1366981414_CARTILHA PREFEITOS

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  • Vigilncia em SadeInformaes para os Secretrios Municipais

    2013

  • RIO GRANDE DO SULSECRETARIA ESTADUAL DA SADE

    Centro Estadual de Vigilncia em Sade

    Vigilncia em Sade:Informaes para os Secretrios Municipais, 2013

    2 edio revista e ampliadaPorto Alegre

    CEVS/RS 2013

  • R585v

    RIO GRANDE DO SUL. Secretaria Estadual da Sade. Centro Estadual de Vigilncia em Sade. Vigilncia em sade: informaes para os secretrios municipais, 2013 / Centro Estadual de Vigilncia em Sade 2. ed. rev. e amp. - Porto Alegre: CEVS/RS, 2013.

    ISBN 978-85-60437-16-0 (impresso) ISBN 978-85-60437-15-3 (Internet)

    1. Vigilncia Epidemiolgica. 2. Vigilncia Sanitria. 3. Vigilncia em Sude Ambiental 4. Vigilncia em Sade do Trabalhador. 5. Vigilncia da Situao de Sade 6. Vigilncia Laboratorial I. Ttulo NLM WA 105 Catalogao elaborada no Centro de Informao e Documentao do CEVS/RS

    Tiragem: 1.000 exemplaresQualquer parte desta publicao pode ser reproduzida, desde que citada a fonte.

  • 3SUMRIO

    APRESENTAO ......................................................................................................................... 5

    1 - VIGILNCIA EM SADE: CONCEITOS ...................................................................................... 9

    2 - CONHEA O CENTRO ESTADUAL DE VIGILNCIA EM SADE ................................................. 19

    3 - VIGILNCIA DA SITUAO DE SADE .................................................................................... 25

    4 - VIGILNCIA EPIDEMIOLGICA ............................................................................................... 31

    5 - VIGILNCIA EM SADE AMBIENTAL ....................................................................................... 45

    6 - VIGILNCIA SANITRIA .......................................................................................................... 63

    7 - VIGILNCIA EM SADE DO TRABALHADOR ............................................................................ 75

    8 - FUNDAO ESTADUAL DE PRODUO E PESQUISA EM SADE: IPB-LACEN/RS .................... 87

    9 - GESTO DA VIGILNCIA EM SADE: CONTRIBUIES PARA A GESTO MUNICIPAL ................ 109

  • VIGILNCIA EM SADE

    4

    REFERNCIAS ............................................................................................................................ 155

    ANEXOS

    ANEXO A COMPOSIO DAS COORDENADORIAS REGIONAIS DE SADE

    ANEXO A SEGUNDO AS REGIES DE SADE ............................................................................ 175

    ANEXO B CALENDRIO BSICO DE VACINAO DA CRIANA 2013.......................................... 179

    ANEXO C CALENDRIO DE VACINAO DO ADOLESCENTE 2013 .............................................. 189

    ANEXO D CALENDRIO DE VACINAO DO ADULTO E DO IDOSO 2013 .................................... 195

    ANEXO E CAPACITAES ......................................................................................................... 201

    ANEXO F TELEFONES E CONTATOS ........................................................................................... 209

    ANEXO G SITES DE INTERESSE ................................................................................................ 251

  • APRESENTAO

  • 7APRESENTAO

    A Secretaria Estadual da Sade do Rio Grande do Sul pretende, com esta publicao, contribuir com a nova gesto municipal apresentando aos Senhores Secretrios Municipais de Sade um conjunto de informaes relevantes para a rea de Vigilncia em Sade.

    Reconhece-se a complexidade atual da situao epidemiolgica, em que doenas transmissveis, muitas delas tradicionalmente relacionadas com precrias condies de vida e/ou de saneamento ambiental, em que se incluem desde a tuberculose at doenas transmitidas por vetores (como a dengue, a leish-maniose visceral), dividem importncia com doenas e agravos no transmissveis, muitos dos quais decorrentes de novos padres econmicos e culturais (como a obesidade, a diabetes, os acidentes e a violncia).

    Esses fatos, associados s rpidas alteraes demogrficas, com a diminuio progressiva dos nasci-mentos e crescimento rpido da populao de idosos, tm levado o Sistema nico de Sade a agregar, com grande rapidez, novas regras, diferentes compromissos e diversificada tecnologia de gesto, na busca de responder s demandas de uma sociedade cada vez mais plural e complexa.

  • VIGILNCIA EM SADE

    8

    Assim, tm sido constantemente repensadas as formas de se alcanar a plenitude da implementao do Sistema nico de Sade (SUS), em todas as diretrizes em que foi concebido, implicando a mudana do modelo de ateno, privilegiando a promoo da sade e a preveno da doena, sem prejuzo assis-tncia, o que exige o aprimoramento das ferramentas de gesto.

    Esta coletnea, em sua segunda edio revisada, descreve como est estruturada a Vigilncia em Sade no estado e na instncia federal, apresenta conceitos bsicos que a fundamentam, seus componentes (vigilncia sanitria, vigilncia epidemiolgica, vigilncia em sade ambiental, vigilncia em sade do tra-balhador e vigilncia laboratorial), as formas e instrumentos de gesto interativa e financiamento, alm de relacionar as referncias tericas e legais da rea.

    Pretende-se, desta forma, que a Secretaria Estadual, atravs do Centro Estadual de Vigilncia em Sade e dos Ncleos Regionais de Vigilncia em Sade (NUREVS), que integram as Coordenadorias Regionais de Sade, cumpra com parte de suas atribuies referentes assessoria e ao apoio tcnico aos municpios, colocando-se disposio dos senhores Secretrios para todo e qualquer suporte, no que se refere ao desenvolvimento das aes dessa rea.

    Ciro SimoniSecretrio de Estado da Sade

  • 1 VIGILNCIA EM SADE: CONCEITOS

    1

  • 11

    VIGILNCIA EM SADE: CONCEITOS

    1A Constituio Federal de 1988 implantou, no pas, o SUS, regulamentado dois anos depois pelas Leis n 8.080, de 19 de setembro de 1990 e n 8.142, de 28 de dezembro de 1990, sendo recentemente atualizada pelo Decreto n 7.508, de 28 de junho de 2011.

    No ttulo VIII Da Ordem Social, seo II, referente Sade, o art. 196 define que: A sade direito de todos e dever do Estado, garantido mediante polticas sociais e econmicas que visem reduo do risco de doena e de outros agravos e ao acesso universal e igualitrio s aes e servios para sua promoo, proteo e recuperao (BRASIL, 1988).

    O SUS definido, pelo art. 198 (BRASIL, 1988), do seguinte modo: As aes e os servios pblicos de sade integram uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem um sistema nico, organizado de acordo com as seguintes diretrizes:

    I. Descentralizao, com direo nica em cada esfera de governo;

    II. Atendimento integral, com prioridade para as atividades preventivas, sem prejuzo dos servios as-sistenciais;

  • VIGILNCIA EM SADE

    12

    III. Participao da comunidade [...].

    O texto constitucional demonstra claramente que a concepo do SUS baseia-se na formulao de um modelo de sade voltado para as necessidades da populao, procurando resgatar o compromisso do Estado para com o bem-estar social, especialmente no que refere sade coletiva.

    Assim, foram definidos como princpios doutrinrios do SUS:- A universalidade;- A integralidade;- A equidade;- O controle social.

  • 13

    VIGILNCIA EM SADE: CONCEITOS

    1Em 1990, o SUS foi regulamentado atravs da Lei n 8.080, a qual define o modelo operacional, propon-do a sua forma de organizao e de funcionamento. No art. 3, reafirma-se o conceito amplo de sade:

    A sade tem como fatores determinantes e condicionantes, entre outros, a alimentao, a moradia, o saneamento bsico, o meio ambiente, o trabalho, a renda, a educao, o trans-porte, o lazer e o acesso aos bens e servios essenciais; os nveis de sade da populao expressam a organizao social e econmica do Pas.Pargrafo nico. Dizem respeito tambm sade as aes que, por fora do disposto no artigo anterior, se destinam a garantir s pessoas e coletividade condies de bem-estar fsico, mental e social (BRASIL, 1990a).

    E, em 2011, o Decreto n 7.508 veio regulamentar a Lei n 8.080, de 19 de setembro de 1990, para dispor sobre a organizao do SUS, o planejamento da sade, a assistncia sade e a articulao interfederativa.

    Nesse contexto, desenvolveu-se o conceito de VIGILNCIA EM SADE, entendido tanto como modelo de ateno quanto como proposta de gesto de prticas sanitrias.

  • VIGILNCIA EM SADE

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    Na concepo abrangente da Vigilncia em Sade, o objeto das aes o controle dos fatores deter-minantes e condicionantes, dos riscos e dos danos sade da populao em determinado territrio.

    A forma de organizao desse modelo privilegia a construo de polticas pblicas, a atuao interse-torial, assim como as intervenes particulares e integradas de promoo, preveno e recuperao da sade, em torno de problemas e grupos populacionais especficos, tendo por base, para o planejamento das aes, as anlises de situaes de sade nas reas geogrficas municipais.

    Estrategicamente, a Vigilncia em Sade um dos pilares de sustentao do princpio da integralidade, do cuidado, devendo, nesse contexto, inserir-se na construo das redes de ateno sade.

    Dessa forma, avaliada do ponto de vista tecnolgico e operacional, a ao de Vigilncia em Sade pode ser entendida como a prtica:

    - Da integrao intrainstitucional entre as Vigilncias Epidemiolgica, Sanitria, Ambiental e Sade do Trabalhador;

  • 15

    VIGILNCIA EM SADE: CONCEITOS

    1- Da anlise da situao de sade de grupos populacionais;

    - Da identificao e do gerenciamento dos riscos dos diversos ambientes do convvio humano;

    - Do planejamento em sade com enfoque estratgico-situacional;

    - Da