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  • 22 SEMANA DE TECNOLOGIA METROFERROVIRIA

    3 PRMIO TECNOLOGIA E DESENVOLVIMENTO METROFERROVIRIOS

    1

    CATEGORIA (1)

    PPPS E CONCESSES DA REDE METROFERROVIRIA NA RMSP: RISCOS NA SEGURANA

    OPERACIONAL

    INTRODUO

    O presente trabalho analisa como a Parceria Pblico-Privada (PPP), alternativa adotada pelo

    Governo do Estado de So Paulo para os investimentos necessrios na implantao das

    infraestruturas, especialmente no transporte sobre trilhos, envolve riscos tanto na

    implantao do Projeto, quanto durante o perodo da prestao de servios.

    Face magnitude e complexidade da operao da malha metroferroviria na Regio

    Metropolitana de So Paulo, sob a administrao e responsabilidade de mltiplos

    operadores, destaca-se, para uma operao eficaz e segura do transporte, a importncia dos

    processos de interface entre as diferentes linhas privadas e pblicas, entre os diferentes

    operadores e entre seus diversos usurios. A operao de cada linha, embora autnoma e

    independente, necessita de um nvel de superviso e controle mais abrangente, para que o

    sistema funcione com eficincia e principalmente com segurana.

    No processo de concesso da operao das linhas de Metr, da CPTM e dos monotrilhos, em

    So Paulo, necessrio monitorar a oferta de transporte, harmonizar a demanda, reduzir os

  • 2

    conflitos e prever e mitigar os eventuais problemas de Segurana, tanto operacional quanto

    pblica. Para isso necessrio que se crie um agente Gestor da Operao Global da Rede

    metroferroviria, cuja ferramenta principal seria um Centro de Controle Operacional Global.

    No substituiria de modo algum a Agncia Reguladora, cuja caracterstica mais focada no

    longo prazo. Ele seria um complemento dinmico da Agncia, para o curtssimo prazo.

  • 3

    DIAGNSTICO

    A PPP nos Sistemas metroferrovirios

    A Parceria Pblico-Privada (PPP) a alternativa adotada no Brasil, em especial em So Paulo,

    para os investimentos necessrios na implantao das infraestruturas, especialmente no

    transporte sobre trilhos, face falta de recursos financeiros disponveis. A PPP, como se

    sabe, um contrato de longo prazo, entre o Poder Pblico e a iniciativa privada, para o

    fornecimento de servios. uma concesso que, embora submetida a regime especfico,

    obedece tambm s regras das concesses tradicionais, onde o setor privado presta os

    servios "por sua conta e risco", mas com maior liberdade empresarial e com sua

    remunerao atrelada a seu desempenho.

    A PPP ferramenta de contratao pblica de longo prazo, para o fornecimento de servios

    e no de bens. Combina capacidades do setor pblico e privado e promove a alocao de

    riscos e responsabilidades ao parceiro melhor capacitado para os suportar.

    Foca-se no resultado esperado, nos outputs do projeto, e no nos seus inputs. Sua

    estruturao a partir de financiamento privado com remunerao do privado por

    pagamentos com origem nas tarifas e/ou no parceiro pblico. As vantagens da PPP que

    permitem ao setor pblico a realizao de Projetos com ganhos de eficincia sobre

    alternativas desenvolvidas pelo setor pblico e beneficiar-se das capacidades e experincia

    dos privados no desenvolvimento e gesto de projetos. Possibilita alavancar investimento

    pblico com fundos privados e estruturar atividades dos projetos desde uma perspectiva de

  • 4

    longo prazo e concentrar as suas atividades no desenvolvimento de polticas, planejamento

    e regulao. Por outro lado, os ganhos da PPP so diversos, como conseguir um desenho

    otimizado do projeto e um forte incentivo sua rpida operacionalizao. A gesto

    baseada em racionalidade econmica e permite um controle efetivo do desempenho, com o

    aporte da capacidade de gesto do setor privado.

    Atualmente, o Brasil est com novos projetos metroferrovirios, alguns j contratados,

    grande parte concebidos ou tm sinalizao que estaro no regime de parceria pblico-

    privada (PPP). Alguns em execuo, como o VLT em Cuiab, o VLT em Goinia, a Linha 6-

    Laranja do Metr de So Paulo, a Linha 13-Jade da CPTM, os Monotrilhos da Linha 15-Prata e

    da Linha 17-Ouro do Metr de So Paulo, o VLT da Baixada Santista, a Linha Leste do Metr

    de Fortaleza, o VLT de Fortaleza, o Metr de Salvador, o VLT Rio (Porto Maravilha) e a Linha

    4 do Metr do Rio .

    A PPP , alis, a alternativa preferida pelo Governo do Estado de So Paulo, para os

    investimentos nos seus projetos metroferrovirios. Comeou com a Linha 4-Amarela do

    Metr, hoje nas mos da Concessionria Via Quatro. Foi o primeiro contrato de parceria

    pblico-privada assinado no Pas. A primeira fase da linha, com sete estaes em operao,

    transporta diariamente mais de 600 mil passageiros. Quando estiver totalmente pronta, a

    Linha ter 12,8 km de extenso, 11 estaes, ligando a regio da Luz, no centro de So

    Paulo, ao bairro de Vila Snia, na zona sudoeste.

  • 5

    A linha 6-Laranja est sendo construda e ser operada pela Concessionria Move So Paulo.

    Quando entrar em operao em 2020, a expectativa que a Linha transporte 633 mil

    passageiros por dia. Ela estar integrada s linhas de metr (Linha 1-Azul e Linha 4-Amarela)

    e a duas linhas de trem da CPTM (Linha 7-Rubi e Linha 8-Diamante).

    http://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwiVgrnqhv3NAhVKG5AKHZBqDiQQjRwIBw&url=http://www.stm.sp.gov.br/index.php/parcerias-publico-privadas-ppp/linha-6&psig=AFQjCNEUC8xFEQ-fvwdTPUDZVkyjKUJAyA&ust=1468932680563922

  • 6

    tambm previsto um modelo de PPP para os dois monotrilhos em construo: Linha 17-

    Ouro (implantao do trecho Aeroporto Congonhas-Morumbi) e Linha 15-Prata (implantao

    do trecho Vila Prudente-Iguatemi), como tambm para a Linha 2 do Metr (extenso Vila

    Prudente-Dutra) e para a futura Linha 18 de monotrilho, ligando Tamanduate a Djalma

    Dutra.

    A Rede da CPTM que transporta mais de 2,8 milhes de usurios por dia j foi, alguns anos

    atrs, na sua totalidade, objeto de privatizao e dever, no futuro, integrar tambm o plano

    de concesses do Governo no transporte pblico sobre trilhos.

    http://www.metrocptm.com.br/linha-17/http://www.metrocptm.com.br/linha-17/

  • 7

    Em paralelo a esses atuais e futuros concessionrios privados, a Companhia do Metr opera,

    alis com grande eficincia, as linhas 1, 2, 3, 4 e 5 (parcial), transportando por dia mais de

    4,2 milhes de passageiros.

  • 8

    A Seguir indicada a A REDE METROPOLITANA DE TRANSPORTE (Fonte STM)

    Riscos Operacionais nas PPPs

    Embora a Parceria Pblico-Privada (PPP) seja um modelo que viabiliza investimentos

    necessrios na expanso do transporte sobre trilhos, ela apresenta riscos na consecuo dos

    projetos e na operao das linhas metroferrovirias. Na contratao tradicional, a

    Contratada executa o servio predefinido pelo Contratante, assumindo apenas o risco de

    produo. Na PPP de uma Obra Pblica, a Concessionria assume o risco de construo, da

    gesto da infraestrutura, como tambm do financiamento e dos eventuais upgrades. Na PPP

    de Servio, a Concessionria responsvel pela gesto do servio, segundo os objetivos e

    padres de qualidade definidos no contrato.

  • 9

    A PPP normalmente orientada para resultados e para as necessidades coletivas. Embora a

    atividade passe a ser privada, o relacionamento com os clientes distinto, pois existem

    obrigaes de servios pblicos que tm que ser respeitadas. Ela envolve relaes de longo

    prazo e, portanto, exige cuidados especiais. Por serem os Projetos de longo prazo com alto

    custo de capital, com um comprometimento excessivo de investimentos, uma ateno

    especial deve ser dada celebrao e gesto dos contratos, porque envolvem riscos tanto na

    implantao do Projeto como riscos na avaliao ambiental, nas desapropriaes, riscos

    geolgicos e arquitetnicos e riscos durante o perodo da prestao de servios como a

    demanda, o pagamento das contraprestaes, alm do risco poltico. Alm desses riscos

    normalmente levados em considerao nos contratos de Concesso, h outro que nem

    sempre lembrado nas PPPs dos sistemas sobre trilhos: o Risco Operacional, principalmente

    na integrao entre diferentes modos, quando a operao das linhas feita por

    concessionrios diferentes.

    A operao de uma linha metroferroviria complexa em funo da qualidade do servio

    exigida (Disponibilidade, Segurana, Confiabilidade, Conforto), da demanda

    varivel, com picos acentuados, das interferncias operacionais (internos e externos ao

    sistema), do comportamento imprevisvel dos usurios, do eventual vandalismo e invaso

    indevida das vias, do impacto operacional em condies climticas variveis. Exige uma

    gesto de incidentes (com agentes internos e externos) e uma gesto de catstrofe, onde

    decises rpidas tm que ser tomadas, instantaneamente distncia e in loco. O pessoal

    operacional est distribudo tornando mais difcil a superviso.

  • 10

    Em paralelo, exige uma manuteno minuciosa e segura, complexa porque os ativos so

    distribudos, difceis de alcanar e manter, alm de diversificados e especializados com

    durabilidade muito diversa. Numa Rede integrada com diversos operadores, diferentes

    tecnologias, com equipamentos de idade muito diversa, esse panorama da operao e

    manuteno torna-se muito problemtico.

    A atuao de cada operadora leva em conta seu prprio sistema no se preocupando,

    mu

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