16.04 a psicofonia - a incorporação iv 20 jan 2015

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1. Estudos Dirigidos Voltamos com o nosso assunto... A Psicofonia A Incorpora 2. Captulo 16. Incorporao. Porque o interrogasse, quanto ao processo fenomnico da incorporao, o benigno instrutor (Alexandre) esclareceu de boa vontade: Mediunicamente falando, as medidas so as mesmas adotadas nos ca- sos de psicografia comum, acrescentando-se, porm, que necessitaremos proteger, com especial carinho, o centro da linguagem na zona motora, fazendo refletir nosso auxlio magntico sobre todos os msculos da fala, localizados ao longo da boca, da garganta, laringe, trax e abdmen. Nossos amigos do crculo pedem a sua presena, pelo menos por alguns minutos pros- seguiu o mentor, gentil , e deliberei conduzi-lo at l, para que voc fale, no somente a eles, mas tambm aos familiares... Mais adiante... Alexandre em conversa com o desencarnado que iria se comunicar atravs da incorporao... Em uma turma de Psicofonia... Oua, porm, meu amigo! tornou Alexandre, sereno e enrgico indispensvel que voc medite sobre o acontecimento. Lembre-se de que voc vai utilizar um aparelho neuro- muscular que lhe no pertence. Nossa amiga Otvia servir de intermediria. No entanto, voc no deve desconhecer as dificuldades de um mdium para satisfazer a particularidades tcnicas de identificao dos comunicantes, diante das exigncias de nossos irmos encarnados. Compreende bem? CONTINUA 3. Captulo 16. Incorporao. Em uma turma de Psicofonia... Sim replicou Dionsio, algo desapontado , estou agora no mundo da verdade e no devo faltar a ela. Recordo-me de que muitas vezes recebi as comunicaes do plano invisvel, atravs de Otvia, com muitas pre- venes, e, no raro, vacilei, acreditando-a vtima de inmeras mistifi- caes. Alexandre, muito calmo, observou: Pois bem, agora chegou a sua vez de experimentar. E se, antigamente, era to fcil para voc duvidar dos outros, desculpe a fraqueza dos nossos irmos encarnados, caso agora duvidem de seu esforo. possvel que no alcancemos o objetivo; entretanto, nossos colaboradores insistem pela sua visita e no devemos impedir a experincia. Antes que Dionsio se internasse em novas consideraes, o interlocutor rematou: Concentre-se, com ateno, sobre o assunto, pea a luz divina em suas oraes e espere-me. Conduzi-lo-ei em nossa companhia, deixando-o na residncia da mdium com algumas horas de antecedncia para que voc encontre facilidades no servio de harmonizao. Detivemo-nos em humilde aposento. Nesta parte da casa explicou-nos o guia acolhedor nossa irm Otvia costuma fazer me- ditaes e preces. A atmosfera reinante, aqui, , por isso, confortadora, leve e balsmica. Este- jam vontade. Em vista de ser hoje um dos dias consagrados ao servio medinico, terminar ela os trabalhos da refeio da tarde, mais cedo, a fim de orar e preparar-se. CONTINUA 4. Quem est acompanhando Andr Luiz na residncia da mdium, alm de Dionsio, Euclides, veja o que ele fala... Captulo 16. Incorporao. Em uma turma de Psicofonia... Para no colocar todo o texto do livro nesta apresentao resumiremos que a nossa irm Otvia teve um desentendimento com o seu esposo (embriagado) onde o mesmo insultou a companheira humilde e chegando mesmo a infligir-lhe tormentos fsicos. (...) Assustada, a bondosa senhora sofreu tremendo choque nervoso que lhe atingiu o fga- do, encontrando-se, no momento, sob forte perturbao gastrintestinal. Por isso, a alimenta- o dela foi muito deficiente durante o dia e no tem podido manter a harmonia precisa da mente para atender, com exatido, aos nossos propsitos. J trouxe diversos recursos de as- sistncia, inclusive a cooperao magntica de competentes enfermeiros espirituais, para le- vantar-lhe o padro das energias necessrias, e s por isto que a pobrezinha ainda no tombou acamada, embora se encontre bastante enfraquecida, apesar de todos os socorros. Algo desapontado, Euclides considerou, aps curto silncio: CONTINUA 5. Quem est acompanhando Andr Luiz na residncia da mdium, alm de Dionsio, Euclides, veja o que ele fala... Captulo 16. Incorporao. Em uma turma de Psicofonia... Lembrando alis que isso (os contra-tempos) so comuns de acontecer com os mdiuns, principalmente, nos dias de trabalho. Mas vamos voltar ao nosso caso. Vejam s o resultado... (...) Assustada, a bondosa senhora sofreu tremendo choque nervoso que lhe atingiu o fga- do, encontrando-se, no momento, sob forte perturbao gastrintestinal. Por isso, a alimenta- o dela foi muito deficiente durante o dia e no tem podido manter a harmonia precisa da mente para atender, com exatido, aos nossos propsitos. J trouxe diversos recursos de as- sistncia, inclusive a cooperao magntica de competentes enfermeiros espirituais, para le- vantar-lhe o padro das energias necessrias, e s por isto que a pobrezinha ainda no tombou acamada, embora se encontre bastante enfraquecida, apesar de todos os socorros. Algo desapontado, Euclides considerou, aps curto silncio: CONTINUA 6. Captulo 16. Incorporao. Em uma turma de Psicofonia... Como sabe, a harmonia no realizao que se improvise, e se ns, os desencarnados devotados ao bem, estamos em luta freqente pela nossa iluminao ntima, os mdiuns so criaturas humanas, suscetveis s vicis- situdes e aos desequilbrios da esfera carnal... Oh! exclamei, fixando a pobre mulher no teremos algum que a substitua? Ela est quase cambaleante... Todos os servios exigem preparo, treinamento observou o meu inter- locutor, sensatamente e no poderemos trazer algum que faa s vezes de Otvia, dum instante para outro. A dona da casa terminara a tarefa de aprontar o jantar humilde e, antes que o esposo voltasse ao lar, dirigiu-se ao quarto ntimo, em que, conforme a notificao de Euclides, costumava fazer as suas preces preparatrias. Penetramos o aposento em sua companhia. Euclides acomodou Dionsio ao lado dela e, en- quanto a mdium se concentrava em orao, o dedicado amigo aplicava-lhe passes magn- ticos, fortalecendo os nervos das vsceras e ministrando, ao que percebi, vigorosas cotas de fora, no somente s fibras nervosas, mas tambm s clulas gliais (*). (*) So clulas no neuronais do sistema nervoso central que proporcionam suporte e nutrio aos neurnios. CONTINUA 7. Captulo 16. Incorporao. Em uma turma de Psicofonia... Dona Otvia pedia a Jesus bastante energia para o cumprimento de sua tarefa, comovendo-nos a sua rogativa silenciosa, simples e sincera. Me- ditou na promessa que os amigos espirituais haviam levado a efeito, na vspera, relativamente comunicao de Dionsio, recm-desencarnado. Procurava dispor-se ao concurso medinico eficiente, tentando isolar a mente das contrariedades de natureza material. Aos poucos, sob a in- fluenciao de Euclides, formou-se um lao fludico que ligou a mdium ao prximo comunicante. O companheiro que preparava o trabalho reco- mendou ao amigo desencarnado falasse a Dona Otvia, com todas as suas energias mentais, organizando o ambiente favorvel para o servio da noite. Dionsio comeou a falar-lhe de suas necessidades espirituais, comentando a esperana de fazer-se sentir, junto da famlia terrena e dos antigos colegas de aprendizado espiritualista, notando eu que a mdium lhe registrava a presena e a linguagem, em forma de figurao e lembrana, aparentemente imaginrias, na esfera do pensamento. Observei, com interesse, a extenso da fronteira vibratria que nos separa dos Espritos encarnados, porquanto, em nos achando ali, em frente a uma organizao medinica ades- trada, precisvamos iniciar o trabalho de comunicao, como quem estivesse muitssimo distante, vencendo, devagarzinho, os crculos espessos de resistncia. CONTINUA 8. Captulo 16. Incorporao. Em uma turma de Psicofonia... Longo tempo durou o singular dilogo, reconhecendo que, ao fim da inte- ressante conversao prvia, entre a mdium e o comunicante, palestra essa que foi plenamente orientada pelo tato fraterno de Euclides, em todas as mincias, Dona Otvia parecia mais ambientada com o assunto, aderindo com clareza ao que Dionsio pretendia fazer. Chegando ao ncleo esprita... Atingimos o vasto salo daquela oficina de espiritualidade quando falta- va precisamente um quarto para as vinte horas. Como sempre, os trabalhadores de nosso plano eram numerosssimos, nos mltiplos trabalhos de assistncia, preparao e vigilncia. Enquanto alguns amigos ansiosos e a famlia do comunicante, constituda de esposa e filhos, aguardavam a palavra de Dionsio, muito grande era o nosso esforo para melhorar a posio receptiva de Otvia. Alexandre, como de outras vezes, esmerava-se em ministrar o exemplo da cooperao sadia. Determinou que alguns colaboradores dos nossos auxiliassem o sistema endocrnico, de ma- neira geral, e proporcionassem ao fgado melhores recursos para a normalizao imediata de suas funes, estabelecendo-se determinado equilbrio para o estmago e intestinos, em vir- tude das necessidades do momento, para que o aparelho medinico funcionasse com a pos- svel harmonia. CONTINUA 9. Captulo 16. Incorporao. Em uma turma de Psicofonia... s vinte horas, reunida a pequena assemblia dos irmos encarnados, foi iniciado o servio, com a prece comovedora do companheiro que dirigia a casa. Valendo-se do concurso magntico que lhe fora oferecido, a mdium sentia-se francamente mais forte. Mais uma vez, contemplava, admirado, o fenmeno luminoso da epfise e acompanhava o valioso trabalho de Alexandre na tcnica de preparao medinica, reparando que ali o incansvel instrutor se detinha mais cuida- dosamente na tarefa de auxlio a todas as clulas do crtex cerebral, aos elementos do centro da linguagem e s peas e msculos do centro da fala. Terminada a orao e levado a efeito o equilbrio vibratrio do ambiente, com a cooperao de numerosos servidores de nosso plano, Otvia foi cuidadosamente afastada do veculo f- sico, em sentido parcial, aproximando-se Dionsio, que tambm parcialmente comeou a utilizar-se das possibilidades dela. Otvia mantinha-se a reduzida distncia, mas com poderes para retomar o corpo a qualquer momento num impulso prprio, guardando relativa conscincia do que estava ocorrendo, enquanto que Dionsio cons