2º dia - caderno automóvel

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  • UnB / CESPE 1. Vestibular de 2006 / 2. D IA CADERNO AUTOMVEL 1 permitida a reproduo apenas para fins didticos, desde que citada a fonte.

    CINCIAS DA NATUREZA E MATEMTICA

    Estamos cada vez mais dependentes da tecnologia. No sculopassado, fomos testemunhas da mecanizao crescente, daeletrificao, da miniaturizao. A vida diria do cidado comum foitransformada pelos meios de transporte e pela tecnologia dascomunicaes.

    Vamos mergulhar no universo dos homens e suas mquinasmaravilhosas.

    Grandes Navegaes

    Um dos primeiros saltos tecnolgicos sistematicamenteplanejados pela humanidade foram as Grandes Navegaesiniciadas no final do sculo XV. A tecnologia necessria foi, emgrande parte, obtida a partir de invenes, como a plvora, abssola e o papel, e o conhecimento de diversos metais quepossibilitaram a construo de instrumentos e ferramentas. Nessapoca, j eram conhecidos o ferro, o cobre, a prata, o estanho, omercrio e o ouro, bem como outros elementos qumicos comoo carbono, o enxofre e o arsnio.

    A construo de caravelas permitiu enfrentar as imensasdistncias nos oceanos; mares nunca antes navegados, terras,povos, flora e fauna comearam a ser explorados pelos europeus.Antes da chegada dos europeus, nas Amricas no existiamdeterminados animais como algumas raas de cavalos, bois eporcos e plantas, que os colonizadores trouxeram. As GrandesNavegaes em direo frica, sia e Amrica tambmprovocaram intercmbio de enfermidades como febre amarela eclera, que se disseminaram facilmente nas regies ocupadas, ede doenas sexualmente transmissveis, como a sfilis.

    Tendo o texto acima como referncia inicial, julgue os itenssubseqentes.

    1 A era das Grandes Navegaes inaugurou uma etapa doexpansionismo europeu que, para muitos, constituiu osprimrdios da globalizao. Era o homem ultrapassando suacondio de ser local para ganhar dimenso crescentementeuniversal.

    2 Infere-se do texto que as Grandes Navegaes introduziramnas Amricas espcies exticas. Um dos fatores queinfluenciam a adaptao de espcies exticas a um novoambiente a ausncia de predadores.

    3 O desconhecimento da biologia dos agentes etiolgicos e dosvetores de determinada doena facilita a sua disseminao,o que pode explicar a disseminao da febre amarelaverificada nas regies ocupadas, como menciona o texto.

    4 A transmisso e a disseminao da febre amarela ocorremem reas que, em geral, so de risco potencial para a malria,devido ao fato de a febre amarela e a malria terem o mesmovetor.

    5 Os agentes etiolgicos da febre amarela e do clera tmcomo nicho ecolgico organismos da classe Insecta eMammalia, denominados hospedeiros.

    6 Nos animais citados no texto cavalos, bois e porcos , otransporte de gases respiratrios feito por meio do sistemacirculatrio, assim como no vetor da febre amarela.

    7 Apesar dos avanos na medicina, ainda no foramdescobertas substncias capazes de ativar uma respostaimune adquirida que defenda o organismo humano contra oclera.

    8 Os agentes etiolgicos das doenas citadas no texto febreamarela e clera so organismos unicelulares cujoscitoplasmas apresentam estruturas envoltas por membranacelular.

    9 Os bois e os cupins utilizam em sua alimentao produtosricos em celulose. Os ruminantes, por no fabricarem aenzima celulase, beneficiam-se da presena de protozoriose bactrias no estmago para obter os produtos dadegradao da celulose. J os cupins, por produziremcelulase, so capazes de digerir a celulose.

    10 A sfilis uma doena geralmente transmitida pelo atosexual e um de seus primeiros sintomas o aparecimento deleses na pele, que desaparecem depois de algum tempo,com ou sem tratamento mdico.

    11 Entre os tomos dos elementos no-metais citados no texto,os do elemento As so os que apresentam o maior nmero deeltrons no subnvel mais energtico.

    12 Os metais citados no texto so encontrados na natureza naforma de substncias simples.

    13 Alguns dos metais citados no texto so elementos detransio interna.

    14 Os processos de produo dos metais citados no texto apartir de seus xidos so exotrmicos.

    15 Os tomos de oxignio possuem maior potencial deionizao que os tomos dos no-metais citados no texto.

    16 Todos os elementos qumicos citados no texto podem fazerligaes covalentes.

    17 O tomo do elemento qumico citado no texto que pertenceao segundo perodo da Tabela Peridica pode fazer parte desubstncias com caractersticas cidas.

    18 A maior parte das cargas dos tomos neutros de Fe, Cu, Ag,Sn, Hg e Au encontra-se em seus ncleos.

    19 Considere a seguinte situao hipottica.

    Pedaos de madeira de uma embarcao naufragada,encontrada no fundo do mar, na costa brasileira, foramanalisados, verificando-se a presena de 1,0 10 % do6

    i s to p o C . P a ra e ss e is to p o , te m -s e q u e14

    , em que [C] a porcentagem de C14

    0determinada na anlise, [C] = 1,13 10 % a porcentagem!6

    de C nos pedaos de madeira na data do naufrgio, t o14

    tempo, em anos, decorrido desde o naufrgio at a data da

    1/2anlise, e t = 5.730 anos o tempo de meia-vida do C.14

    Nessa situao, tomando 0,122 como valor aproximado paraRn(1,13), correto concluir que os pedaos de madeiraanalisados podem ter pertencido a uma embarcao quenaufragou na poca das Grandes Navegaes.

    RASCUNHO

  • UnB / CESPE 1. Vestibular de 2006 / 2. D IA CADERNO AUTOMVEL 2 permitida a reproduo apenas para fins didticos, desde que citada a fonte.

    Texto para os itens de 20 a 28.

    No perodo das Grandes Navegaes, os navegadores

    enfrentavam grandes dificuldades. Uma delas era a deteriorao

    de objetos metlicos, como as ncoras, devido oxidao do

    ferro. Alm disso, por no disporem de dieta adequada em frutos

    e vegetais frescos, era freqente a morte de marinheiros por

    escorbuto. Outra dificuldade enfrentada era o armazenamento de

    gua potvel. A gua do mar imprpria para o consumo

    humano, devido grande concentrao de cloreto de sdio.

    Atualmente, existem processos, como a osmose reversa, que

    permitem a obteno de gua pura a partir da gua do mar. Na

    osmose reversa, molculas de gua atravessam uma membrana

    semipermevel, o que resulta em um lquido que contm, alm de

    molculas de gua, apenas os ons hidrnio (H ) e hidroxila+

    (OH ).!

    A partir das informaes do texto, julgue os itens seguintes.

    20 Consistiria exemplo de lquido eletricamente no-neutro uma

    soluo aquosa em que uma das espcies inicas citadas no

    texto estivesse em maior concentrao que a outra.

    21 No ser humano, o processo de osmose responsvel pelo

    mecanismo de reabsoro de gua nos tbulos renais

    influenciado pelo hormnio antidiurtico, que produzido

    no hipotlamo.

    22 A deteriorao das ncoras das embarcaes poderia ser

    reduzida caso estas estivessem eletricamente conectadas a

    um metal com potencial de reduo superior ao do ferro.

    23 O escorbuto uma doena que afeta os tecidos epiteliais e

    decorre da deficincia de vitamina A.

    24 O processo de obteno de gua pura citado no texto ocorre

    espontaneamente a 25 C e a 1 atm.

    25 O cloreto de sdio, citado no texto, uma substncia que

    no formada por molculas.

    26 Os ons H e OH , citados no texto, podem ser provenientes+ !

    da auto-ionizao da gua, que um processo reversvel.

    Considerando ainda as informaes do texto e que, em 30 L de

    gua do mar haja 550 g de cloreto de sdio, faa o que se pede

    nos itens 27 e 28 a seguir, que so do tipo B, desprezando, para

    a marcao na folha de respostas, a parte fracionria do resultado

    final obtido aps realizar todos os clculos solicitados.

    27 Calcule, em mol/L, a concentrao em quantidade de

    matria de cloreto de sdio na gua do mar. Multiplique o

    valor encontrado por 1.000.

    28 Considere que, em um experimento, o processo de osmose

    reversa retire gua presente na gua do mar at que o volume

    da soluo remanescente seja igual a 20% do volume inicial.

    Para essa situao, calcule, em mol/L, a concentrao em

    quantidade de matria de cloreto de sdio na soluo

    remanescente do processo de osmose reversa. Multiplique o

    valor encontrado por 100.

    Quando se viaja na direo e sentidodo vento, o barco a vela, como o ilustrado nafigura ao lado, submetido presso dovento em sua vela, que impulsiona aembarcao para frente. Mas, ao navegarcontra o vento, a vela exposta a foras quedificultam o processo de deslocamento, o querequer percia dos velejadores. Os fluidosno resistem s foras tangenciais, apenas snormais. O movimento de um barco a velanavegando contra o vento pode serrepresentado pelo diagrama de forasilustrado na figura acima, que mostra umbarco a vela sujeito fora do vento cujos sentido e direotambm esto ilustrados na figura. A quilha do barco se localizaao longo do eixo AB. A componente efetiva do impacto do ventosobre a vela, que indicada pelo segmento CD, representada

    vpelo vetor F perpendicular vela. Essa fora pode ser

    bdecomposta na componente F , que impulsiona o barco para a

    rfrente, no sentido de A para B, e na componente F , que, devido quilha, anulada pela resistncia oferecida pela gua.

    A partir das informaes do texto acima e considerando asituao representada no diagrama de foras, julgue os itens aseguir.

    29 Um barco a vela no pode navegar em sentido oposto ao dovento seguindo uma trajetria paralela direo do vento.

    30 A componente efetiva do impacto do vento sobre a velaproduz um torque que tende a tombar o barco. Entretanto, aresistncia da gua sobre a quilha fornece um torquecontrrio ao primeiro, impedindo que o barco tombe.

    31 Na situao apresentada, sabendo-se que " o ngulo, emradianos, entre a vela segmento CD e a direo dovento, conclui-se que, para 0 < " < B/2, quanto maior for ",

    b