20 Atividades Selecionadas - ?· Densidade de uma população é o valor que indica o número de indivíduos…

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  • BIOLOGIA E MEIO AMBIENTE

    20 Atividades Selecionadas

    Dra. Maria Antonia Malajovich

  • Maria Antonia Malajovich / Biotecnologia: ensino e divulgao (http://bteduc.com)

    BIOLOGIA E MEIO AMBIENTE (2015) 20 Atividades Selecionadas

    Dra. Maria Antonia Malajovich Biotecnologia: ensino e divulgao http://bteduc.com

    LISTA DE ATIVIDADES A1. O tamanho de uma populao A2. A densidade de uma populao A3. O stress salino A4. Sociedades animais e comportamento A5. Competio intraespecfica A6. Um trabalho de campo A7. Alelopatia A8. Plantas companheiras ou antagonistas A9. Controle biolgico A10. Sucesso biolgica A11. O ciclo do carbono A12. A assimilao clorofiliana A13. A ao dos decompositores A14. O fluxo de energia nos ecossistemas A16. Os rizobios e as leguminosas A17. O que poluio? A18. Bioindicadores de poluio A19. Os tratamentos da gua A20. O estudo do impacto ambiental

  • 3 BIOLOGIA E MEIO AMBIENTE

    Maria Antonia Malajovich / Biotecnologia: ensino e divulgao (http://bteduc.com)

    A1. O TAMANHO DE UMA POPULAO

    1.1. CONTAGEM TOTAL

    Trata-se de contar todos os indivduos da populao. Por exemplo, podemos sobrevoar uma manada de elefantes, fotograf-la e depois contar o nmero de indivduos; podemos tambm contar o nmero de rvores e arbustos de uma regio. Mas, na maioria das vezes, o levantamento impossvel e os ecologistas fazem estimativas baseadas em amostras. Nesta atividade veremos alguns exemplos que esclarecem como feito esse trabalho.

    1.2. O MTODO DOS QUADRADOS

    Um pesquisador estava interessado em conhecer o nmero de larvas de determinado inseto que vivia numa regio de aproximadamente 10.000 metros quadrados. Construiu ento um quadrado de 10 cm de lado e colocou-o, sucessivamente, em 81 diferentes locais da regio. Em cada local cavou o solo delimitando pelo quadrado, retirando amostras de volumes aproximadamente iguais. No laboratrio, separou e contou as larvas, obtendo os resultados seguintes (tabela 1).

    TABELA 1

    0 3 8 9 4 2 1 2 3

    7 3 7 6 3 1 3 1 3

    3 1 8 1 4 3 4 3 6

    0 1 4 2 11 5 8 1 3

    5 1 6 11 9 7 3 9 6

    3 2 7 13 2 7 8 9 14

    2 0 7 8 15 8 12 7 5

    8 3 8 5 6 12 5 3 2

    7 8 10 10 11 15 8 10 10

    Qual o maior nmero de larvas coletado em um quadrado? Em quantos quadrados no havia larvas? Em quantos havia apenas uma larva? Em quantos havia duas larvas? Podemos ento agrupar os dados da tabela 1 na tabela 2.

    TABELA 2

    N de larvas por quadrado Nmero de quadrados Nmero total de larvas

    0 3 0

    1 8 8

    2 7 14

    3

    4

    5

    6

    7

    8

    9

    10

    11

    12

    13

    14

    15

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    Maria Antonia Malajovich / Biotecnologia: ensino e divulgao (http://bteduc.com)

    Qual o total de larvas coletadas? Qual o nmero mdio de larvas por quadrado?

    A regio pesquisada mede 10.000 m2 e nela cabe 1 milho de quadrados iguais ao utilizado na coleta.

    Qual a estimativa para a populao de larvas da regio?

    Esse mtodo tambm utilizado para populaes de vegetais de pequeno porte. Removem-se todas as plantas de reas conhecidas (geralmente de 1 m2), que so identificadas e contadas. A partir desses dados calcula-se o nmero meio de cada tipo de planta por quadrado.

    A seguir, sabendo-se quantos quadrados cabem na regio, estima-se o nmero total de indivduos de cada populao.

    O mtodo, conhecido como mtodo dos quadrados, apresenta variaes, como mostra o exemplo a seguir: Para estimar o nmero de artrpodes do solo de uma regio, um pesquisador usou amostras obtidas com um cilindro oco, que foi totalmente introduzido no solo em 20 locais diferentes. No laboratrio, retirou os artrpodes de cada amostra e contou-os. A mdia obtida, por cilindro, foi de 2.138 artrpodes.

    Sabendo que nessa regio caberiam 498.960 cilindros, como calcular o nmero de artrpodes estimado para a regio? Com esses dados, imagine uma adaptao do mtodo dos quadrados para estimar a populao de carrapatos de um pasto.

    O mtodo das parcelas tambm pode ser usado em estudos de zonao da vegetao, sucesso, comparao, classificao de comunidades ou comparao com outras tcnicas de estudo da vegetao. Aplica-se tambm a medidas de biodiversidade, como as que sero feitas no trabalho de campo.

    OBSERVAO: Para a populao humana, usam-se os mtodos de contagem total e de amostragem. Periodicamente, realizam-se, nos pases, os censos populacionais, quando todas as famlias so entrevistadas para se verificar quantas pessoas as constituem. Faz-se, assim, um levantamento da populao por contagem total. Mas, alm de se saber qual o nmero de habitantes do pas, tambm h interesse em outras informaes. Para estas, usa-se a tcnica de amostragem. Durante o Censo, um nmero de famlias escolhido para informar quantas pessoas so, qual a sua religio, qual o seu grau de instruo, que profisso exercem, quanto ganham por ms e assim por diante. Assim, com o Censo, determina-se o nmero de indivduos do pas e, com base na anlise das amostras, caracteriza-se a populao em vrios aspectos.

    1.3. MARCAO E RECAPTURA

    Quando se quer avaliar o nmero de animais de grande mobilidade, usam-se outros mtodos; um deles o da marcao e recaptura.

    Por exemplo: um pesquisador queria saber quantos coelhos (N) habitavam uma determinada regio. Para isso espalhou armadilhas pelo local e capturou 948 coelhos (m1). Marcou a orelha de cada um com uma pequena placa de metal e soltou-os. Depois de alguns dias, espalhou novamente as armadilhas e capturou 421 coelhos (n1), dos quais 167 eram marcados (m2).

    Em seguida, calculou a proporo entre o nmero de coelhos capturados na segunda amostra (n2) e o nmero de coelhos marcados dessa amostra (m2).

    Sups, ento, que a proporo fosse a mesma entre o total de coelhos da regio (N) e o nmero de coelhos capturados e marcados na primeira amostra (m1).

    De modo geral, temos:

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    No exemplo anterior N = 948 x 421 / 167 = 2390

    O mtodo de marcao e recaptura apresenta duas fontes de erro. Quais? Que acontecer estimativa se os indivduos marcados no se espalharem homogeneamente, isto , se ficarem agrupados? Que acontecer com a estimativa se indivduos marcados fugirem ou morrerem?

    Simulao do mtodo de marcao e recaptura.

    Ao estudar uma comunidade, uma das primeiras questes que os bilogos devem resolver conhecer as espcies que a formam e determinar a abundncia de cada uma delas. Uma tcnica muito utilizada em populaes de roedores e outros pequenos mamferos, embora possa ser usada tambm em outras espcies, o da captura, marcao e recaptura, desenvolvida por Petersen e Lincoln.

    Para a captura de pequenos mamferos, se colocam armadilhas: se trata de jaulas especiais contendo um pedao de alimento que serve de isca. Uma vez que os animais sejam pegos, eles so marcados, colocando algum sinal que os identifiquem (por exemplo, um nmero), e depois liberados. No dia seguinte, montam-se as armadilhas outra vez, e se contam quantos dos indivduos capturados possuem a marca do dia anterior.

    Para calcular a quantidade de indivduos que integram a populao, considere:

    N: tamanho da populao n1 = nmero de animais capturados e marcados e soltos n2 = nmero de animais capturados na segunda amostra. m2 = nmero de animais marcados na segunda amostra. Material (por grupo): 1 sacola com 250 feijes pretos, 25 feijes de igual tamanho e diferente cor.

    Procedimento

    1. Pegar um punhado pequeno de 25 feijes e substitui-los por outros, de diferente cor (n1)

    2. Colocar novamente os feijes na sacola e misturar bem.

    3. Pegar uma segunda amostra de 25 feijes.

    4. Contar o nmero de feijes de cor diferente (m2).

    5. Calcular o tamanho da populao (N)

    6. Calcular a diferena entre o nmero de feijes na sacola (P = 250) e o nmero estimado N.

    7. Comparar os resultados com os dos outros grupos. Pode se dizer que o mtodo de Lincoln-Petersen serve para estimar com exatido a quantidade de indivduos que h numa populao? Por qu? Quo longe ficaram os valores obtidos dos esperados?

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    A2. A DENSIDADE DE UMA POPULAO

    Densidade de uma populao o valor que indica o nmero de indivduos numa certa unidade de rea ou de volume. Para as populaes naturais, os fatores que, interagindo, determinam sua densidade so natalidade e imigrao, que tendem a provocar um crescimento, e mortalidade e emigrao, que tendem a provocar um declnio.

    2.1. INTERAO DE DIVERSOS FATORES

    Nesta atividade vamos simular essas ocorrncias por meio de um modelo estatstico. Um conjunto de sementes colocadas dentro de uma caixa simulao os indivduos componentes de uma populao; cada vez que sacudirmos a caixa estaremos simulando a passagem de um determinado intervalo de tempo; as sementes que carem sobre as linhas tranadas no fundo da caixa simularo os indivduos que nasceram, morreram, imigraram ou emigraram.

    Material: 1 caixa, folhas de trabalho, 1 caneta, lpis, papel milimtrico e 200 sementes.

    Procedimento

    1. Coloque a folha de trabalho com quatro linhas no fundo da caixa. Assinale-as com as letras N (natalidade), I (imigrao), M (mortalidade) e E (emigrao), como indicado no esquema abaixo.

    2. Conte 100 sementes, que correspondero aos indivduos da populao e coloque-as dentro da caixa.

    3. Comece a jogada agitando bem a caixa para espalhar as sementes. Pare de agit-las e conte o nmero de sementes que caram sobre cada uma das quatro linhas da folha de trabalho e que representam os nascimentos, a imigrao, a mortalidade e a emigrao. ANOTE O RESULTADO NA TABELA.

    4. Finalize a jogada retirando as sementes que carem sobre as linhas M e E (mortalidade e emigrao) e acrescentando um nmero de sementes igual ao nmero das que carem sobre as linhas N e I (natalidade e imigrao).

    5. Repetir os itens 3 e 4 at completar 20 jogadas. Cada jogada representa uma gerao.

    6. Representar em grfico de pontos, o nmero de indivduos por gerao.

    N I M E

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    Tabela: Interao entre natalidade (N), imigrao (I), mortalidade (M) e emigrao (E).

    GERAAO 1 2 3 4 5 ..... 20

    NATALIDADE

    IMIGRAO

    MORTALIDADE

    EMIGRAO

    N DE INDIV

    Representar graficamente os dados.

    Discusso: Compare os grficos obtidos pelos diferentes grupos. O que acontecer com a populao se a natalidade for maior que a mortalidade? Interprete o grfico em termos de crescimento e estabilizao do tamanho de uma populao.

    2.2. AS POPULAES NATURAIS

    PROBLEMA 1: Considere os dados obtidos por C. Elton sobre uma populao de ratos de campo.

    Ms / ano Mdia de ratos capturados por noite em 100 armadilhas

    Maio de 1927 1

    Junho 1,3

    Julho 2,3

    Agosto 3

    Setembro 6,5

    Outubro 3,2

    Novembro 2,5

    Dezembro 2,3

    Janeiro de 1928 6

    Fevereiro 5,5

    Maro 5

    Abril 5,7

    Represente graficamente estes dados. Interprete o grfico obtido.

    PROBLEMA 2: Considere os dados obtidos por A.S. Einarsen referentes a uma populao de faises introduzida em 1937 na Ilha proteo situada perto da costa do estado de Washington (USA) em primavera e no outono respectivamente.

    Poderamos prever como seria a curva dos anos posteriores a 1942, sabendo que se trata de uma populao natural?

    Ano

    Tamanho da Populao

    Primavera Outono

    1937 8 40

    1938 30 100

    1939 90 425

    1940 300 825

    1941 600 1520

    1942 1325 1900

    Represente graficamente estes dados traando 2 curvas correspondentes ao tamanho de populao Interprete o grfico

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    PROBLEMA 3: Considere os dados obtidos por F.S. Bodenheimer, referentes quantidade de abelhas italianas de uma colmeia.

    Dias Tamanho da populao (x 1000) Dias Tamanho da populao (x 1000)

    56 40,5

    63 50,3

    70 55

    77 62,5

    84 72

    91 72,5

    98 71

    105 82

    0 1

    7 1,5

    14 2,5

    21 4

    28 8

    35 16

    42 22

    49 32

    Represente graficamente estes dados. Interprete o grfico obtido.

    Utilizando seus conhecimentos sobre a vida das abelhas, voc poderia prever o que acontecer depois do dia 119?

    PROBLEMA 4: O tamanho populacional mximo suportado pelo ambiente depende de fatores abiticos e biticos. Desenvolva, considerando o grfico anexo.

  • 9 BIOLOGIA E MEIO AMBIENTE

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    A3. O STRESS SALINO

    A salinidade dos solos est aumentando em muitas regies da terra, especialmente em aquelas propensas seca e com escassas chuvas. O vigor de uma planta depende de sua capacidade de florescer e produzir sementes viveis. Como poder o stress salino dificultar a produo de sementes e outras partes das plantas para o consumo animal e humano?

    Nesta atividade estudaremos o efeito da salinidade na germinao de diferentes tipos de sementes.

    Material: sacolas plsticas, papel toalha e vrios tipos diferentes de sementes (girassol, feijo, tomate, arroz, cenoura, milho, aveia, cevada etc.), cloreto de sdio (NaCl), algodo.

    Preparao prvia: Solues (para a turma)

    o gua destilada o Soluo 1 (2,5 g de sal em 1 L de gua destilada) o Soluo 2 (5 g de sal em 1 L de gua destilada) o Soluo 3 (10 g de sal em 1 L de gua destilada) o Soluo 4 (15 g de sal em 1 L de gua destilada)

    Procedimento (por grupo)

    1. Determinar o tipo de sementes (_____________________) que ser estudado.

    2. Determinar o nmero de sementes que ser colocado em cada envelope (n = )

    3. Preparar os envelopes com papel toalha e um chumao de algodo (Ver guia 54 no site Biotecnologia: ensino e divulgao, http://www.bteduc.bio.br/guias/54_Germinar_Sementes.pdf ).

    4. Distribuir as sementes em cada envelope.

    5. Colocar a mesma quantidade de gua ou da soluo salina correspondente em cada envelope. Cuidado! As sementes devem ficar midas, no encharcadas.

    6. Uma semana depois, contar o nmero de sementes germinadas em cada envelope.

    7. Completar a tabela indicando o nmero de sementes germinadas e a percentagem (%) correspondente.

    Tipo de semente ______________ Nmero de sementes em cada envelope _________________

    DIA

    GUA DESTILADA

    SOLUO 1

    SOLUO 2

    SOLUO 3

    SOLUO 4

    8. Montar o grfico correspondente. Interpretar.

    9. Comparar esses resultados com os obtidos pelos outros grupos com as mesmas sementes ou com outras. No segundo caso, classificar as sementes em ordem decrescente de resistncia salinidade.

  • 10 BIOLOGIA E MEIO AMBIENTE

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    A4. SOCIEDADES ANIMAIS E COMPORTAMENTO

    No clssico livro Comportamento animal (Carthy/Howse, EPU, 1980) os autores escrevem H poucas espcies de animais que vivem em solido, pois a maior parte delas precisa, no mnimo, encontrar um parceiro de sua espcie. As agregaes consistem de animais da mesma espcie agrupados num mesmo lugar, cada um deles agindo essencialmente como um indivduo, sem cooperao com os demais. Em uma sociedade, os indivduos cooperam e pode-se considerar que o agrupamento tem organizao prpria. Uma sociedade pode surgir como um grupo familiar ou como um grupo de indivduos adultos que se juntam e cooperam.

    Em uma sociedade, os indivduos tendem a se especializar em seus afazeres, o que resulta numa diviso de trabalho. Existe um complexo sistema de comunicao envolvendo mecanismos de reconhecimento de outros membros da sociedade e de fortalecimento das relaes entre os membros, o que possibilita discriminar os estranhos Desenvolver os seguintes temas:

    1. Sociedades de insetos: a integrao nas sociedades dos insetos; reconhecimento de indivduos em uma colmeia; a comunicao entre as abelhas

    2. Comportamento social de vertebrados: a agresso e o sistema hierrquico

    3. Sociedades de primatas: a aprendizagem

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    A5. COMPETIO INTRAESPECFICA

    A competio por recursos naturais limitados um tema fundamental no estudo das comunidades vegetais. O estudo da competio entre indivduos de uma mesma espcie (= competio intraespecfica) permite entender aspectos relacionados com densidade de populao e produo.

    Nesta experincia semearemos uma espcie vegetal (rabanete) em monocultura variando o nmero de sementes. No caso de haver um efeito de densidade poderemos observar diferenas morfolgicas nas mudas e medir variaes na produo e na produtividade.

    Material (por grupo): sementes de rabanete, 3 copos de plstico de 500 mL furados em baixo, terra

    de jardim, rgua, balana, estufa a 60C.

    Procedimento

    1. Colocar terra de jardim nos copos

    2. Rotular os copos indicando o grupo e o tipo de cultura

    3. Contar e separar as sementes em 3 lotes: alta densidade (128 sementes), mdia densidade (64 sementes) e baixa densidade (32 sementes)

    4. Aps umedecer a terra, fazer a semeadura no copo correspondente distribuindo as sementes de maneira homognea. Cobrir as sementes com uma capa fina de terra.

    5. Verificar periodicamente a umidade da terra e, quando necessrio, regar as plantas.

    6. Depois de um ms, observar atentamente as plantas e comparar a aparncia das mudas, o dimetro do caule, a distncia entre os ns e o tamanho das folhas.

    7. Colher as plantas cortando-as na altura do solo. Em cada categoria (baixa, mdia e alta densidade) incluir as plantas dos outros grupos. Cuidado! No misture os lotes.

    8. Pesar as plantas de cada copo e anotar o valor (massa fresca) no lugar correspondente da tabela.

    9. Colocar na estufa a 60 C at secar. Pesar novamente e anotar o valor (massa seca) no lugar correspondente da tabela.

    A obteno de massa seca um procedimento usual de laboratrio. A massa vegetal mida colocada para desidratar no sol ou na estufa (600 C), at que seu peso se mantenha constante. Trata-se de um procedimento lento que pode ser acelerado quando se dispe de um forno de micro-ondas.

    Resultados

    a) Quais as variaes observadas na morfologia das plantas?

    b) Completar a tabela com os dados obtidos. Estimar a produo (massa seca) e a produtividade (massa seca por planta) em cada caso.

    Tipo de cultura N0 de plantas Massa fresca (mg) Massa seca (mg) Massa seca (mg) por planta

    Alta densidade

    Mdia densidade

    Baixa densidade

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    c) Representar, em diagrama de barras, a produo (massa seca, mg) e a produtividade (massa seca, mg) por planta de cada lote.

    Discusso

    A competio mostrou algum efeito de densidade? Se a resposta for afirmativa, qual a importncia para a agricultura?

    Bibliografia complementar

    Guia 51: Competio intraespecfica no site Biotecnologia: ensino e divulgao (http://www.bteduc.bio.br/guias/51_Competicao_Intraespecifica.pdf).

    Guia 52 Como obter a massa seca (http://www.bteduc.bio.br/guias/52_Obter_a_Massa_Seca.pdf).

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    A6.UM TRABALHO DE CAMPO

    As sadas e trabalhos de campo dependem das condies locais. Temos explorado duas possibilidades, descritas nos seguintes guias do site Biotecnologia: ensino e divulgao:

    37: Lquens, diversidade e distribuio no ambiente (http://www.bteduc.bio.br/guias/37_Liquens_Diversidade_e_Distribuicao.pdf)

    38: O mtodo dos quadrats, um estudo introdutrio (http://www.bteduc.bio.br/guias/38_O_Metodo_dos_Quadrats.pdf).

  • 14 BIOLOGIA E MEIO AMBIENTE

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    A7. ALELOPATIA

    Alguns microrganismos, tais como o fungo Penicillium, produzem substncias que inibem ou restringem o crescimento de outros organismos. Este efeito denominado alelopatia. Algumas plantas perenes, que crescem em ambientes ridos, tambm produzem substncias antibiticas que agem como inibidores da germinao e do crescimento. Supomos que o efeito da alelopatia tende a diminuir a competio no lugar onde a planta se desenvolve.

    Alguns dos inibidores so substncias volteis liberadas na atmosfera; outras so solveis em gua e chegam at o solo seja porque so produzidas pela raiz seja porque a gua lava a superfcie da planta ou restos dela.

    Material (por grupo): 2 placas de Petri, papel de filtro, pinas, lupas, 2 grades plsticas, papel milimtrico. Para toda a turma, 2 depsitos de gua, folhas de eucalipto ou de pinho, liquidificador, bquer e peneira, bandejas, sementes (agrio, mostarda e/ou tomate).

    Procedimento.

    A. Preparao de um extrato aquoso de substncias alelopticas

    Escolher uma planta sabidamente produtora de substncias alelopticas (eucalipto ou pinho, por exemplo); pesar na proporo de 100 g de material por 100 mL de gua e passar no liquidificador; filtrar e colher o lquido filtrado.

    B. Teste biolgico

    1. Rotular uma placa de Petri (placa controle)

    2. Aderir com um pouco de gua a grade plstica na parte superior da placa.

    3. Retirar todas as bolhas.

    4. Colocar o papel de filtro sobre a grade plstica. Molhar o papel.

    5. Com as pinas, distribuir as sementes na linha superior da grade (esquema a).

    6. Cobrir com a metade inferior da placa de Petri.

    7. Colocar a placa de maneira levemente inclinada no depsito de gua (esquema b).

    8. Acrescentar gua at uma profundidade de 2 cm no depsito.

    9. Repetir o procedimento com outra placa de Petri substituindo a gua pelo extrato aquoso.

    10. Uma semana depois observar as mudanas ocorridas nas placas de Petri medir o tamanho das razes.

    11. Anotar os dados no quadro correspondente.

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    Resultados

    PLACA CONTROLE

    DADOS GRUPO

    Nmero de sementes germinadas

    % de sementes germinadas

    Tamanho mdio das razes (mm)

    PLACA COM EXTRATO AQUOSO DE: __________________________

    DADOS GRUPO

    Nmero de sementes germinadas

    % de sementes germinadas

    Tamanho mdio das razes (mm)

    Comparar esses dados com os resultados obtidos pelos outros grupos. Se for possvel juntar os dados e representar graficamente, em diagrama de barras, os resultados obtidos.

    Discusso

    A experincia mostra algum efeito aleloptico? No caso de o extrato da planta escolhida no ter inibido o crescimento das plntulas no teste biolgico, seria possvel afirmar que a causa est na ausncia de inibidores?

    Pesquisa complementar:

    Qual o significado do termo alelopatia?

    Qual a funo principal das substncias alelopticas?

    Qual a ao biolgica de taninos e fitoalexinas?

    As substncias alelopticas extradas podem ser utilizadas como defensivos agrcolas?

    Qual a importncia da alelopatia na manuteno do equilbrio ecolgico?

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    A8. PLANTAS COMPANHEIRAS OU ANTAGONISTAS

    O estudo da competio entre indivduos de diferentes espcies (competio interespecfica) permite entender aspectos relacionados com a conservao da biodiversidade em comunidades naturais. Quando aplicado agricultura, este tipo de estudo permite tratar de problemas como a infestao por ervas daninhas, que reduz em 10% o rendimento das colheitas.

    Nesta experincia semearemos duas espcies vegetais (mostarda, agrio) em monocultura (mostarda ou agrio) e em cultura mista (mostarda e agrio).

    No caso de no haver competio (ou de serem as duas espcies igualmente competitivas) a produo de mostarda (ou de agrio) em cultura mista 1:1 deveria ser aproximadamente a metade da produo da mesma planta em monocultura. Por qu? No caso de haver competio a produo de mostarda e de agrio na cultura mista indicar qual das espcies mais competitiva.

    Material (por grupo): sementes de mostarda, sementes de agrio (ou de tomate e cenoura), 3 copos

    de plstico de 500 mL furados em baixo, terra de jardim, balana (preciso 0,001 g), estufa a 60 C.

    Procedimento

    1. Colocar terra de jardim nos copos.

    2. Rotular os copos indicando o grupo, a experincia (Mc ou Cm) e, tambm, o tipo de cultura (m ou a).

    Exemplo:

    McA (monocultura da planta A, no caso mostarda) McB (monocultura da planta B, no caso agrio) Cm (cultura mista de ambas as plantas na proporo 1:1)

    3. Contar e separar as sementes nos seguintes lotes:

    64 sementes da planta A (McA) 64 sementes da planta B (McB) 32 sementes da planta A e 32 sementes da planta B (CmAB)

    4. Depois de molhar levemente a terra, fazer a semeadura no copo correspondente distribuindo as sementes de maneira homognea. Cobrir as sementes com uma capa fina de terra.

    5. Verificar periodicamente se h necessidade de umedecer a terra.

    6. Cinco a seis semanas depois, colher as plantas cortando-as na altura do solo e cont-las por copo identificando cada espcie. Cuidado! No misturar os lotes.

    7. Juntar as plantas com as dos outros grupos mantendo sempre separadas as 3 categorias : McA, McB, CmA e CmB.

    8. Pesar as plantas que cresceram na McA e na McB. Pesar separadamente as plantas A e as plantas B da cultura mista e anotar o valor (massa fresca) no lugar correspondente da tabela.

    9. Colocar na estufa a 60 C at secar. Pesar novamente e anotar o valor (massa seca) no lugar correspondente da tabela.

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    Resultados

    a) Anotar os dados obtidos na tabela que segue:

    Tipo de cultura Nmero de plantas Massa fresca (mg) Massa seca (mg) Massa seca (mg) por planta

    McA

    McB

    CMAB A B A B A B A B

    Representar em diagrama de barras a massa seca (mg) e a massa seca (mg) por planta de A e B, nos diferentes tipos de cultura.

    Discusso:

    a) Compare a produo (massa seca) e a produtividade (massa seca por planta) nos diferentes tipos de cultura. Analise o diagrama de barras de produo nos diferentes tipos de cultura. Houve competio? Qual planta parece ser mais competitiva?

    b) Os dados podem ser quantificados calculando o coeficiente de competitividade relativa da planta A em relao a B. Este coeficiente (KmA) se define como:

    Massa seca por planta de A em cultura mista Massa seca por planta de B em cultura mista

    KmA= Massa seca por planta de A em monocultura Massa seca por planta de B em monocultura

    Se As plantas A e B fossem igualmente competitivas, ento KmA=1.

    Se a planta A tivesse maior competitividade e crescesse relativamente melhor em cultura mista que em monocultura, ento KmA > 1.

    Se a planta A tivesse menor competitividade e crescesse relativamente pior em cultura mista que em

    monocultura, ento KmA < 1.

    Calcule o KmA. Interprete o valor encontrado.

    c) Quais os fatores que poderiam alterar a competitividade?

    BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

    Guia 50: Competio interespecfica, um estudo experimental (http://www.bteduc.bio.br/guias/50_Competicao_Interespecifica.pdf).

    Guia 52 Como obter a massa seca (http://www.bteduc.bio.br/guias/52_Obter_a_Massa_Seca.pdf).

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    A9: CONTROLE BIOLGICO

    Pesquisar exemplos de controle biolgico na Internet para desenvolver os seguintes aspectos:

    o Controle biolgico de pragas.

    o Manejo integrado de pragas vs agrotxicos (Biotecnologia (Malajovich, 2012), www.bteduc.bio.br)

    o Utilizao do Bacillus thuringiensis, de sua toxina e do gene produtor da toxina na agricultura.

    o O controle do mosquito Aedes aegypti por transgnese.

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    A10. SUCESSO BIOLGICA

    10.1. OBSERVAO EM CAMPO (Morro da Urca)

    A. Medir ou avaliar os fatores abiticos caractersticos do setor, no local indicado pelo/a Professor/a.

    Local: ________________________________

    Luminosidade: alta mdia baixa

    pH do solo:

    Temperatura (0C)

    Na hora da chegada (____)

    Termmetro seco Termmetro mido Umidade relativa ambiental

    Na hora da sada (____)

    Termmetro seco Termmetro mido Umidade relativa ambiental

    B. Observar o morro (pedra)

    a) O que voc observa crescendo sobre a pedra?

    b) Quais os fatores dificultaram o aparecimento das primeiras espcies?

    10.2. PROBLEMA

    O equilbrio das comunidades, alm de depender das relaes entre os organismos que as constituem, depende tambm de todos os fatores do ambiente que influem sobre as populaes. Basta que um deles se altere para a comunidade modificar-se. Neste exerccio voc vai analisar um modelo que mostra um exemplo desse tipo de alterao.

    A figura 1 representa uma comunidade constituda por 6 populaes de microrganismos, mantidas em meio de cultura, constitudo por gua e sais minerais. Cada letra da figura indica um tipo de populao. Cada smbolo representa 100 indivduos; os escuros correspondem aos produtores e os claros, aos consumidores.

    Escreva na coluna Estgio 1 da Tabela o nmero total de indivduos de cada populao.

    Fig.1

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    Acrescentando-se ao frasco meio de cultura novo, observou-se que, uma semana depois, a comunidade era constituda pelas populaes indicadas na figura 2.

    Anote na coluna Estgio 2, o nmero de indivduos de cada populao. Que aconteceu com a comunidade? Que aconteceu com o nmero de populaes? Que populao passou a ter maior nmero de indivduos, ou seja, passou a ser a populao dominante?

    Quinze dias depois de o novo meio ter sido acrescentado cultura, verificou-se que a comunidade havia sofrido nova alterao (figura 3). Anote na coluna Estgio 3, o nmero de indivduos de cada populao. Que populao tornou-se a populao dominante? O nmero de populaes aumentou ou diminuiu em relao ao estgio anterior? E o nmero de indivduos?

    Na terceira semana, a comunidade estava constituda como mostra a figura 4. Com esses dados, preencha a coluna Estgio 4. Descreva o que aconteceu. O que voc acha que vai acontecer com a comunidade?

    Na Quarta semana, a comunidade estava constituda pelas populaes indicadas na figura 5. Com esses dados complete a tabela. Que aconteceu com a comunidade?

    Tabela: Variaes no nmero de indivduos nos estgios de sucesso

    NVEIS TRFICOS

    NMERO DE INDIVDUOS

    Estgio 1 Estgio 2 Estgio 3 Estgio 4 Estgio 5

    PRODUTORES A

    B

    C

    D

    CONSUMIDORES E

    F

    Fig.5

    Fig. 4

    Fig.3

    Fig.2

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    A11. O CICLO DO CARBONO

    11.1. AS BASES DO CICLO DO CARBONO

    Esquematizar e descrever o ciclo do carbono.

    11.2. AS FLUTUAES DE CO2

    Amostras de gelo colhidas na Antrtida registram a quantidade de dixido de carbono atmosfrico nos ltimos 150.000 anos. Nos perodos mais frios a quantidade de CO2 atmosfrico diminuiu. Depois de analisar o grfico a seguir, responda: em quanto variou a concentrao de CO2 ao finalizar a ltima glaciao (10.000 a 20.000 anos atrs)?

    Grfico baseado nos dados de Lorius, C., J. Jouzel, C. Ritz, L. Merlivat, N.I. Barkov, Y.S. Korotkevitch e V.M. Kotlyakov. 1995. A 150,000-year climatic record from Antarctic ice. Nature 316:591-596.).

    11.3. O IMPACTO DO HOMEM

    O dixido de carbono atmosfrico medido regularmente desde 1958. Baseado em dados do NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration), o grfico mostra a variao sazonal e a tendncia a longo prazo em diferentes observatrios. Interprete. (http://www.esrl.noaa.gov/gmd/ccgg/about.html)

    http://www.esrl.noaa.gov/gmd/ccgg/about.html

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    11.4. PROBLEMA

    Em funo do diagrama abaixo, responda:

    Depois de um ano, quantas das 7,1 GtC liberadas pela atividade humana permanecem na atmosfera?

    GtC = gigatoneladas de carbono ( giga = 1 bilho = mil milhes)

    http://www.visionlearning.com/en/library/Earth-Science/6/The-Carbon-Cycle/95

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    A12. A ASSIMILAO CLOROFILIANA

    As plantas verdes sintetizam molculas orgnicas (glicose) a partir de gua e dixido de carbono atmosfrico. Na reao 6 H2O + 6 CO2 6 C6H12O6 + 6 O2 parte da energia luminosa absorvida pela clorofila transformada em substncias de reserva (como por exemplo, o amido). Nesta atividade identificaremos a presena de amido em diversos rgos vegetais e investigaremos a relao entre a presena de amido e a luz.

    Material (para a turma): 1 planta verde exposta luz, outra planta verde semelhante a anterior e mantida na escurido, uma planta com folhas variegadas, batata, reagente de Lugol, suspenso de amido, conta-gotas, 1 manta, 1 recipiente com lcool.

    Procedimento:

    Todos os grupos realizaro o procedimento.

    A- IDENTIFICAO DO AMIDO PELO LUGOL.

    O lugol um reagente que permite identificar o amido. Verifique.

    B- IDENTIFICAO DO AMIDO EM FOLHAS.

    1. Manter por vrias horas uma planta exposta luz.

    2. Extrair uma folha e coloc-la em lcool fervente por vrios minutos.

    3. Lavar a folha com gua.

    4. Secar com uma toalha de papel e pingar umas gotas de lugol.

    5. Repetir o procedimento com uma folha de uma planta mantida na escurido por 48 horas e com folhas variegadas. Registrar as observaes.

    Resultados

    o Qual a cor do amido em presena de Lugol?

    o Desenhe as folhas indicando onde encontrou amido.

    Discusso:

    a) Depois de desenvolver esta atividade, qual o significado que voc poderia dar expresso fotossntese?

    b) Plantas de batata cultivadas com gua e sais minerais em quantidades suficientes produzem tubrculos de bom tamanho. Quando atacadas por um inseto que come as folhas, os tubrculos so muito pequenos. Explique.

    c) A aplicao de gs carbnico (CO2) no cultivo de espcies ornamentais vem sendo utilizada como tecnologia de ponta para incrementar a produtividade e a qualidade das plantas. Justifique.

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    gua Lama

    A13. A AO DOS DECOMPOSITORES

    Objetivo: Observar a degradao de celulose pelos microrganismos do solo

    Materiais: 1 placa de Petri ou qualquer outro recipiente plstico com tampa, 1 proveta ou uma garrafa plstica transparente, papel (filtro, toalha, celofane etc.), algodo, terra.

    Procedimento

    Montar os experimentos como indicado nos esquemas e observar a degradao do papel e do algodo ao longo do tempo.

    Qual seria a importncia de um experimento-controle? No caso de montar esta atividade com diversos papeis: quais as modificaes sofridas ao longo do tempo? Qual deles degradou primeiro? Qual degradou por ltimo? Como conseguem os herbvoros (vacas, coelhos) digerir a celulosa?

    Bibliografia complementar

    Guia 76: Biodegradao de celulose no site Biotecnologia: ensino e divulgao (http://www.bteduc.bio.br/guias/76_Biodegradacao_de_celulose.pdf).

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    A14. O FLUXO DE ENERGIA NOS ECOSSISTEMAS

    14.1. OS NVEIS TRFICOS

    Interprete esquemas representando uma rede alimentar.

    14.2. O FLUXO DE ENERGIA

    Representar os caminhos do fluxo de energia entre o sol, os produtores, os consumidores primrios e secundrios e os decompositores. Representar tambm a energia dissipada nos diferentes nveis trficos.

    14.3. DISCUSSO: ciclo da matria e fluxo de energia atravs dos ecossistemas.

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    A15. O CICLO DO NITROGNIO

    A. A expresso ciclo do nitrognio descreve uma rede complexa de caminhos nos quais os compostos nitrogenados so incorporados por vegetais e posteriormente consumidos por animais, reciclados ou retidos no solo, perdidos na atmosfera como gases ou despejados em guas subterrneas e rios.

    Represente o ciclo do nitrognio.

    B. Justifique as afirmaes a seguir:

    o O Nitrognio um nutriente essencial para as plantas. o As safras dependem da quantidade de Nitrognio disponvel.

    C. Pessoas que moram no campo enterram folhas e frutos que caem das rvores, bem como restos de comida. Depois de algum tempo esses materiais desaparecem e o produto terra adubada. Explique porque essa terra se torna frtil.

    D. Aps a colheita, o que resta da planta derrubado sobre o solo e coberto com terra; depois de algum tempo, antes de outro plantio, esse solo revolvido. Esse procedimento favorece as populaes de decompositores e de bactrias nitrificantes. Por qu?

    E. Vimos que agricultores inoculam bactrias do gnero Rhizobium em solos destinados ao plantio de leguminosas. Aps a colheita as vagens (que so os frutos dessas plantas), misturam ao solo o que resta dos vegetais e assim conseguem um solo rico em nitratos. Justifique o procedimento dos agricultores.

    F. Muitas vezes quem cultiva plantas leguminosas no est diretamente interessado nos frutos das plantas; que melhorar o solo, preparando-o para o cultivo de milho, caf, arroz, etc. Em lugar de usar esterco ou adubo qumico, usam as leguminosas conhecidas como adubo verde. Justifique esse procedimento dos agricultores.

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    A16. OS RIZBIOS E AS LEGUMINOSAS

    O homem conseguiu descobrir na natureza relaes entre plantas e microrganismos que trazem benefcios para agricultura. Uma destas relaes acontece entre as bactrias fixadoras de nitrognio e as plantas leguminosas (feijo, soja, etc.). Nesta atividade vamos inocular com bactrias fixadoras de nitrognio um lote de sementes de leguminosas e comparar o desenvolvimento das plantas inoculadas com o desenvolvimento das plantas provenientes de um lote no inoculado (controle).

    Material: 2 vasos, sementes de soja, terra de jardim, areia, copos plsticos, gua, soluo de inoculante comercial contendo bactrias fixadoras de nitrognio (Bradyrhizobium japonicum), estufa, balana.

    Procedimento

    Embeber 10 sementes com gua, 24 a 48 horas antes.

    1. Misturar a terra com areia (proporo 2:1).

    2. Distribuir a terra em dois vasos, umedecer.

    3. Em um dos vasos (A), introduzir 5 sementes na terra, a uma profundidade equivalente a 3 vezes o tamanho da semente.

    4. Preparar a soluo de rizobios, misturando 20 mL de gua com 2 colheres de produto inoculante.

    5. Mergulhar 5 sementes na soluo anterior e deixar alguns minutos, antes de proceder semeadura no vaso B, como no item 3.

    6. Molhar as plantas a cada dois dias, at elas atingirem o tamanho que torna necessrio que sejam molhadas diariamente.

    7. Acompanhar o crescimento das plantas registrando a quantidade de sementes germinadas, o tamanho do caule, o nmero de folhas, a apario e queda dos cotildones, a massa seca.

    Resultados

    Observaes

    Dados do grupo Dados da turma

    A B Controle Inoculadas

    Nmero de plantas

    Nmero de folhas por planta

    Tamanho mdio das folhas (mm)

    Comprimento mdio do caule(mm)

    Aparelho radicular

    Massa seca (mg)

    Discusso

    a) Compare o desenvolvimento das plantas inoculadas e das plantas controle utilizando os resultados da turma toda.

    b) A que poderamos atribuir as diferenas observadas entre os dois lotes?

    c) Suponha que as leguminosas de uma rea agrcola no tenham ndulos em suas razes. Neste caso, elas contribuem para a fertilidade do solo ou no? Justifique sua resposta.

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    A17. O QUE POLUIO?

    No texto Educao Ambiental (CETESB, SP) encontramos a seguinte informao:

    A poluio uma modificao desfavorvel do meio natural, que se apresenta no todo ou em parte como um subproduto da ao humana, atravs de efeitos diretos ou indiretos que vo alterar os critrios de distribuio dos fluxos de energia, dos nveis de radiao, da constituio fsico-qumica do meio natural, da abundncia das espcies vivas. Tais alteraes podem ocorrer no ar, na gua, no solo e no subsolo. Podem ser produzidas por substncias slidas, lquidas, gasosas ou por liberao de energia.

    Os poluentes podem ainda ser considerados qualitativos ou quantitativos, isto quando se introduz no ambiente maior quantidade de um produto que ele j possua. Por outro lado, cada substncia poluente produz um grau de toxicidade segundo a quantidade de dose absorvida e o tempo de exposio ao agente. por isso que h padres internacionais recomendando os limites mximos admissveis a serem estritamente observados. Os seus efeitos so potencializados quando entram em combinao com outra substncia poluente (sinergia).

    Pesquisar:

    Quais as principais fontes de poluio na sua cidade ou no seu ambiente?

    O que so bioindicadores? Descreva alguns exemplos.

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    A18. BIOINDICADORES DE POLUIO

    Nesta atividade estudaremos a ao do dixido de enxofre (SO2) sobre a germinao de sementes e o crescimento das plantas.

    Material: 5 placas de Petri, algodo, 5 sacos de plstico transparente, metabissulfito de sdio, 5 elsticos, 100 sementes de cada tipo (girassol, milho, mostarda, alpiste, aveia, agrio, arroz pachola, paino etc.), proveta.

    Procedimento

    1. Rotular as placas (Controle, Poluio).

    2. Colocar um algodo mido e 20 sementes em cada uma das placas C e P.

    3. Colocar 25 mL de gua na tampa invertida das placas C e P.

    4. Introduzir as placas C em um saco de plstico. Fechar o saco com um elstico. Neste ambiente, a gua vai evaporar e o ar, depois de um tempo, ficar saturado de vapor dgua.

    5. Na tampa invertida P, cada grupo adicionar o metabissulfito de sdio em quantidade varivel (0mg, 0,1mg, 1mg, 5mg, 10mg).

    6. Introduzir as placas P no outro saco de plstico. Fechar o saco com um elstico. Neste ambiente o metabissulfito reagir com a gua formando SO2 que se misturar ao ar.

    7. Uma semana depois, contar o nmero de sementes germinadas e medir a altura total das plantas. Registrar os dados na tabela correspondente.

    Resultados

    a) Completar a tabela indicando a percentagem de sementes germinadas e a altura mdia das plantas em cada ambiente.

    COM METABISSULFITO DE SDIO (mg/ambiente)

    AMBIENTE CONTROLE 0,1mg (0,04%) 1mg (0,4%) 5mg (2%) 10mg (4%)

    Percentagem de sementes germinadas

    Altura mdia das plantas

    b) Representar, em grfico de pontos, os dados obtidos.

    Discusso: O que chuva cida? Compare a percentagem de sementes germinadas nos diferentes ambientes. Compare a altura mdia das plantas nos diferentes ambientes. Conclua.

    Bibliografia complementar

    Guia 48: Bioindicadores de chuvas cidas no site Biotecnologia: ensino e divulgao (http://www.bteduc.bio.br/guias/48_Bioindicadores_de_chuva_acida.pdf)

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    A19. OS TRATAMENTOS DA GUA

    Nesta atividade estudaremos como determinados microrganismos se desenvolvem em presena de determinados poluentes.

    Material: gua de rio ou charco, feno, caldo nutriente, nitrato de potssio, fosfato de potssio, desinfetante, 6 frascos com tampa, proveta, conta-gotas, lminas e lamnulas, microscpio estereoscpico (lupa), balana.

    Procedimento

    1. Rotular os frascos de A at F.

    2. Pesar 0,1 g de nitrato de potssio e coloc-lo no frasco B.

    3. Pesar 0,1 g de nitrato de potssio e coloc-lo no frasco C.

    4. Pesar 0,1 g de fosfato de potssio e coloc-lo no frasco C.

    5. Pesar 0,01 g de caldo nutriente e coloc-lo no frasco D.

    6. Pesar 1 g de caldo nutriente e coloc-lo no frasco E.

    7. Esmigalhar um pouco de feno e coloc-lo no frasco F.

    8. Com a proveta, acrescentar 100 cm3 de gua de rio ou charco em cada frasco.

    9. Fechar os frascos (no hermeticamente)

    10. Incubar na luz, a temperatura ambiente por vrias semanas. Por qu?

    11. Observar no microscpio estereoscpico o contedo de cada frasco. Fazer os desenhos correspondentes.

    Resultados

    a) Qual o resultado esperado? Muitos microrganismos do mesmo tipo em cada frasco ou diferentes microrganismos em cada um deles?

    b) Com ajuda dos esquemas disponveis no laboratrio, identificar quais os organismos que se desenvolveram e estimar sua abundncia.

    Discusso

    1. Os frascos representam diferentes tipos de contaminao: contaminao por nitratos, nenhuma contaminao, muita contaminao por esgoto sem tratamento, pequena contaminao por esgoto sem tratamento, esgoto tratado, contaminao por material vegetal. A qual frasco corresponde cada tipo de contaminao?

    Perguntas: A poluio permite a multiplicao de micro-organismos. A presena de certos micro-organismos permite inferir o tipo de poluio ambiental? O que so organismos bioindicadores? Avalie novamente a atividade anterior sobre o efeito da chuva cida nas plantas.

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    A20. O ESTUDO DO IMPACTO AMBIENTAL

    Em relao ao ser humano, o meio ambiente pode ser definido como o conjunto de fatores fsico-qumicos, biolgicos, estticos, culturais e econmicos que interagem com a comunidade em que ele vive. Esta definio abrange o ser humano tanto no seu mbito espacial e temporal como na sua herana histrica e cultural.

    O meio ambiente fornece ao ser humano as matrias-primas e a energia necessrias para a sua sobrevivncia no planeta. Como s uma parte desses recursos renovvel, deve-se controlar o seu uso para evitar situaes de esgotamento irreversveis.

    A PREOCUPAO COM O MEIO AMBIENTE

    Em 1985, a Unio Europeia definiu como Estudo do Impacto Ambiental (EIA) o procedimento pelo qual se identificam, descrevem e avaliam os efeitos diretos e indiretos ocasionados por um projeto sobre: os seres humanos; a flora e a fauna; o solo, o ar, a gua, o clima e a paisagem; a interao destes fatores, e os bens materiais e o patrimnio cultural.

    Pesquise: Quais as principais conferncias relativas ao meio ambiente? Quais os resultados do Protocolo de Kyoto?O que so crditos de carbono? Quais as determinaes da Conferncia de Copenhague sobre as mudanas climticas? Qual a posio do Brasil? Dos outros pases latinoamericanos? E da China? E dos Estados Unidos? O que aconteceu na Rio + 20? Quais as ltimas reunies? Qual a situao atual?

    O IMPACTO AMBIENTAL

    Os impactos devidos s aes humanas podem afetar tanto a sade das pessoas quanto o funcionamento do meio que as rodeia.

    Algumas destas aes repercutem em forma positiva como, por exemplo, instalao de uma planta de tratamento de efluentes. Outras tm um impacto negativo como, por exemplo, a gerao de poluentes em consequncia do transporte automotor.

    Definimos como impacto ambiental toda alterao que pode afetar tanto em forma positiva como negativa a qualidade de vida das pessoas e o equilbrio dos ecossistemas.

    Note-se que esta ao pode ser um projeto de engenharia, um programa, um plano, uma lei ou uma disposio administrativa com consequncias ambientais. A intensidade e velocidade de dito impacto sobre o meio ambiente pode ser constante ou varivel.

    A anlise do grfico abaixo nos permite compreender melhor estes conceitos.

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    O ESTUDO DO IMPACTO AMBIENTAL (EIA)

    Geralmente, a avaliao e o estudo do impacto ambiental visa minimizar os efeitos provocados por situaes muito diversas, por exemplo:

    o A carncia de sincronizao entre o crescimento da populao e da infraestrutura e dos servios bsicos que a ela sero destinados;

    o A demanda crescente de espaos e servios como consequncia a mobilidade da populao e do crescimento do nvel de vida;

    o A degradao progressiva do meio natural, sobre toda a contaminao e a m gesto dos recursos atmosfricos, hidrolgicos, geolgicos, edafolgicos e paisagsticos;

    o A ruptura do equilbrio biolgico e das cadeias trficas, como consequncia a destruio dos ambientes naturais;

    o As perturbaes imputveis e a acumulao de dejetos e resduos, de origem urbana, agrcola e industrial;

    o O deterioro e a m gesto do patrimnio histrica e cultural.

    A integrao rigorosa dos princpios de preveno e de correo na gesto ambiental exige uma srie de instrumentos jurdicos, administrativos e econmicos que permitam introduzir a variabilidade ambiental no momento em que so elaborados os programas e polticas de desenvolvimento nacional e regional.

    Atualmente, a legislao exige que antes de comear qualquer projeto de grande porte, tal como a construo de uma fbrica ou de uma rodovia, se deve realizar um estudo dos impactos ambientais que provocar. As razes so de diversos tipos: detectar o processo degenerativo do ambiente, evitar graves problemas ecolgicos, melhorar nosso prprio meio e qualidade de vida, ajudar a melhorar qualquer projeto de desenvolvimento, canalizar a participao do cidado, gerar uma maior conscientizao social do problema ecolgico, etc.

    No EIA, uma equipe interdisciplinar de peritos analisa e avalia aspectos to diversos quanto as variveis

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    fsico-qumicas e os fatores estticos e recreativos, para logo integrar num s valor uma medida ou ndice da "qualidade ambiental" resultante. O objetivo final do EIA seria comparar o estado atual do ndice de qualidade ambiental que oferece o sistema com os valores esperados para o futuro, uma vez realizado o projeto. Isto , considerar todos os pontos a favor e contra, para resolver se de fato vale a pena ou no levar at o fim a proposta.

    Esta metodologia nos permite comparar as distintas alternativas possveis para atingir os objetivos do projeto, e optar por aquela que oferea o maior ndice de qualidade ambiental, tanto em curto quanto em longo prazo (por exemplo, instal-lo em outro stio).

    O EIA constitui uma excelente ferramenta para evitar as possveis alteraes que determinadas obras, instalaes de programas podem provocar sobre nossa volta. Devido a seu carter tcnico e interdisciplinar, o EIA rene as metodologias para a identificao e valorizao das principais caractersticas ambientais e dos possveis impactos e sua quantificao concreta por exemplo, o que pode produzir uma indstria e uma obra de engenharia determinadas antes que se concretize a prtica, e finalmente a proposta de medidas de proteo e controle.

    O documento deve ser apresentado pelo titular do projeto, com base nas reas de observao, estudo, medio e informao estudadas por ecologistas, urbanistas, engenheiros agrnomos, arquitetos, qumicos, etc. Ento, mediante este documento se pode chegar a concluses claras e orientadoras que demonstrem em que medida repercutir sobre o meio ambiente a proposta de um projeto, uma obra ou qualquer atividade, e eventualmente corrigir as consequncias dos efeitos ambientais indesejveis.

    PROCEDIMENTO

    Uma maneira habitual de fazer a avaliao do impacto ambiental de um determinado projeto, consiste em construir uma matriz, onde se detalha em uma coluna as aes a realizar em cada uma das distintas etapas do projeto, e em outra se confecciona uma lista com os diferentes fatores que recebero um efeito positivo ou negativo de cada uma dessas aes.

    Logo, em cada uma das intersees coloca-se um smbolo (+) para indicar que o efeito benfico ou um smbolo de (-) para os efeitos negativos.

    Por exemplo, para a instalao de um aterro sanitrio, se leva em conta, entre outros, os aspectos detalhados na tabela a seguir.

    Considere agora um projeto de sua escolha (por exemplo: a instalao de um poo de petrleo, de uma represa ou qualquer outro que lhe ocorra) e elabore e complete a matriz de impacto ambiental correspondente.

  • 34 BIOLOGIA E MEIO AMBIENTE

    Maria Antonia Malajovich / Biotecnologia: ensino e divulgao (http://bteduc.com)

  • 35 BIOLOGIA E MEIO AMBIENTE

    Maria Antonia Malajovich / Biotecnologia: ensino e divulgao (http://bteduc.com)

    BIBLIOGRAFIA

    Vrias das atividades prticas deste curso foram desenvolvidas extensivamente nos setores Guias/Agricultura e Guias/Energia e Meio Ambiente do site Biotecnologia: ensino e divulgao. Fotos dessas atividades se encontram no setor Imagens do mesmo site.

    A bibliografia pode ser encontrada nesses arquivos. Contudo, os protocolos foram garimpados, testados e adaptados ao longo de vinte e cinco anos e lamentavelmente eu tenho perdido muitas das fontes. Peo desculpas aos autores.

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