2015 governos populistas; república liberal; 1946 - 1964

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  • EXPERINCIA DEMOCRTICA:

    1946-1964

    A CONSTITUIO DE 1946

    OS PARTIDOS POLTICOS

    A TRANSIO: VIRA-LATA OU PAS GRANDE

  • A COMPLEXIDADE DA DEMOCRACIA

  • AS FORAS POLTICAS DO PERODOObs: PCB e BOC

  • GOVERNO DUTRA1946-1951

  • Reduo das taxas alfandegrias

  • O Brasil aderiu ao bloco capitalista na Guerra Fria

  • O novo governo VargasO fracasso do Pacto populista

  • O atentado da Rua Toneleiros Carlos lacerda

  • A Carta-Testamento de Getlio Vargas, na ntegra:Mais uma vez, a foras e os interesses contra o povo coordenaram-se e novamente se desencadeiam sobre mim. No me acusam, insultam; no me combatem, caluniam, e no me do o direito de defesa. Precisam sufocar a minha voz e impedir a minha ao, para que eu no continue a defender, como sempre defendi, o povo e principalmente os humildes. Sigo o destino que me imposto. Depois de decnios de domnio e espoliao dos grupos econmicos e financeiros internacionais, fiz-me chefe de uma revoluo e venci. Iniciei o trabalho de libertao e instaurei o regime de liberdade social. Tive de renunciar. Voltei ao governo nos braos do povo. A campanha subterrnea dos grupos internacionais aliou-se dos grupos nacionais revoltados contra o regime de garantia do trabalho. A lei de lucros extraordinrios foi detida no Congresso. Contra a justia da reviso do salrio mnimo se desencadearam os dios. Quis criar liberdade nacional na potencializao das nossas riquezas atravs da Petrobrs e, mal comea esta a funcionar, a onda de agitao se avoluma. A Eletrobrs foi obstaculada at o desespero.

  • No querem que o trabalhador seja livre. No querem que o povo seja independente. Assumi o Governo dentro da espiral inflacionria que destrua os valores do trabalho. Os lucros das empresas estrangeiras alcanavam at 500% ao ano. Nas declaraes de valores do que importvamos existiam fraudes constatadas de mais de 100 milhes de dlares por ano. Veio a crise do caf, valorizou-se o nosso principal produto. Tentamos defender seu preo e a resposta foi uma violenta presso sobre a nossa economia, a ponto de sermos obrigados a ceder. Tenho lutado ms a ms, dia a dia, hora a hora, resistindo a uma presso constante, incessante, tudo suportando em silncio, tudo esquecendo, renunciando a mim mesmo, para defender o povo, que agora se queda desamparado. Nada mais vos posso dar, a no ser meu sangue. Se as aves de rapina querem o sangue de algum, querem continuar sugando o povo brasileiro, eu ofereo em holocausto a minha vida. Escolho este meio de estar sempre convosco. Quando vos humilharem, sentireis minha alma sofrendo ao vosso lado. Quando a fome bater vossa porta, sentireis em vosso peito a energia para a luta por vs e vossos filhos. Quando vos vilipendiarem, sentireis no pensamento a fora para a reao. Meu sacrifcio vos manter unidos e meu nome ser a vossa bandeira de luta. Cada gota de meu sangue ser uma chama imortal na vossa conscincia e manter a vibrao sagrada para a resistncia. Ao dio respondo com o perdo.

  • E aos que pensam que me derrotaram respondo com a minha vitria. Era escravo do povo e hoje me liberto para a vida eterna. Mas esse povo de quem fui escravo no mais ser escravo de ningum. Meu sacrifcio ficar para sempre em sua alma e meu sangue ser o preo do seu resgate. Lutei contra a espoliao do Brasil. Lutei contra a espoliao do povo. Tenho lutado de peito aberto. O dio, as infmias, a calnia no abateram meu nimo. Eu vos dei a minha vida. Agora vos ofereo a minha morte. Nada receio. Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na Histria. (Rio de Janeiro, 23/08/54 - Getlio Vargas)

  • Getlio Vargas O pai dos pobresVargas construiu, ao longo do perodo em que esteve no poder, uma imagem atrelada ao Brasil, de forma herica. Ele conseguiu associar o desenvolvimento das leis trabalhistas, o desenvolvimento econmico e educacional a sua figura pessoal. Sem Vargas o povo brasileiro estava rfo. Essa imagem, ainda hoje, resistiu ao desenvolvimento histrico-poltico e manteve Getlio como sendo o Pai dos Pobres e dos trabalhadores.Mas a construo de um mito histrico no foi algo aleatrio, e sim arquitetado e moldado para atingir as grandes massas...

  • Governo JK

  • Nacional-desenvolvimentismo: Desenvolvimento = industrializado;

    Plano de Metas: ampliar significativamente a produo industrial brasileira;

    Slogan desenvolvimentista era: Crescer 50 anos em 5.

    Diviso dos investimentos: O Estado: infra-estrutura e indstria de base. Os empresrios brasileiros: setores tradicionais. (tecidos,alimentos,etc.). Multinacionais: setor de bens de consumo durveis.

  • A- Capital no Centro-Oeste: levar desenvolvimento para o centro do pas;B-Projeto do Segundo Reinado;C- Preveno contra invases.

  • CINEMA NOVOUma cmera na mo e uma ideia na cabea

  • Tom JobimJoo GilbertoVincius de Morais

  • Jair RodriguesElis Regina

  • O FIM DO COMPLEXO DE VIRA-LATA

  • O que deu errado nos planos de JK?A- Emprstimos e endividamento;B- Concentrao do desenvolvimento no sudeste;C- Transporte individual e rodovirio;

  • 1961Janeiro Agosto

  • 1- Poltica econmica:

    A- Corte de gastos: obras, sade, educao, subsdios para o petrleo e gs

    B- Pagamento parcial dos emprstimos em atraso;

    C- No conseguiu controlar a inflao e gerar crescimento.

  • 2- Poltica externa:

    a) a fim de parecer independente; reaproximou-se do bloco de pases capitalistas ao reatar relaes diplomticas com a URSS e a China;

  • b) homenageou o lder da revoluo cubana, Ernesto Che Guevara com a mais alta condecorao da repblica brasileira, a Ordem do Cruzeiro do Sul.

  • 3- Adotou medidas estranhas para um presidente da repblica, de um pas que vivia uma imensa crise econmica, como a proibio da briga de galo e do uso de biqunis em praias brasileiras.

  • 6- Isolamento poltico ; falta de apoio popular; renncia da presidncia (7 meses de governo); suposta tentativa de golpe de Estado que acabou no dando certo.

  • Joo Belchior Marques Goulart Mandato: 07/09/1961 a 01/04/1964Nascimento: So Borja (RS)

  • 1- INTRODUO:

    a) A Rede pela Legalidade: a constituio tinha que ser respeitada.

    b) Duas Fases: Parlamentarista e a Fase Presidencialista.

    c) Plebiscito - O parlamentarismo foi derrubado em janeiro de 1963: em plebiscito nacional, 80% dos eleitores optaram pela restaurao do presidencialismo.

  • 2- Conquistas Trabalhistas a) Confederao Nacional dos Trabalhadores na Indstria; b) Foi esse movimento que conquistou o 13 salrio para os trabalhadores urbanos.

    c) O Congresso exigiu reforma agrria e CLT (Consolidao das Leis de Trabalho) para os trabalhadores rurais.

    d) Em 62, com a aprovao do Estatuto do Trabalhador Rural, muitas ligas camponesas se transformaram em sindicatos rurais. O organizador das Ligas Camponesas Francisco Julio, de terno escuro, com Zez da Galilia, um dos lderes do movimento.

  • 3- REFORMAS DE BASEa) Comcio da Central do Brasil no Rio de Janeiro (com a presena de 300 mil pessoas). Jango anuncia um conjunto de medidas denominadas de Reformas de Base:Reforma Agrria;Reforma Urbana;Reforma Educacional;Reforma Eleitoral;Reforma Tributria.

    b) Objetivo: desenvolvimento do capitalismo nacional

  • c) Plano Trienal - Procurou estreitar as alianas com o movimento sindical e setores nacional-reformistas.

    d) Desenvolvimento Econmico e Social, elaborado pelo ministro do Planejamento Celso Furtado, tinha por objetivo manter as taxas de crescimento da economia e reduzir a inflao. Celso Furtado e Ansio Teixeira

  • APOIADORES DAS REFORMAS DE BASE:

    a) Ligas Camponesas;b) Sindicatos urbanos;c) Sindicatos rurais;d) Unio Nacional dos estudantes (UNE)OPOSITORES DAS REFORMAS DE BASE:UDN e PSD;Foras Armadas;Igreja Catlica:Banqueiros;Industriais;Classe Mdia;Multinacionais;Governo norte-americano.

  • Jango na Central do Brasil

    Os grupos conservadores, e os EUA, temiam o Socialismo;

    O mundo vivia o auge da Guerra Fria;

    UDN e PSD acusavam Jango planejar um golpe de esquerda e de ser o responsvel pela carestia e pelo desabastecimento que o Brasil enfrentava;

    13 de maro de 1964, Goulart realiza comcio na Central do Brasil ( Rio de Janeiro ), onde defende as Reformas de Base.

  • Movimento conservador contrrio ao governo de Jango, defende Deus, a ptria e a famlia