310 prof nivel tec i tec eletronica

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Provas de concurso.

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  • 310 Profissional de Nvel Tcnico I Tcnico em Eletrnica

    INSTRUES

    1. Confira, abaixo, o seu nmero de inscrio, turma e nome. Assine no local indicado.

    2. Aguarde autorizao para abrir o caderno de prova. Antes de iniciar a resoluo das questes, confira a numerao de todas as pginas.

    3. A prova composta de 50 questes objetivas.

    4. Nesta prova, as questes objetivas so de mltipla escolha, com 5 alternativas cada uma, sempre na sequncia a, b, c, d, e, das quais somente uma deve ser assinalada.

    5. A interpretao das questes parte do processo de avaliao, no sendo permitidas perguntas aos aplicadores de prova.

    6. Ao receber o carto-resposta, examine-o e verifique se o nome impresso nele corresponde ao seu. Caso haja qualquer irregularidade, comunique-a imediatamente ao aplicador de prova.

    7. O carto-resposta dever ser preenchido com caneta esferogrfica preta, tendo-se o cuidado de no ultrapassar o limite do espao para cada marcao.

    8. No sero permitidos emprstimos, consultas e comunicao entre os candidatos, tampouco o uso de livros, apontamentos e equipamentos eletrnicos ou no, inclusive relgio. O no cumprimento dessas exigncias implicar a eliminao do candidato.

    9. No ser permitido ao candidato manter em seu poder relgios, aparelhos eletrnicos (BIP, telefone celular, tablet, calculadora, agenda eletrnica, MP3 etc.), devendo ser desligados e colocados OBRIGATORIAMENTE no saco plstico. Caso essa exigncia seja descumprida, o candidato ser excludo do concurso.

    10. A durao da prova de 4 horas. Esse tempo inclui a resoluo das questes e a transcrio das respostas para o carto-resposta.

    11. Ao concluir a prova, permanea em seu lugar e comunique ao aplicador de prova. Aguarde autorizao para entregar o caderno de prova e o carto-resposta.

    12. Se desejar, anote as respostas no quadro abaixo, recorte na linha indicada e leve-o consigo.

    DURAO DESTA PROVA: 4 horas

    Portugus

    Conhecimentos Gerais

    Conhecimentos Especficos

    INSCRIO

    TURMA

    NOME DO CANDIDATO

    ASSINATURA DO CANDIDATO

    ...............................................................................................................................................................................................................................

    RESPOSTAS

    01 - 06 - 11 - 16 - 21 - 26 - 31 - 36 - 41 - 46 -

    02 - 07 - 12 - 17 - 22 - 27 - 32 - 37 - 42 - 47 -

    03 - 08 - 13 - 18 - 23 - 28 - 33 - 38 - 43 - 48 -

    04 - 09 - 14 - 19 - 24 - 29 - 34 - 39 - 44 - 49 -

    05 - 10 - 15 - 20 - 25 - 30 - 35 - 40 - 45 - 50 -

    ITAIPU BINACIONAL

    Processo Seletivo Edital n 1005

    Prova Objetiva 27/04/2014

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    PORTUGUS O texto a seguir referncia para as questes 01 a 06.

    O menino amarrado ao poste

    Rosiane Rodrigues (05/02/2014)

    A cena chocou. possvel que o motivo da consternao tenha sido o local da ao e no a ao em si. Sim. Um menino 1 amarrado ao poste, em uma rua da Zona Sul do Rio de Janeiro, no um fato comum. Meninos amarrados em postes, baleados, 2 espancados, violentados no cabem na paisagem da Zona Sul da cidade. Essas devem ser imagens perifricas, cotidianas das 3 favelas, dos subrbios. Imagens de barbrie que no chocam nem causam espanto aos olhos dos que esto e devem continuar 4 margem. 5

    O menino amarrado ao poste deu sorte. Ele poderia estar morto. Se assim fosse, seria mais um a entrar para a estatstica 6 da barbrie cometida diuturnamente, nos becos e vielas em todo o pas. Imagens de corpos violados, machucados, inertes... reflexos 7 distantes de uma realidade encoberta aos olhos sensveis de uma parcela da populao que teima em no querer enxergar: a 8 indstria do genocdio da juventude preta e pobre. 9

    Pesquisa do Ipea, divulgada recentemente, demonstra que 53 mil pessoas so assassinadas por ano no Brasil. Destas, a 10 grande maioria de jovens entre 15 e 29 anos, que possuem de quatro a sete anos de estudo formal. Sim. Jovens pretos, moradores 11 de favelas. Incriminados por sua cor, estigmatizados por seus locais de origem. O que choca no o ato, a imagem. Na voz de 12 muitos era um marginalzinho, um bandidinho, que rouba carteiras de pedestres indefesos. Mereceu! Tinha que ser queimado!... 13 Esses foram apenas alguns dos comentrios que li nos sites dos grandes jornais que veicularam to inslita e insidiosa notcia. 14

    A moradora do bairro, ao invs de chamar a ambulncia ou a polcia, postou a foto da cena na rede social. Mais que uma 15 febre que assola o mundo contemporneo, a atitude da denunciante faz parecer que meninos pretos, amarrados em postes, depois 16 de espancados, no merecem ser atendidos por mdicos, muito menos terem o aparato jurdico-policial tratando-os como vtimas. 17 Para uma grande parte dessa sociedade conectada, virtual, que faz at seis refeies por dia, esse mais um menino que nasceu 18 criminoso... cresceu e aprendeu que vtima no o lugar que deve ser ocupado por gente como ele. 19

    Meninos assim crescem aos montes... e se habituam a serem tratados por esse aparato (scio-governamental) como um mal 20 a ser combatido. Esse hbito no apenas imposto, mas aceito por todos como algo natural. Para que chamar a polcia ou a 21 ambulncia para quem sabe que apanhar, ser humilhado e, daqui a pouco, morto, faz parte do cotidiano? Diriam alguns: a vida... 22 ou, em bom francs: cest la vie. Uma cena deslocada na paisagem da cidade que se arruma e vendida para receber milhares 23 de turistas em poucos meses. Uma cidade que est nua de alma, mas cheia de encantos. Um monstrengo que mais parece um 24 arremedo de boneca-inflvel que tendo grotesca aparncia de humanidade, mantm seu interior vazio. Uma cidade cuja populao, 25 ao perceber a impossibilidade de lidar com suas pobrezas (que so muito maiores que aquela significada forma de escassez de 26 alimentos, moradia, transporte, escolas, hospitais etc. etc. etc.), esconde seus famintos (famintos de atitude, de reconhecimento de 27 suas especificidades histricas) em locais protegidos (?!?!) por UPPs. Doces sonhos de uma classe mdia que teima em se sentir 28 segura enquanto meninos so amarrados em postes, jovens so assassinados, pessoas so queimadas em praas pblicas. 29

    O episdio que desnuda a violncia atroz lamentvel, mas desgraadamente providencial para refletirmos sobre nossas 30 desumanidades cotidianas. 31

    01 - A respeito do texto, considere as seguintes afirmativas:

    1. O impacto desencadeado pela cena do menino amarrado ao poste evidenciou uma forma de violncia e a atitude de conivncia demonstrada por uma parcela da sociedade.

    2. O episdio do menino amarrado ao poste est diretamente relacionado a fatores de ordem econmica e racial. 3. A referncia s nossas desumanidades cotidianas (linha 31) foca a culpabilidade da polcia do Rio de Janeiro. 4. O tratamento violento dispensado a jovens pobres no Brasil tem sido visto como algo normal.

    Quais correspondem a ideias veiculadas pelo texto?

    a) Apenas 1 e 2. b) Apenas 1 e 4. c) Apenas 3 e 4. d) Apenas 1, 2 e 4. e) Apenas 2, 3 e 4.

    02 - A palavra consternao (linha 1) registrada no dicionrio Houaiss com alguns dos significados listados nas

    alternativas que seguem. Assinale a alternativa cujo significado NO adequado ao contexto de emprego do texto.

    a) Desolao. b) Comoo. c) Falta de nimo. d) Choque. e) Perturbao.

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    03 - Considere as alteraes feitas nos perodos e assinale a alternativa em que houve alterao da significao presente no texto.

    a) A cena chocou. possvel que o motivo da consternao tenha sido o local da ao e no a ao em si. (linha 1). A cena chocou e possivelmente tenha consternado pelo local da ao, no pela ao em si. b) Sim. Um menino, amarrado ao poste, em uma rua da Zona Sul do Rio de Janeiro, no um fato comum. (linhas 1 e 2). Sim, porque um menino amarrado ao poste, em uma rua da Zona Sul do Rio de Janeiro, no um fato comum. c) O menino amarrado ao poste deu sorte. Ele poderia estar morto. (linha 6) O menino amarrado ao poste deu sorte, uma vez que ele poderia estar morto. d) O que choca no o ato, a imagem. (linha 12) O que choca no o ato, e sim a imagem. e) Jovens pretos, moradores de favelas. Incriminados por sua cor, estigmatizados por seus locais de origem. (linhas 11 e 12)

    Jovens pretos, moradores de favelas, j que so incriminados por sua cor, estigmatizados por seus locais de origem. 04 - Assinale a alternativa que apresenta uma expresso que NO retoma o ttulo O menino amarrado ao poste.

    a) A ao em si (linha 1). b) Um fato (linha 2). c) (D)a cena (linha 15). d) (D)o cotidiano (linha 22). e) O episdio (linha 30).

    05 - Sobre o texto, considere as afirmativas que seguem:

    1. A hiptese levantada s linhas 6 e 7, se assim fosse, seria mais um a entrar para a estatstica da barbrie cometida diuturnamente, nos becos e vielas em todo o pas, ilustra os dados apresentados pela pesquisa do IPEA, citada s linhas 10 e 11.

    2. A sociedade conectada, virtual, que faz at seis refeies por dia (linha 18), a contraface dos moradores de favela de que fala o terceiro pargrafo.

    3. A expresso a vida, ou o equivalente cest la vie, em francs (linhas 22-23), apontam para uma atitude de conformismo.

    4. As palavras vtima (linha 19) e mal a ser combatido (linhas 20-21) expressam pontos de vista semelhantes em relao ao menino amarrado no poste.

    Assinale a alternativa correta.

    a) Somente as afirmativas 1 e 2 so verdadeiras. b) Somente as afirmativas 1, 2 e 3 so verdadeiras. c) Somente as afirmativas 2, 3 e 4 verdadeiras. d) Somente as afirmativas 3 e 4 so verdadeiras. e) Somente as afirmativas 1, 2 e 4 so verdadeiras.