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  • METROLOGIA CURSO DE FORMAÇÃO DE INSPETOR DE EQUIPAMENTOS

    TREINAEND – Excelência em cursos industriais a distância

    Organização de textos pela Professora Luciana Bastos de Souza

  • Este curso foi desenvolvido pela TREINAEND obedecendo a portaria 349/2009 do

    Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior / Inmetro - Governo

    Federal.

    A TREINAEND promove cursos que visam o aperfeiçoamento do profissional da

    indústria.

  • Prezado(a) estudante,

    Você que está aqui estudando para se tornar um(a) Inspetor(a) de Equipamentos, como imagina ser uma grande indústria? Você vê grandes equipamentos e máquinas? É claro que sim. A tecnologia é parte fundamental de qualquer indústria. O(A) técnico(a) de Inspeção de Equipamentos é o(a) responsável por garantir a continuidade, segurança operacional e integridade estrutural dos equipamentos e instalações das indústrias onde atua.

    Este(a) técnico(a) é o(a) responsável pela integridade estrutural e segurança operacional dos diversos sistemas de uma indústria, tais como dutos, vasos, torres, reatores, trocadores de calor, caldeiras e demais equipamentos nos mais diversos tipos de instalações on ou off-shore. Também são atribuições deste(a) profissional a execução ou testemunho de ensaios destrutivos, não destrutivos e metalográficos, testes de pressão, calibração de instrumentos de inspeção, de cálculo de taxa de corrosão e definição da vida residual dos sistemas.

    Esta apostila faz parte do seu programa de estudos. Nela você vai adquirir conhecimentos importantes na sua preparação profissional. Lembre-se o quanto é importante a profissão de Inspetor(a) de Equipamentos, esta lembrança sempre será incentivo ao seu estudo. Nosso maior tesouro é a educação, ela é a garantia de um futuro honroso e promissor.

    Desejamos a você um excelente aprendizado!

    Treinaend

    Excelência em cursos industriais a distância

  • CURSO DE FORMAÇÃO DE INSPETOR DE EQUIPAMENTOS MÓDULO DE CONHECIMENTOS BÁSICOS DISCIPLINA: METROLOGIA

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    INTRODUÇÃO Um dos mais significativos índices de processo, em todos os ramos da atividade humana é a perfeição dos processos metrológicos que nele se empregam. Principalmente no domínio da técnica, a Metrologia é de importância transcendental. Na tomada de quaisquer medidas, devem ser considerados três elementos fundamentais: o método, o instrumento e o operador. O operador é, talvez, dos três, o mais importante. É ele a parte inteligente na apreciação das medidas. De sua habilidade depende, em grande parte, a precisão conseguida.Um bom operador, servindo-se de instrumentos menos precisos, consegue melhores resultados do que um operador inábil com excelentes instrumentos. O operador deve, portanto conhecer perfeitamente os instrumentos que utiliza, ter iniciativa para adaptar as circunstâncias ao método mais aconselhável e possuir conhecimentos suficientes para interpretar os resultados encontrados. Cabe ao Inspetor de Equipamentos, por maiores razões, dominar a técnica e os instrumentos de medição. Por isso é importante que ao tratar de instrumental e técnica de medidas, o Inspetor de Equipamentos tenha sempre em mente normas gerais e recomendações que seguem. NORMAS GERAIS DE MEDIÇÃO 1. Segurança 2. Limpeza 3. Cuidado 4. Paciência 5. Senso de responsabilidade 6. Sensibilidade 7. Finalidade da medida 8. Instrumento adequado 9. Domínio sobre o instrumento Recomendações Evitar: • Choques, quedas, arranhões, oxidação e sujeira nos instrumentos • Misturar instrumentos • Cargas excessivas no uso • Medir provocando atrito entre a peça e o instrumento • Medir peças cuja temperatura esteja fora da temperatura de referência • Medir peças sem importância com instrumentos caros Cuidados: • Sempre que possível usar proteção de madeira, borracha ou feltro, para apoiar os instrumentos. • Sempre que possível, deixar a peça atingir a temperatura ambiente antes de toca-la com o instrumento de medição.

  • CURSO DE FORMAÇÃO DE INSPETOR DE EQUIPAMENTOS MÓDULO DE CONHECIMENTOS BÁSICOS DISCIPLINA: METROLOGIA

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    RÉGUA GRADUADA E TRENA A régua graduada e a trena são os mais simples entre os instrumentos de medida linear. A régua apresenta-se, normalmente, em forma de lâmina de aço-carbono ou de aço inoxidável. Nessa lâmina estão gravadas as medidas em centímetro (cm) e milímetro (mm), conforme o sistema métrico, ou em polegada e suas frações, conforme o sistema inglês. RÉGUA GRADUADA

    Exemplo e esquema de régua graduada

    Utiliza-se a régua graduada nas medições com “erro admissível” superior à menor graduação. Normalmente, essa graduação equivale a 0,5 mm ou 1/32”. As réguas graduadas apresentam-se nas dimensões de 150, 200, 250, 300, 500, 600, 1000, 1500, 2000 e 3000 mm. As mais usadas na oficina são as de 150 mm (6") e 300 mm (12"). Tipos e usos Régua de encosto interno Destinada a medições que apresentem faces internas de referência.

    Esquema de régua com encosto interno

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    Régua sem encosto Nesse caso, devemos subtrair do resultado o valor do ponto de referência.

    Esquema de régua sem encosto

    Régua com encosto Destinada à medição de comprimento a partir de uma face externa, a qual é utilizada como encosto.

    Esquema de régua com encosto

    Régua de profundidade Utilizada nas medições de canais ou rebaixos internos.

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    Exemplo de régua de profundidade

    Régua de dois encostos Dotada de duas escalas: uma com referência interna e outra com referência externa. É utilizada principalmente pelos ferreiros.

    Esquema de régua de dois encostos

    Régua rígida de aço-carbono com seção retangular Utilizada para medição de deslocamentos em máquinas-ferramenta, controle de dimensões lineares, traçagem etc.

    Esquema de régua rígida com seção retangular

    Características De modo geral, uma escala de qualidade deve apresentar bom acabamento, bordas retas e bem definidas, e faces polidas. As réguas de manuseio constante devem ser de aço inoxidável ou de metais tratados

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    termicamente. É necessário que os traços da escala sejam gravados, bem definidos, uniformes, eqüidistantes e finos. A retitude e o erro máximo admissível das divisões obedecem a normas internacionais. Leitura no sistema métrico Cada centímetro na escala encontra-se dividido em 10 partes iguais e cada parte equivale a 1 mm. Assim, a leitura pode ser:

    Esquematização de leitura

    Leitura no sistema inglês de polegada fracionária Nesse sistema, a polegada divide-se em 2, 4, 8, 16... partes iguais. As escalas de precisão chegam a apresentar 32 divisões por polegada, enquanto as demais só apresentam frações de 1/16". A ilustração a seguir mostra essa divisão, representando a polegada em tamanho

    ampliado.

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    Esquematização de leitura de polegada fracionada

    Observe que, na ilustração anterior, estão indicadas somente frações de numerador ímpar. Isso acontece porque, sempre que houver numeradores pares, a fração é simplificada.

    Exemplo

    A leitura na escala consiste em observar qual traço coincide com a extremidade do objeto. Na leitura, deve-se observar sempre a altura do traço, porque ele facilita a identificação das partes em que a polegada foi dividida.

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    Frações de polegada

    Assim, o objeto na ilustração acima tem 1 1/8” (uma polegada e um oitavo de polegada) de comprimento. TRENA Trata-se de um instrumento de medição constituído por uma fita de aço, fibra ou tecido, graduada em uma ou em ambas as faces, no sistema métrico e/ou no sistema inglês, ao longo de seu comprimento, com traços transversais. Em geral, a fita está acoplada a um estojo ou suporte dotado de um mecanismo que permite recolher a fita de modo manual ou automático. Tal mecanismo, por sua vez, pode ou não ser dotado de trava.

    Exemplo de trena

    A fita das trenas de bolso s„o de aço fosfatizado ou esmaltado e apresentam largura de 12,7 mm e comprimento entre 2 m e 5 m. Quanto à geometria, as fitas das trenas podem ser planas ou curvas. As de geometria plana permitem medir perímetros de cilindros, por exemplo.

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    Não se recomenda medir perímetros com trenas de bolso cujas fitas sejam curvas. As trenas apresentam, na extremidade livre, uma pequenina chapa metálica dobrada em ângulo de 90º. Essa chapa é chamada encosto de referenc