3.1.1 Determinação de Espessuras

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<p>Frmula geral Salvo o caso dos vidros para a construo, tratado nas frmulas do artigo 2,4 do 3,1 do DTU 39 (verso Maio 1993), pode-se calcular com a ajuda das frmulas de TIMOSHENKO: a espessura nominal a dar aos vidros planos monolticos submetidos a uma presso uniformemente repartida (frmula vlida para os apoios contnuos sobre 4 lados ou 2 lados opostos:</p> <p> as flechas quando so de importncia reduzida:</p> <p>e = espessura nominal de fabricao do vidro (mm) f = flecha no centro do vidro (mm) l = lado menor do vidro (m) (ou bordo livre para os vidros em apoio sobre dois lados) P = presso repartida uniformemente em Pa (que compreende o peso prprio do vidro e cobertura), em funo do texto de referncia = tenso de flexo MPa (N/mm2) de acordo com a tabela da pgina seguinte e</p> <p>= coeficientes sem dimenso dependente da relao do lado maior "L" sobre o lado menor "l" determinados por um coeficiente de Poisson igual a 0,22.</p> <p>*o nmero exacto 1,02. Foi arredondado para a unidade</p> <p>Tendo em conta os coeficientes de segurana, as tenses do trabalho "" habitualmente utilizadas, so indicadas seguidamente para as aplicaes mais correntes.</p> <p>Um coeficiente redutor de 0,8 ser aplicado na tenso de trabalho admissvel quando a superfcie do vidro tiver sido tratada por levantamento de matria pouco pronunciada (gravura com cido, foscagem a jacto de areia superficial)* Para os produtos que no figuram nesta tabela, consulte-nos.</p> <p>Vidros para edifcios O captulo 3 do DTU 39 verso de Maio 1993, no qual faremos aluso mais detalhadamente, d-nos as frmulas correspondentes para o clculo das espessuras para vidros de dimenses mximas a 6 x 3,20 metros situados a menos de 100 metros de altura, e as presses convencionais a considerar. Determinao da presso do vento De acordo com o RAS - Regulamento de Segurana e Aces para Estruturas de Edifcios e Pontes, a aco do vento ser definida pelos seguintes factores: 1. Zonamento do territrio Para efeitos de quantificao da aco do vento, considera-se o Pas dividido nas duas zonas seguintes: Zona A: a generalidade do territrio, excepto as regies pertencentes zona B Zona B: os arquiplagos dos Aores e Madeira e as regies do continente situadas numa faixa costeira com 5 km de largura ou a altitude superiores a 600 m. No caso, porm, de locais na zona A cujas condies de orografia determinam exposio ao vento particularmente desfavorvel, como pode acontecer em alguns vales e esturios, tais locais devem ser considerados como pertencentes zona B</p> <p>2. Rugosidade aerodinmica do solo Para ter em conta a variao da aco do vento com a altura do solo consideram-se dois tipos de rugosidade aerodinmica do solo: Rugosidade do tipo I: rugosidade a atribuir aos locais situados no interior de zonas urbanas em que predominam edifcios de mdio e grande porte. Rugosidade do tipo II: rugosidade a atribuir aos restantes locais, nomeadamente zonas rurais e periferia de zonas urbanas. 3.Quantificao da aco do vento A aco do vento resulta da interaco entre o ar em movimento e as construes, exercendo-se sob a forma de presses aplicadas nas suas superfcies. O vento pode em geral ser considerado como actuando na horizontal, devendo admitir-se que pode ter qualquer rumo. 4. Presso dinmica do vento Os valores caractersticos da presso dinmica do vento, Wk, esto indicados no quadro da pgina seguinte para as zonas A e B, em funo da altura h acima do solo e do tipo de rugosidade deste. No caso de estruturas identicamente solicitadas pelo vento, qualquer que seja o rumo deste, (como, por exemplo, estruturas com simetria de revoluo ou estruturas cuja resistncia nas diversas direces seja proporcionada s aces do vento que nessas direces se exercem), os valores caractersticos da presso dinmica do vento devem ser obtidos multiplicando por 1,3 os valores do quadro da pgina seguinte.</p> <p>Altura acima do solo a considerar no caso de terrenos inclinados. A altura acima do solo a considerar para a determinao das presses dinmicas no caso de construes situadas em terrenos inclinados ou na sua vizinhana deve ser contada a partir do nvel de referncia indicado a trao interrompido na figura. No caso de ser tg = 0,3 o nvel de referncia a considerar coincide com o terreno.</p> <p>Coeficientes de Forma Para determinar a aco do vento sobre uma construo necessrio conhecer alm da presso dinmica do vento, Wk, os coeficientes de forma (coeficientes de presso exterior) dependentes do edifcio em causa. O Regulamento atrs referido fornece-nos valores dos coeficientes de presso exterior a considerar nos casos mais frequentes de edifcios com planta rectangular, e que se encontram representados no Quadro seguinte para elementos isolados de fachadas.</p> <p>(*) h representa a altura do edifcio; a e b representam, respectivamente, a maior e a menor dimenso em planta.</p> <p> Factor para coberturas (factor de acumulao)</p> <p>Presses convencionais a adoptar</p> <p> No clculo para a = 60, adopta-se a mais desfavorvel das cargas P1 ou P2. Para os edifcios cuja altura est compreendida entre 28 e 50 m, ser tida em conta na determinao de P1, o coeficiente de correco: P1 = 1,5 Pv (do quadro das presses convencionais). As regras do DTU 39 (verso Maio 1993) so aplicveis para os vidros em cobertura nos quais a parte superior est a uma distncia do solo igual ou superior a 50 m. Os mtodos de clculo de espessura so os mesmos utilizados para o clculo da aco do vento. CLCULO de ESPESSURAS DOS VIDROS PLANOS SIMPLES, RECOZIDOS, NO ARAMADOS (DTU 39 verso Maio 1993 - 3,131) Vidros em caixilho mvel Para os vidros simples, recozidos, no aramados em caixilho mvel, adapta-se a espessura nominal, tal que a espessura mnima "em" de fabricao, seja pelo menos igual ao valor "e" calculada pelas formas abaixo descritas, nas quais: - e = espessura do vidro em mm - L = maior lado do vidro em m - l = menor lado do vidro em m (no sentido dos bordos livres para vidros apoiados em 2 lados) - S = rea do vidro em m2 - P = presso convencional em Pa</p> <p>Um vidro encastrado em 3 lados equivalente a 1 vidro apoiado em 4 lados, no qual uma das dimenses igual ao comprimento do bordo livre e o outro a 3 vezes o comprimento do lado adjacente desde bordo livre.</p> <p> Vidro em caixilho fixo vertical Para os vidros em caixilho fixo, as espessuras so calculadas atravs das frmulas precedentes multiplicadas por: 0,9 naos casos genricos, 0,8 para os vidros nos quais a parte superior est situada a menos de 6 m do solo, e sendo : - maior que 5 m2 quando encastrados sobre 3 ou 4 lados, - um comprimento do bordo livre superior a 2 m quando apoiados sobre 2 lados opostos. Os coeficientes de reduo no se aplicam para vidros em cobertura. Outros tipos de vidros (DTU 39 verso Maio 1993, 3,132) Para um vidro que no simples, recozido no aramado, obtm-se a espessura "et" mnima multiplicando-se a espessura "e" calculada como indicado na pgina anterior pelo coeficiente de equivalncia segundo a tabela seguinte: et = x e</p> <p> No caso dos vidros laminados e dos vidros isolantes, a espessura "et" a soma das espessuras "em" dos vidros componentes (quando a diferena de espessura desse componentes no mximo de 2 mm). Para os vidros temperados, foram escolhidos coeficientes diferentes em funo da presso para evitar as flechas muito importantes. Nos clculos, os constituintes temperados dos vidros laminados ou isolantes so considerados como recozidos. No caso de vidros isolantes dissimtricos, o coeficiente "" aplicvel se: A diferena de espessura entre os vidros no mximo igual a 6 mm, a espessura da cmara de ar no excede 10 mm, a dimenso mais pequena igual ou superior a 0,40 m,</p> <p> a espessura mxima de cada um dos componentes em vidro igual a 10 mm. Se uma destas condies no for preenchida, ser necessrio um estudo especfico.</p> <p>Limitaes particulares dos vidros simples recozidos aramados ou no (DTU 39 verso Maio 1993 - 3,133) Para os vidros simples recozidos, adopta-se as seguintes limitaes, independentemente dos resultados obtidos atravs dos clculos anteriores.</p> <p> Vidros exteriores com mais de 50 m de altura: espessura nominal mnima: - 6 mm Vidros com mais de 5 m2: espessura mnima nominal: - 6 mm se a parte baixa do vidro superior a 0,60 m do sol, - 8 mm se for menor que 0,60 m. Vidros superiores a 1 m2 apresentando um bordo livre acessvel: - 8 mm se a dimenso do bordo livre 2 m. - 10 mm se a dimenso do bordo livre &gt; 2 m. Os bordos livres acessveis devem ter as arestas polidas. Os bordos livres nas passagens no so admitidos para os vidros recozidos.</p> <p>Exemplo de clculo Clculo de uma espessura equivalente Quer um vidro isolante composto por um vidro SGG PLANILUX de 6 mm e de um vidro laminado SGG STADIP PROTECT 44.2, calculemos a espessura equivalente ec: SGG PLANILUX: - espessura standard de 6 mm - espessura mnima 5,8 mm SGG STADIP PROTECT: - espessura standard de cada componente em vidro de 4 mm - mnima de fabrico de cada componente em vidro 3,8 mm - espessura de uma vidro monoltico equivalente a SGG STADIP PROTECT 44.2 = 1,3. Consultar tabela pg.XXX</p> <p>3,8 + 3,8 ec = = 5,84 1,3</p> <p>Deduz-se uma espessura equivalente ao vidro isolante: = 1,5. Consultar tabela pg.XXX 5,8 + 5,84 ec = = 7,76 1,5</p> <p> Determinao das espessuras dos componentes em vidro de um vidro isolante composto por um vidro SGG PLANILUX e por um vidro laminado: num caixilho fixo, cujas dimenses so de 2,48 x 2,0 m, a uma altura de 10 m, na zona A, numa vila mdia com rugosidade II. Na tabela das presses convencionais, encontramos, na zona A, rugosidade II, 0 a 10 m: P = 900 Pa L 2,48 A relao = 1,24 l 2 logo L / l 3 A relao permite calcular a espessura:</p> <p>com: 2e2 e = e1 + 1,3 e1 = espessura de SGG PLANILUX e2 = espessura de um vidro SGG STADIP 1,5 = coeficiente de equivalncia para um vidro duplo 0,9 = coeficiente de equivalncia para um caixilho fixo</p> <p>Pode-se fixar a espessura de SGG STADIP e ai deduzir a de SGG PLANILUX por: 2e2 e1 = e - 1,3 ou fixar a espessura e1 de SGG PLANILUX e deduzir a dos vidros de SGG STADIP por: 1,3 e2 = (e - e1) 2 Aqui</p> <p>e = 10,6 mm Duas possibilidades: 1. um vidro laminado SGG STADIP PROTECT 44.2 de espessura mnima de fabricao e2 = 3,8 mm para cada vidro, a espessura do vidro SGG PLANILUX associado obtm-se por: 2 x 3,8 e1 = 10,6 - = 4,8 mm 1,3 de onde a espessura do vidro SGG PLANILUX: 5 mm. 2. Com um vidro SGG PLANILUX de 5 mm de espessura mnima de fabricao 4,8 mm e1 = 4,8 mm cada vidro do SGG STADIP PROTECT ter de espessura: 1,3 e2 = (10,6 - 4,8) = 3,8 mm 2 de onde a composio do vidro laminado SGG STADIP PROTECT 44.2. Encontra-se em ambos os casos que preciso determinar um vidro duplo composto por um vidro de 5 mm e de um laminado 44.2.</p> <p> Tabela de converso das velocidades do vento sob presses dinmicas</p> <p>Ateno: as presses dinmicas indicadas na tabela de converso anterior, so diferentes das presses convencionais dadas na tabela 3, 112 do DTU 39 (verso Maio 1993). Consultar pginas seguintes.</p> <p>Deformao da superfcie das vidros duplos As faces dos vidros duplos sob o efeito das condies atmosfricas (temperaturas, presso atmosfrica, presso do vento, diferena de altitude entre local de fabricao e de montagem), podem apresentar deformaes cncavas ou convexas da sua superfcie, que se adicionam s tolerncias de fabricao. Os clculos geralmente efectuados para determinar a espessura das faces a colocar em obra, baseiam-se nas normas NV e DTU. Definem as espessuras mnimas que no levam em conta os aspectos estticos resultantes das deformaes. Estas, devido ao princpio do vidro duplo que encerra a cmara-de-ar entre dois vidros, no podem ser suprimidas. No entanto possvel limitar este fenmeno aumentando a espessura das faces do vidro duplo para reforar a sua resistncia flexo.</p> <p>Neste caso, caber ao projectista precisar as suas exigncias e de realizar um estudo complementar.</p> <p>Vidros simples recozidos (em caixilhos mveis verticais) Vidros SGG PLANILUX, SGG PARSOL, etc.</p> <p> Vidros Impressos SGG DECORGLASS e SGG MASTERGLASS</p> <p>Vidros Impressos SGGDECORGLASS ARAMADO e vidro aramado SGGDRAVEL</p> <p>Vidros simples recozidos (em caixilhos fixos verticais) Vidros SGG PLANILUX, SGG PARSOL, etc.</p> <p>Vidros impressos SGG DECORGLASS e SGG MASTERGLASS</p> <p>Vidro Impresso SGG DECORGLASS ARAMADO e vidro aramado SGG DRAVEL</p> <p>Vidros simples temperados (em caixilhos mveis verticais) Vidros SGG SECURIT, SGG SECURIT PARSOL, etc.</p> <p>Vidros Impressos SGG SECURIT DECORGLASS</p> <p>Vidros simples temperados (em caixilhos fixos verticais) Vidros SGG SECURIT, SGG SECURIT PARSOL, etc.</p> <p>Vidros Impressos SGG SECURIT DECORGLASS</p> <p>Vidros isolantes (em caixilhos mveis verticais) SGG CLIMALIT</p> <p>Vidros laminados (em caixilhos fixos verticais) SGG CLIMALIT</p> <p>Vidros laminados (em caixilhos mveis verticais) SGG STADIP ou SGG STADIP PROTECT</p> <p>SGG STADIP PROTECT SP</p> <p>Vidros laminados (em caixilhos fixos verticais) SGG STADIP ou SGG STADIP PROTECT</p> <p>SGG STADIP PROTECT SP</p> <p>Vidros fixos verticais situados a menos de 6 metros do solo Com mais de 5 m2 quando so mantidos em ou 4 lados, Com bordo livre com mais de 2 m quando so mantidos em 2 lados: Para facilitar o uso das tabelas indicadas as reas "S" mximas dos vidros fixos com menos de 5 m2; estes vidros foram calculados com um coeficiente de reduo de apenas 0,9. Observao Para os vidros apoiados em 2 lados, quando "l" encontrado na tabela for inferior a 2 m, o coeficiente de reduo de 0,80 no se aplica, consultar os valores das tabelas das pginas anteriores em "em caixilhos fixos verticais". Consultar igualmente essas tabelas para os vidros encastrados em 3 lados, cujo bordo livre o lado maior quando "S" encontrado (igual a 3 vezes a superfcie do vidro) for &lt; 15 m2.</p> <p>Vidros SGG PLANILUX - SGG PARSOL, etc.</p> <p>Vidros impressos SGG DECORGLASS e SGG MASTERGLASS</p> <p>Vidro temperado SGG SECURIT</p> <p>Vidro Impresso temperado SGG SECURIT DECORGLASS</p> <p>Vidro laminado SGG STADIP ou SGG STADIP PROTECT</p> <p>Vidro laminado SGG STADIP PROTECT SP</p> <p>Vidros de aqurio ou culos de piscina Os vidros de aqurio ou de piscina vidro so submetidos a cargas triangulares hidrostticas, eventualmente aumentadas para cargas repartidas uniformemente. So considerados como elementos de enchimento. Consequentemente, no devem ser alvo de deformaes devido aos movimentos da estrutura ou do solo. Natureza dos produtos envidraados Os vidros para aqurio so realizados em vidro monoltico recozido termo-endurecido temperado, ou em vidro laminado com inmeros componentes da mesma espessura. Os produtos envidraados so em vidro incolor ou colorido. Os componentes dos vidros laminados participam na absoro dos esforos apresentando performances mecnicas idnticas (vidros SGG PLANILUX, SGG DIAMANT, SGG PLANIDUR, SGG SECURIT ou SGG SECURIPOINT). Pelo contrrio, a espessura do vidro calculada com a tenso admissvel do componente com menos performance. Os vidros so sempre manufacturados (Aresta Polida Recta). Os intercalares dos laminados so em PVB ou em resina, mas estes no so considerados como participantes na absoro dos esforos. Segurana As espessura dos vidros de aqurio so calculados...</p>

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