18º Congresso de Iniciação Científica ANÁLISE DE ... ?· 18º congresso de iniciação científica…

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  • 18 Congresso de Iniciao Cientfica

    ANLISE DE FORMULAO ACRESCIDA DE P DE PROLA, ASSOCIADA, OU NO, ATCNICA DO SHIATSU, NA REDUO DE RUGAS PERIORBICULARES

    Autor(es)

    CAROLINA ORTIZ LOPES DE OLIVEIRA

    Orientador(es)

    ANDRA CRISTINA DE LIMA, GISLAINE RICCI LEONARDI

    Apoio Financeiro

    FAPIC/UNIMEP

    1. Introduo

    O envelhecimento cutneo um fenmeno biolgico complexo que depende da combinao de fatores intrnsecos e extrnsecos(BEITNER, 2003; UHODA et al., 2002).Os fatores intrnsecos caracterizam-se como responsveis pelo chamado envelhecimento cronolgico e resultam, principalmente, dedeterminantes genticos e hormonais que por sua vez podem ocasionar o afinamento da epiderme e aumento de sua fragilidade,diminuio da espessura drmica e da vascularizao, reduo no nmero de fibroblastos e na sua capacidade metablica, alm deuma ao responsiva menor a fatores de crescimento. Por isso, promovem ressecamento, flacidez e rugas (VELASCO et al., 2004;BEITNER, 2003)Os fatores extrnsecos consistem na exposio da pele a diversas agresses, tais como poluio atmosfrica, traumatismos e,principalmente, radiao ultravioleta (UV), a qual responsvel pelo fotoenvelhecimento cutneo (BEITNER, 2003).Este envelhecimento da pele induzido pelo sol um processo cumulativo e depende do grau de exposio solar e do pigmento da pelede cada indivduo (FISHER et al., 2002). Este processo vai acarretar manifestaes clnicas correspondentes a essas alteraes comomudanas na textura da pele, rugas e hiperpigmentao (BEITNER, 2003).As rugas representam um dos primeiros sinais aparentes do envelhecimento, os quais somados ao aumento da longevidade e ao desejode manter uma aparncia juvenil tm impelido um crescimento de produtos disponveis no mercado de cosmticos (CHO et al.,2006). Atualmente crescente a busca pela qualidade de vida, pelo equilbrio entre corpo, mente e esprito. Mediante esse cenriosabe-se, pela mdia, que as chamadas terapias alternativas vm ganhando espao a cada dia, em especial as provenientes da culturaoriental, das quais se destaca o shiatsu.O shiatsu facial uma tcnica japonesa que foi desenvolvida a partir da tcnica Anma, originria da China, utilizando-se dosconceitos da teoria da Medicina Tradicional Chinesa (VACCHIANO, 2008).O shiatsu significa presso com os dedos, uma tcnica de reequilbrio do Ki, cuja abordagem e a filosofia so similares as daacupuntura, no uso de canais de energia, que so os tsubs (pontos de presso) e mtodos de diagnose, porm sem o uso de agulhas.(LAZIRINI, 2008).Assim como as tcnicas, a mdia impressa tambm tem publicado que os produtos orientais de efeito teraputico esto sendo usadoscom sucesso nos tratamentos de beleza. Como exemplo, destaca-se o p de prola, que tem sido descrito na mdia, e nas literaturas deseus fabricantes e fornecedores, com diversas propriedades benficas para a preveno do envelhecimento e rejuvenescimento dapele. O p de prola vem sendo indicado no tratamento da acne, devido sua atividade bactericida, no tratamento de manchas (devido

  • sua atividade clareadora), no rejuvenescimento facial (devidos sua ao antioxidante/ combate formao dos radicais livres)(HELENA, 2009).Pode-se dizer que vrias tcnicas alternativas vm ganhando aceitao por parte dos profissionais da rea da sade, e at dospacientes. O uso de cremes acrescidos com p de prola tem sido cada vez mais motivado pelos professores da rea de acupunturabem como por divulgaes na mdia. Logo, preciso um estudo de eficcia desses procedimentos para a obteno de resultadosbenficosO presente estudo visa contribuir com o corpo social produzindo conhecimento sobre a eficcia de rejuvenescimento facial de umaformulao tpica contendo matria-prima chamada de p de prola bem como sobre a tcnica do shiatsu no rosto; uma vez que essaformulao e esse procedimento vm sendo muito empregados, porm ainda de maneira emprica, em clnicas de esttica.

    2. Objetivos

    Esta pesquisa tem por objetivo o desenvolvimento de uma formulao base acrescida, ou no, de 0,5% de p de prola bem como aavaliao dessas formulaes associadas, ou no, a tcnica do shiatsu facial, em pele humana, na reduo de rugas na regio lteroexterna dos olhos.

    3. Desenvolvimento

    Foram preparadas oito formulaes, as quais foram acrescidas de 0,5% de p de prola. Os cremes foram preparados aquecendoseparadamente a fase oleosa e a fase aquosa, at a temperatura de 75 - 80C, sob agitao manual constante. Aps as duas fasesatingirem a mesma temperatura a fase aquosa foi vertida sob a fase oleosa, mantendo-se agitao at resfriamento e ao final desteprocedimento o p de prola foi incorporado ao creme.As formulaes foram submetidas a testes preliminares de estabilidade (pH e caractersticas organolpticas ).A medida de pH foi realizada em triplicata, atravs do peagmetro digital PG 2000 (GEHAKA), utilizando-se amostras diludas emgua recm destilada (5%). A avaliao do pH foi analisada nos diferentes tempos (T0, T30) e condies de temperatura a que foramsubmetidos (ambiente (25 C 2), estufa (37 C 2) e geladeira (5 C 2) (LEONARDI et al., 2000; BRASIL, 2004; BOOCK, 2007;ANDRADE et al., 2007).E para a caracterizao organolptica as formulaes foram observadas quanto s alteraes do tipo: aspecto, odor, cor. As mesmasforam avaliadas em todos os tempos (T0, T7, T14 e T30) e nas diferentes condies de temperatura a que foram submetidos:temperatura ambiente (25 C 2), estufa (37 C 2) e geladeira (5 C 2) (BRASIL, 2004; ANVISA, 2004; LEONARDI, 1997).Aps a aprovao do protocolo de estudo do Comit de tica em Pesquisa da Universidade Metodista de Piracicaba foram recrutadas32 voluntrias, as quais obedeciam a todos os critrios de incluso para a pesquisa; ter idade entre 35 a 55 anos, pele clara ou morenaclara com rugas na regio latero externa dos olhos.Todas as voluntrias foram esclarecidas do objetivo da pesquisa atravs do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.Participaram desse estudo 32 voluntrias divididas em 04 grupos. O grupo 1 (n = 8) utilizou formulao base.O grupo 2 (n = 8)utilizou a formulao base e estas voluntrias receberam a tcnica do shiatsu facial.O grupo 3 (n = 8) usou a formulao base acrescida de 0,5 % de p de prola.O grupo 4 ( n = 8) usou a formulao base acrescida de0,5 % de p de prola e recebeu a tcnica do shiatsu facial.A diviso dos grupos foi feita de forma aleatria respeitando os critrios de incluso. Todas as voluntrias foram orientadas a noutilizarem nenhum outro tipo de produto no rosto durante o estudo.Todas as voluntrias que estavam no grupo shiatsu receberam 10sesses,sendo 2 por semana ,com a durao de 25 minutos cada sesso.A avaliao da regio dos olhos das voluntrias foi previamente fotografada com o microscpio CCD color,modelo Scope ,utilizandouma lente de aumento de 10 vezes. Foram tiradas fotos nos tempos 0 (antes do uso das formulaes),tempo 30 (trinta dias aps o usoda formulao),tempo 60 ( sessenta dias aps o uso da formualo) e tempo 90 (noventa dias aps o uso da formulao). Desta formatotalizando o perodo proposto (trs meses). As fotos foram tiradas dos olhos direito (OD) e olhos esquerdo (OE) das voluntrias.As fotos do pr e ps-tratamento foram digitalizadas e analisadas por meio da avaliao da porcentagem de reas ocupadas com traosde rugas das voluntrias.Utilizou-se o programa paint com a finalidade de deixar as rugas das voluntrias mais evidentes e posteriormente as fotos foramtransferidas para o programa Corel Draw Graphics Suit X3, onde as mesmas foram divididas em 600 reas de 1cm2.A rea com traos de rugas de cada voluntria foi calculada pela Planimetria por contagem de pontos. MANDARIM-DE-LACERDA(1994) descreveu este sistema como teste regular de amostra quadrtica, que no nosso estudo foi realizado em forma de retculo com600 quadrados de 1cm2 de rea. Para melhor visualizao dos resultados, fez-se o nmero total de reas com traos de rugas emporcentagem, dividindo o nmero de quadrados com reas de ruga pelo nmero total de quadrados das fotografias (600 quadrados) e

  • depois multiplicando este nmero por 100.A anlise estatstica dos efeitos do creme com p de perola, associado ou no a tcnica de shiatsu, foi realizada em duas etapas.Na primeira etapa, realizou-se uma srie de testes, visando determinar o tipo de distribuio dos dados amostrais, bem como o grau dehomogeneidade das varincias envolvidas no experimento. importante conhecer a natureza da distribuio amostral porque elaque define quais sero os testes mais adequados ao tratamento estatstico dos dados.A distribuio dos dados amostrais foi no- normal, por isso empregou-se o teste de Kruskall-Wallis. O nvel de probabilidade para asignificncia estatstica nos testes que foram realizados deve ser maior do que em experimentos que envolvem apenas materiaisinertes, e no matria viva, de comportamento consideravelmente mais difcil de controlar. Logo o nvel de significncia foi de 5%.

    4. Resultado e Discusso

    Em relao s propriedades fsico qumicas das formulaes, pode-se constatar que em todos os tempos estudados, ou seja, no T0 (24horas aps a preparao), T7, T14 e no tempo de trinta dias T30, estocadas temperatura ambiente (A; 25 C 2), estufa (E; 37 C 2) e geladeira (G; 5 C 2) ,apenas a formulao 3 e 4 das amostras acondicionadas em estufa (37 C 2) ,no tempo 30 tiveram a core o aspecto alterado.Constatou-se ausncia de alteraes quanto aos aspectos organolpticos nas demais formulaes,podendo serclassificadas como de aspecto fsico estvel,sem alteraes visveis,com cor e odor caractersticos da matria prima. No houvealteraes significativas no pH das formulaes estudas nos tempos de estudo.Quanto ao estudo da avaliao na eficcia, as fotos foram utilizadas para anlise da ctis das voluntrias ao longo da pesquisa,desenvolvida com a finalidade de obter conhecimento a respeito da eficcia da utilizao do p de prola em formulaes anti rugas.Aps a contagem pela metodologia de planimetria por contagem de pontos obteve-se os resultados em porcentagem, ilustrados pelastabelas abaixo.Foram analisados 4 diferentes perodos: tempo 0 (antes do uso das formulaes), tempo 30 (trinta dias aps o uso da formulao),tempo 60 ( sessenta dias aps o uso da formulao) e tempo 90 (noventa dias aps o uso da formulao). As fotos foram tiradas dosolhos direito (OD) e olhos esquerdo (OE) das voluntrias.Os dados experimentais obtidos foram submetidos anlise de Kruskall Wallis, e no houve diferena significativa para nenhumgrupo estudado.O grfico de nmero 2 expressa a porcentagem de rugas dos grupos estudados.

    5. Consideraes Finais

    A aplicao do shiatsu e da formulao com p de prola, nas condies experimentais, no ocasionou reduo das rugas periorbitaisestatisticamente superior a formulao base.

    Referncias Bibliogrficas

    ANDRADE, F. F.; SANTOS, O. D.; OLIVEIRA, W. P.; ROCHA-FILHO, P. A. Influence of PEG-12 Dimethicone addition onstability and formation of emulsions containing liquid crystal. Int. J. Cosmet. Sci., v. 29, n. 3, p. 211-8, jun. 2007.

    BEITNER, H. Randomized, placebo-controlled, double blind study on the clinical efficacy of a cream containing 5% ?-lipoic acidrelated to photoageing of facial skin. British Journal of Dermatology. v. 149, n. 4, p. 841-9, 2003

    BOOCK, K. P. Desenvolvimento e avaliao da estabilidade fsica de emulses contendo cristais lquidos e ativos hidratantes basede manteiga de cupuau (Theobroma grandiflorum) ou cacau (Theobroma cacau). 2007. 86p. Dissertao (Mestrado) Faculdade deCincias Farmacuticas de Ribeiro Preto, Universidade de So Paulo, Ribeiro Preto, 2007.

    BRASIL. Agncia Nacional de Vigilncia Sanitria. Guia de estabilidade de produtos cosmticos. 1. ed. Braslia: ANVISA, 2004, 52p

    CHO, C. M.; BERSON, D. S. Cosmeceuticals. Seminars in Cutaneous Medicine and Surgery. v. 25, n. 3, p. 163-8, 2006.

    LAZARINI E. K. H. Disponvel em http://elianehirata.wordpress.com em 21/03/2008

  • LEONARDI, G. R.; BERALDI, P.; FREITAS, P. C. D.; MAIA CAMPOS, P. M. B. G. Produtos de uso tpico com Aloe Vera.Cosmetics & Toiletries, v. 12, n. 5, set./out. 2000.

    VACCHIANO, A.; SHIATSU facial: a arte do rejuvenecimento. 6 ed. So Paulo: Ground, 2008.

    UHODA, I.; FASKA, N.; ROBERT, C.; CAUWENBERGH, G.; PIRARD, G. E. Split face study on the cutaneous tensile effect of2-dimethylaminoethanol (deanol) gel. Skin Research and Technology. v. 8, n. 3, p. 164-7, 2002.

    Anexos

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