3.1.1 Determinação de Espessuras

Download 3.1.1 Determinação de Espessuras

Post on 20-Jul-2015

277 views

Category:

Documents

2 download

TRANSCRIPT

Frmula geral Salvo o caso dos vidros para a construo, tratado nas frmulas do artigo 2,4 do 3,1 do DTU 39 (verso Maio 1993), pode-se calcular com a ajuda das frmulas de TIMOSHENKO: a espessura nominal a dar aos vidros planos monolticos submetidos a uma presso uniformemente repartida (frmula vlida para os apoios contnuos sobre 4 lados ou 2 lados opostos:

as flechas quando so de importncia reduzida:

e = espessura nominal de fabricao do vidro (mm) f = flecha no centro do vidro (mm) l = lado menor do vidro (m) (ou bordo livre para os vidros em apoio sobre dois lados) P = presso repartida uniformemente em Pa (que compreende o peso prprio do vidro e cobertura), em funo do texto de referncia = tenso de flexo MPa (N/mm2) de acordo com a tabela da pgina seguinte e

= coeficientes sem dimenso dependente da relao do lado maior "L" sobre o lado menor "l" determinados por um coeficiente de Poisson igual a 0,22.

*o nmero exacto 1,02. Foi arredondado para a unidade

Tendo em conta os coeficientes de segurana, as tenses do trabalho "" habitualmente utilizadas, so indicadas seguidamente para as aplicaes mais correntes.

Um coeficiente redutor de 0,8 ser aplicado na tenso de trabalho admissvel quando a superfcie do vidro tiver sido tratada por levantamento de matria pouco pronunciada (gravura com cido, foscagem a jacto de areia superficial)* Para os produtos que no figuram nesta tabela, consulte-nos.

Vidros para edifcios O captulo 3 do DTU 39 verso de Maio 1993, no qual faremos aluso mais detalhadamente, d-nos as frmulas correspondentes para o clculo das espessuras para vidros de dimenses mximas a 6 x 3,20 metros situados a menos de 100 metros de altura, e as presses convencionais a considerar. Determinao da presso do vento De acordo com o RAS - Regulamento de Segurana e Aces para Estruturas de Edifcios e Pontes, a aco do vento ser definida pelos seguintes factores: 1. Zonamento do territrio Para efeitos de quantificao da aco do vento, considera-se o Pas dividido nas duas zonas seguintes: Zona A: a generalidade do territrio, excepto as regies pertencentes zona B Zona B: os arquiplagos dos Aores e Madeira e as regies do continente situadas numa faixa costeira com 5 km de largura ou a altitude superiores a 600 m. No caso, porm, de locais na zona A cujas condies de orografia determinam exposio ao vento particularmente desfavorvel, como pode acontecer em alguns vales e esturios, tais locais devem ser considerados como pertencentes zona B

2. Rugosidade aerodinmica do solo Para ter em conta a variao da aco do vento com a altura do solo consideram-se dois tipos de rugosidade aerodinmica do solo: Rugosidade do tipo I: rugosidade a atribuir aos locais situados no interior de zonas urbanas em que predominam edifcios de mdio e grande porte. Rugosidade do tipo II: rugosidade a atribuir aos restantes locais, nomeadamente zonas rurais e periferia de zonas urbanas. 3.Quantificao da aco do vento A aco do vento resulta da interaco entre o ar em movimento e as construes, exercendo-se sob a forma de presses aplicadas nas suas superfcies. O vento pode em geral ser considerado como actuando na horizontal, devendo admitir-se que pode ter qualquer rumo. 4. Presso dinmica do vento Os valores caractersticos da presso dinmica do vento, Wk, esto indicados no quadro da pgina seguinte para as zonas A e B, em funo da altura h acima do solo e do tipo de rugosidade deste. No caso de estruturas identicamente solicitadas pelo vento, qualquer que seja o rumo deste, (como, por exemplo, estruturas com simetria de revoluo ou estruturas cuja resistncia nas diversas direces seja proporcionada s aces do vento que nessas direces se exercem), os valores caractersticos da presso dinmica do vento devem ser obtidos multiplicando por 1,3 os valores do quadro da pgina seguinte.

Altura acima do solo a considerar no caso de terrenos inclinados. A altura acima do solo a considerar para a determinao das presses dinmicas no caso de construes situadas em terrenos inclinados ou na sua vizinhana deve ser contada a partir do nvel de referncia indicado a trao interrompido na figura. No caso de ser tg = 0,3 o nvel de referncia a considerar coincide com o terreno.

Coeficientes de Forma Para determinar a aco do vento sobre uma construo necessrio conhecer alm da presso dinmica do vento, Wk, os coeficientes de forma (coeficientes de presso exterior) dependentes do edifcio em causa. O Regulamento atrs referido fornece-nos valores dos coeficientes de presso exterior a considerar nos casos mais frequentes de edifcios com planta rectangular, e que se encontram representados no Quadro seguinte para elementos isolados de fachadas.

(*) h representa a altura do edifcio; a e b representam, respectivamente, a maior e a menor dimenso em planta.

Factor para coberturas (factor de acumulao)

Presses convencionais a adoptar

No clculo para a = 60, adopta-se a mais desfavorvel das cargas P1 ou P2. Para os edifcios cuja altura est compreendida entre 28 e 50 m, ser tida em conta na determinao de P1, o coeficiente de correco: P1 = 1,5 Pv (do quadro das presses convencionais). As regras do DTU 39 (verso Maio 1993) so aplicveis para os vidros em cobertura nos quais a parte superior est a uma distncia do solo igual ou superior a 50 m. Os mtodos de clculo de espessura so os mesmos utilizados para o clculo da aco do vento. CLCULO de ESPESSURAS DOS VIDROS PLANOS SIMPLES, RECOZIDOS, NO ARAMADOS (DTU 39 verso Maio 1993 - 3,131) Vidros em caixilho mvel Para os vidros simples, recozidos, no aramados em caixilho mvel, adapta-se a espessura nominal, tal que a espessura mnima "em" de fabricao, seja pelo menos igual ao valor "e" calculada pelas formas abaixo descritas, nas quais: - e = espessura do vidro em mm - L = maior lado do vidro em m - l = menor lado do vidro em m (no sentido dos bordos livres para vidros apoiados em 2 lados) - S = rea do vidro em m2 - P = presso convencional em Pa

Um vidro encastrado em 3 lados equivalente a 1 vidro apoiado em 4 lados, no qual uma das dimenses igual ao comprimento do bordo livre e o outro a 3 vezes o comprimento do lado adjacente desde bordo livre.

Vidro em caixilho fixo vertical Para os vidros em caixilho fixo, as espessuras so calculadas atravs das frmulas precedentes multiplicadas por: 0,9 naos casos genricos, 0,8 para os vidros nos quais a parte superior est situada a menos de 6 m do solo, e sendo : - maior que 5 m2 quando encastrados sobre 3 ou 4 lados, - um comprimento do bordo livre superior a 2 m quando apoiados sobre 2 lados opostos. Os coeficientes de reduo no se aplicam para vidros em cobertura. Outros tipos de vidros (DTU 39 verso Maio 1993, 3,132) Para um vidro que no simples, recozido no aramado, obtm-se a espessura "et" mnima multiplicando-se a espessura "e" calculada como indicado na pgina anterior pelo coeficiente de equivalncia segundo a tabela seguinte: et = x e

No caso dos vidros laminados e dos vidros isolantes, a espessura "et" a soma das espessuras "em" dos vidros componentes (quando a diferena de espessura desse componentes no mximo de 2 mm). Para os vidros temperados, foram escolhidos coeficientes diferentes em funo da presso para evitar as flechas muito importantes. Nos clculos, os constituintes temperados dos vidros laminados ou isolantes so considerados como recozidos. No caso de vidros isolantes dissimtricos, o coeficiente "" aplicvel se: A diferena de espessura entre os vidros no mximo igual a 6 mm, a espessura da cmara de ar no excede 10 mm, a dimenso mais pequena igual ou superior a 0,40 m,

a espessura mxima de cada um dos componentes em vidro igual a 10 mm. Se uma destas condies no for preenchida, ser necessrio um estudo especfico.

Limitaes particulares dos vidros simples recozidos aramados ou no (DTU 39 verso Maio 1993 - 3,133) Para os vidros simples recozidos, adopta-se as seguintes limitaes, independentemente dos resultados obtidos atravs dos clculos anteriores.

Vidros exteriores com mais de 50 m de altura: espessura nominal mnima: - 6 mm Vidros com mais de 5 m2: espessura mnima nominal: - 6 mm se a parte baixa do vidro superior a 0,60 m do sol, - 8 mm se for menor que 0,60 m. Vidros superiores a 1 m2 apresentando um bordo livre acessvel: - 8 mm se a dimenso do bordo livre 2 m. - 10 mm se a dimenso do bordo livre > 2 m. Os bordos livres acessveis devem ter as arestas polidas. Os bordos livres nas passagens no so admitidos para os vidros recozidos.

Exemplo de clculo Clculo de uma espessura equivalente Quer um vidro isolante composto por um vidro SGG PLANILUX de 6 mm e de um vidro laminado SGG STADIP PROTECT 44.2, calculemos a espessura equivalente ec: SGG PLANILUX: - espessura standard de 6 mm - espessura mnima 5,8 mm SGG STADIP PROTECT: - espessura standard de cada componente em vidro de 4 mm - mnima de fabrico de cada componente em vidro 3,8 mm - espessura de uma vidro monoltico equivalente a SGG STADIP PROTECT 44.2 = 1,3. Consultar tabela pg.XXX

3,8 + 3,8 ec = = 5,84 1,3

Deduz-se uma espessura equivalente ao vidro isolante: = 1,5. Consultar tabela pg.XXX 5,8 + 5,84 ec = = 7,76 1,5

Determinao das espessuras dos componentes em vidro de um vidro isolante composto por um vidro SGG PLANILUX e por um vidro laminado: num caixilho fixo, cujas dimenses so de 2,48 x 2,0 m, a uma altura de 10 m, na zona A, numa vila mdia com rugosidade II. Na tabela das presses convencionais, encontramos, na zona A, rugosidade II, 0 a 10 m: P = 900 Pa L 2,48 A relao = 1,24 l 2 logo L / l 3 A relao permite calcular a espessura:

com: 2e2 e = e1 + 1,3 e1 = espessura de SGG PLANILUX e2 = espessura de um vidro SGG STADIP 1,5 = coeficiente de equivalncia para um vidro duplo 0,9 = coeficiente de equivalncia para um caixilho fixo

Pode-se fixar a espessura de SGG STADIP e ai deduzir a de SGG PLANILUX por: 2e2 e1 = e - 1,3 ou fixar a espessura e1 de SGG PLANILUX e deduzir a dos vidros de SGG STADIP por: 1,3 e2 = (e - e1) 2 Aqui

e = 10,6 mm Duas possibilidades: 1. um vidro laminado SGG STADIP PROTECT 44.2 de espessura mnima de fabricao e2 = 3,8 mm para cada vidro, a espessura do vidro SGG PLANILUX associado obtm-se por: 2 x 3,8 e1 = 10,6 - = 4,8 mm 1,3 de onde a espessura do vidro SGG PLANILUX: 5 mm. 2. Com um vidro SGG PLANILUX de 5 mm de espessura mnima de fabricao 4,8 mm e1 = 4,8 mm cada vidro do SGG STADIP PROTECT ter de espessura: 1,3 e2 = (10,6 - 4,8) = 3,8 mm 2 de onde a composio do vidro laminado SGG STADIP PROTECT 44.2. Encontra-se em ambos os casos que preciso determinar um vidro duplo composto por um vidro de 5 mm e de um laminado 44.2.

Tabela de converso das velocidades do vento sob presses dinmicas

Ateno: as presses dinmicas indicadas na tabela de converso anterior, so diferentes das presses convencionais dadas na tabela 3, 112 do DTU 39 (verso Maio 1993). Consultar pginas seguintes.

Deformao da superfcie das vidros duplos As faces dos vidros duplos sob o efeito das condies atmosfricas (temperaturas, presso atmosfrica, presso do vento, diferena de altitude entre local de fabricao e de montagem), podem apresentar deformaes cncavas ou convexas da sua superfcie, que se adicionam s tolerncias de fabricao. Os clculos geralmente efectuados para determinar a espessura das faces a colocar em obra, baseiam-se nas normas NV e DTU. Definem as espessuras mnimas que no levam em conta os aspectos estticos resultantes das deformaes. Estas, devido ao princpio do vidro duplo que encerra a cmara-de-ar entre dois vidros, no podem ser suprimidas. No entanto possvel limitar este fenmeno aumentando a espessura das faces do vidro duplo para reforar a sua resistncia flexo.

Neste caso, caber ao projectista precisar as suas exigncias e de realizar um estudo complementar.

Vidros simples recozidos (em caixilhos mveis verticais) Vidros SGG PLANILUX, SGG PARSOL, etc.

Vidros Impressos SGG DECORGLASS e SGG MASTERGLASS

Vidros Impressos SGGDECORGLASS ARAMADO e vidro aramado SGGDRAVEL

Vidros simples recozidos (em caixilhos fixos verticais) Vidros SGG PLANILUX, SGG PARSOL, etc.

Vidros impressos SGG DECORGLASS e SGG MASTERGLASS

Vidro Impresso SGG DECORGLASS ARAMADO e vidro aramado SGG DRAVEL

Vidros simples temperados (em caixilhos mveis verticais) Vidros SGG SECURIT, SGG SECURIT PARSOL, etc.

Vidros Impressos SGG SECURIT DECORGLASS

Vidros simples temperados (em caixilhos fixos verticais) Vidros SGG SECURIT, SGG SECURIT PARSOL, etc.

Vidros Impressos SGG SECURIT DECORGLASS

Vidros isolantes (em caixilhos mveis verticais) SGG CLIMALIT

Vidros laminados (em caixilhos fixos verticais) SGG CLIMALIT

Vidros laminados (em caixilhos mveis verticais) SGG STADIP ou SGG STADIP PROTECT

SGG STADIP PROTECT SP

Vidros laminados (em caixilhos fixos verticais) SGG STADIP ou SGG STADIP PROTECT

SGG STADIP PROTECT SP

Vidros fixos verticais situados a menos de 6 metros do solo Com mais de 5 m2 quando so mantidos em ou 4 lados, Com bordo livre com mais de 2 m quando so mantidos em 2 lados: Para facilitar o uso das tabelas indicadas as reas "S" mximas dos vidros fixos com menos de 5 m2; estes vidros foram calculados com um coeficiente de reduo de apenas 0,9. Observao Para os vidros apoiados em 2 lados, quando "l" encontrado na tabela for inferior a 2 m, o coeficiente de reduo de 0,80 no se aplica, consultar os valores das tabelas das pginas anteriores em "em caixilhos fixos verticais". Consultar igualmente essas tabelas para os vidros encastrados em 3 lados, cujo bordo livre o lado maior quando "S" encontrado (igual a 3 vezes a superfcie do vidro) for < 15 m2.

Vidros SGG PLANILUX - SGG PARSOL, etc.

Vidros impressos SGG DECORGLASS e SGG MASTERGLASS

Vidro temperado SGG SECURIT

Vidro Impresso temperado SGG SECURIT DECORGLASS

Vidro laminado SGG STADIP ou SGG STADIP PROTECT

Vidro laminado SGG STADIP PROTECT SP

Vidros de aqurio ou culos de piscina Os vidros de aqurio ou de piscina vidro so submetidos a cargas triangulares hidrostticas, eventualmente aumentadas para cargas repartidas uniformemente. So considerados como elementos de enchimento. Consequentemente, no devem ser alvo de deformaes devido aos movimentos da estrutura ou do solo. Natureza dos produtos envidraados Os vidros para aqurio so realizados em vidro monoltico recozido termo-endurecido temperado, ou em vidro laminado com inmeros componentes da mesma espessura. Os produtos envidraados so em vidro incolor ou colorido. Os componentes dos vidros laminados participam na absoro dos esforos apresentando performances mecnicas idnticas (vidros SGG PLANILUX, SGG DIAMANT, SGG PLANIDUR, SGG SECURIT ou SGG SECURIPOINT). Pelo contrrio, a espessura do vidro calculada com a tenso admissvel do componente com menos performance. Os vidros so sempre manufacturados (Aresta Polida Recta). Os intercalares dos laminados so em PVB ou em resina, mas estes no so considerados como participantes na absoro dos esforos. Segurana As espessura dos vidros de aqurio so calculados com uma factor de segurana na ordem dos 3,5, usado nos Estabelecimentos Pblicos. Este factor de segurana tem em conta a permanncia das cargas com um coeficiente de "fadiga" menor ou igual a 0,60. Vidro monoltico termo-endurecido ou semi-temperado Em caso de rotura acidental, desde que o vidro partido, o tanque vai vazar mais ou

menos rapidamente segundo a natureza da rotura. Da resultar, excepto ferimentos, desgastes materiais mais ou menos importantes segundo o volume desse tanque. Recomenda-se a utilizao desse tipo de vidro somente nos tanques de capacidade reduzida (< a 1 000 litros, por exemplo). Vidro monoltico temperado fortemente desaconselhvel o uso de vidro monoltico temperado em aquaoriofilia porque, em caso de rotura, d-se o desaparecimento completo e instantneo da parede e a criao de uma vaga devastadora. Vidro laminado recozido, termo-endurecido ou temperado Em caso de quebra acidental de um dos componentes do laminado, o factor de segurana resultante ainda suficiente para assegurar uma segurana temporria permitindo evacuar o pblico, salvar a flora e a fauna antes de vazar o tanque e proceder substituio do vidro danificado.

COLOCAO EM OBRA Vidro de aqurio montado em laminado Para os tanques grandes, o vidro pode pesar muitas centenas de kg, a montagem deve ser efectuada no interior desse tanque, de forma a que essa presso da gua comprima o vidro contra o vedante. A estrutura de apoio deve ser rgida para que as suas deformaes permaneam inferiores a 1/500 do comprimento do lado considerado sob presso hidrosttica de servio. A dimenso do calo perifrico lateral, pelo menos igual a 2 vezes a espessura do vidro, e a sua planimetria no deve apresentar variaes superiores a 2 mm. Antes da montagem do vidro, deve-se prever a utilizao de aros metlicos que sero de material anticorrosivo ou tratados previamente, afim de se evitar a sua deteriorao pela, aco da gua.

Esquema do princpio de colocao, consultar SGG SEA-LITE. A estanquecidade deve ser assegurada por materiais que no ataquem quimicamente o PVB dos vidros laminados e que tenham um bom poder de aderncia ao vidro e ao aro e uma plasticidade durvel.

O vidro estando montado sobre os seus calos, a estanquecidade assegurada por uma junta elstica de qualidade apropriada, insensvel gua doce ou a gua do mar, e aplicada com pistola adequada. A colocao da gua no tanque s pode ser efectuada aps a polimerizao completa deste produto de estanquecidade que pode levar muitas semanas. Para evitar uma deteriorao eventual do PVB do laminado, recomenda-se a realizao, na parte baixa do laminado, de furos de ventilao e drenagem em comunicao com o espao pblico (dois tubos em material inaltervel de 8 mm de dimetro, por exemplo. O vidro de aqurio no ser apertado porque a presso da gua geralmente suficiente para o comprimir perfeitamente contra o aro. Vidros de aqurio colados Os vidros de aqurio colados "vidro sobre vidro" so considerados como estando em apoio ao nvel da colagem. No entanto, esta tcnica estar reservada aos aqurios de pequenas dimenses e o construtor dever assegurar junto do fabricante de silicone as performances mecnicas deste ltimo (cisalhamento, traco) sob carga permanente em meio hmido agressivo (gua do mar quente, por exemplo). Tenses admissveis As tenses admissveis a considerar levam em conta a permanncia dos vidros.

Flechas admissveis A flecha no centro do vidro, sob carga de servio, no exceder 1/200 da menor dimenso. Mtodo de clculo A espessura do culo em vidro em funo de: da altura da gua, do nmero de apoios, com: n = nmero de componentes do laminado n = 1 para um vidro monoltico, ec = espessura mnima do componente (mm), e = espessura total do culo (mm), 1, 2, 3 4= coeficientes de Timoshenko dependente da relao Comprimento/largura q = altura da gua medida com base na vista transparncia do vidro (m), a = altura do vidro (dimenso da vista transparncia em m),

b = comprimento do vidro (dimenso da vista transparncia em m), = tenso admissvel MPa (N/mm2). A flecha do vidro calculada: ao centro do vidro nos casos em que a altura da gua superior altura do vidro, no local onde a flecha mxima quando a altura da gua igual altura do vidro, com: flecha mxima ou a flecha ao centro do vidro (m). eeq = espessura equivalente do vidro laminado: A espessura equivalente calculada pela frmula seguinte:

eeq = en para um vidro monoltico 1, 2, 3, 4 = coeficiente de timoshenko depende da relao comprimento/largura. A espessura de cada componente e a flecha so dadas segundo o tipo de solicitao para as relaes descritas nas pag. seguintes:

Determinao da espessura nominal /comercial de cada componente en

Determinao da espessura comercial do laminado ef ef = en x n a espessura do intercalar desprezada. Clculo do factor de segurana Factor de segurana = 3.5 x em / ec Recomendaes particulares

Os vidros devero ser isentos de incio de ruptura. Os vidros riscados no sero utilizados. Em caso de riscos aps a montagem, nomeadamente na face em extenso, no lado do pblico, ser prudente trocar os vidros sem esperar. Valores dos coeficientes para o clculo das espessuras Vidros apoiado sobre 4 lados

Valores de coeficientes para o clculo das flechas dos vidros apoiados em 4 lados

Vidros apoiados em 3 lados

Pavimentos em vidro e degraus de escada em vidro Colocao em obra e dimensionamento Para satisfazer a necessidade de transparncia e de luz, os arquitectos apelam cada vez mais, s plataformas, pavimentos ou escadas transparentes em vidro. Dado o aumento dessas aplicaes, os profissionais do vidro foram levados a dar a conhecer aos projectistas e fiscais de obras as possibilidades de realizao e os mtodos de dimensionamento para assegurar a realizao com toda a segurana dos utilizadores. A concepo e o dimensionamento dos pavimentos ou das escadas em vidro, dependem largamente do modo de colocao em obra dos degraus em vidro. As preconizaes da SAINT-GOBAIN GLASS aplicam-se nos casos mais simples, excepto, em particular, das fixaes ou apoios pontuais. Colocao em obra Entre os sistemas de apoios dos pavimentos existentes, consideramos apenas o sistema de apoios perifricos que se segue

A estrutura de apoio deve ser rgida para que as deformaes permaneam inferiores ou iguais a 1/500 do comprimento do lado considerado quando o pavimento carregado. Por razes psicolgicas, a flecha do centro do pavimento, sob carga de explorao, no exceder 1/200 da mais pequena dimenso e ser inferior a 10 mm. A largura de apoio superior ou igual a 1,5 vezes a espessura do pavimento. No entanto para o pavimento de espessura superior a 30 mm, pode-se admitir que essa largura de apoio seja pelo menos igual espessura do pavimento.

Esquema de princpio de colocao em obra Os pavimentos repousam sobre uma junta flexvel, e de longa plasticidade, cuja dureza de cerca de 70 a 80 Shore A. No caso de um pavimento de inclinao reduzida, ser considerada uma colagem lateral. Alm disso, os apoios planos no podem apresentar variaes superiores a 2 mm e a face superior dos pavimentos deve nivelar o solo acabado na ausncia de carga. Produtos envidraados Os pavimentos em vidro ou os degraus de escada so, por razes de segurana, sempre em vidro laminado. Cada componente, participante na retoma de cargas tem uma espessura igual ou superior a 8 mm. So todos de espessura e de qualidade mecnica idnticos (vidro recozido, termo-endurecido ou temperado). As tenses admissveis propostas na tabela seguinte que consideram a performance das cargas, devero ser levadas em conta no clculo das espessuras, nessas diferentes qualidades de vidro Os intercalares (incolores, opalinos ou coloridos) entre os componentes geralmente em PVB. Tenses admissveis

35 tenso superficial 55 MPa ** tenso superficial 90 MPa

Cargas a ter em conta Os pavimentos de vidro so elementos de enchimento e, por essa razo, no devem ser considerados como um "elemento estrutura". Um elemento considerado como sendo "estrutural se, em caso de falha ou desaparecimento, pode conduzir perda de estabilidade de uma obra. Consequentemente, os pavimentos em vidro e os degraus de escada no devem ser sujeitos a deformaes derivadas dos movimentos da estrutura ou do solo. As cargas de explorao so as que resultam do uso dos locais. Correspondem ao peso do mobilirio, do material, das matrias em depsito e das pessoas, uma forma normal de ocupao. So considerados como cargas permanentes. Distinguem-se dois tipos de cargas de explorao: as cargas repartidas uniformemente e as cargas concentradas sobre uma superfcie de 100 cm2. A espessura dos pavimentos de vidro ser igual ou superior s que so calculadas com uma e outra das cargas. Salvo indicao em contrrio e justificada da parte do tcnico da obra, prevalecem as cargas apresentadas na tabela seguinte, que tem em conta os efeitos dinmicos correntes derivados da deslocao das pessoas e aparelhos leves, mas que no considera os fenmenos de amplificao dinmica devido a causas particulares. Nota: um p do mvel, ou a base de um material de conservao (escada, andaime) por exemplo, deve ser equipado de um patim com no mnimo uma superfcie de 100 cm2.

1) Para este tipo de local, deve-se obrigatoriamente ter em conta as cargas localizadas (2) Excepto as oficinas de manuteno

Segurana De acordo com o domnio de aplicao e o conhecimento dos riscos previsveis, distinguem-se dois nveis de segurana. O nvel de segurana dos utilizadores ou dos bens deve ser especificada pelo tcnico ou pelo dono da obra. A segurana normal quando a altura da queda eventual, aps a quebra do pavimento, fraca e pouco susceptvel de provocar ferimentos graves (altura da queda inferior a 1m). A espessura assim calculada como se todos os componentes portadores de laminado participassem no suporte das cargas (peso prprio e carga de servio). A segurana reforada quando a altura da eventual queda, aps a quebra do pavimento de vidro, importante e pode conduzir a ferimentos graves ou pr em risco a vida das pessoas. O clculo das espessuras est traado como se juntasse um componente portador, de espessura e de tratamento trmico idnticos, aos componentes do laminado susceptveis de suportar somente eles as cargas de servio e o peso prprio do conjunto. Os degraus das escadas so sempre tratados com segurana reforada. Em caso de quebra de um dos componentes, esta escada ser obrigada a aguardar substituio do mesmo Espessura do pavimento de vidro Independentemente do nvel de segurana, os elementos referidos, tais como um eventual pavimento de desgaste, no considerados para o clculo de espessuras, apesar

de considerar o seu peso prprio. A espessura calculada mnima igual espessura mais forte calculada segundo a carga repartida uniformemente e a carga concentrada. E isto, em aplicao das seguintes relaes, em funo da natureza e do nvel de segurana obtidos (este mtodo no se aplica s composies assimtricas). Clculo das espessuras mnimas para os pavimentos em apoio sobre a sua periferia

Segurana normal

n = nmero de componentes do laminado ec = espessura calculada de cada componente do laminado (mm) en = espessura nominal de cada componente do laminado (mm) eu = espessura nominal do eventual pavimento de desgaste (mm) g = 24,5. (n . en + eu), peso prprio do pavimento (Pa) q = carga de explorao (Pa) p = q + g, carga repartida uniformemente (Pa) l = comprimento entre apoios do lado pequeno (m) = tenso admissvel (MPa) = coeficiente de Timoshenko dependente da relao Comprimento/largura 1 = coeficiente de Timoshenko dependente da relao Comprimento/largura O comprimento e a largura so considerados entre apoios

Segurana normal

As espessuras nominais de cada componente correspondentes s espessuras calculadas so dadas na tabela seguinte.

A espessura comercial do laminado obtida aplicando a seguinte relao:

A espessura real do produto acabado tem em conta a espessura dos intercalares, a espessura do eventual pavimento de desgaste e as tolerncias de fabricao de cada componente. Flecha no centro do pavimento sob carga de servio uniforme Neste clculo, considera-se que o ou os intercalares no participam na retoma dos esforos produzidos pela carga de servio. A flecha mxima no centro do pavimento de vidro obtida aplicando a relao da tabela seguinte.

= coeficiente de Timoshenko dependente da relao comprimento/largura

Parmetros de clculo Valores dos coeficientes , para o clculo das flechas e das tenses sob carga repartida uniformemente para alguns valores da relao Comprimento/largura

Valores dos coeficientes 1 para calcular as tenses no caso de uma carga concentrada.

Recomendaes particulares No caso de um pavimento luminoso, preciso assegurar que a temperatura do laminado produzida pela fonte de iluminao no ultrapasse os 60 C e que no se corra o risco de provocar rupturas atravs de quebra trmica (para o uso do vidro recozido). Estes fenmenos dependem da potncia da fonte luminosa, da sua distncia do vidro e da ventilao do espao entre a fonte e o pavimento.

de salientar que nos pavimentos de uso intenso, os saltos em agulha, os sapatos com protectores ou a queda de objectos duros, podem riscar ou provocar lascas no vidro. Estes ltimos so de pouca importncia, eles tm consequncias reduzidas em matria de resistncia mecnica porque s afectam em princpio a zona em compresso do vidro. As infiltraes de produtos de limpeza, retirada de neve ou remoo do gelo so de evitar a disposio do vidro dever ser de forma a que os riscos de contacto com o PVB no ocorram. Durante as operaes de manuteno ou de conservao do edifcio, os pavimentos em vidro devero ser protegidos da queda de objectos pesados e contundentes. As bases de um eventual andaime sero equipadas de patins com uma superfcie suficiente para no deixar ultrapassar as cargas localizadas, anteriormente definidas. No esquecer que, como qualquer outro material com uma superfcie lisa, o vidro mais escorregadio quando est molhado. Para reduzir este efeito, utiliza-se SGG SECURIT CONTACT.