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  • Academia de Cincia e Tecnologia de So Jos do Rio Preto

    DNA Captulo 20 ................................

    DNA do cncer ................................

    Academia de Cincia e Tecnologia de So Jos do Rio Preto

    DNA

    ................................................................................................................................

    ...........................................................................................................................

    1

    Academia de Cincia e Tecnologia de So Jos do Rio Preto - SP

    .................................... 2

    ........................... 2

  • Academia de Cincia e Tecnologia de So Jos do Rio Preto

    DN

    DNA do cncer

    A palavra cncer sempre nos traz o desconforto do seu significado. A razo

    disso que, para cada cinco mortes por diferentes causas, uma delas se deve a um determinado

    tipo de cncer. Nos dias atuais

    levamos em considerao a existncia de trs razes bsicas. A primeira o fato de as

    estarem vivendo mais tempo e

    estrutura, situao em que as clulas

    podem se tornar cancerosas. A segunda razo se deve divulgao de centenas de trabalhos

    cientficos que so publicados mensalmente ou

    e que relatam novidades de diag

    fim, a terceira razo a divulgao feita pela mdia, quase sempre de forma espetacular e com

    quase nenhum contedo til.

    A incluso dest

    pois trata-se de um tema to complexo que a maioria dos meus colega

    abord-lo informalmente. Mas como o objetivo deste livro mostrar

    exclusivamente cientfica, voc ter

    informaes que nem sempre cons

    possvel que, depois de ler todo esse ca

    descobriram a to desejada vacina contra o cncer. Essa

    fato desta doena ter uma histria que cont

    anos.

    Nem sempre o arquelogo

    histria, tem a noo das alteraes

    no osso. s vezes, a sorte premia equipes int

    que aconteceu em 1972, quando uma equipe composta por arquelogos, mdicos e bilog

    britnicos analisaram ossos fossilizados datados por meio de determinaes cientficas em 8 mil

    anos. Esses ossos foram desenterrados num stio arqueolgico de Tell el

    Academia de Cincia e Tecnologia de So Jos do Rio Preto

    NA DO CNCER

    Captulo 20

    A palavra cncer sempre nos traz o desconforto do seu significado. A razo

    para cada cinco mortes por diferentes causas, uma delas se deve a um determinado

    Nos dias atuais, nos impressionamos com essa doena, por

    levamos em considerao a existncia de trs razes bsicas. A primeira o fato de as

    estarem vivendo mais tempo e, na velhice, o organismo se torna mais fragilizado em toda a sua

    estrutura, situao em que as clulas, com tendncia para sarem de linha

    podem se tornar cancerosas. A segunda razo se deve divulgao de centenas de trabalhos

    cientficos que so publicados mensalmente ou apresentados em congressos especficos da rea

    e que relatam novidades de diagnsticos precoces, novas terapias e novas esperanas. E, por

    a terceira razo a divulgao feita pela mdia, quase sempre de forma espetacular e com

    A incluso deste captulo no livro Em nome do DNA... foi muito pensada

    se de um tema to complexo que a maioria dos meus colegas da rea biolgica evita

    lo informalmente. Mas como o objetivo deste livro mostrar o DNA de forma no

    exclusivamente cientfica, voc ter, a partir de agora, uma viso abrangente sobre o cncer,

    informaes que nem sempre constam de reportagens, mesmo naquelas de melhor qualidade.

    possvel que, depois de ler todo esse captulo, voc entenda porque os cientistas ainda no

    descobriram a to desejada vacina contra o cncer. Essa perplexidade deve ser entendida pelo

    a doena ter uma histria que contempla conhecimentos acumulados h

    Nem sempre o arquelogo, ao encontrar uma pea fossilizada da nossa pr

    oo das alteraes que poderiam alerta-lo, por exemplo, de uma malformao

    a sorte premia equipes interdisciplinares que se dedicam arqueologia. Foi o

    quando uma equipe composta por arquelogos, mdicos e bilog

    britnicos analisaram ossos fossilizados datados por meio de determinaes cientficas em 8 mil

    anos. Esses ossos foram desenterrados num stio arqueolgico de Tell el-Mukayyar, sob o qual

    2

    Academia de Cincia e Tecnologia de So Jos do Rio Preto - SP

    A palavra cncer sempre nos traz o desconforto do seu significado. A razo

    para cada cinco mortes por diferentes causas, uma delas se deve a um determinado

    que nem sempre

    levamos em considerao a existncia de trs razes bsicas. A primeira o fato de as pessoas

    o organismo se torna mais fragilizado em toda a sua

    linha, se sobressaem e

    podem se tornar cancerosas. A segunda razo se deve divulgao de centenas de trabalhos

    apresentados em congressos especficos da rea

    nsticos precoces, novas terapias e novas esperanas. E, por

    a terceira razo a divulgao feita pela mdia, quase sempre de forma espetacular e com

    e captulo no livro Em nome do DNA... foi muito pensada,

    s da rea biolgica evita

    DNA de forma no

    te sobre o cncer,

    tam de reportagens, mesmo naquelas de melhor qualidade.

    voc entenda porque os cientistas ainda no

    eve ser entendida pelo

    empla conhecimentos acumulados h milhares de

    ao encontrar uma pea fossilizada da nossa pr-

    de uma malformao

    arqueologia. Foi o

    quando uma equipe composta por arquelogos, mdicos e bilogos

    britnicos analisaram ossos fossilizados datados por meio de determinaes cientficas em 8 mil

    Mukayyar, sob o qual

  • Academia de Cincia e Tecnologia de So Jos do Rio Preto

    est soterrada a antiga cidade de Ur

    visualmente, um desses ossos fsseis tinha

    atualmente por osteosarcoma, posteriormente confirmado na anlise microscpica pela

    disposio alterada das placas de lminas sseas (lame

    pelo crescimento do tumor sseo.

    A primeira descrio, inclusive com figuras rudimentares, de pessoas com

    cncer, foi datada de 1600 a.C.

    s margens do rio Nilo, no muito distante

    figuras humanas estavam desenhadas com tinta

    estavam indicados com bolotas pintadas de vermelho.

    O nome cncer de

    significa caranguejo. Essa relao

    Hipcrates (460 370 a.C.),

    vezes, parecida com o corpo e as

    Como se pode observar at aqui, o cncer conhecido de longa data e a

    doena mais estudada sob o ponto de vista histrico, biolgico e mdico. Todas essas

    informaes ainda no so suficientes para explicar porque as

    conduta biolgica (tempo de vida e reproduo regulada) se tornam cancerosas.

    As nossas 100 trilhes de clulas so trocadas por outras novas constantemente.

    H clulas que so substitudas diariamente, por exemplo

    que so mudadas semanalmente

    enquanto que os glbulos vermelhos so trocados a cada quatro meses

    nos acompanhar por anos como os li

    Para que as clulas

    e ser eliminadas. Se as nossas clulas velhas se recusassem a morrer e permanecessem durante

    toda a nossa vida, as clulas novas que so formadas diariamente, semanalmente ou

    mensalmente se acumulariam de tal forma que uma pessoa teria cinco mil quilos

    completasse 70 anos de idade, ou seja, teria o tamanho de um grande dinossauro.

    esse disparate no ocorre, porque cada uma das nossas clulas so controladas por genes cujos

    DNAs produzem protenas que

    Esse fenmeno conhecido por apoptose ou morte programada. No lugar dessas clulas qu

    morrem, outras novas as substituem

    sistemas, ao longo de toda a nossa vida.

    Academia de Cincia e Tecnologia de So Jos do Rio Preto

    est soterrada a antiga cidade de Ur, s margens do rio Eufrates, no Iraque. Analisados

    , um desses ossos fsseis tinha malformaes tpicas de um cncer sseo

    atualmente por osteosarcoma, posteriormente confirmado na anlise microscpica pela

    disposio alterada das placas de lminas sseas (lamelas) que certamente foram desalojadas

    pelo crescimento do tumor sseo.

    A primeira descrio, inclusive com figuras rudimentares, de pessoas com

    cncer, foi datada de 1600 a.C., em papiros encontrados em sepulturas descobertas em S

    no muito distante do Cairo, capital do Egito. O interessante que as

    figuras humanas estavam desenhadas com tinta de cores preta e azul e os locais dos tumores

    estavam indicados com bolotas pintadas de vermelho.

    O nome cncer de origem grega e foi designado pelo termo carcino que

    significa caranguejo. Essa relao, entre o tumor e o crustceo com dez patas

    porque a massa tumoral se apresenta visualmente,

    com o corpo e as projees das patas do caranguejo.

    Como se pode observar at aqui, o cncer conhecido de longa data e a

    doena mais estudada sob o ponto de vista histrico, biolgico e mdico. Todas essas

    so suficientes para explicar porque as clulas ao sarem de uma linha de

    conduta biolgica (tempo de vida e reproduo regulada) se tornam cancerosas.

    As nossas 100 trilhes de clulas so trocadas por outras novas constantemente.

    bstitudas diariamente, por exemplo, as da mucosa do trato urinrio, outras

    que so mudadas semanalmente, como as clulas da pele e a maioria dos glbulos brancos,

    enquanto que os glbulos vermelhos so trocados a cada quatro meses, e h outras que podem

    os acompanhar por anos como os linfcitos de memria imunolgica.

    Para que as clulas sejam substitudas por outras novas, as velhas devem morrer

    eliminadas. Se as nossas clulas velhas se recusassem a morrer e permanecessem durante

    , as clulas novas que so formadas diariamente, semanalmente ou

    mensalmente se acumulariam d