21 Edio Junho 2012

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21 Edio Junho 2012

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  • Confinamento de animaisUma expectativa de 13% de crescimento no setor em 2012. Estima-se que neste ano 3,233 milhes de cabeas de gado sejam confinadas, frente aos 2,861 milhes do ano passado.

    ISSN 2179-6653

    Ano 3 . N 21 . Junho 2012

  • 2JUNho 2012

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    tecnologia grfica, uma moderna impressora japonesa RYOBI GE 524.

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  • 3JUNho 2012

    Diretor ExecutivoDenner Esteves Fariascontato@revistaagrominas.com.br

    Diretor AdministrativoDalton Esteves Fariasadministrativo@revistaagrominas.com.br

    Editora ChefeCleuzany Lottredacao@revistaagrominas.com.br

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    Colaboradores- Alexandre Sylvio - Eng. Agrnomo- Emater/IMA/IDAF- Humberto Luiz Wernersbach Filho - Zootecnista- Prof. Ruibran dos Reis - Climatempo- Raphael Mandarino e outros- SCOT Consultoria- Alessandra Alves - Jornalista - MG 14.298 JP- Luciana Monteiro- Regina Alves e Silva- Rubens Martins

    Distribuio- Minas Gerais Vales do Rio Doce, Mucuri, Jequitinhonha, do Ao e Zona da Mata- Bahia - Extremo Sul Baiano- Esprito Santo - Norte Capixaba

    Tiragem: 5.000 exemplaresImpresso: Grfica NacionalDiagramao: Finotrato DesignFoto da Capa: Gustavo Ribeiro

    Apoio:Minas Leiles e Eventos

    As ideias contidas nos artigos assinados no expressam, neces-sariamente, a opinio da revista e so de inteira responsabilidade de seus autores.

    Administrao/Redao - Revista AgroMinasRua Ribeiro Junqueira, 383 - Loja - Centro - 35.010-230 Governador Valadares/MG - Tel.: (33) 3271-9738 E-mail: contato@revistaagrominas.com.br

    Cleuzany LottEditora-Chefe

    4 Giro no Campo6 Entrevista10 Entidade de Classe12 Grandes Criatrios15 Dia de Campo18 Sade Animal20 Caderno Tcnico23 Forragicultura26 Agroviso28 Sustentabilidade30 Perfil Profissional31 Meteorologia32 Mercado34 Cotaes36 Mo na Massa37 Emater | IMA | IDAF40 Aconteceu42 Culinria

    A Revista AgroMinas no possui matria paga em seu contedo

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    http://www.facebook.com/revistaagrominasRevista On-Line:www.minasleiloes.com.br

    Siga-nos:twitter.com/RevistAgrominas

    Em meio a votaes, o ms de maio foi bastante movimentado. Desde a aprovao do Cdigo Florestal com seus 12 vetos e regras que no satisfizeram totalmente nem ambientalistas e nem ru-ralistas, at outro assunto que pairou sobre o produtor rural. A apro-vao da PEC 438/2001 relacionada ao Trabalho escravo, no dia 22 ltimo, penaliza fortemente os donos de terras. Com 360 votos a favor, 29 contra e 25 abstenes, a proposta foi aprovada pela Cmara dos Deputados e volta para o Senado, de onde teve origem, para a anlise.

    O projeto aprovado aponta que sejam expropriadas as terras de quem for pego mantendo seus trabalhadores em condies de escravi-do. As mesmas sero destinadas reforma agrria e a programas ha-bitacionais. A PEC do trabalho escravo de extrema importncia para que o trabalhador rural seja resguardado, porm preciso ficar atento que no s no campo que atitudes como essas so realizadas. Espe-ramos que o assunto seja tratado em todos os vieses, para que a zona urbana no fique de fora e tambm seja penalizada com igual rigor.

    J nesta edio confira uma reportagem sobre o confinamento de gado, as exigncias e panorama para esse mercado no Brasil. Em Gran-des Criatrios, a Fazenda Unio alvo de nossa visita. Ela abre suas porteiras, para conhecermos sua histria e as prticas de manejo da cria de Nelore PO voltado para a pecuria de corte.

    Aproveitando o perodo de seca, leia no Caderno Tcnico um artigo sobre Suplementao para a poca. Uma fruta nada tpica no Leste de Minas usada para o aproveitamento de rea: o cupuau a alternati-va encontrada por um produtor. Acompanhe na seo Dia de Campo. Aproveitando que o cavalo est arreado, trazemos uma receita sobre o Cupuau: Taa da felicidade de cupuau.

    Boa leitura e bom apetite!

  • 4JUNho 2012

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    po A presidente Dilma Rousseff vetou parcialmente o novo Cdigo Florestal (PL 1876/99) aprovado pela Cmara dos Deputados e de-terminou 32 mudanas em trechos que, em linhas gerais, buscam anu-lar a anistia a desmatadores, benefi-ciar o pequeno produtor e favorecer a preservao ambiental. Os vetos ainda sero analisados pelo Congresso, que pode derrub-los.

    Entre as alteraes, 14 recuperam o texto do Senado, cin-co so dispositivos novos e 13 so ajustes ou adequaes de contedo, conforme informou o chefe da Advocacia-Geral da Unio, ministro Luis Incio Adams. O prazo para sano presidencial do texto, que trata da preservao ambiental em propriedades rurais, vencia na sexta 25/05. Para suprir os v-cuos jurdicos deixados com os vetos, o governo publicou uma medida provisria na segunda-feira (28) no Dirio Ofi-cial da Unio juntamente com o Cdigo Florestal.

    Uma das principais mu-danas do governo no novo Cdigo Florestal foi a am-pliao da faixa que dever ser reflorestada nas margens de rios em reas de proteo ambiental (APPs). Os produ-tores rurais tero que recom-por entre 5 e 100 metros de

    vegetao nativa das APPs nas margens dos rios, depen-dendo do tamanho da propriedade e da largura dos rios que cortam os imveis rurais.

    As novas regras vo substituir o Artigo 61 do cdigo aprovado pela Cmara dos Deputados no fim de abril. O tex-to s exigia a recuperao da vegetao de APPs ao longo de rios com, no mximo, 10 metros de largura. Ele no previa nenhuma obrigatoriedade de recuperao dessas reas nas margens dos rios mais largos. (Fonte: Agncia Cmara de Notcias)

    dilma veta 12 artigos no cdigo Florestal e faz 32 alteraes por mp

    exportaes brasileiras de couros e peles em 2012

    mapa assina termo de incentivo a boas prticas agropecurias

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    As exportaes brasileiras de couros e peles alcanaram o va-lor de US$ 639,6 milhes no primeiro quadrimestre deste ano, o que representou uma queda de 6% em relao ao mesmo perodo do ano passado. Em peso foram exportadas 123 mil toneladas, re-presentando, tambm, uma queda de 6%. Os dados foram infor-mados pelo Centro das Indstrias de Curtumes do Brasil (CICB), tendo como referncia o boletim semanal fornecido pela Secreta-ria de Comrcio Exterior (SECEX), do Ministrio do Desenvol-vimento, Indstria e Comrcio Exterior (MDIC).

    As exportaes do setor representaram 18,9% do saldo da balana comercial brasileira no ano de 2012. Os principais des-tinos dos produtos brasileiros no incio do ano foram China + Hong-Kong, Itlia e Estados Unidos, que representaram, apro-ximadamente, 66% do valor das mercadorias embarcadas. Os estados do Rio Grande do Sul e So Paulo so os principais estados exportadores de couros com 40% de participao.

    Segundo dados preliminares divulgados pela SECEX, o setor de couros e peles exportou no ms de abril de 2012, um total de, aproximadamente, US$ 175,3 milhes e 32,5 mi-lhes de quilos. No acumulado de janeiro e abril alcanou-se, aproximadamente, o valor de US$ 639,6 milhes. A mdia mensal das exportaes de couros em 2012 alcanou, aproxi-madamente, US$ 160 milhes. (Fonte: CICB)

    Para contribuir na reduo de emisses de gases de efeito estufa, foi assinado no dia 2 de maio, no Ministrio da Agri-cultura, Pecuria e Abastecimento (Mapa), um protocolo de intenes para recuperao de pastagens degradadas. O docu-mento de cooperao, com validade de 10 anos, foi firmado entre o Mapa, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu-ria (Embrapa) e o Grupo de Trabalho de Pecuria Sustentvel (GTPS), formado por representantes de diferentes segmentos que integram a cadeia de valor da pecuria bovina no Brasil. A meta, inserida no Programa Agricultura de Baixa Emisso de Carbono (ABC), recuperar 15 milhes de hectares at 2020.

    A prxima etapa ser a elaborao de um plano de trabalho com o objetivo de difundir os benefcios da adoo de tcni-cas agrcolas sustentveis. Entre as prticas incentivadas, est a integrao lavoura-pecuria-floresta (iLPF), que alterna pas-tagem com agricultura e floresta numa mesma rea.

    Segundo o secretrio executivo do Mapa, Jos Carlos Vaz, o ministrio, a Embrapa e o GTPS tambm vo pro-mover cursos de formao e capacitao tcnica, alm de atuarem conjuntamente na obteno de recursos para a execuo das aes propostas. Tambm sero desenvol-vidas atividades e estudos comprovando os benefcios econmicos, sociais e ambientais a partir das boas prti-cas agropecurias. (Fonte: ASCOM MAPA)

  • 5JUNho 2012

    Os produtores mineiros deve-ro colher 1,1 milho de tone-ladas de gros a mais na safra 2011/2012, em relao ao volu-me registrado no perodo anterior. Com base em levantamento da Com-panhia Nacional de Abastecimento (Co-nab), divulgado no dia 10 de maio, est prevista para o Estado a produo de 11,8 milhes de tonela-das, o que confirma um novo recorde, segundo avaliao da Secretaria de Agricultura, Pecuria e Abastecimento (Seapa).

    Os nmeros anunciados indicam que a safra de gros de Minas deve crescer 10,7%, enquanto a produo estimada para o Brasil (160 milhes de toneladas) mostra uma retrao de 1,7%, diz o superinten-dente de Poltica e Economia Agrcola da Seapa, Joo Ricardo Albanez.

    A produo estimada de milho em Minas, nesta safra, de 7,5 milhes de toneladas, um aumento de 15,4% na comparao com o perodo anterior. No caso da soja, embora a rea plantada (cerca de 1 milho de hectares) tenha apresentado reduo de 1,8%, a produo deve aumentar como consequncia dos investimentos em tecnologia e por causa das condies climticas nas reas tradicionais de cultivo. As perspectivas para a safra de sorgo tambm so boas, com produ-o estimada em 419,6 mil toneladas, aumento de 14,1%. (Fonte: ASCOM SEAPA)

    O Valor Bruto da Produo (VBP) do setor agropecurio deve crescer 5,3% neste ano e atingir R$ 351,7 bilhes, ante os R$ 333,96 bilhes registrados no ano passado. A previso da Confederao da Agricultura e Pecuria do Brasil (CNA), que considera as estimativas para a produo de gros e fibras na sa-fra 2011/2012 e os preos mdios no mercado.

    O destaque o crescimento esperado de 11,2% no faturamento do setor pecurio neste ano, que deve atingir R$ 146,3 bilhes. No ano passado, o faturamento do setor ficou em R$ 131,5 bilhes.

    J o valor da produo da agricultura deve crescer apenas 1,5% neste ano, para R$ 205,42 bilhes. Em 2011, a renda da agricul-tura ficou em R$ 202,41 bilhes. Os tcnicos da CNA atribuem o baixo crescimento s perdas de safra provocadas pela estiagem e s dificuldades de recuperao da economia mundial, que desaque-ce o mercado de commodities e pressiona os preos dos produtos agrcolas. A CNA divulgou a projeo do Produto Interno Bruto (PIB) do agronegcio brasileiro, com recuo de 0,1% sobre o do ano passado. (Fonte: DCI em Canal do Produtor)

    produtividade agrcola brasileira cresce mais que a mundial

    Gros: minas deve colher 1,1 milho de toneladas a mais

    Ampliao do crdito rural, incentivo exportao e pesquisa so apontados como fatores que impactaram positivamente o crescimento da agricultura brasileira nos ltimos 30 anos, especialmente com o aumento da produti-vidade. Enquanto no Brasil a produtividade da agricultura cresce a taxa mdia de 3,56% ao ano, no mundo, essa taxa decresce. o que aponta estudo realizado pelo Ministrio da Agricultura, Pecuria e Abastecimento (Mapa).

    O trabalho estima os ndices de produtividade total dos fatores (PTF) para a agropecuria brasileira para o perodo entre 1975-2011 e discute seu desempenho comparado com indicadores do mesmo gnero estimados para as principais agropecurias mundiais, demonstrando posio de desta-que do Brasil nesse contexto. Tambm so analisados os efeitos das polticas sobre a produtividade no Brasil, com destaque para as exportaes, os investimentos em pesqui-sa e desenvolvimento e a evoluo do crdito rural.

    Segundo o coordenador da Assessoria de Gesto Estrat-gica do ministrio, Jos Garcia Gasques, o efeito mais forte sobre a produtividade est relacionado aos gastos com pesqui-sa. Um aumento de 1% nesses gastos resulta em acrscimo de 0,35% sobre a produtividade. Na sequncia, vem o aumento dos desembolsos por conta do crdito rural a produtores, co-operativas e agricultura familiar de 0,25%. J os resultados para as exportaes da agricultura mostram um aumento de 1% das exportaes do agronegcio em decorrncia do au-mento de 0,14% da produtividade. (Fonte: ASCOM MAPA)

    cNA prev aumento de 5,3% do agronegcio

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  • 6JUNho 2012

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    tApecuria de corte e o confinamento:

    mais carne em menor tempoCom CresCimento esperado para esse ano, os Confinadores investem no setor

    Confinar: segundo o dicionrio Aurlio, o verbo significa li-mitar e demarcar. No artigo sobre con-finamento de bovinos de Esther Cardo-so, da Embrapa Gado de Corte (2000), ela explica que confinamento o sistema de criao de bovinos em que lotes de animais so encerrados em piquetes ou currais com rea restrita, e onde os alimentos e gua necess-rios so fornecidos em cochos. Essa atividade tem por objetivo engorda e o posterior abate dos animais, fase essa de terminao mais curta que o gado criado a pasto. Fatores como preos de alimentao, boi gordo e boi magro so os principais determi-nantes para os custos dessa produo. No perodo seco, que comea em me-ados de abril, a poca que o confi-namento conduzido no pas, devido escassez de forragem para o pastejo.

    De acordo com o Instituto Brasilei-ro de Geografia e Estatstica (IBGE), no ano passado o nmero de cabeas

    abatidas foi de 28.814 toneladas, sen-do que o peso total das carcaas dos bovinos foi de 6.781.014 toneladas. De acordo com Safras & Mercados, quanto ao confinamento de gado, h uma expectativa de 13% de crescimen-to no confinamento em 2012 no Bra-

    sil. A estimativa que 3,233 milhes de cabeas sejam confinadas, frente s 2,861 milhes de cabeas de gado confi-nadas no ano passado. Uma das maiores expanses no mercado. Em um levanta-mento realizado em abril pela Associa-o Nacional de Confinadores (Assocon) mostra que a taxa de ocupao estimada para junho de 47% e para julho de 67%.

    A Assocon divulgou ainda que as vendas dos animais aos frigorficos neste 1 se-mestre de 2012, ter um volume entregue de gado de 12%, com o preo mdio da arroba girando em torno de R$ 94,02 (contrato BM&F).

    Com isso, a perspectiva de que cada vez mais haja uma profissiona-lizao na produo bovina. Ques-tes como as tecnologias esto cada vez mais fundamentais e que fazem a diferena na qualidade final da car-ne. No Brasil apenas cerca de 5% do gado abatido no pas, como in-formado por nossos entrevistados, de gado confinado. A criao exten-

    siva o que predomina a pecuria de corte. Os EUA, por exemplo, confina praticamente 100% de seu rebanho de corte. O que faz com que o pas abata menos cabeas de gado e tenha uma produo de carne bovina quase o do-bro do Brasil. Seguindo esse exemplo, o objetivo produzir mais carne por animal abatido. A tendncia do setor

    lidiane diasJornalista

    H uma expectativa de 13% de crescimento

    no confinamento em 2012 no Brasil.

    safras & mercados

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  • 7JUNho 2012

    que se tenha uma melhoria gradati-va de produtividade com o auxlio do confinamento do gado.

    merCadoO presidente da Assocon, Eduardo

    Moura, 60 anos, acredita que o mer-cado est lucrativo, isso se a atividade for bem exercida pelos confinadores. Informa ainda que a procura come-ou mais cedo devido a problemas de pastagem, como por exemplo, a seca violenta e a idade das pastagens sem renovao. Ele aponta que o rebanho brasileiro no deve crescer muito mais do que , mas h um crescimento ace-lerado do gado confinado. preciso melhorar a relao custo x benefcio. Estamos aprendendo a produzir mais em menores espaos. As expectativas para o Brasil so positivas, isso se o go-verno no atrapalhar e se ele der a de-vida importncia que o setor merece, analisa Moura. O presidente acrescenta ainda que o acabamento de carcaa est melhorando, mas preciso colocar em prtica a padronizao das mesmas.

    Os investimentos em melhoramen-to gentico, alimentao e no manejo resultam em animais bem criados e de qualidade para as fases de recria e en-gorda. De acordo com o zootecnista e analista de mercado da Scot Consul-toria, Douglas Coelho de Oliveira, 23 anos, o mercado de reposio nesta poca do ano o mais influenciado pelos confinadores. A demanda pelo boi gordo est gerando especulaes em grande parte das praas pecurias. Informa ainda que o patamar dos pre-os do boi gordo e de gros regula a procura pelo animal terminado.

    O lucro est atrelado a diversos fatores no confinamento, como: aqui-sio dos animais, perodo de engor-da, aquisio dos gros, elaborao da dieta e outros. O produtor que faz o ciclo completo (cria, recria e engorda) consegue, basicamente, verticalizar o sistema de produo. O que pode ser interessante para minimizar os riscos

    diante da flutuao de preos ao longo do ciclo pecurio, aponta Oliveira. Porm, informa ainda que as vanta-gens do sistema vo depender de cada pecuarista. O preo, qualidade da ter-ra, insumos, estrutura da cadeia pro-dutiva, infra-estrutura, dentre outros fatores, influenciaro os resultados.

    O consultor da Safras & Mercado, Paulo Molinari, 50 anos, aponta que o setor de confinamento vem crescendo a cada ano e a atividade de engorda avana a partir da liquidez oferecidas por alguns frigorficos e pela crescen-te oferta de milho na entressafra. O que auxilia e melhora a comercializa-o, viabilizando que os custos sejam menores. Assim, o consultor informa que o confinamento tem levado ao in-vestimento de boi magro e na compra de milho e insumos para alimentao. Acrescenta que a recria, que apresenta escassez de bezerros no mercado in-terno nos ltimos quatro anos, apro-

    veita esse panorama. Isto propiciou a reteno maior de vacas e incentivo a gerao de animais de reposio. Com momentos em que os preos do bezer-ro atingiram R$ 700/800/cabea a ati-vidade foi extremamente lucrativa, atesta Molinari.

    Oliveira apresenta ainda que os in-vestimentos em melhoramento genti-co esto em um bom momento. Um resultado desse cenrio o aumento de venda de smen nos ltimos anos. O consultor da Scot diz que, de acordo com a Associao Brasileira de Inse-minao Artificial (ASBIA), as 11,91

    milhes de doses de smen bovino, comercializadas no ano passado, re-presentam aumento de 23,6%, sobre os nmeros de 2010. As vendas de ra-as de corte atingiram 7,01 milhes de doses, aumento de 26,8% em relao a 2010, quando somaram 5,53 milhes. Sem contar na reteno de matrizes que ocorreu entre 2006 e 2011, jun-tamente com o aumento na utilizao de biotecnologias, como Inseminao Artificial, Transferncia de Embries, aquisio de tourinhos e cruzamentos direcionados, colaboraram para esse cenrio. O pecuarista deve ficar aten-to s oscilaes de preos neste per-odo. A apreciao do dlar frente ao real tambm pode implicar em preos mais altos, pois parte dos produtos deste segmento importada, alerta.

    Esses investimentos resultam da preocupao em carcaas mais bem acabadas, uma carne de melhor qua-lidade, melhor remunerao do setor, dentre outras questes. Na verda-de, esta presso tem sido elevada por parte dos frigorficos que tem deseja-do animais para o abate com melhor terminao e rendimento de carcaa. Esta condio em produzir um animal de melhor padro de qualidade tem apresentado o reflexo desta exigncia, ou seja, o melhor rendimento, preos melhores aos pecuaristas ou um me-nor patamar de descontos por conta de problemas de carcaa, identifica Mo-

    linari. Entretanto, o consultor de Safras afirma que so essas exigncias e co-branas do mercado que elevam a pre-ocupao em investimentos e sem ela, no h melhorias na produo. O que no confinamento ajuda a melhorar esta terminao, a partir obviamente, de uma seleo prvia de animais magros.

    Os custos de acordo com Moli-nari esto menores em 2012 devido retrao que est ocorrendo com os preos do milho, basicamente o princi-pal insumo para alimentao do gado confinado. Oliveira complementa que desconsiderando a aquisio do boi

    preciso melhorar a relao custo x

    benefcio. estamos aprendendo a produzir

    mais em menores espaos. eduardo moura

  • 8JUNho 2012

    magro, a alimentao representa entre 80% e 85% do custo total do confinamento. Ao se analisar a soja e o milho, h dois cenrios diferentes. No primeiro caso, h uma menor oferta e os estoques esto apertados, o que pressiona para preos altos. Informa que dados da CONAB de Maio indicam uma produo de 66,68 milhes de toneladas de soja na temporada 2011/2012, oferta essa 11,5% menor que a temporada anterior.

    J o milho, se o clima colaborar, apresenta uma expec-tativa de boa oferta, com previso de 65,9 milhes de tone-ladas para essa safra, um crescimento de 14,8% em relao com a safra anterior. Esse cenrio resultar na presso de preos baixos para o gro. Do mesmo modo que a proteo de preos no mercado futuro realizada na comercializao do boi gordo, as operaes de proteo de preos tambm podem minimizar os riscos relacionados aquisio de gros por parte do confinador, frisa Oliveira. Dietas mal administradas, entretanto, podem causar distrbios alimen-tares como acidose, timpanismo e intoxicaes. Qualquer erro pode afetar todo o sistema do confinamento, por isso a ateno dos profissionais tcnicos deve ser redobrada.

    fatoresQuestes como infraestrutura, custos altos e localizao

    da propriedade so fundamentais para o bom funcionamen-to e menores custos com logstica. Qualquer atividade do setor precisa ficar atenta para todos os fatores que podem influenciar direta ou indiretamente na produo e/ou produ-tividade. O meio onde esto inseridos os animais no setor agropecurio pode influenciar os ndices zootcnicos do confinamento e, por consequncia, a rentabilidade do pro-dutor. Locais prximos de rios ou de fcil acesso a outros re-banhos devem ser evitados para minimizar os riscos de con-taminao dos animais confinados, segundo Oliveira. As

    instalaes para a en-gorda e armazenagem de alimento devem ser dispostas de forma que a logstica facilite o manejo dos animais e do alimento. Um estabelecimento mal planejado pode impli-car em custos mais al-tos e desviar recursos que poderiam ser investidos dentro do sistema, informa. Os cuidados no transporte dos animais devem ser uma preocupa-o para que no haja escoriaes e leses, o que resulta na reduo do aproveitamento da carcaa.

    Molinari pondera ainda que a questo do frete para o boi gordo sempre um custo a mais e que depreciado no preo final. Quanto mais acessvel aos frigorficos de gran-de porte melhor ser a condio de comercializao. Os locais mais distantes dos pontos de consumo so aparen-temente mais viveis devido ao custo da terra mais baixo. Para a pecuria extensiva este o ponto central. Mas, em uma atividade de confinamento de ano inteiro, por exem-plo, no qual o importante o fluxo de comercializao roti-neiro, alm do custo de milho, a terra no o ponto central. Neste caso, o importante estar nos polos de concentrao de frigorficos e de demanda, indica o consultor de Safras.

    No h dvidas, portanto, que o confinamento uma ten-dncia. Ainda mais com o crescimento do custo da terra, competio com lavouras e cana-de-acar e regras ambien-tais. Dentro deste ambiente, a cada ano teremos mais pecua-ristas buscando o confinamento de ano inteiro e no apenas de entressafra. Como h pouco investimento em pastagens e qualidade do gado a pasto, o confinamento acaba permitindo esta condio de qualidade superior ao de pasto. Contudo, claro, os custos implcitos so mais elevados assim como a deciso de investimento na atividade, ressalta Molinari.

    Entre Julho e Agosto o fornecimento de gado para a indstria est estimado em 32% com o preo da arroba projetado para R$ 98,50; entre Setembro e Outubro, a projeo do ndice de entrega aponta para 38% com mdia de pre-o R$ 100,90/@, e entre Novembro e Dezem-bro, 18% com preo mdio a R$ 102,68/@. (Fonte: Altair Albuquerque/Assocon)

    desconsiderando a aquisio do boi

    magro, a alimentao representa entre 80% e 85% do custo total do confinamento.

    douglas oliveira

  • 9JUNho 2012

    D Marlene Estevese Alberto Ferreira

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  • 10JUNho 2012

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    Carlos Drummond de Andrade j dizia: no meio do caminho havia uma pedra, havia uma pedra no meio do caminho.... Hoje, uma pedra tambm se destaca. A cida-de de Pedra Azul fica situada no Vale do Jequitinhonha, a 15 km por estrada asfaltada da Rio Bahia (BR 116) e a 52 km da divisa do Estado da Bahia, a cidade est a 617 metros aci-ma do nvel do mar. Ela o palco desta edio para contar a histria do Sindicato dos Produtores Rurais. Entidade sindical de 1 grau, com sede e foro na cidade citada e com extenso de base em Cachoeira de Paje e guas Vermelhas (MG), foi fundada no dia 20 de janeiro de 1966.

    A finalidade do sindicato destina-se para fins de estudo, coordenao, desenvolvimento, defesa, proteo e repre-sentao legal da categoria econmica dos ramos da agro-pecuria e do extrativismo rural. Inspirada na solidariedade social, na livre iniciativa, dentre outros, foi criado a partir da necessidade de pleitear e adotar medidas cabveis aos interesses dos associados, constituindo-se em defensor e cooperador ativo e vigilante de tudo quanto possa concorrer

    para a prosperidade da categoria que representa. O processo de criao da entidade se deu aps alguns

    produtores rurais remanescentes da extinta Associao Ru-ral de Pedra Azul (ARPA) fundada em 06 de julho de 1940 pelo Coronel Joo de Almeida, resolveram criar o Sindicato Rural de Pedra Azul, que a partir do dia 20 de janeiro de 1966 adotou a palavra Produtores em seu nome.

    O primeiro presidente da entidade foi Luiz Edmundo de Andrade, que permaneceu no cargo desde a fundao em 1966 at o dia 12 de agosto de 1968. Mais 12 presidentes passaram pelo sindicato: Rosalvo Jos de Souza (12/08/1968 a 12/08/1971), Joo Barbato (12/08/1971 a 12/08/1974, 12/08/89 a 12/08/1992, 12/08/1992 a 12/08/1995), Mar-cilio de Almeida Pires (12/08/1974 a 12/08/1977), R-zzio Pinto (12/08/1977 a 12/08/1980), Geraldo Mendes Faria (12/08/1980 a 12/08/1983), Tarcisio Fernando F-lix DAsseno (12/08/1983 a 12/08/1986), Pricles Xa-vier Rodrigues (12/08/86 a 12/08/1989), Carlos de Luce-na Velloso (12/08/1995 a 12/08/1998), Bernardo Velloso

    direto do vale do Jequitinhonha:sindiCato dos produtores rurais de pedra azul

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  • 11JUNho 2012

    Pires (12/08/1998 a 01/08/2001), lvaro de Lucena Ruas (02/08/2001 a 02/08/2004, 02/08/2004 a 02/08/2007), Ablio Montanha da Silva Neto (02/08/2007 a 02/08/2010) e o atual presidente Eduardo Arajo Filho (02/08/2010 a 02/08/2013).

    A diretoria composta por 11 membros e o mandato tem a durao de trs anos. Mais cinco funcionrios trabalham no sindicato, sendo duas funcionrias no escritrio e ou-tros trs na loja veterinria da entidade. Com sede prpria e localizada na Praa Pacfico Faria, 196, centro da cidade, o sindicato permanece no mesmo local desde sua implan-tao. Entre os servios prestados pela entidade esto: as-sistncia contbil, assistncia mecanizada (trator agrcola), cadastro de produtor rural, emisso de nota fiscal de produ-tor rural, declaraes, contratos. Em implantao o preen-chimento de DAP e Processo de Aposentadoria junto a Pre-vidncia do Segurado Especial. Convnios com o SENAR para ministrarem cursos de treinamentos e aperfeioamento dos trabalhadores, produtores rurais e suas famlias; com a FAEMG/Previdncia Social para a montagem de processo de aposentadoria, so alguns exemplos.

    No incio, apenas 45 produtores eram filiados entida-de. Atualmente 100 so associados, porm 34 destes esto inadimplentes. As vantagens em se associar passam pela representatividade junto s entidades classistas, podendo usufruir dos servios oferecidos pelo sindicato. Alm da anuidade dos associados, a realizao de leiles e feiras agropecurias ajudam nessa arrecadao.

    Segundo informaes do sindicato, a pecuria na cidade funciona com 60% de pequenos e mdios produtores de corte e leite e 40% de grandes produtores com pecuria de corte.

    GestorEduardo Arajo Filho, 39 anos, assumiu a presidncia

    do sindicato em 2010. a primeira vez que est na presi-dncia do Sindicato dos Produtores Rurais de Pedra Azul e pretende se reeleger. Scio h 18 anos da entidade, fez parte da diretoria como conselheiro. Por ser produtor rural e sabendo dos anseios do produtor, assumi o sindicato no intuito de tentar contribuir com o desenvolvimento dessa classe, aponta.

    Natural de Pedra Azul casado e tem trs filhos. Produ-

    tor rural h 20 anos, trabalha com pecuria de corte e leite e est cursando o 7 perodo de Licenciatura em Histria. Informa que adequao das atividades que exerce, como produtor rural e a de presidente do sindicato, so facilitadas por serem o mesmo setor.

    Destaca a realizao de cursos de formao profissional rural e promoo social em parceria com o Senar, como as principais aes desenvolvidas dentro de sua gesto. Porm, quando assumiu a presidncia, disse que a falta de unio da classe e o nmero baixo de associados foram s principais dificuldades. Precisou criar alternativas, como, por exemplo, viabilizar o crdito rural, para super-las.

    Arajo finaliza que o ponto forte de Pedra Azul a loca-lizao da cidade. Nossa cidade est em uma regio muito promissora. Nosso rebanho e nossa terra tm qualidade e isso j virou fama em todo o Pas. Precisa-se que o produ-tor acredite mais no seu potencial. O sindicato em parceria com o sistema FAEMG/Senar-MG, tem viabilizado aes no sentido de adequar s novas tecnologias que o merca-do oferece atravs do Senar-MG temos realizado cursos de profissionalizao rural dos trabalhadores rurais e suas fa-mlias e ofertamos tambm aos produtores rurais.

    O presidente Eduardo Arajo Filho

  • 12JUNho 2012

    GrAN

    deS

    crIA

    trI

    oS

    As oportunidades de emprego na cidade grande conquistaram os olhares de muitos que cresceram na zona rural. O xodo do campo para as ci-dades causou, por outro lado, a superlo-tao das mesmas. O ritmo de vida acele-rado e o stress do dia a dia so resultados dessa escolha. Mas um casal especfico resolveu dar um rumo diferente para a histria deles. Morando em Belo Hori-zonte, o Engenheiro Mecnico e dono de uma firma de engenharia na capital mineira, Jos Geraldo Pedra S, 62 anos, e sua esposa Maria do Amparo Rezende S, 55 anos, adquiriram a Fazenda Unio a 47 km de Governador Valadares, loca-lizada no municpio de Tumiritinga. Dois objetivos foram traados: o negcio para investimento e a mudana radical, pois morariam na propriedade.

    A ideia de mudana comeou em 1999, quando resolveram visitar fa-zendas ao entorno de Cuiab (MT) e Virginpolis devido existncia de fa-miliares nos locais. Porm, o negcio

    foi concretizado em 2000 com a aqui-sio da Fazenda Unio, anteriormente chamada de Pouso Alto. Como era um negcio novo, Pedra S informa que precisavam ter o amparo de algum de confiana. Amparo, mesmo sendo filha de fazendeiro, tem um irmo tambm do setor, que poderia dar suporte a eles. Da o nome da propriedade: a unio da famlia com o apoio deciso para mu-dana. Sair um pouco da zona urbana, com todos os seus apelos e obrigatorie-dades. No me arrependi hora nenhuma, muito pelo contrrio, afirma Pedra S, que hoje Presidente da Comisso Tc-nica de Pecuria de Corte da FAEMG.

    O criador natural de Campos dos Goitacazes (RJ) e neto de fazendeiro. Lembra que s teve ligao com o campo quando era criana. Pedra S e Amparo tm dois filhos, o Engenheiro Mecnico Vincius Rezende S, 37 anos, e o Tenis-ta Andr Rezende S, 35 anos. A famlia no para por ai. Alm das duas noras, mais trs netos fazem a felicidade do ca-

    sal: Carolina, Henrique e Luiza. A escolha pelo gado de cor-

    te, segundo ele, se deu primeira-mente porque acredita que a pe-curia de leite exige uma maior

    dedicao e uma formao mais difcil. Alm de se sentir mais ligado pecuria de corte. Os primeiros animais adquiridos eram voltados para engorda. Trs anos depois da aquisio da fazen-da, mais estruturados no ramo, investi-ram em Nelore PO, vindos de Uberaba, e se especializou na raa. Diz que a pre-ferncia pelo Nelore se deu porque ele responsvel por 85% do rebanho nacio-nal, por causa da performance e eficin-cia da raa. Alm claro, de gostar dela. Os animais so padro e no mocho.

    GentiCa e manejoO foco da propriedade se resume

    em melhoramento gentico, produ-o de bezerros para recria e engor-da e produo de tourinhos. Por isso, o investimento gentico tido como investimento e no custo. aplicado em todo o rebanho e as biotecnologias aplicadas so a Inseminao Artificial em Tempo Fixo (IATF) e a Transfe-rncia de Embries (TE), alm de se-

    Fazenda Uniouma mudana em BusCa pela qualidade de vida

    lidiane diasJornalista

    O casal Amparo e Jos Geraldo Pedra S

    As doadoras da Fazenda Unio para Transferncia de Embries

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    dias

  • 13JUNho 2012

    rem usados os touros melhorados frutos da propriedade. O percentual de produo, de acordo com Pedra S, de

    50% em IATF. O procedimento da Fazenda Unio fazer es-tao de monta natural nessas vacas, ao invs da segunda dose. Eu fao s um protocolo e no segundo eu coloco com os tou-ros. Ento na hora que vou separar essas vacas de IATF, eu preciso saber com que touro vou acasalar pelas caractersticas do touro, aponta. A estao de monta comea em dezembro. Nessa poca ainda tem vacas parindo, ento no d para inse-min-las. A IATF, portanto, comea em fevereiro e os touros repassam em maro, fechando a estao de monta em abril.

    De acordo com o criador isso para conseguir um percen-tual alto de prenhez das vacas. Quarenta dias depois do trmino da estao de monta, um veterinrio vai at a propriedade com o aparelho de ultrassom e identifica as vacas que esto cheias. A pario da fazenda comea em setembro e vai at janeiro. As vacas que no estiverem prenhes elas vo para o frigorfico. Porque significa que ela ficou quatro meses comendo de graa sem trabalhar. O melhor bezerro aquele que nasce, essa a primeira seleo. Mas se ela no parir, ela vai para o frigorfico. Pois eu no tenho como passar uma vaca minha que no tem

    desempenho como matriz para um companheiro meu, porque no me interessa vender um produto que no vai ter resultado. Se no meu cliente vai ficar insatisfeito e cliente insatisfeito fala para mais 30 a sua insatisfao, explica.

    Quanto a TE, a Fazenda Unio possui 12 doadoras. Rezes de alta performance, de alto valor gentico e grande capacidade reprodutiva. Entre elas esto: Chiqurrima da Unio, Exube-rante da Unio, Bitoca da Unio, Parati, Rayan e Nuvem TE da Ventania. Cerca de quatro delas foram compradas em leiles,

    O criador e Huke

  • 14JUNho 2012

    um investimento alto. Um dos resultados da Transferncia de Embries, filho de uma doadora, produto da fazenda, Huke TE da Unio, com 18 meses. Ele est sendo treinado para pista e se tiver potencial, ir para uma central de gentica. Elogio da Unio um dos touros reprodutores da propriedade.

    o melhoramento gentico, subindo a qualidade do rebanho, acredita o criador. Normalmente as doadoras so protocoladas duas vezes por ano e depois elas tm um cio na-tural para serem cobertas pelo boi. Forma essa para no atra-palhar muito a vida reprodutiva da matriz. Na monta natural o criador privilegia os touros de produo prpria da fazenda.

    Numa propriedade de 500 hectares, o plantel composto por 470, deste 240 so matrizes. A produo desse ano esti-mada em 170 animais, porm o objetivo da fazenda chegar em 400. As vendas dos animais so concentradas num leilo, onde aproximadamente 100 animais so comercializados. A venda direta feita em menor escala. Os animais so ven-didos entre sete e oito meses na desmama, com uma mdia de sete arrobas. As bezerras das melhores matrizes no so vendidas para fazerem a substituio das vacas mais velhas.

    O controle da fazenda e dos animais todo computadoriza-do. A pastagem predominante o braquiaro e a alimentao dos animais de pasto complementada com sal. J os animais de elite iro depender da necessidade de cada um deles. A m-dia de idade do primeiro parto gira em torno dos 30 meses.

    Fazem correo de solo e a fazenda dividida em 25 pas-tos. O gado criado a pasto faz a rotao nos prazos definidos e pelo menos duas vezes ao ano ele vai ao curral para vacina-o. O que lembra o criador de uma histria: o manejo sani-trio uma histria antiga. Eu pensava na poca agora que vou ser fazendeiro, ningum vai mandar em mim. Comprei a fazenda, mas nunca vi tanta gente para mandar em mim: tem mdico veterinrio, agrnomo, zootecnista e o comprador, brinca. Desde a aquisio, informa que as mudanas nas cer-cas, a diviso da propriedade e o abastecimento de gua, feito

    em uma nascente canalizada por gravidade, so as principais. Ele e mais dois funcionrios tomam conta do gado e na cozi-nha, dona Terezinha impera.

    Para o criador uma boa produo de animais depende de um trip: melhoramento gentico, manejo e alimentao, pois se no tiver uma dessas pernas, o criador no ter performan-ce. Porm o mercado apresenta dificuldades apontadas por ele: as prticas de comercializao de carne, a falta de massi-ficao do conhecimento e a infraestrutura.

    o resultado Quando voc fala em carcaa melhor, em gentica me-

    lhor, em precocidade, voc fala automaticamente em custo. Se o criador no remunerado nesse custo, ele vai querer reduzir custos e provavelmente a qualidade vai embora. in-vestimento desde que o mercado assim retribua e eu acho que ele retribui porque ele tem um ganho em cima disso. A vi-so da fazenda de uma indstria, de outra empresa normal, com as complicaes de clima, enfatiza. Pedra S diz que os criadores precisam fornecer sempre o melhor insumo para os companheiros de recria e engorda. Aponta que a qualidade da carcaa que vem da gentica fundamental para uma pe-curia eficaz e a comercializao s depender do pecuarista para o setor dar um salto rumo aos sculo XXI, na produo de carne com qualidade de vida.

    Em busca tambm de uma qualidade de vida, mesmo ten-do sido uma mudana radical, o casal informa que aprendeu a morar na zona rural. Aprendemos a admirar a cultura no acadmica, muito mais profunda de repente. Mas infelizmen-te, no nosso pas, muito desconsiderada. Hoje o conhecimen-to est em segundo plano em relao aos diplomas. O meio rural tem o conhecimento, mas no tem o diploma. Ento eu acho que precisamos dar um salto nisso e ter um respeito por essas pessoas, que tm um conhecimento de vida e de sobre-vivncia espetacular, finaliza.

  • 15JUNho 2012

    dIA

    de c

    Ampo

    O aproveitamento de espao, com o cultivo consor-ciado de culturas, foi alternativa encontrada pelo produtor rural Elyzio Jos Ferreira, 74 anos. H 20 anos o produtor comeou a investir na plantao de seringueiras para recuperar as reas degradadas. Dez anos depois, a aposta foi em uma cultura nada tpica no estado: o cupuau. A fruta originria da floresta Amaznica e a rvore de pequeno e mdio porte, podendo chegar at 20 metros. Rica em prote-nas, clcio e fsforo. duro igual coco, seu sabor ctrico e a fruta pode ser usada para fazer sorvete, bolo, suco, chocolate, dentre outras guloseimas. Alm de hidratantes corporais.

    Com origem em uma famlia de fazendeiros e natural de Governador Valadares, Elyzio Ferreira foi para Belo Hori-zonte estudar. Retornou cidade em 1962 para trabalhar com seu pai, Jos Cantdio Ferreira. casado com Moema Ra-bello Ferreira, 64 anos, tem trs filhos: Mrcio Rabello Fer-reira, 42 anos, Vanessa Rabello Ferreira, 40 anos, e Andr Rabello Ferreira, 34 anos. J foi presidente do Sindicato Ru-ral de Governador Valadares e da Unio Ruralista Rio Doce.

    Cerca de trs dcadas depois do retorno Valadares, por volta de 1992, comeou os investimentos nas seringueiras

    no municpio de Fernandes Tourinho, em uma propriedade que faz divisa com Alpercata e possui 18 alqueires. Na Fa-zenda chamada Crrego Preto e conhecida como Fazenda da Seringueira, plantaram inicialmente 15 mil ps da r-vore. Quase seis anos depois, em visita a uma fazenda de cupuau na cidade de Serra (ES), a possibilidade de come-ar a plantar a fruta poderia ser uma alternativa de aprovei-tamento da rea e ter uma segunda atividade econmica. Cinco anos aps a visita comeou a produo do cupuau.

    As primeiras sementes foram adquiridas nessa fazenda da Serra e as mudas so produzidas na propriedade Crrego Preto. Informa que tem licena do Ministrio de Agricul-tura para a produo de mudas do Cupuau Brasil, marca adotada. A poca de plantio comea junto com o incio do perodo das guas, em outubro. A colheita feita normal-mente em janeiro, fevereiro e maro, podendo ser estendi-da para colheitas menores no ano inteiro. A florao das rvores comea em agosto e seis funcionrios cuidam do manejo da fruta.

    A polpa de cupuau pode ser armazenada por at 36 me-ses de forma congelada, desde que conservada em torno dos

    direto da Floresta Amaznica o Cupuau, oriGinrio daquela reGio, uma

    novidade para o vale do rio doCelidiane dias

    Jornalista

    A fruta cortada na rvore (esquerda) e o produtor Elyzio Jos Ferreira (direita)

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    soal

  • 16JUNho 2012

    5 graus negativos. A produo anual chega a uma mdia de 1000 kg e deve dobrar em um (01) ano com a matura-o de algumas rvores, alm de rvo-res novas que iro iniciar a produo.

    A rea de plantio da seringueira de 20 hectares, porm, s oito hecta-res foram utilizados para a plantao do cupuau, pela incerteza se o neg-cio daria certo. Dois mil ps esto em produo, mas ao todo so quatro mil

    ps. Daqui a quatro anos devem entrar mais quatro mil ps. O fornecimento das polpas e das frutas abrange a regio de Governador Valadares, Tefilo Otoni e o Vale do Ao, para sorveterias, lojas de aa e supermercados. medida que for aumentando a comercializao, o aumento de rea seguir a

    tendncia. Visando esse mercado, informa que possui tam-bm licena do Ministrio da Agricultura para exportao e como preciso uma maior quantidade para essa finalidade, ele e outros produtores de cupuau do Esprito Santo preten-dem juntar as produes para fazerem a exportao da polpa.

    As rvores so irrigadas por asperso, mas o produtor tem o projeto para o ano que vem fazer a irrigao por go-tejamento para a seringueira, mas que pode ser aproveita-do pelo cupuau. Um tcnico Agrcola d assistncia na propriedade. A adubao depende do exame de solo, mas geralmente feita com Nitrognio, Potssio e Fsforo. As frutas, quando maduras, caem da rvore e, estas por serem baixas, amortecem a queda. Esse o sinal de que as frutas esto prontas para serem colhidas. Para a lavagem das fru-tas aps a colheita, utilizado o Hipoclorito de Sdio.

    A quebra das frutas feita com um martelo ou algo do gnero. Aps isso a polpa retirada da casca e passada numa mquina que ir separar as sementes da massa. Antes da aqui-sio da mquina, feita h trs anos, essa separao era feita

    O momento de separao da semente e da polpa

    O cupuau durante a lavagem

  • 17JUNho 2012

    por gomos com o auxlio de uma tesoura. A polpa emba-lada e congelada para depois ser feito o fornecimento se-guindo a necessidade dos compradores. Todo esse processo feito na propriedade mesmo, em uma pequena fbrica.

    As sementes so colocadas para germinar numa terra misturada com serragem e depois de 20 dias elas so trans-feridas, onde so envolvidas num plstico de polietileno com a terra j adubada. Cinco meses depois j feito o plantio na rea onde ela vai crescer. Ai so mais cinco anos para ela comear a produzir.

    Para garantir uma boa produo informa que frequen-ta congressos relativos ao setor, vai em outras plantaes e entende desde a semente at a colheita. Aponta que a regio propcia para a plantao do cupuau. Por ser ori-ginria da Amaznia, ela se adapta bem ao clima quente. Todo o controle de pragas feito com produtos caseiros, orgnicos, de acordo com Ferreira.

    Finaliza falando que o custo do cupuau no alto e produz a fruta porque gosta. Alerta que preciso cons-cientizar a outros fazendeiros da regio para fazerem o mesmo e os rgos competentes precisam dar assistncia, propagando o plantio.

  • 18JUNho 2012

    O carbnculo uma doena contagiosa que ata-ca todos os mdios e grandes animais, inclusive o homem e, geralmente mortal. Entretanto os equdeos so menos atingidos que os ruminantes. produzida pelo Bacillus anthracis e, este micrbio encontra-se, principal-mente, onde j ocorreu a doena, pois seus esporos perma-necem no solo por vrios anos. Geralmente estes esporos provm de animais carbunculosos enterrados no campo, sem o devido cuidado e trazidos superfcie pelas minho-cas. As fezes e sangue dos animais que estiverem na pasta-gem so infectados.

    uma doena comum de animais mantidos em regime de pasto, porm, pode surgir em estbulos por feno conta-minado adquirido em reas onde ela ocorre. O carbnculo pode aparecer em qualquer lugar, porm, em certas regies existem focos onde ele se manifesta com frequncia. Em terrenos pantanosos e em reas com muita matria orgni-ca em decomposio, os esporos podem viver por tempo prolongado, durante anos. Os bacilos, porm, so pouco re-sistentes ao calor e dessecao. Infelizmente o esporo o elemento responsvel pela maioria das infeces.

    sintomas Nos equdeos, a enfermidade em geral apresenta forma

    relativamente benigna, com os seguintes sintomas: cli-cas fortes; edema do peito, pescoo e da regio faringeana. Tambm podem ocorrer: depresso, febre alta, dispneia, ede-mas subcultneos no trax e no pescoo, clicas, faringite, hemorragia nasal e manqueira. A morte, quando ocorre, s vezes to rpida que no se percebem os sintomas nos ani-mais a campo. Nos casos fulminantes, a morte pode ocorrer em 24 e 48 horas e, nesses casos, observam-se os edemas (tumefaes), diarreia sanguinolentas, cor de chocolate, e os animais se deitam com convulses e dificuldade respiratria. Os cadveres incham rapidamente e ento observam hemor-ragias pelas aberturas naturais. O sangue escuro e de difcil coagulao. S estes sinais identificam a doena.

    Os animais so contaminados atravs dos intestinos, gua, escoriaes, picaduras de insetos infectados e inala-o do agente infeccioso. Os urubus podem transportar a doena a grandes distncias. O homem pode ser infectado durante uma necropsia ou manipulao de couros, chifres e cadveres de animais vitimados pela enfermidade.

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    ImAl carbnculo hemtico

    lcia helena Salvetti de ciccoeditora chefe

    Sade Animal - http://www.saudeanimal.com.br

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  • 19JUNho 2012

    carbnculo hemtico A necropsia perigosa, sendo prefervel, em caso de se pretender um diagnstico de laboratrio, enviar um esfrega-o de sangue ou um osso de canela, muito bem protegido. O cadver deve ser incinerado ou enterrado no mesmo local, aplicando na sepultura uma boa quantidade de cal.

    profilaXia Emprego da vacinao. No entanto, a escolha do produ-

    to deve ser feita por um mdico veterinrio, pois depende da regio e situao que se apresenta. Em toda proprieda-de onde tenham ocorrido casos de carbnculo, ou mesmo na vizinhana, os animais devem ser vacinados no ms de agosto, pois geralmente o carbnculo aparece em outubro. A imunizao requer 20 a 30 dias.

    tamBm so reComendadas as seGuintes medidas:

    1. Notificao de qualquer caso s autoridades sanitrias mais prximas; 2. Cremao perfeita do cadver no prprio lugar da morte; 3. Isolamento dos pastos contaminados; 4. Desinfeco energtica ou queima dos objetos e utens-lios contaminados;

    5. Tratamento dos animais doentes com doses adequadas de soro anticarbunculoso; 6. Vacinao sistemtica de todos os animais sos na regio exposta doena; 7. Drenagem e saneamento das reas pantanosas.

    tratamentoQuando h tempo, o soro anticarbunculoso produz bons

    resultados. No caso de suspeita chamar o mdico veterin-rio o mais urgente possvel.

    BiBlioGrafia

    Millen, Eduardo - Guia do Tcnico Agropecurio Veterinria e Zootecnia

    Instituto Campineiro de Ensino Agrcola, 1984 Edwarads, Elwyn Hartley - Horse A Dorling-Kindersley Book - 1993 Santos, Ricardo de Figueiredo Equideocultura J. M. Varela Editores, 1981 Torres, A. Di Paravicini e Jardim, Walter R. - Criao de Cavalos e

    outros equinos

    O carbnculo hemtico ou antrax, uma enfermi-dade infecto-contagiosa, cosmopolita e altamente fatal que atinge mamferos domsticos e selvagens, o homem e em circunstncias especiais tambm as aves. Conhe-cido desde o incio da humanidade, foi a quinta praga do Egito no sculo XV A.C. como uma epidemia que grassava nas margens do rio Nilo atingindo cavalos, ju-mentos, camelos, bovinos e ovinos como cita a Bblia Sagrada no xodo, captulo 9, vers. 4 e 6. Sua importn-cia histrica deve-se a que seu agente o Bacillus anthra-cis foi primeira bactria observada microscopicamente por Pollender em 1849 e correlacionada como agente etiolgico de uma enfermidade por Devaine em 1860.

    Entretanto coube Kock em 1876, cultivar o agente in vitro, reproduzir e provar a transmissibilidade de uma enfermidade, reconhecer os esporos e atribuir a eles a difuso da doena. Em 1881, Pasteur em Pouilly-le-Fort (Frana) utilizando o B. anthracis provou pela primeira vez a possibilidade de uma inoculao preventiva ao de-senvolver uma vacina contra a enfermidade.

    eXtrado de: SANTOS, Hlvio Tassinari dos. Carbnculo Hemtico (An-

    traz): Uma zoonose importante no Rio Grande do Sul. Disponvel em: http://www.webrural.com.br/webrural/artigos/pecuariacorte/sanidade/carbunculoh.htm>. Acesso em: 01 de junho de 2012

    Curiosidades

  • 20JUNho 2012

    cAde

    rNo

    tcN

    Ico Suplementao mltipla

    para bovinos de corte durante a poca da seca

    raphael Amazonas mandarino1; Fabiano Alvim Barbosa2;

    vencio Jos Andrade2; Adilson Antonio de melo1; camila Fernandes lobo3

    1 doutorando em Zootecnia, escola de veterinria da UFmG2 professor do departamento de Zootecnia, escola de veterinria da UFmG

    3 mestranda em cincias Animais, Universidade de Braslia, UnBe-mail: raphael@mandarino.com.br; fabianoalvim@ufmg.br; vejoan@gmail.

    com; adilson.matsuda@gmail.com; camilalobo.vet@gmail.com

    introduoAtualmente verificamos uma crescente demanda

    do mercado mundial por carne bovina de qualidade, proveniente de animais criados a pasto, aliado erra-dicao e confirmao de reas livre de febre aftosa, o Brasil possui um amplo mercado a conquistar. Para ob-ter o animal de qualidade e precoce, novas tecnologias devem ser adotadas para a viabilizao deste sistema produtivo moderno e de menor ciclo.

    Devido sazonalidade das gramneas forrageiras nos trpicos, que caracterizada pela diminuio da produ-o e do valor nutritivo nos perodos secos do ano, ocorre desnutrio nos animais criados a pasto e consequente-mente baixo ganho de peso, nesta poca. O desenvolvi-mento dos bovinos pode tambm ser comprometido com a ocorrncia de veranicos prolongados. Estas fases nega-tivas no desempenho do animal devem ser consideradas em um programa de produo de carne. O ideal seria o crescimento ocorrer uniformemente e constante durante toda a vida do animal.

    Neste contexto, devido ao desequilbrio entre os ga-nhos na poca das guas e da seca, se faz necessria suplementao alimentar em certos perodos, para que se possa abater animais com idades inferiores a 30 me-ses, remunerando o produtor e liberando a pastagem para novos animais.

    desenvolvimento A poca da seca um perodo de grandes limitaes

    das pastagens, nela ocorrem redues nas concentra-es de energia, vitaminas, minerais e, principalmente, de protena (Carvalho et al., 2003). De acordo com Sil-veira (2007) a baixa qualidade da forragem associada queda na disponibilidade de matria seca, faz com que o bovino tenha que pastejar por mais tempo at obter

    as quantidades de nutrientes necessrios sua manten-a, comportamento esse que interfere negativamente no seu desempenho produtivo, podendo perder, nesse pe-rodo, at 30% do peso corporal (PC) (Barcelos, 1999).

    Dessa forma, para que se atinja o mximo desem-penho animal, necessrio que se fornea aos animais, nveis adequados de protena e energia de forma a per-mitir o bom funcionamento do rmen e melhor apro-veitamento da forragem disponvel aos animais (Poppi & McLennan, 1995). De acordo com Minson (1990), teores de protena inferiores a 7% provocam reduo do consumo de forragem e, consequentemente, reduo no desempenho dos animais em pastagens.

    O uso de suplementos mltiplos protena, energia, minerais, vitaminas e aditivos , na poca da seca, tem

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    rino

    Animais em confinamento

  • 21JUNho 2012

    produzido resultados satisfatrios, evitando a perda de peso caracterstica para animais no suplementados nesta poca crtica do ano. Vrios so os trabalhos que comprovam o ga-nho de peso de bovinos, entre 0,059 a 0,740 kg/cabea/dia, e consumo dirio de suplementos, variando de 0,05 a 0,6% do peso vivo, pois a partir da pode-se considerar a suplementa-o como uma rao concentrada - semiconfinamento -, devi-do ao alto teor de farelos, e no como uma mistura mltipla.

    As misturas mltiplas tm o objetivo de estimular o consumo de forragem de baixa qualidade e melhorar a sua digestibilidade, e no o de suplementao direta (efeito substitutivo). importante considerar que o contedo de N fermentvel, abaixo do timo na dieta, pode decrescer a digestibilidade da fibra e tambm resultar em baixa relao entre aminocidos/energia nos nutrientes absorvidos. Com isto, aumentando a disponibilidade de N fermentvel, ele-va-se a digestibilidade e a relao nos produtos absorvidos, devido ao aumento na eficincia da fermentao no rmen, e ambos os efeitos elevam o consumo de forragem. A res-posta na produo de animais em pastejo ao uso de suple-mento , provavelmente, influenciada pelas caractersticas do pasto e do suplemento, bem como pela maneira de seu fornecimento e pelo potencial de produo do animal.

    Os nveis nutricionais dos suplementos (protena, ener-gia, minerais) dependem do desempenho desejado e do va-lor nutritivo da forragem disponvel.

    Diversos so os trabalhos de pesquisas mostrando a uti-lizao de suplementos mltiplos na suplementao de bo-vinos de corte no Brasil, com consumo variando de 630 a 2.620 gramas/cabea/dia e o ganho mdio dirio de 132 a 429 gramas/cabea, durante a poca da seca. Os ganhos so de-pendentes da disponibilidade de matria seca e qualidade da pastagem, do animal (raa, sexo, peso, idade e sanidade), o clima (temperatura, umidade relativa), entre outros.

    Outro procedimento que pode ser usado a suplemen-tao com rao concentrada (semiconfinamento). Nesse caso, as taxas mdias de ganho durante o perodo de su-plementao variam entre 500 e 1.200 g/dia e ser funo da quantidade de suplemento oferecido (0,6 a 1% do peso vivo), do tipo de animal, da condio corporal, do tempo de permanncia no trato, da forragem disponvel e sua quali-

    dade, do tamanho dos pastos, da distncia das aguadas e da declividade do terreno.

    A quantidade de matria seca disponvel na pastagem primordial para o sucesso na suplementao com mistu-ras mltiplas. Tem sido sugerida a disponibilidade de pelo menos 2.500 kg de matria seca total/hectare, no incio da estao seca, para obter ganhos de peso satisfatrios.

    Barbosa et al. (2007) avaliaram o efeito da suplementao protico-energtica em dois nveis de ingesto diria, 0,17% (SUP1) e 0,37% (SUP2) do peso corporal (PC) na transio guas-seca, em comparao ao suplemento mineral (SM). Os resultados obtidos do ganho mdio dirio (GMD) dos ani-mais foram: 0,535, 0,655 e 0,746 kg/cabea/dia para SM, SUP1 e SUP2, respectivamente. No houve diferena esta-tstica (P>0,05) entre SUP1 e SUP2, entretanto os animais do grupo controle (SM) apresentaram ganhos mdios inferio-res aos animais suplementados (P

  • 22JUNho 2012

    da matria seca, protena bruta, fibra em detergente neutro e dos nutrientes digestveis totais, exceto para os carboidratos no fibrosos.

    Baroni et al. (2010b) investigaram o ganho de peso de novilhos aps apli-cao da tcnica de suplementao com uso de elevada concentrao de pro-tena em pastagem de Brachiaria brizantha no perodo de baixa pluviosidade. A amostra foi dividida em grupo controle e experimental cuja suplementa-o consistiu na quantidade de 0,25; 0,5; 1,0; 2,0; ou 4,0 kg/animal/dia. No grupo experimental, a suplementao apresentou um decrscimo no valor da protena bruta, 58 a 32% da matria seca, sendo utilizada mistura mineral, ureia e farelos (milho gro modo e farelo de soja) nas respectivas propores: 25:25:50 (0,25 kg/animal/dia); 15:15:70 (0,5 kg/animal/dia); 10:10:80 (1,0 kg/animal/dia); 5:5:90 (2,0 kg/animal/dia) e 2,5:2,5:95 (4,0 kg/animal/dia). Os autores verificaram um aumento progressivo do peso corporal final, ganho de peso mdio dirio, peso da carcaa, da espessura da gordura subcutnea e do rendimento de carcaa com o acrscimo de farelo e de ureia ao suplemento face diminuio da protena bruta do mesmo. Deste modo, concluram que a suplementao com maior nvel de energia proporcionou melhores resultados que a suplementao protica no perodo de seca.

    Para o sucesso da suplementao necessrio que seja economicamente vivel, isto , apresente uma relao benefcio x custo positiva. O ganho em peso do animal tem que pagar o investimento. Alm disto, deve ser levado em considerao que o animal suplementado sair mais rpido da propriedade, reduzindo o custo de permanncia e abrindo espao para a entrada de nova categoria, com aumento de giro de capital.

    As pesquisas mostram que os resultados econmicos so favorveis ao uso da suplementao, tanto na poca da seca quanto na poca das guas. Entre-tanto, este cenrio pode mudar, de acordo com a disponibilidade e qualidade de forragem, categoria animal e mercado, isto , preo de insumos, compra e venda de animais, alm do preo da arroba no abate.

    Os ganhos em peso adicional convertidos em R$ (reais) da suplementao, em relao ao tratamento sem a suplementao, variam de R$ 3,44 a 44,39/animal/ perodo, durante a poca da seca. As variaes ocorrem devido s di-ferenas de raas de animais, tempo de suplementao, pastagens, quantidade e valor nutricional do suplemento, valor da arroba.

    ConClusesA suplementao pode resultar em um abate mais cedo dos animais com

    aumento de produtividade (kg de carne/hectare/ano) e taxa de desfrute, bem como um aumento do capital de giro e diminuio do tempo de permanncia do animal nas pastagens. Para uma tomada de deciso da suplementao do rebanho dever ser feita uma anlise econmica, levando em considerao o custo do suplemento, o ganho esperado e o retorno do capital investido.

    refernCias BiBlioGrfiCas

    BARBOSA F.A; GRAA, D.S.; MAFFEI, W.E. et al. Desempenho e consumo de matria seca de bovinos sob suplementao protico--energtica, durante a poca de transio gua-se-ca. Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinria e Zootecnia., v. 49, p.160-167, 2007.

    BARCELLOS, A.O.; VILELA, L. Possibi-lidade de intensificao da atividade leiteira em decorrncia da integrao agricultura-pecuria In: SIMPSIO SUSTENTABILIDADE DA PE-CURIA DE LEITE NO BRASIL. 1., Juiz de Fora, 1999. v.1. p.171-184.

    BARONI, C.E.S. ; LANA, R.P. ; MANCIO, A.B. et al. Consumo e digestibilidade de nutrientes em novilhos suplementados e terminados em pas-to, na seca. Arquivo Brasileiro de Medicina Ve-terinria e Zootecnia, v.62, n.2, p.365-372, 2010a.

    BARONI, C.E.S.; LANA, R.P; MANCIO, A.B. et al.. Desempenho de novilhos suplemen-tados e terminados em pasto, na seca, e avaliao do pasto. Arquivo Brasileiro de Medicina Veteri-nria e Zootecnia, v.62, n.2, p. 373-381, 2010b.

    CARVALHO, F.A.N., BARBOSA, F.A., McDOWELL, L.R. Nutrio de bovinos a pasto. Belo Horizonte: Papelform, 2003. 438p.

    MINSON, D.J. Forage in ruminant nutrition. Academic Press : New York. 483p., 1990

    POPPI, D.P., McLENNAN, S.R. Protein and energy utilization by ruminants at pasture. Jour-nal Animal Science, v.73, n1, p.278-290, 1995

    SILVEIRA, L.F. Desempenho e comporta-mento ingestivo diurno de bezerros desmama-dos em diferentes frequncias de suplementao protico-energtica na poca da seca. Braslia: Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinria, Universidade de Braslia, 2007, 47p. Dissertao de mestrado.

    SIMIONI, F.L.; ANDRADE, I.F.; LADEIRA, M.M. et al., Nveis e frequncia de suplementao de novilhos de corte a pasto na estao seca. Revista Bra-sileira de Zootecnia, v.38, n.10, p.2045-2052, 2009.

    ZERVOUDAKIS, J.T. Suplementos mltiplos de auto controle de consumo e frequncias de su-plementao, na recria de novilhos durante o per-odo das guas e de transio guas-seca. Viosa, MG: UFV. 2003, 76p. Tese (Doutorado em Zoo-tecnia) Universidade Federal de Viosa, 2003.

  • 23JUNho 2012

    Forr

    AGIc

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    rA

    As necessidades de fsforo, tanto na recuperao quanto, principalmente, na formao da pastagem, elevada para a maioria dos solos brasilei-ros. O pecuarista relata que a utilizao de fertilizantes fosfatados esbarra na baixa lucratividade no sistema de pastagens extensivas. E nessa tica, muitas vezes, deixa de realizar boas formaes de pastagens. Uma alternativa para re-duzir custos e corrigir, em parte, as deficincias de fsforo no solo a utilizao de fosfatos naturais para aplicao direta nas pastagens (Yost et al., 1982).

    Existem vrios tipos de fosfatos naturais, entretanto, o que define sua utiliza-o na agropecuria sua rocha de origem. A tabela 01 ilustra os tipos de rochas e os minerais formados.

    Tabela 01 Descrio das rochas que do origem as jazidas fosfticas

    Utilizao de fontes alternativas de fsforo na formao de pastagens

    humberto luiz Wernersbach FilhoZootecnista mSc / Supervisor de pesquisa

    Fertilizantes heringer S/A

    Grupo de roCHas desCrio natureza GeolGiCa

    gneas

    Metamrficas

    Sedimentares

    Formao se deve a solidi-ficao do magma de erupes

    vulcnicas. A formao, portanto, ocorre em altas temperaturas, oca-

    sionando cristais muito duros.

    Oriundas da modificao do es-tado slido de rochas pr-existentes. Essa modificao devido a ao da

    temperatura como da presso.

    Rochas que se formam em funo do acmulo e consolida-o de materiais degradados de rochas pr-existentes, ou devido ao acmulo de restos orgnicos

    (ossadas e esqueletos de animais), por exemplo, no fundo de guas

    calmas como lagunas.

    Fluorapatita Ca10(PO4)6.F2Hidroxiapatita Ca10(PO4)6.OH2

    Cloroapatita Ca10(PO4)6.Cl2

    Carbonato-apatita ou francolitaCa9,51Na0,36Mg0,13(PO4)4,73

    (CO3)1,27.F2,24

    Fonte: Vitti (2009) e Korndorfer (2009)

  • 24JUNho 2012

    Tabela 02 Equivalncia em superfosfato triplo de diversas rochas fosfticas*

    Fonte: Vitti et al., (2009) e Korndorfer (2009).* Avalia-o feita aplicando-se lano e incorporado superficialmen-te. **Eq. SPT = (Doses de SPT/Dose fonte teste) x100 para

    se obter a mesma produo.

    O uso de fosfatos naturais, mesmo com restri-es, apresenta como vantagem seu menor custo por ponto de fsforo e seu maior efeito residual devido sua liberao gradual no solo (Adaptado de Korn-dorfer et al., 1999).

    Na tabela 03 est ilustrado o comparativo de custos entre Fosfato Natural Reativo e Super Fosfato Simples.

    A eficincia dos fosfatos de rocha est intima-mente relacionada com o grau e substituio de fosfato (PO43-) por carbonato (CO32-), que gera instabilidade a estrutura cristalina da rocha (Lehr & McClellan, 1972). A dureza da estrutura cristalina to importante que rochas fosfticas de origem

    gnea, como a maioria das rochas nacionais, so reconhecidas por sua menor reatividade para apli-cao direta como fertilizante. As rochas de origem sedimentar podem ser reativas ou no, dependendo do grau de substituio isomrfica. Assim sendo, as rochas fosfticas podem ser divididas em rochas de alta, mdia, baixa e muito baixa reatividade. Um exemplo de Fosfato Natural Reativo de alta eficin-cia fosfato proveniente da regio de Bayovar (Se-chura) no Peru.

    importante lembrar que para ocorrer maior so-lubilizao do fsforo, necessrio que suas partcu-las entrem em contato com o solo, por isso, a incor-porao desse fertilizante tem grande importncia (Chien & Menon, 1995). Portanto, a melhor forma de utilizao do FNR aplicado lano e incorpo-rado superficialmente ao solo. Entretanto, pastagens em regies montanhosas, onde a mecanizao dif-cil e muitas vezes, prejudicial ao solo devido causar intensa eroso, recomenda-se aplic-lo a lano sem incorporao, pois seu custo compensar a menor disponibilidade no curto prazo para a planta. E com o desenvolvimento da pastagem, o Fosfato Reativo ir disponibilizar o fsforo gradual para a planta, re-duzindo-se assim a necessidade de manuteno para sistemas extensivos de produo.

    Os resultados de pesquisa mostram que o FNR pode ter equivalncia agronmica prxima as fontes solveis, por exemplo, Superfosfato Triplo (SPT), tabela 02.

    fonte eq. spt (%) **

    Fosfato Reativo

    Patos

    Arax

    Catalo

    90

    45

    33

    15

    fonte % p2o5 total % p2o5 sol C. CtriCo

    Custo r$/t* Custo r$/KG de p2o5

    Fosfato Nat. Reativo

    Super Fosfato Simples29

    18

    14

    16

    795,00

    805,00

    2,74

    4,47

    Tabela 03 Teores de fsforo total e em cido ctrico de duas fontes de fsforo

    *- valores levantados no mercado em 31.05.2012 para Governador Valadares - MG.

  • 25JUNho 2012

  • 26JUNho 2012

    Alexandre Sylvio vieira da costa engenheiro Agrnomo; dSc. em produo vegetal;

    professor titular/Solos e meio Ambiente - Universidade vale do rio doceasylvio@univale.br

    A indstria brasileira e a sustentabilidade dos sistemas produtivosA

    Grov

    ISo

    Comemoramos recentemente o dia mundial do meio ambiente. A preocupao universal, em todos os setores da sociedade, desde o cidado, passando pelos go-vernos e empresrios. Todos devem assumir suas responsa-bilidades no processo de preservao do meio ambiente. Os rgos ambientais fazendo as leis, as indstrias e governos cumprindo-as e o cidado com atitudes simples no descar-tando seu lixo em qualquer local, contribuindo com a coleta seletiva, dentre outras aes, fundamentais na cadeia que as-socia produo e consumo onde a utilizao de recursos na-turais renovveis e no renovveis aumenta a cada dia. Nesta rede desenvolvida pela sociedade moderna, a indstria assu-me papel de grande importncia na preservao ambiental, pois uma das principais fontes de consumo que recursos

    naturais que so utilizados como matria prima para o siste-ma produtivo e como fonte de energia.

    Foi-se o tempo em que o poder de uma empresa era me-dido nica e exclusivamente pelo seu potencial de produ-o e dimenses. Atualmente o seu potencial de inovao e o processo de gesto ambiental so fatores fundamentais na insero do seu produto no mercado consumidor. As bolsas de valores dos principais pases, por exemplo, local onde so comercializadas as aes das indstrias, criaram os n-dices de sustentabilidade das empresas. Atravs de critrios pr-estabelecidos, as empresas so classificadas de acordo com seus modelos de gesto ambiental valorizando signi-ficativamente as suas aes no mercado. Outro ponto im-portante a relao com os governos. Diversos incentivos

    Imag

    em ilu

    stra

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  • 27JUNho 2012

    so direcionados as empresas que pretendem ou j adotam modelos eficientes de gesto ambiental. Financiamento de pesquisas com recursos pblicos de fundo perdido, ou seja, sem retorno, recursos que devem ser aplicados no desen-volvimento tecnolgico da melhoria dos sistemas produti-vos visando reduo dos impactos ambientais; reduo de impostos, dentre outros benefcios. Caso a empresa no cumpra a legislao ambiental ou comprometa significati-vamente a qualidade do meio ambiente (gua, ar, solo e flo-restas), as penalizaes so pesadas como multas e at mes-mo paralisao de suas atividades. Mas um grande impacto ambiental compromete o principal patrimnio das empresas: o seu nome e a sua marca. A sua imagem como vil ambiental difundida rapidamente graas aos nossos eficientes meios de comunicao e que culmina com a prpria ao do consu-midor que deixa de comprar os produtos daquela empresa por no respeitar o meio ambiente, obrigando-a a gastar milhes

    com a mdia para recuperar sua imagem. A maioria das grandes empresas ligadas aos diversos se-

    tores da economia tem conhecimento das suas obrigaes ambientais como a obteno dos licenciamentos e exign-cias dos rgos fiscalizadores atendendo muitas vezes com sobras a legislao. Sabem que a sua imagem deve sempre estar ligada aos modelos de sustentabilidade ambiental e social com produtos produzidos de forma ambientalmente correta e o mnimo de impacto ambiental gerado.

    Ainda falta uma longa estrada at atingirmos o equil-brio entre o setor produtivo e o meio ambiente, principal-mente porque o nosso Produto Interno Bruto tem crescido significativamente nos ltimos anos e aumentado a deman-da da indstria, mas j possvel identificar uma brilhante luz no final do tnel. J o setor pblico com seus lixes e esgotos jogados diretamente nos rios...

  • 28JUNho 2012

    H quem imagine que pequenos agricultores sejam mais ecolgicos que grandes produtores rurais. Po-lticos que se julgam da esquerda propagam que a agri-cultura familiar faz bem natureza, enquanto o agroneg-cio destri o meio ambiente. Pura ideologia. Nunca nenhum estudo da realidade comprovou isso.

    O equvoco desse pensamento mostra origens remo-tas. Desde 1775, quando o filsofo francs Jean-Jacques Rousseau, em seu famoso discurso sobre a origem da desi-gualdade, conceituou o bom selvagem, constri-se certa imagem de que o homem perdeu sua pureza no processo ci-vilizatrio. Antes, vivia em harmonia total. Depois, chegou maldade sobre a Terra.

    O raciocnio bem-aventurado procura se aplicar, hoje, aos indgenas. Ambientalistas argumentam que os povos da floresta, na Amaznia, por exemplo, vivem de forma eco-lgica. Avatar, belo filme, sublima essa questo, agradando sobremaneira aos defensores da natureza. Antroplogos,

    todavia, no corroboram facilmente tal ideia. Orlando Villas Bas, uma legenda nacional, afirmava

    serem os ndios, que conhecia to bem, nada ecolgicos. Ao visitar a Unesp de Jaboticabal, nos anos 1980, contou uma pequena histria aos alunos de Cincias Agrrias. Disse o grande indigenista que, certo dia, ao ver um ndio derrubar uma palmeira de aa para lhe retirar o cacho e colher os negros frutinhos, perguntou-lhe: Por que voc no sobe e corta apenas o cacho, sem derrubar a palmeira?

    O ndio no entendeu: Qual o problema?Ora, retrucou Villas Bas, evitar a devastao da floresta! Mas o ndio explicou: No se preocupe. Eu corto esta

    palmeira aqui, mas l tem outra, outra l adiante, t cheio de aaizeiro por a.... Para o ndio, era infinito o estoque de palmeiras. Podia surrupiar vontade.

    Sem entender a Histria no se compreende a questo ambiental de nosso tempo. A presso sobre os recursos naturais do planeta tornou-se um problema apenas aps a

    motosserra sem ideologiaSU

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    por Xico Graziano eng Agrnomo

    Artigo originalmente publicado no jornal o estado de S. paulo

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  • 29JUNho 2012

    intensa industrializao do sculo 19. Sua plena percepo ocorreu to somente h 50 anos, quando a agenda da degra-dao entrou na preocupao pblica. Quem criou o proble-ma ecolgico foi exploso populacional humana.

    Nem os brasileiros coletores da floresta, nem os ndios norte-americanos caadores de bises tinham pensamento ecolgico. Estes, quando descobriram os rifles dos merca-dores de peles, ajudaram a des-truir, sem piedade, o rebanho dos peludos biches. A tecno-logia potencializou a destruio da natureza.

    No Brasil, a discusso sobre ecologia e tamanho da proprie-dade permeia os estudos sobre reforma agrria. Os agraristas ortodoxos, normalmente de ori-gem comunista, nunca mostra-ram nenhuma predileo pelo tema da preservao ambiental. Sempre propugnaram pela desa-propriao das reas ociosas no campo, pouco se importando se elas estavam cobertas com florestas originais. Sua viso produtivista se aproximava da manifestada pelos desbravado-res do territrio, com a diferen-a, claro, de que a terra deveria estar dividida, no concen-trada. Menos mal.

    Na histria da reforma agrria brasileira contam-se in-findveis casos em que os projetos de assentamento rural recaram sobre valiosas reas naturais, seja em florestas densas do Par ou de Mato Grosso, seja nos remanescen-tes de mata atlntica interiorana, seja nos frgeis ecossiste-mas litorneos do sul da Bahia ou no Rio Grande do Norte. Onde procurar se acha um estrago ecolgico, cometido em nome do combate misria rural.

    O complicado tema veio tona da opinio pblica em 1997, num relatrio apresentado CPI do Congresso Nacional que investigava a atuao de madeireiras asiticas na Amaznia. O ento deputado federal Gilney Vianna, do PT-MT, demonstrou que 50% do desmatamento da regio advinha dos assentamen-tos de reforma agrria. Os pequenos desmatavam tanto quanto

    os grandes. Deu um quiproqu na esquerda. Nota do ncleo agrrio do PT desmoralizou o relatrio

    e enquadrou seu poltico rebelde, baixando o silncio sobre o assunto. A senadora Marina Silva, defensora dos assen-tamentos extrativistas, tambm se aquietou. Mas no havia como tapar o sol com a peneira. Os sem-terra, tanto quanto madeireiros e grandes fazendeiros, faziam arder floresta

    sem d. Machado e motosserra no tm ideologia.

    Novos estudos, mais recen-tes, especialmente os conduzi-dos pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amaznia (Imazon), comprovam que boa parte da presso contra a floresta amaznica se origina da reforma agrria. Sem maldade. Nem ex-clusivo da Hileia. Na caatinga nordestina, que sofre uma tre-menda ameaa, a lenha vira cinza na cozinha das famlias pobres do Semirido. Subsistncia bsica.

    Quando Carlos Minc ainda ocupava o Ministrio do Meio Ambiente, patrocinou-se uma proposta estranha que concedia brechas no Cdigo Florestal para os agricultores familiares,

    discriminando os demais produtores. Nada indica que esse favorecimento ajude a preservao ambiental do Pas. Re-servas florestais belssimas so mantidas por grandes fazen-deiros.

    A ideia do small is beautiful serviu a Ernest Schuma-cher, um visionrio escritor ingls de origem germnica que defendia, na dcada de 1970, as tecnologias brandas, menos intensivas em recursos naturais. Seu famoso livro com esse ttulo inspirou esse vis do ambientalismo, ultrapassado pelo avano da tecnologia. Qualidade ambiental independe do tamanho do negcio rural.

    Passarinhos que o digam. Eles nunca perceberam dis-tino entre as crianas que os caam impiedosamente com estilingue e os adultos que os aprisionam para cantar na gaiola. Quem faz a diferena a conscincia humana. De-pende da educao.

  • 30JUNho 2012

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    Gostar do que faz, ser humilde e aprender com as difi-culdades do mercado. Essa frase, que vale para qualquer profisso, foi dita por Helaine Oliveira Prates, 35 anos. O Perfil Profissional dessa edio apresenta para voc leitor, um pouco da carreira desta zootecnista. Ela natural de Teixeira de Freitas (BA), porm mora em Medeiros Neto desde o nascimento e acrescenta que hoje ela vive dentro de um carro percorrendo as estradas baianas por causa do atual emprego.

    Em janeiro de 2000, aos 23 anos, comeou sua jornada na profisso quando ingressou na faculdade de zootecnia, em Itapetinga. Devido algumas greves que aconteciam na universidade estadual, transferiu o curso para uma uni-versidade particular de Vila Velha (ES), onde se formou. Entretanto, sua ligao com o campo comeou bem antes. Filha de produtor rural, Prates foi criada na zona rural.

    Sempre tive jeito e vocao para rea de agrrias, princi-palmente no que se diz respei-to organizao de eventos agropecurios, esttica e pro-duo animal, principalmente de equinos e bovinos de corte. Nas minhas pesquisas eu des-cobri que a zootecnia era o que

    mais me direcionava ao que eu gostava de fazer, explica. Desde o primeiro ano da faculdade, a zootecnista in-

    forma que participava e organizava eventos agropecu-rios, selecionando os melhores animais para produo, com o auxlio do Dr. Armando Leal do Norte, uma lenda da medicina veterinria, com quem fez estgio.

    Sua vida acadmica esteve voltada para os estgios nas reas de bovinocultura de corte e leite, alm dos equi-nos. O primeiro emprego foi em 2009, como professora substituta no curso Tcnico em Agropecuria no Colgio Estadual Deolizano Rodrigues de Souza, em Medeiros Neto. Entre as principais experincias profissionais est a de coordenao dos campeonatos do Cavalo Mangalarga Marchador em Teixeira de Freitas e em Arraial DAjuda.

    Atualmente trabalha como Promotora Tcnica, em uma distribuidora de medicamentos veterinrios e nutri-o pet. responsvel pelo treinamento de equipes das lojas atendidas pela distribuidora, ministra palestras e di-vulga os produtos veterinrios em eventos. No campo de-senvolve trabalhos tcnicos ligados empresa como trei-namento e capacitao dos funcionrios de seus clientes, atividade que j exercia nas propriedades assistidas por ela antes de ingressar nessa distribuidora.

    Quanto vida acadmica, informa que no momento no se v em uma sala de aula porque gosta de trabalhar no campo. E as oportunidades e perspectivas na rea? Pra-tes aponta que esto cada vez mais favorveis. Temos que produzir muito em espaos cada vez menores e isso exige mais tecnificao e seleo. Temos que produzir mais e gastar menos. Ns zootecnistas temos armas para isso, pois produo e custo o nosso desafio preferido.

    A mulher em evidncia:a zooteCnista Helaine prates Conta sua Histria

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  • 31JUNho 2012

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    A Inverno mais mido neste anoprof. ruibran dos reis

    prof. da pUc minasdiretor regional da climatempo - minas Gerais

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    N os meses de junho, julho e agosto h um declnio acentuado das chuvas nas regies dos Vales do Rio Doce e Mucuri em Minas Gerais, devido uma maior presena da massa de ar Tropical Martima, que atua entre o Brasil e a frica. Este um processo que atua todos os anos, da no se devem esperar chuvas significativas para esta poca do ano.

    O Fenmeno La Nia, que est associado a temperaturas baixas das guas do oceano Pacfico na Costa do Peru e do Equador, atuou durante o perodo chuvoso 2011/2012, mas entrou em dis-sipao no ms de maro. Portanto, as condies agora so de uma situao normal, e o normal no ocorrer chuvas nesta poca do ano em boa parte de Minas Gerais.

    As chuvas ocorridas nos meses de fevereiro, maro e abril ficaram abaixo da mdia histrica nas regies leste e nordeste de Minas Gerais. Devido a este fato, a porcentagem de gua disponvel no solo caiu muito rpida neste ano, com valores entre 20 e 25%. Como consequncia a pastagem secou mais cedo.

    Mas o que se est observando que as frentes frias esto chegando com facilidade em Minas Gerais, e a sua passagem pelo litoral da regio Sudeste poder trazer chuvas leves nos prximos meses. Apesar das chuvas serem fracas, vo ser fundamentais para diminuir o nmero de focos de incndios, to comum nesta poca.

  • 32JUNho 2012

    Com base nos dados do Index da Associao Bra-sileira de Inseminao Artificial (ASBIA) analisa-mos as vendas de smen importado em 2011.

    A maioria do smen importado de raas de corte comer-cializado no Brasil da raa Angus. A participao nas ven-das de smen da raa foi de 86,6%. Em segundo lugar est a Brangus, com 4,0% das doses importadas para corte. Em terceiro e quarto lugares esto a Hereford e Charols, com, respectivamente, 2,8% e 1,4% das doses. Figura 1.

    Figura 1. Participao das vendas de smen das principais raas de corte no total de smen importado comercializado em 2011

    Fonte: ASBIA / Scot Consultoria www.scotconsultoria.com.br

    Deve se considerar que com o patamar em alta em que o dlar se encontra, as importaes podem ser afetadas.

    Analisamos tambm a distribuio das vendas totais

    (nacional e importado) de smen de raas de corte. A co-mercializao de smen no ano passado foi bem dividida. Figura 2.

    Figura 2. Participao de cada estado nas vendas totais de smen de raas de corte em 2011

    Fonte: ASBIA / Scot Consultoria www.scotconsulto-ria.com.br

    Os estados que mais comercializaram o produto fo-ram: o Mato Grosso, com 15,3%, e o Mato Grosso do Sul, com 13,8%. Em seguida esto Gois, com 11,6%, e So Paulo, com 9,4%.

    As participaes dos estados em quinto e sexto lugares no ranking foram prximas. Minas Gerais representou 8,6% das vendas de smen para as raas de corte, e o Par, 7,9%.

    vendas de smen importado e participao dos estados na comercializao

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    cAdo douglas coelhoZootecnista | Scot consultoria

  • 33JUNho 2012

    por Jssyca GuerraZootecnista | Scot consultoria

    O volume de leite captado pelos laticnios brasileiros no ltimo trimestre de 2011 foi de 5,9 bilhes de litros (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica - IBGE). O n-mero se refere produo formal de leite, estimada ao redor de 70,3% do leite produzido no pas.

    Em relao ao mesmo perodo de 2010, a captao au-mentou 5,4%. Em relao ao trimestre anterior houve alta de 10,7%. Figura 1.

    Figura 1. Captao trimestral de leite formal em mi-lhes de litros

    Fonte: IBGE. Elaborado por Scot Consultoria www.scotconsulto-ria.com.br

    Observa-se que o quarto trimestre o perodo de maior cap-tao. Este pico de produo ocorreu em todas as regies brasi-

    leiras no ltimo trimestre, com exceo do Nordeste, cujo pico ocorreu no primeiro. Em 2011, o volume de leite captado foi de aproximadamente 21,8 bilhes de litros, 3,9% mais, frente aos 21,0 bilhes de litros captados em 2010. Figura 2.

    Figura 2. Volume de leite captado anualmente em milhes de litros

    Fonte: IBGE. Elaborado por Scot Consultoria www.sco-tconsultoria.com.br

    Nos ltimos cinco anos a produo de leite brasileira cresceu, em mdia, 5,1% ao ano. A tendncia para 2012 de crescimento na produo, mas devido seca que afetou e vem afetando diversos estados brasileiros, entre eles Paran e Rio Grande do Sul, importantes produtores de leite, a tendn-cia que o crescimento seja menor que em 2011.

    produo brasileira de leite cresceu 3,9% em 2011

    Arbica Os preos do arbica no fsico brasileiro segui-ram em queda em abril vale lembrar que o movimento de baixa persiste desde o incio deste ano. As quedas em abril, es-pecificamente, ocorreram de forma menos intensa em relao aos meses anteriores. O Indicador CEPEA/ESALQ do arbica tipo 6 bebida dura para melhor, posto na capital paulista, teve mdia de R$ 379,53/saca de 60 kg em abril, 2,1% menor que a de maro.

    A temporada brasileira 2011/12 de caf, que deve ser encerrada oficialmente em junho, foi um marco em termos de consumo in-terno do gro. Dados da Organizao Internacional do Caf (OIC) divulgados em abril indicaram que a demanda brasileira aumentou 5% em comparao com a safra 2010/11, totalizando cerca de 20,3 milhes de sacas de 60 kg. Considerando-se as ltimas 12 tempo-radas, o aumento na demanda nacional de expressivos 53,6%. O consumo aumentou tambm em vrios outros pases na atual safra.

    Conillon Em meados de abril, a colheita de robusta do Esp-rito Santo (safra 2012/13) foi iniciada. Agentes consultados pelo Cepea comentaram que, at o final do ms, os trabalhos de campo

    haviam sido iniciados em cerca de metade das lavouras do estado. A expectativa de que em maio a colheita seja intensificada, com praticamente todas as lavouras capixabas em atividade.

    Com produtores do Esprito Santo focados nas etapas de secagem e beneficiamento do caf, eram poucos os que possuam gros da safra nova para comercializao e entrega imediata em abril. Alm disso, uma parte do caf que foi colhido teria como destino o cumprimento de contratos, cuja entrega combinada era a partir de abril.

    Em abril, o Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6 peneira 13 acima teve mdia de R$ 248,66/saca de 60 kg, queda de 2,6% em relao de maro. Para o tipo 7/8 bica corrida, a mdia mensal foi de R$ 240,68/saca de 60 kg, 2,4% menor no mesmo perodo.

    Anlise conjuntural - cepeA cAFAnlise do mercado cafeeiro

    elaborada pelo cepea. equipe: dra. margarete Boteon, caroline lorenzi e mayra viana

    Cotaes Junho 2012 / Coocaf Arbica

    Bebida Dura Tipo 6 | R$ 340,00Rio Tipo 7 | R$ 310,00

    Cereja Descascado Fino | R$ 360,00

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  • 34JUNho 2012

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    Boi Gordo (r$/@)

    Fonte: Beefpoint

    data vista a prazo

    indiCadores eslaq / Bm&f BovespaBoi Gordo

    30/05

    31/05

    01/06

    93,01

    92,86

    92,28

    93,94

    93,77

    93,44Fonte: Beefpoint

    venCimento ajuste (r$/@) var. (r$)

    Jun12

    Jul/12

    Ago/12

    93,94

    96,50

    97,60

    (r$/l)Cotaes do leite Crupreos paGos ao produtor

    preos do leite

    r$/litro rs sCprspmG Go Ba

    Jan /12 0,8220 0,8083 0,8733 0,8385 0,8396 0,7408 0,8269

    Fev / 12 0,8388 0,8286 0,8681 0,8355 0,8480 0,7353 0,8338

    mar/12 0,8640 0,8427 0,8742 0,8304 0,8880 0,7624 0,8206

    Abr/12 0,8828 0,8502 0,8874 0,8338 0,9122 0,7760 0,8218

    mai/12 0,8916 0,8519 0,8956 0,8347 0,9169 0,8475 0,8191

    dez/11 0,8400 0,8037 0,8969 0,8430 0,8565 0,7566 0,8435

    Fonte: cepea - esalq/USp

    -0,16

    0,00

    -0,15

    merCado futuro (Bm&fBovespa) 04/12

    3434AGoSto 2011

  • 35JUNho 2012

  • 36JUNho 2012

    Saiba como fazer um comedouro de pssaros reutilizando pet

    retirado do site ciclo vivo

    divertido alimentar os pssaros em qualquer poca do ano. No entanto, dependendo do comedouro, a brincadeira pode ficar cara. Para solucionar os problemas financeiros e atrair uma boa variedade de pssaros, construa seu prprio alimentador, reutilizando materiais. Abaixo es-to duas opes que podem enfeitar o seu quintal, ambos feitos com garrafas PET.

    1. Este alimentador de pssaro reciclado tem um design rstico. Para mont-lo sero necessrios, duas garrafa PET (uma pequena e uma grande), tinta prova dgua, fio de nylon e casca de rvore.

    As garrafas precisam ter tamanhos diferentes para que o telhado possa ser feito. Corte a parte superior da garrafa maior, na altura da primeira linha. A seguir, corte logo abaixo do gargalo. A garrafa vai ficar com um aspecto de saia, que ser encaixada na garrafa menor. Este ser o telhado.

    A seguir, faa uma abertura circular na lateral da garrafa pequena. necessrio fazer um furo logo abaixo da abertu-

    ra, para poder encaixar o puleiro, e outro furo na mes-ma direo, do lado oposto da garrafa. Para o puleiro, possvel usar um galho, que transpassa os dois lados da garrafa. Feito os cortes, passe uma lixa para aparar as rebarbas ou cole uma fita adesiva colorida para no

    machucar. Se desejar colorir o comedouro, passe a tinta na cor desejada e espere secar.

    Faa um furo na tampa da garrafa pequena, passe um fio de nylon, d um n [na parte de dentro]. Coloque a comida do passarinho at a altura da entrada do buraco, para que o pssaro alcance a comida, mas que no caia de dentro.

    A seguir, cole as cascas de rvore com cola quente, em volta da saia feita com a garrafa grande. Faa vrias ca-madas para dar a aparncia de um telhado e proteger bem a entrada. Encaixe as partes e tampe a garrafinha. Agora, basta pendurar seu comedouro no quintal.

    2. Este comedouro muito mais simples de ser feito. Se-ro necessrias apenas uma garrafa PET, do tamanho que de-sejar e duas colheres de pau. Faa dois pares de furos opostos, onde ficar preso o cabo da colher e um pouco mais largo na parte da boca, para que a comida possa sair pelo furo.

    Coloque a colher e faa um furo na tampa para amarrar o fio. Acrescente a comida e o comedouro est pronto para atrair os pssaros para seu quintal. Deixe-os sombra.

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    Alimentador de Pssaro n 1

    Alimentador de Pssaro n 2

  • 37JUNho 2012

    A seringueira uma rvore, de at 30 metros de altura e 60 cm de dimetro, que tem como ori-gem a bacia do Amazonas e, alm do Brasil est pre-sente na Bolvia, Colmbia, Peru, Venezuela, Equador, Suriname e Guiana, onde mais de 10 espcies, da fam-lia euphorbiaceae so encontradas, se destacando a He-veae brasiliense pelas suas caractersticas gentica e capacidade produtiva.

    O Brasil ocupa o nono lugar na produo mun-dial, com aproximada-mente 1,4% do total. A produo mundial no est crescendo em propor-o em ofertar quantidade suficiente para atender a demanda crescente (pro-jees at 2020). Nesse sentido a renovao de seringais antigos e o incentivo implantao de novos cultivos, alm da manuteno de um preo favorvel da borracha natural no mercado internacional, so medidas que devem ser adotadas para suprir esse dficit no Brasil e no mundo.

    So Paulo o primeiro produtor nacional de borracha natural (49%), seguindo-se Mato Grosso (20%), Bahia (11%), Esprito Santo (5%) e outros Estados de um total de 95,5 toneladas em 2002. Em Minas Gerais a produo atual de 4,5 mil toneladas em 3 mil hectares plantados, distribudos em quase todo o Estado. A borracha da serin-gueira ainda imbatvel na composio de pneus, alm de ser usada para produo de um variado nmero de uten-slios, devido a suas caractersticas no encontradas nas borrachas sintticas.

    O cultivo da seringueira situa-se, em condies favo-rveis, entre 24 de Latitude norte a 25 de latitude sul, temperatura mdia anual acima de 20 C, no sujeitos a geada, precipitao anual acima de 1.200 mm, dficit hdrico no superior a 50 mm, exigente em solos pro-fundos e bem drenados. Para o estabelecimento com su-cesso o empreendedor necessita de: conhecimentos (das interaes de fatores envolvidos a fim de que todo o po-tencial da planta possa ser traduzido em produo), bom

    planejamento de sua capacitao e acompanhamento tcnico especializado, plantio de mudas de qualidade, clones produtivos e de boa adaptao regio, em reas no expostas a ventos de topografia que permita a fim de facilitar manejo e os tratos culturais e prticas em relao conservao do solo. A densidade recomen-

    dada para a cultura da seringueira deve ser ao redor de 500 plan-tas por hectare (8,0m x 2,5m).

    A implantao de um seringal gira em torno de R$ 7.000,00 por hectare, o retorno financeiro do investi-mento gira em torno de 18% ao ano at o 12% ano. Existem li-nhas de crdito para

    atendimento ao agricultor familiar no Pronaf e, tambm, para atender agricultores empresariais como propflora ou ABC que tem carncia de at 8 anos e de 12-15 anos para amortizao.

    Alguns aspectos favorveis heveicultura baseados nos pilares de sustentabilidade: Ambientalmente correto: sequestra tanto carbono como uma mata nativa; plantio em reas degradadas; pode ser explorada como rea de reserva legal dependendo do manejo e legislao perti-nente; recuperao e proteo de solos; preservao de mananciais e permite consrcio com algumas culturas (di-versificao). Socialmente justo: fixa o homem no cam-po, melhora a qualidade de vida (reflete sade, educao, transporte, etc.). Economicamente vivel: retorno finan-ceiro ao produtor e ao seringueiro e gerao de tributos.

    fontes Consultadas:101 Culturas: Manual de tecnologias Agrcolas/Trazildo Jos

    de Paula Junior, Madelain Venzon coordenadores - Belo Horizonte: EPAMIG, 2007.

    Informe Agropecurio, Belo Horizonte, v28 n.237 e. 1-124 mar./abr. 2007 - Epamig

    Revista Lateks, ns 4, 9, 10, 11, 12, 16 - Lateks Comunicao Ltda

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    er heveicultura: Cultivo de serinGueira

    eng. Agrnomo edirson ramos de oliveiraextensionista Agropecurio II

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  • 38JUNho 2012

    ImA

    A Varola Bovina uma doena que ataca principal-mente as tetas das vacas e reduz a produo de leite. Causada por um vrus, nada tem em comum com a tradicional varola humana, erradicada no mundo h mais de 20 anos. uma zoonose, isto , contamina tambm o homem, nor-malmente o ordenhador. Para o homem a doena pode ser transmitida por meio do contato do ordenhador com as fe-ridas presentes nas tetas da vaca doente, durante a ordenha.

    Entre fazendas, a doena pode ser transmitida atravs do ordenhador, do trnsito de animais e de objetos como, por exemplo, o lato de leite contaminado pela mo infectada do ordenhador. Entre as vacas, a principal forma de trans-misso atravs do contato com a mo do ordenhador ou com o copo da ordenhadeira. Os bezerros adoecem quando mamam nas vacas doentes.

    Os sintomas da doena nas vacas em lactao: bere quente e inchado, bolhas nas tetas das vacas que evoluem para feridas com formao de crostas e presena de pus. As leses podem ser encontradas tambm no bere, mamite, a vaca sente dor ao ser ordenhada fica inquieta, provocando leses nas pernas por causa da amarra de cordas. J nos bezerros aparecero bolhas e ou feridas na lngua, gengiva e no focinho. Raramente ou-tros animais (sunos, gatos, equinos, etc.) podem se contaminar, apresentando feridas em vrias partes do corpo.

    No homem (ordenhadores), os sintomas so bolhas e fe-ridas nas mos e braos, mais raramente em outras partes do corpo, febre alta por 2 a 5 dias e dor de cabea, nguas debaixo dos braos.

    Os principais problemas causados pela doena so: di-ficuldade de ordenhar a vaca, queda na produo de leite, mamite, transmisso da doena para o bezerro, transmisso da doena para o ordenhador, gastos com medicamentos para tratamento dos ordenhadores e dos animais, os orde-nhadores doentes ficam impossibilitados de trabalhar.

    Caso a varola bovina seja detectada no seu rebanho preciso adotar as seguintes medidas: separar e ordenhar, por ltimo, os animais doentes; desinfetar o peito da vaca antes da ordenha e tambm as instalaes, com solues de cloro; lavar as feridas e leses das tetas com produtos base de iodo (iodo glicerinado); evitar que os bezerros mamem nas vacas logo aps a aplicao dos medicamentos; usar luvas de borracha para fazer a ordenha e desinfetar as luvas com soluo de cloro, entre uma ordenha e outra; no consumir o leite das vacas doentes; no transitar com animais doen-tes; comunicar ao IMA a ocorrncia da doena e o ordenha-dor doente deve procurar o Posto de Sade mais prximo.

    produtor, fique atento! Ao adquirir animais, verifique sempre sua procedncia

    e estado de sade. Transporte somente com a Guia de Trnsito Animal

    (GTA) e com os exames e atestados de sade exigidos. No caso de qualquer suspeita de doena nos animais,

    procure o escritrio do IMA em sua regio.

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    marcelo de Aquino Brito limaFiscal estadual Agropecurio ImA

    coordenadoria regional de Gov. valadares

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  • 39JUNho 2012

    IdAF

    Dados mostram que o Esprito Santo tem boa aptido para o cultivo florestal, que represen-ta, atualmente, 30% das terras agricultveis. Isso equi-vale a cerca de 900 mil hectares de terras com vocao preferencial (mas no exclusiva) para cultivo florestal. Em 2009, o Estado possua cerca de 250 mil hectares de rea plantada com eucalipto e mais 3.940 hectares de pi-nus, ocupando aproximadamente 10% da rea agrcola e representando 3,8% da rea de florestas plantadas do Brasil. Esse um dos setores que mais cresce em rea plantada nos ltimos anos, com incremento mdio anual de 4,29% no perodo de 2003 a 2009 (Incaper, 2009).

    Atualmente, as novas reas florestais licenciadas substituem quase totalmente as reas subutilizadas com pastagem. Isso demonstra o esforo que tem sido feito pelo Governo do Esprito Santo, por meio da Secreta-ria de Estado de Agricultura e do Instituto de Defesa Agropecuria e Florestal do Esprito Santo (Idaf) para regularizar as atividades desse segmento e, assim, con-tribuir para a ampliao da cobertura vegetal.

    As atividades florestais no Esprito Santo geram aproximadamente 80 mil empregos diretos e indiretos e envolvem cerca de 28 mil propriedades rurais (fomen-tados ou produtores independentes), movimentando anualmente cerca de R$ 5 bilhes, ou seja, 25% do PIB do agronegcio estadual (IBGE, 2009).

    Mas importante estar atento importncia de regu-larizao das atividades de silvicultura. O licenciamen-to florestal um Instrumento da Poltica Nacional do Meio Ambiente, que foi estabelecida pela Lei n 6.938, de 31 de agosto de 1981. A principal funo dessa fer-

    ramenta conciliar o desenvolvimento econmico com a conservao do meio ambiente. Assim sendo, o licen-ciamento permite o controle da instalao e operao das atividades, visando preservar os recursos naturais para as sociedades atual e futura.

    A lei determina que obrigao do empreendedor buscar o licenciamento ambiental junto ao rgo com-petente, desde as etapas iniciais do planejamento de seu empreendimento e instalao at a sua efetiva opera-o. No Esprito Santo, cabe ao Idaf realizar o licencia-mento de plantios florestais.

    At o final do ano de 2011, entre programas e pro-jetos de reflorestamento, estavam licenciados junto ao Idaf cerca de 210 mil hectares de efetivos plantios flo-restais. Esses esto distribudos em reas pertencentes a empresas do segmento de celulose, plantios fomenta-dos com as mesmas por meio de programas especficos e produtores independentes, sendo que quase a totalida-de referente ao gnero Eucalyptus spp.

    Pelo licenciamento florestal estima-se que aproxi-madamente 200 mil hectares no Esprito Santo, situ-ados em reas de reserva legal e de preservao per-manente (APP), estejam protegidos ou em processo de revegetao com espcies nativas da Mata Atlntica. Essa uma grande conquista, que precisa ser incentiva-da e ampliada, afinal, o maior programa de recuperao do bioma Mata Atlntica no Brasil, feito por iniciativa privada e objeto de condicionantes das licenas flores-tais, est situado justamente em nosso Estado, com in-terveno mdia anual de 1.300 hectares.

    o cultivo florestal no esprito Santo e a importncia do licenciamento

    Ademar espndula Junior engenheiro Agrnomo m.Sc

    chefe da Seo de licenciamento Florestal do IdAF esprito Santo

  • 40JUNho 2012

    AcoN

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    U13 leilo da cooperativa foi sucesso de pblico e negcios

    Cerca de 1200 pessoas passaram pelo tatersal de leiles do Parque de Exposies Jos Tavares no dia 26 de maio, no 13 Leilo de Novilhas e Vacas Leiteiras da Cooperati-va. Um evento tradicional que movimentou o agronegcio, atraindo cooperados e produtores rurais de toda a regio, em busca de boas matrizes para melhorar o rebanho e aumentar a produo leiteira. O Leilo da Cooperativa j acontece h 13 anos e conquistou a confiana dos produtores rurais pela qualidade dos animais apresentados.

    Em 2011 o leilo movimentou mais de oitocentos mil reais e a diretoria da Cooperativa lanou a meta de um mi-lho de reais para este ano. Para a satisfao dos coopera-dos a meta foi atingida, pois foi movimentado no total R$ 1.014.024,00. uma alegria muito grande termos chegado

    a este valor. Isso mais uma prova que estamos levando animais de excelente qualidade para nosso leilo, come-morou Guilherme Olinto Resende, presidente da Cooperati-va Agropecuria Vale do Rio Doce.

    Foram leiloados 103 lotes, sendo 99 de vacas e novi-lhas, 4 de bezerras do projeto Cr$er Gentica. O lote de maior cotao foi do cooperado Hlio Macedo de Queiroz e o maior comprador foi o cooperado Francisco Ivan Cortez dos Santos, que arrematou 19 lotes. No Leilo da Coopera-tiva eu comprei e vendi vacas e tambm comprei novilhas. Estou muito satisfeito com os animais que adquiri e tambm fiquei feliz com os animais que eu vendi, afirmou Santos. (Fonte: Juliana Rangel / bvio C. I.)

    Doze agricultoras do mu-nicpio de Itaip foram capa-citadas no dia 09 de maio em Processamento de Alimentos e Boas Prticas de Manipu-lao, Embalagem e Rotula-gem, pela Extensionista de Bem Estar Social da EMA-TER-MG, Katya Luisa Ramos Louzada Ribeiro. As agricultoras fornecem pes e bolos para a merenda escolar que atendem 1.800 alunos onde abrange a zona urbana e rural. A capacitao surgiu da necessidade de padronizar os produtos como tambm de inserir os estabelecimentos no SIM Selo de Inspeo Municipal j existente no municpio, onde os trabalhos esto sendo acompanhados pelo tc-nico de vigilncia sanitria Ted Franco. O municpio possui o Centro de Referncia da Agricultura Familiar CRAF, projeto adquirido atravs da Associao dos Agricultores Familiares de Itaip e o PCPR. (Fonte: Katya Ribeiro/Esloc Itaip Emater-MG)

    capacitao de Agricultoras que fornecem pes e bolos

    para merenda escolar em ItaipO programa de Certificao das Propriedades de Caf

    de Minas Gerais (Certifica Minas), criado pelo governo do Estado, j reconhecido pela Cmara de Comrcio Sustentvel da Holanda como um dos modelos mundiais de sustentabilidade. A informao de Eduardo Sam-paio, representante no Brasil da UTZ Certified, certifica-dora internacional que assinou um termo de cooperao tcnica com a Secretaria de Agricultura, Pecuria e Abas-tecimento de Minas Gerais (Seapa), no dia 21 de maio, em Belo Horizonte.

    Por meio do acordo, os produtores vinculados ao pro-grama Certifica Minas podero ajustar as boas prticas de suas propriedades ao cdigo adotado pela UTZ Certified, criado base do EurepGAP, que foi desenvolvido pe-los varejistas europeus para garantir segurana alimentar e a utilizao de prticas apropriadas na produo de fru-tas e vegetais. O processo de adequao ser facilitado porque as prticas adotadas no Certifica Minas por meio de aes desenvolvidas pelo IMA e a Emater so muito semelhantes s do protocolo da empresa europeia. A co-operao dever possibilitar diferenciais reconhecidos no mercado externo para a obteno da certificao interna-cional da propriedade, qualidade e origem do caf, aps a auditoria definitiva a ser realizada por uma instituio independente. (Fonte: ASCOM SEAPA)

    parceria internacional vai fortalecer caf de minas no exterior

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  • 41JUNho 2012

    Nos dias 28 e 29 de maio, a Embrapa Mandioca e Fruti-cultura (Cruz das Almas, BA), Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuria Embrapa, sediou o I Seminrio de Agroecologia do Recncavo da Bahia. O evento uma das ati-vidades da VIII Semana Nacional dos Alimentos Orgnicos, promovida pelo Ministrio da Agricultura, Pecuria e Abaste-cimento, em todo o pas, por meio de campanhas sobre a im-portncia da alimentao com produtos orgnicos e o fomento a aes de desenvolvimento da agroecologia, tanto em nvel tcnico quanto poltico.

    A Embrapa Mandioca e Fruticultura participa da Semana Nacional desde 2010, quando se tornou membro da Comisso da Produo Orgnica do Estado da Bahia. No dia 28, o semi-nrio foi destinado apenas a produtores rurais e, no dia 29, a es-tudantes e profissionais da rea. (Fonte: La Cunha/Embrapa)

    A Secretaria de Agricultura, Pecuria e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa), por intermdio da Subsecretaria de Agricultura Familiar (SAF), realizou o quarto seminrio regional para o lanamento do Programa Estruturador Culti-var, Nutrir e Educar, do Governo de Minas. O evento acon-teceu nos dias 30 e 31/05, em Capelinha, no Vale do Jequi-tinhonha, e teve tambm a participao do Instituto Mineiro de Agropecuria (IMA) e Emater-MG, vinculados Seapa.

    Esses encontros possibilitam a discusso de propostas para promover a eduo alimentar e nutricional e fortale-cer a agricultura familiar em Minas Gerais, diz o superin-tendente da Secretaria de Agricultura , Lucas Scarascia. O programa Cultivar, Nutrir e Educar prev aes destinadas a tornar os agricultores familiares aptos a fornecer produtos de qualidade e conforme as normas de segurana alimentar. A gesto do programa compartilhada entre a Secretaria da Agricultura, Secretaria de Sade, Secretaria de Educao e Secretaria Executiva do Comit Temtico de Segurana Alimentar e Nutricional Sustentvel (CTSANS). (Fonte: ASCOM SEAPA)

    A Soja de Minas foi destaque no 8 Frum Nacional de Ali-mentao Escolar realizado entre os dias 24 e 25 de maio em So Paulo. Durante o evento, profissionais de nutrio de di-versas prefeituras do Brasil degustaram, no estande da Empresa de Pesquisa Agropecuria de Minas Gerais (EPAMIG), pratos com soja mais saborosa.

    A nova variedade de soja resultante de 11 anos de pes-quisas desenvolvidas atravs do Programa de Melhoramento Gentico da Soja para Alimentao Humana da EPAMIG, jun-tamente com Embrapa e Fundao Tringulo, com o objetivo de desenvolver cultivares de sojas especiais para alimentao humana, com sabor mais suave, semente de maior tamanho e elevado teor de protena. A Soja de Minas Nutry Soy, variedade BRSMG 800A, semelhante ao feijo carioquinha no aspecto e na forma de preparo. J a Soja de Minas Fit Soy, cultivar BR-SMG 790A, apresenta colorao amarela. (Fonte: EPAMIG)

    O cafeicultor brasileiro ter R$ 4,5 bilhes para estocagem na safra 2012/2013. O anncio foi feito em reunio de lideran-as nacionais do setor cafeeiro na sede da FAEMG (Federao da Agricultura e Pecuria do Estado de Minas Gerais), em Belo Horizonte, pelo diretor do Decaf/Mapa (Departamento do Caf do Ministrio da Agricultura, Pecuria e Abastecimento), Edil-son Alcntara. O objetivo ordenar o fluxo da safra brasilei-ra 2012/2013, estimada pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) em 50,450 milhes de sacas de 60 quilos. Do montante de recursos, cerca de R$ 2,5 bilhes viro do Funcaf (Fundo de Defesa da Economia Cafeeira), a juros de 6,5% ao ano. O restante vir de bancos privados, a juros de 6,75% ao ano. (Fonte: ASCOM FAEMG)

    Governo anuncia, na FAemG, r$ 4,5 bi para estocagem

    embrapa sedia evento da Semana Nacional dos Alimentos orgnicos

    programa cultivar, Nutrir e educar chega ao Jequitinhonha

    Soja de minas na alimentao escolar

    Queremos que tudo que j foi disponibilizado, a exem-plo da renegociao e prorrogao de dvidas vencidas e a vencer at dezembro desse ano, crdito emergencial, aquisio de caprinos e ovinos, pela Conab, com doao simultnea e venda balco de milho, chegue ao agricul-tor, amenizando os efeitos da longa estiagem, afirmou o secretrio da Agricultura, engenheiro agrnomo Eduardo Salles, ao abrir na manh do dia 22 de maio, no auditrio da Fundao Luis Eduardo Magalhes, o II Encontro de Se-cretrios Municipais da Agricultura. O evento, que reuniu centenas de secretrios de Agricultura, teve o objetivo de explicar e discutir a operacionalizao das aes emergen-ciais e estruturantes que o governo est adotando, e ouvir as sugestes dos titulares das pastas municipais. Alm disso, o secretrio estimulou a criao de Fruns de Secretrios de Agricultura por territrio, instncia proposta pela Sea-gri para a discusso dos problemas e busca de alternativas. (Fonte: Ascom Seagri e Secom)

    II encontro de secretrios discute operacionalizao de aes

    para convivncia com a seca

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  • 42JUNho 2012

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    Ataa da felicidade de cupuau

    receita enviada por carolina Queiroz ao Site tudo Gostoso

    ingredientes

    pudim 4 ovos 2 latas de leite condensado 2 latas de leite (medida da lata do leite condensado) 1 colher de maizena Acar a gosto para caramelizar a forma Creme 1 kg de cupuau 2 latas de leite condensado 2 latas de creme de leite Frutas para decorar, como cerejas, pssegos, mas, 1 cacho de uvas 1 pacote de biscoito champagne

    Envie a sua receita para a Revista Agrominasjornalismo@revistaagrominas.com.br

    modo de preparao

    pudim: Bata bem todos os ingredien-tes no liquidificador. Despeje na for-ma com a calda do acar. Leve ao fogo em banho - maria at que o pu-dim esteja bem dourado. Desenforme aps estar pronto e reserve.

    Creme de cupuau: Bata todos os in-gredientes no liquidificador e reserve.

    montagem da taa: Em uma taa de vi-dro grande ou em um refratrio redondo grande e fundo, alterne o creme de cupu-au, o pudim e os biscoitos, umedecidos levemente em um pouco de leite. A ltima camada deve ser de creme. Enfeite com o restante dos biscoitos e as frutas. Se quiser tambm pode colocar um pouco de doce de cupuau no meio das camadas e em cima para enfeitar. Leve a geladeira por 30 minutos, at gelar bem a sobremesa.

    informaes adicionais

    Pode ser feito com maracuj ao invs de cupuau Tempo de preparo 1h 40min Rendimento 25 pores

  • 43JUNho 2012

    clAS

    SIFI

    cAdo

    S

  • 44JUNho 2012