28 tubo do amor

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  • Tubo de amor

    10070402 080503 090601Intro

    Cadastrada por Raquel Faria

    Material - onde encontrarna mata

    Material - quanto custaat 10 reais

    Tempo de apresentaoat 30 minutos

    Dificuldadefcil

    Seguranaseguro

    Materiais Necessrios

    Voc j notou que s existem musgos, avencas e samambaias em locais bastante midos? J reparou tambm que pinheiros e rvores frutferas conseguem viver em ambientes mais secos? Essas diferenas podem ser explicadas pelo aparecimento de uma estrutura durante a evoluo dos vegetais: o tubo polnico. Nesse experimento vamos observar o crescimento deste tubo e aprender por que ele to importante.

    * Flor de planta do gnero Impatiens (nome popular: Maria-sem-vergonha);* Soluo de glicose com concentrao 10% m/m;* Pipeta;* Lmina e lamnula para microscpio;* Microscpio ptico.

    Maria-sem-vergonha

    Introduo

  • Tubo de amor

    Intro 10070402 080503 0906

    Passo 1

    01

    Como conseguir o vegetal

    As plantas do gnero Impatiens so muito comuns em vrias regies do Brasil, e por isso, so encontra-das facilmente em locais sombreados e midos, como no meio de matas e em jardins. Colete algumas flores jovens, que ainda no esto abertas totalmente. Isso necessrio pois, neste gnero, as estru-turas masculinas, inclusive os gros de plen, ficam maduros, prontos para reproduo e se dispensam antes das estruturas femininas, ou seja, quando a flor ainda jovem.

    Observe ambiente onde encontra-se plantas de gnero Impatiens. Sombreado e cheio de folhas cadas no cho. Essas folhas ajudam a manter a umidade do local.

    Inseto prximo s anteras da flor, provavelmente, polinizando-a.

    Observe qual tipo de flor deve ser coletado e qual no ajudar a proceder o experi-mento. As flores jovens, que ainda possuem gros de plen so as nicas que podem ser utilizadas neste experimento.

    Flores jovens coletadas.

  • Tubo de amor

    Intro 100704 080503 090601

    Passo 2

    02

    Como fazer a soluo de glicose

    Coloque 1 grama de acar em 10 gramas (ou mililitros) de gua destilada ou mineral. Misture bem para que o acar dissolva totalmente. Assim, a sua soluo ter a concentrao 10% massa por massa. Se quiser fazer maior volume de soluo, necessrio manter a proporo entre acar e gua para que a concentrao se mantenha constante.

  • Tubo de amor

    Intro 10070402 0805 090601

    Passo 3

    03

    Preparando a lmina

    Pingue uma gota da soluo no centro de uma lmina para microscpio utilizando uma pipeta. Abra a flor e esfregue a estrutura reprodutiva masculina (que geralmente apresenta colorao mais arroxeada) na parte da lmina com soluo para que os gros de plen fiquem dispersos nela. Depois, coloque a lamnula por cima e pressione levemente.

    Colocar a soluo de glicose na lmina. Esfregar a estrutura que contm os esporos at que estes fiquem dispersos na soluo de glicose.

    Colocar a lamnula sobre a regio da lmina onde se encontra os gros de plen e aperte levemente.

    Estrutura reprodutiva masculina.

  • Tubo de amor

    Intro 100702 080503 090601

    Passo 4

    04

    Observando ao microscpio

    Coloque a lmina no microscpio e focalize com a objetiva de menor aumento (4x). Mude para o aumento intermedirio (10x) e depois para o aumento maior (40x). Arrume o foco com o micrmetro e observe por aproximadamente 30 minutos ou at que os tubos polnicos tenham crescido.

    Microscpio ptico equipado com cmera especial para captao de imagens.

  • Tubo de amor

    Intro 10070402 0803 090601

    Passo 5

    05

    Para o professor utilizar em sala de aula

    necessrio ter a disponibilidade de um microscpio para que o experimento possa ser visualizado. Se preferir, pode utilizar o vdeo produzido pelo Pontocincia. Nesse caso, ser necessrio um computador com acesso internet ou data show. Quando estiver vendo o vdeo, tenha a noo de tridimensionalidade do gro de plen e do tubo polnico, e perceba o quanto este ltimo pode crescer.

  • Tubo de amor

    Intro 10070402 080503 0901

    Passo 6

    06

    O que acontece

    Classificao:Reino: PlantaeDiviso: MagnoliophytaClasse: MagnoliopsidaOrdem EricalesFamlia: BalsaminaceaeGnero: Impatiens

    Neste experimento, voc pode perceber o crescimento de um tubo, a partir dos gros de plen de uma flor. Lentamente o tubo polnico vai crescendo e se esticando. Onde ele est indo e com qual finalidade?Para entender isso, primeiro voc precisa saber que o gro de plen carrega, em seu interior, a clula que dar origem aos gametas masculinos da planta e, tambm, uma clula especial que crescer e formar o tubo polnico.

    Quando estimulada, a clula do tubo sai do estado de dormncia e produz uma expanso tubular, que cresce atravs de um poro do plen. Para que a fecundao ocorra, os gametas masculinos precisam ser transportados por esse tubo at chegarem ao vulo. A clula formadora do tubo tem que crescer vrios centmetros para levar os gametas masculinos por toda a extenso da estrutura feminina at chegar abertura do vulo (micrpila) (cerca de 30 centmetros no caso do milho!), pois o gameta feminino fica no interior do vulo que fica dentro do ovrio, essas estruturas podem ser melhor visualizadas na ilustrao abaixo.

    Assim, ocorre a fecundao do gameta feminino e a formao de um embrio que ficar protegido nas sementes; alm da fecundao dos dois ncleos polares, que formar um tecido para nutrio do embrio.

    O gro de plen , ento, um pacote para entregar estes gametas de maneira segura por um processo conhecido como polinizao. A polinizao pode ter a ajuda do vento, de animais ou at mesmo da gua. O tubo polnico, por sua vez, tem a funo de servir como ponte de unio para os gametas masculinos e femininos.

  • Tubo de amor

    Intro 10070402 080503 090601

    Passo 6

    Durante o processo de evoluo das plantas, o surgimento do tubo polnico, propiciou a existncia de gametas masculinos imveis. Isso importante em termos evolutivos, pois nas plantas chamadas in-feriores (brifitas e pteridfitas) os gametas tm que nadar para encontrar o vulo e isso faz com que a reproduo seja dependente da presena de gua. Os vegetais inferiores s se propagam, ento, em condies de grande umidade. Nesse sentido, possuir um tubo polnico uma vantagem adaptativa ao meio terrestre. Foi com o seu surgimento que as plantas conquistaram definitivamente a terra, j que reproduo delas passou a ser independente de ambientes midos.

    Atualmente, os vegetais superiores (angiospermas e gimnospermas) representam a maior parcela das plantas conhecidas no mundo, existentes em todos os continentes e bem adaptadas ao ambiente ter-restre, mesmo em reas consideradas de condies extremas, como desertos e geleiras.

    Para facilitar o entendimento de todo o processo de crescimento do tubo polnico e fecundao, confira as ilustraes abaixo:

    Para baixar o JPEG da ilustrao clique aqui

    Para baixar o JPEG do detalhe da ilustrao clique aqui

    Crescimento do tubo polnico (em amarelo), fecundao da oosfera, por uma clula esper-mtica, e fecundao dos ncleos polares pela segunda clula espermtica (em vermelho). As estruturas pequenas tiveram seu tamanho au-mentado por motivo didtico.

    Detalhe mostrando a penetrao do tubo polni-co no vulo pela micrpila. Locais onde ocor-rero a fuso de ncleos esto em vermelho.

  • Tubo de amor

    Intro 100402 080503 090601

    Passo 7

    07

    O que acontece

    Os gros de plen podem apresentar vrios formatos e texturas, que podem variar muito de espcie para espcie. Na mesma flor podem existir gros de diferentes volumes, mais ovais ou mais quadrados. de uma clula desses gros de plen que o tubo polnico se desenvolve. Na experincia presente no vdeo do passo 5, muitos tubos polnicos estouraram. Isso pode ter duas explicaes: devido alta concentrao de glicose, ou devido fragilidade da parede celular da clula formadora do tubo. A clula do tubo se expande rapidamente e, assim , no h tempo de construir uma parede complexa de celulose que traria grande resistncia. Por isso, qualquer diferena de presso pode causar um colapso da parede celular do tubo, j que ela arranjada de maneira simplificada e frgil.

    No vdeo tambm possvel observar vrias organelas se movimentando (em ciclose) dentro do gro de plen. Quando o tubo polnico estoura, essas organelas so jogadas para o meio externo.

    Observe forma e textura dos gros de plen. Tubo polnico liberando organelas celulares no meio.

  • Tubo de amor

    Intro 10070402 0503 090601

    Passo 8

    08

    Para saber mais Como ocorreu a evoluo do Tubo Polnico?

    Provavelmente, as primeiras famlias a desenvolverem tubos polnicos foram as das Cycas e do Ginkgo. A fecundao, nessas famlias representa uma transio entre a condio encontrada em samambaias e avencas (Pteridfitas), nas quais os gametas masculinos nadam livremente, e a condio das outras: Gimnospermas e Angiospermas, que apresentam gametas imveis. O gro de plen dessas famlias intermedirias se rompe prximo ao arquegnio, liberando os gametas masculinos flagelados, que nadam at o arquegnio e apenas um deles fecunda a oosfera. O tubo polnico desenvolveu-se inicialmente com a funo de absoro de nutrientes para a produo de gametas masculinos pelo gametfito Analisando por este ponto de vista, o tubo polnico como conhecemos hoje, que tem funo de transportar gametas masculinos imveis at a oosfera, foi uma alterao evolutiva posterior a partir de uma estrutura que anteriormente apresentava outra funo.

    Para baixar a ilustrao clique aqui

  • Tubo de amor

    Intro 10070402 080503 0601

    Passo 9

    09

    Variabilidade gentica e Seleo Natural

    Durante a reproduo sexuada, ocorre fecundao ou fuso dos materiais genticos contidos nos gam-etas masculinos e femininos, de indivduos de uma mesma espcie. Essa mistura propicia