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  • 2 TIMTEO NDICE

    2 TIMOTHY

    WILLIAM BARCLAY

    Ttulo original em ingls: The Second Letter to Timothy

    Traduo: Carlos Biagini

    O NOVO TESTAMENTO Comentado por William Barclay Introduz e interpreta a totalidade dos livros do NOVO

    TESTAMENTO. Desde Mateus at o Apocalipse William Barclay explica, relaciona, d exemplos, ilustra e aplica cada passagem, sendo sempre fiel e claro, singelo e profundo. Temos nesta srie, por fim, um instrumento ideal para todos aqueles que desejem conhecer melhor as Escrituras. O respeito do autor para a Revelao Bblica, sua slida fundamentao, na doutrina tradicional e sempre nova da igreja, sua incrvel capacidade para aplicar ao dia de hoje a mensagem, fazem que esta coleo oferea a todos como uma magnfica promessa.

    PARA QUE CONHEAMOS MELHOR A CRISTO O AMEMOS COM AMOR MAIS VERDADEIRO E O SIGAMOS COM MAIOR EMPENHO

  • 2 Timteo (William Barclay) 2 NDICE

    Prefcio Introduo Geral Introduo s Cartas Paulinas Introduo s Cartas Pastorais Captulo 1 Captulo 2 Captulo 3 Captulo 4

    PREFCIO A 1 TIMTEO, 2 TIMTEO, TITO E FILEMOM Devo comear este Prefcio como tive que faz-lo com todos os

    desta srie de livros, expressando minha sincera gratido Junta de Publicaes da Igreja da Esccia por me permitir, em primeiro lugar, comear com esta srie de estudos e logo continuar com elas. Faltam-me palavras para agradecer em especial ao Rev. R. G. Macdonald, O.B.E., D.D., convocador da Junta, e ao Rev. A. McCosh, M.A., S.T.M., encarregado de publicaes, por sua pacincia e alento constantes.

    Este volume tem como fim comentar a Primeira e Segunda Epstolas de Timteo e a de Tito, que so conhecidas geralmente como Epstolas Pastorais, e a nica carta pertencente correspondncia privada de Paulo que se encontrou, dirigida a Filemom.

    As Epstolas Pastorais foram infelizmente menosprezadas pelos leitores comuns da Bblia. Mas so de grande interesse, devido ao fato de que nenhuma outra Carta no Novo Testamento nos d uma imagem to vvida da Igreja em crescimento. Nelas vemos os problemas de uma Igreja que uma pequena ilha de cristianismo num mar de paganismo; e tambm vemos, como em nenhum outro lugar, os primeiros comeos de seu ministrio. Estas Cartas so interessantes por si mesmas, e quanto mais as estudamos, mais atrativas so. Foram descritas como sub-apostlicas, falou-se delas como a segunda gerao do cristianismo, ou at dizer que esto por debaixo do nvel das Cartas escritas durante o emocionante comeo da Igreja. Mas o fato que justamente por terem

  • 2 Timteo (William Barclay) 3 sido escritas quando a Igreja se estava convertendo numa instituio, falam-nos mais diretamente nossa situao e condio.

    As Epstolas Pastorais foram afortunadas em seus Comentrios. Existem vrios volumes de importncia realizados sobre o texto em grego. O de Walter Lock en el International Critical Commentary um monumento de erudio inteligente e sbria. O escrito por Sir Robert Falconer -o menos, mas muito iluminado e comprimido numa extenso menor. O recente Comentrio de E. K. Simpson est escrito com energia e com um domnio do vocabulrio grego helenista que lhe assegurar um lugar entre os grandes Comentrios. O trabalho realizado por P. N. Harrison representa toda uma vida de dedicao, e nenhum melhor se quer examinar a linguagem das Cartas. Com respeito ao texto em ingls no se pode desprezar o velho Comentrio de A. E. Humphreys na Bblia de Cambridge. O Comentrio bastante recente de B. S. Easton excelente, em especial no que respeita ao significado das palavras. O realizado por E. F. Brown no Westminster Commentary um volume nico. Tem-se dito sempre que as Epstolas Pastorais so as mais teis para o missionrio moderno, devido ao fato de que descrevem a mesma situao das Igrejas jovens de hoje. E. F. Brown foi por muitos anos missionrio na ndia, e vrias vezes refere-se a paralelos modernos muito interessantes e adaptados s situaes das Pastorais. De todos este Comentrios o mais til para o pregador. O volume escrito por E. F. Scott no Moffatt Commentary muito til.

    Para mim as Epstolas Pastorais foram, ao menos at certo ponto, uma nova descoberta. Trabalhar nelas foi uma experincia absorvente; e oro para que este livro faa algo por reviver naqueles que o leiam os problemas e herosmo da Igreja primitiva.

    Como j dissemos, Filemom a nica Carta pessoal de Paulo que ficou. Apesar de ser uma Carta muito breve, foi bendita em seus Comentrios. Quase sempre a inclui em Comentrios com Cartas mais longas. No caso de J. B. Lightfoot, ele a inclui com Colossenses. No International Critical Commentary est includa com Filipenses, e

  • 2 Timteo (William Barclay) 4 escrita por M. R. Vincent. No Moffatt Commentary est includa com Colossenses e Efsios, e o comentarista E. F. Scott. No Novo Testamento Grego de Cambridge est includa com o comentrio de C. F. D. Moule de Colossenses. Em todos os casos o encanto e beleza desta Carta obteve o melhor de seus comentaristas.

    A obra de E. J. Goodspeed baseado em Filemom de uma importncia especial, e a pode encontrar em seu Introduccin al Nuevo Testamento. Suas concluses foram estudadas e seguidas pelo C. L. Mitten. Tambm importante Philemon among the Letters of Paul, por John Knox.

    To curta como , no h nenhuma outra Carta no Novo Testamento que como Filemom nos leve to perto do corao de Paulo.

    minha esperana que por meio do estudo destas Cartas possamos obter uma nova viso da Igreja e uma nova perspectiva da mente e o corao de Paulo.

    William Barclay. Trinity College, Glasgow, maio de 1956.

    INTRODUO GERAL Pode dizer-se sem faltar verdade literal, que esta srie de

    Comentrios bblicos comeou quase acidentalmente. Uma srie de estudos bblicos que estava usando a Igreja de Esccia (Presbiteriana) esgotou-se, e se necessitava outra para substitu-la, de maneira imediata. Fui solicitado a escrever um volume sobre Atos e, naquele momento, minha inteno no era comentar o resto do Novo Testamento. Mas os volumes foram surgindo, at que o encargo original se converteu na idia de completar o Comentrio de todo o Novo Testamento.

  • 2 Timteo (William Barclay) 5 Resulta-me impossvel deixar passar outra edio destes livros sem

    expressar minha mais profunda e sincera gratido Comisso de Publicaes da Igreja de Esccia por me haver outorgado o privilgio de comear esta srie e depois continuar at complet-la. E em particular desejo expressar minha enorme dvida de gratido ao presidente da comisso, o Rev. R. G. Macdonald, O.B.E., M.A., D.D., e ao secretrio e administrador desse organismo editar, o Rev. Andrew McCosh, M.A., S.T.M., por seu constante estmulo e sua sempre presente simpatia e ajuda.

    Quando j se publicaram vrios destes volumes, nos ocorreu a idia de completar a srie. O propsito fazer que os resultados do estudo erudito das Escrituras possam estar ao alcance do leitor no especializado, em uma forma tal que no se requeiram estudos teolgicos para compreend-los; e tambm se deseja fazer que os ensinos dos livros do Novo Testamento sejam pertinentes vida e ao trabalho do homem contemporneo. O propsito de toda esta srie poderia resumir-se nas palavras da famosa orao de Richard Chichester: procuram fazer que Jesus Cristo seja conhecido de maneira mais clara por todos os homens e mulheres, que Ele seja amado mais entranhadamente e que seja seguido mais de perto. Minha prpria orao que de alguma maneira meu trabalho possa contribuir para que tudo isto seja possvel.

    INTRODUO S CARTAS DE PAULO

    As cartas de Paulo No Novo Testamento no h outra srie de documentos mais

    interessante que as cartas de Paulo. Isto se deve a que de todas as formas literrias, a carta a mais pessoal. Demtrio, um dos crticos literrios gregos mais antigos, escreveu uma vez: "Todos revelamos nossa alma nas cartas. possvel discernir o carter do escritor em qualquer outro

  • 2 Timteo (William Barclay) 6 tipo de escrito, mas em nenhum to claramente como nas epstolas" (Demtrio, On Style, 227).

    Justamente pelo fato de Paulo nos deixar tantas cartas, sentimos que o conhecemos to bem. Nelas abriu sua mente e seu corao queles que tanto amava; e nelas, at o dia de hoje, podemos ver essa grande inteligncia abordando os problemas da Igreja primitiva, e podemos sentir esse grande corao pulsando com o amor pelos homens, mesmo que estivessem desorientados e equivocados.

    A dificuldade das cartas E entretanto, certo que no h nada to difcil como compreender

    uma carta. Demtrio (em On Style, 223) cita um dito do Artimn, que compilou as cartas do Aristteles. Dizia Artimn que uma carta deveria ser escrita na mesma forma que um dilogo, devido a que considerava que uma carta era um dos lados de um dilogo. Dizendo o de maneira mais moderna, ler uma carta como escutar a uma s das pessoas que tomam parte em uma conversao telefnica. De modo que quando lemos as cartas de Paulo freqentemente nos encontramos com uma dificuldade: no possumos a carta que ele estava respondendo; no conhecemos totalmente as circunstncias que estava enfrentando; s da carta podemos deduzir a situao que lhe deu origem. Sempre, ao ler estas cartas, nos apresenta um problema dobro: devemos compreender a carta, e est o problema anterior de que no a entenderemos se no captarmos a situao que a motivou. Devemos tratar continuamente de reconstruir a situao que nos esclarea carta.

    As cartas antigas uma grande lstima que se chamasse epstolas s cartas de Paulo.

    So cartas no sentido mais literal da palavra. Uma das maiores

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