202 - Boletim Informativo da Diocese de Osasco - Abril 2013

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Boletim Informativo da Diocese de Osasco Nmero : 202 Abril 2013

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<ul><li><p>Abril 2013www.diocesedeosasco.com.br/bioANO XXIV N 202</p><p>Um PaPa qUe se chama Francisco</p><p>O cardeal arcebispo de Buenos Aires, Jorge Mario Bergloglio, 76 anos o novo sucessor de Pedro, assumindo o nome de Francisco.</p><p>s 20hs12min do dia 13 de maro de 2013 o protodicono Jean-Louis Tauran proclamou a famosa frmula do Habemus Papam, no balco Central da Baslica de So Pedro. Pg. 5</p><p>Diocese ganha 4 novos sacerDotes</p><p>O corao da Igreja se alegra , pois na manh do sbado, 23/02, a Igreja particular de Osasco, pelas mos de D. Erclio ordenou quatro novos padres: Alexandre Santos, Daniel Vtor, Diego Martins e Mrcio Jos Pereira. Pg. 8</p><p>Diocese comemora o 75 aniversrio De </p><p>Dom erclio</p><p>No dia 12 de maro com alegria fraterna o Clero Diocesano comemorou mais um ano de vida de nosso bispo diocesano D. Erclio. Pg. 10</p><p>Nesta edio CNBB apresenta a Cidade da F Pg. 3 Formao litrgica: O silncio comunho e participao Pg. 4 Nova fase do processo de beatificao: Ginetta Calliari Pg. 9 Encom Cotia motiva comunicadores da regio Pg. 9</p><p>Alo</p><p>isis</p><p>o M</p><p>auric</p><p>io - </p><p>Pas</p><p>com</p><p>Ir. L</p><p>etc</p><p>ia, M</p><p>JS</p></li><li><p>2 Abril 2013</p><p>Publicao do Boletim Informativo da Diocese de Osasco Distribuio Gratuita (12500 Exemplares)Bispo Diocesano: Dom Erclio Turco Coordenao e Editorao: Pe. Valdivino A. GonalvesColaborao: Irm Leticia, Pe. Emerson Pedroso, Pe. Marcio Jos Pereira, Gil Ortiz, Cristiana Brito, Carol Gonzaga, Rogrio Roque, Ftima GazetaReviso: Sem. Everton da Silva Albuquerque Editorao Eletrnica: Janio Luiz MalacarneEmail: biodiocese@yahoo.com.brwww.facebook.com/bio.diocesedeosasco Cx. Postal: 56 CEP: 06001-970 Impresso: PAULUS</p><p>igreja viva evangeliza</p><p>No ms de fevereiro e mar-o realizamos dois acon-tecimentos marcantes para a Igreja, na Diocese de Osasco a Formao Permanente para o Clero nos dias 26-28/02; na Sub-Regio Pastoral SP2 o Encontro Ampliado das Pasto-rais no dia 02/03. Na formao permanente se refletiu sobre o Snodo e a Nova Evangelizao e no Encontro Ampliado sobre o Snodo a Nova Evangeliza-o para a transmisso da F. Os dois encontros trataram da Evangelizao a partir do Sno-do dos Bispos e do ano da F.</p><p>Constatamos na sociedade a presena do secularismo que espera de ns a vivncia da f e o testemunho de nossa adeso a Jesus Cristo As condies da sociedade... obrigam-nos a todos a rever os mtodos, a procurar, por todos os meios ao alcance, e a estudar o modo de fazer chegar ao homem moder-no a mensagem crist, na qual somente ele poder encontrar a resposta s suas interrogaes e a fora para a sua aplicao de solidariedade humana. (Paulo VI EN, 03). Recolocar Deus como fundamento no s do uni-verso mas da conduta humana reta (quem se esquece de Deus </p><p>esquece das pessoas) e da vida humana em geral.</p><p>O Papa Bento XVI sentindo a profunda crise de f que atingiu muitas pessoas e a necessidade de redescobrir o caminho da f para fazer brilhar, com evidncia sempre maior, a alegria e o re-novado entusiasmo do encontro com Cristo tomou a deciso de proclamar um Ano da F.</p><p>Queremos ser uma Igreja que responde aos desafios colocando em prtica os documentos do Conclio Ecumnico Vaticano II e tendo no Catecismo da Igreja Catlica a segurana da doutrina.</p><p>Para isso necessrio des-pertar nossa F e torn-la mis-sionria, fazendo transparecer sem medo e com audcia nossa adeso a Jesus Cristo e seu Evangelho e o amor a Igreja presente na histria a servio da vida. No podemos aceitar que o sal se torne inspido e a luz fique escondida (Mt 5,13). Apresentao da mensagem evanglica no para Igreja uma contribuio facultativa: um dever que lhe incumbe por mandato do Senhor Jesus, a fim de que os homens possam acre-ditar e ser salvos. Sim, esta men-sagem necessria; ela nica e </p><p>no pode ser substituda. Assim, ela no admite indiferena, nem sincretismo, nem acomodao. (Paulo VI, EN, 05)</p><p>Ao mesmo tempo em que for-talecemos a nossa f no encontro e experincia de Jesus e de seu Evangelho a revitalizamos, sen-timos alegria de acreditar, pro-curamos ajudar nossos irmos a fazer a experincia de Jesus e de sua Igreja. Anunciar o evento de Cristo, sua vida, morte e ressurreio. Ele a Palavra ns somos as vozes da Evange-lizao. A Igreja uma voz pela qual Jesus, a Palavra, chega sociedade, ao mundo todo.</p><p>Nessa direo nossa Igreja diocesana realiza os projetos de 7 Plano Diocesano de Pasto-ral: Ser Igreja Diocesana em Estado Permanente de Misso e Casa de Iniciao Vida Crist buscamos realizar uma nova evangelizao: Evangeli-zar os que foram batizados e in-suficientemente evangelizados, evangelizar os que se afastaram da comunidade, evangelizar os que perderam a f, os que so indiferentes religio, as pes-soas que so envolvidas pelo secularismo.</p><p>Ao secularismo que afirma que devido evoluo do mun-</p><p>do e progresso da cincia , Deus no necessrio e somos independentes e autnomos , apresentamos a existncia de Deus Trindade pelo dilogo e testemunho. Ir ao encontro do outro na alegria de viver e transmitir a F.</p><p>D. Beni nos apresenta os ele - mentos fundamentais da Espi-ritualidade da nova evangeliza-o: a constante alegria de ser cristo, de ser filho (a) de Deus e ter conhecido Jesus Cristo, a centralidade da f crist, viver iluminados por Jesus e seu Evangelho, a santidade de vida conformada a Jesus Cristo assu-mindo sua vida. S evangeliza quem evangelizado, quem procura a santidade de Cristo, a converso. A Igreja precisa de exame de conscincia e con-verso, do testemunho de vida, principalmente da famlia, fonte da transmisso da vida e da f.</p><p>Percebemos a vitalidade da Igreja na renncia do Papa Bento XVI e na eleio do Papa Francisco. De repente o mundo todo voltou sua ateno para a Igreja para compreender esses acontecimentos. Alguns com a lgica do mundo e outros com os olhos da f. O gesto inusitado do Papa Bento, fragilizado, sem o vigor fsico para continuar a misso interpretado por alguns como fraqueza tornou-se um gesto corajoso, coerente, uma abertura da Igreja, j que renun-ciou espontaneamente luz de sua conscincia e da f abrindo possibilidade para que outro </p><p>pudesse atuar mais eficazmente diante dos desafios que a Igreja enfrenta dentro de si mesma e na sociedade secularizada.</p><p>Sem dvida o Esprito Santo conduz a histria da salvao e da Igreja. A sociedade fez seus clculos, suas apostas volta-das para diversos Cardeais. O Esprito Santo indicou o Papa Francisco, um latino americano que fez a Igreja vibrar de alegria atravs de sua simplicidade que cativa s pessoas. Ele evangeliza pelo seu jeito de ser, pelo seu modo de agir, de se relacionar com as pessoas manifestando sua configurao a Jesus viven-do o jeito e o modo de agir de Jesus que se expressa atravs dele.</p><p>Agradecemos a Deus a fora e as luzes que concedeu ao Papa Bento XVI para o exerccio do Ministrio Petrino e louvamos a Deus pela escolha do Cardeal Jorge Mrio Bergoglio, hoje Papa Francisco. Temos certeza que o Esprito Santo suscita uma abertura da Igreja que exi-ge santidade de todos, sabedoria para que luz do Evangelho se d respostas aos desafios da atual sociedade, permanecendo firme no essencial convida a sociedade a buscar Jesus Cristo: Caminho, Verdade e Vida e a encontrar as mudanas neces-srias para que elas sejam sinal transparente de Jesus no mundo de hoje.</p><p>Dom Erclio TurcoBispo Diocesano de Osasco</p><p>Palavra Do Pastor</p><p>Ir. L</p><p>etc</p><p>ia, M</p><p>JS</p></li><li><p>3Abril 2013 </p><p>JornaDa mUnDial Da JUventUDe 2013</p><p>cnBB apresenta a cidade da F</p><p>Evento que ser realizado de 20 a 26 de julho nasce para dar suporte aos peregrinos e Igreja do Brasil durante a JMJ Rio 2013</p><p>Imagine um local que rena toda a diversidade catlica e ainda sirva de apoio aos peregrinos e religiosos (as) da Jornada Mun-dial da Juventude (JMJ) no Rio de Janeiro. </p><p> sob esse contexto de entrete-nimento e centro de apoio que a CNBB, em parceria com a Pro-mocat Marketing Integrado em-presa responsvel pela promoo e organizao do evento criou a Cidade da F, evento que acontecer em conjunto com a Jornada, no Centro de exposies </p><p>Riocentro, localizado na Barra da Tijuca.</p><p>Cidade da F o nome dado ao local que reunir eventos como a tradicional Feira de artigos re- ligiosos ExpoCatlica Feira Internacional de Livros e Artigos Religiosos; o FSTIVAL, Festi- val Internacional de Turismo Re- ligioso setor que conta com o apoio dos Estados brasileiros e do Ministrio do Turismo; a Expo Vocacional, rea da ExpoCat-lica destinada s Congregaes religiosas, e, o Bote F Brasil, ltima edio do evento que mar- cou a peregrinao da Cruz e do cone de Nossa Senhora pelas dio- ceses do Brasil. Segundo Dom Leonardo Ulrich Steiner, Secre-</p><p>trio Geral da CNBB, os even-tos regionais do Bote F e a Campanha da Fraternidade de 2013 sobre a Juventude, esto contribuindo ativamente para a promoo e divulgao da JMJ Rio 2013, alm de despertar nos jovens a importncia de sua par- ticipao na vida da Igreja. Con-cluir essa caminhada de qua se dois anos com um evento de abrangncia internacional foi uma forma encontrada para agradecer a acolhida e o envolvimento de toda a Igreja do Brasil nesse pro-jeto, que deixar frutos em todas as comunidades.</p><p>O evento ocupar mais de 70 mil metros quadrados do Riocen-tro, comeando dentro da progra-mao oficial da Semana Missio-nria e se estendendo para os dias da prpria Jornada. Sero sete dias de muitas atraes como sho-ws e entretenimento, exposies culturais, fruns, congressos, tudo preparado especialmente para receber as centenas de milhares de pessoas de mais de 190 pases que estaro no Rio de Janeiro para a JMJ Rio 2013 relata Fbio </p><p>Castro, Coordenador operacional da Cidade da F e Diretor Geral da Promocat Marketing.</p><p>Segundo padre Valdeir dos Santos Goulart, Coordenador Ge ral do evento e Assessor da CNBB, a Cidade da F foi apro-vada pelos organizadores da Jornada: Quando tivemos a ideia da realizao deste evento, logo apresentamos ao COL (Comit Organizador Local da JMJ Rio 2013) que solicitou autorizao ao Pontifcio Conselho para os Leigos (PCL). Com a devida au-torizao, passamos a construir o projeto em parceria com a Promo-cat, aproveitando toda estrutura oferecida pelo Riocentro disse padre Valdeir. Uma estrutura to grande, que servir como Centro de Apoio para a Igreja do Brasil, onde as dioceses e congregaes alm das Embaixadas e Consula-dos podero acolher e dar suporte a seus peregrinos. Um verdadeiro ponto de encontro para atender a Igreja completou.</p><p>No local as parquias, congre-gaes, grupos, movimentos e dioceses tero uma estrutura apro-</p><p>priada para reunir seus membros durante a Jornada, com vrias aes e reas de apoio como pos-tos de sade e acesso a internet, por exemplo. Em parceria com a Prefeitura do Rio de Janeiro, linhas de nibus especiais ligaro os principais pontos de hospeda-gem e tursticos da Cidade at o Riocentro, alm de nibus exclu-sivos para transportar os milhares de padres, bispos e religiosos (as) que estaro na cidade. O projeto conta tambm com o apoio dos Governos Estadual, Municipal e Federal, alm da Arquidiocese do Rio de Janeiro.</p><p>Alm das atraes de responsa-bilidade da CNBB, outros eventos oficiais da JMJ Rio 2013 tambm acontecero na Cidade da F. A partir do dia 23 de julho as reas do Riocentro estaro exclusiva-mente voltadas para atender as necessidades da Jornada, no promovendo concorrncia com os eventos dos Atos Centrais disse Pe. Carlos Svio, coordenador pastoral da Cidade da F e mem-bro da Comisso Episcopal para a Juventude da CNBB.</p><p>Bispos aguardam com expectativa Papa Francisco no Brasil</p><p>Bispos referenciais para a juventude de todo Brasil se reuniram nos dias 12 e 13 de maro, em Braslia, num encontro conduzido pelo presidente da Co-misso para Juventude da CNBB e Bispo Auxiliar de Campo Gran-de (MS), Dom Eduardo Pinheiro.</p><p>Na ocasio, eles debateram ques tes como evangelizao dos jovens no pas, Jornada Mundial da Juventude, Campanha da Fra-ternidade 2013, novo documento de estudo da CNBB Pastoral Juvenil no Brasil: Identidade e Horizontes e tudo isso com </p><p>um tom de grande expectativa: a vinda do novo Papa ao Brasil, por ocasio da JMJ, em julho deste ano.</p><p>Eles estavam na sala de reu-nies, na tarde de ontem, quando se deu a notcia da fumaa branca saindo da Capela Sistina, no Va-ticano. A partir desse momento, a atitude no poderia ser outra: pararam tudo para assistirem pela TV o anncio do nome do novo Sucessor de Pedro.</p><p>De acordo com o Arcebispo de Passo Fundo, Dom Antnio Carlos Altieri, a vinda do Papa Francisco representar um marco profundo na histria da Igreja no pas e ser uma concretizao da Nova Evangelizao, conforme encaminhado pelo Papa Emrito Bento XVI na Igreja Catlica. </p><p>O novo Papa nos ajudar a atuar de forma renovada depois dessa Jornada. Seremos um foco de irradiao de muita graa para o mundo todo, felicitou.</p><p>Legado da JMJUm dos assuntos de destaque </p><p>entre os bispos foi o ps JMJ. A Jornada ser um grande evento com a presena do Santo Padre e de jovens do mundo inteiro. Mas como extrair deste precioso momento legados para os jovens do pas?</p><p>De acordo com o Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro, Dom Nelson Francelino Ferreira, a Jornada Mundial deve suscitar debates nas diversas instncias da sociedade a fim de que se olhe no somente para os jovens da Igreja, mas na juventude como um todo e nas </p><p>questes que a envolve como edu-cao, emprego, drogas, ausncia de verdadeiros valores etc.</p><p>Creio que a Campanha da Fraternidade de 2013, o Ano da F, a visita dos smbolos da JMJ, a Semana Missionria e a prpria Jornada vo deixar essa grande discusso sobre o cenrio da juventude. Quero crer que, com isso, cada segmento social vai trazer repercusses prticas e, assim, presentear a juventude ampliando os seus horizontes, afirmou.</p><p>Por fim, Dom Nelson ressaltou que os catlicos no podem pren-der esses debates dentro dos mu-ros da Igreja, mas, ao contrrio, que a sociedade seja provocada a assumir sua responsabilidade diante da juventude.</p></li><li><p>4 Abril 2013</p><p>Formao litrgica </p><p>o silncio comunho e participao</p><p>Um desafio para as equipes de liturgia, o cultivo da experincia do silncio. Aps 40 anos de renovao litrgica, chega-se concluso de que no se pode descuidar do silncio na ao litrgica (Joo Paulo II, Carta apostlica no 40o ani-versrio da SC - n . 13).</p><p>As comunidades, medida que foram despertando para a ao litrgica como memo-rial da pscoa de Cristo e dos cristos, passaram de uma li-turgia silenciosa, parada e at triste para uma ao celebrativa alegre, festiva, simblica e in - tensamente participada em can-tos, expresses corporais e acla-maes vibrantes. O referencial passou a ser a linguagem prpria da televiso e dos shows com forte apelo ao emocional e par-ticipao externa. Por sua vez, a ao litrgica pouco ou em nada se diferencia do tumulto e da </p><p>agitao stressante do dia-a-dia de trabalho, da rua, da escola, do ambiente familiar e social. </p><p>O silncio faz parte do uni-verso simblico e potico da comunicao humana. Para os antigos filsofos gregos, o si-lncio sinal de sabedoria. Por isso, cultivar o silncio uma arte tanto quanto o bem falar. O silncio parte da linguagem do mistrio e do amor. Os amantes se comunicam pelo corao mais do que pela razo. no silncio que ger...</p></li></ul>