2011 protocolo exposição a materiais biológicos 2011

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  • Ministrio da SadeSecretaria de Vigilncia em Sade

    Departamento de Vigilncia em Sade Ambiental e Sade do Trabalhador

    Exposio aMateriaisBiolgicos

    Sade do Trabalhador

    Protocolos de Complexidade Diferenciada 3

    Srie A. Normas e Manuais Tcnicos

    Braslia D F2011

  • 2009 Ministrio da Sade.Todos os direitos reservados. permitida a reproduo parcial ou total desta obra, desde que citada a fonte e que no seja para venda ou qualquer fim comercial.A responsabilidade pelos direitos autorais de textos e imagens desta obra da rea tcnica.A coleo institucional do Ministrio da Sade pode ser acessada, na ntegra, na Biblioteca Virtual emSade do Ministrio da Sade: http://www.saude.gov.br/bvsO contedo desta e de outras obras da Editora do Ministrio da Sade pode ser acessado na pgina:http://www.saude.gov.br/editoraSrie A. Normas e Manuais TcnicosTiragem: 1. edio 2009 10.000 exemplares

    Elaborao, distribuio e informaes:MINISTRIO DA SADESecretaria de Vigilncia em SadeDepartamento de Vigilncia em Sade Ambiental e Sade do TrabalhadorCoordenao Geral de Sade do TrabalhadorSetor Comercial Sul, Quadra 4,Bloco A, Edifcio Principal, 6 andarCEP: 70034-000, Braslia DFTels.: (61) 3213-8466Home page: http://www.saude.gov.br/trabalhador

    Organizao da srie Sade do Trabalhador:Elizabeth Costa DiasMarco Antonio Gomes PrezMaria da Graa Luderitz Hoefel

    Texto:Damsio Macedo Trindade lvaro Roberto Crespo Merlo Dvora Joveleviths Maria Ceclia Veroza Viana

    Ficha Catalogrfica

    Brasil. Ministrio da Sade. Secretaria de Vigilncia em Sade.Exposio a materiais biolgicos / Ministrio da Sade, Secretaria de Vigilncia em Sade Braslia: Editora doMinistrio da Sade, 2009. 72 p. (Srie A. Normas e Manuais Tcnicos) (Sade do Trabalhador; 3. Protocolos de Complexidade Diferenciada)

    ISBN

    1. Sade ocupacional. 2. Doenas ocupacionais. 3. Cuidados mdicos. I. Ttulo. II . Srie.CDU 613.6

    Catalogao na fonte Coordenao-Geral de Documentao e Informao Editora MS OS 2009/0011

    Ttulos para indexao:Em ingls: Exposition to Biological MaterialsEm espanhol: Exposicin a los Materiales Biolgicos

    EDITORA MSDocumentao e InformaoSIA , trecho 4, lotes 540/610CEP: 71200-040, Braslia DFTels.: (61) 3233-1774/2020Fax: (61) 3233-9558Home page: http://www.saude.gov.br/editoraE-mail: editora.ms@saude.gov.br

    Equipe Editorial:Normalizao: Valria Gameleira da Mota

    Reviso: Mara Soares Pamplona Terezinha Reis de Souza Maciel

    Capa, projeto grfico e diagramao: Fabiano BastosImpresso no Brasil / Printed in Brazil

  • Sumrio1 Introduo, 42 Escopo, 52.1 Doena e condio, 52.2 Tipo de protocolo, 52.3 Pblico-alvo, 52.4 Objetivo, 53 Epidemiologia, 64 Metodologia, 8 4.1 Formao de equipe tcnica composta por profissionais experientes, 8 4.1.1 Mtodos utilizados para a coleta e seleo das evidncias, 8 4.1.2 Reviso de documentos indexados, organizao e estruturao de base preliminar, 8 4.1.3 Encontros semanais para elaborao do protocolo, 8 4.1.5 Validao do protocolo realizado na Fiocruz, 8 4.1.6 Consulta a experts, 8 4.1.7 Testagem piloto do protocolo, 8 4.1.8 Consulta pblica, 8 4.1.9 Treinamento / capacitao em diferentes regies e cidades do Brasil, 8 4.2 Bases Documentais, 9 5 Recomendaes, 10 5.1 Condutas aps o acidente, 10 5.1.1 Cuidados com a rea exposta, 10 5.1.2 Avaliao do Acidente, 10 5.1.3 Orientaes e aconselhamento ao acidentado,11 5.1.4 Notificao do Acidente (CAT/ Sinan), 11 5.2 Avaliaes da exposio no acidente com material biolgico, 12 5.2.1 Quanto ao tipo de exposio, 12 5.2.2 Quanto ao tipo de fluido e tecido, 5.2.3 Status sorolgico de fonte (origem do acidente), 14 5.2.4 Status Sorolgico do acidentado, 14 5.3 Manejos frente ao acidente com material biolgico, 17 5.3.1 Condutas frente ao acidentado com exposio ao HIV,17 5.3.2 Condutas frente ao acidente com exposio ao HBV, 20 5.3.3 Condutas frente ao acidente com exposio ai HCV, 25 5.3.4 Condutas frente ao acidente com exposio ao HDV (Regio Amaznica,), 26 5.4 Condutas frente co infeco, 26 5.5 Preveno, 26 5.5.1 Medidas Preventivas, 27 5.5.2 Capacitao e educao em sade, 28 5.5.3 Controle mdico e registro de agravos, 29 5.6 Registros, 296 Fluxogramas, 377 implementaes das Rotinas Assistenciais ao HIV, HBC E, 457.1 Consultas previstas para atendimento de um acidentecom exposio a material biolgico, 457.2 Recursos laboratoriais necessrios ao atendimento deacidentes com exposio a material biolgico, 457.3 Rotinas de investigao laboratorial, 467.4 Esquemas bsico e ampliado de profilaxiaps-exposio (PPE) ao HIV, 47Referncias Bibliogrficas, 48Anexos, 55Anexo A Termo de consentimento, 55Anexo B Medicamentos, 60Anexo C Hepatite delta, 67

  • 41 INTRODUO

    Este instrumento permite o atendimento aos profissionais que soframexposio a material biolgico com risco de soro converso (HIV, HBVe HCV), estabelecendo manejo clnico, orientao eseguimento dos trabalhadores acidentados, uso de quimioprofilaxia enotificao de casos.

    Alm disso, aponta alguns parmetros que devem ser considerados pelosservios de sade que iro prestar este tipo de atendimento:

    1) Avaliar a capacidade de atendimento (ex.: pessoal treinado,exames laboratoriais) da Unidade Bsica de Sade, em cadaregio, e a retaguarda de atendimento das unidades de atenosecundria (ex.: especialistas em infectologia e/ou hepatologia).

    2) Estabelecer medidas de avaliao e orientao ao acidentado,orientar as aes imediatas de investigao da fonte (seconhecida) e do prprio acidentado.

    3) Oferecer orientaes de atendimento imediato na profilaxiapara vrus da hepatite B e quimioprofilaxia para o vrusda imunodeficincia humana.

    4) Manter o seguimento dos acidentados com risco de soro conversopor, no mnimo, seis meses.

    5) Organizar um modelo de atendimento, privilegiando o acolhimentodo paciente e a responsabilidade de orientaojunto comunidade e ao ambiente de trabalho.

    6) Manter o Sistema de Notificao e Registro permanentementeatualizado no Ministrio da Sade com vistas a permitiraes de vigilncia em sade do trabalhador.Em seguimento, estabeleceram-se fluxos de atendimento ao acidentadoe fonte, que remetem para as rotinas apresentadas neste protocolo.

  • 52 ESCOPO

    2.1 Doena e condioExposio a material biolgico sangue, fluidos orgnicos potencialmenteinfectantes (smen, secreo vaginal, liquor, lquido sinovial, lquidopleural, peritoneal, pericrdico e amnitico), fluidos orgnicospotencialmente no-infectantes (suor, lgrima, fezes, urina e saliva),exceto se contaminado com sangue.

    2.2 Tipo de protocoloDiagnstico, tratamento e preveno da exposio ocupacional a materialbiolgico, restrito transmisso do vrus da imunodeficincia humana(HIV), do vrus da hepatite B (HBV) e do vrus da hepatite C (HCV).

    2.3 Pblico-alvoTodos os profissionais e trabalhadores que atuam, direta ou indiretamente,em atividades onde h risco de exposio ao sangue e a outrosmateriais biolgicos, incluindo aqueles profissionais que prestam assistnciadomiciliar e atendimento pr-hospitalar (ex.: bombeiros, socorristas, garisetc.)

    2.4 ObjetivoEstabelecer sistemtica de atendimento nos diferentes nveis de complexidadeque permita diagnstico, condutas, medidas preventivase notificao da exposio a material biolgico, prioritariamente natransmisso do vrus da imunodeficincia humana (HIV), do vrus dahepatite B (HBV) e do vrus da hepatite C (HCV).

  • 63 EPIDEMIOLOGIA

    As exposies ocupacionais a materiais biolgicos potencialmentecontaminados so um srio risco aos profissionais em seus locais detrabalho. Estudos desenvolvidos nesta rea mostram que os acidentesenvolvendo sangue e outros fluidos orgnicos correspondem s exposiesmais freqentemente relatadas. (MONTEIRO ; RUIZ; PAZ, 1999;ASSOCIATION FOR PROFESSIONALS IN INFECTION CONTROL ANDEPIDEMIOLOGY, 1998; CARDO et al., 1997; BELL, 1997; HENRY; CAMPBELL,1995; CANINI et al., 2002; JOVELEVITHS; SCHNEIDER , 1996).

    Os ferimentos com agulhas e material perfurocortante, em geral, soconsiderados extremamente perigosos por serem potencialmente capazesde transmitir patgenos diversos (COLLINS; KENNED Y,1987),sendo o vrus da imunodeficincia humana (HIV), o da hepatite B eo da hepatite C, os agentes infecciosos mais comumente envolvidos.(BELTRA MI et al., 2000; ASSOCIATION FOR PROFESSIONALS IN INFECTION CONTROL AND EPIDEMIOLOGY, 1998; WERNER ; GRADY, 1982; HENRY; CAMPBELL, 1995).

    Evitar o acidente por exposio ocupacional o principal caminhopara prevenir a transmisso dos vrus das hepatites B e C e do vrusHIV. Entretanto, a imunizao contra hepatite B e o atendimento adequadops-exposio so componentes fundamentais para um programacompleto de tratamento dessas infeces e elementos importantespara a segurana no trabalho. (RAPPARINI ; VITRIA ; LARA , 2004;WERNER ; GRADY, 1982; RIS CHITELLI et al., 2001; BRASIL, 2003; JOVELEVITHS et al., 1998; JOVELEVITHS et al., 1999).

    O risco ocupacional aps exposies a materiais biolgicos varivele depende do tipo de acidente e de outros fatores, como gravidade,tamanho da leso, presena e volume de sangue envolvido, alm dascondies clnicas do paciente-fonte e uso correto da profilaxia ps exposio(CARDO et al., 1997).

  • 7O risco de infeco por HIV ps-exposio ocupacional com sanguecontaminado de aproximadamente 0,3% (CARDO et al., 1997; BELL,1997). No caso de exposio ocupacional ao vrus da hepatite B (HBV), orisco de infeco varia de seis a 30%, dependendo do estado do paciente-fonte, entre outros fatores (WERNER ; GRADY, 1982; BRASIL, 2003).

    Quanto ao vrus da hepatite C (HCV), o risco de transmisso ocupacionalaps um acidente percutneo com paciente-fonte HCV positivo de aproximadamente 1,8% a 10% (RAPPARINI ; VITRIA ; LARA , 2004;RIS CHITELLI et al., 2001; HENDERSON , 2003, JOV