos do art. 18 da Instruo CVM 483, referentes s empresas cobertas pelos analistas de investimento da gora e Bradesco Corretora:

    O Bradesco tem participao direta acima de 5% nas empresas Cielo S.A. e Odontoprev S.A. A Bradseg Participaes Ltda., empresa do

    Grupo Bradesco, tem participao indireta acima de 5% no Fleury S.A. A BRADESPAR S.A., cujo grupo controlador composto pelos mesmos acionistas que controlam o Bradesco, tem participao indireta acima de 5% na VALE S.A..

    gora, Bradesco Corretora, Bradesco BBI e demais empresas do grupo Bradesco tm interesses financeiros e comerciais relevantes em relao ao emissor ou aos valores mobilirios objeto de anlise.

    O Bradesco BBI est participando como coordenador na oferta de distribuio pblica de aes da Companhia Estadual de guas e Esgotos - CEDAE, CPFL Energias Renovveis S.A., Equatorial Energia S.A., VIX Logstica S.A., de debntures da Bradesco Leasing S.A. Arrendamento Mercantil, Concessionria Auto Raposo Tavares S.A., Tringulo do Sol Auto Estradas S.A., de cotas do Fundo de Investimento Imobilirio FII BTG Pactual Corporate Office Fund, BB Progressivo II Fundo de Investimento Imobilirio - FII e do Gvea Crdito Estruturado Fundo de Investimento em Direitos Creditrios. O Bradesco BBI est atuando como assessor financeiro de Alpargatas na aquisio da Osklen, conforme anncio de 10 de outubro de 2012. A gora e a Bradesco Corretora esto participando como instituies intermedirias na oferta de distribuio pblica de cotas de Fundo de Investimento Imobilirio FII BTG Pactual Corporate Office Fund, Rio Bravo Crdito Imobilirio II Fundo de Investimento Imobilirio - FII, SDI Logstica Rio - Fundo de Investimento Imobilirio - FII e TRX Edifcios Corporativos Fundo de Investimento Imobilirio - FII.

    Nos ltimos 12 meses, o Bradesco BBI participou como coordenador nas ofertas pblicas de distribuio de ttulos e valores mobilirios das companhias:

    Ampla, Azul Linhas Areas, Banco BTG Pactual, Banco do Brasil, BNDESPAR, BR Pharma, Bradespar, Brasil Telecom, Brookfield Incorporaes, BTG Pactual Holding, BTG Pactual Participations Ltd, BTG Pactual Pharma, CCR Viaoeste, CEDAE, Claro, Comgs, Companhia Brasileira de Distribuio, EcoRodovias,

    Editora Abril, Eletropaulo, Embratel, Energest, Fleury, Gafisa, Galvo Participaes, GFV Holding, Grfica e Editora Anglo, Iguatemi, Inbrands, JBS, Marfrig, Marisol, Mills, MMX Minerao, MRV Engenharia, OAS, OGX, OI, Petrobras, Petropar, Prosegur, Qualicorp, Queiroz Galvo, Rede Dor So Luiz, Restoque

    (Le Lis Blanc), Rodobens, Sonae Sierra, Suzano Papel e Celulose, Ultrapar e Vale. Tambm atuou como assessor financeiro da JSL na aquisio da Rodovirio Shio Ltda.

    Nos ltimos 12 meses, a gora e/ou a Bradesco Corretora participaram, como instituies intermedirias, das ofertas pblicas de ttulos e valores mobilirios das companhias: BNDESPAR, Banco BTG Pactual, BR Pharma, BTG Pactual Participations Ltd, Fibria, FII Vila Olimpia Corporate, Fundo de ndice

    ICO2, FII Maxi Renda, Locamrica, Qualicorp, Suzano Papel e Celulose, Taesa, TIM e Unicasa.

    A Bradesco Corretora recebe remunerao por servios prestados como formador de mercado de aes da Alpargatas (ALPA4) e Odontoprev (ODPV3) e de debntures da USIMINAS e BNDESPAR.

    Informaes adicionais sobre quaisquer aes recomendadas podem ser obtidas por meio de solicitao. Os relatrios publicados pela equipe de anlise de investimento da gora tambm podem ser encontrados no site https://www.agorainvest.com.br.

  • ESTRATGIA MENSAL 01/11/12

    ANLISE DE INVESTIMENTOS

    Diretor de Research

    Dalton Gardimam dalton@bradescobbi.com.br

    Estrategista de Anlise Varejo

    Jose Francisco Cataldo Ferreira +55 21 2529-0808 jose.ferreira@agorainvest.com.br

    Supervisor, Petrleo, Petroqumico, Papel & Celulose e Logstica

    Luiz Otvio Broad +55 21 2529-3390 luiz.broad@agorainvest.com.br

    Minerao, Siderurgia, Bancos, Seguros & Servios Financeiros

    Aloisio Villeth Lemos +55 21 2529-0807 aloisio.lemos@agorainvest.com.br

    Assistente de Anlise

    Aline Tavares da Silva +55 21 2529-0924 aline.silva@agorainvest.com.br

    Gabriel Valente Coutinho +55 21 2529-3425 gabriel.coutinho@agorainvest.com.br

    Marcel Chamarelli Gutierrez +55 21 2529 3465 marcel.gutierrez@agorainvest.com.br

    Ricardo Faria Frana +55 21 2529-3428 ricardo.franca@agorainvest.com.br

    MESA DE OPERAES REGIO METROPOLITANA (RJ e SP) 4004-8282

    MESA DE OPERAES DEMAIS REGIES DO BRASIL 0800 724 8282

    MESA DE OPERAES LIGAES INTERNACIONAIS +55 21 2529-0810