2 aula – direito tributrio curso prepara§£o oab

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  • 2 aula Direito Tributrio Curso Preparao OAB
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  • 1 Captulo da Aula VIGNCIA, APLICAO E INTERPRETAO DA LEGISLAO TRIBUTRIA
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  • Vigncia, Aplicao e Interpretao da Legislao Tributria Vigncia Vigncia aquele atributo da lei que lhe confere plena disponibilidade para sua aplicao ( Celso Ribeiro Bastos ) Lei vigente, ou lei em vigor aquela que suscetvel de aplicao, desde que se faam presentes os fatos que correspondam sua hiptese de incidncia ( Luciano Amaro )
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  • Vigncia da Legislao Tributria no Tempo Regra Geral: LICC art. 1 caput salvo disposio em contrrio, a lei comea a vigorar em todo o pas quarenta e cinco dias, depois de oficialmente publicada.( art. 101 CTN) Assim a-) a prpria lei pode trazer no seu bojo a data do inicio de sua vigncia; b-) quando no dispuser a data de inicio da vigncia, entrar em vigor 45 dias depois de publicada; c-) o perodo entre a publicao da lei a sua vigncia denominado vacatio legis.
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  • Leis Tributrias- Vigncia > a maior parte das leis tributrias tm coincidentes a data da publicao e vigncia > entretanto vigncia diferente de eficcia > a eficcia s ocorre no ano subsecutivo, quanto aos tributos em geral (art. 104 CTN) > Entretanto, alguns tributos prevem o inicio de sua eficcia de imediato ( Ex. II, IE, IOF, IPI, IEG, etc..)
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  • Art. 106. A lei aplica-se a ato ou fato pretrito I - em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluda a aplicao de penalidade infrao dos dispositivos interpretados; II - tratando-se de ato no definitivamente julgado: a) quando deixe de defini-lo como infrao; b) quando deixe de trat-lo como contrrio a qualquer exigncia de ao ou omisso, desde que no tenha sido fraudulento e no tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prtica.
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  • Vigncia da Legislao Tributria no Espao Submete-se ao Principio da Territorialidade Limite do territrio da pessoa jurdica de direito pblico que edita a norma Assim, mbito federal, a norma vale apenas dentro do territrio brasileiro, se, de competncia estadual, dentro do respectivo estado, e, municipal dentro do referido municpio
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  • Art. 102 A legislao tributria dos Estados, do Distrito Federal e dos Municpios vigora, no Pas, fora dos respectivos territrios, nos limites em que lhe reconheam extraterritorialidade os convnios de que participem, ou do que disponham esta ou outras leis de normas gerais expedidas pela Unio.
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  • EXTRATERRITORIALIDADE O art. 102 permite a extraterritorialidade da norma tributria, excepcionalmente, desde que haja convnio entre as pessoas jurdicas de direito pblico interno interessadas (DF, Estados e Municpios), ou desde que existam tratados ou convenes firmados pela Unio.
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  • Art. 103 vigncia dos atos normativos Atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas, tais como portarias, ordens de servio, intrues normativas e circulares, na data da respectiva publicao; As decises dos orgos singulares ou coletivos de jurisdio administrativa, a que a lei atribua eficacia normativa, 30 dias aps a data de sua publicao; Os convnios que entre si celebram a Unio, os Estados, o DF e os Municpios, nada data neles prevista.
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  • APLICAO DA LEGISLAO TRIBUTRIA APLICAR a lei faz-la incidir sobre um fato, para que este se discipline por aqueles parmetros legais, produzindo seus efeitos sob o manto da abrangncia e limites definidos pela lei ( Eduardo Sabbag ) Regra > uma lei s se aplica aos fatos que ocorrero aps a sua vigncia, em obedincia ao Principio da Irretroatividade
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  • Fatos gerador futuros e aos pendentes art. 105 CTN A legislao tributria aplica-se imediatamente aos fatos geradores futuros e aos pendentes, assim entendidos aqueles cuja ocorrncia tenha tido incio, mas no esteja completa nos termos do artigo 116. No artigo em comento a legislao nova aplica-se a fatos geradores pendentes, isto , fatos que se iniciam na vigncia de uma legislao e se completam na vigncia de outra legislao.
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  • Interpretao da Legislao Tributria A interpretao da lei o trabalho investigatrio que procura traduzir seu pensamento, sua dicco e seu sentido. o ato de decifrar o pensamento do legislador.(Eduardo Sabbag)
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  • Diferena entre Lei e Legislao Tributria Lei norma jurdica produzida pelo rgo ao qual a Constituio atribuiu a funo legislativa. Legislao compreende as leis, os tratados e as convenes internacionais. Assim a legislao tributria tem sentindo abrangente, engloba a lei e outras espcies normativa.
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  • Mtodos de interpretao A doutrina tem aconselhado vrios mtodos de interpretao. So eles: > gramatical > lgico > histrico > teleolgico > sistemtico
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  • Analise dos Mtodos de Interpretao da Legislao Tributria Gramatical, denominado tambm como mtodo lgico-gramatical, pauta- se na interpretao conforme o texto, analisa apenas o que est escrito, o mtodo gramatical por si s no suficiente para uma interpretao jurdica a contento. Lgica, funda-se na interpretao conforme o contexto, analisando de modo extrnseco, o que se quis dizer, e no o que est dito, procura-se o sentido lgico do texto, para se evitarem incoerncias, contradies, tentando-se harmonizar entre si todas as disposies da lei. Histrica, o mecanismo de deteco das circunstancias eventuais e contingentes que motivaram a edio da lei, sua razo de nascer e de ser. Teleolgica, trata-se de processo investigativo que prima pela busca da finalidade da norma, concentrando-se no resultado colimado pela lei. Sistemtica, por esse mtodo procede-se comparao da lei interpretada com outras leis e com o ordenamento jurdico, como um todo, para que a eles harmonicamente se ajuste.
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  • Princpio Gerais do Direito Privado Art. 109 Os princpios gerais de direito privado utilizam-se para pesquisa da definio, do contedo e do alcance de seus institutos, conceitos e formas, mas no para definio dos respectivos efeitos tributrios.
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  • Casustica Aplicao do Principio Geral do Direito Privado > Os atos jurdicos praticados pelo contribuinte e referentes a institutos do direito privado (ex. doao de bens-ITCMD), sero conceituados pelo direito privado. No entanto, pode ocorrer que o contribuinte, em vez de doar, proceda a uma compra e venda por valor irrisrio, a fim de que se submeta ao pagamento do ITBI, e no do ITCMD, geralmente mais gravoso. > Assim, conforme art. 109 CTN os princpios relacionados com o instituto da doao sero oriundos do direito privado, porm, os efeitos tributrios relacionados como o prprio instituto sero decorrentes da lei tributria.
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  • Direito Tributrio x Direito Privado Art. 110 A lei tributria no pode alterar a definio, o contedo e o alcance de institutos, conceitos e formas de direito privado, utilizados, expressa ou implicitamente pela Constituio Federal, pelas Constituies dos Estados ou pelas Leis Orgnicas do Distrito Federal ou dos Municpios, para definir ou limitar competncias tributrias.
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  • Exemplos > se a legislao do IPTU determinasse que veculos tambm so bens imveis, estar-se-ia invadindo a competncia do IPVA, cuja delimitao, vem expressa no art. 155, III da CF/88. > se a legislao do ICMS determinasse que bens imveis tambm so mercadorias estar-se-ia invadindo a competncia do ITBI, cuja delimitao vem expressa no art. 156, II da CF/88.
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  • ART. 111 CTN Interpreta-se literalmente a legislao tributria que disponha sobre: I- suspenso ou excluso do crdito tributrio II- outorga de iseno III dispensa do cumprimento de obrigaes tributrias acessrias.
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  • O art. 111 CTN Exceo O que regra se presume A exceo dever estar expressa em lei Assim, para casos de suspenso, excluso de credito tributrio, iseno, dispensa de obrigao acessria, a interpretao dever ser literal.
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  • INTERPRETAO BENIGNA Art. 112. A lei tributria que define infraes, ou lhe comina penalidades, interpreta-se da maneira mais favorvel ao acusado, em caso de dvida quanto: I - capitulao legal do fato; II - natureza ou s circunstncias materiais do fato, ou natureza ou extenso dos seus efeitos; III - autoria, imputabilidade, ou punibilidade; IV - natureza da penalidade aplicvel, ou sua graduao.
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  • Retroatividade benigna Na eventualidade de os textos legais no serem claros e incontroversos sobre a interpretao da lei punitiva, o aplicador ( fiscal ou juiz) deve preferir a posio mais favoravel ao contribuinte.
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  • INTEGRAO DA LEGISLAO TRIBUTRIA Art. 108. Na ausncia de disposio expressa, a autoridade competente para aplicar a legislao tributria utilizar sucessivamente, na ordem indicada: I - a analogia; II - os princpios gerais de direito tributrio; III - os princpios gerais de direito pblico; IV - a eqidade. 1 O emprego da analogia no poder resultar na exigncia de tributo no previsto em lei. 2 O emprego da eqidade no poder resultar na dispensa do pagamento de tributo devido.
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  • Hierarquia do art. 108 CTN Impe o artigo em comento, uma ordem na utilizao dos meios ou instrumentos de integrao, que devem ser utilizados, sucessivamente: 1 Analogia 2 Princpios

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