1o Leilao e Implementacao

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ppsa e partilha de producao

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<ul><li><p>Universidade de Braslia </p><p>Mestrado Profissional em Regulao e Gesto de Negcios - REGEN </p><p>O PR-SAL NO REGIME DE PARTILHA DE PRODUO </p><p>A PRIMEIRA LICITAO E OS DESAFIOS DE IMPLEMENTAO </p><p>Marcelo Rocha do Amaral </p><p>Braslia </p><p>2014 </p></li><li><p>2 </p><p>Marcelo Rocha do Amaral </p><p>11/0155858 </p><p>O PR-SAL NO REGIME DE PARTILHA DE PRODUO </p><p>A PRIMEIRA LICITAO E OS DESAFIOS DE IMPLEMENTAO </p><p> Dissertao apresentada ao CERME da Universidade de Braslia como exigncia do Mestrado Profissional em Regulao e Gesto de Negcios REGEN </p><p>Orientador: BERNARDO PINHEIRO MACHADO MUELLER </p><p>Braslia </p><p>2014 </p></li><li><p>3 </p><p>RESUMO </p><p>O novo marco regulatrio para o setor de explorao e produo de petrleo </p><p>e gs natural, nas reas do pr-sal, j proporcionou o primeiro contrato de partilha de </p><p>produo no Brasil, a partir do leilo da rea de Libra. O objetivo do presente </p><p>trabalho analisar a implementao do regime de partilha de produo no Brasil, a </p><p>partir da experincia de Libra, com foco nos instrumentos regulatrios existentes e </p><p>nos objetivos estabelecidos na legislao do setor. A anlise tambm aborda </p><p>comparao com o regime de concesso, que passa a coexistir com a partilha de </p><p>produo, e os parmetros tcnicos e econmicos utilizados pelos dois modelos, </p><p>como parte dos mecanismos de incentivos regulatrios. O estudo passa da </p><p>considerao do contexto jurdico-regulatrio do setor de explorao e produo de </p><p>petrleo e gs natural no Brasil para a abordagem do caso emprico proporcionado </p><p>pela realizao da Primeira Rodada de licitao do regime de partilha de produo, </p><p>concluindo com a anlise do seu resultado. </p><p>Palavras-chave: petrleo, pr-sal, regulao econmica, marco regulatrio, </p><p>contrato de partilha de produo. </p></li><li><p>4 </p><p>ABSTRACT </p><p>The new regulatory framework for the sector of exploration and production of </p><p>oil and natural gas, in the areas of pre-salt, has already provided the first production </p><p>sharing contract in Brazil, from the auction Libra area. The objective of this study is to </p><p>analyze the implementation of the system of production sharing in Brazil, from the </p><p>Libra experience, with a focus on existing regulatory instruments and objectives </p><p>established in the legislation of the sector. The analysis also addresses compared to </p><p>the concession, which passes to coexist with production sharing, and technical and </p><p>economic parameters used by these two models as part of the of regulatory </p><p>incentives mechanisms. The study goes from consideration of the legal and </p><p>regulatory context of the exploration and production of oil and natural gas in Brazil to </p><p>approach the empirical case provided for conducting the first round of bidding of the </p><p>production-sharing regime, concluding with the analysis of its result. </p><p>Key-words: oil, pre-salt, economic regulation, regulatory framework, </p><p>production sharing contract. </p></li><li><p>5 </p><p>SUMRIO </p><p>INTRODUO ......................................................................................................................................... 8 </p><p>1. E&amp;P ASPECTOS GERAIS E SUA EVOLUO NO BRASIL ....................................................... 12 </p><p>1.1 E&amp;P EXPLORAO E PRODUO DE LEO E GS NATURAL .......................................... 12 </p><p>1.1.1 EXPLORAO .............................................................................................................................. 13 </p><p>1.1.2 DESENVOLVIMENTO ................................................................................................................... 13 </p><p>1.1.3 PRODUO .................................................................................................................................. 14 </p><p>1.1.4 ABANDONO .................................................................................................................................. 14 </p><p>1.2 ATIVIDADE DE RISCO ................................................................................................................. 14 </p><p>1.3 DELEGAO DAS ATIVIDADES ................................................................................................. 16 </p><p>1.4 TIPOS DE CONTRATO ................................................................................................................. 17 </p><p>1.4.1 CONTRATO DE CONCESSO .................................................................................................... 17 </p><p>1.4.2 CONTRATO DE PARTILHA DE PRODUO .............................................................................. 19 </p><p>1.4.3 CONTRATO DE SERVIOS ......................................................................................................... 21 </p><p>1.5 BREVE HISTRICO DE E&amp;P NO BRASIL ................................................................................... 22 </p><p>1.5.1 A QUEBRA DO MONOPLIO DA PETROBRAS E O NOVO MARCO REGULATRIO ............ 24 </p><p>1.5.2 A EVOLUO DE E&amp;P NO REGIME DE CONCESSO ............................................................. 26 </p><p>1.5.3 O PR-SAL, A INSTITUIO DO REGIME DE PARTILHA DE PRODUO E A CESSO </p><p>ONEROSA ..................................................................................................................................... 29 </p><p>2. REGIMES JURDICO-REGULATRIOS PARA E&amp;P ..................................................................... 32 </p><p>2.1 OBJETIVOS GOVERNAMENTAIS ............................................................................................... 32 </p><p>2.1.1 SOBERANIA E INTERESSE NACIONAL ..................................................................................... 33 </p><p>2.1.2 CONHECIMENTO GEOLGICO A IDENTIFICAO DAS RIQUEZAS ................................... 34 </p><p>2.1.3 GERAO DE RENDA AS RECEITAS GOVERNAMENTAIS .................................................. 36 </p><p>2.1.4 DESENVOLVIMENTO ECONMICO ........................................................................................... 40 </p><p>2.1.4.1 CONTEDO LOCAL ............................................................................................................... 42 </p></li><li><p>6 </p><p>2.1.5 MEIO AMBIENTE .......................................................................................................................... 42 </p><p>2.2 NORMAS E REGULAMENTOS .................................................................................................... 43 </p><p>2.2.1 DIRETRIZES E POLTICAS DE E&amp;P NO BRASIL ....................................................................... 44 </p><p>2.3 PAPIS E RESPONSABILIDADES INSTITUCIONAIS NO SETOR DE E&amp;P .............................. 45 </p><p>2.3.1 AS ESTATAIS DE E&amp;P ................................................................................................................. 47 </p><p>2.3.2 AGNCIAS REGULADORAS ....................................................................................................... 48 </p><p>2.3.2.1 A ANP ..................................................................................................................................... 49 </p><p>2.4 A REGULAO DE E&amp;P, INSTRUMENTOS E INCENTIVOS ..................................................... 52 </p><p>2.4.1 REGULADOR E REGULADO: A RELAO PRINCIPAL AGENTE ......................................... 53 </p><p>2.4.2 INSTRUMENTOS REGULATRIOS ............................................................................................ 57 </p><p>2.4.2.1 CONTEDO LOCAL ............................................................................................................... 57 </p><p>2.4.2.2 PESQUISA E DESENVOLVIMENTO ..................................................................................... 60 </p><p>2.4.2.3 PROGRAMA EXPLORATRIO MNIMO ............................................................................... 61 </p><p>3. O PR-SAL BRASILEIRO ............................................................................................................... 62 </p><p>3.1 O NOVO MARCO REGULATRIO ............................................................................................... 65 </p><p>3.1.1 A OPERADORA NICA ................................................................................................................ 68 </p><p>3.1.2 A PPSA E A GESTO DOS CONTRATOS .................................................................................. 69 </p><p>3.1.3 AS PARTICIPAES GOVERNAMENTAIS................................................................................. 71 </p><p>3.1.4 PARMETROS TCNICOS E ECONMICOS DOS CONTRATOS ............................................ 73 </p><p>3.1.4.1 EXCEDENTE EM LEO DA UNIO ...................................................................................... 74 </p><p>3.1.4.2 CUSTO EM LEO .................................................................................................................. 75 </p><p>3.1.4.3 PARTICIPAO MNIMA DA PETROBRAS .......................................................................... 77 </p><p>3.1.4.4 CONTEDO LOCAL ............................................................................................................... 78 </p><p>3.1.4.5 BNUS DE ASSINATURA ..................................................................................................... 79 </p><p>4. A PRIMEIRA RODADA DE LICITAO DE PARTILHA DE PRODUO .................................... 80 </p><p>4.1 A REA LICITADA LIBRA .......................................................................................................... 81 </p><p>4.2 O EDITAL E SEUS PARMETROS .............................................................................................. 82 </p></li><li><p>7 </p><p>4.2.1 BONUS DE ASSINATURA ............................................................................................................ 87 </p><p>4.2.2 EXCEDENTE EM LEO ............................................................................................................... 87 </p><p>4.2.3 CUSTO EM LEO ......................................................................................................................... 91 </p><p>4.2.4 PARTICIPAO MNIMA DA PETROBRAS E FORMAO DE CONSRCIOS ....................... 92 </p><p>4.2.5 PROGRAMA EXPLORATRIO MNIMO E CONTEDO LOCAL ................................................ 93 </p><p>4.3 RESULTADO DA LICITAO ....................................................................................................... 94 </p><p>4.4 ANLISE DO RESULTADO .......................................................................................................... 95 </p><p>4.4.1 BONUS DE ASSINATURA ............................................................................................................ 95 </p><p>4.4.2 EXCEDENTE EM LEO DA UNIO ............................................................................................. 99 </p><p>4.4.3 O CONSRCIO VENCEDOR ..................................................................................................... 101 </p><p>4.4.4 GOVERNMENT TAKE ................................................................................................................. 104 </p><p>CONCLUSO ...................................................................................................................................... 108 </p><p>REFERNCIAS .................................................................................................................................... 112 </p></li><li><p>8 </p><p>INTRODUO</p><p>De indiscutvel importncia na economia mundial, tanto econmica </p><p>(principal commodity negociada mundialmente) como estratgica (geopoltica </p><p>fonte energtica)1, o petrleo tambm avanou seu papel protagonista na economia </p><p>brasileira nesta ltima dcada e gera fortes expectativas para as seguintes. </p><p>Recurso natural, matria-prima de origem no renovvel e principal fonte </p><p>energtica mundial, de vilo da economia nacional na dcada de 70, em razo da </p><p>forte dependncia deste insumo e do seu peso econmico na pauta de importaes </p><p>do Pas, o petrleo (e tambm o gs natural associado) passou a ser o heri que </p><p>alavanca o Brasil entre as principais economias mundiais e promete impulsionar o </p><p>seu desenvolvimento socioeconmico nos prximos anos. </p><p>De importador de petrleo e seus derivados, o que levou o Pas a investir </p><p>em uma matriz energtica preponderantemente sustentada por fontes renovveis, o </p><p>Brasil atualmente se candidata a relevante exportador dos hidrocarbonetos2 um </p><p>combustvel fssil no renovvel. </p><p>Este fato se deve recente e significativa evoluo das reservas nacionais, </p><p>principalmente as localizadas off-shore, em guas profundas, e, mais ainda, s </p><p>projees delineadas a partir de 2007, em razo da descoberta do formidvel </p><p>potencial de produo de hidrocarbonetos na chamada rea do pr-sal. </p><p>1 Gasolina, diesel, gs liquefeito, GLP, querosene, nafta, e todos os outros derivados do petrleo, fazem dele o combustvel mais utilizado em todo o mundo - 60% da energia consumida no mundo vm do petrleo. Principal fonte na obteno de produtos qumicos, combustvel, insumos agrcolas e outros produtos que so utilizados pelos setores industrial, comercial, agrcola e de transporte. </p><p>2 O petrleo uma substncia inflamvel e oleosa de origem vegetal, que surgiu atravs do acmulo de material orgnico sedimentados sob presso no fundo dos lagos e oceanos, mediante transformaes qumicas ao longo de milhares de anos. um composto resultado da combinao de molculas de carbono e hidrognio, chamadas de hidrocarbonetos. </p></li><li><p>9 </p><p>A histria recente que acompanha essa evoluo traz duas mudanas </p><p>significativas no marco regulatrio do setor de E&amp;P (explorao e produo de </p><p>petrleo e gs natural) nacional: a primeira, aps a Constituio de 1988, com a </p><p>flexibilizao do monoplio de explorao e produo (1995); a segunda, em 2010, </p><p>como resultado da reavaliao do modelo regulatrio por parte das autoridades </p><p>governamentais, em funo da descoberta do pr-sal, que, aps muitos debates e </p><p>apreciao pelo Congresso Nacional, culminou na Lei 12.351/2010, que instituiu o </p><p>regime de partilha de produo para as reas do pr-sal e outras que tambm </p><p>forem consideradas estratgicas. </p><p>O Pas passou a ter um regime regulador misto (de concesso e de partilha </p><p>de produo, conforme as reas especficas alm dos casos excepcionais de </p><p>contratos de cesso onerosa com a Petrobras)3. Ocorre que o novo regime traz </p><p>peculiaridades que o distinguem significativamente do bem sucedido modelo de </p><p>concesso e at mesmo dos padres internacionais de contrato de partilha de </p><p>produo. Cite-se, por exemplo, a fixao da Petrobras como operadora nica dos </p><p>contratos de partilha de produo e a criao de empresa estatal especfica </p><p>(PPSA)4 para administrar os novos contratos. Trata-se de complexa mudana </p><p>regulatria recm-inaugurada e que traz desafios de implementao para que os </p><p>resultados validem o esforo empreendido pela mudana. </p><p>Antes de iniciar o novo regime, se passaram cinco anos de interrupo das </p><p>rodadas de licitao de blocos para explorao e produo, que so realizadas pela </p><p>3 Caso especial de cesso de reas da Unio Petrobras, como forma de aumento de participao da Unio na Empresa com vistas sua capitalizao, em procedimento preparatrio para ampliao da explorao do pr-sal, autorizado pela Lei n 12.276, de 30 de junho de 2010, que autorizou a Unio a ceder onerosamente Petrleo Brasileiro S.A. Petrobrs, dispensada a licitao, o exerccio das atividades de pesquisa e lavra de petrleo, de gs natural e de outros hidrocarbonetos fluidos em reas no concedidas localizadas no Pr-sal, no p...</p></li></ul>