19 Congresso de Iniciação Científica DETERMINAÇÃO DOS ...

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  • 19 Congresso de Iniciao Cientfica

    DETERMINAO DOS AGENTES QUMICOS RESPONSVEIS PELA TOXICIDADE EMEFLUENTES: AVALIAO E IDENTIFICAO DE TOXICIDADE (AIT)

    Autor(es)

    NATHALIA SILVESTRE

    Co-Autor(es)

    ROSANA MARIA DE OLIVEIRA FREGUGLIAPEDRO ZAGATTO

    Orientador(es)

    TAIS HELENA MARTINS LACERDA

    Apoio Financeiro

    CNPQ

    1. Introduo

    O avano tecnolgico aliado ao crescimento das populaes tem levado a um aumento na gerao de resduos e, conseqentemente,vem aumentando a contaminao dos ambientes hdricos, pois importante lembrar, que os corpos dgua so os receptores finais detodos os efluentes domsticos e industriais lanados no ambiente. A diversidade de substncias qumicas lanadas nos esgotos de umacidade ou de efluentes industriais enorme e, muitos contaminantes, em funo de sua concentrao, podem causar impactos oudanos irreversveis a biota do ambiente aqutico (PIRES, 2006). Alm disso, a interao entre os diferentes componentes na guapode, por sinergismo ou antagonismo, potencializar ou no seus efeitos txicos. A toxicologia tem como principais objetivosidentificar os riscos associados a uma determinada substncia e determinar em quais condies de exposio esses riscos soinduzidos (OLIVI et al., 2008). A Ecotoxicologia, um ramo da Toxicologia, vem estudando e monitorando o comportamento decompostos txicos no ambiente, assim como seus efeitos sobre organismos terrestres e aquticos (RONCO e GRANADOS, 2004;KENDALL et al 2001).A Avaliao e Identificao de Toxicidade (AIT) consistem uma ferramenta muito til na identificao da causa da toxicidade nosestudos de guas e efluentes (FURLEY, 2008).Estes estudos foram descritos com o objetivo de promover a avaliao, a identificao e a reduo da toxicidade de efluentes e, tmsido igualmente conduzidos com amostras de guas superficiais, com o propsito de identificar as fontes pontuais e/ou difusasresponsveis por sua toxicidade permitindo que medidas eficientes de controle possam ser adotadas (BURATINI et al, 2007).Consiste em uma srie de manipulaes qumicas de amostras, como filtrao, ajustes de pH, aerao e extrao em fase slida, quetm como objetivo extrair ou indisponibilizar os agentes txicos e posteriores testes de toxicidade com as amostras manipuladas (FaseI), anlises qumicas para identificao dos agentes txicos (Fase II) e confirmao da toxicidade (Fase III), fornecendo uma idiamais exata de que tipo ou grupo de compostos (e.g. metais, anions inorgnicos, compostos orgnicos polares e no polares, volteis,

  • oxidantes, etc.) que esta envolvido na toxicidade da amostra para a biota aqutica. O AIT foi desenvolvido inicialmente para avaliar atoxicidade de substncias qumicas e para o controle do lanamento de efluentes lquidos utilizando testes de toxicidade comorganismos aquticos para diagnosticar a qualidade de guas superficiais e de efluentes.

    2. Objetivos

    Os estudos de Avaliao e Identificao da Toxicidade procuram isolar os agentes txicos presentes em uma amostra, em funo desua reao a uma srie de manipulaes fsicas e qumicas. O presente trabalho tem por objetivo avaliar a toxicidade de um efluenteindustrial piloto e atravs do AIT, identifica o agente causador da toxicidade.

    3. Desenvolvimento

    Os ensaios fizeram parte de um projeto firmado entre o CNPq/Bioagri (Edital MCT/SETEC/CNPq n 67/2008- RHAE) e foramconduzidos nos laboratrios da Bioagri Ltda. Os mtodos utilizados basearam-se nos procedimentos da USEPA (1991; 1993 a e b). Aamostra analisada consistiu de efluente cedido por uma indstria, identificado como efluente piloto. Os dados fsico-qumicos etoxicidade aguda (Daphnia similis, avaliado atravs do mtodo de ensaio ABNT NBR 12713:2004) so apresentados abaixo:? Data da Coleta: 12/08/2010? pH: 9,0? Dureza Total: 1404 mg.L-1 CaCO3? Condutividade: 3.540 m.S cm-1? Oxignio Dissolvido: 8,7 m.L-1? Temperatura: 20,7 C? Toxicidade Aguda: CE50= 19,24%

    O organismo teste utilizado foi Ceriodaphnia dbia, com 6 a 30h de vida, cultivadas no Laboratrio de Biologia Aqutica Microcrustceos, mantidas em cultura estoque em condies laboratoriais definidas. Os testes de toxicidade aguda foram realizadosem 10 mL amostra/gua nas seguintes % de diluio: 100; 50; 25; 13; 6,5; Controle. O teste foi realizado com 2 rplicas utilizando de5 organismos teste por amostra com leitura em 24 h (temperatura de incubao 25 ? 2 C). Como gua de diluio para solues testee cultivo foi utilizada gua MS reconstituda.Para o clculo da CE50; 24 e 48 h utilizaram-se o programa estatstico TSK Trimmed Spearman-Karber" e, os valores resultantesconvertidos em Unidades Txicas (UT=100/CE50).O estudo de AIT se compe em trs fases distintas. A Fase I envolve testes de ecotoxicidade aguda e/ou crnica com a amostra innatura, fracionada e tratada atravs de diferentes maneiras (Figura 1). A amostra txica submetida a uma srie de manipulaesfsica e qumica de modo a alterar ou tornar biologicamente no disponvel um determinado grupo de agentes txicos. As informaesobtidas na Fase I constituem a base de orientao para a Fase II que envolve a identificao dos agentes txicos especficos eavaliaes de tratabilidade da amostra com vista reduo de sua toxicidade. Nessa fase so identificados os componentes qumicosresponsveis pela toxicidade detectada.Na Fase III todos os resultados dos ensaios ecotoxicologicos e das anlises fsico-qumicas so confirmadas, com o intuito de eliminaras incertezas de medies, ou seja, a fase de confirmao dos dados obtidos no estudo de AIT (USEPA, 1991; 1993 a-b).

    4. Resultado e Discusso

    Pelas manipulaes da FASE I observou-se uma reduo significativa da toxicidade no teste de aerao, indicando que, a toxicidadeteria como principal causador um composto voltil (Tabela 1). A amnia ou H2S foram consideradas agentes suspeitos, pois ambosapresentam como caractersticas reduo significativa na toxicidade quando submetidos s manipulaes envolvendo aerao e ajustede pH.Para confirmao dos resultados obtidos na Fase I, os testes de toxicidade foram repetidos na FASE II, sendo que, para testeaerao/pH inicial, houve uma reduo de 50% aps 1 hora de aerao. Amostras do efluente foram encaminhadas para o laboratriode analise de metais que confirmaram a presena de alto teor de amnia na amostra. Para a FASE III, a amostra de efluente foisubmetida a aerao por 5 horas, a cada hora foi retirado uma alquota e realizado teste de toxicidade (Figura 2.). Os resultadosdemonstraram que, sob aerao, a amostra passou de txica para no txica em 5 horas.

    5. Consideraes Finais

  • A amnia foi identificada como causador da toxicidade, pois, observou-se aumento do efeito txico em pHs mais elevados e nostestes com ajuste de pH, e reduo dos efeitos txicos no teste de aerao. Podemos assim, afirmar que a amnia o principal agentecausador da toxicidade do efluente analisado.

    Referncias Bibliogrficas

    ABNT (Associao Brasileira de Normas Tcnicas) NBR 12713. Ecotoxicologia Aqutica Toxicidade Aguda Mtodo de ensaiocom Daphnia spp (Crustceo, Cladocera). Rio de Janeiro, 2004. 21 p.

    BURATINI, S. V.; ARAGO, R. P.; ARAJO, R. P. A; PROSPERI, V. A.; WERNER, L. I. Avaliao e identificao da toxicidadeno Rio Baquirivu-Guau (Alto Tite). Journal Brazil. Society Ecotoxicology. v. 2, n.3, 2007, 257-262.

    FURLEY, H. T. Identificao da causa da toxicidade de efluentes de fbricas de celulose e papel da America Latina. O Papel. ArtigoTcnico, p. 34-41. Mar, 2009.

    KENDALL, R. J.; ANDERSON, T. A.; BAKER, R. J.; BENS, C. M.; CARR, J. A.; CHIODO, L. A.; COBIII, G. P.; DICKERSON,R. L.; DIXON, K. R; FRAME, L. E.; THEODORAKIS, W. Em Casarett and Doulls Toxicology The basis Science of poisons;Klaassen. C. D., Ed., MacGraw-Hill: New York, 2001. cap. 29.

    OLIVI, P.; COSTA, C. R.; ESPINDOLA, E.; BOTTA, C. M. R. A toxicidade em ambientes aquticos: discusso e mtodos deavaliao. Qumica Nova, v. 31, n. 7, p. 1820-1830, 2008.

    PIRES, L. E. B. Avaliao e identificao da toxicidade (toxity identification evaluation TIE) do efluente lquido do plo industrialde Belford Roxo, RJ, e sua contribuio na qualidade das guas do corso inferior do Rio Sarapu, sub-bacia do Rio Iguau, Bacia daBaa da Guanabara, RJ, Brasil. 2006. Tese Doutorado. IPEN Universidade de So Paulo. 175 p.

    RONCO, A.; BEZ, M. C. D.; GRANADOS; Y. P. Ensayos toxicolgicos y mtodos de evaluacin de calidad de guas Estandarizacon, Intercalibracin, Resultados y Aplicaciones; Morales, G. C. Ed.; Centro Internacional de Investigaciones para ElDesarrollo: Ottawa, 2004, cap. I.

    USEPA. 1991. Methods for Aquatic Toxicity Identification Evaluations: Phase I Toxicity Characterization Procedures. 2nd. Ed.EPA/600/6-91/003. Environmental Research Laboratory, Duluth, MN.

    USEPA. 1993a. Methods for Aquatic Toxicity Identification Evaluations: Phase II Toxicity Characterization Procedures for SamplesExhibiting Acute and Chronic Toxicity. EPA-600/R-92/080. Environmental Research Laboratory. Duluth, MN.

    USEPA. 1993b. Methods for Aquatic Toxicity Identification Evaluations: Phase III Toxicity Confirmation Procedures for SamplesExhibiting Acute and Chronic Toxicity. EPA-600/R-92/081. Environmental Research Laboratory. Duluth, MN.Anexos

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