212 bio mar§o 2014

Download 212 bio mar§o 2014

Post on 23-Mar-2016

227 views

Category:

Documents

0 download

Embed Size (px)

DESCRIPTION

212. Boletim Informativo da Diocese de Osasco - bio - Ano XXVI- N º 212 - Bio Março 2014

TRANSCRIPT

  • Maro 2014www.diocesedeosasco.com.br/bioANO XXV N 212

    para a liberdade, que Cristo nos libertou, assim diz o hino da campanha da fraternidade, que neste ano de 2014, traz para a sociedade sua ateno sobre o trfico humano e a fraternidade. Pg. 7 e 12

    Jubileu de Prata da diocese de osasco

    a ata da criao

    Diocese de Osasco celebra neste ano o aniversrio da sua criao ocorrida no dia 15 de maro de 1989 e instalao no dia 1 de maio deste mesmo ano. Pg. 4

    comunidade de comunidades: uma

    nova Parquia

    O ttulo acima foi tema central da 51 assembleia geral ordinria da Conferncia Nacional dos Bispos do Brasil CNBB, realizada em Aparecida-SP. Pg. 5

    Nesta edio

    Mensagem do papa Francisco para a Quaresma 2014 Pg. 3

    CEBs em ao Pg. 10

    Concentrao Diocesana do Apostolado da Orao Pg. 10

    Calendrio Pastoral Pg. 12

  • 2 Maro 2013

    Publicao do Boletim Informativo da Diocese de OsascoDistribuio Gratuita (12500 Exemplares)Bispo Diocesano: Dom Erclio TurcoCoordenao e Editorao: Pe. Valdivino A. GonalvesColaborao: Irm Leticia, Pe. Emerson Pedroso, Pe. Marcio Jos Pereira, Gil Ortiz, Cristiana Brito, Carol Gonzaga e Rogrio RoqueReviso: Ftima GazetaEditorao Eletrnica: Janio Luiz MalacarneEmail: biodiocese@yahoo.com.brPagina: www.facebook.com/bio.diocesedeosascoCx. Postal: 56 CEP: 06001-970Edies passadas: http://issuu.com/biodioceseImpresso: PAULUS

    novo ano, novo nimo pastoral

    Agradecemos a Deus esse novo tempo que nos con-cede cheio de graas para nossa vida pessoal e eclesial sob luz do Esprito Santo.

    Muitos acontecimentos nos daro alegria neste ano. De modo especial o ano jubilar da criao (23/03/89) e a instalao (01/05/89) da Diocese de Osas-co. Toda a famlia diocesana atravs de inmeras atividades expressaro gratido a Deus pelas graas recebidas nesta ca-minhada vivida na comunho e misso com metas pastorais pre-cisas definidas em assembleias e registradas nos sete Planos Diocesanos de Pastoral. Cele-brar o jubileu de prata celebrar a histria construda com amor pelos fiis que se esforaram para ser Igreja e evangelizar res-pondendo aos desafios de nossa realidade e de nossa f.

    Daremos continuidade nesse ano pastoral que foi objeto de estudo e decises no ano ante-rior de acordo com o 7 Plano Diocesano de pastoral: Igreja Diocesana Casa de Iniciao Vida Crist. A Comisso B-blico Catequtica e a Comisso Diocesana de Liturgia a partir

    do RICA, nos ajudaro com subsdios de estudo, diretrizes diocesanas, celebrao litrgi-ca, etc para que haja sempre uma pastoral organizada e de conjunto nas comunidades paroquiais. Neste momento histrico em que surgem muitas inquietaes e dvidas e at mesmo negao da f necess-rio um jeito de evangelizar que seja uma verdadeira iniciao que leve experincia de Jesus e de sua Palavra, que possibilite uma vivncia slida da f e da religio e respostas convincen-tes s interrogaes da vida moderna. Muito se tem feito em nossas comunidades nesse sentido. Queremos dar juntos novos passos.

    A CF 2014, Fraternidade e Trfico Humano, com o lema: para a liberdade que Cristo nos libertou, nos leva a tomar conscincia do grave problema do trfico de pessoas que tm uma histria, um lugar de onde partiram e que agora vivem marcados por uma trama muito maior do que tudo o que tenham sonhado ou desejado. Fala-se em milhes de vtimas de trabalhos forados num trfico

    de mo de obra e explorao sexual. Isso no pode continuar. Seria uma derrota para o mundo permitir que seres humanos sejam tratados como objetos, enganados, violentados, ven-didos, ou at mortos ou feridos no corpo e na alma, sendo por fim descartados e abandonados. uma vergonha nos afirma o Papa Francisco.

    Essa CF ser um trabalho para todo o ano e para sempre. Graas a Deus mais de trezentas pessoas se reuniram no encon-tro de estudo da Campanha mostrando o interesse que ela desperta, tomando conscincia da dignidade do ser humano, da situao de sofrimento das vtimas do trfico e propondo-se assumir atitudes e atividades para libertar as pessoas para que vivam em sua realidade.

    Trabalharemos nesse ano o projeto do 7 Plano Diocesano de Pastoral: Igreja Diocesana Atenta Famlia. Desejamos fazer crescer o Setor Famlia para uma pastoral orgnica em todos os setores que reali-zam atividades junto famlia: Pastoral Familiar, ECC, RCC, movimentos, associaes, pas-

    torais e os diversos grupos de servio. Realizaremos encon-tros de formao de agentes ligados pastoral da famlia. Teremos uma assembleia de estudos sobre a famlia e os de-safios que enfrenta e outra para assumir projeto de atividades concretas nesse campo.

    O Santo Padre Francisco nos convida nesse ano e no prximo a refletir e assumir linhas de ao para a pastoral da pessoa humana e da famlia. O Do-cumento de preparao para o Snodo com o tema Os desafios Pastorais sobre a famlia no con-texto da Evangelizao logo no incio mostra-nos o caminho a ser feito no item I O Snodo: famlia e evangelizao.

    A misso de pregar o Evange-lho a cada criatura foi confiada diretamente pelo Senhor aos seus discpulos, e dela a Igreja portadora na histria. H poca em que vivemos, a evidente crise social e espiritual torna-se um desafio pastoral, que inter-pela a misso evangelizadora da Igreja para a famlia, ncleo vital da sociedade e da comuni-dade eclesial.

    Propor o Evangelho sobre a famlia neste contexto mais urgente e necessrio do que nunca. A importncia deste tema sobressai do fato que o Santo Padre decidiu estabelecer para o Snodo dos Bispos um itinerrio de trabalho em duas etapas: a primeira, a Assem-bleia Geral Extraordinria de 2014, destinada a especificar o

    status quaestionis e a recolher testemunhos e propostas dos Bispos para anunciar e viver de maneira fidedigna o Evangelho para a famlia; a segunda, a Assembleia Geral Ordinria de 2015, em ordem a procurar linhas de ao para a pastoral da pessoa humana e da famlia.

    Um grupo de leigos das diver-sas pastorais ligados famlia, coordenado por Mons. Clau-demir, estudou e respondeu o Questionrio do Documento de Preparao ao Snodo e enviou CNBB nossa colaborao.

    Apontamos algumas prio-ridades pastorais para o ano de 2014 que se desenvolvero em diversas atividades: o ano jubilar, a CF 2014, a iniciao vida crist, a ateno famlia, o documento de preparao para o Snodo. H muitas atividades programadas tais como 22 Semana Bblico Catequtica, Semana de F e Compromisso Social, Semana dos Minist-rios, Comvocao, Semana da Famlia, o Encom Diocesano, Semana em defesa da vida, Jornada Missionria, etc.

    Pedimos ao Esprito Santo as luzes para sermos disc-pulos missionrios de Jesus para anunciar e testemunhar o Evangelho da Vida para que muitos cresam na F em Jesus e tenham vida em abundncia.

    Dom Erclio TurcoBispo Diocesano de Osasco

    Palavra do Pastor

    Foto

    : Alo

    isio

    Mau

    ricio

  • 3Maro 2013

    mensagem do Papa Francisco para a quaresma 2014

    Queridos irmos e irms! Por ocasio da Quaresma, ofe-reo-vos algumas reflexes com a esperana de que possam servir para o caminho pessoal e comuni-trio de converso. Como motivo inspirador tomei a seguinte frase de So Paulo: Conheceis bem a bondade de Nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, Se fez pobre por vs, para vos enriquecer com a sua pobreza (2 Cor 8, 9). O Apstolo escreve aos cristos de Corinto encorajando-os a serem generosos na ajuda aos fiis de Jerusalm que passam necessidade. A ns, cristos de hoje, que nos dizem estas palavras de So Paulo? Que nos diz, hoje, a ns, o convite pobreza, uma vida pobre em sentido evanglico?

    A graa de Cristo

    Tais palavras dizem-nos, antes de mais nada, qual o estilo de Deus. Deus no Se revela atravs dos meios do poder e da riqueza do mundo, mas com os da fragilidade e da pobreza: sendo rico, Se fez pobre por vs. Cristo, o Filho eterno de Deus, igual ao Pai em poder e glria, fez-Se pobre; des-ceu ao nosso meio, aproximou-Se de cada um de ns; despojou-Se, esvaziou-Se, para Se tornar em tudo semelhante a ns (cf. Fil 2, 7; Heb 4, 15). A encarnao de Deus um grande mistrio. Mas, a razo de tudo isso o amor divino: um amor que graa, generosidade, desejo de proximidade, no hesi-tando em doar-Se e sacrificar-Se pelas suas amadas criaturas. A caridade, o amor partilhar, em tudo, a sorte do amado. O amor torna semelhante, cria igualdade, abate os muros e as distncias.

    Foi o que Deus fez conosco. Na realidade, Jesus trabalhou com mos humanas, pensou com uma inteligncia humana, agiu com uma vontade humana, amou com um corao humano. Nascido da Virgem Maria, tornou-Se verda-deiramente um de ns, semelhante a ns em tudo, exceto no pecado (CONC. ECUM. VAT. II, Const. past. Gaudium et spes, 22).

    A finalidade de Jesus Se fazer pobre no foi a pobreza em si mesma, mas como diz So Paulo para vos enriquecer com a sua pobreza. No se trata dum jogo de palavras, duma frase sensacional. Pelo contrrio, uma sntese da lgica de Deus: a lgica do amor, a lgica da Encarnao e da Cruz. Deus no fez cair do alto a salvao sobre ns, como a esmola de quem d parte do prprio suprfluo com piedade filantrpica. No assim o amor de Cristo! Quando Jesus desce s guas do Jordo e pede a Joo Batista para O batizar, no o faz porque tem necessidade de penitncia, de converso; mas f-lo para se colocar no meio do povo necessitado de perdo, no meio de ns pecadores, e carregar sobre Si o peso dos nossos pecados. Este foi o caminho que Ele escolheu para nos consolar, salvar, libertar da nossa misria. Faz impresso ouvir o Apstolo dizer que fomos libertados, no por meio da riqueza de Cristo, mas por meio da sua pobreza. E todavia So Paulo co-nhece bem a insondvel riqueza de Cristo (Ef 3, 8), herdeiro de todas as coisas (Heb 1, 2).

    Em que consiste ento esta po-breza com a qual Jesus nos l