1º vest 1º sem 2016

Download 1º Vest 1º Sem 2016

Post on 10-Jan-2017

221 views

Category:

Documents

0 download

Embed Size (px)

TRANSCRIPT

  • Pgina 1

    2016

    Instrues:

    1. Deixe, sobre a carteira, apenas sua identidade e sua Ficha deInscrio.

    2. A posse de qualquer aparelho eletrnico de comunicao acar-retar a anulao da prova; caso voc esteja com qualquer equi-pamento desse tipo, desligue-o e entregue-o ao fiscal de sua salapara guarda at o final da prova.

    3. No carto ptico, preencha completamente o alvolo corres-pondente alternativa que voc considerar correta. Use, para isso,apenas caneta esferogrfica azul ou preta: o uso de outros tiposde canetas compromete a leitura ptica e impede a correo daprova.

    4. Ao sair, voc poder levar este caderno.

    BOM TRABALHO!

    Redao ................................................................................ pgs. 2 a 6

    Lngua Portuguesa .............................................................. pgs. 7 a 18

    Lngua Estrangeira (Ingls) ................................................ pgs. 19 a 26

    Cincias ................................................................................. pgs. 27 a 38

    Estudos Sociais.................................................................... pgs. 39 a 50

    CEUB OUTUBRO 2016 especial ALT 27_10.pmd 1/1/2002, 00:091

  • Pgina 2

    INSTRUES PARA A REDAO

    Com base nas informaes apresentadas nos textos 1, 2 e 3 daspginas 3, 4 e 5 faa uma dissertao, com 15 a 30 linhas, sobreo tema:

    HORRIO DE VERO:BENFICO OU PREJUDICIAL?

    Alm de um ttulo, seu texto dever possuir:

    a) Introduo, em que voc apresentar seu ponto de vistasobre o tema;

    b) Desenvolvimento, em que voc apresentar argumentosque sustentem sua opinio;

    c) Concluso, em que voc apresentar suas considera-es finais.

    Seu texto ser avaliado de acordo com os seguintes critrios:1) adequao ao tipo de texto: dissertao;2) adequao proposta: a redao dever ter relao direta com o

    tema proposto;3) capacidade de organizao dos argumentos que fundamentaro

    as concluses do texto;4) clareza, coerncia, coeso e conciso;5) respeito ao padro formal da lngua portuguesa.

    Ateno: Use a pgina 6 para fazer o rascunho de sua redao.

    CEUB OUTUBRO 2016 especial ALT 27_10.pmd 1/1/2002, 00:092

  • Pgina 3

    TEXTO 1

    HORRIO DE VERO(...)O principal objetivo da implantao do Horrio de Vero o melhor

    aproveitamento da luz natural ao entardecer, o que proporcionasubstancial reduo na gerao da energia eltrica, em teseequivalente quela que se destinaria iluminao artificial de qualquernatureza, seja para logradouros e reparties pblicas, uso residencial,comercial, de propaganda ou nos ptios das fbricas e indstrias.Observa-se que em algumas regies do nosso pas a durao dosdias e das noites sofre alteraes significativas ao longo do ano,reunindo condies excelentes para a implantao da medida doperodo primavera-vero.

    De fato, o Horrio de Vero reduz a demanda por energia no perodode suprimento mais crtico do dia, ou seja, que vai das 18h s 21hquando a coincidncia de consumo por toda a populao provoca umpico de consumo, denominado horrio de ponta. Portanto, adiantaros ponteiros do relgio em uma hora, como acontece durante quatromeses no ano, permite que se aproveite melhor a luz natural, obtendo-se uma reduo da ponta (apurada por medio pelo OperadorNacional do Sistema Eltrico ONS), em mdia, de 4% a 5% e poupao Pas de sofrer as consequncias da sobrecarga na rede durantea estao mais quente do ano, em que o uso de eletricidade pararefrigerao, condicionamento de ar e ventilao atinge seu pice.

    Em ltima instncia, a implantao do Horrio de Vero, ao permitirque entre 19 e 20 horas ainda se disponha de claridade no cu, evitaque se ponha em operao as usinas que seriam necessrias paragerar a energia eltrica para iluminar, ao entardecer, as regies ondeo sistema de hora especial implantado e que abrange os maiorescentros consumidores do Pas.

    A reduo mdia de 4 a 5% no consumo de energia no horrio depico durante os meses do Horrio de Vero, normalmente de outubroa fevereiro, gera outros benefcios ao setor eltrico e sociedade emgeral, decorrentes da economia de energia associada. Quando ademanda diminui, as empresas que operam o sistema conseguemprestar um servio melhor ao consumidor, porque os troncos das linhasde transmisso ficam menos sobrecarregados. (...)

    O Horrio de Vero implantado por decreto do Presidente daRepblica, sempre respaldado legalmente pelo Decreto-Lei n 4.295,de 13 de maio de 1942, e devidamente fundamentado em informaesencaminhadas pelo Ministrio de Minas e Energia, que toma por baseos estudos tcnicos realizados pelo Operador Nacional do SistemaEltrico - ONS, e indica quais as unidades da Federao devero serabrangidas e o perodo de durao da medida.

    (...)

    Fonte: ANEEL - Agncia Nacional de Energia Eltrica.

    CEUB OUTUBRO 2016 especial ALT 27_10.pmd 1/1/2002, 00:093

  • Pgina 4

    TEXTO 2

    A ESTUPIDEZ DO HORRIO DE VERO

    Bem que o escritor hngaro Paul Tabori poderia ter includo em seufamoso livro - A HISTRIA DA ESTUPIDEZ HUMANA - um captulo especialsobre a estupidez do horrio de vero.

    No consigo encontrar razo alguma que justifique tamanha insensatez,cuja nica explicao se resume numa discutvel economia de energiaeltrica.

    Tenho dvidas sobre os pfios ndices dessa decantada economia que,ano aps ano, vem oscilando entre 1% a 4%. Afinal, at em pesquisaseleitorais esta percentagem suscetvel de erro.

    Ademais, convm considerar que, nos grandes centros industriais, comoSo Paulo, por exemplo, os trabalhadores levam mais tempo para selocomover ao trabalho. Assim, tendo que despertar mais cedo (ainda noescuro), o consumo de energia eltrica aumenta em vez de diminuir.

    Porm, ainda que fosse verdadeira essa propalada economia, estariamuito longe de justificar a violncia ao relgio biolgico das pessoas e prpria natureza.

    Por que haveremos de subordinar-nos lgica da economia de mercadoat mesmo em prejuzo da qualidade de vida, quando seria mais coerentee sensato buscar outros meios capazes de acrescentar esses mserosndices?

    (...)No Brasil, cuja energia, razo de 95% de origem hidreltrica e dispe

    de abundantes recursos fluviais, ele tambm foi criado, por decreto, em1931. Servilismo ou mera mania de imitao, o certo que o pretexto foi omesmo: economia de energia eltrica.

    E assim, o Brasil o nico pas equatorial do mundo que adota o horriode vero.

    Observe-se ainda que nos pases equatoriais (cortados pela linha doequador), como o nosso caso, a incidncia de luz solar relativamenteuniforme durante todo o ano, sendo de pouca vantagem a adoo do horriode vero. Portanto, desproporcional aos transtornos biolgicos e aodesconforto causado.

    Estudo realizado no Canad pela University of British Columbia em 1991e 1992, constatou um aumento de 8% de acidentes de trnsito no diaseguinte ao da implantao do horrio de vero.

    Segundo a Organizao Mundial de Sade (OMS), 40% dos brasileiros tmdistrbio de sono, em grande parte afetados no perodo do horrio de vero.

    O sono das pessoas no horrio de vero no restaurador, diz opneumologista e chefe do Laboratrio do Sono da UnB, Carlos Viegas. Eletambm entende que o horrio de vero no deveria ser implantado.

    o caso ento de perguntarmos: No estaria a mais uma forma deostentao do poder do Estado?

    (...)ALOSIO SURGIK - Professor universitrio, Doutor em Direito pela

    USP e Membro da Academia Paranaense de Letras Jurdicas. (Jornal Gazeta do Povo, Curitiba)

    CEUB OUTUBRO 2016 especial ALT 27_10.pmd 1/1/2002, 00:094

  • Pgina 5

    TEXTO 3

    CEUB OUTUBRO 2016 especial ALT 27_10.pmd 1/1/2002, 00:095

  • Pgina 6

    RASCUNHO DA REDAO

    Nota: aps fazer o rascunho nesta pgina, passe seu trabalhopara a Folha de Redao Definitiva, usando caneta azul ou pre-ta. No se esquea de dar um ttulo para o seu trabalho.

    CEUB OUTUBRO 2016 especial ALT 27_10.pmd 1/1/2002, 00:096

  • Pgina 7

    Texto para as questes de 1 a 6

    MILLR FERNANDES FEZ A LNGUA SAMBAR

    Millr Fernandes tinha mltiplos talentos: era escritor, tradutor, autorde histrias em quadrinhos, humorista, dramaturgo, um grande artis-ta. Ele comeou sua carreira na revista O Cruzeiro, com apenas 14anos. No final dos anos 1960, ficou muito conhecido com o lana-mento do jornal tabloide O Pasquim, do qual foi um dos fundadores veculo que combatia o regime militar atravs do humor.

    No final da vida, Millr mantinha um site pessoal e uma conta noTwitter, contando com mais de 280 mil seguidores. Seu ltimo post, di-zia: FILOSOFIA MILLORIANA: Antes de Freud, o sexo era um pecadomaravilhoso. Agora um enrolo tedioso. Sua trajetria pela imprensabrasileira foi marcante nas principais revistas do pas, principalmentena Veja, onde foi destacado colunista. Em seus mais de 70 anos decarreira produziu de forma prolfica e diversificada. Suas colunas de hu-mor, at mesmo no dirio Jornal do Brasil, so memorveis.

    Usava contundentemente a ironia e a stira para criticar o poder eas foras do poder. Por isso, frequentemente tinha a censura baten-do em sua porta. Possua um estilo considerado singular, apesar desempre se autoproclamar um escritor sem estilo. Uma figura desbra-vadora no panorama cultural brasileiro, ganhando ainda destaqueno teatro, por suas tradues e tambm pela autoria de um grandenmero de peas. Millr nasceu em 1923 e morreu em maro de2011, aos 88 anos, com a sade fragilizada aps sofrer um acidentevascular trs meses antes. Em seu blog, o jornalista portugus JooPereira Coutinho, assim tratou do nosso artista: Millr Fernandesescreveu para o Dirio Popular de Lisboa entre 1964 e 1974. Anossombrios. Portugal estava envolvido nas suas guerras coloniais. In-ternamente, as universidades fervilhavam de contestaes ao regi-me, com a respectiva dose de violncia policial sobre oscontestatrios. (...) O regime s terminaria com o pronunciamentomilitar de 25 de abril